<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Alana Haim - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/alana-haim/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/alana-haim/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Apr 2026 14:15:18 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Alana Haim - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/alana-haim/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica O Drama</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-drama/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-drama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 12:56:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[A24]]></category>
		<category><![CDATA[Alana Haim]]></category>
		<category><![CDATA[Diamond Films]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Hailey Gates]]></category>
		<category><![CDATA[Hannah Gross]]></category>
		<category><![CDATA[Jordyn Curet]]></category>
		<category><![CDATA[Kristoffer Borgli]]></category>
		<category><![CDATA[Mamoudou Athie]]></category>
		<category><![CDATA[O Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
		<category><![CDATA[The Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Zendaya]]></category>
		<category><![CDATA[Zoë Winters]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20572</guid>

					<description><![CDATA[<p>O que fazer quando um segredo maior do que si ou o outro é revelado? Como seguir com uma relação quando os preceitos de moralidade, ética ou crença se estilhaçam da noite para o dia? E, pior, o que fazer quando quem você acha conhecer se mostra um completo estranho? Essas são as perguntas que guiam o cerne narrativo do novo drama psicológico satírico, que se disfarça como comédia romântica, estrelado por Zendaya (Rivais, de 2024) e Robert Pattinson (Mickey [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-drama/">Crítica O Drama</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que fazer quando um segredo maior do que si ou o outro é revelado? Como seguir com uma relação quando os preceitos de moralidade, ética ou crença se estilhaçam da noite para o dia? E, pior, o que fazer quando quem você acha conhecer se mostra um completo estranho? Essas são as perguntas que guiam o cerne narrativo do novo drama psicológico satírico, que se disfarça como comédia romântica, estrelado por Zendaya (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rivais/"><em>Rivais</em></a>, de 2024) e Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mickey-17/"><em>Mickey 17</em></a>, de 2025). <strong><em>O Drama</em></strong> estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (9) e já chega como um filme que dividirá opiniões.</p>
<h3>O Texto</h3>
<p>Escrito pelo cineasta Kristoffer Borgli (<em>O Homem dos Teus Sonhos</em>, de 2023), o roteiro tem como base de sua premissa desestabilizar um dos sacros momentos de narrativas românticas: o casamento. Com um segredo que vem à tona &#8211; e que merece ser guardado a sete chaves até que você assista ao filme -, o casal às vésperas da tão sonhada cerimônia se veem perdidos com as revelações e o que elas colocam em jogo. Talvez o mais comum recurso de <em>storytelling</em> quando o assunto é relacionamento no cinema é expor algo do seu interesse amoroso que choque e coloque em prova o sentimento. O problema é que o que é revelado em <strong><em>O Drama</em></strong> é muito maior do que qualquer <em>plot</em> comumente usado em comédias românticas.</p>
<p>Talvez o maior mérito de Borgli seja a escolha do que subverter em seu novo longa-metragem. A partir de trabalhos anteriores, já é possível perceber uma linha criativa que gosta de esgarçar os limites imaginativos de certas situações e convenções da vida e, desta vez, ele resolve invadir o imaginário do sonho casamenteiro para desestabilizá-lo por inteiro. Pôr em jogo a dinâmica, a confiança e até os desejos do casal a partir da revelação de um segredo desconcertante vira o jogo de ponta cabeça e faz de <strong><em>O Drama </em></strong>um filme que merece sua atenção.</p>
<p>É no momento da revelação que o filme se configura como esse drama psicológico. A doçura e o cuidado comuns de uma comédia romântica são descartados e dão lugar a uma onda de paranoias e inseguranças que inundam a narrativa. O que era uma bela história de amor se torna uma frenética corrida contra esse elefante na sala que passou a habitar as vidas de Emma e Charlie (respectivamente, Zendaya e Robert). Apesar da tensão palpável, o roteiro de <strong><em>O Drama</em></strong> tem um sadismo genial que satiriza tudo aquilo a ponto de gerar momentos divertidamente desconfortáveis, onde a única saída do espectador é literalmente rir de nervoso pelo desconforto visto na telona.</p>
<h3>O Diretor</h3>
<p>A direção, também assinada por Borgli, faz questão de criar imagens de puro desconforto. Sejam os <em>flashbacks</em> que vão, aos poucos revelando os segredos, sejam os momentos de confronto imaturo e despreparo do casal, há um claro esforço do cineasta em construir a atmosfera mais desconfortável possível durante o filme. Não existe tempo de respiro entre as cenas, é um turbilhão de momentos estranhos, incômodos e vilmente hilários. <strong><em>O Drama</em></strong> parece ser orquestrado por uma máxima de delírios do &#8216;e se&#8217;. Como se o diretor quisesse colocar o próprio espectador em cheque junto dos seus personagens.</p>
