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	<title>Arquivos Robert Zemeckis - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Convenção das Bruxas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 22:30:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trinta anos depois do longa original de 1990, Convenção das Bruxas chega aos cinemas com um elenco de peso e a promessa de reavivar a história que conquistou e assustou a todos naquela época. Elementos como a tecnologia no emprego da maquiagem foram colocados como principais artifícios para tornar essa obra diferenciada e talvez ainda melhor que a primeira. Mas será que o resultado foi isso tudo? O enredo traz um garotinho que perdeu os pais num acidente de carro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trinta anos depois do longa original de 1990, <em><strong>Convenção das Bruxas</strong></em> chega aos cinemas com um elenco de peso e a promessa de reavivar a história que conquistou e assustou a todos naquela época. Elementos como a tecnologia no emprego da maquiagem foram colocados como principais artifícios para tornar essa obra diferenciada e talvez ainda melhor que a primeira. Mas será que o resultado foi isso tudo?</p>
<p>O enredo traz um garotinho que perdeu os pais num acidente de carro e precisou ir morar com a avó. Rapidamente ele descobre a existência de bruxas que odeiam crianças e querem transformá-las em animais. Quando foge junto com sua avó para se esconder em um hotel, eles acabam dando de cara com uma convenção de bruxas, cujo objetivo é transformar todas as crianças em ratos, para depois exterminá-los.</p>
<p>Este longa segue a mesma história de 1990, com o mesmo modelo estrutural. O que traz um diferencial muito importante é a questão da tecnologia inserida. Se na obra original o apreço pela maquiagem foi uma exigência alcançada com sucesso, neste <strong><em>Convenção das Bruxas</em></strong> os efeitos especiais tomaram conta da tela e fizeram o excelente papel de transformar a experiência com as bruxas. Isso porque, sim, elas são aterrorizantes, assim como se propunha Anjelica Huston (<em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/">John Wick 3 &#8211; Parabellum</a></em>).</p>
<p>Anne Hathaway (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-trapaceiras/"><em>As Trapaceiras</em></a>) assume o papel da bruxa rainha e o faz com maestria. Ela domina todos os trejeitos da personagens, agonias, inseguranças e maldade. A todo momento em que surge, rouba a cena para si. A não ser quando divide a tela com Octavia Spencer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ma/"><em>Ma</em></a>), que por sua vez faz o papel da avó do garotinho e também garante uma atuação incrível. Aliás, a dinâmica de elenco é muito boa e é o que melhor sustenta a trama.</p>
<p>Hathaway teve o ingrato papel de assumir a cadeira de Huston e isso não era algo exatamente fácil, já que esta última fez um trabalho marcante. Ainda assim, Anne consegue superar e apresentar um bruxa completamente maligna e sem escrúpulos. Sádica, ela é majestosa em qualquer lugar que adentra, fazendo com que todos realizam suas vontades.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13498" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Convenção das Bruxas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Senti falta, no entanto, em parceiros da maldade, por assim dizer. A personagem de Hathaway funciona praticamente sozinha, sem um auxiliar em termos de narrativa. Isso tira um pouco da força da vilania como um todo, deixando uma dualidade muito unificada entre vários personagens do bem contra apenas um do mal.</p>
<p>Além disso, falta explorar um pouco mais os sustos. Trata-se de um filme infantil e temos que ter isso em mente, mas ainda assim, a questão do mistérios das bruxas fica um pouco superficial em alguns momentos, tornando este longa menos assustador que o de 1990.</p>
<p>Um detalhe bastante interessante é umas alfinetadas que temos ao longo do filme na questão racial dos protagonistas e como eles se inserem em contextos sociais que não são originalmente deles. É um elemento explorado na medida certa para que os adultos percebam.</p>
<p>Este <em><strong>Convenção das Bruxas</strong></em> faz excelente uso dos artifícios que possui atualmente, se sustentando como uma obra independente e ótima adaptação do livro de homônimo de Roald Dahl. Embora o comparativo com o filme de 1990 seja inevitável (e diria que ele ainda supera em qualidade do produto final), isso não significa que o resultado não seja satisfatório, especialmente para as crianças de hoje em dia que ainda não foram inseridas neste universo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Zemeckis<br />
