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	<title>Arquivos Wes Anderson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Wes Anderson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Esquema Fenício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:52:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (Asteroid City, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. O Esquema Fenício, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-esquema-fenicio/">Crítica O Esquema Fenício</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/"><em>Asteroid City</em></a>, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos seus tempos de ouro.</p>
<p>O roteiro de Anderson se desenrola a partir das interações entre um pai e uma filha que nunca tiveram uma relação sólida. A estranheza e o distanciamento conduzem o público durante os 105 minutos de duração por meio de inúmeras cenas absurdamente constrangedoras e satíricas. Anderson não deixa nada a desejar em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. As situações inusitadas que estabelecem as interações dos personagens definem o tom caótico e bem humorado do longa, fazendo com que os fãs do diretor retornem aos primórdios de sua carreira.</p>
<p>O diretor e roteirista sempre debateu os encontros da vida, ainda mais quando o assunto são os encontros dos desajustados e a tentativa de encontrar seus pares &#8211; mesmo que esses tenham seu próprio sangue. E essa dobradinha entre roteiro e direção continua a permitir que o texto ganhe forma em sua condução narrativa visual. As imagens ditam o que o roteiro expressa. Em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, as distância em tela não apenas balanceiam a conhecida simetria das imagens andersianas, mas também exemplificam o abismo que existe entre os personagens de Benicio del Toro (<em>A Crônica Francesa</em>, de 2021) e Mia Threapleton (<em>Firebrand</em>, de 2023).</p>
<figure id="attachment_19514" aria-describedby="caption-attachment-19514" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19514" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg" alt="O Esquema Fenício (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2.jpg 1680w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19514" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;O Esquema Fenício (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Anderson jamais decepciona nessa harmonia entre roteiro e direção. Possam gostar ou não dos seus filmes, achar que eles são desvairados demais ou coisa do tipo, mas é inegável como o cineasta sabe conduzir bem as suas criações com identidade própria. O exagero, os melismas, o humor ácido e insano, tudo isso é formativo de quem é o diretor e o público consegue perceber isso do início ao fim do filme. O longa é um claro exemplo da essência do que é o cinema de Wes Anderson. Sem faltas e com muitos excessos, <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> é a cara de Wes.</p>
<p>Por falar em identidade, a fotografia, a arte e a trilha sonora são elementos essenciais para construir essa cara tão andersiana para as suas obras. No caso desta produção, o cineasta contou com o talento de Bruno Delbonnel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-tragedia-de-macbeth-apple-tv/"><em>A Tragédia de Macbeth</em></a>, de 2021) para conceber os dois momentos imagéticos &#8211; o real e o imaginário do personagem de del Toro &#8211; d&#8217;<em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. A arte foi comandada por Esther Schreiner (<em>Ferrari</em>, de 2023), que se encarrega de dar vida às tonalidades pasteis com uma ludicidade teatral já conhecida das obras do diretor. E, por fim, a composição musical ficou a cargo de Alexandre Desplat (<em>Nyad</em>, de 2023) para embalar o público nessa jornada fantástica e insana.</p>
<p><em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> encanta porque, tanto a equipe técnica como o elenco, consegue convencer o espectador da farsa &#8211; aqui usada no sentido teatral da palavra &#8211; mostrada na telona. Wes Anderson é o mestre da farsa cinematográfica e seu novo longa parece abraçar isso como há muito não fazia. A acidez do humor e a sátira ao capitalismo industrial, às trapaças dos magnatas e do governo estadunidense e à disfunção familiar dos personagens centrais promovem um divertimento absurdo. Do início ao fim, o filme se encarrega de entreter por ser e entender que é um grande e hilário absurdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Riz Ahmed, Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Richard Ayoade, Jeffrey Wright, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Rupert Friend e Hope Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wxidk8ygmBo?si=9FiBlC8QLaATCJTC" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Incrível História de Henry Sugar (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 17:46:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseando-se no conto homônimo de Roald Dahl, o cineasta Wes Anderson (Asteroid City) chega à Netflix com uma adaptação coesa e vibrante. A Incrível História de Henry Sugar tem todos os traços estilísticos de Anderson, desde a paleta de cores marcadas pelos tons pastéis ou as atuações não convencionais – com certa imobilidade corporal e expressões faciais quase passivas, que se apegam ao colorido tonal da voz –, mas há também espaço para a personalidade da literatura de Dahl, cheia de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Baseando-se no conto homônimo de Roald Dahl, o cineasta Wes Anderson (</span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">) chega à Netflix com uma adaptação coesa e vibrante. <strong><i>A Incrível História de Henry Sugar</i></strong></span><span style="font-weight: 400;"> tem todos os traços estilísticos de Anderson, desde a paleta de cores marcadas pelos tons pastéis ou as atuações não convencionais – com certa imobilidade corporal e expressões faciais quase passivas, que se apegam ao colorido tonal da voz –, mas há também espaço para a personalidade da literatura de Dahl, cheia de fantasias e um toque mágico ou quase mágico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que, aqui, o trabalho de Wes se destaca,  e por dois motivos. O primeiro é o seu roteiro, que consegue se apropriar do mundo ficcional de Dahl e transmitir todos os detalhes de uma história complexa com precisão e nitidez. Através dos relatos das personagens, o espectador vai imergindo na trama, juntando os pedaços das informações, que são entregues progressivamente. Mas, esta conexão do público com o enredo também se dá na própria dinâmica de trabalho criativo de Wes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E aí é que está o segundo destaque da obra! Através de elementos marcantes da visualidade “Wesandersoniana”, o mundo literário parece saltar da tela, como se quem assiste estivesse virando as páginas de um livro ilustrado. Nesta lógica, a escolha da razão de aspecto 4:3 e o fato dos intérpretes olharem para a câmera na maioria dos momentos elevam essa sensação. A centralização das personagens em sequências de viradas, pequenas ou grandes, também é uma forma de direcionar o olhar da plateia durante a exibição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, há uma genialidade de Wes neste seu média-metragem, porque o diretor consegue transformar as palavras de Roald em imagem, mantendo sua linguagem e prendendo a atenção de seu público. Essa triangulação não é fácil, muito menos a precisão de passar texto escrito para tela seja necessário. No entanto, Anderson o faz em seu novo filme e mostra destreza e confiança ao realizar seu intento. De certo, a seleção do conto a ser adaptado também foi inteligente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algumas produções recentes de Wes, a sua forma de manejar a narrativa soa forçada, quase que como se a narrativa estivesse à serviço do processo criativo do autor e não o contrário. Contudo, em Henry Sugar tudo se encaixa, não apenas nas escolhas da direção, mas também nos outros setores da técnica. Para que essa combinação visual e textual (falada) funcionasse, Wes Anderson garantiu, mais uma vez, uma boa equipe nos bastidores. </span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17721" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png" alt="A Incrível História de Henry Sugar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de integrantes que trabalha na arte do média é imensa. O design de produção é assinado por Adam Stockhausen (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste</span></i><span style="font-weight: 400;">), que é quem geralmente comanda a função nos filmes de Anderson. Já a direção de arte é encabeçada por Claire Peerless (</span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Policia</span></i><span style="font-weight: 400;">l) e Richard Hardy (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i><span style="font-weight: 400;">). O figurino está nas mãos de Kasia Walicka Maimone (</span><i><span style="font-weight: 400;">Capote</span></i><span style="font-weight: 400;">). Já a maquiagem é realizada por uma extensa lista de profissionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda esta listagem aparece nesta crítica para dizer que além de ser meticuloso, este setor do filme conta com uma boa quantidade de membros também. Números altos não significam sempre qualidade, porém em </span><i><span style="font-weight: 400;">Henry Sugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> este é o caso. A cenografia dialoga com a direção de fotografia, que é uma parceria fundamental para que a construção de sentido seja não apenas eficaz, mas que funcione