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	<title>Arquivos XV Panorama Internacional Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos XV Panorama Internacional Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Fendas &#8211; XV Panorama Internacional Coisa de Cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2019 12:05:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Imagens que transmitem sons. Basicamente, este é o estudo da protagonista de Fendas. Catarina (Roberta Rangel) é professora universitária e possui um novo experimento, que é o foco de sua vida. Contudo, este fator é apenas uma espécie de pano de fundo para revelar as angústias, incertezas e necessidades dela. Durante a projeção, o espectador pode ter a impressão de que encontrará dentro da narrativa qual o caminho a trama irá seguir. No entanto, a investigação do que é inicialmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagens que transmitem sons. Basicamente, este é o estudo da protagonista de <em><strong>Fendas</strong></em>. Catarina (Roberta Rangel) é professora universitária e possui um novo experimento, que é o foco de sua vida. Contudo, este fator é apenas uma espécie de pano de fundo para revelar as angústias, incertezas e necessidades dela. Durante a projeção, o espectador pode ter a impressão de que encontrará dentro da narrativa qual o caminho a trama irá seguir. No entanto, a investigação do que é inicialmente proposto nunca vai adiante.</p>
<p>Dirigido e roteirizado* por Carlos Segundo (<em>Subcutâneo</em>), a questão central do longa que interfere na fruição são as pontas soltas que ele vai deixando. O jogo entre tédio e tensões é claro e parece ser a realidade da protagonista. No entanto, não há uma habilidade para o desenvolvimento desta dinâmica. As situações são colocadas apenas para causar efeito instantâneo. Sem afetar aparente a vida de Catarina, que parece quase chegar a alcançar emoções, mas que também estão diluídas nas mudanças constantes de situação.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11884" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0065839.png-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Fendas " width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0065839.png-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0065839.png-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/0065839.png-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As incertezas sobre o <em>plot</em> tornam a exibição cansativa. Isto porque se há a vontade de colocar pensamentos e sentimentos de uma única pessoa na tela, é preciso dar-lhe preenchimento, do contrário, ela será vazia. Este fator deixa o texto artificial, como uma grande reflexão simulada para demonstrar alguma inteligência ou profundidade, mas que não vai além da superfície, como é o caso de sua relação de mentora  com o aluno, os problemas do passado com a família, a greve, o português com quem ela troca e-mails etc.</p>
<p>No entanto, em questão de técnica existe uma qualidade apontável. Para Catarina, “luz é tudo”. O filme trabalha a luminosidade intensa, ao lado de momentos de escuridão ou temperaturas mais melancólicas e frias versus quentes (azul x laranja) para revelar os momentos que a protagonista está passando. A feitura disto é sutil, o que quebra um pouco o tom pretensioso do restante da obra.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Carlos Segundo</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Roberta Rangel, Juliana Nazar, Ruston Gabriel</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://player.vimeo.com/video/347051846" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><a href="https://vimeo.com/347051846">Fendas &#8211; Trailer [fic_80min_2019]</a> from <a href="https://vimeo.com/carlossegundo">carlos segundo</a> on <a href="https://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>*Escrito juntamente com Michelle Ferret</p>
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		<title>Crítica: Cinema de Amor &#8211; XV Panorama Internacional Coisa de Cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2019 15:42:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Produzido pela Voo Audiovisual, Cinema de Amor chega nas telas na época certeira. Em tempo de cortes de verbas públicas para a arte e a cultura, num período do país no qual o Presidente da República e seus seguidores apoiam o discurso de ódio para as comunidades LGBTQ+, a produção torna-se, um registro histórico de um período nebuloso para o Brasil. Dentro deste contexto, o filme aborda a rotina de um casal, que também dirige a obra e que são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Produzido pela <a href="http://vooaudiovisual.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Voo Audiovisual</em></a>, <strong><em>Cinema de Amor</em></strong> chega nas telas na época certeira. Em tempo de cortes de verbas públicas para a arte e a cultura, num período do país no qual o Presidente da República e seus seguidores apoiam o discurso de ódio para as comunidades LGBTQ+, a produção torna-se, um registro histórico de um período nebuloso para o Brasil. Dentro deste contexto, o filme aborda a rotina de um casal, que também dirige a obra e que são sócios na Voo. Henrique Filho (<em>Professora de Música</em>) e Edson Bastos (<em>Dr. Ocride</em>) são dois homens jovens, casados, artistas, que resolveram gravar um documentário sobre o cotidiano deles, apenas com o celular.</p>
<p>O ponto alto da projeção está na dinâmica de equilíbrio entre as tensões anunciadas &#8211; como a falta de verba e algumas perdas pelo caminho (Sem <em>Spoiler</em>) &#8211; mescladas com o a busca pelo tom de poesia e amor &#8211; vindos do carinho e leveza da maior parte do relacionamento de Filho e Bastos. Momentos intensos de intimidade, seja um jantar, uma massagem ou até mesmo o sexo, são mostrados com sensibilidade. Este fator vem não apenas pelo carisma das personagens, mas pelos planos escolhidos, pela escolha dos sons ambientes, seja música, ruído ou silêncio, pelas temperaturas que cercam as personagens.</p>
