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	<title>Arquivos Steven Soderbergh - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Steven Soderbergh - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Presença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 12:54:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio de alguns filmes pode mexer com o público antes de sua estreia, quando há algo de diferente e/ou curioso no cerne da narrativa. Quando se fala do universo do terror, isso se torna ainda mais latente, por constantemente sermos bombardeados com versões do que já foi visto. Por conta desse fator da novidade, o novo longa-metragem de Steven Soderbergh (A Lavanderia, de 2019, e Código Preto, de 2025), Presença, chega aos cinemas brasileiros, na quinta-feira (03), com altas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de alguns filmes pode mexer com o público antes de sua estreia, quando há algo de diferente e/ou curioso no cerne da narrativa. Quando se fala do universo do terror, isso se torna ainda mais latente, por constantemente sermos bombardeados com versões do que já foi visto. Por conta desse fator da novidade, o novo longa-metragem de Steven Soderbergh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>, de 2019, e <em>Código Preto</em>, de 2025), <strong><em>Presença</em></strong>, chega aos cinemas brasileiros, na quinta-feira (03), com altas expectativas.</p>
<p>O filme dirigido pelo cineasta estadunidense se manteve em segredo até o anúncio de sua estreia no Festival Sundance de 2024. O mistério por trás da produção sem ter sido divulgada até o anúncio do festival com o diretor envolvido em um projeto de terror chamou a atenção do público. Mais um fator do roteiro foi a cereja do bolo para aumentar ainda mais a curiosidade dos espectadores: <strong><em>Presença</em></strong> é todo filme sob a perspectiva da entidade que dá título ao filme.</p>
<p>A escolha não usual de contar todo o filme sob o ponto de vista de primeira pessoa, sendo que essa é uma presença sobrenatural que não se manifesta visualmente causou o burburinho que o projeto precisava para ganhar  atenção dos fãs de terror. Ter um cinema não muito convencional já é algo esperado de Soderbergh, mas aqui ele conseguiu ir além. O diretor já havia flertado com o universo da tensão com seus <em>thrillers</em>, mas caiu no terror apenas em 2018 com seu filme, também nada convencional, <em>Distúrbio</em>. <strong><em>Presença</em></strong> vem para se unir ao seu antecessor de gênero como outro projeto poderoso e corajoso do cineasta.</p>
<p>Ambos seus longas de horror foram feitos sob segredo e geraram algum burburinho com sua divulgação por escolhas inusitadas. Em 2018, todo o filme foi filmado com um celular e na sua mais recente produção, Soderbergh conta sua história sob essa perspectiva quase docu-sobrenatural. A escolha pode causar uma estranheza constante e incômoda durante a sessão, mas o resultado<span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de seu tempo</span>. <strong><em>Presença</em></strong> é um acerto dessa nova parceria entre as inventividades do cineasta com seu roteirista de longa data.</p>
<p>Escrito por David Koepp (<em>Kimi</em>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-indiana-jones-e-a-reliquia-do-destino/"><em>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</em></a>, de 2023), o roteiro é um exercício de atenção para os detalhes da trama. Ao mesmo tempo, é uma aula de construção de tensão e atmosfera a partir da simplicidade das escolhas técnicas do filme, que claramente estão apoiadas em sua narrativa. Koepp escreve o que é conhecido como uma história <em>slow burn</em>, capaz de fascinar até mesmo os incomodados com as escolhas nada convencionais do projeto. O termo nada mais é do que uma definição para narrativas que conseguem tomar o tempo necessário, de forma dilatada, para encadear os eventos de <strong><em>Presença</em></strong>.</p>
<figure id="attachment_19285" aria-describedby="caption-attachment-19285" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19285" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-750x500.jpg" alt="Presença (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Presenca-2.jpg 2028w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19285" class="wp-caption-text">Callina Liang em cena de &#8216;Presença (2024)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A proposta do roteirista, no entanto, exige mais do espectador. É preciso atenção e disciplina para mergulhar na proposta do longa, coisa que talvez não seja tão fácil nos dias de hoje onde concentração é um luxo que muitos não têm. Isso pode gerar respostas negativas à curiosa proposta da produção, mas não tira o seu valor em nenhum momento. Pelo contrário. Acredito que a manutenção da dilatação em um filme de perspectiva de personagem, quase documental, é um desafio interessante lançado por Koepp e Soderbergh ao público que se aventura nas sessões de <strong><em>Presença</em></strong>.</p>
