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	<title>Arquivos Rupert Friend - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Rupert Friend - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Esquema Fenício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:52:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (Asteroid City, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. O Esquema Fenício, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/"><em>Asteroid City</em></a>, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos seus tempos de ouro.</p>
<p>O roteiro de Anderson se desenrola a partir das interações entre um pai e uma filha que nunca tiveram uma relação sólida. A estranheza e o distanciamento conduzem o público durante os 105 minutos de duração por meio de inúmeras cenas absurdamente constrangedoras e satíricas. Anderson não deixa nada a desejar em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. As situações inusitadas que estabelecem as interações dos personagens definem o tom caótico e bem humorado do longa, fazendo com que os fãs do diretor retornem aos primórdios de sua carreira.</p>
<p>O diretor e roteirista sempre debateu os encontros da vida, ainda mais quando o assunto são os encontros dos desajustados e a tentativa de encontrar seus pares &#8211; mesmo que esses tenham seu próprio sangue. E essa dobradinha entre roteiro e direção continua a permitir que o texto ganhe forma em sua condução narrativa visual. As imagens ditam o que o roteiro expressa. Em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, as distância em tela não apenas balanceiam a conhecida simetria das imagens andersianas, mas também exemplificam o abismo que existe entre os personagens de Benicio del Toro (<em>A Crônica Francesa</em>, de 2021) e Mia Threapleton (<em>Firebrand</em>, de 2023).</p>
<figure id="attachment_19514" aria-describedby="caption-attachment-19514" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19514" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg" alt="O Esquema Fenício (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2.jpg 1680w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19514" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;O Esquema Fenício (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Anderson jamais decepciona nessa harmonia entre roteiro e direção. Possam gostar ou não dos seus filmes, achar que eles são desvairados demais ou coisa do tipo, mas é inegável como o cineasta sabe conduzir bem as suas criações com identidade própria. O exagero, os melismas, o humor ácido e insano, tudo isso é formativo de quem é o diretor e o público consegue perceber isso do início ao fim do filme. O longa é um claro exemplo da essência do que é o cinema de Wes Anderson. Sem faltas e com muitos excessos, <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> é a cara de Wes.</p>
<p>Por falar em identidade, a fotografia, a arte e a trilha sonora são elementos essenciais para construir essa cara tão andersiana para as suas obras. No caso desta produção, o cineasta contou com o talento de Bruno Delbonnel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-tragedia-de-macbeth-apple-tv/"><em>A Tragédia de Macbeth</em></a>, de 2021) para conceber os dois momentos imagéticos &#8211; o real e o imaginário do personagem de del Toro &#8211; d&#8217;<em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. A arte foi comandada por Esther Schreiner (<em>Ferrari</em>, de 2023), que se encarrega de dar vida às tonalidades pasteis com uma ludicidade teatral já conhecida das obras do diretor. E, por fim, a composição musical ficou a cargo de Alexandre Desplat (<em>Nyad</em>, de 2023) para embalar o público nessa jornada fantástica e insana.</p>
<p><em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> encanta porque, tanto a equipe técnica como o elenco, consegue convencer o espectador da farsa &#8211; aqui usada no sentido teatral da palavra &#8211; mostrada na telona. Wes Anderson é o mestre da farsa cinematográfica e seu novo longa parece abraçar isso como há muito não fazia. A acidez do humor e a sátira ao capitalismo industrial, às trapaças dos magnatas e do governo estadunidense e à disfunção familiar dos personagens centrais promovem um divertimento absurdo. Do início ao fim, o filme se encarrega de entreter por ser e entender que é um grande e hilário absurdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Riz Ahmed, Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Richard Ayoade, Jeffrey Wright, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Rupert Friend e Hope Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wxidk8ygmBo?si=9FiBlC8QLaATCJTC" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Acompanhante Perfeita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 19:42:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2024 foi um ano de inúmeras surpresas positivas nas estreias de histórias originais de terror. Para não ser diferente, 2025 já vem com uma expectativa alta para suas produções. Com inúmeras sequências aguardadas para este ano, como Premonição 6: Laços de Sangue e  Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos, filmes