<p>Em questão de enquadramentos, iluminação e etc, o fato da gravação ter sido feita com um telefone celular não compromete a qualidade da exibição. Pelo contrário. De certa forma, este recurso traz para o espectador a sensação de que ele está ainda mais próximo da situação filmada. Outro fator destacável vem do fato de que, ainda que seja uma história vinda da realidade, que procura emular o máximo a rotina fidedigna dos cineastas, é notável como os objetos do &#8220;real&#8221; compõem as cenas, principalmente nas cores dos “cenários”. <strong><em>Cinema de Amor</em></strong> faz jus ao seu título mais ainda neste quesito.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11867" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Divulgação-Cinema-de-Amor-04.png" alt="Cinema de Amor" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Divulgação-Cinema-de-Amor-04.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Divulgação-Cinema-de-Amor-04-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Divulgação-Cinema-de-Amor-04-360x240.png 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A sensação é a de que o vermelho preenche o ecrã na maior parte do tempo, deixando a paixão ditar os passos profissionais e afetivos de Henrique e Edson. Mas, além disso, outros tons ditam os humores e climas da trama. Como um leve azul esverdeado, nas ocasiões de preocupação dos dois. E este elemento está também presente no figurino deles, que parecem estar sempre na mesma tonalidade de paletas. A impressão é de que eles combinaram as vestimentas, porém não é possível ter esta certeza.</p>
<p>O que importa aqui é justamente como as materialidades, os  acontecimentos e as ações da própria vida dos diretores contribuem para o caminhar do enredo, para as tensões, sensações e expectativas que estão dentro do dia a dia dos dois. A dinâmica ainda consegue aumentar com a presença dos amigos do casal, que poderiam, talvez, não funcionar e quebrar o ritmo ou a naturalidade das sequências, mas, todos entram no modo “Cinema de Amor”, contribuindo positivamente para a totalidade do longa.</p>
<p>Contudo, a produção possui uma fraqueza que é a queda de ritmo quando começa a se encaminhar para o final. Assim como parecem demonstrar Henrique Filho e Edson Bastos, a dúvida sobre o desfecho paira no ar. Não há uma resposta correta para como eles deveriam ter feito isto. Talvez, encerrar antes ou esperar algo ocorrer. No entanto, isto é apenas um detalhe dentro da contribuição que o documentário tem para o cinema nacional.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Edson Bastos, Henrique Filho<br />
<strong>Elenco:</strong> Edson Bastos, Henrique Filho</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MvuGhsgjZ1w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Meu Amigo Fela &#8211; XV Panorama Internacional Coisa de Cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 16:04:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já está em cartaz, em Salvador, o documentário Meu Amigo Fela. O novo filme de Joel Zito Araújo (A Negação do Brasil) conta a trajetória de militância, as polêmicas e lutas do músico nigeriano Fela Kiti. Através de entrevistas com companheiros de luta e de vida, a produção mescla depoimentos com imagens de arquivo, fotos e diversas obras do artista. O destaque do longa está na maneira como Araújo vai revelando os traços sobre a carreira e a personalidade de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já está em cartaz, em Salvador, o documentário <em><strong>Meu Amigo Fela</strong>.</em> O novo filme de Joel Zito Araújo (<em>A Negação do Brasil</em>) conta a trajetória de militância, as polêmicas e lutas do músico nigeriano Fela Kiti. Através de entrevistas com companheiros de luta e de vida, a produção mescla depoimentos com imagens de arquivo, fotos e diversas obras do artista.</p>
<p>O destaque do longa está na maneira como Araújo vai revelando os traços sobre a carreira e a personalidade de Fela. A personagem colocada na tela é vista de forma complexa e não planificada, possuindo traços positivos e negativos, humanizando ele em seus triunfos e momentos mais obscuros. Os contrapontos de opiniões nas entrevistas sobre alguns acontecimentos também fazem emergir as multiplicidades de interpretações e pontos de vista que narrativas podem conter.</p>
<p>Outro aspecto pontuável é a maneira como os ídolos de Kuti vão sendo revelados e retratados. Os trechos dos discursos sendo citados direta e indiretamente acrescentam a compreensão de quem foi se tornando o Fela, como as suas inspirações de leitura e de ideologia reverberam diretamente em seu trabalho, que foi ficando cada vez mais político.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11813" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3141202.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Meu Amigo Fela" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3141202.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3141202.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3141202.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, os recursos utilizados pela direção para poder contar a história de Fela Kuti acabam ficando um tanto repetidos e isto causa uma sensação de que a projeção está se arrastando. O espectador talvez se sinta em um ciclo, no qual existem escolhas de marcação de estilo, mas também de reiterações. As escolhas do diretor pela utilização de pessoas que conheciam o Fela poderiam também ser misturadas com indivíduos mais distanciados, como pesquisadores e historiadores, o que poderia modificar um pouco a dinâmica da condução da obra.</p>
<p>Contudo, este elemento não compromete a totalidade de <strong><em>Meu Amigo Fela</em></strong>, que consegue passar em 1h30 os pontos mais marcantes de Fela Kuti, como ele foi se descobrindo e sendo descoberto pelo mundo, com a delicadeza e nostalgia dos entrevistados, que relatam com cuidado as histórias, ainda que as mesmas sejam dolorosas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joel Zito Araújo</p>
<p><strong>Confira o <a href="https://coisadecinefilo.com.br/category/trailers/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">trailer</a></strong>:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uUR1d0nAUxU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Documentário conferido durante o <em><strong>XV Panorama Internacional Coisa de Cinema</strong></em></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-amigo-fela-xv-panorama-internacional-coisa-de-cinema/">Crítica: Meu Amigo Fela &#8211; XV Panorama Internacional Coisa de Cinema</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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