visualmente, para além do desejo de imprimir camadas narrativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, cada mudança de cenário é equilibrada ou acentuada pela temperatura. Um exemplo é a sequência do hospital, na qual se tem uma impressão imediata de luz estourada. Todavia, aos poucos, é trazida a informação sobre a personagem do Ben Kingsley que faz com que o uso dos tons dos figurinos e do espaço sejam compreendidos em sua totalidade. Além desta construção imagética bem feita, o elenco (super experiente, é bem verdade) dá conta de uma história que poderia levar as atuações para o caricato exagerado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, seja difícil explicar que há certa caricatura dentro desta obra, mas não é algo histriônico, que desconecte o indivíduo de sua espectatorialidade. É mais um uso de arquétipos visuais – algo recorrente nos filmes de Wes – do que uma ausência de elaboração de camadas de complexidades. Assim,</span><strong><i> A Incrível História de Henry Sugar</i></strong><span style="font-weight: 400;"> é uma sessão prazerosa, que gera curiosidade, pela própria ideia criada por Dahl, mas que também tem seus elementos instigantes fomentados por Anderson. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre todos os acertos, a única questão que incomoda são as reiterações em certas falas do roteiro. Esta característica demonstra que o espectador está sendo um pouco subestimado. De longe, não é algo que compromete o resultado total, mas diminui, de certo, a qualidade geral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Benedict Cumberbatch, Ralph Fiennes, Dev Patel, Ben Kingsley</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eSvYMo_D-eM?si=5YgjLcHTLWZGHA_H" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Asteroid City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Grande Hotel Budapeste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jul 2014 21:31:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law]]></category>
		<category><![CDATA[O Grande Hotel Budapeste]]></category>
		<category><![CDATA[Ralph Fiennes]]></category>
		<category><![CDATA[Tilda Swinton]]></category>
		<category><![CDATA[Wes Anderson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Wes Anderson é um perfeccionista. Cuida milimetricamente de cada detalhe do seu filme como um artesão, com o esmero de um pintor diante da sua tela. Esse rigor estético do cineasta proporciona aos seus trabalhos reações  e impressões conflitantes. Por um lado é um diretor com obras cujas marcas são instantaneamente identificáveis, um dos poucos realizadores autorais contemporâneos nos EUA, com universos e narrativas próprias. Contudo, esse esmero acaba proporcionando, ocasionalmente, experiências frias que colocaM aspectos técnicos acima da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1437" aria-describedby="caption-attachment-1437" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/foto-ralph-fiennes-y-f-murray-abraham-en-el-gran-hotel-budapest-de-m-gustave-y-mr-moustafa-689.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1437 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/foto-ralph-fiennes-y-f-murray-abraham-en-el-gran-hotel-budapest-de-m-gustave-y-mr-moustafa-689-620x318.jpg" alt="" width="620" height="318" /></a><figcaption id="caption-attachment-1437" class="wp-caption-text">Aprendiz e mestre: Zero e Monsieur Gustave constroem uma relação de amizade no período entre-guerras nos corredores do Grande Hotel Budapeste.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Wes Anderson é um perfeccionista. Cuida milimetricamente de cada detalhe do seu filme como um artesão, com o esmero de um pintor diante da sua tela. Esse rigor estético do cineasta proporciona aos seus trabalhos reações  e impressões conflitantes. Por um lado é um diretor com obras cujas marcas são instantaneamente identificáveis, um dos poucos realizadores autorais contemporâneos nos EUA, com universos e narrativas próprias. Contudo, esse esmero acaba proporcionando, ocasionalmente, experiências frias que colocaM aspectos técnicos acima da sua própria história. Talvez o diretor tenha encontrado a harmonia entre assinatura e trama em <em>Moonrise Kingdom</em>, filme no qual o rigor e as opções estéticas do diretor se justificaram pela história do primeiro amor e pela perspectiva infantil sobre o mundo dos adultos. Seu novo filme, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>segue a trilha dos seus filmes anteriores. Não é certeiro como <em>Moonrise Kingdom</em>, mas é um trabalho executado no mais elevado nível pelo realizador.</p>
