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	<title>Arquivos Amy Adams - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Amy Adams - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Desencantada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2022 20:57:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Misturando live action e animação 2D, Encantada da Disney foi uma das produções mais bem-sucedidas de 2007. O longa de Kevin Lima, que em 1999 havia dirigido para o estúdio a animação Tarzan, conversava muito bem com os clássicos contos de fadas da Disney como Cinderela, Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela Adormecida e A Bela e a Fera, em uma espécie de pastiche com as marcas narrativas desses trabalhos. A princesa Giselle, vinda do mundo animado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Misturando live action e animação 2D, Encantada da Disney foi uma das produções mais bem-sucedidas de 2007. O longa de Kevin Lima, que em 1999 havia dirigido para o estúdio a animação Tarzan, conversava muito bem com os clássicos contos de fadas da Disney como Cinderela, Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela Adormecida e A Bela e a Fera, em uma espécie de pastiche com as marcas narrativas desses trabalhos. A princesa Giselle, vinda do mundo animado em 2D de Andalasia, era uma mistura de todas as princesas dos musicais clássicos do estúdio. Ao mesmo tempo que Encantada tinha bastante personalidade e carisma, com uma atuação primorosa de Amy Adams, possivelmente, uma das melhores de sua carreira, era uma empolgada homenagem à própria história da casa.</p>
<p>Muito se pediu uma continuação de Encantada e ela só está chegando para o público quinze anos depois do lançamento do original. Como aconteceu com Abracadabra, a Disney resolveu transformar <em><strong>Desencantada</strong> </em>em uma produção original do Disney Plus. A continuação até tenta resgatar os traços que garantiram o sucesso do filme anterior, como a performance de Amy Adams e os números musicais que reverenciam o legado Disney, mas ao trazer seus personagens urbanos para um reino fantástico parte do que fazia Encantada ser tão divertido (o choque de costumes de personagens do mundo dos contos de fadas na selva de pedra que é Nova York) se dilui, sobretudo, porque aqueles personagens, tanto os nativos de Andalasia como os novaiorquinos, já não estranham mais as diferenças gritantes entre os dois mundos, mas também porque o roteiro de Desencantada não colabora muito para contornar essa situação proporcionada pelo desfecho bem amarrado do primeiro longa.</p>
<p>A princípio, há um conflito central em <em><strong>Desencantada</strong></em>: com a adolescência de Morgan, Giselle (Adams) já não se entende mais como antes com a enteada. Tentando reverter esse conflito familiar, Giselle realiza um feitiço que torna a vida de todos um novo conto de fadas nos moldes da sua Andalasia. O problema é que o feitiço traz um revés para Giselle, ela gradualmente vai se transformando em uma madrasta má. A situação traz ainda mais problemas para a protagonista já que ela atiça a ira da verdadeira vilã daquele reino interpretada por Maya Rudolph.</p>
<p><em><strong>Desencantada</strong> </em>sofre pelo excesso de tramas e personagens e, ao mesmo tempo, deixa no público a terrível sensação de que, no fundo, não há nada a ser dito com aquela história. O conflito entre enteada e madrasta degringola em uma disputa de vilãs pela governança do reino. Há ainda o risco do desaparecimento de Andalasia, um interesse amoroso para Morgan e a crise de meia idade de Robert (Dempsey). Tudo isso, disputa o tempo inteiro a atenção do espectador e nenhuma dessas tramas sai ganhando nessa batalha porque todas são absolutamente desinteressantes, afinal, pulando de uma para outra, o máximo que Desencantada consegue fazer por elas é deixar claras as suas premissas, sem desenvolvê-las a contento.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16145" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1905876.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Desencantada" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1905876.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1905876.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1905876.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1905876.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O mais chocante de tudo é que nem mesmo os números musicais de <em><strong>Desencantada</strong> </em>trazem algum interesse para o filme pois todos são dirigidos com uma impressionante falta de criatividade por Adam Shankman Friso &#8220;impressionante&#8221; porque Shankman é notório pela sua habilidade com musicais, já tendo conduzido com inventividade todos os números musicais de Hairspray em 2007. Aparentemente, estamos lidando com o diretor certo para esse projeto, afinal, assim como no filme de 2007 do diretor, os números musicais de <em>Desencantada</em> tem elementos de paródia, humor etc. O que vemos na tela é um compilado de performances musicais completamente protocolares.</p>
<p>Do elenco, Amy Adams é quem se salva com folga. Adams tem ótimos momentos quando oscila entre a Giselle que já conhecemos, bondosa e ingênua, e sua versão madrasta má, mostrando, mais uma vez, como é uma atriz cheia de recursos. O mesmo não pode ser dito dos seus colegas de elenco. Na verdade, a maioria sequer tem a oportunidade de mostrar algo mais interessante já que <em><strong>Desencantada</strong> </em>parece estar sempre disperso na tentativa de dar atenção a um ou outro núcleo isolado. O personagem de Patrick Dempsey passa a maior parte do filme entretido no plot improdutivo e anacrônico de se provar como o herói dessa história; James Marsden e Idina Menzel retornam como Edward e Nancy, mas não têm muito o que fazer na continuação; e Maya Rudolph interpreta uma vilã bem desinteressante se comparada com a ótima Rainha Narissa de Susan Sarandon no primeiro filme.</p>
<p>Como alguns projetos que ganham continuação tardia, talvez fosse certo não ouvir os apelos dos fãs no caso de Encantada. <em><strong>Desencantada</strong> </em>mostra porque os contos de fada devem terminar no &#8220;felizes para sempre&#8221;: não há nada de produtivo depois disso. Aqui, tudo soa como &#8220;enrolação&#8221; ou apego nostálgico. A continuação de Encantada mostra como o público e a indústria tem que aprender que para o bem dos seus próprios produtos e para a renovação de memórias afetivas (o que não significa &#8220;jogar no lixo&#8221; o passado), temos que aceitar o fim das coisas antes que sua reciclagem seja motivo de lembranças amargas como é o caso de <em>Desencantada</em>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Adam Shankman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Amy Adams, Patrick Dempsey, James Marsden, Idina Menzel, Maya Rudolph, Gabriella Baldacchino, Yvette Nicole Brown, Jayma Mays</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/_AHMUyDNdIc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (Aquaman) sobre a famosa Liga da Justiça. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (Os Vingadores, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que Liga da Justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Era uma Vez um Sonho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2020 13:31:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no livro de J.D. Vance, Era uma Vez um Sonho: A História de uma Família da Classe Operária e da Crise da Sociedade Americana, o novo filme da Netflix é sofrível. Retratando a típica família branca, integrante da classe de trabalhadores dos Estados Unidos, o longa parece desejar mostrar sofrimentos, lutas e conquistas destas personagens tão tipicamente “americanas”. Além da antipatia causada de cara pelos estereótipos de pessoas desta região, a produção falha em construir uma narrativa firme. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado no livro de J.D. Vance, <em>Era uma Vez um Sonho: A História de uma Família da Classe Operária e da Crise da Sociedade Americana</em>, o novo filme da Netflix é sofrível. Retratando a típica família branca, integrante da classe de trabalhadores dos Estados Unidos, o longa parece desejar mostrar sofrimentos, lutas e conquistas destas personagens tão tipicamente “americanas”.</p>
<p>Além da antipatia causada de cara pelos estereótipos de pessoas desta região, a produção falha em construir uma narrativa firme. A grande questão aqui é que a escolha em não seguir a cronologia de fatos, atrapalha no estabelecimento da trama e da conexão com a história. Antes mesmo que o espectador possa adentrar naquela atmosfera, momentos de peso dramático – aqui, no sentido do gênero – são colocados na tela, como na cena do enterro do avô de J.D.</p>
<p>Não há nem como falar em progressão quando não se tem construção alguma. Os erros aqui são, de fato, do roteiro, que tenta ser audacioso, misturando temporalidades e emoções do protagonista. Contudo, ele não só traz um enredo embolado e que distancia o espectador, mas interfere nos outros trabalhos dentro do longa. A começar pelas atuações. A possibilidade de se conectar com as construções dos intérpretes é destruída, quando o tom das cenas não condizem com o tempo de projeção.</p>