originais precisam surpreender para ganhar espaço entre os fãs. E se você é um dos aficionados por narrativas de horror, não se preocupe porque 2025 já começa muito bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>2024 foi um ano de inúmeras surpresas positivas nas estreias de histórias originais de terror. Para não ser diferente, 2025 já vem com uma expectativa alta para suas produções. Com inúmeras sequências aguardadas para este ano, como <em>Premonição 6: Laços de Sangue</em> e  <em>Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos</em>, filmes originais precisam surpreender para ganhar espaço entre os fãs. E se você é um dos aficionados por narrativas de horror, não se preocupe porque 2025 já começa muito bem com a estreia de <strong><em>Acompanhante Perfeita</em></strong>.</p>
<p>O longa-metragem mescla elementos de comédia, ficção científica e horror em sua trama. Pode parecer muita coisa, mas o roteiro de Drew Hancock é amarrado o suficiente para brincar com as características dos três gêneros. <strong><em>Acompanhante Perfeita</em></strong> é capaz de unir esses elementos para construir sua narrativa hilária e mortífera sobre relacionamentos e tecnologia. O filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (6).</p>
<p>O tom cômico é utilizado por Hancock de forma certeira para contrapor cenas mais sanguinolentas. A comicidade, no entanto, não para por aí. Ela também é frequentemente utilizada para satirizar os exageros do gênero do terror, criando momentos surpreendentemente divertidos. Atrelado a isso, os elementos <em>sci-fi</em> entram apenas como pano de fundo para um futuro não muito distante com avanços tecnológicos e seus perigos. Talvez seja a imprevisibilidade da união desses elementos e temáticas que fazem de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong> uma surpresa tão positiva.</p>
<p>A direção de Hancock é interessante. Sua dobradinha como diretor e roteirista permite que as imagens tenham ainda mais força e sejam capazes de construir o choque, o drama e os absurdos vistos em tela. O trabalho dele conduzindo a narrativa parece ser bem coordenado entre equipe e elenco, o que resulta numa divertida trama de sangue, absurdos e boas risadas. O conjunto técnico e artístico competente de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong> fazem dele um filme inventivo e interesse do início ao fim.</p>
<figure id="attachment_19151" aria-describedby="caption-attachment-19151" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19151" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-750x500.jpg" alt="Acompanhante Perfeita (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1.jpg 1312w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19151" class="wp-caption-text">Sophie Thatcher em cena de &#8216;Acompanhante Perfeita&#8217; (2025)</figcaption></figure>
<p>Por falar em elenco, é impossível não comentar sobre a <em>final girl</em> do longa. Sophie Thatcher (<em>Boogeyman: Seu Medo é Real</em>, de 2023, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-herege/"><em>Herege</em></a>, de 2024) já vinha despontando como uma promessa para o futuro do gênero e chancela essa previsão com sua personagem em <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>. Sua entrega em cena pela montanha-russa de sentimentos vividos por sua personagem permitem que ela mostre ainda mais seu talento.</p>
<p>Igualmente, a principal contracena de Sophie entrega o que já se espera dele. Jack Quaid (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oppenheimer/"><em>Oppenheimer</em></a>, de 2023) já é um conhecido dos fãs do gênero e parece ter sido elencado por Hollywood para fazer o tipo de antagonista &#8211; ou vilão, para ser mais exato &#8211; canalha. Não sei quem foi a pessoa na indústria que teve esse insight, mas foi brilhante. Em <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>, Jack prova que ainda tem muito o que mostrar da sua capacidade de interpretar personagens sádicos e cruéis.</p>
<p>É interessante perceber a evolução do arco narrativo de cada um dos personagens da história, que se completam e encerram os seus ciclos na hora necessária. Drew não deu sobrevida para nenhum personagem e, ainda que o final soe como aberto para uma possível continuação, acredito que a força da sugestão seja a força de seu final. O roteiro de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a </em></strong>tem potência quando ele estica a realidade ao seu máximo e toca na ferida aberta do hoje. Talvez uma continuação acabasse prejudicando a sensação de completude da produção.</p>
