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	<title>Arquivos Vera Farmiga - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Vera Farmiga - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Invocação do Mal 3 &#8211; A Ordem do Demônio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jun 2021 00:10:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Invocação do Mal 3 &#8211; A Ordem do Demônio é mais um capítulo de uma das franquias de terror de maior sucesso do momento. Focados nas histórias reais dos investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson, Annabelle 3: De Volta Para Casa) e Lorraine Warren (Vera Farmiga, A Rebelião), este episódio fala muito sobre exorcismo e rituais satânicos como forma de invocação do demônio na vida daquelas pessoas. A franquia por si só trouxe uma nova roupagem para um gênero que estava [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Invocação do Mal 3 &#8211; A Ordem do Demônio</em></strong> é mais um capítulo de uma das franquias de terror de maior sucesso do momento. Focados nas histórias reais dos investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-annabelle-3-de-volta-para-casa/"><em>Annabelle 3: De Volta Para Casa</em></a>) e Lorraine Warren (Vera Farmiga, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-rebeliao/"><em>A Rebelião</em></a>), este episódio fala muito sobre exorcismo e rituais satânicos como forma de invocação do demônio na vida daquelas pessoas.</p>
<p>A franquia por si só trouxe uma nova roupagem para um gênero que estava cansado. O espectador passou do ponto de se entreter com terror que apresenta apenas sustos de sonoplastia e pulos na cadeira. É preciso realmente incutir o medo e o pavor nas nossas mentes, pois é justamente assim que a semente da dúvida, que fica até depois da sessão terminar, se planta.</p>
<p><em><strong>Invocação do Mal 3</strong></em> não subestima a inteligência de seu espectador. O roteiro evita ficar dando explicações desnecessárias e vai logo ao objetivo de cada cena, trazendo elementos que sejam apenas necessários para compor a história como um todo. Com isso, temos diálogos sem excessos e interações muito mais efetivas e proveitosas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14156" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s.jpeg" alt="Invocação do Mal 3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/invocacaodomal3aordemdodemonio2021s-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É interessante como eles mesclam a dinâmica da vida particular de Ed e Lorraine com o caso específico que eles estão lidando. Acompanhamos como as duas histórias vão se cruzando a medida que a teia de pavor é criada. Não espere bichos horrorosos ou demônios personificados. Este longa toca no ponto daquele medo que surge do desconhecido, da neblina de desconfiança que aparece sempre que olhamos para o breu, por exemplo.</p>
<p>O elenco de coadjuvantes, que varia bastante a cada filme, tem muita química com a dupla original e principal. Wilson e Farmiga dominam as cenas como ninguém, mostrando uma grande intimidade com este mundo de terror. Eles não são aqueles personagens comumente inocentes de filmes de terror, que tomam decisões extremamente questionáveis o tempo todo. O casal tem conhecimento e vai pra cima daquilo que amedronta a maioria dos personagens.</p>
<p>A medida que a investigação avança, temos vários elementos macabros inseridos na trama, como caveiras enterradas nas casas, pessoas e defuntos possuídos, além do surgimento de uma antagonista personificada, que é responsável pelo ritual satânico em si. A todo momento lembramos que essa é uma história real que aconteceu nos anos 1980, o que torna tudo mais pesado.</p>
<p>Como se a história como um todo já não fosse aterrorizante, ao final temos contato com o áudio original do exorcismo do menino, vemos fotos das pessoas reais, em comparação com a interpretação dos atores. <em><strong>Invocação do Mal 3</strong></em> é um filme de terror de qualidade que não se limita aos sustos. Caminhamos da investigação ao ritual satânico de maneira muito bem sucedida e assertiva, mostrando vale a pena continuar investindo na franquia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Chaves</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ruairi O&#8217;Connor, John Noble, Ronnie Gene Blevins, Julian Hilliard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Hn8GsjQTUiM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Annabelle 3: De Volta para Casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2019 00:45:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um longa da série de derivados da franquia Invocação do Mal iniciada em 2013 com o filme de James Wan chega aos cinemas. Trata-se de outro título protagonizado pela boneca que