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	<title>Arquivos Tom Cruise - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Tom Cruise - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Missão: Impossível – O Acerto Final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 12:56:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de quase 30 anos de mirabolantes missões arriscadas de espionagem e traições, a franquia Missão: Impossível chega ao fim. O oitavo filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22) e promete arrebatar os fãs dos longas-metragens comandados pelo agente Ethan Hunt (interpretado por Tom Cruise). O propósito de Missão: Impossível – O Acerto Final claramente é fazer um apanhado do que foi a franquia e seu impacto no cinema de ação ao longo desses 29 anos &#8211; e eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de quase 30 anos de mirabolantes missões arriscadas de espionagem e traições, a franquia <em><strong>Missão: Impossível</strong></em> chega ao fim. O oitavo filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22) e promete arrebatar os fãs dos longas-metragens comandados pelo agente Ethan Hunt (interpretado por Tom Cruise). O propósito de <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> claramente é fazer um apanhado do que foi a franquia e seu impacto no cinema de ação ao longo desses 29 anos &#8211; e eles conseguem. Se há algum tipo de dúvida sobre a produção ser capaz de, mais uma vez, manter sua essência e entregar um longa instigante, pode se despreocupar.</p>
<p><strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> não apenas é um bom encerramento da longeva franquia como também soube concluir a narrativa micro e macro muito bem. O roteiro co-escrito por Christopher McQuarrie e Erik Jendresen (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/"><em>Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1</em></a>, de 2023) se estrutura como um encerramento de jornada. Tanto a jornada iniciada em seu filme antecessor, como a jornada desse personagem que marcou a carreira de Cruise (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-top-gun-maverick/"><em>Top Gun: Maverick</em></a>, de 2022) durante quase três décadas. Há um esforço louvável em amarrar cada ponta solta da franquia. Uma preocupação pouco convencional para esse tipo de narrativa, mas que entrega um resultado interessante e cheio de esmero.</p>
<p>Assim como essa preocupação com a narrativa, a direção de McQuarrie demonstra a mesma atenção aos rumos da direção desde o quinto longa da franquia. A parceria do cineasta com Cruise já existe há 17 anos, com 10 filmes, onde 4 deles são parte da história da produção de <strong><em>Missão: Impossível</em></strong>. O diretor assumiu essa cadeira na metade do que viria a ser a franquia completa, o que permitiu que McQuarrie desenhasse bem seus caminhos ao longo dos filmes, ao mesmo tempo que honrava elementos-chave e essência dos cineastas que o antecederam. No caso de <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong>, seu objetivo é claramente tentar entregar ao público um final épico a altura do projeto.</p>
<p>Como McQuarrie é diretor e co-roteirista da produção desde sua entrada nela, é possível perceber esse desenho de uma espécie de autoria &#8211; dentro do que a franquia permite. <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final </em></strong>é um filme com identidade, mesmo que ele seja resultado de um pastiche de décadas e muitas mãos. Ainda assim, o trabalho de McQuarrie merece ser destacado por ter comandado metade de uma franquia de sucesso, enquanto, continuamente, aumentou o interesse dos fãs pela produção. A constante de sua presença resulta num desfecho que, apesar de ter questões, é interessante e amarra bem a franquia.</p>
<figure id="attachment_19488" aria-describedby="caption-attachment-19488" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19488" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-750x500.jpg" alt="Missão: Impossível – O Acerto Final (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19488" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Missão: Impossível – O Acerto Final (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar da qualidade e dos esforços feitos por McQuarrie e Jendresen, existem dois problemas principais em <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong>. O primeiro é o peso de ser um desfecho de uma produção com quase três décadas. As expectativas são altas, os comparativos são muitos e isso acaba interferindo inevitavelmente no resultado. O problema no oitavo longa é que, apesar de sua qualidade, a sensação que dá ao final da sessão é que este não é o melhor filme dentre os oito. Não acredito que isso estrague a experiência, mas o espectador vem de um antecessor que foi o ápice de qualidade da franquia de espionagem e seu encerramento parece mundano em comparação.</p>
<p>Outro fator que <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> peca é a sua duração. Os quase 170 minutos de filme são cansativos e desnecessários. Não é porque é o encerramento de uma franquia que o longa precisa ser um dos maiores dela &#8211; ou, neste caso, o maior. E não é uma questão do tempo pelo tempo. O problema não é ser um filme com uma duração extensa, mas se ele vai ser capaz de, durante todo o seu tempo de tela, entreter, sem perder a atenção do público. E fica claro durante o filme os momentos de queda da narrativa, tornando a experiência um pouco mais arrastada e cansativa.</p>
