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	<title>Arquivos Adrien Brody - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Adrien Brody - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Asteroid City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Blonde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2022 22:10:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A história de Marilyn Monroe já foi contada diversas vezes no cinema, de diferentes formas. Desta vez, em Blonde, Ana de Armas (007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer) assume o papel da icônica atriz, que marcou Hollywood para sempre. Aqui vemos muito da dualidade de emoções entre Norma Jeane (nome de batismo) e Marilyn, a diva que todos pensam que conhecem. Traçando um parâmetro desde a sua infância até sua morte, o espectador tem a possibilidade de conhecer mais sobre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A história de Marilyn Monroe já foi contada diversas vezes no cinema, de diferentes formas. Desta vez, em <em><strong>Blonde</strong></em>, Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>) assume o papel da icônica atriz, que marcou Hollywood para sempre. Aqui vemos muito da dualidade de emoções entre Norma Jeane (nome de batismo) e Marilyn, a diva que todos pensam que conhecem. Traçando um parâmetro desde a sua infância até sua morte, o espectador tem a possibilidade de conhecer mais sobre a artista, entendendo muito de seus sentimentos.</p>
<p>Avançamos no longa em meio ao torpor inebriante que é a cabeça emocional de Norma. E sim, aqui faremos diferenciação de Norma e Marilyn, pois <strong><em>Blonde</em> </strong>deixa isso muito claro em todos os momentos: são pessoas diferentes dentro de uma mesma mulher. Enquanto Marilyn é a figura externa de diva que foi criada, que todos desejam e querem ser, Norma é a mulher doída e carente, que tem que sustentar emocionalmente toda a avalanche que a fama te impõe.</p>
<p>O estilo de roteiro e filmagem de <strong><em>Blonde</em> </strong>não deve agradar a todos os públicos. Embora exista uma linearidade dos eventos, ele é contado sob o viés das emoções de Norma Jeane, expondo um caos interno presente em todos os momentos de sua vida, como se ela estivesse constantemente querendo gritar ao mundo quem ela é, mas ninguém está particularmente interessado em ouvir. Ela sofreu o abandono afetivo da mãe, que a culpava pela ausência do pai, que nunca conheceu.</p>
<p>A busca incessante pela figura do pai, inclusive, é o que acaba sujeitando Norma a tantos relacionamento complicados. A carência afetiva e a constante sensação de desamparo permeiam suas decisões, que a colocam em situações difíceis. Na figura de Marilyn, ela é subjugada como mulher o tempo inteiro, tento seu corpo sexualizado sem a sua autorização, invadido, abusado.</p>
<p>A criação da imagem de<em> sex simbol</em> em cima de Monroe é um dos aspectos que mais causa sofrimento e conflitos de emoções. As pessoas, na sua grande maioria homens, só conseguem ver bunda, seios e bocas para satisfazer as suas necessidades nefastas de ejacular. Enquanto isso, ela tem dificuldade de sustentar relações sadias, pois a busca pela família que tanto sonha parece algo absurdo e inalcançável.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15955" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade.png" alt="Blonde" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/blonde-o-que-e-verdade-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A maternidade também é um ponto delicado que o filme do diretor Andrew Dominik (<em>O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford</em>) transita, com a devida assertividade e cuidado. Norma sempre quis ser mãe, mas nunca conseguiu. Passou por várias gravidez que não foram adiante, seja por abortos espontâneos ou provocados. Um deles particularmente doloroso pois foi realizado para poupar a carreira de Marilyn. Algo que ela nunca superou de fato.</p>
<p>Quando as emoções já estavam consumindo a racionalidade de Jeane, os remédios e a bebida começaram a entrar como suas muletas. Ela precisava cada vez mais para conseguir lidar com a sua realidade depressiva, o que acabou culminando com a sua derrota ao final (no seu atestado de óbito consta que a causa foi overdose de calmantes). Algo que acaba intercalando e sendo pontuado pela loucura real e atestada da mãe, que foi internada em um centro psiquiátrico, onde passou toda a vida.</p>