serve de canal para possessões demoníacas, Annabelle. Annabelle 3: De Volta para Casa estreia com a promessa de contar mais uma história apavorante protagonizada por ela mas também apresentar novas aparições sobrenaturais que têm tudo para ser exploradas em outros derivados de horror, afinal, é assim que esses filmes têm funcionado até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mais um longa da série de derivados da franquia <i>Invocação do Mal </i>iniciada em 2013 com o filme de James Wan chega aos cinemas. Trata-se de outro título protagonizado pela boneca que serve de canal para possessões demoníacas, Annabelle. <i><b>Annabelle 3: De Volta para Casa</b> </i>estreia com a promessa de contar mais uma história apavorante protagonizada por ela mas também apresentar novas aparições sobrenaturais que têm tudo para ser exploradas em outros derivados de horror, afinal, é assim que esses filmes têm funcionado até aqui.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Acontece que, se <i>Annabelle 2: A Criação do Mal </i>demonstrou vigor semelhante aos dois <i>Invocação do Mal</i>, <i>Annabelle 3: De Volta para Casa </i>só não vacila tanto quanto os lamentáveis <i>Annabelle </i>e <i>A Freira </i>pois de maneira geral é bem mediano. O filme soa como um grande <i>showroom </i>do catálogo de horror da Warner e não como uma narrativa que se sustenta por si só.</p>
<p>O longa acerta ao ter como base da sua trama a família Warren, centrando suas atenções na filha do casal. Interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O casal de especialistas em aparições sobrenaturais funciona como uma espécie de garantia de qualidade para a história. Os Warren dos atores sempre foram um dos elementos mais fortes dos longas <i>Invocação do Mal </i>pela química, carisma e dignidade que a dupla apresenta em cena. Entretanto, <i>Annabelle 3 </i>só dá um gostinho com a participação de Wilson e Farmiga porque o &#8220;miolo&#8221; da sua trama pertence mesmo é a sua filha.</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10798" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4393543.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4393543.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4393543.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4393543.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A trama de <i>Annabelle 3: De Volta para Casa </i>acontece mesmo quando os personagens de Farmiga e Wilson se despedem da única filha deixando-a em casa aos cuidados de uma babá adolescente. Quando a amiga do moça fica sabendo que ela trabalha para os Warren imediatamente fica curiosa pelas histórias do casal e descobre a sala secreta onde eles guardam todos os objetos coletados de suas ações em locais que servem de cenário para manifestações demoníacas. Quando a garota retira a boneca Annabelle do seu guardador, diversos fenômenos macabros passam a atormentar as duas meninas durante a noite que passam cuidando da filha do casal.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O enfoque dramático de <i>Annabelle 3 </i>versa sobre o desejo de uma das garotas de rever o seu pai falecido. O filme tenta amarrar essa história à própria jornada dos Warren, o que rende um dos melhores momentos do longa e que evidencia um propósito para a obra que vai além do óbvio anseio do estúdio de expandir os horizontes da sua franquia. O problema é que até chegar lá, <i>Annabelle 3 </i>vira um grande &#8220;parque de diversões do horror&#8221; sem <i>plot </i>algum que parece funcionar na fórmula simplista das aparições demoníacas &#8220;tocando o terror nos seus personagens&#8221;.</p>
<p>Em síntese, <i>Annabelle 3 </i>parece só existir mesmo para ser uma espécie de apêndice ou aperitivo do que vem por aí no futuro do horror na Warner.  Com direito até a monstros em CGI, coisa que até então (ainda bem) não tinha ocorrido na franquia, <i>Annabelle 3 </i>é um capítulo até divertido desse universo, mas que, na essência, é relativamente incipiente.</p>
</div>
<p><strong>Direção:</strong> Gary Dauberman<br />
<strong>Elenco:</strong> Mckenna Grace, Madison Iseman, Katie Sarife, Vera Farmiga, Patrick Wilson, Michael Cimino, Samara Lee, Kenzie Caplan, Sade Katarina, Steve Coulter</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-OFrNe_FYhc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Godzilla II: Rei dos Monstros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2019 17:33:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dando continuidade ao projeto da Warner de compor um conjunto de filmes protagonizados por monstros clássicos do cinema &#8211; e que deve culminar num encontro entre Kong e Godzilla -, Godzilla II: Rei dos Monstros é a continuação de Godzilla de 2014. Aparando alguns deslizes do filme anterior e insistindo