<p>O oitavo longa, contudo, tem um mérito indiscutível que é essa capacidade de síntese da essência da franquia. Mesmo com alguns artifícios extra melodramáticos, até os exageros podem ser bem vindos para os fãs que cresceram assistindo aos filmes e aguardaram ansiosamente pelo encerramento da franquia. <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final </em></strong>pode até não ser o melhor longa dentre os oito, mas ele é, sem sombra de dúvidas, um fechamento de ciclo à altura. A Paramount Pictures pode se orgulhar porque ela entregou uma produção que tem a essência do que sempre foi <strong><em>Missão: Impossível</em></strong>, mesclando o que veio antes com o novo. E, apesar de ser longo, vale a pena ir aos cinemas para ver, preferencialmente em IMAX, um desfecho épico para uma das melhores franquias de espionagem de Hollywood.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher McQuarrie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Hayley Atwell, Ving Rhames, Simon Pegg, Henry Czerny, Pom Klementieff, Greg Tarzan Davis, Rolf Saxon, Angela Bassett e Esai Morales</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wyyJvg0jMYM?si=grmofx8BGIHtmVAV" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 19:22:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1 é um dos filmes mais aguardados do ano e não é para menos. Uma franquia com tamanho equilíbrio como essa merece o nosso respeito. Afinal, são mais de 25 anos desde o lançamento do primeiro longa, lá em 1996, e Tom Cruise (Top Gun: Maverick) ainda consegue fazer com que Ethan Hunt seja um ótimo protagonista e líder de equipe. E sim, aqui eu vou enaltecer o ator porque ele é o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</strong></em> é um dos filmes mais aguardados do ano e não é para menos. Uma franquia com tamanho equilíbrio como essa merece o nosso respeito. Afinal, são mais de 25 anos desde o lançamento do primeiro longa, lá em 1996, e Tom Cruise (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-top-gun-maverick/"><em>Top Gun: Maverick</em></a>) ainda consegue fazer com que Ethan Hunt seja um ótimo protagonista e líder de equipe. E sim, aqui eu vou enaltecer o ator porque ele é o principal pilar que sustenta essa série de filmes.</p>
<p>Diferente do que outras franquias vem fazendo, especialmente as de super-herói, aqui na espionagem não existe pressa no lançamento dos filmes. Eles dão tempo ao tempo e, especialmente, ao espectador para digerir e começar a sentir falta daquela história. São 7 filmes em 27 anos, o que dá uma média de 1 filme a cada quase 4 anos. Ou seja, o roteiro consegue ser bem maturado, os fãs ficam ansiosos, Cruise consegue aprender novas habilidades mortais (vamos falar disso mais à frente). O compilado perfeito para um resultado que agrada.</p>
<p>Este longa, inclusive, vai muito além do agrado. Hunt agora lida com o perigo assombroso da Inteligência Artificial. É uma temática extremamente atual, especialmente agora que o público comum tem cada vez mais acesso a essa tecnologia. Então, a história por si só já nos atrai a todo instante. É um medo real e sensível que faz com que a gente conecte rapidamente a ficção com a realidade.</p>
<p>Logo então, ele parte para a perseguição de uma chave que é uma das chances que eles têm de destruir uma IA assustadora que consegue manipular completamente a realidade. E aí nós temos ação em cima de ação. Mas entenda: é diferente quando essa logística é feita a partir de um roteiro bem construído e uma direção acertada. Não é apenas uma junção de tiro, porrada e bomba aleatória para engrossar o tempo de tela. Todas as escolhas feitas ali têm um propósito. Aliás, o filme sustenta perfeitamente as 2h40 de duração.</p>
<p>Méritos ao diretor Christopher McQuarrie, também responsável pelos últimos dois longas da franquia, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-nacao-secreta/"><em>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</em></a> (2015). A sua intimidade com o enredo claramente rendeu a ele a habilidade necessária para evoluir a trama, sem se perder no meio do caminho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16920" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R.jpg" alt="Missão: Impossível - Acerto de Contas Parte 1" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MI7-05887R-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <strong><em>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</em> </strong>todos os conflitos básicos que afetam o seu protagonista são permeados em algum momento. Ele lida com a incapacidade de proteger todas as pessoas que ama, enquanto é afundado em missões que não tem o menor controle. Seus amigos são sua única escapatória e é a eles que deve fidelidade acima de tudo. Benji (Simon Pegg, <em>Luck</em>) e Luther (Ving Rhames, <em>Missão Impossível &#8211; Efeito Fallout</em>) conseguem ser o alívio da trama, sem precisar carregar o peso na comédia.</p>
<p>Envolvendo o espectador em todos os momentos, o filme vai evoluindo na inserção de novos personagens, como é o caso de Grace (Hayley Atwell, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>). Ela surge como a atrapalhada ladra que está ali apenas para cumprir um serviço e acaba imersa em uma trama muito mais complexa do que imagina. A sua falta de habilidade com lutas é esquecida por sua extrema capacidade de roubas coisas, sem que as pessoas percebam. Bom acréscimo à franquia.</p>
<p>Mas precisamos enaltecer, claro, Tom Cruise. O homem é uma máquina. Toda a sua dedicação de bastidores transborda em cena e, arrisco dizer, é o que sustenta a grandiosidade desta franquia até hoje. Para quem não sabe, ele praticamente não utiliza dublês nas gravações. Isso significa, então, que quando ele se joga de um penhasco, é realmente o ator que está fazendo isso. Essas cenas, por sinal, são os momentos mais eletrizantes do filme, principalmente para quem sabe deste detalhe.</p>
<p>A dedicação dele em aprender novas habilidades para que seu personagem fique o mais real e palpável possível se traduz em cenas bem orquestradas de lutas, um envolvimento convincente, uma excitação completamente justificada. Não há como não respeitar Cruise como o ator fantástico que ele é.</p>