<p>Ainda que <em><strong>Blonde</strong> </em>seja um bom filme, não há como não dedicar ele 100% à presença marcante de Ana de Armas. Ela está em alma e entregue ao personagem. Idêntica fisicamente com Marilyn, ela conseguiu adotar os trejeitos, o modo de andar, de falar, de se portar. Ela está intensa da maneira mais adequada possível em todos as cenas. Aliás, é um show atrás do outro, conseguindo colocar o espectador no centro de tudo e dentro da cabeça caótica e emocional da personagem. A risco dizer que é uma grande certeza, ao menos para mim, de indicação forte ao Oscar de Melhor Atriz na próxima premiação, em 2023.</p>
<p>Tudo o que Norma e Marilyn queria acalmar, no final das contas, era o caos emocional dentro de si. Ela amava demais, sentia demais, se jogava de cabeça demais. Em um mundo que foi cruel e tirou muito proveito dela, o declínio psicológico era o único destino final possível. Blonde retrata isso muito bem, nos colocando dentro desta mente caótica e emocional. Um filme que vale conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andrew Dominik</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ana de Armas, Julianne Nicholson, Bobby Cannavale, Adrien Brody, Sara Paxton, Lily Fisher, Tygh Runyan, Michael Drayer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AUfiFWUSp7k" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Visões do Passado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 17:25:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de bons filmes de terror, como é o caso de A Bruxa e Boa Noite, Mamãe, Visões do Passado chega para destoar dos demais, apresentando um roteiro duvidoso e efeitos bastante contraditórios, mesmo tendo um elenco composto por bons atores. A história é um tanto confusa e mostra um psicanalista que retorna ao seu país de origem depois de passar pela traumática perda de sua única filha. Ele está contando com a ajuda de um professor da universidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de bons filmes de terror, como é o caso de<em> A Bruxa</em> e <em>Boa Noite, Mamãe</em>, <em>Visões do Passado</em> chega para destoar dos demais, apresentando um roteiro duvidoso e efeitos bastante contraditórios, mesmo tendo um elenco composto por bons atores.</p>
<p>A história é um tanto confusa e mostra um psicanalista que retorna ao seu país de origem depois de passar pela traumática perda de sua única filha. Ele está contando com a ajuda de um professor da universidade para conseguir alguns casos para que ele se mantenha ocupado e possa recomeçar a vida. Enquanto isso, sua esposa está em depressão profunda, tomando remédios e passa a maior parte do tempo dormindo.</p>
<p>De cara já dá para perceber que não existe nenhuma originalidade na história, pois começa do mesmo jeito que muitos longas de terror meia boca. Mas o que mais perturba é a evolução da história e os personagens que são criados.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5790" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/madman_blog_feature_backtrack.jpg" alt="madman_blog_feature_backtrack" width="610" height="348" /></p>
<p>Ele recebe uma paciente adolescente no consultório, mas a menina não fala nada. Ela aparece no meio da noite, com tudo escuro e usando uma capa preta. Me desculpe, mas eu ri bastante neste momento. E daí é água abaixo. Embora Adrien Brody seja um excelente ator e tenha bons filmes no seu repertório, neste especificamente ele consegue passear entre o inerte e o canastrão. A prova de que um roteiro ruim consegue acabar com a performance de qualquer ator.</p>
<p>Enquanto a história evolui de maneira bem estranha e previsível, dando reviravoltas completamente desnecessárias e perdendo o foco que o enredo deveria ter, a esposa dele dorme. E dorme muito. Aliás, ela some. É apenas uma pessoa que dorme o filme todo. Em dado momento ele larga a mulher em depressão profunda sozinha em casa para ir encontrar com o pai em outra cidade. Bastante prudente para um psicanalista, pensei. Se ela aparecesse morta no final, eu até respeitaria mais a presença dela. Mas infelizmente isso não acontece.</p>
<p>Por fim, o filme é uma completa confusão e mistura de péssimas atuações com personagens sem profundidade e um roteiro muito pobre. Assustada por natureza que sou, tomei susto em dois momentos. Mas nada que me fizesse pensar muito no caso depois. Não seria um filme que eu recomendaria por absolutamente motivo algum.</p>
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