<figure id="attachment_20574" aria-describedby="caption-attachment-20574" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20574" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-750x500.jpeg" alt="O Drama (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4966.JPG.jpeg 1101w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20574" class="wp-caption-text">Zendaya e Robert Pattinson em cena de &#8216;O Drama (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ao trazer o público para tão perto, tudo se torna ainda mais desconcertante. O riso não vem pela graça, mas como um mecanismo de defesa da mente para lidar com o que não é possível de se acreditar e/ou resolver. Confrontar os delírios e absurdos vistos em tela geram uma profusão de emoções que acabam, normalmente, saindo como uma gargalhada de desconforto. Por essa razão, <strong><em>O Drama </em></strong>facilmente divide opiniões. O que incomoda instiga ao mesmo tempo que afasta e esse é o maior trunfo &#8211; e o maior risco &#8211; da produção.</p>
<p>Outro ponto que pode ser controverso é o próprio segredo que mexe com um tema muito caro ao público estadunidense. Apesar de ser algo delicado, não é tratado de forma leviana no filme. Na verdade, o segredo ser o que é vem como uma crítica sobre um estigma social e geracional que persegue e rui diariamente o (nada estável) país. E a forma como Borgli trabalha isso no longa é deliberadamente ácida para incomodar. Ele faz questão de tocar na ferida aberta e rodar o dedo até ver o sangue escorrer. <strong><em>O Drama</em></strong> é um filme que foi feito para incomodar, não há dúvidas nisso.</p>
<h3>O Elenco</h3>
<p>A escolha do elenco não poderia ser melhor. As oposições em cena construídas pelos atores e texto dão força para essa ode ao desconforto criada por Borgli. Por ser um projeto focado em criar e ruir relações diante dos olhos do público, era preciso acertar em cheio no <em>casting</em> para que a narrativa pudesse alcançar o seu ápice. E, não à toa, Zendaya e Pattinson foram grandes acertos. Além da incontestável química e carinho que eles trazem para a relação dos personagens, existe uma equidade de contracena que impressiona. Parece que suas trajetórias os levaram até esse momento para que eles vivessem o desmoronar desse casal fictício em <em><strong>O Drama</strong></em>.</p>
<p>Para além do <em>show</em> que Zendaya e Robert entregam por brilharem em seus papeis, o elenco secundário é outro primor do projeto. Alana Haim (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/"><em>Licorice Pizza</em></a>, de 202), Mamoudou Athie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/39o-festival-internacional-de-cinema-de-guadalajara-tipos-de-gentileza/"><em>Tipos de Gentileza</em></a>, de 2024) e Hailey Gates (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-marty-supreme/"><em>Marty Supreme</em></a>, de 2025) merecem ser destacados por suas contribuições aos delírios do casal principal. A raiva borbulhante e impulsiva de Haim, a passividade apaziguadora de Athie e a confusão caótica de Gates são o cerne de suas interpretações e responsáveis por intensificar a equação narrativa proposta pelo roteiro. <strong><em>O Drama</em></strong> nada seria sem seus catalisadores do caos.</p>
<p>É esse equilíbrio entre o elenco, o roteiro e a direção que apontam para o caminho desejado para a narrativa: gerar um incômodo incontestável a qualquer custo. E o resultado é alcançado sem dificuldades. No entanto, é essa máxima que pode afastar uma parcela de pessoas de <strong><em>O Drama</em></strong>. Ainda assim, a intencionalidade desse navio naufragando é também o que há de mais fascinante na narrativa. O filme funciona porque seu elenco cumpri com a missão de tornar palatável a confusão insana de sua história &#8211; e faz isso com uma comicidade ácida tão desconcertante quanto seu roteiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kristoffer Borgli</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Hailey Gates, Zoë Winters, Hannah Gross e Jordyn Curet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eJ7_iPylqS4?si=f132P3PJ0dPY_pBJ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-drama/">Crítica O Drama</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-drama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Licorice Pizza</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Feb 2022 19:17:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Alana Haim]]></category>
		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cooper Hoffman]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[James Kelley]]></category>
		<category><![CDATA[John C. Reilly]]></category>
		<category><![CDATA[Licorice Pizza]]></category>
