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	<title>Arquivos XII Panorama Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos XII Panorama Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica (XIII Panorama) 2: As Boas Maneiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2017 18:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[As Boas Man]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um plano de carne pingando sangue, os gestos precisos e atentos da protagonista perante situações assombrosas ou uma São Paulo misteriosa, sob um olhar meio sobrenatural. Alguns elementos de As Boas Maneiras ficam incrustados na cabeça por um tempo, dando margem para uma revisita na mente de quando em quando. Dirigido e roteirizado por Juliana Rojas (Sinfonia da Necrópole) e Marco Dutra (Quando eu era vivo), o longa abriu a décima terceira edição do Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um plano de carne pingando sangue, os gestos precisos e atentos da protagonista perante situações assombrosas ou uma São Paulo misteriosa, sob um olhar meio sobrenatural. Alguns elementos de<em> As Boas Maneiras</em> ficam incrustados na cabeça por um tempo, dando margem para uma revisita na mente de quando em quando. Dirigido e roteirizado por Juliana Rojas (Sinfonia da Necrópole) e Marco Dutra (Quando eu era vivo), o longa abriu a décima terceira edição do <em>Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema</em>.</p>
<p>As escolhas de roteiro talvez sejam as que mais permanecem no pensamento. A sensação que fica no espectador é a de que existem dois filmes dentro de um. Na primeira há um clima de tensão instalado entre Clara (Isabél Zuaa) – a principal &#8211; e Ana (Marjorie Estiano), babá e patroa, que desenvolvem uma relação mais próxima. A dureza da personalidade de Clara, mesclada com a doçura e bobagens de uma Ana de classe média alta, vão ficando complexas à medida que a história progride. Na segunda metade da narrativa, outra situação é explorada, as paletas de cores mudam e a protagonista passa por uma transformação de personalidade.</p>
<p>O fato de essas duas ambientações existirem não seria em si uma questão problemática, porém, há uma queda na qualidade da projeção. Sejam pelas saídas que parecem inverossímeis, pela interpretação do elenco mirim que é dolorosa &#8211; chegando a desconectar a concentração na história por não apresentar muita verdade cênica e por eles desperdiçarem o texto, jogando-o sem intenções bem trabalhadas – ou pela utilização de certos clichês do gênero terror, como a existência de uma personagem que precisa esconder algo sobrenatural e todos pensam que ela é exagerada.</p>
<p>Outra questão é a perda da instauração da tensão estabelecida na primeira parte da trama. As cores mais sutis, os planos mais fechados, desequilibram o horror com o drama, algo que foi um ganho forte no início. A utilização destes elementos poderiam ter favorecido as necessidades da narrativa, mas acabaram levando o foco mais nas emoções das personagens, menos na situação assustadora e a falta de boas atuações – exceto Zuaa – contribuem para a desconexão com a exibição. O medo do desconhecido e as cenas de repulsa ficam marcadas no primeiro ato de As Boas Maneiras, deixando uma sensação de que ele poderia ter terminado antes mesmo das mudanças de estilos da narrativa e de Clara.</p>
<p>Apesar da diferença de sutileza nos diálogos, criatividade de enquadramentos e interpretações menos elaboradas, no conjunto <em>As Boas Maneiras</em> é uma obra relevante, que traz a reflexão sobre questões raciais, comportamentos sociais, o lugar do monstro dentro da sociedade – quem seria realmente a figura sobrenatural?</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2x4vMoyqzkE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>XII Panorama Coisa de Cinema &#8211; Crítica: A Professora de Música</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2016 12:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Professora de Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Exibido no XII Panorama Coisa de Cinema, o filme A Professora de Música é uma produção baiana que se passa na cidade de Ipiaú. A narrativa mostra as alegrias e dificuldades de se fazer arte no interior do estado e a força de duas mulheres para realizar um evento artístico no local.  