<p>Assim, a sensação que fica é a de que um exagero habita as atuações. Mesmo sendo notável o esforço de Glenn Close (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/"><em>A Esposa</em></a>) e Amy Adams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>), a organicidade escapa delas, justamente porque as motivações são turvas. A representação toma conta de suas criações, o que reitera o afastamento de quem assiste. Alguns truques também se tornam repetitivos, enquanto a exibição avança. Parece que as duas estão mais tentando reproduzir as figuras da vida real do que passar as emoções que as cenas pedem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13552" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Era uma Vez um Sonho" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda assim, Close e Adams são um bálsamo neste contexto. As suas interações com o jovem ator Owen Asztalos (Paterson) também fazem a obra crescer e render. Inclusive, existe uma pequena crescente no final do segundo ato da produção, quando as contracenas entre Close e Asztalos são mais recorrentes. Há algo de genuíno ali e isto vem também da direção de Ron Howard (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-inferno/"><em>Inferno</em></a>), que demonstra certo cuidado em seu olhar. Seja na decupagem ou na <em>mise-en-scène</em>, os espaços e as movimentações revelam essa conexão de J.D. com a sua avó e as marcas de seus cotidianos, cheios de altos e baixos.</p>
<p>Contudo, o trabalho de Howard não vai muito longe. Não há nada de inventivo. Não que isto seja um problema, mas o cineasta se põe em um lugar confortável de imprimir uma técnica formulaica, com toques de pieguismos. Planos fechados em cenas de crianças que sofrem, foco e desfoco em momentos em que há um desejo forte em revelar a dor daquelas personagens que ele precisa mostrar ambos ao mesmo tempo, estes são alguns exemplos do que Howard faz para tocar e acaba gerando tédio.</p>
<p>A vontade de <strong><em>Era Uma Vez um Sonho</em></strong> é de emocionar e trazer um enredo de superação. O que ele entrega é uma grande colagem de esquetes sem costura, onde problemas sérios da sociedade &#8211; como a dependência química &#8211; são colocados aleatoriamente, sem humanização, sem contar quem são aqueles indivíduos, além de seus percalços. A cereja do bolo é um discurso sobre superação, sem mencionar por um segundo todos os privilégios de J.D. Vence, sendo que ele é, na sociedade em que vive.</p>
<p>Se no livro não existe uma visão crítica sobre Vence o mínimo que se poderia fazer aqui era uma adaptação mais distanciada e crítica. Algo que passa longe de acontecer e, pior, de ser ser bem realizado. Talvez, uma boa ideia teria sido avaliar a sua realização, em primeiro lugar. Principalmente, pelo fato da quantidade de controvérsia que Vence trouxe, em 2016, no período de eleições presidenciais, pelo o que ele diz e representa. No final das contas, é melhor pensar que existem muitos filmes que merecem ser vistos e escolher assisti-los ao invés de gastar quase duas horas com <strong>Era uma Vez um Sonho</strong>.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Ron Howard</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Amy Adams, Glenn Close, Owen Asztalos, Gabriel Basso, Haley Bennett, Freida Pinto, Bo Hopkins, Sunny Mabrey</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gqb3dU4AfcU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Atriz Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2019 15:08:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Favorita]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Coisa de Cinéfilo está reunindo as principais categorias de indicações do Oscar 2019 e fazendo uma breve análise sobre os concorrentes. Por aqui, olho de perto as cinco atrizes que disputam a estatueta dourada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo elas: Marina de Tavira, por Roma; Emma Stone e Rachel Weisz, por A Favorita; Regina King, por Se a Rua Beale Falasse e Amy Adams, por Vice. A categoria de coadjuvante é importante pois oferece suporte fundamental para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Coisa de Cinéfilo está reunindo as principais categorias de indicações do Oscar 2019 e fazendo uma breve análise sobre os concorrentes. Por aqui, olho de perto as cinco atrizes que disputam a estatueta dourada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo elas: Marina de Tavira, por <em>Roma</em>; Emma Stone e Rachel Weisz, por <em>A Favorita</em>; Regina King, por <em>Se a Rua Beale Falasse</em> e Amy Adams, por <em>Vice</em>.</p>
<p>A categoria de coadjuvante é importante pois oferece suporte fundamental para os papéis principais. São elas que vão ajudar a tecer a trama e conduzir a história para onde ela deve caminhar. A maioria das atrizes em questão o fazem tão bem que, em alguns momentos, conseguem brilhar mais que os protagonistas, presenteando os espectadores com grandes atuações.</p>
<p>Com estilos de filmes bem diferentes (com exceção de Stone e Weisz que estão concorrendo pelo mesmo longa), as atrizes nos apresentam atuações muito distintas e contundentes. O perfil de mulheres fortes, no entanto, é um ponto comum entre todas. Suas personagens são precisas, articuladoras, humanas, vorazes e descobrem, ao longo das histórias, toda a força que carregam em si. Por isso, essa é uma categoria que merece muito a atenção do espectador, pelo alto nível dos trabalhos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9982" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/roma-1.jpg" alt="Marina de Tavira" width="610" height="348" /><br />
<strong>5 &#8211; Marina de Tavira, por Roma</strong><br />
A atriz Marina de Tavira é a concorrente de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme <em>Roma</em>, um dos mais fortes da premiação. Ela, no entanto, é o ponto mais fora da curva desta categoria, deixando alguns críticos intrigados com a sua nomeação. Marina interpreta a patroa no longa citado e tem uma progressão interessante na trama, saindo da mulher iludida para aquela que percebe a sua força e passa a mandar na situação. A questão, no entanto, é que não é uma atuação memorável ou de grande destaque. O filme <em>Roma</em>, como um todo, não favorece os atores, já que o foco é mesmo na incrível direção de Alfonso Cuarón. E se a protagonista já deixa a dúvida se realmente merecia a indicação, a coadjuvante certamente não deveria estar nesta posição. Soa mais como um <em>hype</em> da academia que realmente gostou muito do filme e quis incluí-lo em tudo que podia.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9983" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/005_tf_03726.jpg" alt="Emma Stone" width="610" height="348" /><br />
<strong>4 &#8211; Emma Stone, por A Favorita</strong><br />
Emma Stone surge como uma das concorrentes do filme <em>A Favorita</em> nesta categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela interpreta Abigail, uma jovem de origem humilde e alpinista social que vai construindo seu caminho no palácio da rainha Ana e ganhando notoriedade. Esperta e ambiciosa, logo ela começa a criar problemas que vão trazer algum benefício para si. Emma está em um bom momento de sua carreira, vindo de longas como <em>Guerra dos Sexos</em> e <em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em>, além de já acumular, aos 30 anos, diversas indicações em premiações importantes. No entanto, seu papel em <em>A Favorita</em>, embora muito bom e preciso, tem muito de sua personalidade. Somos lembrados o tempo todo de que é Emma Stone interpretando aquela personagem. E por isso, coloco ela na 4ª posição na corrida pelo Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Seria preciso diversificar um pouco mais seu estilo de atuação para conquistar ainda mais o espectador.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9984" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0045474.jpg" alt="Regina King" width="610" height="348" /><br />
<strong>3 &#8211; Regina King, por Se a Rua Beale Falasse</strong><br />
A atriz Regina King interpreta a mãe dedicada e forte da protagonista de <em>Se a Rua Beale Falasse</em>, um longa que fala sobre o racismo presente na sociedade, dando foco em um período pesado dos Estados Unidos. King está completamente de corpo e alma no papel, brilhando em cada cena que aparece e ajudando a conduzir a trama. Ela é sofrida e forte, ao mesmo tempo. Daqueles personagens que passam por momentos difíceis, mas não se deixam abalar a maior parte do tempo. Ela ganhou, inclusive, o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante no início do ano pelo papel. O que a faz descer um pouco na minha lista é o tempo em tela. Por mais incrível que seja sua atuação, Regina some boa parte do filme e até mesmo suas cenas são breves. Talvez, se somar o tempo, ela não tenha mais de 10 minutos no total. A sensação que fica para o espectador é &#8220;quero mais&#8221;, &#8220;preciso de mais&#8221;. Embora ainda acredito que ela seja uma forte concorrente e tenha chances reais de ganhar, por aqui eu vejo por bem colocá-la na terceira posição.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9985" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0353335.jpg" alt="Amy Adams" width="610" height="348" /><br />
