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	<title>Arquivos Angelina Jolie - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Angelina Jolie - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Maria Callas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 12:44:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, Maria Callas, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, <strong><em>Maria Callas</em></strong>, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no Academy Awards, mas o foco principal de campanha do filme é a atuação de Angelina Jolie (<em>Aqueles que me Desejam a Morte</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>, ambos de 2021).</p>
<p><strong><em>Maria Callas</em></strong> é o terceiro longa do diretor Pablo Larraín (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-spencer/"><em>Spencer</em></a>, de 2021) que foca seus esforços em recriar momentos cruciais da vida de figuras femininas reais. A diferença neste projeto é que o roteirista Steven Knight (<em>Serenidade</em>, de 2019 e <em>Spencer</em>) utiliza da fantasia e de flashbacks constantes para preencher as vivências de Callas, emaranhado a sua vida e morte em números musicais. Essa escolha traz uma estética visual e narrativa de fantasia para o filme, permitindo que sua história vá além de uma simples narração dos últimos dias de vida.</p>
<p>Seja a partir dos devaneios pelos remédios ou através de suas memórias afetivas e dolorosas de vida, a personagem de Angelina teve muito o que viver em seus momentos finais. E esse pastiche de vivências reais e ficcionais permitiram que <strong><em>Maria Callas</em></strong> fosse um projeto um pouco diferente de Larraín. Apesar disso, existe uma estrutura de condução muito clara desse tipo de filme para o diretor. Se o espectador já assistiu Jackie ou Spencer, é possível de imaginar certas escolhas ou encaminhamentos que serão tomados no trabalho do cineasta chileno visto em tela.</p>
<p>Atrelado ainda a ideia de fantasia presente no filme por meio dessas digressões e dos devaneios de Maria, o longa ganha muito nos departamentos de arte e fotografia. Talvez os pontos mais altos de <strong><em>Maria Callas</em></strong> sejam justamente os resultados dos dois departamentos. A arte brilha na composição de sets de época, no figurino e como ele conta a história da personagem-título, tal qual o cabelo e maquiagem finalizam essa composição visual com maestria.</p>
<figure id="attachment_19043" aria-describedby="caption-attachment-19043" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19043" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg" alt="Maria Callas (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2.jpg 1012w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19043" class="wp-caption-text">Angelina Jolie em cena de &#8216;Maria Callas&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Da mesma forma, o departamento de fotografia de <strong><em>Maria Callas</em></strong>, comandado por Edward Lachman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/"><em>O Conde</em></a>, de 2023), mergulha nas possibilidades narrativas mediadas pela fantasia e memória da personagem de Angelina. A composição estética visual do filme se complementa com essa tríade entre os dois departamentos e a força motriz do roteiro que é a fantasia e as memórias de Callas. Com isso, o espectador tem um espetáculo visual mais interessante dentre as três biografias femininas da carreira de Pablo Larraín.</p>
<p>Auxiliando o diretor a apontar a direção do barco da produção, Angelina Jolie vem como uma força em cena. Talvez um de seus melhores trabalhos dramáticos da carreira, <strong><em>Maria Callas</em></strong> permite que a atriz ande em outros tons e camadas de desenvolvimento que talvez não tenha tido a oportunidade &#8211; ou ao menos uma boa oportunidade &#8211; de desenvolver. O resultado de sua performance no longa merece elogios e louros, no entanto, ela se fragiliza nas cenas onde o enfoque em números musicais são maiores. A dublagem da atriz, por vezes, quebra a vivência do público por soar como uma nítida dublagem.</p>
<p>Com algumas poucas indicações na temporada de prêmios, <strong><em>Maria Callas</em></strong> tem como foco da campanha a indicação de Jolie ao Oscar e, talvez, menções nas categorias dos departamentos de arte e fotografia. Se as chances de indicação ao prêmio de Melhor Atriz já são pequenas por conta do ano disputadíssimo, as vitórias se tornam ainda melhores. Suas chances maiores de indicações e até mesmo possíveis vitórias se concentram nos departamentos de visualidades do longa. No entanto, as expectativas são baixas para o filme despontar como favorito ao Oscar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Angelina Jolie, Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Haluk Bilginer e Kodi Smit-McPhee</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nHcoK0uuxIw?si=t6j4BGeK8rhFkKUD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Eternos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Nov 2021 23:07:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa Eternos, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de Vingadores: Ultimato, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (Nomadland), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público. Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa <em><strong>Eternos</strong></em>, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em></a>), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público.</p>