<p><em><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1</strong></em> é uma verdadeira enxurrada de adrenalina para os fãs mais ávidos e ainda consegue fazer isso da maneira mais equilibrada e menos cansativa possível. Quem nunca viu os longas anteriores, vai curtir. E ele ainda consegue finalizar com dignidade, dando um encerramento e abertura de continuação para a Parte 2, que só será lançada no ano que vem. É uma maestria que poucos conseguem fazer.</p>
<p>Sustentar essa qualidade de filmes durante tantos anos é tarefa para poucos e arrisco dizer que esse é, provavelmente, o melhor filme da franquia, talvez perdendo apenas para o primeiro, por conta do senso de novidade. Vale ver mais de uma vez e você ainda ficará com o gostinho de querer rever a franquia desde o começo!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher McQuarrie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Hayley Atwell, Marcin Dorocinski, Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Vanessa Kirby, Christopher Sciueref</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BLX5g-nPGXI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Top Gun: Maverick</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 May 2022 23:12:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Top Gun: Maverick estava aguardando um bom momento para chegar aos cinemas desde 2020, quando ele seria lançado mas a pandemia da Covid-19 veio acabando com os planos de todo mundo. De lá para cá, diversas datas de lançamento foram propostas e sempre frustradas. Confesso que nesse meio do caminho, eu fui perdendo a empolgação e simplesmente deixando ele de lado no quesito expectativa. Se isso favoreceu minha percepção do longa ou não, não temos como afirmar. Mas o fato [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-top-gun-maverick/">Crítica: Top Gun: Maverick</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> estava aguardando um bom momento para chegar aos cinemas desde 2020, quando ele seria lançado mas a pandemia da Covid-19 veio acabando com os planos de todo mundo. De lá para cá, diversas datas de lançamento foram propostas e sempre frustradas. Confesso que nesse meio do caminho, eu fui perdendo a empolgação e simplesmente deixando ele de lado no quesito expectativa. Se isso favoreceu minha percepção do longa ou não, não temos como afirmar. Mas o fato é que o filme é sensacional e vai muito além do que eu poderia esperar.</p>
<p>Para mim, o grande destaque do primeiro <em>Top Gun: Ases Indomáveis</em> era a trilha sonora unida à belíssima fotografia. Tomadas de câmeras geniais que faziam com que o roteiro simplório se tornasse algo delicioso de assistir. Neste segundo longa, essa essência é mantida e podemos apreciar logo na primeira cena. Sim, a minha empolgação já surgiu no momento de abertura, com aquele estilo de música dos anos 1980, motos, aviões e óculos RayBan.</p>
<p>Pete Mitchell (Tom Cruise, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a>) está com mais de três décadas de experiência nas costas, mas ainda insiste em ficar na linha de frente dos caças, atuando como piloto. <em>Persona non grata</em> por alguns chefões da corporação, ele acaba sendo enviado para realizar um treinamento de jovens admitidos no Top Gun, que terão a difícil missão de desarmar a construção de uma usina nuclear. Para piorar a situação, ele tem que lidar com Rooster (Miles Teller, <em>Cães De Guerra</em>), filho de seu falecido parceiro das antigas, que morreu em uma missão ao seu lado.</p>
<p>O roteiro faz questão de nos ambientar novamente naquele cenário que foi apresentado no primeiro longa. Logo, um desavisado que não assistiu pode conferir este filme sem tanto prejuízo. Ainda assim, recomendo pois é super bacana. Como falei, cenários belíssimos, jogadas de câmera que nos fazem sentir o pôr do sol na pele, além da sensação quase 3D de voar em caças, tudo a partir do incrível trabalho da direção de Joseph Kosinski (<em>Oblivion</em>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15542" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM.jpeg" alt="Top Gun: Maverick" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Cruise está completamente à vontade no papel de Maverick e temos a constante sensação de que ele curtiu muito a realização deste filme (mesmo que inicialmente ele fosse contra a retomada do projeto). Ele se entrega a todas as emoções do personagem, que sorri, chora, se diverte e se preocupa, sempre na mesma intensidade. O capitão carrega o peso do passado, mas isso não o torna uma pessoa sisuda.</p>
<p>A medida que o filme evolui (e tento aqui evitar os spoilers), acompanhamos mais da vida pessoal de Maverick, junto com a profissional. A retomada de uma relação antiga com a personagem de Jennifer Connelly (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>), assim com a amizade profunda que tem com Iceman (Val Kilmer, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boneco-de-neve/"><em>Boneco de Neve</em></a>). Inclusive, essa dinâmica com Kilmer rende as cenas mais emocionantes do longa.</p>
<p>Um outro destaque é o entrosamento entre o grupinho de novatos que será liderado por ele. Uns tentando mostrar serviço, outros um pouco assustados. E Rooster no meio do caminho querendo ser o bad boy da turma, além de insubordinado. Vale um destaque aqui para o empenho de Teller para construir um corpo atlético, algo que eu não era nem capaz de imaginar em um ator como ele, que não focava nesse estilo. Foi uma surpresa curiosa.</p>
<p>O filme segue um estilo dos anos 1980 que muito me agrada, mais preocupado em inserir o espectador naquele universo, do que simplesmente apresentar cenas explosivas de ação que não levam ninguém à lugar algum. Não existe pressa em <em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> e esse é um dos maiores ganhos do longa. Ainda assim, as suas pouco mais de 2h de duração passam num piscar de olhos, mostrando que a união faz a força, especialmente quando juntamos roteiro, direção, fotografia e trilha sonora, tudo de boa qualidade.</p>