<strong>2 &#8211; Amy Adams, por Vice</strong><br />
A candidata ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante do filme <em>Vice</em> é Amy Adams. No longa que conta a história de Dick Cheney, ex-vice presidente dos Estados Unidos na época de George W. Bush, ela interpreta a esposa do político. Muito além de uma companheira, Lynne Cheney é uma articuladora voraz e tem protagonismo importante na história. Adams confere seu tom ao papel, mas dando espaço suficiente para que a personagem da vida real se manifeste. Este não é o melhor papel de sua carreira, é verdade, mas isso não tira o brilho do que nos foi apresentado. Amy está completa como Lynne e funciona ainda melhor como parceira em tela de Christian Bale, que vive Dick nas telonas. A evolução da personagem na trama é ótima de se acompanhar, tornando-a uma boa candidata ao prêmio.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/the-favourite-trailer-yogos-lanthimos-rachel-weisz-copy.jpg" alt="Rachel Weisz" width="610" height="348" /><br />
<strong>1 &#8211; Rachel Weisz, por A Favorita</strong><br />
No longa <em>A Favorita</em>, a atriz Rachel Weisz interpreta Lady Sarah, uma duquesa influente e braço direito da rainha Ana &#8211; vivida por Olivia Colman -, que manipula a monarca em benefício próprio, além de nutrir um sentimento profundo de amor pela mesma. Weisz, que é a segunda concorrente do longa, está em um dos seus melhores papéis. Ela consegue criar todos os tipos de sentimentos no espectador, que a ama e a odeia na mesma proporção. A medida que a personagem evolui e vai mostrando suas camadas, vemos a fragilidade e força da mesma. Somos presenteados a todos os momentos com grandes cenas e uma atuação impecável. Embora não seja exatamente a favorita a ganhar a estatueta nesta categoria, Rachel se mostra a maior merecedora, por um trabalho forte, contundente e sem arestas. Seria uma escolha honrosa da Academia.</p>
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		<title>Crítica: Vice</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 20:14:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam McKay]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Bale]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Rockwell]]></category>
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		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Tyler Perry]]></category>
		<category><![CDATA[Vice]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Momentos históricos e figuras conhecidas são foco de narrativas desde o início do cinema. A partir da década de 1950, a quantidade de produções voltadas para a vida de personalidades ou acontecimentos marcantes só cresceu. Graças aos excepcionais produtos biográficos de 2018, as maiores premiações do cinema tiveram cinebiografias nas categorias de maior destaque. Cerca de oito longas-metragens comandaram essas cerimônias e, dentre eles, três estão concorrendo ao Oscar de “Melhor Filme”. O diretor, produtor e roteirista Adam McKay, depois [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Momentos históricos e figuras conhecidas são foco de narrativas desde o início do cinema. A partir da década de 1950, a quantidade de produções voltadas para a vida de personalidades ou acontecimentos marcantes só cresceu. Graças aos excepcionais produtos biográficos de 2018, as maiores premiações do cinema tiveram cinebiografias nas categorias de maior destaque. Cerca de oito longas-metragens comandaram essas cerimônias e, dentre eles, três estão concorrendo ao Oscar de “Melhor Filme”.</p>
<p>O diretor, produtor e roteirista Adam McKay, depois do sucesso de <em>A Grande Aposta</em> (2015), embarcou numa nova aventura no gênero dos filmes biográficos. Após explicar para o mundo, com toda a sua desenvoltura, simplicidade e sarcasmo, o problema da crise econômica de 2008, agora McKay traz a jornada do político americano Dick Cheney para as telonas. O longa-metragem intitulado <em><strong>Vice</strong> </em>é um retrato sobre os principais momentos da vida e carreira dessa figura política tão controversa da história estadunidense.</p>
<p>Após decidir que daria um novo rumo em sua vida, o jovem Dick Cheney (Christian Bale) se afilia ao Partido Republicano ao perceber que o mundo da política poderia lhe proporcionar grandes oportunidades. O pontapé inicial para seu crescimento acontece assim que ele se torna assessor de Donald Rumsfeld (Steve Carell). Com o passar dos anos, independente das reviravoltas do cenário político dos Estados Unidos, Dick assegurou seu lugar como uma figura de destaque e influência. Mais de 30 anos após o início de sua carreira, Cheney estava trabalhando no setor privado até que George W. Bush (Sam Rockwell) – o qual planejava se lançar como candidato à presidência – o convida para ser o vice-presidente da chapa. Dick Cheney aceita a proposta com a condição de deter diversos poderes que estão além da real condição de um vice-presidente.</p>
<p>Antes de assistir <strong><em>Vice</em> </strong>é importante que se entenda a perspectiva do filme. Não existe nenhum tipo de oportunidade para visualizar Dick Cheney. O longa é construído para que o público perceba o que há de pior nessa persona. É sob esse olhar que toda a história se desenvolve. Adam McKay dirigiu e roteirizou essa narrativa com um humor ácido fenomenal. As suas vivências anteriores escrevendo e dirigindo longas de comédia o ajudam desde <em>A Grande Aposta</em> e agora não seria diferente.</p>
<p>A crítica imbuída a cada cena e acontecimento cria um ritmo interessante para a película. McKay aposta mais uma vez em sua abordagem satírica e metalinguística de explicar o seu filme dentro do próprio filme. Ao contrário do seu último trabalho onde diversos artistas explicavam termos técnicos da economia, em <strong><em>Vice</em></strong>, o espectador se depara com um narrador-personagem, o qual serve como guia da história de Cheney. A partir dessa linha histórica criada por Kurt (o narrador), o público passa a presenciar alguns dos momentos mais tensos, escandalosos e conturbados da política americana.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9869" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Vice-Movie-Cast-Real-People.jpg" alt="Vice" width="610" height="348" /></p>
<p>Por conta dessa abordagem estabelecida em 2015 com sua outra cinebiografia, Adam McKay desenvolveu uma construção narrativa peculiar – a qual sempre chamou a atenção do público e crítica. Além dos artifícios metalinguísticos e dos diálogos e cenas carregados de humor ácido criados nas duas últimas películas, Mckay ainda conta com uma montagem única. Hank Corwin se tornou o nome responsável pela interpretação e materialização das composições visuais nada ortodoxas de McKay. As edições de<em> The Big Short</em> e <em><strong>Vice</strong> </em>(títulos originais) foram resultado do trabalho de Corwin e lhe renderam indicações em premiações – incluindo o Oscar.</p>
<p>Uma outra fonte de destaque dos trabalhos de McKay é o seu elenco. Sempre muito bem escolhido, o conjunto de atores personifica e traduz as ideias do diretor em cada uma das cenas. Especificamente nesse longa, o elenco teve o enorme desafio de não se tornar uma mera caricatura de figuras conhecidas do cenário político norte americano. A notabilidade do filme está atrelada, principalmente, a estrela da película. Christian Bale encarnou a “persona non grata” que era Dick Cheney e fez uma de suas melhores performances da carreira. Bale preenche as cenas com o sorriso maquiavélico e o olhar pomposo de Cheney e faz o público delirar com a sua endiabrada personalidade. Ele é um show à parte.</p>
<p>Ao seu lado de Bale, Amy Adams e Sam Rockwell também fizeram interpretações de destaque. Rockwell está extraordinário com o olhar perdido e infantil de George W. Bush e Adams está simplesmente genial como Lynne Cheney. Tyler Perry completa as figuras de importância da época como o general Colin Powell, enquanto o ator Jesse Plemons mostra o seu talento como o narrador da trama política. Um dos deslizes do longa, contudo, está na interpretação de Steve Carell. Ao viver o papel do Secretário de Defesa do governo Bush, Donald Rumsfeld, o ator não consegue se afastar muito da realidade e acaba se assemelhando mais a uma caricatura do Secretário do que a uma personificação da figura como fez Bale.</p>