<p>Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles habitam a Terra há milhares de anos e estão aqui para nos defender dos Deviantes, inimigos mortais dos Eternos e que colocam a nossa espécie em risco.</p>
<p>Anos após controlarem a situação, os Eternos – grupo principal composto por 10 heróis – vivem em meio à sociedade comum, sempre atentos à possibilidade de precisarem se reunir novamente para enfrentar os deviantes. Isso acontece justamente em Londres, quando um deles surge próximo à Sersi (Gemma Chan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/"><em>Capitã Marvel</em></a>). Ela então o enfrenta e vai em busca dos seus parceiros de outrora, a fim de tentar resolver o problema antes que ele fique ainda pior.</p>
<p>A introdução de um novo universo de super-heróis exige que o primeiro filme seja mais voltado a apresentar os personagens, mesmo que o arco narrativo traga problemas a serem resolvidos. Chloé consegue fazer isso de maneira muito equilibrada, permitindo que o espectador crie empatia com a relação dos heróis, ao mesmo tempo em que uma motivação é dada para que eles entrem em confronto.</p>
<p>O estilo um pouco menos explosivo da diretora é bem-vindo, especialmente por se tratar de uma nova fase da Marvel. Ela consegue inserir humor, drama e ação em doses pontuadas, sem deixar de lado a energia de super-herói que paira constantemente em todas as cenas. É claro que isso pode conferir um ritmo mais lento, especialmente no começo, quando a problemática ainda está sendo criada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14710" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png" alt="Eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que Zhao tenha o cuidado de apresentar todos os personagens, falha ao não aprofundar suas personalidades e motivações. Senti falta de mais tempo com Makkari (Lauren Ridloff, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/video-critica-o-som-do-silencio-2020/"><em>O Som do Silêncio</em></a>), por exemplo, que é muito interessante e pouco explorada. Isso soa um pouco contraditório para um filme de 2h40 de duração, mas é que o roteiro opta por focar na linha do tempo dos acontecimentos, num vai e vem constante e um tanto cansativo.</p>
<p>Em termos de proximidade com o universo anterior da Marvel e seus Vingadores, <em><strong>Eternos </strong></em>faz uma boa conexão mas consegue caminhar sozinho, o que é muito importante. Os eventos são pontuados, mas não são utilizados como âncora para as tramas que são criadas aqui. Desta forma, o espectador cria vínculos mais fortes com estes novos personagens, numa empatia que nos faz torcer rapidamente por eles.</p>
<p>Personagens estes que são sabiamente interpretados por um elenco de peso e cuidadosamente escolhido. Além da qualidade técnica, temos o cuidado da representatividade em colocar latinos, negros, asiáticos, surdos, em papéis de relevância. Só lamentamos não ter tanto tempo de tela com eles, já que são muitos personagens introduzidos de vez.</p>
<p><em><strong>Eternos </strong></em>foge do padrão Marvel de criação de filmes, trazendo um roteiro mais complexo, intenso e diferenciado. Talvez por isso as opiniões estejam tão divididas entre críticos e fãs. O filme é muito visual e apresenta uma fotografia impressionante, marca de Zhao e que acrescenta muito à trama. Por outro lado, aquela fórmula que estamos acostumados é deixada de lado e isso certamente vai causar estranheza.</p>
<p>Qualquer que seja a opinião final do espectador, é inegável que <em><strong>Eternos </strong></em>é um longa épico e artístico que dá margem para muitas promessas e coisas bacanas que virão à seguir. Um ótimo resultado para uma expectativa tão grande.