<p><em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> é um filme redondinho, com mesclagem de vários gêneros na medida certa, um elenco integrado e uma história simples o suficiente para não exigir muito do espectador, mas bem trabalhada para também não duvidar de sua capacidade mental. Uma grata surpresa que tive, já que não tinha grandes expectativas. Definitivamente se tornou um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos, que acredito que irá agradar a maioria do público.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joseph Kosinski</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Miles Teller, Jennifer Connelly, Jon Hamm, Glen Powell, Lewis Pullman, Charles Parnell, Bashir Salahuddin, Val Kilmer, Ed Harris, Monica Barbaro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9Jgua93Xhcw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 19:09:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alec Baldwin]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Cavill]]></category>
		<category><![CDATA[Missão: Impossível - Efeito Fallout]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas mais um capítulo da franquia Missão: Impossível que promete não decepcionar os espectadores. Em Efeito Fallout, Ethan Hunt tem que resolver os problemas causados por uma missão que não saiu como planejado e acabou colocando uma poderosa arma na mão dos inimigos. Ele vai contar com a ajuda de seu time parceiro e ainda receberá apoio do novato Walker, interpretado por Henry Cavill. Tudo isso dirigido por Christopher McQuarrie, responsável também por Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas mais um capítulo da franquia <em>Missão: Impossível</em> que promete não decepcionar os espectadores. Em<em> Efeito Fallout</em>, Ethan Hunt tem que resolver os problemas causados por uma missão que não saiu como planejado e acabou colocando uma poderosa arma na mão dos inimigos. Ele vai contar com a ajuda de seu time parceiro e ainda receberá apoio do novato Walker, interpretado por Henry Cavill. Tudo isso dirigido por Christopher McQuarrie, responsável também por <em>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</em>, o longa anterior.</p>
<p>A construção da trama se dá de maneira evolutiva e acertada, justificando as mais de 2h de duração do filme. Desde o começo o roteiro vai encaixando as peças que vão culminar no ápice, explicando todos os motivos que levam aquilo a acontecer. Efetivamente, isso já atrai o espectador, uma vez que ultimamente os filmes de ação estão deixando a desejar em construção de narrativa. Indo contra a maré e mantendo a sua tradição de bons roteiro, <em>Efeito Fallout</em> consegue mesclar muito bem as cenas mentirosas de ação com uma história coerente.</p>
<p>Aliás, tais cenas mentirosas de ação merecem destaque. Diferente de filmes como <em>Duro de Matar</em> e o mais recente <em>Arranha-Céu: Coragem Sem Limite</em>, <em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em> realmente oferece uma ótima combinação de cenas de luta, tiros e explosões que são fora da realidade, mas que mantém um perfil tão crível que convence até o espectador mais desconfiado. Algo como se a forma como as cenas fossem feitas tornasse aquela mentira possível. E claro que isso confere ainda mais emoção ao roteiro, uma vez que envolve o espectador, que passa a torcer pelos personagens com muito mais veemência.</p>
<p>Mesmo trazendo importantes informações dos filmes anteriores e mantendo uma continuidade, esse longa consegue se manter independentemente da franquia, o que mostra o seu potencial. Claro que o espectador que só chegou aqui neste sexto episódio vai ficar um pouco perdido com as referências, mas nada que comprometa a percepção como um todo. Acredito que isso é fundamental para esse tipo de franquia que, assim como <em>Velozes e Furiosos</em>, já possui muitas películas e não pretende parar tão cedo.</p>
<p>O diretor Christopher McQuarrie demonstra que está muito à vontade com a franquia e traz uma evolução importante desde o último filme, que já foi bom. Manter o fôlego não é exatamente fácil, mas ele faz isso com qualidade, apresentando um produto que efetivamente vale a pena, trazendo arcos narrativos interessantes e vilões intrigantes.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9180" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/07/0170504.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>A presença do ator Henry Cavill trouxe ainda mais força ao filme. Nosso Super-Homem aparece no papel de parceiro de Hunt, protagonizando a maior parte das cenas de ação ao lado de Tom Cruise. Claro que esse último tem lá seu complexo e não deixa o primeiro brilhar tanto quanto poderia. Mas, afinal, o filme é dele, então vamos respeitar isso aí. É engraçado ver, no entanto, o complexo de altura de Cruise nas cenas em que Cavill está ao lado dele e o jogo de câmeras claramente favorece o primeiro (a diferença de ambos é de 15 cm, mas em tela parece bem menor).</p>
<p>Trazendo o restante do elenco como um todo, a unidade é bem visível e favorece o resultado final. A química de atuações é equilibrada e acaba envolvendo o espectador. Assim como no filme anterior, temos a presença de personagens femininas fortes, encarnadas na pele de Rebecca Ferguson, Angela Bassett, Michelle Monaghan e Vanessa Kirby. De alguma forma, todas elas acabam ajudando ou salvando Hunt em determinados momentos, conferindo ao papel feminino ainda mais importância.</p>
