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	<title>Arquivos Bong Joon-ho - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Bong Joon-ho - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Mickey 17</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 14:45:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado na obra literária de Edward Ashton, Mickey 17 é uma mistura de sci-fi e sátira política que marca o retorno do cineasta coreano Bong Joon-ho depois do fenômeno Parasita, vencedor do Oscar de melhor filme na edição de 2020 da premiação da Academia. Marcado por constantes adiamentos do seu lançamento e pela dúvida a respeito da influência da qualidade final do longa nessas decisões, Mickey 17 estreia enfim nos cinemas com um resultado que não chega a ser catastrófico, mas que pode ser moderadamente decepcionante para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado na obra literária de Edward Ashton, <strong><em>Mickey 17 </em></strong>é uma mistura de sci-fi e sátira política que marca o retorno do cineasta coreano Bong Joon-ho depois do fenômeno <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-parasita/"><em>Parasita</em></a>, vencedor do Oscar de melhor filme na edição de 2020 da premiação da Academia. Marcado por constantes adiamentos do seu lançamento e pela dúvida a respeito da influência da qualidade final do longa nessas decisões, <em>Mickey 17</em> estreia enfim nos cinemas com um resultado que não chega a ser catastrófico, mas que pode ser moderadamente decepcionante para quem nutria expectativas sobre esta incursão de Bong Joon-ho no cinema de língua inglesa.</p>
<p>Em<strong><em>Mickey 17</em></strong>, Robert Pattinson interpreta o personagem-título, uma das cópias dispensáveis de Mickey Barnes, um sujeito que se alista para uma missão espacial empreendida por um político de inclinações duvidosas. A cada novo teste perigoso realizado pela expedição que resulta na morte do personagem de Pattinson, uma nova versão dele é impressa e um outro ciclo de experimentos é iniciado em prol da colonização de um planeta invernal.  Acontece que durante o processo um movimento revolucionário acaba sendo fomentado quando Mickey 17 é dado como morto e uma nova cópia do personagem é feita.</p>
<p><em><strong>Mickey 17 </strong></em>consegue preservar aquele tom peculiar entre comédia e crítica social e política peculiar nos trabalhos de Bong Joon-ho. Ainda assim, é um filme que parece disperso entre os seus diversos núcleos de personagens e a jornada do próprio protagonista, não aprofundando seu comentário nos tópicos que coloca em discussão como a ética de experimentos científicos, a colonização e o uso de crenças para a manipulação política.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19298" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-1-1.png" alt="Mickey 17" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-1-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-1-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-1-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa tem um ótimo elenco, mas não consegue trazer mais desses personagens para além de suas funções na crítica social e na ação que o realizador propõe. Robert Pattinson até que se esforça, mas a polarização da personalidade entre as cópias do seu personagem me parece o caminho mais simples, ainda que seja curiosa a &#8220;mediocridade&#8221; que tenta imprimir nos personagens, fazendo de Mickey Barnes uma espécie de herói ordinário que se adequa bem às pretensões de Bong Joon-ho. Sua parceira de cena Naomi Ackie (nome em ascensão pelas suas boas interpretações em filmes como I wanna dance with somebody e Pisque Duas Vezes) até tem os seus momentos, mas a escrita da personagem não extrapola a superfície. Com figuras que desde o princípio pareciam marginais na história, Mark Ruffalo e Toni Collette acabam roubando a cena como o casal por trás de todo o programa de colonização da narrativa.</p>