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chloé Zhao</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gemma Chan, Richard Madden, Salma Hayek, Angelina Jolie, Barry Keoghan, Kumail Nanjiani, Brian Tyree Henry, Dong-seok Ma, Lauren Ridloff, Harry Stiles, Kit Harington, Lia McHugh</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lRrSFvZUgGw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Assista ao primeiro trailer de By the Sea, com Angelina Jolie e Brad Pitt</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-primeiro-trailer-de-by-the-sea-com-angelina-jolie-e-brad-pitt/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2015 20:36:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O casal Jolie Pitt divide mais uma vez as telonas no drama By the Sea, dirigido pela própria Angelina Jolie. O primeiro trailer do longa acaba de ser divulgado e nos apresenta a uma história de uma ex-bailarina e um escritor em crise no casamento. Eles viajam para a França e conhecem um casal de recém-casados, além dos funcionários do hotel onde estão hospedados. Estas novas relações farão com que eles, ao menos, tentem um novo ajuste na relação. Esta é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/By-the-Sea-3.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3294" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/By-the-Sea-3.jpg" alt="By-the-Sea-3" width="612" height="312" /></a></p>
<p>O casal Jolie Pitt divide mais uma vez as telonas no drama <strong><em>By the Sea</em></strong>, dirigido pela própria Angelina Jolie. O primeiro trailer do longa acaba de ser divulgado e nos apresenta a uma história de uma ex-bailarina e um escritor em crise no casamento. Eles viajam para a França e conhecem um casal de recém-casados, além dos funcionários do hotel onde estão hospedados. Estas novas relações farão com que eles, ao menos, tentem um novo ajuste na relação.</p>
<p>Esta é a primeira vez que Brad Pitt e Angelina Jolie se unem em um filme desde <em>Sr. e Sra. Smith</em>, curiosamente, o longa que proporcionou o encontro dos atores que formaram um dos casais mais poderosos de Hollywood. <em>By the Sea </em>será o terceiro longa metragem dirigido por Angelina Jolie, que no final do ano passado nos entregou <em>Invencível. </em>O filme ainda traz no elenco Melanie Laurent (<em>Bastardos Inglórios</em>) e Niels Arestrup (<em>O Profeta</em>).</p>
<p>O filme estreia no dia 13 de novembro nos EUA, bem a tempo de poder concorrer a alguma vaga no próximo Oscar. Será que dessa vez Jolie emplaca uma indicação em melhor direção?</p>
<p>P.S.: Notem que Angelina já adotou um novo sobrenome, Jolie Pitt.</p>
<p>Assista o trailer de <em>By the Sea </em>abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/j8lMbJTsUGU" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Invencível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2015 22:34:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina Jolie]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Invencível]]></category>
		<category><![CDATA[Jack O'Connell]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Angelina Jolie parece obstinada em abandonar, pouco a pouco, sua carreira de atriz e se dedicar ao cinema de uma outra maneira, como diretora. Seja qual for a razão desta transição (tédio, capricho ou inquietação artística), Jolie já está no seu segundo longa-metragem, o badalado Invencível. Diferente de Na Terra do Amor e do Ódio, sua primeira incursão atrás das câmeras em um longa de ficção, Invencível parece mais o filme de um estúdio desesperado por uma menção nessa temporada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2625" aria-describedby="caption-attachment-2625" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/unbroken02.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2625 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/unbroken02-620x348.jpg" alt="unbroken02" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2625" class="wp-caption-text">Incoerência: Tom do filme parece não ter relação alguma com as inclinações ideológicas da sua diretora.</figcaption></figure>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Angelina Jolie parece obstinada em abandonar, pouco a pouco, sua carreira de atriz e se dedicar ao cinema de uma outra maneira, como diretora. Seja qual for a razão desta transição (tédio, capricho ou inquietação artística), Jolie já está no seu segundo longa-metragem, o badalado <i>Invencível</i>. Diferente de <i>Na Terra do Amor e do Ódio</i>, sua primeira incursão atrás das câmeras em um longa de ficção, <i>Invencível </i>parece mais o filme de um estúdio desesperado por uma menção nessa temporada de premiações do que um trabalho que tenha o olhar da sua cineasta. A história real do atleta olímpico e combatente de guerra Louis Zamperini é repleta de truques reconhecíveis que talvez fisgassem a Academia de Hollywood anos atrás. Existe a exaltação do herói americano, o retrato quase que cartunesco da vilania dos japoneses, os grandes cenários fotografados pelo experiente Roger Deakins e a trilha sonora surpreendentemente invasiva e que antecipa e sugere reações do espectador de Alexandre Desplat. Muito hollywoodiano, ou melhor, americano, para alguém com uma orientação política tão liberal quanto Angelina Jolie.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Como antecipado, <i>Invencível </i>narra a trajetória do descendente de italianos Louis Zamperini, interpretado pelo pouco conhecido Jack O&#8217;Connell. Zamperini foi um atleta olímpico, ganhador da medalha de ouro, que entrou para o exército durante a Segunda Guerra Mundial. Após um acidente de avião, Zamperini e outros soldados ficaram por mais de um mês à deriva no oceano, vulneráveis a ataques aéreos dos inimigos, tormentas e tubarões. Eles são resgatados por um grupo de japoneses que os tornam reféns. Louis passa a trabalhar para eles e sofre as piores humilhações nas mãos de Watanabe, um cruel cabo japonês.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div>