<p>Na pele de Hunt, Tom Cruise precisa lidar com a dualidade de seu caráter e aquilo que seu trabalho impõe. A todo momento ele é questionado a repensar a sua bondade e o fato de colocar as pessoas ao seu redor em primeiro lugar. Numa busca desenfreada de salvar o mundo de uma falha que ele mesmo cometeu, nos questionamos se realmente é preciso essa dissociação tão enfática que a maioria dos filmes de ação faz de protagonistas que não conseguem manter vida pessoal e profissional. No entanto, a própria trama se encarrega de responder esses questionamentos.</p>
<p>O fato do próprio Cruise realizar as cenas de ação e não usar dublês também traz um tempero a mais no filme. Claro que, com o passar dos anos, os estúdios foram usando cada vez mais essa cartada. Mas o fato é que o público gosta de ver esse tipo de coisa e é impossível negar que isso torna a história ainda mais atraente, reforçando o argumento anterior de cenas mentirosas críveis.</p>
<p>Com uma boa mistura de intriga, desconfiança, agentes engraçadinhos, vilões misteriosos, armações, o filme caminha sem dificuldade alguma. As decisões finais são empolgantes e eletrizantes, na melhor escolha de termos. Como dito anteriormente, o roteiro caminha para esse ápice gradativamente e quando chega nele, não decepciona. Cenas de ação muito bem dirigidas e orquestradas, trazendo não apenas empolgação como qualidade de cena.</p>
<p><em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em> prova, mais uma vez, que filmes de ação podem e devem trazer mais do que apenas tiro e explosão, além de reafirmar que franquias longas também conseguem manter o fôlego, se bem trabalhadas. Um ótimo resultado que merece ser visto no cinema (apesar do 3D extremamente dispensável).</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FTjuC70Q5Zs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Feito na América</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2017 16:08:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Feito na América traz a história de Barry Seal, um piloto de avião ambicioso que almeja uma vida melhor para sua família. Ele já é corrupto e faz pequenos contrabandos no seu dia a dia de trabalho. É aí que surge Schafer, um suposto recrutador da CIA, que te oferece uma possibilidade de ganhar mais dinheiro em uma missão secreta. Acontece que Barry vai se infiltrando cada vez mais na rotina e se corrompendo de todas as formas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Feito na América</em> traz a história de Barry Seal, um piloto de avião ambicioso que almeja uma vida melhor para sua família. Ele já é corrupto e faz pequenos contrabandos no seu dia a dia de trabalho. É aí que surge Schafer, um suposto recrutador da CIA, que te oferece uma possibilidade de ganhar mais dinheiro em uma missão secreta. Acontece que Barry vai se infiltrando cada vez mais na rotina e se corrompendo de todas as formas, transformando a sua vida em algo que ele nunca poderia imaginar.</p>
<p>Um dos fatores mais legais do filme e que dá mais veracidade é o fato de ser baseado em uma história real. O diretor não faz uso de cenas verídicas ao longo do filme, deixando isso apenas para o final. Considero essa decisão inteligente, uma vez que permite que o longa tenha seu próprio estilo envolvente.</p>
<p>É muito interessante ver Tom Cruise no auge de seus 55 anos, com carinha de 30, em um filme de ação com uma história mais profunda. Nada contra <em>Missão Impossível</em> e afins (que particularmente adoro), mas <em>Feito na América</em> tem respaldo histórico e uma narrativa naturalmente surreal. Então ele consegue equilibrar as cenas de ação com conteúdo, tornando tudo mais empolgante.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8209" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/423383.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Aliás, empolgante é um termo que define muito bem o longa. Ele mantém um ritmo frenético e animado, mas dando ao espectador momentos de respiro importantes, protagonizados pelas cenas de humor inteligente. Aliás, em muitos momentos, rimos dos absurdos e do surrealismo de tudo aquilo. O diretor Doug Liman consegue conduzir de forma inteligente a trama, construindo uma narrativa crível e bem estruturada, com um ápice super empolgante.</p>
<p>Outro ponto alto e importante é o ator Domhnall Gleeson. Ele vem crescendo muito nos últimos anos, participando de filmes importantes como<em> O Regresso</em>, <em>Brooklin</em> e do fofo <em>Questão de Tempo</em>. Além de bom ator, ele mostra as suas diversas facetas em longas de diferentes estilo. Em <em>Feito na América</em>, ele mostra todo seu potencial em um filme de ação, fazendo uma ótima dupla com Tom Cruise.</p>
<p>Além disso, o filme consegue fazer pequenas críticas aos líderes do período que permitiam que os contrabandos acontecessem bem abaixo de seus olhos, fazendo a boa e velha vista grossa. É algo sutil, mas certeiro, que auxilia o roteiro do filme como um todo.</p>
<p><em>Feito na América</em> consegue reunir boas atuações, bom roteiro, cenas de ação na medida e momentos de humor inteligente, culminando em um filme que realmente é bom e divertido. Vale a pena conferir no final de semana!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1ARDw9iAMZo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Múmia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jun 2017 21:58:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Múmia]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Que Tom Cruise é um ótimo ator de ação, todos sabemos. Mas é preciso entender que tudo deve (ou deveria) ter um limite quando se trata de uma história que não se torna atrativa aos olhos do público. O enredo é essencialmente parecido com o longa dos anos 90 e traz o ressurgimento de uma Múmia após uma escavação inesperada. Tem o protagonista, vivido por Cruise, e a mocinha, interpretada por Annabelle Wallis, formando o casal principal. Diferente do primeiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Que Tom Cruise é um ótimo ator de ação, todos sabemos. Mas é preciso entender que tudo deve (ou deveria) ter um limite quando se trata de uma história que não se torna atrativa aos olhos do público.</p>