<p>No período entre-guerras, o gerente de um grande hotel na Europa, o Grande Hotel Budapeste, acaba criando um vínculo com seu novo empregado, um jovem que fica no lobby para ajudar os hóspedes. Os dois tornam-se grandes amigos e envolvem-se em uma trama misteriosa sobre o assassinato de uma milionária que se hospedou no hotel e mantinha um relacionamento amoroso com o gerente. A situação se complica quando o testamento da falecida é aberto  e sua família descobre que ela deixou um dos quadros da sua coleção para o seu amante, o gerente do hotel. Logo, ele se torna o alvo principal da família gananciosa da mulher e de um assassino profissional.</p>
<figure id="attachment_1438" aria-describedby="caption-attachment-1438" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/0000001.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-1438 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/0000001-620x324.jpeg" alt="0000001" width="620" height="324" /></a><figcaption id="caption-attachment-1438" class="wp-caption-text">Amor na juventude: Mais uma vez o diretor traz o amor entre jovens como uma das tramas do seu filme através do relacionamento entre Zero e Agatha.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como de praxe, todas as características dos filmes de Wes Anderson estão presentes em <em>O Grande Hotel Budapeste </em>(e se você ainda não assistiu filmes como <em>Os Excêntricos Tennenbaums</em>, <em>A Vida Marinha com Steve Ziss</em>ou, <em>Viagem a Darjeeling </em>e <em>Moonrise Kingdom</em>, só para citar os mais recentes, corra para ver um deles e se familiarizar com o universo e com a proposta do diretor): toda a trama segue em tom cartunesco, diálogos e personagens estranhos, as cores são vibrantes, a narrativa flerta com a perspectiva infantil e com a linguagem teatral&#8230; Enfim, tudo que conhecemos e que ele não abre mão (certo está ele) está lá com os mesmos prós e contras que são usuais em sua filmografia, a exceção de <em>Moonrise Kingdom</em>, que, como já dito, é a união perfeita entre o estilo do diretor e sua trama já que é uma história contada do ponto de vista infantil sobre o primeiro amor, como já mencionamos. Aqui, Anderson conta uma trama de suspense envolvendo assassinatos e roubos de obra de arte do jeito que sabemos, o que, se por um lado é fascinante pela sua engenhosidade e detalhismo, por outro pode cansar e distanciar aqueles que não são muito afeitos ao estilo do realizador, que, como já dito, tem marcas muito particulares, ou simplesmente não gostam dele.</p>
<p>No elenco do longa, atores como Jude Law, F. Murray Abraham, Tom Wilkinson, Mathieu Amalric, Lea Seydoux, Adrien Brody, Willem Dafoe, Harvey Keitel, Jeff Goldblum, Saoirse Ronan, Edward Norton e participações pontuais de Jason Schwartzman, Owen Wilson, Bill Murray e Tilda Swinton (irreconhecível por trás de uma maquiagem que a envelheceu uns bons anos para viver a milionária amante do gerente do hotel). No entanto, o centro da narrativa está mesmo nos personagens de Ralph Fiennes e o jovem Tony Revolori, o garoto do lobby. Revolori cai como uma luva no papel manifestando em cada quadro o usual frescor de atores em início de carreira. Já Fiennes é um show a parte como o Monsieur Gustave, o gerente do hotel que mesmo envolvido em uma trama complicada de assassinato tenta manter a tradição e o respeito a divisão de classes do período pré-guerra. Gustave é daqueles homens que são tão imersos e apaixonados pelo seu trabalho que mesmo fora do ambiente de laboro age, fala e pensa como se estivesse exercendo a sua função profissional. E Fiennes, como reza a tradição inglesa, lida muito bem com esses elementos, evitando cair na armadilha fácil de transformar o seu personagem em uma figura fria em cena.</p>
<figure id="attachment_1439" aria-describedby="caption-attachment-1439" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Grand-Budapest-Hotel.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1439 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Grand-Budapest-Hotel-620x348.jpg" alt="Grand-Budapest-Hotel" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1439" class="wp-caption-text">Narrador e ouvinte: Jude Law vive um jovem escritor que ouve e narra a história do Grande Hotel Budapeste e dos seus personagens.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dando continuidade a uma tradição e uma gramática própria, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>é um filme de Wes Anderson e isso já diz muito sobre ele. O filme não é o ponto alto da carreira do realizador, nem o seu ponto baixo, é mais um exemplar com a sua peculiar assinatura que mantém a média dos seus trabalhos anteriores. E se o diretor acaba inclinando-se mais para certos aspectos da sua obra em detrimento de outros e apreciá-los é mais uma questão de gosto que uma avaliação objetiva, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>tem seus méritos<em>. </em>Manter-se ativo por anos a fio sem flexibilizar sua assinatura por ditames da indústria sem deixar de ser peça fundamental nela já é, por si só, uma razão para elogiar qualquer exemplar da filmografia de Anderson.</p>