<p><strong><em>Mickey 17 </em></strong>tinha diversos elementos que prometiam um retorno promissor de Bong Joon-ho pós-Parasita. É possível que o filme agrade a alguns fãs do gênero e do diretor. Particularmente, ainda que tenha os seus bons momentos, o longa é um trabalho morno do cineasta, bem distante da efervescência criativa, do discurso enérgico e da complexidade psicológica de seus trabalhos anteriores.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bong Joon Ho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Naomi Ackie, Steven Yeun</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Txuvq-K8kQo?si=icXFkOB4TdFdS7Nn" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Direção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 12:29:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a proximidade do grande dia, as apostas para as categorias do Oscar 2020 vão se afunilando. A exigente e problemática Academia de Artes e Ciências Cinematográficas teve um dos anos mais controversos em suas indicações. A falta de representatividade feminina e negra nas principais categorias do Academy Awards movimentou a mídia e o público no início do mês passado quando foram anunciados os indicados. Na categoria de Melhor Direção a polêmica foi ainda maior. 2019 foi um ano recheado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proximidade do grande dia, as apostas para as categorias do <strong><em>Oscar 2020</em></strong> vão se afunilando. A exigente e problemática <em>Academia de Artes e Ciências Cinematográficas</em> teve um dos anos mais controversos em suas indicações. A falta de representatividade feminina e negra nas principais categorias do <em>Academy Awards</em> movimentou a mídia e o público no início do mês passado quando foram anunciados os indicados. Na categoria de Melhor Direção a polêmica foi ainda maior. 2019 foi um ano recheado de direções excepcionais feitas por mulheres e, ainda assim, nenhuma delas foi lembrada na noite do Oscar.</p>
<p>Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>), Céline Sciamma (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-retrato-de-uma-jovem-em-chamas/"><em>Retrato de Uma Jovem em Chamas</em></a>) e Lulu Wang (<em>The Farewell</em>) são os principais nomes femininos deixados de lado nessa disputa. Além delas, outro nome como Noah Baumbach (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>) fez falta na lista final de indicados da maior premiação do cinema. Ainda assim, as indicações causaram certas surpresas. Apesar de serem todos homens, dentre os indicados temos uma mistura um tanto inesperada. O quinteto é formado pelos estreantes Todd Phillips e Bong Joon-Ho, pelo conhecido (e diversas vezes nomeado) Quentin Tarantino e pelos únicos que já levaram o prêmio para casa uma vez, Martin Scorsese e Sam Mendes.</p>
<p>Pensando no Oscar como um todo, podemos traçar uma repetição de acontecimentos. Todd Phillips, por exemplo, surge a partir do brilhante <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><strong><em>Coringa</em></strong></a>. O longa-metragem esbanja um excesso de indicações, no qual foi nomeado para 11 categorias. O filme demonstra uma sensibilidade e um poder dramático inesperado. É claro que a intervenção de Phillips tem participação nesse resultado, mas sua condução como maestro não foi extraordinária. O diretor soube aproveitar um bom roteiro e um ator principal genial. O mérito de Todd Phillips está na sensibilidade de perceber e privilegiar seu ator. Essas escolhas de ângulo e planos foram executadas de forma excelente. Contudo, seu caminho por produções mais “a cara do Oscar” será longo. A porta foi aberta, falta saber se ele terá outras chances de mostrar seu trabalho.</p>
<p>Ainda nessa linha do que se mostrou como um padrão no 92º Academy Awards, temos as indicações pelo trabalho de uma vida. Muitos dos indicados parecem estar em alguma categoria pela sua carreira do que pela sua indicação do momento. O gênio Martin Scorsese se encaixa nesse padrão. É inquestionável o talento e o legado do diretor nova iorquino para a sétima arte.</p>
<p>Desde o início de sua carreira, Scorsese provoca o público e estende as possibilidades do fazer cinema. Contudo, o tempo passa e é inevitável comparar os trabalhos de sua carreira. Também é impossível não notar que, nos últimos anos, os filmes mais extraordinários feitos por ele são os que fogem do padrão suspense gângster. Dentre seus melhores trabalhos das últimas décadas estão <em>O Lobo de Wall Street</em> (2013), <em>A Invenção de Hugo Cabret</em> (2011) e <em>Os Infiltrados</em> &#8211; nos quais todos tiveram indicações nesta categoria, mas só levou a estatueta para casa no último. A questão aqui é: Martin Scorsese, apesar de gênio não fez nada novo. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><strong><em>O Irlandês</em></strong></a> é um filme bem feito e produzido, mas não tem nada de excepcional. Não tem nada que faça o diretor estadunidense estar entre os principais da disputa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12348" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Parasite-bong-joon-ho.jpg" alt="Melhor Direção" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Parasite-bong-joon-ho.