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	<title>Arquivos Seu Jorge - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Seu Jorge - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>29º Cine PE: A melhor mãe do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 03:35:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[29º Cine Pe]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Muylaert]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De fato, existe uma urgência em discutir sobre a violência que mulheres sofrem vindas de seus parceiros e da sociedade também. Neste sentido, Anna Muylaert (Mãe só há uma) parece estar atenta às pautas que rondam o mundo contemporâneo. No entanto, entre um desejo artificial de causar impacto e um distanciamento nítido da realidade que ela está abordando, seu novo filme, A Melhor mãe do mundo, peca pela ausência de camadas. É bem verdade que Muylaert sabe escrever roteiros que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De fato, existe uma urgência em discutir sobre a violência que mulheres sofrem vindas de seus parceiros e da sociedade também. Neste sentido, Anna Muylaert (<em>Mãe só há uma</em>) parece estar atenta às pautas que rondam o mundo contemporâneo.</p>
<p>No entanto, entre um desejo artificial de causar impacto e um distanciamento nítido da realidade que ela está abordando, seu novo filme, <em>A Melhor mãe do mundo</em>, peca pela ausência de camadas.</p>
<p>É bem verdade que Muylaert sabe escrever roteiros que criam um laço do espectador com suas protagonistas (vide <em>Que horas ela volta?</em> e <em>Durval Discos</em>), através de sequências inicias que a colocam como uma mulher que ama seus filhos e tem coragem de denunciar o seu parceiro.</p>
<p>Isso tudo em poucos minutos de exibição. Além disso, é notável o esforço de Shirley Cruz (<em>Alfazema</em>)  em dar vida à Gal de maneira consciente, palpável e sensível.</p>
<p>Há um cuidado de Cruz em construir um papel que mescla fisicalidade corporal e intenções de falas, que aproximam Gal de quem assiste. Essa é uma mulher forte, sofrida, alegre, mas machucada.</p>
<p>Por conseguir imprimir essa diversidade de emoções na personagem, Shirley entrega para cena uma mulher que poderia ser próxima do público &#8211; uma mãe, uma tia, uma melhor amiga.</p>
<p>Mas, é nessa tentativa de expressar um realismo/naturalismo que a encenação se afasta desta organicidade, que parece ser a busca central da equipe.  A começar pelas improvisações desesperadas.</p>
<p>É um tanto perceptível o desejo de Muylaert de tornar o que para ela soa como exótico e longínquo em “natural”. Por isso, ela explora a relação do elenco em si, extra ficção, para compor suas cenas.</p>
<p>Todavia, há uma despersonalização da narrativa nestes momentos. Quem assiste pode perceber consciente ou inconscientemente que as sequências estão descoladas da trama original.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o elenco se esforça demais para esse intento, o que elabora uma artificilidade. Seja em gestos exagerados, risos ou falas que quebram com a lógica textual do roteiro original, o tom está sempre acima. Ainda há o fato de que o longas-metragem parece muito mais uma junção de processos do que de cenas prontas.</p>
<p>Na equipe de arte, essa sensação se confirma. Os objetos de cena, os figurinos, a cenografia e escolhas de locações parecem higienizadas. É como se fosse uma emulação de uma pobreza, mas com verniz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19592" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/06/IMG_9943.jpeg" alt="" width="678" height="452" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/06/IMG_9943.jpeg 678w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/06/IMG_9943-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 678px) 100vw, 678px" /></p>
<p>Há um distanciamento intenso e até mesmo o lixo cênico é super produzido. Por exemplo, há muito mais plásticos e papelões do que resíduos orgânicos. Assim, salta da tela essa necessidade de mostrar, que sufoca a organicidade.</p>
<p>E esse é apenas um ponto de incômodo com a produção. O segundo elemento que deixa uma sensação ruim tem a ver com a representação de corpos negros no cinema brasileiro, na perspectiva de diretores e roteiristas brancos.</p>
<p>Com certeza existem homens pretos que oprimem mulheres pretas. Com certeza, o feminicídio é muito mais intenso para mulheres negras. Mas, a representação do casal central, seja da protagonista Gal, ou do seu antagonista Leandro (Seu Jorge), deixa um nó na garganta.</p>
<p>Para além do óbvio, que é o fato de que, na maioria das vezes, as representações de mulheres negras vêm nesse lugar de dor e dos homens nessa esfera da sexualização e/ou violência, a sessão se torna difícil por não haver uma tentativa de explorar outras camadas destes papéis, principalmente de Leandro.</p>
<p>Aqui, pelo menos Gal tem um desfecho que mostra a possibilidade dela ser feliz. Leandro não tem escapatória. Ele é posto como o homem alcoólatra, violento, opressor e existe essa categoria de pessoas.</p>
<p>Todavia, em um país no qual o genocídio da população negra masculina é altíssimo, é preciso repensar as representações destes homens em todo e qualquer produto midiático.</p>
<p>Talvez, se Leandro fosse branco e/ou existisse um homem negro bacana na obra para contrabalancear, já ajudaria bastante com esse engasgo. Isto porque, realmente, Leandro precisa estar no local do antagonista e em um longa de agenda como este, ficaria árduo criar um espaço para uma suavidade de Leandro.</p>
