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	<title>Arquivos Spike Lee - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Spike Lee - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Top 4: Melhores Filmes de Spike Lee</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2018 23:43:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Spike Lee]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta semana, chega aos cinemas de Salvador o novo filme de Spike Lee: Infiltrado na Klan. A projeção mostra a história, baseada em fatos reais, de um jovem policial negro que consegue ser membro da seita Ku Klux Klan, para desmontar suas operações. Como ele realiza tal intento é algo para se descobrir durante a sessão! Aqui, Lee volta a sua forma mais expressiva de cinema, com um discurso potente, que consegue fazer um paralelo sobre o racismo do século [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana, chega aos cinemas de Salvador o novo filme de Spike Lee: <strong><em>Infiltrado na Klan</em></strong>. A projeção mostra a história, baseada em fatos reais, de um jovem policial negro que consegue ser membro da seita Ku Klux Klan, para desmontar suas operações. Como ele realiza tal intento é algo para se descobrir durante a sessão! Aqui, Lee volta a sua forma mais expressiva de cinema, com um discurso potente, que consegue fazer um paralelo sobre o racismo do século XX e a resistência dos anos 1970, com a intolerância dos estadunidenses na era “Trumpiniana”.</p>
<p>A direção é segura e o cineasta coloca a câmera a serviço da luta estampada nos rostos negros e a perversidade e o mal cravada nas expressões dos racistas. A fotografia conversa com a direção de arte e o espectador sente ainda mais a ambientação da década que o longa se passa e os momentos de opressão do período pela contextualização temporal. Os atores John David Washington, Laura Harrier e Adam Driver são os destaques de interpretação.</p>
<p>Pensando no longa e no retorno expressivo de Lee como diretor, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> elencou as melhores obras do artista. Confira!</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9563" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/407800.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Faça a Coisa Certa</strong> (1989) – Talvez o filme mais conhecido da carreira de Spike Lee, Faça a Coisa Certa é um clássico do cinema. As questões voltadas para as tensões raciais continuam super atuais, infelizmente, e cada sentada para assisti-lo é um soco no estômago. Escrito e dirigido por Lee, a tensão começa pelo fato do clima da cidade estar muito quente. No calor, as emoções ficam afloradas e aquilo é um motim para o sangue ferver e os confrontos acontecerem. As cores quentes, com os tons azulados, que se fazem presentes em alguns dos filmes do cineasta, passam para o espectador a sensação do incômodo causado pela temperatura, da passionalidade dos atos, da opressão e o olhar perverso do branco, da dor que está prestes a explodir.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9564" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/20333583.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Malcom X" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Malcom X</strong> (1992) – Baseando-se nos livros do próprio Malcom e de Alex Haley, Spike Lee e Arnold Perl (Um Violinista no Telhado) adaptaram a história do líder negro para o cinema. Apesar de muitos percalços durante as filmagens, por questões de orçamento, Lee conseguiu terminar o longa e trazer uma super produção que conta a vida de Malcom desde sua juventude até a sua maturidade. Para além da direção precisa e versátil, com direito a vários estilos de projeção dentro de um grande gênero que é o drama, aqui se vê uma excelente atuação de Denzel Washington. O ator traz as nuances dentro das mudanças da personagem durante os anos de forma notável, sutil e cheia de carisma.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9565" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/A-FEBRE-DA-SELVA-min.jpg" alt="Febre da Selva" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Febre da Selva</strong> (1991) – Intenso, profundo e complexo. Estas palavras conseguem resumir bastante este longa que foi dirigido, roteirizado e produzido por Spike Lee, que além de tudo isso, ainda atua no filme. Com uma história que tem como ponto central um romance interracial, a família e os amigos que cercam o casal também possuem participação relevante para a discussão sobre o racismo proposta pela narrativa. Contudo, existe algo que deixa o enredo muito mais potente: o machismo impresso nas personagens. Recentemente, o Coisa de Cinéfilo publicou uma crítica sobre <em>Febre da Selva</em> e você pode conferir o texto <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xiv-panorama-internacional-coisa-de-cinema-febre-da-selva/">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9566" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/18468965.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="600" height="348" /></p>