<p>O enredo é essencialmente parecido com o longa dos anos 90 e traz o ressurgimento de uma Múmia após uma escavação inesperada. Tem o protagonista, vivido por Cruise, e a mocinha, interpretada por Annabelle Wallis, formando o casal principal.</p>
<p>Diferente do primeiro filme, que apesar de não ter um excelente roteiro, tinha simpatia de sobra, essa Múmia é bastante apática. O filme evolui até de forma natural e bem construído, deixando o espectador bem informado de todo o contexto. Mas a narração se perde no caminho e se torna muito entediante. Os personagens não são tão eufóricos e animados, as cenas de ação não são grande coisa. Entenda: não é terrível. Você consegue assistir sem sofrimento. Mas é chato e o público acaba ansiando por um fim que parece demorar muito pra chegar.</p>
<p>Outro ponto fraco é o 3D. Este é 100% esquecido pela equipe. Nem uma sensação de profundidade eles se dão ao trabalho de dar.</p>
<p>A parte gráfica do longa, no entanto, é um ponto alto. Bem feita e alinhada, escolhida com cuidado para dar mais veracidade à história. O problema é que a história não é boa.</p>
<p>O elenco consegue piorar a situação. Cruise traz uma seriedade muito grande ao personagem, mesmo que se esforce para ser mais divertido. Acredito que seja esse o problema principal. O esforço que todos parecem fazer para tornar o ambiente mais divertido. Não soa natural. Nem Russell crowe consegue salvar o clima do filme.</p>
<p>Ao menos não foi nenhuma surpresa, visto que trailer já revela quão chato o filme seria.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gHHxaXgrRC0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Jack Reacher &#8211; Sem Retorno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2016 20:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cobie Smulders]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em mais um filme de ação, Tom Cruise retorna no papel de Jack Reacher, um ex-militar que retorna à base onde serviu com o único intuito de convidar uma major para sair, uma vez que passaram um bom tempo em contato apenas por telefone. No entanto, ao chegar lá ele descobre que ela foi presa por espionagem e resolve investigar o caso por conta própria. A história vai se desenvolvendo de forma gradual e bem elaborada. Diferente da maioria dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em mais um filme de ação, Tom Cruise retorna no papel de Jack Reacher, um ex-militar que retorna à base onde serviu com o único intuito de convidar uma major para sair, uma vez que passaram um bom tempo em contato apenas por telefone. No entanto, ao chegar lá ele descobre que ela foi presa por espionagem e resolve investigar o caso por conta própria.</p>
<p>A história vai se desenvolvendo de forma gradual e bem elaborada. Diferente da maioria dos filmes de ação, este não tem como intuito principal confundir o espectador por possuir um roteiro raso. O enredo faz sentido, tem nexo, portanto a atenção do espectador é mais do que bem-vinda. E o diretor consegue fixar muito bem este olhar.</p>
<p>Com relação às cenas de ação, eles realmente são muito boas e a dinâmica do casal principal, protagonizado por Tom Cruise e Cobie Smulders, com os vilões é particularmente interessante. A escolha de elenco é equilibrada, embora Cruise roube a cena com seu carisma e jovialidade. Aliás, por mais incrível que pareça, ele está mais jovem a cada filme que passa. Tem algo errado nesta conta.</p>
<p>O filme peca, no entanto, no quesito inovação. É mais do mesmo, tudo é muito previsível. Desde as falas até as reações dos personagens, desfechos das ações, conclusões das lutas, etc. Nada inovador, nada diferente, e isso cansa o espectador, que consegue antecipar tudo que vai acontecer. Um tanto frustrante, devo confessar.</p>
<p>Ainda assim, não deixa de ser um bom entretenimento, um filme coerente e razoável para conferir no fim de semana, principalmente para aqueles, como eu, que gostam da categoria de longas com um toque de mentiras inocentes.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vQ4FYe9B7Qg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2015 21:37:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Alec Baldwin]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Renner]]></category>
		<category><![CDATA[Missão: Impossível - Nação Secreta]]></category>
		<category><![CDATA[Simon Pegg]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Missão: Impossível &#8211; Protocolo Fantasma mudou um pouco o destino e a trajetória da franquia Missão: Impossível nos cinemas. É certo que Missão: Impossível 3 de J.J. Abrams já trazia transformações importantes na série após a bagunça cometida por John Woo no problemático segundo filme protagonizado pelo agente Ethan Hunt, mas Protocolo Fantasma trouxe um formato, uma base na qual os diretores das possíveis sequência poderiam trabalhar de maneira concisa. Isto se confirma neste quinto filme da série cinematográfica Missão: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3324" aria-describedby="caption-attachment-3324" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/mission-impossible-rogue-nation-05.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3324 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/mission-impossible-rogue-nation-05.jpg" alt="mission-impossible-rogue-nation-05" width="612" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-3324" class="wp-caption-text">Mão na massa: Tom Cruise continua dispensando dublês em cenas cruciais de Missão: Impossível</figcaption></figure>