em aspectos que já se mostraram vacilantes na franquia, o filme recompensa e frustra o espectador em iguais medidas. Dessa vez dirigido por Michael Dougherty, o mesmo de Krampus: O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dando continuidade ao projeto da Warner de compor um conjunto de filmes protagonizados por monstros clássicos do cinema &#8211; e que deve culminar num encontro entre Kong e Godzilla -, <em><strong>Godzilla II: Rei dos Monstros</strong> </em>é a continuação de <em>Godzilla</em> de 2014. Aparando alguns deslizes do filme anterior e insistindo em aspectos que já se mostraram vacilantes na franquia, o filme recompensa e frustra o espectador em iguais medidas. Dessa vez dirigido por Michael Dougherty, o mesmo de <em>Krampus: O Terror do Natal</em>, o longa finalmente investe no seu propósito, os monstros, mas persiste em entupir sua trama de protagonistas humanos com dramas e personalidades desinteressantes.</p>
<p>O filme tem início nos apresentando a uma família encabeçada pelos personagens de Vera Farmiga e Kyle Chandler, que perdem um de seus filhos no episódio protagonizado por Godzilla no filme de 2014. Em meio ao aparecimento de novas criaturas, a humanidade tenta encontrar formas de estabelecer uma nova ordem a fim de que exista algum tipo de equilíbrio na Terra e Godzilla parece ser peça fundamental para a manutenção de uma certa ordem no planeta.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10625" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1269019.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1269019.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1269019.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/1269019.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa de Dougherty mostra-se superior ao filme anterior por assumir-se enquanto filme de monstros e não ter vergonha de ser alicerçado em ambiciosas cenas de lutas entre as criaturas (dessa vez, o Godzilla se depara com três delas). Visualmente, inclusive, todas essas sequências são bastante inspiradas utilizando os poderes dos monstros como lança raios ou chamas coloridas para criar um jogo de cores rico em cada plano.</p>
<p>É uma pena que, assim como o filme de 2014, <em><strong>Godzilla II: Rei dos Monstros</strong></em> insista em rasos dramas familiares. Se antes tínhamos o jovem casal protagonizado por Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen, aqui ficamos com uma família enlutada formada por Farmiga, Chandler e Millie Bobby Brown. O conflito desses personagens é desinteressante pelo &#8220;lugar comum&#8221; de seus propósitos na história, apelando para uma dúzia de clichês de tramas de filmes catástrofes. Entre os humanos, Ken Watanabe revela-se como a figura mais interessante com sua singular relação com o monstro Godzilla e por representar o único elemento forte de cultura oriental presente na história.</p>
<p>Acertando ao não ter medo de exibir a sua criatura e abraçar suas origens (Godzilla é mostrado de corpo inteiro e não vergonhosamente em partes como no anterior), <strong>Godzilla II: Rei dos Monstros</strong> ainda insiste em cacoetes melodramáticos que já deveriam ter sido dispensados. Deve agradar aos fãs do monstro japonês, mais bem que merecia um segundo polimento.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Dougherty<br />
<strong>Elenco:</strong> Kyle Chandler, Vera Farmiga, Millie Bobby Brown, Charles Dance, Ken Watanabe, Ziyi Zhang, Bradley Whitford, Sally Hawkins</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Cve9ouQp0tE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Rebelião</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2019 00:44:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O universo da ficção científica já passou por diversas mudanças de estrutura e facetas ao longo dos anos. Os marcos do cinema nesse gênero quebraram paradigmas e o reinventaram. Filmes como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), a franquia Star Wars, Blade Runner: O Caçador de Androides (1982) e Matrix, a trilogia das irmãs Wachowski, mudaram a forma de fazer cinema sci-fi e transformaram o gênero em algo muito maior. O poder camaleônico que os longas ganharam com as novas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O universo da ficção científica já passou por diversas mudanças de estrutura e facetas ao longo dos anos. Os marcos do cinema nesse gênero quebraram paradigmas e o reinventaram. Filmes como <em>2001: Uma Odisseia no Espaço</em> (1968), a franquia <em>Star Wars</em>, <em>Blade Runner: O Caçador de Androides</em> (1982) e <em>Matrix</em>, a trilogia das irmãs Wachowski, mudaram a forma de fazer cinema<em> sci-fi</em> e transformaram o gênero em algo muito maior. O poder camaleônico que os longas ganharam com as novas possibilidades trazidas por essas películas foi fundamental para que ele durasse até os dias de hoje.</p>