<strong>Elenco:</strong> Anne Hathaway, Octavia Spencer, Stanley Tucci, Kristin Chenoweth, Chris Rock, Jahzir Bruno, Codie-Lei Eastick, Brian Bovell, Charles Edwards, Eugenia Caruso</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8TQLGcnJ3mc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Aliados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2017 15:23:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Aliados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor Robert Zemeckis retorna às telonas depois de sucessos como O Voo, de 2012, e A Travessia, de 2015. Com uma proposta diferente, de abordar o suspense de uma dúvida com o romance de um casal que se conheceu em um lugar inusitado, o cineasta vai conduzindo a trama de Aliados de forma contínua e com o objetivo de intrigar o espectador. O resultado, no entanto, não é exatamente aquele esperado. A história traz dois espiões que se conheceram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor Robert Zemeckis retorna às telonas depois de sucessos como <em>O Voo</em>, de 2012, e <em>A Travessia</em>, de 2015. Com uma proposta diferente, de abordar o suspense de uma dúvida com o romance de um casal que se conheceu em um lugar inusitado, o cineasta vai conduzindo a trama de <em>Aliados</em> de forma contínua e com o objetivo de intrigar o espectador. O resultado, no entanto, não é exatamente aquele esperado.</p>
<p>A história traz dois espiões que se conheceram no campo na época da Segunda Guerra Mundial. Eles se apaixonam e acabam constituindo uma família. Um certo tempo depois, surge a desconfiança de que a esposa é uma espiã alemã que está passando informações para seus superiores e contribuindo com o nazismo. O marido passa, então, horas desesperadoras até saber a verdade sobre a história.</p>
<p>O trailer já nos mostra muito bem essa dinâmica e propõe uma carga de suspense e tensão que é apresentada no filme. O que frustra, no entanto, é que a trama é apoiada no amor verdadeiro (ou não) que o casal tem, mas a construção do relacionamento é pouco fundada. A paixão surge do nada e não há muita veracidade naquele sentimento. O espectador estranha aquela evolução e é muito fácil, quando a desconfiança da mulher começa, acreditar na teoria da conspiração.</p>
<p>Não que a química de Brad Pitt e Marion Cotillard seja ruim, porque não é. Eles funcionam muito bem em tela e tem sintonia. O problema é a construção do roteiro mesmo, que não aprofunda a construção do relacionamento verdadeiro dos dois. A transição de farsa (em Casablanca) para a realidade (em Londres) é rasa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7373" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/258162.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Já os momentos de tensão e ação ao longo do filme são bem trabalhados. Eles conseguem manter um ritmo constante, entretendo o espectador, sem cansá-lo. Os cuidados de ambientação para a década de 1940 é notório, inclusive rendeu ao filme a indicação ao Oscar de Melhor Figurino.</p>
<p>O diretor tem também o cuidado de mostrar as complexidades da vida na época da guerra, onde as pessoas tentam viver uma vida razoavelmente normal, mas são impossibilitadas por conta dos bombardeios e etc. E isso fica bem exemplificado na cena do parto.</p>
<p>Em suma, <em>Aliados</em> é um filme bom, mas sem elementos inesquecíveis. Possui um ótimo elenco que dá força às cenas, mas tem falhas nas construções dos personagens que influenciam negativamente no resultado. Tudo poderia ser muito mais explorado. Isso não faz com que o filme deixe de valer a pena!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iQz2MleXtEw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Travessia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2015 23:38:21 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/thewalk.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3700 size-full aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/thewalk.jpg" alt="TheWalk2-NYFF53-full.jpg" width="600" height="346" /></a></p>
<div>