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<p><i>Missão: Impossível &#8211; Protocolo Fantasma </i>mudou um pouco o destino e a trajetória da franquia <i>Missão: Impossível </i>nos cinemas. É certo que <i>Missão: Impossível 3 </i>de J.J. Abrams já trazia transformações importantes na série após a bagunça cometida por John Woo no problemático segundo filme protagonizado pelo agente Ethan Hunt, mas <i>Protocolo Fantasma </i>trouxe um formato, uma base na qual os diretores das possíveis sequência poderiam trabalhar de maneira concisa. Isto se confirma neste quinto filme da série cinematográfica <i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</i>. Antes de <i>Protocolo Fantasma</i> o que a gente tinha eram três filmes com frequências completamente diferentes em universos praticamente opostos, conectados apenas pelo fato comum de que eram protagonizados por Tom Cruise na pele de um personagem que modificava sua natureza conforma a música.  A impressão que tivemos em <i>Protocolo Fantasma </i>era que uma linguagem própria estava sendo traçada.</p>
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<p><i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta </i>traz Tom Cruise novamente como o agente do Ethan Hunt. No longa ele descobre um grupo que está tentando destruir o IMF. O desafio do personagem neste quinto filme da franquia é encontrar uma forma de destruir esta poderosa organização que está tão equipada e tem habilidades tão especiais quanto as dele e de seus colegas. A missão de Ethan e daqueles que restaram da IMF é acabar com esta organização antes que todos sejam exterminados.</p>
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<figure id="attachment_3326" aria-describedby="caption-attachment-3326" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3326 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault-2-620x349.jpg" alt="maxresdefault (2)" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3326" class="wp-caption-text">Mocinha ou vilã: Rebecca Fergusson é o novo elemento da franquia com uma personagem misteriosa.</figcaption></figure>
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<p><i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta </i>não é o melhor filme da série &#8211; nesse posto, ainda prefiro <i>Protocolo Fantasma </i>-, mas o filme mantém o espetáculo em alto nível oferecido pelo longa anterior. É claro que a ausência de Brad Bird na direção é sentida, já que <i>Protocolo Fantasma </i>tinha sacadas muito interessantes e originais, sobretudo para as cenas de ação. Christopher McQuarrie, que dirigiu <i>Jack Reacher </i>e tem sido a &#8220;menina dos olhos&#8221; de Cruise desde então já que o ator o chama para qualquer função em seus recentes filmes, não tem a mesma capacidade de tirar o fôlego do público e raros são os momentos em que vemos algo verdadeiramente revigorante para o gênero neste filme (a cena na ópera em Viena talvez). Ainda assim, McQuarrie é coerente com o que foi estabelecido no filme anterior da franquia e isso é muito bom para a longevidade da série cinematográfica e para a fidelidade e interesse do público nela.</p>
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<p>Como sempre, Tom Cruise continua eficiente nesse tipo de personagem e Ethan Hunt é a origem de toda esta vocação do ator para o cinema de ação, portanto ele está em casa. Cruise continua com a interessante parceria com o ator britânico Simon Pegg, que na pele de Benji garante mais leveza e humor ao filme. A adição de Rebecca Ferguson como a misteriosa Ilsa Faust é muito bem-vinda, ainda que indique um certo machismo do cinema de ação em descartar com muita facilidade as personagens femininas de uma grande franquia, cadê Paula Patton que é tão fundamental para o grupo quanto Pegg, Ving Rhames e Jeremy Renner? Por sinal, Renner continua absolutamente descartável e nulo para a engrenagem de <i>Missão: Impossível</i>, ainda que aqui tenha lá a sua função. Como os vilões, Sean Harris e Simon McBurney, por sua vez, não deixam a desejar.</p>
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<figure id="attachment_3334" aria-describedby="caption-attachment-3334" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3334 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault2-620x349.jpg" alt="maxresdefault2" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3334" class="wp-caption-text">Direção &#8220;certinha&#8221;: Christopher McQuarrie não demonstra o brilho de Brad Bird (Protocolo Fantasma) mas entrega um filme correto.</figcaption></figure>
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<p>Não tão eletrizante quanto <i>Missão: Impossível &#8211; Protocolo Fantasma, </i>mas coerente com os termos estabelecidos por este, <i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta </i>é um filme eficiente que serve bem aos seus propósitos sem desmerecer ou renegar o próprio gênero com um pretenso realismo ou seriedade que têm predominado no cinema de ação/espionagem nos últimos anos. Mesmo que McQuarrie seja um diretor que ainda não conseguiu dar fôlego ou vigor aos filmes que dirige, <i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta </i>entrega o que propõe e o faz muito bem.</p>
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		<title>Crítica: No Limite do Amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2014 22:19:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Doug Liman]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[No Limite do Amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ao ter seu sangue contaminado por um alienígena em campo de batalha, Bill Cage (Tom Cruise) desenvolve a estranha habilidade de reiniciar o seu dia a cada momento em que morre. Aos poucos, Cage, com a ajuda da habilidosa oficial Rita Vrataski (Emily Blunt), conecta o evento a uma possível solução para a interminável batalha entre humanos e alienígenas desde que essas criaturas passaram a dominar a Terra. Sim, esta é mais uma ficção-científica com Tom Cruise, e por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1075" aria-describedby="caption-attachment-1075" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1075 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/001-620x348.jpg" alt="001" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1075" class="wp-caption-text">Funcionário padrão: &#8220;No Limite do Amanhã&#8221; é mais uma obra que traz Tom Cruise fazendo o que sabe fazer melhor.</figcaption></figure>