<figure id="attachment_2627" aria-describedby="caption-attachment-2627" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/unbroken-oconnell-olympics-21.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2627 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/unbroken-oconnell-olympics-21-620x300.jpg" alt="unbroken-oconnell-olympics-2" width="620" height="300" /></a><figcaption id="caption-attachment-2627" class="wp-caption-text">Revelação: Protagonista Jack O&#8217;Connell não compromete o filme de Angelina Jolie.</figcaption></figure>
</div>
<div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Tecnicamente, <i>Invencível </i>proporciona o espetáculo que se espera dele. Jolie conta com um dos melhores diretores de fotografia em exercício, Roger Deakins (<i>Onde os fracos não têm vez</i>, <i>007 &#8211; Operação Skyfall</i> e <i>Um Sonho de Liberdade</i>), que se aqui não faz o seu melhor trabalho, ao menos nos entrega algumas belas composições de imagens que neutralizam os elementos mais incômodos do filme em certos momentos. Na condução da sua história, Jolie parece ainda tatear esse seu novo ofício, existe em <i>Invencível </i>uma certa dificuldade de lidar com <i>flashbacks, </i>por exemplo,<i> </i>e torná-los fluidos e interessantes na narrativa &#8220;presente&#8221; (a passagem da infância e da vida de atleta de Louie é imersa em clichês, como frases de efeitos, emoções artificiais etc.).</div>
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<div style="text-align: justify;">O melhor momento de <i>Invencível </i>é aquele em que o seu protagonista fica à deriva no mar com seus amigos, talvez uma das passagens que salvam o filme de maiores embaraços, já que o terceiro ato da trama é problemático com direito à interpretação canastrona de Takamasa Ishihara, um vilão que mais parece ter saído do pior dos animes japoneses, tamanha a sua falta de motivações. O protagonista do longa, o jovem Jack O&#8217;Connell, é o menor dos problemas do filme de Angelina Jolie, ao menos ele consegue evitar uma atuação <i>over</i>, um caminho possível já que o filme opta pela grandiloquência.</div>
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<figure id="attachment_2628" aria-describedby="caption-attachment-2628" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/unbroken.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-2628 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/unbroken-620x342.jpeg" alt="la_ca_0415_unbroken" width="620" height="342" /></a><figcaption id="caption-attachment-2628" class="wp-caption-text">Veterano na fotografia: Trabalho de Roger Deakins é um dos destaques do drama.</figcaption></figure>
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<div style="text-align: justify;"></div>
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<div style="text-align: justify;">Ao final, completando a coleção de clichês hollywoodianos, <i>Invencível </i>ainda se revela um filme de inclinações cristãs (e, repito, é difícil pensar Angelina Jolie dirigindo um filme assim). Com uma lição moral sobre o perdão e sobre a importância do sofrimento e do esforço pessoal para se alcançar a vitória (sério que ainda tem gente que acredita nesse discurso?), <i>Invencível </i>termina da pior maneira possível. O filme era bem melhor enquanto acompanhávamos a penúria de três soldados em um bote salva-vidas no meio do oceano.</div>
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<div style="text-align: justify;">P.S.: O roteiro, cuja co-autoria é atribuída aos irmãos Coen, parece mais fruto do trabalho de Richard LaGravenese (de <i>P.S. Eu te Amo</i>) e de William Nicholson (<i>Os Miseráveis</i>), do que de Joel e Ethan Coen. Os realizadores de <i>Fargo </i>e <i>Onde os fracos não têm vez </i>entraram em um estágio avançado do filme, dando polimento ao trabalho já finalizado de LaGravenese e Nicholson. Resultado, assim como o filme tem mais a cara de um estúdio do que da sua diretora, o roteiro também não tem nada dos Coen e sim dos seus outros roteiristas menos badalados. É &#8220;gato por lebre&#8221;.</div>
</div>
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		<title>Balanço: Temporada Blockbuster 2014</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2014 23:50:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Culpa É Das Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina Jolie]]></category>