<p>Com erros e acertos, o gênero teve destaque no último ano e já começa a despontar novos horizontes com as estreias de 2019. Nesta quinta-feira (28), os cinemas brasileiros começam a exibir o longa-metragem da Amblin Partners intitulado <em><strong>A Rebelião</strong></em>. A narrativa é resultado de um olhar extremamente político inserido na realidade social vigente por uma dominação alienígena na Terra.</p>
<p>Num futuro não muito distante, a Terra sofre uma invasão alienígena que leva o planeta a se tornar subjugado pelos extraterrestres. Numa manobra de sobrevivência, as lideranças humanas se unem aos invasores para estabelecer um governo de subserviência. Alguns grupos em Chicago, no entanto, não concordam com o posicionamento dos líderes e resistem. A última resistência passa os 10 anos após a invasão se reestruturando e elaborando um plano para que a rebelião possa pôr fim ao controle alienígena.</p>
<p><em>Captive State</em> (título original) se inicia com uma promessa positiva ao público. O prólogo pré-apocalíptico entusiasma até mesmo os mais céticos quanto a qualidade do filme. Os primeiros 10 minutos introdutórios são uma demonstração do que parecia ser uma jornada<em> sci-fi</em> interessante. Os minutos seguintes, contudo, mudam completamente o ritmo e a forma da narrativa e, consequentemente, o olhar do espectador. Logo se instaura uma espécie de <em>thriller</em> político em meio a uma sociedade pós-apocalíptica. Desse momento em diante o longa se mostra com um viés muito mais político do que o esperado.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10341" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0320840.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="A Rebelião" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0320840.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0320840.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0320840.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As discussões políticas inseridas no roteiro de <strong><em>A Rebelião</em> </strong>são o seu verdadeiro pilar. As características e referências da ficção científica se tornam extremamente secundárias em relação ao foco de discussão proposto pelos co-roteiristas Erica Beeney e Rupert Wyatt (também diretor da produção). É tão marcante essa mudança de tonalidade da narrativa que o público pode se perguntar em algum momento se aquilo é, de fato, um mundo dominado por aliens. Nesse ponto o roteiro de Beeney e Wyatt falha. A inserção de reflexões político socioculturais poderia ter sido feita sem afetar a estrutura base da película. O ataque alienígena perde completamente lugar durante boa parte da história sendo resgatado apenas no final do longa.</p>
<p>Outra particularidade é o foco nas personas. Existe uma explícita tentativa da direção e roteiro de aproximar o espectador das personagens principais. Suas vidas são dissecadas aos poucos para que o público se apegue a cada uma daquelas figuras e suas trágicas vivências. No entanto, o fluxo de empatia entre o filme e os espectadores é um tanto falho pela rapidez com que os novos acontecimentos ocorrem – além da má explanação de alguns personagens-chave. A dinâmica das ações dos rebeldes em cada um de seus micros contextos se atropela em meio ao ritmo acelerado exigido pela história. Ou seja, Wyatt se esforça para prender o público de todas as formas que encontra, mas as falhas na estrutura de seu filme sempre atrapalham a experiência.</p>
<p><em>Captive State</em> pode ser comparado em certos aspectos ao resultado de uma mistura de <em>Matrix</em> – e a aproximação das personagens com o real – com <em>Distrito 9</em>, de 2009, e toda a sua realidade de coexistência e exploração entre humanos e alienígenas – por mais que, na produção da Amblin, os papeis estejam invertidos. Tudo isso misturado a um forte posicionamento político sobre caos, poder e controle de massas gera o enredo do novo produto distribuído pela Focus Features. A jornada tem tropeços, uma tentativa de virada ao final da película que se mostrou extremamente óbvia e deixa a desejar no quesito<em> sci-fi</em>. É inevitável que o espectador saia da sessão querendo ter visto mais das criaturas extraterrestres. O que falta, portanto, em <em><strong>A Rebelião</strong></em> é uma escolha mais focada. A produção promete algo que não consegue cumprir por tentar abraçar mais do que era possível naquele contexto. O longa está longe de ser ruim, mas também não causará nenhum tipo de êxtase no público. Ainda falta um tanto para que o filme seja o <em>sci-fi</em> político de qualidade que prometeu ser.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rupert Wyatt<br />