<p>Uma coisa interessante do filme é o seu primeiro <em>plot</em>, já dado no trailer do filme. Fui para a sessão sem ter visto nada e a surpresa foi espetacular. Não acredito que estrague a experiência assistir ao trailer antes de ir ao cinema assistir, mas talvez sua experiência seja mais interessante desde o minuto um se você for completamente livre de qualquer informação. O que realmente é preciso saber sobre o filme é que ele é redondo, interessante e extremamente divertido. Para os fãs de terror, vale a pena começar o ano com <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Drew Hancock</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sophie Thatcher, Jack Quaid, Lukas Gage, Megan Suri, Harvey Guillén e Rupert Friend</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vlYE15g_ZjQ?si=5bqjiVi1yR7GHmy3" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Asteroid City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: No Portal da Eternidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 20:26:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa das cenas mais emblemáticas de Rupert Friend, Oscar Isaac, o diretor Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta e Antes do Anoitecer) coloca o pintor Vincent van Gogh interpretado por Willem Dafoe para conversar com um padre vivido por Mads Mikkelsen. Entre os temas do diálogo está a natureza do trabalho de van Gogh e como sua obra estava acima da compreensão do seu próprio tempo de realização. Para van Gogh, que se distinguia dos seus contemporâneos pelo olhar que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa das cenas mais emblemáticas de <a class="xXx blue-link" href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-132969/">Rupert Friend</a>, <a class="xXx blue-link" href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-147909/">Oscar Isaac</a>, o diretor Julian Schnabel (<em>O Escafandro e a Borboleta</em> e <em>Antes do Anoitecer</em>) coloca o pintor Vincent van Gogh interpretado por Willem Dafoe para conversar com um padre vivido por Mads Mikkelsen. Entre os temas do diálogo está a natureza do trabalho de van Gogh e como sua obra estava acima da compreensão do seu próprio tempo de realização. Para van Gogh, que se distinguia dos seus contemporâneos pelo olhar que tinha para a realidade e como a expressava na tela, ele nascera na época errada. Como Jesus Cristo, compara o próprio artista, seus feitos e sua figura só seriam reconhecidos depois da sua morte. E isso, como era de se esperar, lhe trazia muito tormento. Não à toa, van Gogh sucumbiu à própria loucura, mas não foi o único artista na história da humanidade a sofrer desse mal.</p>
<p><em><strong>No Portal da Eternidade</strong></em> se concentra no período em que van Gogh se isolou no interior da França e foi capaz de realizar a sua produção artística mais prolífica, inúmeros quadros hoje conhecidos e celebrados, mas que na sua época, por fugirem de um realismo, eram vistos como distorção da realidade, loucura. Schnabel procura entender o que se passou na cabeça desse artista, sua compreensão sobre seu próprio trabalho e como gradualmente foi levado psicologicamente ao extremo, entregando-se à insanidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9900" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/5413791.jpg" alt="No Portal da Eternidade" width="610" height="348" /></p>
<p>Schnabel não faz uma biografia convencional com diálogos didáticos e construções de linhas temporais lineares. O diretor utiliza em inúmeros momentos a câmera subjetiva como forma de captar o olhar de van Gogh para o mundo ao redor e para os demais personagens. Em diversos momentos, a fotografia de Benoit Delhomme desfoca paisagens, realizando com as cores de vegetações e do céu do campo um efeito parecido com aquele dos quadros do artista. Parte de <strong><em>No Portal da Eternidade</em> </strong>se dedica às longas caminhadas de van Gogh pelo campo, tendo momentos dispersos ao longo da sua projeção dedicados a sua interação com outros personagens, sobretudo o pintor Paul Gaughin, vivido por Oscar Isaac, e o seu irmão, Theo van Gogh, interpretado por Rupert Friend.</p>
<p><em><strong>No Portal da Eternidade</strong></em> soa como um longa cheio de afetações. É um filme que faz questão de fazer a figura do diretor ser notada a todo instante em suas intervenções. Em momentos específicos, no entanto, o olhar de Schnabel para a Vincent van Gogh faz a diferença, especialmente quando se dedica a explorar ao máximo a expressividade de Willem Dafoe, que interpreta o artista com muita sensibilidade. Nesses instantes, a vaidade do cineasta desaparece e prevalece sua assinatura à serviço do estudo de um personagem interessante, multifacetado, transformando <strong><em>No Portal da Eternidade</em></strong> não no melhor de seus filmes, mas numa obra que traz <em>insights</em> pontuais sobre seu biografado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yAUqBqBO1QY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Hitman &#8211; Agente 47</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2015 23:51:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Hitman - Agente 47]]></category>
		<category><![CDATA[Rupert Friend]]></category>