		<category><![CDATA[Cameron Diaz]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão América 2 - O Soldado Invernal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agora que já estamos no segundo semestre de 2014 (o tempo passa rápido&#8230;), chegou a hora de começarmos a fazer os primeiros balanços do ano. Claro que o principal deles é o da temporada de verão norte-americana, conhecida por trazer em seu calendário as principais super-produções da indústria cinematográfica. Esse ano o rendimento foi bem menor que o potencialmente esperado, no entanto, o que predominou foi a qualidade dos principais títulos dos estúdios. Os melhores filmes Para quem estava cansado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que já estamos no segundo semestre de 2014 (o tempo passa rápido&#8230;), chegou a hora de começarmos a fazer os primeiros balanços do ano. Claro que o principal deles é o da temporada de verão norte-americana, conhecida por trazer em seu calendário as principais super-produções da indústria cinematográfica. Esse ano o rendimento foi bem menor que o potencialmente esperado, no entanto, o que predominou foi a qualidade dos principais títulos dos estúdios.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1664 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_-620x205.jpg" alt="MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_" width="620" height="205" /></a></p>
<p><strong>Os melhores filmes<br />
</strong></p>
<p>Para quem estava cansado do marasmo  da Marvel e começava a perceber que, em função do projeto <em>Os Vingadores</em>, o estúdio uniformizava seus títulos foi surpreendido com dois dos melhores filmes do catálogo da empresa e , consequentemente, da temporada: <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal </em>e <em>Guardiões da Galáxia</em>. Ambos também figuram entre as produções mais rentáveis das férias. Até o momento, <em>Capitão América 2 </em>é a maior bilheteria de 2014, com mais de US$ 259 milhões no bolso (ainda que sua equação com o orçamento de US$ 170 milhões não compense o resultado), e <em>Guardiões da Galáxia </em>foi a melhor estreia do mês de agosto de todos os tempos, cravando mais de US$ 92 milhões somente no seu <em>debut.</em></p>
<p><strong><em>Capitão América 2 </em></strong>superou as expectativas para um filme da Marvel ao trazer um autêntico <em>thriller </em>com altas doses de conspiração política que, pela primeira vez, de fato, vira o universo de <em>Os Vingadores </em>de cabeça para baixo. A continuação nos faz ter esperança de que, dessa vez, exista uma justificativa plausível para a união dos <em>Vingadores </em>e que eles enfrentem um perigo realmente ameaçador. Dirigido por uma dupla improvável, Anthony e Joe Russo (ambos de comédias descartáveis como <em>Dois é bom, Três é demais</em>), <em>Capitão América </em><em>2 </em>apresenta tomadas irretocáveis tecnicamente e consegue dosar a gravidade necessária ao universo de Steve Rogers com a falta de compromisso inerente às tramas da Marvel. Enfim, um grande acerto. <strong><em>Guardiões da Galáxia</em></strong>, por sua vez, é o grande achado do estúdio nos últimos anos. Irreverente, levemente anárquico e muito divertido, o filme de James Gunn coloca o catálogo do estúdio em um outro nível. Beneficiado por ser um dos materiais menos conhecidos da Marvel, <em>Guardiões da Galáxia </em>encontrou uma assinatura própria nas mãos do seu diretor e do seu protagonista, Chris Pratt, definitivo como Peter Quill, ou melhor, Star Lord.</p>
<p>Apesar de não fazer parte do catálogo da Marvel Studios (por relações contratuais prévias com a Fox, a franquia não é controlada por Stan Lee e cia.), a trajetória de<strong> <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em></strong>pode ser adicionada a ótima campanha da marca de HQs nessa temporada cinematográfica. A Fox trouxe de volta Bryan Singer, que desde que deixou a direção dos filmes da saga em <em>X-Men 2</em> não fez nada que valha a pena destacar, e fez um dos melhores filmes da série cinematográfica, resgatando determinados elementos descartados em <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>, mas mantendo o respeito com o caminho percorrido pelos mutantes no cinema até aqui, ao unir a jovem e a velha guarda do grupo de heróis. <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>nos faz querer que Singer fique por muitos anos no comando da saga pois ele é um dos realizadores que mais entendem o caráter singular dessa HQ da Marvel. Nas bilheterias norte-americanas, o longa de Singer teve dificuldades para ultrapassar o seu orçamento, mas teve a compensação no mercado internacional, o que garante com folga a longevidade da franquia. Com a crítica, não há o que se discutir, foi um dos projetos <em>X-Men </em>mais bem resenhados.</p>
