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	<title>Arquivos Reese Witherspoon - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Reese Witherspoon - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Na Sua Casa ou Na Minha?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 00:35:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Reese Witherspoon (Big Little Lies) vem provando, projeto após projeto, que é possível caminhar por vários cenários, oferecendo uma qualidade absurda de trabalho e brincando entre premiações e projetos mais leves. Foi isso que aconteceu aqui em Na Minha Casa ou Na Sua?, comédia romântica super leve que ela protagoniza ao lado de Ashton Kutcher (The Ranch). Amigos de longas datas, um mora em Nova York, enquanto o outro continua vivendo em Los Angeles, onde se conheceram inicialmente. Ela é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Reese Witherspoon (<em>Big Little Lies</em>) vem provando, projeto após projeto, que é possível caminhar por vários cenários, oferecendo uma qualidade absurda de trabalho e brincando entre premiações e projetos mais leves. Foi isso que aconteceu aqui em <em><strong>Na Minha Casa ou Na Sua?</strong></em>, comédia romântica super leve que ela protagoniza ao lado de Ashton Kutcher (<em>The Ranch</em>).</p>
<p>Amigos de longas datas, um mora em Nova York, enquanto o outro continua vivendo em Los Angeles, onde se conheceram inicialmente. Ela é divorciada com um filho de 13 anos. Ele é um solteirão convicto, rico e meio indiferente com a vida</p>
<p>Sem grandes roteiros inovadores, o longa leva o tempo necessário para que a gente se envolva com cada personagem. E eles funcionam independente um do outro, já que a dupla só se cruza fisicamente bem no final do filme.</p>
<p>Através de vídeos chamadas, mensagens e ligações constantes, vamos adentrando na relação e nas possibilidade que aquele casal um pouco mais maduro oferece. É muito bom ver artistas 45+ mostrando romance, comédia e coisas da vida normal, saindo daquele padrão que Hollywood queria impor que este tipo de conteúdo era apenas para abaixo de 30 anos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16429" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0917778.jpg" alt="Na Sua Casa ou Na Minha?" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0917778.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0917778-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0917778-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0917778-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Na Minha Casa ou Na Sua? </strong></em>fala sobre ter que estar na iminência de perder algo para finalmente perceber o quanto aquilo é caro para nós. E isso funciona para os dois lados. O que cada personagem tem que abrir mão no dia a dia e que sente falta, no final das contas.</p>
<p>Ela precisa viver mais a vida, sem regras, experimentando coisas novas. Enquanto ele precisa colocar mais o pé no chão, ter responsabilidades, pensar para além do próprio umbigo.</p>
<p>O engraçado do filme é que todo o elenco tem uma ótima química, mas Reese e Ashton funcionam melhor à distância do que presencialmente. Eles são fofinhos o tempo todo, mas quando finalmente se encontram, fiquei com uma sensação de estranhamento, como se aquilo não fosse legítimo.</p>
<p>Este pequeno detalhe à parte não depõe contra o filme, que é uma leve escolha para conferir uma comédia romântica bacana. Fico feliz que este gênero tem voltado sutilmente e com conteúdo de qualidade, algo maravilhoso para uma fã como eu.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Aline Brosh McKenna</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Reese Witherspoon, Ashton Kutcher, Zoe Chao, Jesse Williams, Tig Notaro, Steve Zahn, Rachel Bloom</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Q5-XfpY4rWQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Big Little Lies: Quem são as mulheres de Monterey?