<p>O que vemos ser narrado em <i>A Travessia </i>já nos foi contado no documentário <i>O Equilibrista</i>. Em 1974, o francês Philippe Petit realizou um feito impressionante, fez uma travessia entra as torres do World Trade Center se equilibrando em um cabo de aço que ligava o topo dos dois prédios. Um ato de muita coragem e destreza física, mas também de valor performático. De maneira bem criativa e tecnicamente irrepreensível, mas também muito simples na produção dos efeitos da sua mensagem, <i>A Travessia </i>narra essa mesma história com uma aplicação pertinente do 3D &#8211; um dos raros casos em que o formato faz toda a diferença na experiência e serve aos propósitos da narrativa &#8211; e com um tom lúdico dado por um Robert Zemeckis que recria a beleza do feito de Petit.</p>
</div>
<div>
<p>Como antecipamos, <i>A Travessia </i>conta a história de Philippe Petit até o ato que levou o seu nome ao reconhecimento mundial, a sua performance no topo das torres do WTC. No longa, o diretor Robert Zemeckis procura entender as razões que levaram Petit a buscar obsessivamente a travessia dos prédios do WTC através de cabos de aço. O cineasta explora o fascínio de Petit pelo circo, seu convívio com aquele que foi o seu grande mentor e sua ida a Nova York para realizar o seu feito em um dos projetos arquitetônicos urbanos mais conhecidos do mundo e que na ocasião estava sendo inaugurado.</p>
</div>
<figure id="attachment_3701" aria-describedby="caption-attachment-3701" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3701 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice-620x312.jpg" alt="Charlotte-Le-Bon-and-Joseph-Gordon-Levitt-in-The-Walk-slice" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-3701" class="wp-caption-text">Obsessão: O personagem interpretado por Joseph Gordon-Levitt cultiva o sonho de atravessar as duas torres do WTC em cabos de aço</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O grande benefício de <i>A Travessia </i>é contar com um realizador como Robert Zemeckis à frente da concepção visual e narrativa da sua história. Em tom levemente fabular, Zemeckis reconta a trajetória de Philippe Petit em primeira pessoa de forma muito agradável, não repetitiva e espirituosa. O acerto do realizador é entender que o feito do equilibrista nada tem a ver com o anseio por chegar a uma marca, mas sim à busca obstinada de um artista pela sua obra-prima e pelo reconhecimento público dela. Assim, percebemos como o olhar de Zemeckis para uma trama que poderia ganhar contornos motivacionais e um tom de manual de auto-ajuda faz toda a diferença na condução do filme. Aliás, a estrutura e o programa de efeitos de <i>A Travessia </i>são os pontos altos do longa. O diretor acerta ao conferir um tom lúdico e leve no primeiro ato, preencher o &#8220;miolo&#8221; da narrativa com a engenhosa trama de elaboração do plano de &#8220;invasão&#8221; das torres e no final oferecer uma das melhores experiências em 3D produzidas pelo cinema atual.</p>
</div>
<div>
<p>Como experiência, <i>A Travessia </i>tem um dos usos mais eficientes, pertinentes e coerentes do 3D. O recurso é essencial para fazer com que o público realize uma imersão na história. Os ângulos construídos com o auxílio de recursos tecnológicos que captam as torres de cima são essenciais para proporcionarem às plateias a sensação de profundidade. Tudo isso faz com que no último ato de <i>A Travessua</i> o público não desgrude da poltrona. Com seu 3D, Zemeckis mantém o filme, ao mesmo tempo, em estado de apreensão e contemplação.</p>
</div>
<figure id="attachment_3702" aria-describedby="caption-attachment-3702" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3702" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01.jpg" alt="The-Walk-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-08AGOSTO2014-01" width="580" height="346" /></a><figcaption id="caption-attachment-3702" class="wp-caption-text">Invasão ao WTC: O protagonista reúne um grupo de amigos para ajudá-lo em seu feito</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contando com uma correta interpretação de Joseph Gordon-Levitt, que interpreta o protagonista francês sem incomodar com as usuais tintas que os sotaques costumam ganhar em sua versão hollywoodiana, <i>A Travessia </i>é um trabalho certeiro de Robert Zemeckis que, assim como o seu protagonista Philippe Petit, tenta encontrar a beleza nos lugares e feitos mais improváveis. <i>A Travessia </i>acaba sendo um feito técnico à serviço de uma cartela de sensações que proporciona ao espectador, mostrando-se como uma obra esteticamente impecável que não se mutila em prol de um estúdio ou do &#8220;cinema de arte&#8221;, mas busca negociar aquilo que o cinema sempre se propôs, a tecnologia e a sensibilidade.</p>
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