<strong>Elenco:</strong> Ashton Sanders, John Goodman, Vera Farmiga</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/B8b-QK9tx1Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Passageiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2018 20:14:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Liam Neeson]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[O Passageiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa O Passageiro não procurou nos enganar desde o trailer. O que eu considero muito positivo, porque não há nada mais frustrante do que ser ludibriada por um trailer bem feito. Neste caso, já sabíamos desde o começo que seria mais um filme de Liam Neeson tendo que salvar a sua família em perigo em cenas eletrizantes de ação. Mais do mesmo, nenhuma novidade. Liam interpreta um vendedor de seguros que passa por uma crise financeira e, para piorar, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa<em> O Passageiro</em> não procurou nos enganar desde o trailer. O que eu considero muito positivo, porque não há nada mais frustrante do que ser ludibriada por um trailer bem feito. Neste caso, já sabíamos desde o começo que seria mais um filme de Liam Neeson tendo que salvar a sua família em perigo em cenas eletrizantes de ação. Mais do mesmo, nenhuma novidade.</p>
<p>Liam interpreta um vendedor de seguros que passa por uma crise financeira e, para piorar, perde o emprego de anos. Voltando no trem no trajeto que fazia todo dia para casa (ele mora na região metropolitana), ele é interceptado por uma mulher estranha que faz uma proposta para ele. Ganancioso, ao ver o dinheiro envolvido, ele acaba topando, sem antes saber quais são as reais regras do esquema. Ele acaba envolvendo todo o trem e sua família em perigo.</p>
<p><em>O Passageiro</em> não tem nenhuma novidade que justifique o investimento que a produtora deve ter tido. Não é uma história nova. É apenas um saco de clichês respingados e um monte de cenas que se esforçam para se tornar tensas. Liam Neeson é um bom ator, não podemos questionar. Mas a sua escolha de filmes nos últimos tempos é definitivamente lamentável. Ao invés de sair do mesmo de sempre e inovar, ele simplesmente entrou nesse <em>looping</em> do previsível e mediano.</p>
<p>Neste caso específico, o filme ficou abaixo da linha do mediano. A falta de lógica e coerência no discurso do protagonista e na linearidade do roteiro é bem complicada. Eles tentam usar a idade de Neeson a favor dele, mas falha miseravelmente. Essa fator é rapidamente esquecido quando as coisas começam a acontecer do nada e sem o menor propósito.</p>
<p>Não é um filme de todo ruim, acredite. Dá para assistir sem sofrimento. O problema é que quando você sai do cinema, mal lembra do que se trata. É muito previsível, se tornando mais um longa no meio de tantos outros parecidos. O diretor Jaume Collet-Serra, que tinha feito o ótimo <em>Águas Rasas</em> no ano retrasado, perdeu a mão em O Passageiro.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ZiRXe6r5f5A" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Invocação do Mal 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jun 2016 19:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Invocação do Mal]]></category>
		<category><![CDATA[Invocação do Mal 2]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Vera Farmiga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>James Wan é um dos raros cineastas contemporâneos a entender toda a lógica de funcionamento interna e espectatorial de um filme de terror. O diretor de longas que já são considerados como potenciais clássicos do gênero da sua geração, como o primeiro Invocação do Mal e Sobrenatural, consegue cumprir todas as demandas formais que um longa de terror requer e, ao mesmo tempo, sabe costurar muito bem as relações pessoais dos protagonistas das suas obras, o que só contribuiu para a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>James Wan é um dos raros cineastas contemporâneos a entender toda a lógica de funcionamento interna e espectatorial de um filme de terror. O diretor de longas que já são considerados como potenciais clássicos do gênero da sua geração, como o primeiro <i>Invocação do Mal </i>e <i>Sobrenatural</i>, consegue cumprir todas as demandas formais que um longa de terror requer e, ao mesmo tempo, sabe costurar muito bem as relações pessoais dos protagonistas das suas obras, o que só contribuiu para a eficiência dos efeitos pretendidos por suas histórias macabras, já que só nos importamos com os eventos contados na tela, tomamos sustos ou tememos o destino dos seus personagens porque eles acabam se tornando objetos de nossos afetos. Atendendo a todos esses requisitos, <i>Invocação do Mal 2 </i>é mais um êxito na sua carreira, fazendo jus não só aos elementos que fizeram do seu antecessor um dos grandes filmes de 2013, como também deixando em definitivo a impressão de que Wan é um dos grandes realizadores em atividade nos estúdios norte-americanos atualmente.