<p>O longa traz uma proposta que não se enquadra necessariamente em nada que conhecemos. Ele não é um documentário porque não está em seus moldes, características e elementos, ainda que soe como tal em momentos. Também não tem uma ação sobrenatural como a franquia <em>Atividade Paranormal (2007-2021)</em> como muitos podem se enganar ao assistir o trailer. E <strong><em>Presença </em></strong>também não é o tipo de filme que deseja investigar/examinar as ações dos personagens. Eles estão ali apenas para serem observados como fragmentos de um tempo e num espaço específicos.</p>
<p>Com isso, as convenções pré-estabelecidas pelo imaginário do público para o filme são quebradas uma por uma. Igualmente, o espectador é surpreendido com essa inventividade de proposta, como se fosse o avesso do que tentaram em <em>Aqui (2024)</em> , mas que Zemeckis não conseguiu realizar. No entanto, a estrutura de <strong><em>Presença </em></strong>pode (e vai) desagradar muitos. A atenção das pessoas é presa a partir de outros artifícios, o que gera desconforto. A própria falta de relevância das atuações também pode causar isso.</p>
<p>O elenco de <strong><em>Presença </em></strong>não é o cerne do projeto. Eles estão ali como outras engrenagens do longa, mas não são, em nenhum momento, o seu destaque. Há uma preocupação muito maior com a forma e os efeitos da técnica utilizada. A ambiência e sua construção dilatada tem muito mais relevância até mesmo do que nomes conhecidos como Lucy Liu (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam-furia-dos-deuses/"><em>Shazam! Fúria dos Deuses</em></a>, de 2023), Chris Sullivan (<em>This Is Us</em>, de 2016-2022).</p>
<p>O longa é uma obra de atmosfera. O foco do roteiro está muito mais na cadência dos eventos narrativos do que neles em si. Ou até menos do que nas performances do elenco. Claramente a ideia da produção é gerar um desconforto no público, colocando ele no lugar de um fantasma perdido que não sabe o que fazer com sua existência inexorável.</p>
<p>O espectador é o sobrenatural que observa, vagando durante os 85 minutos de filme, sem saber exatamente o que fazer. E, no momento que os eventos narrativos se tornam mais tensos, nos vemos no lugar de agência, sem poder fazer nada de fato, renegados apenas como observadores de tudo aquilo. O gosto pode ser amargo ao final da sessão, mas se isso acontecer, acredito que a missão de <strong><em>Presença</em></strong> foi cumprida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Soderbergh</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Lucy Liu, Chris Sullivan, Callina Liang, Eddy Maday, West Mulholland e Julia Fox</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/MGzIPLJ7vzU?si=LmZN_WnkQeWHUh9M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Lavanderia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 22:14:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O mundo é feito de homens escondidos atrás de pilhas de papel&#8221;. Ao longo de A Lavanderia, Jürgen Mossack (Gary Oldman, O Destino de uma Nação) e Ramón Fonseca (Antonio Banderas, Dor e Glória) tentam nos convencer que essa frase é uma mentira. Aliás, esses sobrenomes soam familiares? Se sim, é porque provavelmente você estava assistindo qualquer noticiário em 2016. Em um dos maiores vazamentos jornalísticos da história, descobriu-se que a sociedade advocatícia Mossack Fonseca estava envolvida com empresas de paraísos fiscais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;O mundo é feito de homens escondidos atrás de pilhas de papel&#8221;</em>. Ao longo de <em><strong>A Lavanderia, </strong></em>Jürgen Mossack (Gary Oldman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/"><em>O Destino de uma Nação</em></a>) e Ramón Fonseca (Antonio Banderas, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/"><em>Dor e Glória</em></a>) tentam nos convencer que essa frase é uma mentira. Aliás, esses sobrenomes soam familiares? Se sim, é porque provavelmente você estava assistindo qualquer noticiário em 2016. Em um dos maiores vazamentos jornalísticos da história, descobriu-se que a sociedade advocatícia <em>Mossack Fonseca</em> estava envolvida com empresas de paraísos fiscais (<em>offshores</em>) para evasão fiscal. Entre seus clientes, além de de vários chefes de governo, estava também a empresa brasileira de construção <em>Odebrecht</em>. Lembrou?</p>