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		<title>Cinco (ou seis) atores que mais trabalharam com Wes Anderson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 22:32:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Anjelica Huston]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Murray]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Schwartzman]]></category>
		<category><![CDATA[Luke Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Owen Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Wes Anderson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Grande Hotel Budapeste, mais novo filme de Wes Anderson, está prestes a estrear nos cinemas brasileiros. Conhecido como um dos diretores mais metódicos dos EUA e que exploram universos e personagens excêntricos, Anderson é um daqueles cineastas cujos filmes são associados imediatamente a sua assinatura em menos de cinco minutos de projeção.  Entre as marcas do realizador estão o seu rigor estético em todas as demandas cinematográficas, mas vale notar que Anderson é um daqueles diretores que têm uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Grande Hotel Budapeste</em>, mais novo filme de<strong> Wes Anderson</strong>, está prestes a estrear nos cinemas brasileiros. Conhecido como um dos diretores mais metódicos dos EUA e que exploram universos e personagens excêntricos, Anderson é um daqueles cineastas cujos filmes são associados imediatamente a sua assinatura em menos de cinco minutos de projeção.  Entre as marcas do realizador estão o seu rigor estético em todas as demandas cinematográficas, mas vale notar que Anderson é um daqueles diretores que têm uma lista de atores cativos em suas produções. Listamos os cinco intérpretes que mais trabalharam com o cineasta:</p>
<figure id="attachment_1363" aria-describedby="caption-attachment-1363" style="width: 685px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/life-aquatic-with-steve-zissou-3.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1363" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/life-aquatic-with-steve-zissou-3.jpg" alt="life-aquatic-with-steve-zissou-3" width="685" height="415" /></a><figcaption id="caption-attachment-1363" class="wp-caption-text">Bill Murray em &#8220;A Vida Marinha com Steve Zissou&#8221;</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;"><strong>#01. Bill Murray </strong></p>
<p style="text-align: center;">Total = 6 filmes</p>
<p> Bill Murray foi o ator que mais trabalhou com Wes Anderson, com um total de seis parcerias em longas metragens que começaram com <em>Três é Demais </em>e desde então seguiram ininterruptamente nos projetos seguintes do diretor: <em>Os Excêntricos Tenenbaums</em>, <em>A Vida Marinha com Steve Zissou, Viagem a Darjeeling</em>, a animação <em>O Fantástico Sr. Raposo</em>, <em>Moonrise Kingdom </em>e o recente <em>O Grande Hotel Budapeste</em>. Mesmo que seja uma pequena participação, Murray sempre está lá. Em entrevista recente a revista Rolling Stone, o cineasta disse que sempre que começa a pensar no roteiro do seu próximo filme tem como obrigação criar um personagem para Bill Murray.</p>
<figure id="attachment_1364" aria-describedby="caption-attachment-1364" style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/owenwilsonbottlerocket1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1364" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/owenwilsonbottlerocket1.jpg" alt="MSDBORO EC011" width="688" height="420" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/owenwilsonbottlerocket1.jpg 2000w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/owenwilsonbottlerocket1-750x459.jpg 750w" sizes="(max-width: 688px) 100vw, 688px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1364" class="wp-caption-text">Os Wilson em &#8220;Pura Adrenalina&#8221;</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;"><strong>#02. Os irmãos Owen e Luke Wilson</strong></p>
<p style="text-align: center;">Total = Owen em 5 filmes e Luke em 4</p>
<p> Owen e Luke Wilson são outros atores frequentes na filmografia de Wes Anderson. Os irmãos Wilson começaram a trabalhar com o realizador em 1994, quando Anderson concebeu o curta-metragem <em>Bottle Rocket </em>sobre dois nerds tentando se virar como bandidos, o principal tema da produção era a banalidade do crime. O filme inspirou o cineasta a realizar o seu primeiro longa <em>Pura Adrenalina</em>, com os mesmos personagens vividos pelos Wilson no curta. O público não comprou muito a fita, mas a crítica especializada logo caiu de amores pelo cineasta e começou a esperar com ansiedade pelo que ele faria em seguida. Os roteiros do curta e do longa foram escritos por Anderson e Owen Wilson, que logo estaria em outros quatro filmes do diretor, <em>Os Excêntricos Tennenbaums</em>, <em>A Vida Marinha com Steve Zissou</em><em>, Viagem a Darjeeling </em>e <em>O Fantástico Sr. Raposo</em>.</p>