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Parasite-bong-joon-ho-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Parasite-bong-joon-ho-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Agora a disputa começa a se acirrar. A aparição de Bong Joon-ho entre os nomeados para Melhor Direção demonstra a potência de seu mais recente longa. <strong><em>Parasita</em></strong> expira genialidade de todas as formas. O diretor sul coreano criou uma das obras mais fortes e contundentes dos últimos anos. Sua discussão sobre sociedade e os limites do ser humano extrapolam a tela. A estética crítica, o preciosismo nos detalhes e a beleza das imagens mais duras sobre o dia a dia o colocam nessa disputa como um dos favoritos. Contudo, a sua maestria se encontra muito mais no roteiro feito por ele e Han Jin-won do que em sua direção. Não que haja algum problema ou falta de originalidade em seu trabalho, mas o seu roteiro ultrapassa qualquer outra parte dessa produção.</p>
<p>Aqui está uma das maiores surpresas do ano. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><strong><em>Era uma Vez em… Hollywood</em></strong></a> mostra que até os mais consagrados diretores, cujas marcas criativas são bem definidas, podem ir além. Quentin Tarantino ousou e deu vida a um de seus trabalhos mais primorosos. O longa carrega uma sensibilidade jamais antes vista. A condução da narrativa é magistral e encantadora. Mesmo vindo de um roteiro que fala por si só, o trabalho de Tarantino ultrapassa as palavras digitadas em sua própria criação e alcançam um outro patamar. Seu filme mais indicado, que traça um caminho próprio em sua carreira e é uma produção que fala de memória afetiva. Sem dúvidas um dos trabalhos mais sublimes, sensíveis e corajosos do diretor.</p>
<p>Seria esse o momento que finalmente Tarantino levaria a estatueta de Melhor Direção para casa? Seria o caso se Sam Mendes não estivesse no páreo. O diretor inglês tem uma história com o <em>Academy Awards</em>. Em sua estreia nos cinemas, Mendes trouxe para a sétima arte uma das obras mais belas sobre o vazio dos costumes. Numa forte crítica ao “<em>american way of life</em>”, o diretor estreou com um longa-metragem que marcou a história do cinema. <em>Beleza Americana</em> foi um sucesso de crítica, público e de prêmios. Além de levar o troféu de “Melhor Filme” para casa, o longa ainda concedeu ao realizador britânico a estatueta de “Melhor diretor” em seu primeiro trabalho para o cinema.</p>
<p>20 anos após esses eventos, Sam Mendes volta para a disputa do Oscar com outro trabalho colossal. Enquanto Joon-ho e Tarantino tem roteiros magistrais, Sam Mendes tem um roteiro muito simples. Toda a potência de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-1917/"><strong><em>1917</em></strong> </a>está em sua parte técnica. Um dos trabalhos mais completos do ano, tecnicamente falando. O longa traz uma profusão de sensações graças ao trabalho de direção. Sem a condução brilhante de Mendes esse filme não se comportaria da mesma forma. Fica claro que foi uma escolha da produção focar na técnica e estética do que na história. E é nessa escolha que reside o poder e a genialidade do trabalho feito pelo diretor. <em><strong>1917</strong></em> é um dos longas mais imersivos da história do cinema. O uso da câmera como um personagem somado aos planos-sequência belíssimos criam uma das direções mais sensações da década.</p>
<p>Apesar dos fortes indícios da vitória, a corrida pela estatueta de ouro para Melhor Direção é sempre incerta. Talvez Mendes saia vitorioso de lá como aconteceu nas principais premiações da temporada. Talvez algo inesperado aconteça. Basta esperar e ver quais surpresas a noite de 9 de fevereiro guarda. Agora resta aguardar para ver se o diretor inglês sairá invicto de suas indicações por direção ou se outro colega de profissão roubará a cena. Para saber dessas e mais apostas para o Oscar, fique ligado no Coisa de Cinéfilo!</p>