<p>Dirigido pelo prolífico Steven Soderbergh (<em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan-lucky-roubo-em-familia/">Logan Lucky</a>, Magic Mike, Onze Homens e um Segredo</em>), <em><strong>A Lavanderia </strong></em>constantemente dialoga conosco. Quando começa, Mossack e Fonseca — quebrando a quarta parede e olhando diretamente para a câmera — explicam didaticamente o processo evolutivo daquilo que chamamos de dinheiro. Ao longo do filme, nas transições entre seus episódios, os sócios explicam todo o <em>juridiquês</em> da história, além de se defenderem das acusações, de maneira cômica, sempre em cenários e com figurinos pomposos e exagerados — Soderbergh chega até a experimentar com animações visuais. Tudo isso contribui para esse tom carnavalesco que serve para mostrar como aquele teatro de aparências é ridículo.</p>
<p>Adicionalmente, no meio de toda esta comédia de Banderas e Oldman, há um drama. Logo, eis que surge Ellen Martin (Meryl Streep, <em>The Post</em>). Após perder seu marido em um passeio de barco nas férias, a viúva decide processar a empresa responsável. Em seguida, ao decidir investigar a situação mais a fundo, acaba se vendo no meio de um esquema de fraudes muito maior do que imaginava.</p>
<p>Todavia, o protagonismo assumido pela veterana atriz rapidamente é mitigado por novos personagens que surgem ao longo de <em><strong>A Lavanderia</strong></em>. Por um lado, essas histórias paralelas funcionem individualmente, reafirmando o ponto de que a corrupção está por todo lugar — seja uma família norte-americana; africana ou chinesa — e que segue um fluxo aleatório, assim como a circulação de dinheiro (afinal, não há nada que conecte essas famílias, além da <em>Mossack Fonseca</em> e da ganância). Por outro, o roteiro de Scott Z. Burns (<i>Terapia de Risco</i>) fica indeciso entre adotar uma estrutura antológica ou uma organicidade investigativa que têm Streep como órgão vital, o que prejudica o ritmo do filme.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11615" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/A-Lavanderia2-750x500.jpg" alt="A Lavanderia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/A-Lavanderia2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/A-Lavanderia2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/A-Lavanderia2-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda sobre o roteiro, há uma certa lógica arbitrária em seus acontecimentos que mostram como a corrupção entra em uma bola de novo tão grande que se torna incontrolável pelo homem, se tornando uma entidade própria. Assim como um jogo de dominó, é em virtude dessa força natural que a <em>Mossack Fonseca </em>cai. Sua queda passa desde um naufrágio de um pequeno barco até um choque de fio elétrico causado por uma batida de carro.</p>
<p>Certamente, outro problema causado pela estrutura episódica é a falta de aprofundamento de seus personagens. Além do mais, ter um elenco repleto de estrelas é tanto um acerto quanto um erro. Primeiramente, um acerto, porque nomes como: David Schwimmer (Ross de <em>Friends</em>); Jeffrey Wright (franquia <em>Jogos Vorazes</em>); Will Forte (<em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/">Fora de Série</a>); </em>Sharon Stone (<em>Casino</em>); Matthias Schoenaerts (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/"><em>Operação Red Sparrow</em></a>); Melissa Rauch (Bernadette de <em>The Big Bang Theory</em>); e Nonso Anozie (Xaro Xhoan Daxos em <em>Game of Thrones</em>) — UFA! — fazem milagre com seus personagens em tão pouco tempo. Contudo, é frustrante demais ter tantos profissionais bons no elenco para aparições mínimas.</p>
<p>Da mesma forma, Meryl Streep, como sempre, é excelente quando Ellen Martin está em cena. Ela consegue trazer luto, ressentimento e nostalgia nos pequenos gestos e falas, seja ao relembrar das memórias com o marido ou quando deixa transparecer a injustiça do descaso com sua morte. Em particular, sem entrar na zona de <em>spoilers</em>, há, no terceiro ato, uma cena no qual Meryl, em um plano sequência, interpreta com enorme naturalidade e facilidade três personalidades diferentes. Enquanto isso, Banderas e Oldman dão um show à parte em seus papéis, abraçando um lado caricatural. Para isso, ambos usam sotaques acentuados, falas pontuadas e um gestualidade até sensual.</p>
<p>Em suma, <em><strong>A Lavanderia </strong></em>acaba sendo uma mistura de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-grande-aposta/"><em>A Grande Aposta</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-relatos-selvagens/"><em>Relatos Selvagens</em></a>. Em vez da crise de 2007 e antologias de ódio, temos <em>Panama Papers </em>e episódios de ganância. Logo, se alguém demorar a perceber que o protagonista não é Meryl Streep, mas o próprio dinheiro, é provável uma enorme decepção. Por fim, Steven Soderbergh, brincando com a metalinguagem, deixa claro que, apesar dos dois advogados se acharem os donos do mundo, eles são, na verdade, apenas atores de um jogo de poder muito maior, com raízes por todas as instituições.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Soderbergh<br />