Aída (Jussara Mathias) é uma professora que possui uma turma com muitas crianças que estão iniciando sua vida musical. Com a ajuda de sua companheira e produtora Meu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Exibido no XII Panorama Coisa de Cinema, o filme <em>A Professora de Música</em> é uma produção baiana que se passa na cidade de Ipiaú. A narrativa mostra as alegrias e dificuldades de se fazer arte no interior do estado e a força de duas mulheres para realizar um evento artístico no local.  Aída (Jussara Mathias) é uma professora que possui uma turma com muitas crianças que estão iniciando sua vida musical. Com a ajuda de sua companheira e produtora Meu Bem (Paula Lice) elas lutam para fazer o primeiro recital de música da Escola Lá Maior.</p>
<p>Inicialmente, o longa foi exibido como uma série de televisão e, em seguida, transformado para filme. Dirigido pelo casal Edson Bastos e Henrique Filho, o longa mostra como muita doçura e simplicidade o desafio de se fazer cultura na Bahia, ainda que existam tantos talentos espalhados pelo estado.</p>
<p>O ponto de destaque da película é o elenco afinado e afiado. Aída é construída de forma muito correta. O público consegue enxergar as complexidades da personagem, os conflitos internos, forças e incertezas através de um único olhar da atriz. Mathias, que vem do teatro e tem muita força nos palcos, surpreende com uma interpretação leve e delicada, que demonstra uma sagacidade para expor as características centrais da professora, sem retirar o foco da trama.</p>
<p>Meu Bem é o equilíbrio das tensões dentro da narrativa. Ela é quem acalma e aconselha Aída. Paula Lice acerta no tom equilibrado entre firme e descontraída, além de segurar o filme em alguns momentos em que a dinâmica beira a cair. A relação das duas mulheres, ainda que sutilmente demonstrada, cria força nos gestos e no jeito em que se comunicam. Fica mais que claro que elas são um casal.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6956" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/12496068_942570005832542_2990880059497172281_o.jpg" alt="12496068_942570005832542_2990880059497172281_o" width="610" height="348" /></p>
<p>Por fim, os atores mirins impressionam pela maturidade e sensibilidade da interpretação. Eles não se perdem na construção de suas personagens e possuem um forte carisma que cria uma empatia grande no público. Porém o destaque entre eles fica para as meninas Iasmin Simões e Giovanna Lima, que conseguem ainda mais emocionar e divertir o espectador, respectivamente.</p>
<p>O discurso do longa também é bem construído. Em uma única projeção ficam claras algumas angústias vividas por artistas e pela sociedade. Seja pela falta de financiamento e as dificuldades de se fazer arte na Bahia, pelo racismo que algumas crianças vivem na escola ou pela questão de trazer representatividade paras as telas vista na dupla protagonista.</p>
<p>Ainda assim, o filme peca em alguns aspectos. A montagem fica um pouco confusa em alguns momentos. Parece que a transposição de seriado para filme não foi tão bem executada pelos montadores. Alguns <em>plots</em> ficam deixados para trás, como a importância de um garoto (Rafael Loch) que afirma que precisa ficar em primeiro lugar, mas (<strong>spoiler</strong>) ele fica em terceiro e parece tranquilo com isso.</p>
<p>Outras questões de roteiro também incomodam, como o conflito com as caixas de som que trazem um tom bobo de comédia infantil de sessão da tarde. Ou o romance do garoto interpretado por Loch, que retira o foco principal da película em alguns momentos e ainda não ganha a força necessária para estar presente na narrativa.</p>
<p><em>A Professora de Música</em> é um bom exercício audiovisual que abre espaço para abrir a mente do espectador, para que ele possa enxergar a arte em qualquer lugar, ainda que as situações nãos sejam favoráveis. Ainda que o longa peque em alguns aspectos é uma excelente escolha para uma tarde de domingo.</p>
<h6><strong><span style="color: #999999;">Fotos: Ana Lee Fotografia</span></strong></h6>
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