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	<title>Arquivos Uma Família Feliz - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Uma Família Feliz - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Uma Família Feliz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 23:36:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma Família Feliz é o tipo de filme que tem todos os elementos que prometem levá-lo ao êxito. O projeto parte do argumento e do roteiro de Raphael Montes, um dos jovens escritores brasileiros mais celebrados dos últimos tempos. A direção é de José Eduardo Belmonte, diretor que tem no currículo filmes com boa repercussão como Alemão e Se nada mais der certo. Além disso, no elenco da produção estão Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, duas das maiores estrelas do nosso país. Todos esses talentos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Uma Família Feliz</strong></em> é o tipo de filme que tem todos os elementos que prometem levá-lo ao êxito. O projeto parte do argumento e do roteiro de Raphael Montes, um dos jovens escritores brasileiros mais celebrados dos últimos tempos. A direção é de José Eduardo Belmonte, diretor que tem no currículo filmes com boa repercussão como Alemão e Se nada mais der certo. Além disso, no elenco da produção estão Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, duas das maiores estrelas do nosso país. Todos esses talentos são reunidos para contar uma história com elementos de páginas policiais sobre uma família perfeita cujo cotidiano é abalado pela suspeita de que Eva, personagem de Massafera, tem agredido seus filhos.</p>
<p>O caso de agressão doméstica ganha uma repercussão inesperada. A personagem de Grazi passa a ser hostilizada pelos vizinhos quando a vida privada da família repercute em aplicativos como o Whatsapp. Ao mesmo tempo, no âmbito privado, toda sorte de sentimentos positivos e a cumplicidade do casal cede espaço para desconfianças. Além de Vicente (Gianecchini) não ver mais a esposa com os mesmos olhos, ela passa a devassar a vida pregressa do marido e começa também a levantar suspeitas sobre o tratamento que ele dispensa aos filhos. Seria ele o agressor das crianças e não Eva?</p>
<p>A premissa de <em><strong>Uma Família Feliz</strong></em> é bastante promissora e, até certo ponto, a condução do filme é feita com competência. Belmonte consegue trazer para a história uma atmosfera de desconfiança crescente sobre a índole dos personagens de Massafera e Gianecchini, algo que instiga o espectador e o faz oscilar entre suspeitas que recaem sobre ambos. Por exemplo, em determinado momento da história, é interessante o uso que Belmonte faz de câmeras de segurança para acompanhar as investigações que a personagem de Grazi empreende na rotina do marido. Acontece que todos os esforços do projetos são sabotados pelas decisões tomadas pelo roteiro no terceiro ato da história.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17922" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image.png" alt="Uma Família Feliz" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-610x406.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>O grande problema de <em><strong>Uma Família Feliz</strong></em> reside nos seus trinta minutos finais. Quando o roteiro de Montes responde suas grandes interrogações, as soluções oferecidas são frustrantes. Toda a promessa de entrelaçar a trama com a dimensão sociológica da história, pautando temas como abuso doméstico, a hipocrisia da &#8220;família tradicional brasileira&#8221; que esconde toda sorte de &#8220;podres&#8221; pessoais por trás de um verniz cheio de valores, a paranoia no cotidiano dos condomínios de classe média alta e a cultura do linchamento virtual é diluída em prol de resoluções simplistas que levam o público ao arquétipo do &#8220;vilão psicopata&#8221;, a encarnação de um mal intangível que contrasta com toda a abordagem do terror do cotidiano desejada pelo projeto até então. No fim das contas, o desfecho de <em>Uma Família Feliz</em> só serve para evidenciar lacunas a respeito de questões levantadas ao longo da trama, a principal delas, o passado do personagem de Reynaldo Gianecchini.</p>
<p>Diante da autossabotagem do roteiro de Montes, Massafera e Gianecchini são prejudicados em um trabalho que até os minutos finais demonstrava ser correto.  <strong>Uma Família Feliz</strong> não é um bom momento para ambos. Gianecchini torna Vicente um sujeito apático, ausente da dubiedade que seria fundamental para o personagem. Por sua vez, Grazi Massafera é quem mais sai perdendo em toda essa história. Durante boa parte do filme, Massafera conseguiu lidar muito bem com a paranoia que se instala no cotidiano da sua personagem, assimilando sentimentos opressores como a culpa. No entanto, conforme a trama de suspense de <em>Uma Família Feliz</em> encontra seu desenlace, a performance da atriz sobe o tom, frisando ainda mais o quanto esse projeto se distanciou das suas instigantes pretensões iniciais.</p>
<p>Quando as &#8220;peças&#8221; do &#8220;quebra-cabeças&#8221; de <em><strong>Uma Família Feliz</strong></em> são colocadas em seus respectivos lugares, as coisas naquela trama ainda soam como desencaixadas. No lugar de um suspense que serve como crítica social, pois é assim que <em>Uma Família Feliz</em> foi anunciado para o público, o espectador recebe um suspense de resoluções rocambolescas. Nada contra, mas não pareceu ser esta a pretensão inicial do longa. É uma pena.</p>
<p><strong>Direção:</strong> José Eduardo Belmonte</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Grazi Massafera, Reynaldo Gianecchini, Luiza Antunes</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eiYEU2geDIY?si=nKg5eOpt-hjw5TXt" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Uma Família Feliz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2017 23:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho Animado]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Uma Família Feliz traz a história de uma família que está passando por uma fase muito complicada no relacionamento dos membros, onde ninguém se comunica direito e as coisas simplesmente não dão certo. A matriarca acaba se comunicando com um vampiro, que se apaixona repentinamente por ela e passa a querer torná-la sua esposa. Acredito que a grande falha do filme é a formação do roteiro. Além de extremamente superficial, ele deixa vários fios soltos, sem conexão. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Uma Família Feliz</em> traz a história de uma família que está passando por uma fase muito complicada no relacionamento dos membros, onde ninguém se comunica direito e as coisas simplesmente não dão certo. A matriarca acaba se comunicando com um vampiro, que se apaixona repentinamente por ela e passa a querer torná-la sua esposa.</p>
<p>Acredito que a grande falha do filme é a formação do roteiro. Além de extremamente superficial, ele deixa vários fios soltos, sem conexão. O primeiro fio é: &#8220;como a mãe da família conseguiu o telefone de um vampiro&#8221;? Pois é, isso não fica claro e mostra desde os primeiros minutos um problema que o espectador consegue ver ao londo de 90 minutos.</p>
<p>Vemos nele ainda, novamente, um problema de estereotipagem da mãe. Como na maioria dos filmes, a mãe é a chata, responsável, ranzinza, que quer controlar todos e trata o pai como mais um filho. Machismo claro. E assim, é ainda mais preocupante que o público principal do filme seja infantil, pois incute na cabeça dos pequenos que esse tipo de comportamento é normal por parte das mães.</p>
<p>Não há nada de inovador na narrativa, que se repete como uma colcha de retalhos de vários filmes. Não tem diferencial, nem nada específico que torna a história memorável.</p>
<p>O que ganha pontos no desenho animado é a personalidade e os gráficos dos personagens. Eles são interessantes e fofinhos, tornando tudo mais atraente para as crianças. É literalmente engraçadinho. Além disso, a boa e velha lição de moral do final do filme, onde a família unida consegue vencer qualquer adversidade e encontrar a felicidade, funciona razoavelmente. Ainda assim, não é um longa que valha à pena.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kIXpxfnzEY0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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