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Invocação do Mal 2</i>, mais um caso dos arquivos pessoais de Ed e Lorraine Warren é acompanhado pelo público. Na continuação, os Warren são convocados para ajudar os Hodgson, uma família inglesa formada por uma mãe e seus quatro filhos que passam a ser vítimas de fenômenos estranhos quando uma das crianças é convocada por um espírito maligno que habita sua casa. Mesmo prometendo que não voltariam a entrar em contato com forças demoníacas desse calibre, Lorraine e seu marido resolvem enfrentar mais esse mistério que pode pôr em risco não apenas a vida dessa família, mas também as suas próprias.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6125" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/The-Conjuring.jpg" alt="The-Conjuring" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Na continuação do filme de 2013, James Wan resgata todos os elementos que garantiram o êxito do anterior. O diretor consegue construir uma atmosfera apavorante ao longo de todo o filme, conduzindo com segurança todos os recursos cênicos possíveis que são capazes de criar uma trama de tensão constante. Wan entende como sua câmera deve se colocar em cada cena para provocar calafrios na plateia, assim como compreende como aplicar recursos sonoros, de luz e todo o cenário à sua disposição. Além disso, o realizador, com o suporte de um excelente roteiro que ele mesmo escreveu ao lado de Carey Hayes, Chad Hayes e David Leslie Johnson, tal qual no primeiro filme, acerta ao desenvolver relações e conflitos consistentes protagonizados pelos personagens do longa, situações que em momento algum soam apelativas ou superficiais e que aderem à trama sobrenatural, trazendo um tom ainda mais grave aos acontecimentos narrados pela obra.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, tal qual o primeiro filme, o núcleo dramático base da continuação é o casal Warren e a família  vítima dos fenômenos diabólicos. É certo que os Perron de <i>Invocação do Mal </i>se sobressaem quando colocados em comparação com os Hodgson do segundo longa, até porque a vítima da possessão no primeiro filme é a matriarca da família. Contudo, a maneira como Wan e seus co-roteiristas expandem as possibilidades dramáticas e os conflitos de Ed e Lorraine, levando os personagens a zonas nunca antes transitadas e fazendo-os &#8220;evoluir&#8221; em suas características e traumas na continuação é admirável e justifica criativamente a perpetuação da franquia. Contar com atores do calibre e com a credibilidade de Vera Farmiga e Patrick Wilson também ajuda James Wan a atingir seus objetivos. Farmiga segue como uma das sustentações afetivas da obra, traduzindo muito bem os danos que a paranormalidade trazem para a esfera pessoal de Lorraine a cada vez que ela enfrenta um novo caso. Já Wilson imprime a segurança e credibilidade necessárias para que o público assuma Ed Warren como um herói possível da sua história sem as afetações costumeiras do gênero. Juntos em cena, Farmiga e Wilson são ainda melhores, afinal conseguiram construir para os Warren uma relação calcada em muita cumplicidade, algo que é nítido na tela e que causa um efeito muito forte na plateia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mais uma vez, evitando a produção de sustos aleatórios e investindo na construção de personagens maduros e complexos e ainda numa atmosfera apavorante, James Wan faz de <i>Invocação do Mal 2 </i>um longa tão bom quanto o seu antecessor. Além de acertar em cheio no que se espera formalmente de um filme do gênero, <i>Invocação do Mal 2 </i>se impõe como uma obra emocional e dramaticamente adulta, evitando o risco de fazer os seus personagens andarem em círculos, às voltas com as mesmas situações e nunca &#8220;evoluindo&#8221; em seus conflitos. O maior êxito do filme é preservar o que deu certo no seu primeiro título e testar as suas outras possibilidades, demonstrando o fôlego do seu cineasta e da sua franquia na produção futura de tramas ainda mais macabras protagonizadas pelos Warren.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PUdxMXjiRck" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
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		<title>Crítica: O Juiz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2014 15:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Billy Bob Thornton]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Leighton Meester]]></category>
		<category><![CDATA[O Juiz]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Downey Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Duvall]]></category>
		<category><![CDATA[Vera Farmiga]]></category>