<p><strong>O Plano Perfeito</strong> (2006) – Em um primeiro olhar, o público pode pensar que está vendo mais um filme sobre assalto a banco. Mas, o longa vai além disso e mostra as relações estabelecidas entre o bandido (Clive Owen), o policial (Denzel Washington), o dono do banco (Christopher Plummer) e uma lobista (Jodie Foster). Durante a projeção, o racismo é discutido e satirizado. E Lee dosa bem as duas facetas da produção. O espectador fica ansioso para desvendar a solução do conflito dos ladrões, mas sem deixar de mostrar preconceitos e situações estabelecidas dentro dos contextos sociais de cada personagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Infiltrado na Klan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2018 21:58:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Infiltrado na Klan]]></category>
		<category><![CDATA[John David Washington]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Spike Lee]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Catapultado em Hollywood com Faça a Coisa Certa, Spike Lee foi um dos mais fortes nomes do cinema americano entre o final dos anos de 1980 e início dos anos de 1990, propondo um cinema politicamente implicado com causas que tocavam nas principais questões da comunidade negra estadunidense. Seguiram ao filme de 1989 outros títulos igualmente potentes como Febre da Selva e Malcolm X, mas, de certa maneira, do final dos anos de 1990 para cá, o cinema de Spike Lee parecia menos inspirado e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Catapultado em Hollywood com <i>Faça a Coisa Certa</i>, Spike Lee foi um dos mais fortes nomes do cinema americano entre o final dos anos de 1980 e início dos anos de 1990, propondo um cinema politicamente implicado com causas que tocavam nas principais questões da comunidade negra estadunidense. Seguiram ao filme de 1989 outros títulos igualmente potentes como <i>Febre da Selva </i>e <i>Malcolm X, </i>mas, de certa maneira, do final dos anos de 1990 para cá, o cinema de Spike Lee parecia menos inspirado e reverberante. Foi preciso um momento político efervescente como esse que atualmente os EUA vive, a era Trump, para Lee voltar a fazer um longa com &#8220;sangue nas veias&#8221;, provocador e cheio de coisa a dizer sobre a sociedade americana. O filme em questão é <i><b>Infiltrado na Klan</b></i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No longa, uma dupla de policiais interpretada por John David Washington e Adam Driver se infiltra na Ku Klux Klan e no panteras negras a fim de neutralizar ações potencialmente violentas do primeiro grupo. Cada vez que os dois se envolvem nas atividades de suas lideranças, sobretudo da Ku Klux Klan, o perigo aumenta, mas também revelações sobre o &#8220;cabeça&#8221; David Duke tornam-se ainda mais valiosas para as investigações policiais.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9578" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/InfiltradoNaKlan.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Extremamente irônico na maneira como trata o grupo supremacista branco, <i>Infiltrado na Klan </i>é um filme que se apropria do humor como ferramenta para tratar de temas sérios, feridas sociais que perduram até hoje na sociedade americana: o preconceito legitimado por teorias e discursos sem o menor fundamento científico, histórico. Nesse sentido, mais do que proporcionar o riso como efeito, o humor de <i>Infiltrado na Klan </i>representa o olhar crítico mordaz de Lee para o racismo e a maneira como ele é fomentado na ignorância, pela comodidade ideológica de se manter os olhos fechados para certas questões. O filme de Spike Lee é ainda mais interessante quando o diretor estabelece uma ponte com a América contemporânea no seu impactante desfecho, evidenciando o retrato de um país sempre invertido e cuja história é marcada pelo sangue de uma parte da sociedade ainda marginalizada.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com um elenco afiado encabeçado pelo jovem John David Washington, cria de Denzel Washington, <i>Infiltrado na Klan </i>é o retorno de Spike Lee à sua melhor forma, evidenciando que a falta de consciência sobre os efeitos do preconceito a longo prazo acaba sendo inspirador para a arte. Infelizmente, as expressões artísticas passam por esse ciclo, talvez para reforçar sua urgência como instância crítica, registro social e experiência libertadora da cada vez mais complicada vivência humana.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bbOJwWSEUmo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema: Febre da Selva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2018 19:02:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Febre da Selva]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Spike Lee]]></category>
