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	<title>Arquivos Will McCormack - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Will McCormack - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Convite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 19:05:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a Não se preocupe, querida (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo debut em 2019 com a comédia adolescente Fora de Série. Quatro anos depois de Não se preocupe, querida, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos O Convite. É claro que as expectativas reduzidas pós-flop contribuíram para a boa recepção a esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não se preocupe, querida</em></a> (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo <em>debut</em> em 2019 com a comédia adolescente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a>. Quatro anos depois de <em>Não se preocupe, querida</em>, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos <strong><em>O Convite</em></strong>. É claro que as expectativas reduzidas pós-<em>flop</em> contribuíram para a boa recepção a esse novo projeto da cineasta. No entanto, independentemente disso, <strong><em>O Convite</em></strong>, de fato, é um filme muito consistente e coloca a carreira de Wilde como cineasta no lugar que lhe é de direito.</p>
<p>Longe das pressões de um grande estúdio e das expectativas que sucedem uma boa estreia – algo que prejudicou bastante <em>Não se preocupe, querida</em> –, Olivia Wilde faz um filme mais focado, centrado nas relações humanas, no desenvolvimento das conexões e desconexões entre os seus personagens e tem um resultado bem mais satisfatório, coerente com as ótimas impressões da sua estreia em <em>Fora de Série</em>. <strong><em>O Convite</em></strong> é uma comédia centrada em um roteiro extremamente verborrágico escrito por Will McCormack e Rashida Jones a partir de um longa espanhol dirigido por Cesc Gay e lançado em 2020, <em>Sentimental</em>.</p>
<p>Em um espaço reduzido – o apartamento dos protagonistas da história –, <strong><em>O Convite</em></strong> acompanha o casal Angela e Joe (Olivia Wilde e Seth Rogen) como anfitriões de um jantar para seus novos vizinhos, Piña e Hawk (Penélope Cruz e Edward Norton). Durante a recepção, toda sorte de questões conjugais vêm à tona.</p>
<p>Com a dinâmica próxima de uma montagem teatral, o filme de Olivia Wilde assemelha-se a alguns títulos da filmografia de Woody Allen. Angela e Joe são extremamente neuróticos como personagens que Allen e Diane Keaton viveram nos filmes do diretor, cheios de questões mal resolvidas que acabam eclodindo em diálogos intensos, inteligentes, algumas vezes engraçados, outras dramáticos, mas ágeis. Tudo em uma única noite no evento social que contextualiza a história.</p>
<p>Na função de diretora, Olivia Wilde lida muito bem com um traço muito particular do roteiro de McCormack e Jones: a fluidez com que essa história trafega por gêneros tão opostos, mas curiosamente sinérgicos, quanto a comédia e o drama – e isso acontece, por vezes, em questão de segundos, sobretudo no ato final da trama. Apesar de ser um longa concentrado em poucos personagens e que oferece um único cenário para o espectador, <strong><em>O Convite</em></strong> é marcado pela agilidade. Os personagens estão em ebulição psicológica crescente, transitam pelos cômodos daquele apartamento e promovem um intercâmbio de parceiros, com uma montagem que intercala muito bem os estágios paralelos e dissonantes dessas interações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20874" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png" alt="O Convite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>O Convite</em></strong> também é um êxito graças ao desempenho dos seus atores. Como Angela, uma das protagonistas da história, Olivia Wilde demonstra um <em>timing</em> cômico singular e  profundidade psicológica para embarcar nas tensões reprimidas e nas frustrações da sua personagem. A atriz encontra em Seth Rogen um ótimo parceiro de cena, tendo muita química com o ator que vive o seu marido no longa. Mesmo que Rogen não fuja ao tipo nerd desajeitado de outros filmes que já protagonizou, há camadas que ele oferece a Joe que provavelmente o espectador nunca viu o comediante trazer em cena. Ambos estão ótimos como esse casal cheio de frustrações e anseios destruídos pela vida adulta e que gradualmente parece entender o estágio em que se encontra esse relacionamento.</p>
<p>Na grande DR vivida por Angela (Wilde) e Joe (Rogen), o trabalho de Penélope Cruz e Edward Norton é fundamental. Os intérpretes do casal Piña e Hawk acabam sendo figuras que provocam nos protagonistas o entendimento de que estão vivendo uma crise e que é preciso fazer algo para sair daquele lugar. Cruz está especialmente brilhante no ato final do filme, quando promove uma verdadeira sessão de terapia com Angela e Joe.</p>