<p>Até o momento, o longa-metragem de Adam McKay recebeu 92 indicações e foi vitorioso em 17 delas. A maior parte dessas vitórias está atrelada ao elenco (em especial, Bale). A força dessa produção nessa temporada de premiações reside verdadeiramente em seus atores que entregaram performances excepcionais. Apesar do BAFTA ainda estar por vir, a premiação mais aguardada é o Academy Awards, onde a película foi indicada em oito categorias. As apostas para o Oscar estão justamente nos seus dois pontos fortes: a atuação memorável de Christian Bale e a maquiagem incrível que ajudou a fazer o trabalho do elenco ainda mais realista. <em><strong>Vice</strong> </em>é a quarta nomeação de Bale por uma atuação – com apenas uma vitória por <em>O Vencedor</em> (2011). O ator ganhou a maioria das principais premiações e segue como o favorito para o Oscar de “Melhor Ator”, resta esperar para saber se a Academia irá ou não anunciar o nome dele no dia 24 de fevereiro.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/aui34BeH4FM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Animais Noturnos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2016 15:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Taylor-Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Noturnos]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
		<category><![CDATA[Isla Fisher]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaa]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Linney]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Shannon]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Ford]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Animais Noturnos é um longa estranho de se olhar. Dirigido por Tom Ford, conhecido estilista que estreou como cineasta no sensível Direito de Amar, protagonizado por Colin Firth e Julianne Moore, Animais Noturnos é baseado no romance de Austin Wright e traz como base para a construção da sua narrativa a já conhecida abordagem da história dentro de outra história. As camadas narrativas aqui são catalisadoras  da redenção dos seus principais personagens que se apropriam da ficção para isso. Em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Animais Noturnos </i>é um longa estranho de se olhar. Dirigido por Tom Ford, conhecido estilista que estreou como cineasta no sensível <i>Direito de Amar</i>, protagonizado por Colin Firth e Julianne Moore, <i>Animais Noturnos </i>é baseado no romance de Austin Wright e traz como base para a construção da sua narrativa a já conhecida abordagem da história dentro de outra história. As camadas narrativas aqui são catalisadoras  da redenção dos seus principais personagens que se apropriam da ficção para isso.</p>
<p>Em linhas gerais, há dois filmes em <i>Animais Noturnos</i> aquele do &#8220;mundo real&#8221; e outro que é a ficção nas páginas do livro lido pela personagem de Amy Adams. No fundo, uma única história acaba interessando, a dessa mulher e seu relacionamento mal resolvido com o ex-marido, papel de Jake Gyllenhaal, que, por sinal, é o autor da obra que a protagonista lê e que também dá título ao filme que estamos vendo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, se <i>Animais Noturnos </i>for pensado como um drama sobre um relacionamento fracassado e as diferentes maneiras que seus protagonistas enxergam de expurgá-lo, ela através da reconciliação efetiva fora das páginas do livro e ele limando antigos &#8220;eus&#8221; e situações traumáticas na sua ficção da maneira mais drástica e violenta, o filme se resolve, sobretudo por uma cena final que sugere a continuidade da falta de comunicação entre os personagens centrais da história. Há ainda o acerto do filme no seu departamento plástico, centrado no olhar sofisticado da personagem de Adams, que como diretora de uma grande galeria de arte vive em ambientes dotados de uma estética particular, ao mesmo tempo, <i>Animais Noturnos </i>confere uma leitura asséptica ao conto sobre violência escrito pelo ex-parceiro da protagonista. Nada mais natural, afinal, é a visão dela sobre os acontecimentos do livro.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7094" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/12/noct.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Todavia o filme cai em uma armadilha. Ao trazer uma segunda ficção para sua história e levá-la para além das folhas de papel &#8211; percebam como durante a leitura a personagem de Adams começa a ser atravessada por acontecimentos estranhos que sugerem perigo ou temor (o pássaro morto após bater no vidro da área externa da casa da protagonista ou o vídeo da babá da sua assistente aparecendo diante da câmera enquanto cuida da criança) -, <i>Animais Noturnos </i>cria para si a obrigação de ser igualmente eficiente e minimamente interessante nessa chave de comunicação com o espectador, o que não acontece. A trama policial do livro do personagem de Jake Gyllenhaal é oca e pouco envolvente, o que nos faz: a) duvidar do talento do mesmo para a coisa; b) achar que qualquer leitor com o mínimo de critério e bagagem literária consegue achar a trama aborrecida; e c) duvidar do &#8220;bom gosto&#8221; da personagem de Adams que passa cenas e cenas do filme entretida com a tal história (tá certo que em algum momento ela encontra conexões com sua vidas, mas&#8230;).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Há ainda outra armadilha em <i>Animais Noturnos</i>, mesmo trazendo ideias interessantes na costura da sua trama central (o relacionamento do casal de protagonistas), o filme ainda apresenta ranhuras. Por mais coerente que seja a leitura de Ford para os dois personagens e que o recurso da ficção como canal para exorcisar demônios pessoais funcione na história, se pararmos para pensar a fundo na composição dos personagens, seus conflitos e trajetórias, <i>Animais Noturnos </i>é um filme demasiadamente superficial. Tão superficial e frio quanto o universo de Susan Morrow (Adams). É uma pena porque todos esperavam bem mais da segunda incursão de Ford no cinema, ainda mais com um elenco desse calibre (juntam-se a Adams e Jake, Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson, Laura Linney, Michael Sheen, Andrea Riseborough, Isla Fisher e Armie Hammer). Fica para a próxima.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/MA4wBYcgEUQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Chegada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2016 22:32:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Chegada]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Denis Villeneuve]]></category>
		<category><![CDATA[Forest Whitaker]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Renner]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em A Chegada, Amy Adams (Trapaça) interpreta Louise Banks, uma especialista em Linguística chamada às pressas para solucionar um entrave de comunicação entre humanos e uma raça alienígena que acaba de chegar na Terra. O que a protagonista e o espectador do mais recente longa do canadense Denis Villeneuve (Sicario) não esperam é que esse contato acabe trazendo à tona determinadas recordações de profundo teor emocional para Louise. Ao final da sessão, a protagonista do filme e, possivelmente, o público [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: left;">
<p><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Em </span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">A Chegada</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">, Amy Adams (</span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Trapaça</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">) interpreta Louise Banks, uma especialista em Linguística chamada às pressas para solucionar um entrave de comunicação entre humanos e uma raça alienígena que acaba de chegar na Terra. O que a protagonista e o espectador do mais recente longa do canadense Denis Villeneuve (</span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Sicario</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">) não esperam é que esse contato acabe trazendo à tona determinadas recordações de profundo teor emocional para Louise. Ao final da sessão, a protagonista do filme e, possivelmente, o público ficarão devastados com o que toda a situação acaba revelando a respeito dos caminhos traçados pela acadêmica.</span></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A ficção-científica que o leitor verá em <i>A Chegada </i>não é simplificada por efeitos especiais de ponta, ainda que eles existam, ou por sequências sonoramente estridentes de espaçonaves explodindo o nosso planeta. O roteiro de Eric Heisserer (<i>Quando as Luzes se Apagam</i>), baseado no romance <i>Story of Your Life </i>de Ted Chiang, parece querer utilizar sua trama de invasão extraterrestre como catalisadora de questões filosóficas de fundo privado. Esse intuito parece claro desde o primeiro momento, quando o espectador tem contato com a história de Louise e sua filha, morta por uma trágica doença. Esta história não é sobre a humanidade, ainda que possamos traçar paralelos com a vida de qualquer um, mas sobre Louise Banks.