		<category><![CDATA[Vincent D'Onofrio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O filme O Juiz passou uma impressão bem diferente para quem inicialmente viu o cartaz nos cinemas e depois viu o trailer. A primeira impressão era que seria um filme de suspense, intriga e disputa de poder, quando na verdade não passa de um drama. Talvez isso tenha causado uma certa frustração nas pessoas e não podemos julgá-las por isso. A história é um pouco batida, bem verdade. Trata-se de um advogado bem sucedido que costuma defender pessoas que são [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/O-Juiz-1024x682.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2211 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/O-Juiz-1024x682.jpg" alt="O-Juiz-1024x682" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O filme <em>O Juiz</em> passou uma impressão bem diferente para quem inicialmente viu o cartaz nos cinemas e depois viu o trailer. A primeira impressão era que seria um filme de suspense, intriga e disputa de poder, quando na verdade não passa de um drama. Talvez isso tenha causado uma certa frustração nas pessoas e não podemos julgá-las por isso.</p>
<p>A história é um pouco batida, bem verdade. Trata-se de um advogado bem sucedido que costuma defender pessoas que são culpadas e ganhar bolos de dinheiro com isso. Ele recebe uma ligação inesperada avisando que sua mãe faleceu. Hank Palmer tem que ir então para sua cidade natal no interior dos Estados Unidos e reviver suas feridas. Ele tem uma péssima relação com o pai, que é um juiz da cidade e extremamente autoritário. Palmer acaba tendo que lidar com essas questões enquanto sofre com a perda da mãe.</p>
<p>O interessante do filme é poder ver Robert Downey Jr. fazendo um papel mais sério e menos pretensioso, embora ele continue com o ar de galã. É incrível a capacidade que ele tem de parecer mais jovem e neste filme isso é ainda mais perceptível. Gostei também de poder vê-lo atuando sem tantas máscaras, mostrando de verdade seu potencial. E acredito que ele é sim um bom ator, apenas têm feito papéis muito caracterizados. Embora ainda consigamos ver os vestígios de Tony Stark neste aí.</p>
<p>O pai é interpretado por Robert Duvall, conhecido por <em>O Poderoso Chefão</em>, e representa um dos pontos altos do filme. Ele consegue contrastar a rigidez do personagem com a debilidade que a idade propõe perfeitamente. A escolha do ator foi acertada e a química que rola entre ele e Downey Jr. é muito boa.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/o-juiz-estreia-dia-16-um-filme-destacado-pelas-excelentes-atuacoes-do-elenco-formado-por-robert-downey-jr-robert-duvall-e-vera-farmiga-o-longa-acompanha-um-advogado-bem-sucedido-que-volta-a-141272.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2212 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/o-juiz-estreia-dia-16-um-filme-destacado-pelas-excelentes-atuacoes-do-elenco-formado-por-robert-downey-jr-robert-duvall-e-vera-farmiga-o-longa-acompanha-um-advogado-bem-sucedido-que-volta-a-141272.jpg" alt="o-juiz-estreia-dia-16---um-filme-destacado-pelas-excelentes-atuacoes-do-elenco-formado-por-robert-downey-jr-robert-duvall-e-vera-farmiga-o-longa-acompanha-um-advogado-bem-sucedido-que-volta-a-141272" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Na verdade, a escolha de atores como um todo é muito boa. A dupla principal contracena ainda com Billy Bob Thornton, Vincent D&#8217;Onofrio, Vera Farmiga e Leighton Meester. Todos têm características específicas e conseguem ressaltar isso em cada cena. Eles auxiliam e muito na construção do enredo.</p>
<p>Estranho e talvez o que justifica muitas questões do filme é a presença do diretor David Dobkin, que é mais conhecido por filmes de comédia. É possível ver isso ao longo de <em>O Juiz</em>, que tem pinceladas de humor em algumas cenas. Não chega a ser forçado, no entanto, pois ajuda a ponderar o drama do longa. Mas ainda assim fica aquele questionamento sobre a escolha do diretor.</p>
<p>A história evolui com tranquilidade, pontuada por questões mais tensas que dão emoção e seguram o espectador nas mais de duas horas de duração. O cenário de cidade do interior ajuda muito na construção do drama como um todo, pois passa a monotonia que a história exige em muitos momentos e a beleza que inspira os personagens.</p>
<p><em>O Juiz</em> é um filme bom efetivamente, embora possua muitas questões que poderiam ser melhor trabalhas. Talvez o roteiro sem grandes surpresas, o final previsível. É possível enxergar um potencial perdido. Tudo isso é ponderado pelas boas atuações, é claro, o que faz com que o longa não se torne maçante. Vale a pena conferir, sabendo é claro, que o cartaz nada tem a ver com o estilo do filme.</p>
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