<p><em><strong>O Convite</strong> </em>é tudo que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tablóides envolvendo seus bastidores e a fofoca envolvendo o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar certeiro, sofisticado, inventivo, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado capaz de gerar um mix de sentimentos ao longo da experiência de assisti-la.</p>
<p><strong><em>O Convite </em></strong>é tudo de que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tabloides envolvendo seus bastidores e as fofocas sobre o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar inteligente, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado em um filme que é capaz de gerar um misto de sentimentos ao longo da experiência de assisti-lo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Rashida Jones, Will McCormack</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz, Edward Norton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kn5PmH3BJDE?si=8orIAqWprkiV4cs2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Se Algo Acontecer&#8230; Te Amo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 12:38:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Logo no início da projeção de Se Algo Acontecer&#8230; Te Amo é possível compreender que as duas personagens principais passaram por algo intenso e triste, que  faz com que se sintam afastados. Os símbolos vão sendo postos gradativamente. Há a distância física e emocional entre o casal, imprensas em seus corpos que ficam longe e nas expressões faciais de súplica e dúvida. O fato das cenas estarem em preto e branco também contribui para a criação da atmosfera de melancolia. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Logo no início da projeção de <em><strong>Se Algo Acontecer&#8230; Te Amo</strong></em> é possível compreender que as duas personagens principais passaram por algo intenso e triste, que  faz com que se sintam afastados. Os símbolos vão sendo postos gradativamente. Há a distância física e emocional entre o casal, imprensas em seus corpos que ficam longe e nas expressões faciais de súplica e dúvida. O fato das cenas estarem em preto e branco também contribui para a criação da atmosfera de melancolia. Os traços da animação lembram rascunhos de desenhos, remetendo, novamente, as sensações colocadas na trama. Os elementos em cores vão surgindo pontualmente e fomentando a história.</p>
<p>Enquanto a narrativa avança, a descoberta dos lamentos da dupla é mostrada, ao lado de uma metáfora que ajuda bastante no fomento da força do curta-metragem. O luto cobre a narrativa inteira e para deixar mais claro ainda os sentimentos ali presente, três figuras aparecem para representar o que está acontecendo, que são estas espécies de almas &#8211; as sofridas dos pais e a da menina falecida, que é apenas memória, agora. Enquanto a esposa e seu marido vão se reaproximando, neste reencontro metafórico, o incidente que provocou a perda da filha vai sendo revelado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, alguns momentos da vida da criança aparecem na tela. Esta escolha tem pontos positivos e negativos. Ao mesmo tempo em que ela provoca a criação de empatia do espectador para com a garota e conta um pouco da relação dela com os pais, isto também soa como uma escolha apelativa, pelo momento que esta recordação aparece, logo antes da explicação de como a jovem morreu.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13531" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws.jpg" alt="Se Algo Acontecer... Te Amo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AAAABUNoOrgVdAH2RjwXBqOwPxLoYeftPudfAjjPPTaDr9Iz78FhHlsgwEChU0I_Dc1QO-EDPsDadAV-Z1Gln4PFb5Qqhrws-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Esta vontade de emocionar fica também forçada na seleção da música melancólica, que reduz um pouco o ritmo da obra. Ela dita o tom do filme inteiro, fazendo com não exista gradações. Até nos breves instantes de felicidade, o background se faz presente, acabando com as curvas da obra, deixando-a, praticamente, retilínea.</p>
<p>Ainda assim, a produção consegue contar o que deseja de maneira sutil e cuidadosa, pois põem para os últimos segundos de exibição a razão principal dos lamentos trazidos no enredo. Por mais que o luto seja avassalador, a decisão de tratar sobre ele de maneira poética, faz com que o assunto possa aparecer sem afastar o público de prestar atenção no debate que é ali proposto. Mesmo que apele, em algumas partes, <em><strong>Se Algo Acontecer&#8230; Te Amo</strong></em> não desvia a atenção do que quer denunciar.</p>
<p><strong>Diretores:</strong> Michael Govier, Will McCormack</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/I2e1fZnqgjE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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