<p>Ainda assim, é preciso louvar a coragem de Anna e sua equipe. Esta não é uma produção fácil. O filme contém um número grande de externas, com elementos de luz e enquadramento que elevam a dificuldade da encenação.</p>
<p>O tema também é extremamente delicado e pode provocar inúmeros gatilhos em quem assiste. Contudo, de uma maneira geral, o que dizer de <em>A melhor mãe do mundo</em> em termos de veredito? Sem dúvidas, esta é uma produção importante de ser consumida, porque abre e desenvolve um debate relevante.</p>
<p>Enquanto linguagem, falta um uso maior da técnica para requintar o longa. Por enquanto, Muylaert parece ter perdido o seu apuro estético em alguma gaveta do passado. Mesmo assim, a cineasta permanece ousada, tanto por ir muito além de sua experiência de vida, quanto pelo fato de escolher trabalhar em uma realização com um valor alto de produção.</p>
<p>No final da sessão, quem assiste pode não amar o que viu durante a projeção, porém terá algumas cenas marcantes para a sua fruição e poderá também refletir sobre questões sociais. Aqui, tem-se potencial, mas muitos detalhes que ficam no meio do caminho.</p>
<p>Direção: Anna Muylaert</p>
<p>Elenco: Shirley Cruz, Seu Jorge, Luedji Luna</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="A MELHOR MÃE DO MUNDO | Trailer Oficial" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/EMbuYuMeWzM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Asteroid City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Paraíso Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 May 2018 08:40:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Humberto Carrão]]></category>
		<category><![CDATA[Monique Gardenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíso Perdido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desencontros amorosos, revelações de paternidade, crimes &#8220;passionais&#8221;&#8230; Por trás da história de cada um dos personagens de Paraíso Perdido, mais recente longa de Monique Gardenberg (Benjamim e O Paí, 0) existem sentimentos exacerbados e relações permeadas pelo melodrama. Protagonizado por uma família de artistas da noite, o longa é um grande &#8220;novelão&#8221; embalado pela música brega que compõe o repertório dos seus personagens. Coerente em sua proposta e marcado por uma boa direção, o filme não tem nenhum insight ou brilho na maneira como conduz [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Desencontros amorosos, revelações de paternidade, crimes &#8220;passionais&#8221;&#8230; Por trás da história de cada um dos personagens de <i><b>Paraíso Perdido</b></i>, mais recente longa de Monique Gardenberg (<i>Benjamim </i>e <i>O Paí, 0</i>) existem sentimentos exacerbados e relações permeadas pelo melodrama. Protagonizado por uma família de artistas da noite, o longa é um grande &#8220;novelão&#8221; embalado pela música brega que compõe o repertório dos seus personagens. Coerente em sua proposta e marcado por uma boa direção, o filme não tem nenhum <i>insight </i>ou brilho na maneira como conduz a sua trama dentro do seu gênero, mas também não faz muito feio ao final da sessão com seu grupo de atores competentes e uso harmônico das canções como elemento fundamental para suas tramas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Paraíso Perdido</i> a família de José, personagem de Erasmo Carlos, se realiza no palco da casa de shows que dá título ao filme, Paraíso Perdido. Com uma programação voltada para a música brega, todos se apresentam com performances no palco e vivem na noite as frustrações e desenlaces de histórias de amor mal resolvidas. O estopim para a trama do filme é uma noite na qual o transformista Ima é agredido na rua por <i>pitboys </i>e o policial Odair o salva, sendo contratado por José para ser segurança particular do jovem artista.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8954" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Paraiso-Perdido_.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Paraíso Perdido </i>é um filme caracterizado por escolhas conscientes da diretora e roteirista que adequa gêneros como o melodrama e o musical ao cenário por onde aqueles personagens transitam. Parece mais do que natural que todas as figuras que surgem no filme pertençam àquele local e usem as canções populares sobre &#8220;dor de cotovelo&#8221; como forma de se comunicar ou expurgar seus sentimentos. Todos os personagens de <i>Paraíso Perdido</i> são marcados pela passionalidade das suas relações amorosas, por tragédias familiares do passado ou por aquelas que se anunciam em suas vidas, como se tivessem saído de um filme do espanhol Pedro Almodóvar ou dos clássicos de Douglas Sirk, onde qualquer problema de ordem sentimental mereça ser tratado em caráter de urgência .</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É verdade que o trabalho da diretora Monique Gardenberg acaba permanecendo na zona da coerência não trazendo para <i>Paraíso Perdido </i>nenhuma inventividade na maneira como a história é construída imageticamente. Ao mesmo tempo, o filme, uma típica trama mosaico, sofre inevitavelmente com o caráter descartável de algumas figuras, como o próprio José de Erasmo Carlos que parece existir na história mais como personificação do seu universo (uma espécie de elemento identitário) do que como personagem ou a presidiária Milena de Marjorie Estiano, uma participação avulsa na trama. Todavia, atores como Julio Andrade, Hermila Guedes, Malu Galli, Humberto Carrão, Lee Taylor e a revelação Jaloo, interprete de Ima, estão muito bem em seus respectivos papéis.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FdCEPDH8JkA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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