		<category><![CDATA[Maya Rudolph]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Thomas Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Sean Penn]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Waits]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15250</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por onde começar quando se deve tratar sobre um filme vindo de um cineasta com uma obra constantemente cultuada e que trouxe tanto para o cinema mundial? Boogie Nights (1997), Magnólia (1999), Sangue Negro (2007) etc, Paul Thomas Anderson é conhecido por sua qualidade ao criar imagem e texto, entregando produções inventivas em termos de roteiro e direção. No entanto, seus dois últimos títulos são materiais que incomodam esta que vos escreve, por motivos bastante específicos. Um deles é Trama [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/">Crítica: Licorice Pizza</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por onde começar quando se deve tratar sobre um filme vindo de um cineasta com uma obra constantemente cultuada e que trouxe tanto para o cinema mundial? <em>Boogie Nights</em> (1997), <em>Magnólia</em> (1999), <em>Sangue Negro</em> (2007) etc, Paul Thomas Anderson é conhecido por sua qualidade ao criar imagem e texto, entregando produções inventivas em termos de roteiro e direção. No entanto, seus dois últimos títulos são materiais que incomodam esta que vos escreve, por motivos bastante específicos.</p>
<p>Um deles é <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trama-fantasma/"><em>Trama Fantasma</em></a>, admirado longa-metragem de Paul, indicado a 6 Oscar, e vencedor do prêmio na categoria de Melhor Direção de Arte, para Mark Bridges. Bem escrito e realizado, a questão que arruinava qualquer chance deste material ser bem visto por esta crítica aqui é o seu teor de misoginia injustificável. Esta é uma questão extremamente complexa e que merece um texto por si só. Todavia, o foco neste momento é outro, é justamente o novo longa do Paul: <strong><em>Licorice Pizza</em></strong>.</p>
<p>Aqui, uma repetição qualitativa. Na escrita, Thomas Anderson não subestima o espectador e entrega um desenvolvimento narrativo corajoso, com timing cômico preciso e que deixa que o público vá completando os rumos da trama em sua mente. Os cortes descontínuos são favoráveis para que se olhe para o ponto central da narrativa: a relação de Gary (Cooper Hoffman) e Alana (Alana Haim).</p>
<p>Para fortalecer essa conexão da dupla, Anderson aposta em sequências nas quais a energia e mentalidade de uma juventude transbordam da tela. Gary e Alana passam inúmeros momentos correndo, seja um para o outro, para chegar em lugares, porque eles querem simplesmente correr. Isto pode parecer um detalhe, mas a vibração juvenil, este corre corre inteiro, essa pressa de viver, dita bastante o tom do longa.</p>
<p>Esta estratégia também está na direção de arte e figurino, que são efetivas em impor uma atmosfera juvenil e ao marcar quem são os adultos, através da seleção de usar menos quantidade de cor neles, em suas casas e cenários. Por outro lado, as crianças e adolescentes trajam vestes e estão inseridos em ambientes coloridos. Já Alana flerta com os dois mundos e, mesmo sendo uma mulher, está constantemente posta como infantil e pertencente ao Universo teen. É nesta lógica que habita o desconforto com <strong><em>Licorice Pizza</em></strong>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15256" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0.jpg" alt="Licorice Pizza" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todos estes aspectos formais positivos são feitos para contar que tipo de história? Todo este esmero para acompanhar o quê senão uma romantização de um relacionamento amoroso de uma mulher de 25 anos com um garoto de 15. Ainda que haja um teor de inspiração em fatos reais de pessoas próximas a Anderson e que dentro da história exista o questionamento sobre a diferença de idade, os encaminhamentos do enredo e seu desfecho acabam por compactuar com o estabelecimento deste namoro.</p>
<p>O cerne da questão não é que ela é dez anos mais velha que ele e sim que Gary é menor de idade e está no ensino médio. Talvez, os leitores pensem que seja absurdo tentar argumentar sobre esta temática, já que o casal é apresentado no filme de forma tão jovial, romântica e ingênua. Contudo, o problema é justamente este. Há uma espécie de pensamento generalizado na sociedade de que meninos estão se beneficiando ao se relacionarem com adultas.</p>
<p>Desta maneira, a sessão, ainda que floreada por toda a qualidade técnica proporcionada pela equipe, pode ser um desafio para algumas pessoas. Apesar de todo o talento de Paul Thomas Anderson, os seus últimos longas confirmam que a habilidade de realização não apaga o fato de que é preciso se olhar para o que está sendo contado, além de analisar o como está sendo contado.</p>
<p>De todo modo, falar sobre uma produção como essa é sempre um grande desafio. Escolher sob que ótica vai se abordar um conteúdo artístico é uma escolha e é preciso ser justo ao se avaliar qualquer obra. Desta maneira, <strong><em>Licorice Pizza</em></strong> possui os seus méritos individuais, seja em termos de trabalho do elenco ou do restante da equipe. Contudo, é impossível escapar do fato de que é uma sessão que pode gerar desconforto por ter uma argumentação de mais de 2 horas de duração sobre um tipo de casal injustificável. Não tem como achar graça ou celebrar o fato de que uma mulher decidiu ficar com um garoto menor de idade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul Thomas Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cooper Hoffman , Alana Haim, James Kelley, Bradley Cooper, Sean Penn, John C. Reilly, Maya Rudolph, Tom Waits</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aMM-KvDnTKI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/">Crítica: Licorice Pizza</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-licorice-pizza/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