<p>Completa a lista, <strong><em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em></strong>que segue o caminho do filme anterior, lançado em 2011. Também produzido pela Fox, <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em>recebeu uma injeção de ânimo no orçamento e alcança um nível de perfeição técnica superior ao primeiro longa, ainda que peque em seu 3D. Como narrativa, <em>O Confronto </em>eleva <em>Planeta dos Macacos </em>ao patamar de uma das sagas com a melhor execução do seu conceito e da sua condução. Nada no filme é gratuito, desde a evolução dos seus personagens até as interessantes sequências de ação que preenchem o longa pontualmente. Com US$ 190 milhões arrecadados no mercado norte-americano, <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</em> ainda promete ser um dos títulos mais lucrativos do estúdio nessa temporada.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/cameron-diaz-600x450.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1665 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/cameron-diaz-600x450-620x250.jpg" alt="cameron-diaz-600x450" width="620" height="250" /></a></p>
<p><strong> Os piores filmes</strong></p>
<p>Como nem tudo são flores, o verão hollywoodiano também nos proporcionou algumas das maiores bombas do ano, seríssimos candidatos ao Framboesa de Ouro, deixando claro que mencionaremos apenas os títulos assistidos. Assim, já antevendo os clamores, <em>Juntos e</em> <em>Misturados</em>, por exemplo, não faz parte da lista encabeçada, é claro, por <strong><em>Transformers &#8211; A Era da Extinção</em></strong>, mais recente capítulo da franquia que é &#8220;prazer culposo&#8221; de 9 em cada 10 críticos de cinema. Digo &#8220;prazer culposo&#8221; porque não deixa de ser uma experiência proveitosa assistir os filmes de Michael Bay para aprender na prática o que não se deve fazer no cinema. <em>A Era da Extinção </em>segue os mesmos cacoetes da trilogia anterior protagonizada por Shia LaBeouf: o filme é desnecessariamente extenso, não tem a mínima sutileza e apresenta um roteiro praticamente nulo. O longa é seguido da comédia <strong><em>Mulheres ao</em> <em>Ataque </em></strong>que utilizou um elenco feminino encabeçado por Cameron Diaz e Leslie Mann para contar uma história extremamente machista, calcada em estereótipos femininos mofados que, ainda bem, já vemos com menos frequência nas telas. Podemos adicionar à seleção <strong><em>Transcendence &#8211; A Revolução</em></strong>, uma das maiores decepções do ano se levarmos em consideração as expectativas depositadas no longa por ser a primeira direção de Wally Pfister, diretor de fotografia dos filmes de Christopher Nolan. Pfister utilizou um elenco formado por Johnny Depp, Rebecca Hall, Morgan Freeman, Paul Bettany e Cillian Murphy para contar uma história com um conceito que se torna ainda mais frágil com o seu desfecho equivocado e confuso.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1666 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars-620x244.jpg" alt="shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars" width="620" height="244" /></a></p>
<p><strong>As mulheres de volta ao Box Office</strong></p>
<p>A temporada de férias 2014, por sua vez, foi celebrada pelo nicho feminino da indústria. Muitos títulos protagonizados por mulheres, alguns deles com mensagens de teor feminista, estão entre os títulos mais rentáveis do ano. Esse fato é enaltecido porque, tradicionalmente, o Box Office norte-americano é protagonizado por filmes de ação masculinos com apelo juvenil que colocam as mulheres sempre em segundo plano como objeto sexual já que o maior público pagante das bilheterias ainda é formado por adolescentes do sexo masculino.<strong> <em>Malévola</em></strong>, com <strong>Angelina Jolie</strong>, um dos títulos que integra essa fase de redefinição de arquétipos femininos da Disney, está no topo dessa lista, ocupando a quarta posição das maiores bilheterias do ano, perdendo apenas para seu extremo oposto <em>Transformers &#8211; A Era da Extinção</em><em> (3º), </em>a animação <em>Uma Aventura Lego </em>(2º) e <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal (1º)</em>. Essa nova safra bem-sucedida de <em>blockbusters </em>&#8220;femininos&#8221; também é protagonizada pela jovem <strong>Shailene Woodley</strong> que, de talento promissor em <em>Os Descendentes</em>, transformou-se em um dos maiores nomes da indústria atualmente com a repercussão de <strong><em>Divergente </em></strong>e <strong><em>A Culpa é das Estrelas</em></strong>, 11ª e 15ª posição no ranking geral das bilheterias. Completa o grupo <strong>Scarlett Johansson</strong>, que ocupou a primeira posição nas bilheterias da semana passada com o longa de Luc Besson <strong><em>Lucy</em></strong>.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Other-Woman-Style.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1667 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Other-Woman-Style-620x298.jpg" alt="Other-Woman-Style" width="620" height="298" /></a></p>