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<p>Ao ter seu sangue contaminado por um alienígena em campo de batalha, Bill Cage (Tom Cruise) desenvolve a estranha habilidade de reiniciar o seu dia a cada momento em que morre. Aos poucos, Cage, com a ajuda da habilidosa oficial Rita Vrataski (Emily Blunt), conecta o evento a uma possível solução para a interminável batalha entre humanos e alienígenas desde que essas criaturas passaram a dominar a Terra. Sim, esta é mais uma ficção-científica com Tom Cruise, e por mais que tenhamos um diretor relativamente interessante no comando, sabemos que existe o dedo do ator em cada decisão tomada no projeto. E não, não esperem por nada extraordinário que fuja da banalidade em <em>No Limite do Amanhã</em>. É uma fita escapista relativamente divertida no esquema que o ator costuma estabelecer em suas recentes produções.</p>
<p>O diretor por trás de <em>No Limite do Amanhã </em>é Doug Liman, realizador irregular que tem no seu currículo produções competentes como <em>A Identidade Bourne</em>, o primeiro da série, e o drama político, pouco conhecido, infelizmente, <em>Jogo de Poder</em>, com Naomi Watts e Sean Penn. Por outro lado, Liman foi responsável por <em>Sr. e Sra. Smith</em>, filme que só ficou para a história por unir Brad Pitt e Angelina Jolie na profissão e no matrimônio, e por <em>Jumper</em>, aquele filme sobre jovens super-dotados que se teletransportam protagonizado por Hayden Christensen, enfim, o tipo de projeto que todo diretor que ter seu nome desvinculado para todo o sempre. Portanto, Liman é muito mais um executor tomando decisões lineares e previsíveis que algumas vezes salvam o projeto, mas por outras vezes o detona, já que não consegue neutralizar falhas visíveis de roteiro, por exemplo.</p>
<figure id="attachment_1078" aria-describedby="caption-attachment-1078" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/002.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1078" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/002.jpg" alt="002" width="621" height="370" /></a><figcaption id="caption-attachment-1078" class="wp-caption-text">Coube como uma luva: Inusitada escalação de Emily Blunt para a protagonista foi uma das escolhas mais acertadas do projeto.</figcaption></figure>
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<p>Dito isso, <em>No Limite do Amanhã </em>está mais para o primeiro grupo de filmes de Doug Liman, ainda que seja bem inferior aos outros dois títulos mencionados. O filme revela-se como uma ficção-científica pouco pretensiosa que entretém na medida certa e sabe até onde deve ir, evitando criar uma trama complexa demais que não será capaz de sustentar mais adiante. Como nos demais exemplares da carreira de Liman, o filme não é nenhum espetáculo técnico ou artístico (a exceção da ótima sequência na qual Cruise e alguns soldados descem de um helicóptero e caem em uma praia para uma batalha, semelhante a cena de abertura de <em>O Resgate do Soldado Ryan</em>), e era isso mesmo que os seus envolvidos pretendiam, evitar os riscos. Cruise, Liman e a Warner queriam fazer uma fita quadradinha e correta em seus propósitos e conseguiram.</p>
<p>É interessante notar que, pela primeira vez em anos, vemos Tom Cruise interpretar um sujeito deslocado em um ambiente que exige dele uma grande habilidade física. Aqui, o ator vive um assessor de imprensa das Forças Armadas obrigado a se juntar ao grupo de militares. E ainda que um ator mais jovem e que inspirasse o mínimo de credibilidade em seu amadorismo e insegurança naquela situação fosse o ideal, Cruise dá conta do recado, afinal, esse tipo de produção é sua zona de conforto. Quem surpreende a plateia mesmo é Emily Blunt, muito interessante em um papel que não costuma ser ofertado a ela. Blunt vive com muita naturalidade essa heroína de ação sem perder a feminilidade e o lado humano da personagem. Uma escolha inusitada, mas assumida com muita confiança e talento pela atriz.</p>
<figure id="attachment_1079" aria-describedby="caption-attachment-1079" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/emily-blunt-new-edge-of-tomorrow-still-with-tom-cruise-051.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1079 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/emily-blunt-new-edge-of-tomorrow-still-with-tom-cruise-051-620x361.jpg" alt="" width="620" height="361" /></a><figcaption id="caption-attachment-1079" class="wp-caption-text">Na média: Filme não é memorável, mas é uma fita de entretenimento competente.</figcaption></figure>
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<p><em>No Limite do Amanhã </em>é exatamente aquilo que se esperava dele. Um filme de ficção-científica e de ação protagonizado por Tom Cruise que mostra-se como um exemplar correto do gênero nas mãos de um dos últimos atores de Hollywood que conseguem se sustentar nos moldes antigos de produção (aquele que tem o ator no centro do seu processo criativo e empresarial). Particularmente, preferia ver Cruise se arriscar mais, sair dessa zona de conforto representada por filmes como <em>Oblivion </em>e <em>No Limite do Amanhã</em>, que são bons, mas nada mais que isso. Quem sabe um dia o ator de <em>Nascido em 4 de Julho</em>, <em>Magnólia </em>e <em>Jerry Maguire </em>desperte desse estado de calmaria longo e profundo em que se encontra há bastante tempo e nos surpreenda? A gente torce para isso.</p>
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