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 19:28:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente em exibição na programação da HBO com sua segunda temporada, Big Little Lies propõe desde o primeiro ano um interessante exercício de percepção e julgamento. Um dos motes centrais da série roteirizada por David E. Kelley e dirigida por Jean-Marc Vallée (primeiro ano) e Andrea Arnold (segundo ano) é traçar uma análise sobre nosso comportamento em sociedade: como nos construímos para o outro, como enxergamos o outro, como eles realmente são e como essa falta de comunicação entre as percepções nos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente em exibição na programação da HBO com sua segunda temporada, <em><strong>Big Little Lies</strong> </em>propõe desde o primeiro ano um interessante exercício de percepção e julgamento. Um dos motes centrais da série roteirizada por David E. Kelley e dirigida por Jean-Marc Vallée (primeiro ano) e Andrea Arnold (segundo ano) é traçar uma análise sobre nosso comportamento em sociedade: como nos construímos para o outro, como enxergamos o outro, como eles realmente são e como essa falta de comunicação entre as percepções nos joga uns contra os outros gerando um estado de falta de empatia generalizado.</p>
<p>No caso das cinco mulheres de Monterey da série, esse ciclo é quebrado no instante em que todas se enxergam como realmente são (humanas, com seus defeitos e qualidades) e quando elas acabam compartilhando um segredo. A partir disso, propomos pensar como esse processo de construção e reconstrução de imagens (que se dá na trama da série, mas também na relação entre o espectador dela e suas personagens) se dá em cada uma das principais personagens femininas de <strong><em>Big Little Lies</em></strong>:</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10848" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Madeline Martha Mackenzie (Reese Witherspoon)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A caçadora de problemas.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Madeline acaba sendo a figura central da &#8220;tese&#8221; que a série traça. Como mãe, a personagem acaba querendo interferir demais na vida das filhas não apenas por querer centralizar a gestão da educação delas, mas por receio de que no futuro elas passem pela mesma crise de identidade que ela vem passando em função de nunca ter tido uma carreira e ter se dedicado exclusivamente às garotas, percebendo que um dia não será mais &#8220;necessária&#8221; já que filhos crescem. Na relação com as demais mulheres, Madeline é contraditória. Ao mesmo tempo em que demonstra ser uma amiga leal e ter profunda empatia pelo que Celeste e Jane viveram, mostra-se implacável com quem não é tão íntima assim, como Renata Klein, Mary Louise e Bonnie, simplificando sua percepção sobre elas a partir do perfil que as pessoas de Monterey traçam de maneira preconceituosa para essas personagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10847" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Celeste Wright (Nicole Kidman)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>O modelo de mulher perfeita.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Em um episódio da primeira temporada da série, Madeline se surpreende quando Celeste lhe desabafa acidentalmente por telefone que está passando por problemas no seu casamento com Perry. Na segunda temporada, Mary Louise, a sogra da personagem, a descreve como um enigma. Por vergonha e introspecção, Celeste tem dificuldade para compartilhar seus problemas mais graves até mesmo com amigos como Madeline. Todos só souberam do relacionamento abusivo que ela vivia com Perry quando a situação chegou no limite do tolerável. Em Monterey, a personagem é colocada num pedestal e a imagem pública do seu casamento oscilava entre o modelo de comercial de margarina da &#8220;família feliz&#8221; e um tórrido romance à la Danielle Steel. A própria Celeste sempre surge alheia aos demais personagens em cena, como se nenhum daqueles problemas mundanos de Monterey pertencessem a sua realidade, quando na verdade ela está lidando com sérios problemas como estresse pós-traumático e depressão. Celeste ama seu agressor, cuja lembrança dentro da sua própria casa é mantida no invólucro ilusório do &#8220;marido e pai perfeito&#8221; pelos filhos e por sua sogra. Viver com sentimentos tão intensos e incompreendidos por terceiros pela complexidade e contradição lega à personagem algumas sequelas psicológicas bem complicadas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10846" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Jane Chapman (Shailene Woodley)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A irresponsável mãe solteira.