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		<title>Crítica: Parasita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 18:14:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se pegarmos as três produções cinematográficas que mais tiveram eco com o público em 2019, cada qual de origem diversa e retratando realidades muito distintas, em continentes de culturas praticamente opostas por sua história, podemos perceber uma mensagem bem clara e uníssona sobre alguns dos mais destacáveis problemas da contemporaneidade. Coringa nos Estados Unidos (América do Norte), Bacurau no Brasil (América do Sul) e agora Parasita na Coreia do Sul (Ásia) têm como preocupação estruturas sociais que provocam mal estar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se pegarmos as três produções cinematográficas que mais tiveram eco com o público em 2019, cada qual de origem diversa e retratando realidades muito distintas, em continentes de culturas praticamente opostas por sua história, podemos perceber uma mensagem bem clara e uníssona sobre alguns dos mais destacáveis problemas da contemporaneidade. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Coringa</em> </a>nos Estados Unidos (América do Norte), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/"><em>Bacurau</em> </a>no Brasil (América do Sul) e agora <strong><em>Parasita</em> </strong>na Coreia do Sul (Ásia) têm como preocupação estruturas sociais que provocam mal estar em indivíduos e grupos marginalizados. Todd Phillips, Kleber Mendonça Filho, Juliano Dornelles e Bong Joon-ho não sentaram em uma mesa de bar para conversar sobre política e questões sociais, mas a sensação é que os cinemas desses realizadores se encontraram e, como acontece em tempos tão complicados de se entender como o nosso, a arte acaba expurgando esses incômodos e sendo abraçada pelo público como representação das suas principais angústias.</p>
<p><strong><em>Parasita</em> </strong>conta a história de uma família de poucos recursos que enxerga oportunidades de subir na vida quando começam a prestar serviços para uma família rica. Sem saber do parentesco dos novos empregados, o grupo mais abastado acaba acolhendo pai, mãe e filhos em funções como tutores, motorista e empregada doméstica. As relações começam a ficar complexas durante uma viagem que os ricaços fazem deixando o grupo de empregados à vontade para usufruir os privilégios da mansão onde trabalham.</p>
<p>Em <strong><em>Parasita</em></strong>, Bong Joon-ho faz algo semelhante àquilo que fez com uma de suas obras mais populares, <em>Expresso do Amanhã</em>, converte as disposições dos estratos sociais em cenários de arquitetura simbólica. Enquanto no <em>sci-fi</em> distópico de 2013 o cineasta utilizava os vagões de um trem para representar as tensões de grupos sociais, em <strong><em>Parasita</em></strong>, Bong Joon-ho explora a intensa dinâmica entre o casarão de design <em>clean</em> da casa dos ricaços com o porão da mansão e a casa quase que subterrânea dos empregados no subúrbio coreano.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12368" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/2119c0ce1d.jpg" alt="Parasita" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/2119c0ce1d.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/2119c0ce1d-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/2119c0ce1d-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com um roteiro que tem fôlego para apresentar novas facetas da sua história até o último segundo do filme, o diretor desenvolve gradualmente seu corpo de personagens, que funcionam de maneira fantástica como coletivo, até chegar ao principal ponto de virada da trama. Há um determinado momento no qual a presença simultânea de praticamente todos os personagens do filme no mesmo imóvel promovem uma espécie de coreografia na qual os protagonista se movimentam entre os cômodos e se escondem em uma dinâmica tensa que simula um balé orquestrado por edição, movimentação de câmeras e encenação.</p>
<p>A capacidade que <strong><em>Parasita</em> </strong>tem de prender o público a cada segundo oferecendo facetas diversificadas de uma mesma história que oscilam entre a comédia, o melodrama, o discurso social, o horror, o <em>nonsense</em> é fabulosa. Bong Joon-ho já demonstrou em outros momentos que tem repertório e gosta de surpreender o público com suas inusitadas perspectivas a respeito de histórias que julgamos a princípio convencer. O desfecho de Parasita se opõe por completo à ironia do seu início e é por essa chave que o filme funciona durante toda a sua projeção, oferecendo uma perspectiva melancólica sobre a utopia da ascensão social.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bong Joon-ho<br />
<strong>Elenco:</strong> Song Kang-ho, Lee Sun-kyun, Jo Yeo-jeong, Choi Woo-sik, Jang Hye-jin, Park So-dam, Jung Ji-So, Lee Ji-hye, Park Myeong-hoo, Park Seo-joon, Park Keun-rok</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xWEf44OcU1w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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