<p><strong>Oh, Cameron&#8230;</strong></p>
<p>Apesar da temporada ter sido feminina, uma das suas representantes não se saiu tão bem assim com dois títulos em cartaz: <strong>Cameron Diaz</strong>. Com <strong><em>Mulheres ao</em> <em>Ataque</em></strong>, a atriz conseguiu o repúdio da crítica, sobretudo a feminina, como já dissemos, e  <strong><em>Sex Tape &#8211; Perdido da Nuvem </em></strong>, que acaba de ser lançado nos EUA,  seguiu o mesmo caminho.  Ou seja, a atriz precisa se reinventar com urgência ou escolher um agente melhor!</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ed1-960x539.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1669 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ed1-960x539-620x250.jpg" alt="ed1-960x539" width="620" height="250" /></a></p>
<p><strong>Prejuízos financeiros</strong></p>
<p>Dois títulos renderam abaixo do esperado em 2014. A comédia <strong><em>Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola </em></strong>de Seth MacFarlane não acompanhou o ótimo desempenho do filme anterior do humorista, <em>Ted</em>, ainda que contasse com um elenco atraente o suficiente para tanto (Charlize Theron, Liam Neeson, Amanda Seyfried&#8230;). O filme arrecadou somente US$ 42 milhões nos EUA, sendo que seu orçamento é de  US$ 40 milhões cravados. Já <strong><em>No Limite do Amanhã </em></strong>teve a baixa repercussão esperada nos EUA em função das últimas performances de Tom Cruise nas bilheterias locais. O novo filme do ator arrecadou US$98 milhões, sendo que custou US$ 170 milhões para a Warner. No entanto, o filme teve uma ótima arrecadação internacional, o que acabou compensando no final das contas.</p>
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		<title>Crítica: Malévola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2014 13:30:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina Jolie]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Elle Fanning]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Malévola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Acredito que quando se cria uma expectativa muito grande em cima de um filme, a chance dele dar errado ou decepcionar cresce proporcionalmente. Verdade ou mentira, o fato é que Malévola entrou exatamente nesta estatística e colocou muita gente para sair triste do cinema. Em primeiro lugar é bom lembrar que esta é uma releitura da clássica história infantil eternizada pelos estúdios de desenho animado da Disney. Na animação, Malévola é uma feiticeira má que se revolta ao descobrir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1095" aria-describedby="caption-attachment-1095" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/cenas-inéditas-de-malévola-são-reveladas-em-trailer-japonês-angelina-jolie-sobre-pop-2014-capa.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1095 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/cenas-inéditas-de-malévola-são-reveladas-em-trailer-japonês-angelina-jolie-sobre-pop-2014-capa.jpg" alt="cenas-inéditas-de-malévola-são-reveladas-em-trailer-japonês-angelina-jolie-sobre-pop-2014-capa" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1095" class="wp-caption-text">Angelina Jolie encarna perfeitamente no papel de Malévola</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acredito que quando se cria uma expectativa muito grande em cima de um filme, a chance dele dar errado ou decepcionar cresce proporcionalmente. Verdade ou mentira, o fato é que <em>Malévola</em> entrou exatamente nesta estatística e colocou muita gente para sair triste do cinema.</p>
<p>Em primeiro lugar é bom lembrar que esta é uma releitura da clássica história infantil eternizada pelos estúdios de desenho animado da Disney. Na animação, Malévola é uma feiticeira má que se revolta ao descobrir que não foi convidada para o batizado da princesa que nasceu e resolve se vingar da família real, jogando uma maldição na menina. Desesperados, rei e rainha pedem a ajuda de três fadas para esconder a criança pelos seus primeiros dezesseis anos, tentando desta forma preservar a bebê do feitiço. A vilã então passa anos procurando a herdeira do trono, na tentativa de concretizar a praga.</p>
<p>Acredito que seja problemático colocar uma antagonista como papel principal de uma trama. A função de uma vilã é ponderar a bondade da protagonista e tentar criar um outro lado da moeda. Uma vez que você coloca o personagem do mal no centro da trama, surge o problema. Mas infelizmente, esse é o menor dos problemas deste longa. Ele tinha a chance de ser muito bom se trabalhassem direito o lado vil da, então, protagonista. Ao contrário, eles resolvem humanizar Malévola e perdem completamente esta dosagem.</p>