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Realizador de filmes tendentes a cisão de opiniões, Denis Villeneuve tem no currículo títulos certeiros na execução das suas metas como <i>Os Suspeitos</i>, suspense protagonizado por Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal, e outros vacilantes como <i>Sicario</i>, longa cujo elenco é encabeçado por Emily Blunt, mas que tem um maestro perdido em meio a inconsistências do roteiro. <i>A Chegada </i>me parece uma obra intermediária da sua filmografia. O longa tem uma inegável e eficiente carga emocional, oferecendo um desfecho intenso que nos dá conta dos caminhos percorridos por sua protagonista e de uma compreensão profunda sobre ela a partir das escolhas que faz mesmo ciente do que a espera no futuro, nisso o longa de Villeneuve é preciso e atinge com muito impacto o espectador. Contudo, o diretor parece ainda sob efeito de uma certa falta de &#8220;pé no chão&#8221; durante a execução da sua obra.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6968" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Arrival.jpg" alt="arrival" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Até chegar a esse momento de grande impacto emocional no final do seu longa, Villeneuve lida com <i>flashbacks </i>e projeções do futuro da protagonista que só parecem instigantes no último ato da sua trama, quando todas as suas questões parecem ficar mais claras. Diante das demandas inevitáveis de uma história atravessada por passado e futuro, o diretor parece estender o seu filme um pouco mais do que ele de fato solicita, conferindo ao mesmo um ar etéreo <i>kubrickiano</i> que o longa parece não requerer do realizador a partir de sonhos da protagonistas, silêncios entre os personagens e elocubrações visuais da fotografia de Bradford Young. Nesse aspecto, Villeneuve tropeça, ainda que, sublinho, ofereça um arco dramático inegavelmente forte para a sua protagonista, defendida com a discrição e sensibilidade pela sempre competente Amy Adams.</p>
<p>Assim, <i>A Chegada </i>é um filme que conquista o espectador emocionalmente, mas oferece como contrapartida algumas decisões questionáveis do seu realizador, que, assim como ocorrera <i>Sicario</i>, segue distraído na contemplação do seu próprio poder de composição imagético, muito mais do que às requisições da sua própria obra. Villeneuve estica o seu filme até não poder mais deixar de entregar o seu desfecho e se distrai com firulas por tempo demais. É certo que ele consegue oferecer um final satisfatório e dilacerante, mas um certo fio da meada se perde até chegar ao seu clímax emocional.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rNciXGzYZms" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2016 00:17:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Batman vs. Superman - A Origem da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Affleck]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Gal Gadot]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Cavill]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Eisenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Liga da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Zack Snyder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não foi uma jornada fácil para a Warner concretizar o sonho de muitos fãs de ver nos cinemas um filme sobre a Liga da Justiça ou, pelo menos, o aguardado encontro entre Batman e Superman, dois dos mais icônicos personagens das HQs. É verdade que essas dificuldades, em parte, podem ser creditadas a problemas de gestão do projeto pela própria empresa, que está longe de ter a mesma organização e logística da sua rival alçada ao status de estúdio, a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não foi uma jornada fácil para a Warner concretizar o sonho de muitos fãs de ver nos cinemas um filme sobre a Liga da Justiça ou, pelo menos, o aguardado encontro entre Batman e Superman, dois dos mais icônicos personagens das HQs. É verdade que essas dificuldades, em parte, podem ser creditadas a problemas de gestão do projeto pela própria empresa, que está longe de ter a mesma organização e logística da sua rival alçada ao <i>status </i>de estúdio, a Marvel, na construção do seu universo em <i>Os Vingadores</i>.  Em outro ponto, sejamos sinceros, em razão da própria concorrência, desde a sua formação a partir de <i>O Homem de Aço </i>de 2013, essa empreitada da Warner/DC Comics sofre com a própria descrença do seu público com a construção desse universo de Liga da Justiça. Parte por uma idolatria exagerada em torno dos filmes da Marvel vinculados a <i>Os Vingadores </i>(me refiro assim porque fora os longas do Capitão América, de <i>Homem de Ferro </i>a <i>Os Vingadores</i> os filmes não são tudo isso que anunciam, deixo claro que é uma perspectiva particular da coisa). O outro elemento fundador dessa descrença está na &#8220;birra&#8221; (por vezes justificada) que parte do público tem no diretor escolhido para ser a mente por trás desse universo, o cineasta Zack Snyder de <i>300 </i>e <i>Watchmen</i>, vendido pelo estúdio como um visionário, mas visto por muitos como uma verdadeira fraude pela direção trôpega que costuma dar a seus trabalhos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, todo esse &#8220;agouro&#8221; não deve afetar financeiramente <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça </i>filme que ao mesmo tempo que serve como continuação de <i>O Homem de Aço</i> de 2013, começa a construir o terreno para a formação de toda uma série de filmes de super-heróis que promete girar na órbita do aguardado longa sobre a Liga da Justiça. Contudo, entre os críticos especializados e para um grupo de fãs dos quadrinhos, Zack Snyder e companhia, enfrentará ainda mais resistência já que o longa não anda sendo muito bem recebido por esse grupo. Às vésperas da sua estreia mundial, <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça </i>não anda recebendo críticas tão favoráveis e ainda que seja dito que isso não vai afetar o futuro da Warner/DC Comics nos cinemas, já que parte dos projetos estão encaminhados (como <i>Mulher &#8211; Maravilha </i>e <i>Liga da Justiça</i>, previstos para estrearem ano que vem), de alguma maneira isso afeta os envolvidos. Até quando o apelo desse universo com o público será suficiente diante da má impressão causada pelos filmes da Warner/DC Comics que só anda piorando?</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<figure id="attachment_5730" aria-describedby="caption-attachment-5730" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5730" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/batmanvsuperman7-750x422.jpg" alt="batmanvsuperman7" width="658" height="370" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/batmanvsuperman7-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/batmanvsuperman7.jpg 980w" sizes="(max-width: 658px) 100vw, 658px" /><figcaption id="caption-attachment-5730" class="wp-caption-text">Novo Bruce: Ben Affleck consegue se sair bem na sua versão do Batman, apesar de não ser o centro dramático do filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Batman vs. Superman </i>é o típico caso no qual o filme será abraçado pelo grande público, mas até quando o mesmo será condescendente com os deslizes do grupo? Ainda que defenda <i>O Homem de Aço </i>(não o considero tenebroso como alguns colegas, acho que é um filme eficiente que consegue lidar bem com os elementos da mitologia do Superman), o longa de Snyder sobre o filho de Krypton tinha seus tropeços, implacavelmente atacados por alguns. Declarado como o grande &#8220;engenheiro&#8221; por trás do universo DC Comics no cinema e diretor de <i>Liga da Justiça</i>, Snyder agora enfrenta um  &#8220;abacaxi&#8221; muito mais espinhoso já que o retorno das críticas a <i>Batman vs. Superman </i>tem sido bem mais ruidoso do que o caso <i>O Homem de Aço</i>.</p>
<p>Antes de mais nada, preciso deixar claro que <i>Batman vs. Superman</i> não é &#8220;a&#8221; obra-prima do seu nicho cinematográfico, porém mantém-se firme como um entretenimento bem orquestrado durante boa parte da projeção. É um filme que tem suas falta graves, mas consegue impor-se como uma experiência divertida durante parte da sua projeção, basta que o espectador consiga conviver com os seus equívocos e tropeços. Particularmente, uma das falhas mais severas do longa está fora da própria obra, me refiro a sua agressiva campanha de marketing que não fez questão alguma de &#8220;esconder&#8221; a maioria dos detalhes do longa, o que abordarei mais adiante, algo que pode parecer um detalhe, mas impõe-se como um grande problema considerando que os melhores momentos e diálogos da obra chegaram ao público com seu impacto sensivelmente reduzido. No mais, Snyder não economiza em seus excessos, há soluções simplistas, um amontoado de momentos que existem apenas para satisfazer os fãs e não estão em momento algum à serviço da sua história. Em contrapartida, percebe-se um esboço de ideias interessantes, há a introdução de personagens promissores e o filme funciona melhor como continuação de <i>O Homem de Aço </i>do que como prefácio de <i>Liga da Justiça </i>ou introdução do novo Batman, diga-se de passagem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
</div>