<figure id="attachment_1371" aria-describedby="caption-attachment-1371" style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/The-Royal-Tenenbaums-anjelica-huston-35220672-1200-872.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1371" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/The-Royal-Tenenbaums-anjelica-huston-35220672-1200-872.jpg" alt="The-Royal-Tenenbaums-anjelica-huston-35220672-1200-872" width="652" height="393" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/The-Royal-Tenenbaums-anjelica-huston-35220672-1200-872.jpg 1200w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/The-Royal-Tenenbaums-anjelica-huston-35220672-1200-872-750x452.jpg 750w" sizes="(max-width: 652px) 100vw, 652px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1371" class="wp-caption-text">Anjelica Huston em &#8220;Os Excêntricos Tennenbaums&#8221;</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;"><strong># 03. Anjelica Huston</strong></p>
<p style="text-align: center;">Total = 3 filmes</p>
<p> Entre as atrizes, Anjelica Huston é a mais constante na carreira do cineasta. O primeiro filme do diretor com a atriz foi <em>Os Excêntricos Tennenbaums</em>, no qual ela dava vida a matriarca Etheline Tennenbaum. O filme, além de ser o maior sucesso comercial da carreira do diretor, rendeu a ele sua primeira indicação ao Oscar na categoria roteiro original, dividindo a nomeação com Owen Wilson que, a semelhança de <em>Pura Adrenalina</em>, compartilhou a função de roteirista com o cineasta. Já Anjelica Huston, que antes de <em>Tennenbaums</em> amargou empreitadas pouco interessantes no cinema, repetiria a dose com o diretor em <em>A Vida Marinha com Steve Zissou </em>e <em>Viagem a Darjeeling. </em></p>
<figure id="attachment_1366" aria-describedby="caption-attachment-1366" style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/jason.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1366" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/jason.jpg" alt="Neu im Kino: Tragikomödie &quot;Rushmore&quot; mit Jason Schwartzman" width="652" height="419" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/jason.jpg 1920w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/jason-100x65.jpg 100w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/jason-750x481.jpg 750w" sizes="(max-width: 652px) 100vw, 652px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1366" class="wp-caption-text">Jason Schwartzman em &#8220;Três é Demais&#8221;.</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;"><strong># 04. Jason Schwartzman </strong></p>
<p style="text-align: center;">Total = 3 filmes</p>
<p> Jason Schwartzman, a semelhança dos irmãos Wilson, foi outra cria de Wes Anderson. O ator começou a trabalhar com o diretor em <em>Três é Demais </em>de 1998, segundo longa do cineasta, e desde então repetiu a parceria em outras duas ocasiões, <em>Viagem a Darjeeling </em>e <em>O Grande Hotel Budapeste</em>. Em <em>Três é Demais</em>, o ator interpretava um adolescente que era brilhante mas péssimo aluno no colégio, preferindo se dedicar a atividades como a apicultura nos seus tempos vagos. Tudo muda quando o personagem de Schwartzman se apaixonava por sua professora, interpretada por Olivia Williams (de <em>O Escritor Fantasma</em>). O longa foi a estreia do ator nos cinemas e ficou conhecido como o filme-base para solidificar a estética de Anderson em seus longas seguintes.</p>
<figure id="attachment_1367" aria-describedby="caption-attachment-1367" style="width: 623px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/ahluwahliawaris.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1367" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/ahluwahliawaris.jpg" alt="ahluwahliawaris" width="623" height="378" /></a><figcaption id="caption-attachment-1367" class="wp-caption-text">Waris Ahluwalia em &#8220;Viagem a Darjeeling&#8221;.</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;"><strong># 05. Waris Ahluwalia</strong></p>
<p style="text-align: center;">Total = 3 filmes</p>
<p style="text-align: left;">Uma das mais curiosas parcerias de Wes Anderson é com o ator e designer indiano Waris Ahluwalia. A estreia de Ahluwalia no cinema foi com Anderson em <em>A Vida Marinha com Steve Zissou</em>, de 2004. O ator mora nos EUA desde os cinco anos de idade  e atualmente é sócio da House of Waris, famosa empresa de design sediada em Nova York, além de esporadicamente trabalhar como modelo, flertar com a gastronomia e ter uma vida social ativa e eclética nas principais rodas da sociedade norte-americana, cultivando amigos que vão de Lindsay Lohan a Tilda Swinton.  A parceria de Waris e Anderson se repetiu em <em>Viagem a Darjeeling </em>e <em>O Grande Hotel Budapeste</em>.</p>
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