<p><em>Malévola</em> começa com uma boa descrição e contextualização de como a vilã se tornou má do jeito que pretende ser. E isso é extremamente animador. Faz com que o espectador acredite que muitas perguntas deixadas pelo desenho animado sejam respondidas. No entanto, o problema começa quando o longa leva muito tempo nessa explicação. O roteiro aprofunda demais, cria cenas desnecessariamente longas e demora além da conta para entrar na parte principal e conhecida de todos, que é a Bela Adormecida.</p>
<figure id="attachment_1096" aria-describedby="caption-attachment-1096" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/maleficent-elle-fanning.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1096" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/maleficent-elle-fanning.jpg" alt="Elle Fanning também assume toda a suavidade de Aurora" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1096" class="wp-caption-text">Elle Fanning também assume toda a suavidade de Aurora</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Claro que a decisão de explicar tudo acaba humanizando a vilã de uma forma interessante, mostrando que ela não nasceu simplesmente ruim e que acontecimentos da vida é que endureceram seu coração. Legal, se não fosse o fato de que o motivo disso tudo foi um homem que decepcionou Malévola. Toda a personalidade e feminismo sustentados pela vilã do desenho animado, que é autossuficiente, amedrontadora e manda e desmanda na corte, cai por terra deixando ela como, literalmente, uma mal amada.</p>
<p>Aí você pensa que o filme já está suficientemente decepcionante, quando a coisa vai piorando. É de se imaginar que um longa sobre uma vilã que assume o papel principal e que tem um trailer super sombrio com uma trilha sonora macabra, tenha a protagonista como alguém movido pelo ódio e pela vingança, distribuindo terror por onde passa. Chega a ser triste pensar que no alto dos seus quase 100 minutos, Malévola é efetivamente má por três minutos, no máximo. Para se ter uma ideia, ela faz amizade com Aurora. Percebe-se, por aí, o andamento da trama.</p>
<p>Então, chegamos a outro problema. Você tem um filme protagonizado por uma vilã que não age como vilã, trazendo uma narrativa morna e sem um ápice esperado. A todo momento o espectador espera que ela vire a casaca e mostre que estava fingindo. Para tristeza geral da nação, isso não acontece, bestificando ainda mais a personagem.</p>
<figure id="attachment_1097" aria-describedby="caption-attachment-1097" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/elle-fanning-maleficent.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1097" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/elle-fanning-maleficent.jpg" alt="A história da Bela Adormecida se perde na bestificação da vilã" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1097" class="wp-caption-text">A história da Bela Adormecida se perde na bestificação da vilã</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Claro que <em>Malévola</em> não é de todo ruim. O filme em si é bom. A qualidade dos efeitos especiais é muito boa, casando perfeitamente com os atores e dando fluidez, neste sentido, ao longa. A trilha sonora também é bem escolhida. Toda a direção de fotografia acertou bastante nos cenários e a escolha de trajes para Malévola, intercalando quando ela agia para o bem ou para o mal (embora efetivamente a diferença fosse mínima), foi uma decisão acertada do pessoal do figurino.</p>
<p>No quesito atores, ótima escolha de elenco. Elle Fanning encarna lindamente no papel de Aurora, trazendo toda a inocência da personagem, beleza nata e suavidade nos gestos. Destaque muito especial para Angelina Jolie, que se adequou perfeitamente no papel da “vilã”, pontuando todas as variações de sentimentos e personalidade. De verdade, ela está idêntica à personagem do desenho animado e a maquiagem usada foi extremamente acertada. O resto do elenco também atua bem e compõe o grupo.</p>
<p>É incrível, no entanto, a capacidade de esquecimento que o enredo tem. Em muitos momentos os personagens simplesmente somem sem explicação alguma e reaparecem como se nada tivesse acontecido, cenas depois. Quando Aurora se perde na floresta e faz amizade com ninguém menos que Malévola, as três fadas que tomam conta dela não dão por sua falta hora nenhuma. O mesmo acontece com o príncipe Felipe, coitado, que surge por dois segundos e é completamente esquecido o resto do longa.</p>
<p>Lamentavelmente, nada disso consegue se sobressair por conta de um roteiro muito mal formulado e de caráter duvidoso. A maneira como a vilã foi retratada vai de encontro com toda a noção de encarnação do mal que ela propõe inicialmente, levando o espectador a um filme com enredo infantil, apesar de a proposta ser completamente diferente. É engraçado afirmar isso, mas o desenho animado traz uma antagonista de forma muito mais contundente e assustadora do que o próprio longa <em>Malévola</em>, que propôs uma releitura sob a perspectiva do mal. Uma triste decepção.</p>
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