<figure id="attachment_5731" aria-describedby="caption-attachment-5731" style="width: 672px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5731" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/batmanvsuperman3.jpg" alt="batmanvsuperman3" width="672" height="353" /><figcaption id="caption-attachment-5731" class="wp-caption-text">Mais Planeta Diário: Lois Lane e Perry White, personagens de Amy Adams e Laurence Fishburne, têm mais momentos nesse filme.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça </i>tem início com a perspectiva de Bruce Wayne sobre os eventos que levaram Metrópolis a uma destruição em massa ao final de <i>O Homem de Aço</i>, a batalha entre Superman e o vilão Zod. No longa, Superman começa a ser alvo de intensas discussões públicas a respeito da natureza dos seus atos na Terra: o Homem de Aço é de fato um herói, um Deus como muitos fazem questão de afirmar, ou não passa de uma grande ameaça para a humanidade já que suas ações sempre resultam em mortes e quebras de normas sociais? Nesse ambiente, não apenas Wayne começa a alimentar uma vontade de pôr fim às interferências do Superman como também uma grande ameaça a todos os cidadãos de Metrópolis começa a dar as suas primeiras cartadas contra o Homem de Aço, o inescrupuloso empresário Lex Luthor.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Diferente de <i>O Homem de Aço</i>, em <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça</i>, o diretor Zack Snyder não economiza em suas excessivas e por vezes aborrecidas e aleatórias marcas estilísticas. Assim, há inúmeros planos que evidenciam os apelos do diretor em transformar qualquer sequência em um grande momento de fotografia cinemagráfica, Snyder também usa a exaustão o <i>slow motion</i>, algo que foi muito mais contido no filme anterior com o Superman dirigido pelo realizador, mas que aqui é usado como &#8220;desculpa&#8221; mais uma vez pelo diretor, que insiste na ideia de emular a linguagem dos quadrinhos nas telonas. Se por um lado não deixa de ser louvável a coragem do diretor, por outro soa como uma insistência tola, já que, diferente de filmes como <i>300 </i>e <i>Watchmen</i>, que funcionavam muito bem sob essa logística<i>, </i>todos esses recursos não prestam serviço algum à trama de <i>Batman vs. Superman</i>. O diretor ainda insiste na produção de sequências que nos remetem a sonhos, delírios ou pesadelos dos seus protagonistas como mecanismos de desenlaces para os nós da sua história, o que não funciona e só serve para tornar a experiência de assistir ao filme um pouco massante. Portanto, se em <i>O Homem de Aço, </i>Snyder mostrou-se controlado em seu &#8220;gênio-criativo&#8221;, o que foi um ganho tremendo para o longa de 2013, aqui ele usa e abusa das ferramentas narrativas e estéticas pelas quais ficou conhecido. Assim,  caso tenham implicâncias por esses arroubos visuais do realizador, estejam preparados, <i>Batman vs. Superman </i>os<i> </i>apresenta em grande volume.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<figure id="attachment_5732" aria-describedby="caption-attachment-5732" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5732 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Batman_vs_Superman_1_embed.jpg" alt="Batman_vs_Superman_1_embed" width="621" height="334" /><figcaption id="caption-attachment-5732" class="wp-caption-text">Mulher-Maravilha: Estreia da personagem de Gal Gadot deixa o público com um gostinho de &#8220;quero mais&#8221;.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Zack Snyder à parte, o roteiro de Chris Terrio e Davis S. Goyer também não faz um grande serviço ao longa. Existe um esboço de ideias interessantes mal executadas não apenas pelo diretor, mas também pelos roteiristas. Há inúmeras concepções interessantes que são mal aproveitadas no filme. A ideia de ter um Batman mais experiente de um lado e um Superman inexperiente do outro tentando lidar com todas as demandas requeridas a um super-herói é muito interessante, mas nunca esgarçada pelos roteiristas, muito menos pelo diretor, que está mais preocupado com seus &#8220;arroubos&#8221; visuais. Operando em duas frentes, de um lado como continuação de <i>O Homem de Aço</i>, explorando com mais veemência relações que foram apenas introduzidas naquele longa, como é o caso da dinâmica entre Clark Kent e Lois Lane, mas também como um prefácio de <i>Liga da Justiça</i>, a <span style="font-family: inherit;" data-blogger-escaped-style="font-family: inherit;"><span style="color: #333333;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px;">verdade é que, na prática, o longa presta muito mais serviço a sua primeira função do que à segunda. Assim, </span><em data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px; text-align: start;">Batman vs. Superman </em><span style="color: #333333;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px;">soa como um filme melhor quando pensado como uma continuação de </span><em data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px; text-align: start;">O Homem de Aço </em><span style="color: #333333;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; line-height: 24px;">do que como uma preparação para <i>Liga da Justiça</i></span></span><span style="color: #333333; font-family: times, 'times new roman', serif;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #333333; font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 16px; line-height: 24px;">. O filme é mais eficiente ao lidar com as questões que envolvem o Superman (algumas bem interessantes, por sinal), do que quando prepara terreno para <i>Liga da Justiça</i>. </span> Quando o centro dramático de <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça </i>volta-se para a história do Superman, o filme sempre parece fazer mais sentido.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p> É verdade que, no conflito de percepções sobre modelos de heroísmo entre Batman e Superman, o longa tem em mãos uma munição que poderia render discussões muito mais profundas do que ele de fato promove. Em seu filme, Snyder opta por reflexões que são pertinentes e eficientes mas que ficam na superfície e abraça sem maiores problemas o puro e simples entretenimento, &#8220;jogando&#8221; sempre para o público, sobretudo os fãs mais ardorosos, com momentos e cenas que todos esperavam ver: o duelo dos protagonistas, a aparição da Mulher-Maravilha, a formação da Liga da Justiça (algo que a própria Marvel fez no primeiro <i>Os Vingadores</i> que, sejamos sinceros, não passa de um amontoado de sequências de lutas feitas para o único e exclusivo deleite dos fãs dos quadrinhos que aguardavam há anos o encontro entre os personagens icônicos da editora). Sinceramente, também não há problema algum nessa decisão de Snyder e da equipe de <i>Batman vs. Superman</i>. O filme tem a pretensão de privilegiar um nicho do público e segue coerente em todo o propósito traçado pelo realizador e pelo estúdio para os personagens da DC Comics, que possuem uma linha de ação e uma abordagem completamente diferente do tom da Marvel, diga-se de passagem.</p>
<p>Além de tudo isso, sejamos sinceros, no final das contas, entre os valores que filmes de super-heróis acabam adquirindo ao humanizar personagens que são mitos (a franquia <i>Homem-Aranha </i>de Sam Raimi), ao explorar o lado obscuro e violento deles (a versão de Christopher Nolan para o Batman desde <i>Batman Begins</i>), ao abordar discussões de importante cunho social (os filmes da série <i>X-Men</i>) ou fazer um exercício irônico de metalinguagem (<i>Deadpool</i>), o que importa mesmo é que estamos vendo um filme de super-heróis e o que a gente mais quer ver nesse caso específico é esse duelo de titãs, a primeira aparição da Mulher-Maravilha e por ai vai. Nesse sentido, e desde que você tenha consciência e consiga conviver com os problemas do longa, o primeiro encontro entre Batman e Superman cumpre os seus objetivos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>P.S.: Algo que me aborreceu bastante durante a sessão de <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça</i>, como já antecipei, foi a massiva campanha de marketing feita em torno do filme com um ano e meio de antecedência. Entre diversas versões de trailers disponibilizadas pela Warner, imagens, pôsters, gifs e informações da internet, praticamente todo o filme foi revelado ao público antes mesmo dele ser lançado. Em diversos momentos, pensei se minha reação a determinadas cenas ou diálogos não seriam mais entusiasmadas caso não tivesse acesso a essas informações (e olha que evitei ao máximo, mas nos dias de hoje é praticamente impossível não se deparar com a oferta desses conteúdos). Diversas cenas marcantes e diálogos importantes do filme já haviam sido revelados antes mesmo dele chegar aos cinemas e isso foi uma grande mancada da Warner no que diz respeito a <i>Batman vs. Superman &#8211; A Origem da Justiça. </i>Provavelmente, a maior delas.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
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		<title>Guia Oscar 2014: Atrizes</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/guia-oscar-2014-atrizes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2014 17:04:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Cate Blanchett]]></category>