		<category><![CDATA[Zachary Quinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para quem não está familiarizado, Hitman é uma série de games centrada em um assassino geneticamente condicionado a não apresentar qualquer tipo de afeto. O jogo ganhou uma versão cinematográfica (claro!) em 2007 protagonizada por Timothy Olyphant, Dougray Scott e Olga Kurylenko. O longa de Xavier Gens não era grande coisa e acabou afundando em um merecido  ostracismo não apenas por ação da crítica especializada, mas também dos fãs mais radicais de filmes de ação. Como vivemos num tempo na [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hitman-agente-47/">Crítica: Hitman &#8211; Agente 47</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3427" aria-describedby="caption-attachment-3427" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/gallery-hitman1-gallery-image.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3427 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/gallery-hitman1-gallery-image-620x334.jpg" alt="gallery-hitman1-gallery-image" width="620" height="334" /></a><figcaption id="caption-attachment-3427" class="wp-caption-text">Novo agente: O ator Rupert Friend, de Homeland, assume o papel do Agente 47 nessa nova adaptação do game para o cinema</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">Para quem não está familiarizado, <i>Hitman </i>é uma série de games centrada em um assassino geneticamente condicionado a não apresentar qualquer tipo de afeto. O jogo ganhou uma versão cinematográfica (claro!) em 2007 protagonizada por Timothy Olyphant, Dougray Scott e Olga Kurylenko. O longa de Xavier Gens não era grande coisa e acabou afundando em um merecido  ostracismo não apenas por ação da crítica especializada, mas também dos fãs mais radicais de filmes de ação. Como vivemos num tempo na qual reciclar é a palavra de ordem, Hitman<i> </i>retorna aos cinemas com <i>Hitman &#8211; Agente 47</i>. E se a primeira adaptação do game sofria com a morna frequência da sua narrativa, esse daqui não fica atrás, e o que é pior, ganha a adesão de um tratamento técnico completamente amador.</p>
<p class="separator">Em <i>Hitman &#8211; Agente 47</i>, acompanhamos o personagem título no encalço de uma jovem que é a chave para a realização de um plano maquiavélico de usar a técnica aplicada para a criação dos Agentes com o propósito de formar um exército de assassinos implacáveis. O personagem terá como desafio burlar a proteção que a moça recebe de um homem misterioso que se apresenta como alguém que pode levá-la a seu pai. A trama levará todos às origens do Agente 47 e sua conexão com toda essa trama de transformação do homem em uma máquina de matar sem sentimentos.</p>
<figure id="attachment_3429" aria-describedby="caption-attachment-3429" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/hitman-agent-47-review.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3429 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/hitman-agent-47-review-620x324.jpg" alt="hitman-agent-47-review" width="620" height="324" /></a><figcaption id="caption-attachment-3429" class="wp-caption-text">Personagens ruins, atuações ruins: Zachary Quinto e Hannah Ware não conseguem nem tirar leite de pedra com um roteiro tão raso</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">Para um longa de ação, <i>Hitman &#8211; Agente 47 </i>é um filme morno e genérico. Contando com o roteiro de Skip Woods (o mesmo do primeiro filme!) e a direção Aleksander Bach, que estreia na função, o longa dá a entender que o seu grande trunfo, responsável pela virada na trama, é a natureza do seu protagonista: O Agente 47 é vilão ou mocinho? Ao definir o rumo do seu filme (o mais óbvio possível), Woods e Bach se perdem em meio a uma história completamente banal e desinteressante, parecida com zilhões de outras tramas do gênero, e personagens mal construídos encarnados por atores em desempenhos esquecíveis, é o caso de Rupert Friend (da série <i>Homeland</i>) como o Agente 47 e de Hannah Ware (de <i>Shame</i>), a mocinha da história &#8211; não vou nem comentar sobre Zachary Quinto (o Spock do novo <i>Star Trek</i>) que tem a difícil missão de vestir a camisa de um rascunho de personagem.</p>
<p class="separator"><i>Hitman &#8211; Agente 47 </i>é um filme que se narrativamente é fraco, com personagens insossos e mal construídos, tecnicamente é ainda pior, já que suas cenas de ação mostram-se mal coreografadas e montadas de maneira confusa. Soma-se a isso a péssima captação de som dos atores que, no nosso caso, não fosse o nosso foco nas legendas e não falarmos a língua de origem da produção, ficaria ainda mais visível e grotesco aos nossos ouvidos.</p>
<figure id="attachment_3428" aria-describedby="caption-attachment-3428" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/gallery-hitman3-gallery-image.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3428 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/gallery-hitman3-gallery-image-620x334.jpg" alt="gallery-hitman3-gallery-image" width="620" height="334" /></a><figcaption id="caption-attachment-3428" class="wp-caption-text">Para todos os lados: O novo Hitman falha narrativa e tecnicamente.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esquecível e burocrático, pouca coisa se salva em <i>Hitman &#8211; Agente 47</i>. Melhor, fazendo um balanço de toda experiência, não consigo enxergar um só elemento positivo no filme, o que é bem triste. Acreditem, esse tipo de conclusão não traz nenhuma satisfação para este que vos escreve. É melancólico ver que tanto trabalho e tanto dinheiro resultou em um filme assim, mas fazer o que, acontece.</p>
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