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Assim que seu filho Ziggy foi apontado como o culpado pelos episódios de agressão a Amabella, a filha de Renata Klein, Jane imediatamente foi apontada como a principal responsável pelo suposto comportamento do menino. Na cabeça de muitos, o fato de Ziggy crescer num lar sem pai e não saber a identidade do mesmo era uma espécie de consequência lógica para a formação de um adulto problemático. A própria Jane em dado momento passa a questionar se o fato do filho ser fruto de um estupro e carregar o DNA de um homem agressor não transformaria o garoto num adulto violento. Com o tempo, a gente vai percebendo que a criação simples de Ziggy, bem distante da vida de luxo que percebemos na realidade das demais personagens, lhe proporciona um lar cheio de amor. Sozinha e com o fantasma do estupro, Jane conseguiu criar um menino carinhoso, sensível, inteligente e emocionalmente maduro, se distanciando por completo de realidades aparentemente perfeitas como a de Celeste e Perry Wright, por exemplo, que legaram aos gêmeos Josh e Max uma referência masculina bastante problemática, e de Renata Klein, que com todo o conforto que dá a Amabella não consegue dar segurança física e emocional à filha.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10844" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Renata Klein (Laura Dern)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A <em>bitch </em>do mundo corporativo.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Desde a primeira temporada, Renata Klein luta contra o estigma da <em>bitch workaholic </em>que lhe seria natural em qualquer outro contexto e que inevitavelmente lhe é atribuído em Monterey. Com o mundo aos seus pés, não parece, mas Klein age como a garota desengonçada do colégio tentando a todo custo conquistar a atenção da menina mais popular e seu séquito, no caso, Madeline e sua melhor amiga Celeste Wright. A realidade paralela das mães de Monterey parece fazer Renata lidar com uma realidade de rejeição bem diferente daquela que ela vivencia na sua bem-sucedida carreira no mundo corporativo. Renata quer ostentar todo o luxo que conquistou com seu suor, mas também ser reconhecida publicamente como uma mãe-modelo. O problema é que a micro sociedade das mães de Monterey parece entender que uma função anula a outra.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10845" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Bonnie Carlson (Zöe Kravitz)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser</strong>: A mulher sem tabus e equilibrada.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Bonnie é capaz de impressionar Madeline pela capacidade com a qual administra seus problemas domésticos, lidando bem com a sua enteada e se mostrando um modelo de mãe com a &#8220;mente aberta&#8221;. A instrutora de yoga e adepta da meditação é tida como alguém desligada das picuinhas pequenas de Montereu. Por sua filosofia de vida, Bonnie também não tem muitos tabus pessoais. Na verdade, Bonnie é profundamente afetada pelos seus problemas &#8211; tanto que na segunda temporada percebemos os efeitos da morte de Perry em sua vida -, mas ela teve que aprender a utilizar recursos para sobreviver a uma realidade que gradualmente tem se revelado complicada pelo seu histórico familiar. A vida parece ter dado &#8220;boas porradas&#8221; em Bonnie e as cicatrizes a fizeram aprender a reconhecer os problemas quando eles de fato existem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10850" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Mary Louise Wright (Meryl Streep)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A sogra manipuladora.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Mary Louise ocasionalmente coloca Celeste contra a parede pelo seu comportamento, criação dos filhos e relação que estabelecia com Perry. A dinâmica entre ela e a nora traz para a série a dificuldade que algumas mulheres têm de entender que em dado momento de suas trajetórias a vida dos seus filhos não está mais sob sua responsabilidade. Deve ser duro para Mary Louise aceitar que seu próprio filho seja capaz de agredir a companheira e estuprar uma jovem, equivaleria a assumir uma culpa que socialmente ela acabaria tendo que carregar (afinal, o problema sempre acaba caindo no colo das mães.  Ao mesmo tempo em que Mary Louise é uma &#8220;pedra no sapato&#8221; na vida da nora e é capaz de tecer considerações execráveis sobre o comportamento das mulheres da série, como Celeste e Jane, que na cabeça dela provocaram de alguma maneira Perry a reagir com agressividade, é uma mãe em estado de negação com a própria realidade. A série provoca o espectador a odiá-la e a própria Mary Louise parece fazer por onde, mas numa análise mais profunda percebemos que ela é fruto de questões culturais que moldam comportamentos que vão na contramão da sororidade.</p>