		<category><![CDATA[Judi Dench]]></category>
		<category><![CDATA[Meryl Streep]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Bullock]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Amy Adams &#8211; Trapaça Das indicadas da lista, Amy Adams é a única que não levou uma estatueta do Oscar para casa. No entanto, a atriz é uma veterana na premiação da Academia em número de indicações, somadas a essa, cinco no total, o que faz com que as expectativas de vitória cresçam a cada nova menção. Desde que ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao BAFTA (prêmio máximo do cinema inglês), o buzz em torno de Adams tem crescido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/amy-adams-american-hustle-movie-photos_1.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-323 aligncenter" alt="amy-adams-american-hustle-movie-photos_1" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/amy-adams-american-hustle-movie-photos_1-600x400.jpg" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Amy Adams</strong> &#8211; <em>Trapaça</em></p>
<p>Das indicadas da lista, Amy Adams é a única que não levou uma estatueta do Oscar para casa. No entanto, a atriz é uma veterana na premiação da Academia em número de indicações, somadas a essa, cinco no total, o que faz com que as expectativas de vitória cresçam a cada nova menção. Desde que ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao BAFTA (prêmio máximo do cinema inglês), o <em>buzz </em>em torno de Adams tem crescido a ponto dela conseguir abocanhar essa indicação que todos davam como certa para a atriz Emma Thompson de <em>Walt nos bastidores de Mary Poppins. </em>Caso <em>Trapaça </em>seja o grande destaque da noite, pode ser que ela seja beneficiada. Alguns dizem que não há nada demais no desempenho de Adams em <em>Trapaça </em>e que o filme só serviu para exorcizar de vez as reiteradas mocinhas ingênuas que a atriz costuma interpretar com os decotes generosos da trambiqueira Sydney Prosser. Ouso discordar, Adams mergulhou de cabeça nas sutilezas de uma personagem que sobrevive assumindo múltiplas personalidades. Mais desafiador que isso para uma atriz, impossível.</p>
<p><strong>Indicações anteriores:</strong> Melhor atriz coadjuvante por <em>O Mestre </em>(2013), melhor atriz coadjuvante por <em>O Vencedor </em>(2011), melhor atriz coadjuvante por <em>Dúvida </em>(2009) e melhor atriz coadjuvante por <em>Retratos de Família </em>(2006).</p>
<p><strong>Vitórias anteriores:</strong> &#8211;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/blue_jasmine.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-324 aligncenter" alt="blue_jasmine" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/blue_jasmine-600x400.jpg" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Cate Blanchett</strong> &#8211; <em>Blue Jasmine</em></p>
<p>Favorita absoluta, Cate Blanchett tem sido um verdadeiro trator nessa categoria durante a temporada de prêmios. Já levou o Globo de Ouro, o SAG Awards, o Critics Choice, os prêmios das principais associações de críticos, o BAFTA&#8230; Ou seja, tudo. A instável dondoca Jasmine é responsável por nuances que só uma atriz como ela sabe dar e dificilmente a Academia não dará o devido reconhecimento a mais uma das grandes interpretações da australiana. Além disso, <em>Blue Jasmine </em>é um dos raros casos em que o trabalho de uma figura cultuada como Woody Allen cede lugar para o desempenho de um ator. Admitam, o filme não seria o mesmo sem ela. Claro que Blanchett tem contra si a antipatia de sua personagem, já que normalmente a Academia foge desse tipo de papel, mas há exceções. Além disso, os escândalos envolvendo Woody Allen que vieram à tona no último mês pode ser uma ameaça à vitória da atriz. Ainda assim, se tiver que apostar em alguém, será nela.</p>
<p><strong>Indicações prévias:</strong> Melhor atriz coadjuvante por <em>Não estou lá </em>(2008), melhor atriz por <em>Elizabeth &#8211; A Era de Ouro </em>(2008), melhor atriz coadjuvante por <em>Notas sobre um Escândalo </em>(2007), melhor atriz por <em>Elizabeth </em>(1999).</p>
<p><strong>Vitórias prévias:</strong> Melhor atriz coadjuvante por <em>O Aviador </em>(2005).</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Philomena_-_Judi_Dench.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-325 aligncenter" alt="Philomena_-_Judi_Dench" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Philomena_-_Judi_Dench-620x373.jpg" width="620" height="373" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Judi Dench</strong> &#8211; <em>Philomena</em></p>
<p> Figura cativa premiação após premiação, Judi Dench conseguiu levar o modesto filme de Stephen Frears às principais categorias dessa edição do Oscar. As sessões prévias para membros da Academia trouxeram uma receptividade positiva para o desempenho da atriz sobretudo na ala mais madura dos votantes do Oscar que se emocionaram com a história de uma mulher que foi distanciada da cria quando ainda era jovem. Segundo alguns, <em>Philomena </em>é um dos melhores desempenhos de Judi Dench em anos. No entanto, o impacto de <em>Philomena </em>é menor se o compararmos aos filmes das concorrentes de Dame Dench. A seu favor, a trajetória da inglesa na temporada de premiações foi tão estável quanto a de duas das principais concorrentes na categoria, Cate Blanchett e Sandra Bullock. Além disso, especula-se que uma aposentadoria da atriz a ser anunciada em breve pode ser um fator que influencie a Academia a escolhê-la como a melhor atriz dessa edição do Oscar.</p>
<p><strong>Indicações anteriores:</strong> Melhor atriz por <em>Notas sobre um Escândalo </em>(2007), melhor atriz por <em>Sra. Henderson Apresenta </em>(2006), melhor atriz por <i>Íris </i>(2002), melhor atriz coadjuvante por <em>Chocolate </em>(2001), melhor atriz por <em>Sua Majestade, Mrs. Brown (1998).</em></p>
<p><strong>Vitórias anteriores:</strong> Melhor atriz coadjuvante por <em>Shakespeare Apaixonado </em>(1999).</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-326 aligncenter" alt="MCDAUOS EC008" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014-600x400.jpg" width="600" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014-600x400.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014.jpg 638w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong> Meryl Streep</strong> &#8211; <em>Álbum de Família</em></p>
<p style="text-align: left;">O apelo de Meryl Streep na Academia é tão grande que, mesmo diante de críticos que questionaram o esforço da veterana nesse drama e até mesmo a qualidade do próprio filme, ela conseguiu mais uma indicação ao prêmio. Nada consegue ser pior do que último trabalho de Streep, <em>A Dama de Ferro</em>, que apesar de render uma interpretação digna da atriz era um filme vacilante. <em>Álbum de Família </em>traz Streep como uma matriarca depressiva, viciada em medicamentos e com uma língua ferina, ou seja, nada que já não saibamos que ela dará conta. No entanto, fatores como a morna aprovação do filme em si deixam mais uma vitória de Streep em risco. Em prol da candidata, <em>Álbum de Família </em>é um dos filmes que, assim como <em>Philomena</em>, rezam a cartilha que a Academia costuma adorar, especialmente em categorias de interpretação, trazendo fortes momentos dramáticos e uma Meryl Streep nada sutil, do jeito que eles gostam.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Indicações anteriores:</strong> Melhor atriz por <em>Julie e Julia </em>(2010), melhor atriz por <em>Dúvida </em>(2009), melhor atriz por <em>O Diabo veste Prada </em>(2007), melhor atriz coadjuvante por <em>Adaptação </em>(2003), melhor atriz por <em>Música do Coração </em>(2000), melhor atriz por <em>Um Amor Verdadeiro </em>(1999), melhor atriz por <em>As Pontes de Madison </em>(1996), melhor atriz por <em>Lembranças de Hollywood </em>(1991), melhor atriz por <em>Um Grito no Escuro </em>(1989), melhor atriz por <em>Ironweed </em>(1988), melhor atriz por <em>Entre Dois Amores </em>(1986), melhor atriz por <em>Silkwood &#8211; O Retrato de uma Coragem </em>(1984), melhor atriz por <em>A Mulher do Tenente Francês </em>(1982) e melhor atriz coadjuvante por <em>O Franco Atirador </em>(1979)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vitórias anteriores:  </strong>Melhor atriz por<strong> </strong><em>A Dama de Ferro</em><em> </em>(2012), melhor atriz por <em>A Escolha de Sofia </em>(1983) e melhor atriz coadjuvante por <em>Kramer vs. Kramer </em>(1980)</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-327 aligncenter" alt="gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2-600x400.jpg" width="600" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2-600x400.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2.jpg 1500w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <strong>Sandra Bullock</strong> &#8211; <em>Gravidade</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Gravidade </em>foi a grande redenção de Sandra Bullock, um desempenho que fez com que todos esquecessem a questionável vitória da atriz no Oscar de 2010 por <em>Um Sonho Possível. </em>Vivendo uma engenheira tentando sobreviver sozinha no espaço, Bullock é o fator emocional de um filme que tem grande apelo técnico. Trata-se de uma mescla de esforço físico e psicológico que fez com que <em>Gravidade </em>fosse mais do que um grande feito visual. Arrisco dizer que, se não tivesse vencido um Oscar tão recente, Bullock seria a grande favorita pois, além de ser um dos grandes filmes do ano que passou, <em>Gravidade </em>é totalmente conduzido por sua personagem, ela está sozinha em cena. A favor da sua candidatura, Bullock tem um carisma irresistível na comunidade hollywoodiana, coisa que suas principais concorrentes não têm. É o fator &#8220;estrela de cinema&#8221; que pode fazer a diferença na noite.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Indicações anteriores:</strong> &#8211;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vitórias anteriores:</strong> Melhor atriz por <em>Um Sonho Possível </em>(2010)</p>