		<category><![CDATA[XIV Panorama Coisa de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A febre! Aqui, Spike Lee a explica como a vontade do negro ser branco e vice-versa. Nas suas duas horas e doze de duração, o filme vai tensionar esta questão, sobretudo no que se refere às possibilidades de conflitos e enfrentamentos que podem ser vividos por casais interraciais. A história se passa na década de 1990, mas ela poderia muito bem ser hoje em dia, infelizmente. E Lee consegue escancarar a discussão sobre o racismo, tocando profundamente na ferida, sem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A febre! Aqui, Spike Lee a explica como a vontade do negro ser branco e vice-versa. Nas suas duas horas e doze de duração, o filme vai tensionar esta questão, sobretudo no que se refere às possibilidades de conflitos e enfrentamentos que podem ser vividos por casais interraciais. A história se passa na década de 1990, mas ela poderia muito bem ser hoje em dia, infelizmente. E Lee consegue escancarar a discussão sobre o racismo, tocando profundamente na ferida, sem aliviar para ninguém.</p>
<p>Na narrativa, o espectador se depara de um lado com Flipper Purify (Wesley Snipes), um arquiteto talentoso, bem sucedido, feliz em se casamento e com uma filha muito amada. Do outro, vê-se Angie Tucci (Anabella Sciorra), uma ítalo-americana que começa a trabalhar como secretaria de Flipper. Quando estes dois mundos se encontram, as estruturas pré-estabelecidas nas vidas das personagens começam a ruir e a discussão passa a fervilhar na película*.</p>
<p>O caminho que o roteiro faz pode causar impacto no espectador, porque Lee sabe construir esta trajetória que chega a remeter, intencionalmente ou não, a elementos da tragédia grega, como a desmesura, o pathos e catarse. Assim, Flip quebra a ordem estabelecida e isso gera consequência na trama, o sofrimento dos envolvidos em sua vida e de Angie é progressivo e existe a purificação das emoções e paixões quando o protagonista repensa suas ações. E é neste contexto que Spike Lee põe todas as crueldades dos racistas e machistas que gostam de ser opressores, como se esta característica fosse deles por direito.</p>
<p>E aí é que está algo que chama atenção sobre Flip. Apesar dele ocupar a posição de quem sofre preconceito dentro do enredo, ele também age como figura opressora  quando o assunto é forma pela qual este enxerga as mulheres, tornando-se um pouco como a figura de seu pai, que possui uma relação tensa com o jovem. Desta forma, Lee consegue retratar bem os graus de abuso presentes na sociedade, quem tem privilégios e quais são eles, as tensões e o imaginário sobre certos arquétipos da sociedade.</p>
<p>Todos estes elementos são aparados por uma fotografia, figurinos e uma direção de arte afinadas. É possível perceber que nas paletas de cores certas situações são estabelecidas. O marrom, o vermelho, o cinza e o azul prevalecem e nesse jogo de cores percebe-se quem está posição de domínio, de poder ou satisfação e quem ocupa o lugar oposto. O espaço que os objetos são posicionados e como eles aparecem na câmera também contribuem para como a história está sendo contada. Um exemplo são os quadrinhos da loja de Paulie (John Turturro), que dão indicações de que ele é um homem branco menos Neandertal do que os outros que o cercam.</p>
<p>A personagem de Turturro, inclusive, é um dos destaques de atuação. Com sutileza, ele demonstra toda a força de um rapaz sensível e tímido, mas que possui gentileza, bondade e vontade de ser melhor. Seus olhares para os colegas de cena são potentes e expressivos, demonstrando sua insatisfação em viver no ambiente que habita. Contudo, se fosse para nomear um ator como “dono” do longa seria Samuel L Jackson. Apesar de sua personagem ser coadjuvante e que os conflitos vividos por ele estão nos arredores do problema central do filme, seu Gator é um papel com muitas camadas. O ator traz doçura, graça, asco, angústia e tristeza em suas aparições na tela.</p>
<p>Febre da Selva é um filme potente e direto, que mostra, com qualidade técnica, a sordidez e covardia humanas, sem filtro e com uma lente de aumento. Este é um dos melhores filmes de Spike Lee e merece ser visto e revisitado.</p>
<p>*O filme foi assistido em película</p>
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