<strong>Elenco:</strong> Meryl Streep, Antonio Banderas, Gary Oldman, David Schwimmer, Jeffrey Wright, Will Forte, Sharon Stone, Matthias Schoenaerts, Melissa Rauch, Nonso Anozie</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong><br />
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ol58GiV_SmI&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: Logan Lucky &#8211; Roubo em Família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2017 18:53:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de anunciar aposentadoria do cinema em 2013 com o lançamento de Terapia de Risco, o diretor Steven Soderbergh retorna à direção de um longa-metragem revisitando um território que conhece como poucos, o dos filmes de roubo. Logan Lucky: Roubo em Família traz o diretor numa história que faz jus a sua fama fomentada sobretudo com os filmes da franquia Onze Homens e um Segredo. Contudo, aqui tudo é moldado pela cultura sulista dos EUA, dos cenários e roupas aos sotaques dos personagens, passando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Depois de anunciar aposentadoria do cinema em 2013 com o lançamento de <i>Terapia de Risco</i>, o diretor Steven Soderbergh retorna à direção de um longa-metragem revisitando um território que conhece como poucos, o dos filmes de roubo. <i>Logan Lucky: Roubo em Família<b> </b></i>traz o diretor numa história que faz jus a sua fama fomentada sobretudo com os filmes da franquia <i>Onze Homens e um Segredo</i>. Contudo, aqui tudo é moldado pela cultura sulista dos EUA, dos cenários e roupas aos sotaques dos personagens, passando ainda pelo próprio tom do filme, que, em momento algum, ambiciona ser mais do que um longa de entretenimento com a grife da assinatura de Soderbergh, é claro.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Logan Lucky</i>, os azarados irmãos Jimmy e Clyde, interpretados por Channing Tatum e Adam Driver, decidem empreender um roubo durante a corrida Nascar na Carolina do Norte após constatarem que precisam dar um basta nas suas vidas fracassadas. Para a ação criminosa eles procuram a ajuda de um presidiário vivido por Daniel Craig. Envolvendo a irmã e uma outra dupla de sujeitos completamente sem noção, os Logan acabam arquitetando um plano que aos poucos evidencia suas dificuldades de execução.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8307" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/logan-lucky-fr-700-420.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Logan Lucky </i>é um típico exemplar da carreira de Soderbergh, fazendo com que seu retorno aos cinemas não seja um anúncio em luzes neon, mas uma retomada do seu próprio projeto cinematográfico. Mesmo sendo um exemplar menor, tal qual títulos como <i>Magic Mike </i>e o próprio <i>Terapia de Risco</i>, a despeito de ser um entretenimento com pouquíssima ambição, o cineasta procura manter em <i>Logan Lucky </i>o tom do seu cinema. Nesse sentido, apesar do êxito e da logística do plano de roubo do filme ser um reflexo da natureza &#8220;pateta&#8221; dos personagens e de Soderbergh querer ironizar um <i>american way of life </i>tudo é muito sofisticado no tom que o diretor oferece ao longa, tornando-o pouco afeito a didatismos e marcado por uma relativa sofisticação cinematográfica em sua forma.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como na trilogia <i>Onze Homens e um Segredo</i>, Soderbergh tem interesse na ação dos personagens, demonstrando um desencadear lógico de acontecimentos na exibição passo a passo do plano de roubo. Ao mesmo tempo, por força do roteiro de Rebecca Blunt, o diretor encontra espaço para entender sobretudo os personagens de Tatum e Driver em suas motivações, mostrando como o desenrolar do plano nos fornece pistas sobre a personalidade dos protagonistas e suas motivações, revelando que eles estão bem longe do estereótipo dos <i>bad guys</i>. Com uma dúzia de participações especiais como a presença de Katie Holmes, Seth MacFarlane e Hilary Swank, <i>Logan Lucky </i>traz para o espectador um Steven Soderbergh despojado. Seguro, o cineasta exibe um filme em baixa temperatura, ainda que, como de praxe, mais inteligente, sofisticado e calculadamente costurado do que sua aparência denuncia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jAc-RR20AVY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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