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		<title>Ela encanta e surpreende com um amor possível na era da tecnologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2014 20:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Ela]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquin Phoenix]]></category>
		<category><![CDATA[Scarlett Johansson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem alguns filmes que você entende de primeira por que foram indicados ao Oscar. “Ela” é um deles. Com um enredo particularmente interessante, onde o mote principal é um homem que vive num futuro não tão distante e que se fecha na tecnologia, se afastando do mundo real, o filme atrai a atenção do espectador do começo ao fim. De cara, a pessoa pensa que será aquele tipo de longa seco, extremamente prático e tecnológico, sem uma narrativa especialmente incrível. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Cena-do-filme-Ela-size-620.jpg"><img decoding="async" class="alignright size-full wp-image-318" alt="Cena-do-filme-Ela--size-620" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Cena-do-filme-Ela-size-620.jpg" width="385" height="250" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Cena-do-filme-Ela-size-620.jpg 385w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Cena-do-filme-Ela-size-620-100x65.jpg 100w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Cena-do-filme-Ela-size-620-260x170.jpg 260w" sizes="(max-width: 385px) 100vw, 385px" /></a>Existem alguns filmes que você entende de primeira por que foram indicados ao Oscar. “<em>Ela</em>” é um deles. Com um enredo particularmente interessante, onde o mote principal é um homem que vive num futuro não tão distante e que se fecha na tecnologia, se afastando do mundo real, o filme atrai a atenção do espectador do começo ao fim. De cara, a pessoa pensa que será aquele tipo de longa seco, extremamente prático e tecnológico, sem uma narrativa especialmente incrível. Ledo engano. “<em>Ela</em>” prova que existe amor no meio eletrônico.</p>
<p>Joaquim Phoenix (“<em>Amantes</em>”) interpreta Theodore Twombly, um homem que está passando por um doloroso processo de separação e trabalha em uma empresa que cria cartas para as pessoas. Ele é cercado por Amy, vivida pela querida xará Amy Adams (“<em>Trapaça</em>”), e o marido Charles, que é interpretado por Matt Letscher (“<em>A Máscara do Zorro</em>”). O casal é vizinho do protagonista e têm uma relação estranha e sem paciência, onde Twombly entra como certo pacificador. O filme traz ainda Rooney Mara (“<em>Millennium – O Homem Que Não Amava As Mulheres</em>”) como a esposa surtada que decidiu pedir o divórcio, Olivia Wilde (“<em>As Palavras</em>”) como a candidata à namorada que sai com o protagonista e Chris Pratt (“<em>Cinco Anos d eNoivado</em>”) como o divertido colega de trabalho com quem ele sai num “<em>double date</em>” (saída de casais).</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/her-amy-adams-matt-letscher.jpg"><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-319" alt="her-amy-adams-matt-letscher" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/her-amy-adams-matt-letscher.jpg" width="385" height="250" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/her-amy-adams-matt-letscher.jpg 385w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/her-amy-adams-matt-letscher-100x65.jpg 100w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/her-amy-adams-matt-letscher-260x170.jpg 260w" sizes="(max-width: 385px) 100vw, 385px" /></a>A sociedade vive num futuro onde a tecnologia engoliu todas as relações e as pessoas estão cada vez mais distantes de quem está ao lado e próximas de quem está do outro lado da tela. O celular virou um pino no ouvido que pode ser acionado por comando de voz, os computadores não têm mais teclado e os videogames estão em outro nível de interação. O interessante, no entanto, é que é algo completamente possível e provável de se acontecer. Não é aquele estilo de filme onde os carros voam e as pessoas se alimentam de ração. A vida segue parecida, o papel ainda é utilizado e as praias ainda são frequentadas. A questão principal é que as pessoas estão cada vez mais isoladas.</p>
<p>Provando o mote principal, o protagonista segue em uma vida rotineira, sem alterações e vazia. Com medo de se relacionar, ele prefere entrar em salas de bate papo para ter algum “contato” com uma mulher. A virada acontece quando ele decide comprar um novo sistema operacional que acaba de ser lançado, onde a voz não apenas responde metodicamente o que a pessoa pergunta, como interage com ela. O tal OS tem, literalmente, uma personalidade. Theodore então começa a conversar com Samatha, nome escolhido pelo próprio OS e que é interpretada por Scarlett Johansson (“<em>Vicky Christina Barcelona</em>”). É incrível como conseguimos entrar no filme de tal forma que começamos a esquecer que aquilo se trata de um sistema operacional e que escutamos apenas a voz. Scarlett consegue fazer um trabalho tão bom, que apenas com sua voz sensual, ela cria um personagem incrível. Ao mesmo tempo, Phoenix consegue carregar boa parte do filme nas costas, já que dialoga com uma máquina na maior parte do tempo e interage brevemente com as pessoas. Ele mostra tal naturalidade e certeza na interpretação, que o espectador se envolve minuto a minuto na trama.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/95endlcmc1i4rwrup31ru6yn1.jpg"><img decoding="async" class="alignright size-full wp-image-320" alt="95endlcmc1i4rwrup31ru6yn1" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/95endlcmc1i4rwrup31ru6yn1.jpg" width="385" height="250" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/95endlcmc1i4rwrup31ru6yn1.jpg 385w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/95endlcmc1i4rwrup31ru6yn1-100x65.jpg 100w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/95endlcmc1i4rwrup31ru6yn1-260x170.jpg 260w" sizes="(max-width: 385px) 100vw, 385px" /></a>Sem querer dar muitos spoilers, o escritor começa a se relacionar com o sistema operacional a ponto de se tornaram namorados. E posso afirmar com toda certeza que isso não é nada estranho na narrativa. O diretor Spike Jonze (“<em>Quero Ser John Malkovich</em>”) consegue criar uma atmosfera tão impressionante que o espectador se comove com a relação e suas peculiaridades. A direção de fotografia criou cenários e visuais que casam perfeitamente com a melancolia do protagonista e da própria relação amorosa com o OS. Muito foco em iluminação que se assemelha a natural, cenários interessantes como o da praia e combinações de trajes. Por falar no figurino, este mostra a peculiaridade da história, trazendo roupas de estilo antiquado, meio que contradizendo todo o avanço tecnologia. Entendo como uma analogia a demora da sociedade em responder aos avanços tecnológicos e como é difícil mudar tradições enraizadas. Essa ideia casa perfeitamente com a “nova relação” que o filme propõe, que causa estranhamento na maioria dos personagens.</p>
<p>Talvez seja engraçado pensar dessa forma, mas o filme trata-se de uma linda e comovente história de amor. O choro surge em muitos momentos, especialmente na cena em que o casal principal transa pela primeira vez. O uso de tela negra faz com que o espectador se concentre mais nas falas e viva os personagens. É de uma delicadeza impressionante e emocionante. O mesmo nos passeios que o casal dá e conversas jogadas fora.</p>
<p>Jonze traz um filme que infelizmente, pelo ano disputadíssimo em que está, não deve (nunca se sabe) levar a melhor no Oscar, mas merece muito a indicação e disposição do espectador em ver. Com uma proposta inovadora e improvável, o diretor consegue sair do comum de filmes que se passam no futuro, trazendo uma realidade possível (e provável) e trabalhando o amor na geração em que as pessoas conversam cada vez menos cara a cara.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/ela-encanta-e-surpreende-com-um-amor-possivel-na-era-da-tecnologia/">Ela encanta e surpreende com um amor possível na era da tecnologia</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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