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		<title>Crítica: Uma Dobra no Tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Apr 2018 15:18:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Movie]]></category>
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		<category><![CDATA[Uma Dobra no Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Walt Disney Pictures é mundialmente conhecida pelos seus sucessos estrondosos de bilheteria, proporcionando a ela um selo de qualidade e bons resultados. O velho Mickey Mouse representa um aglomerado de Oscars, uma montanha de dinheiro e um universo mágico amado por milhões de pessoas. Contudo, até mesmo o senhor Mouse pode cometer erros, como no caso da nova produção da Disney em parceria com a Whitaker Entertainment. Uma Dobra no Tempo, dirigido por Ava DuVernay, chegou aos cinemas brasileiros [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <em>Walt Disney Pictures</em> é mundialmente conhecida pelos seus sucessos estrondosos de bilheteria, proporcionando a ela um selo de qualidade e bons resultados. O velho Mickey Mouse representa um aglomerado de Oscars, uma montanha de dinheiro e um universo mágico amado por milhões de pessoas. Contudo, até mesmo o senhor Mouse pode cometer erros, como no caso da nova produção da Disney em parceria com a <em>Whitaker Entertainm</em>ent.</p>
<p><i>Uma Dobra no Tempo</i>, dirigido por Ava DuVernay, chegou aos cinemas brasileiros nessa semana com a promessa de ser um sucesso entre as crianças e os fãs do livro. Baseado no romance homônimo escrito por Madeleine L&#8217;Engle, em 1962, o filme é uma ficção fantástica que retrata de um universo científico e criativo. De acordo com a diretora, o longa foi destinado para um público infantil, fazendo com que este se inteirasse da parte inicial desse vasto universo criado por Madeleine há décadas atrás. Existe um único problema em todo esse plano, ele não foi bem executado. Muito pelo contrário, o resultado do filme é catastrófico.</p>
<p>O casal de cientistas Dr. Alexander e Dra. Kate Murry (Chris Pine e Gugu Mbatha-Raw) trabalham para o governo americano e estudam sobre as possibilidades de viagens dimensionais, através de uma dobra no tempo. Um dia, de maneira inesperada, Alexander desaparece. Após a chegada de uma estranha mulher (Reese Witherspoon) em suas vidas, Meg e Charles Walter (Storm Reid e Deric McCabe, respectivamente), filhos do casal de cientistas, irão embarcar numa jornada para salvar o pai. Mas, para isso, eles dois contarão com a ajuda de três mulheres de outra dimensão e um colega de sala de Meg para deter o mal que está aprisionando seu pai em outro mundo.</p>
<p>O longa-metragem representa o capítulo inicial de uma jornada que foi dividida pela autora da saga em cinco livros. O filme, entretanto, não apresenta ao público nenhuma possibilidade de continuação. Ele simplesmente acaba da maneira mais estranha possível. As atuações são completamente artificiais e forçadas, como se todo o elenco fosse constituído por robôs e Kristens Stewarts. Até mesmo os efeitos especiais falham em alguns momentos – mas falham de uma maneira muito nítida e incômoda. O único acerto da diretora foi dizer que a película é destinada para crianças bem pequenas, afinal elas vão se atentar as cores e a graça do filme porque, de resto, nada se salva.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8832" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/0294113.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Ava é uma promissora diretora, roteirista e produtora. Ganhou notoriedade em Hollywood graças ao extraordinário <i>Selma: Uma Luta pela Igualdade</i>, de 2014, e ao poderoso documentário <i>A 13ª Emend</i><i>a</i>, de 2016, e agora, o esperado pelo público era que seu novo filme fosse algo lindo em todos os aspectos cinematográficos. Ava não consegue dessa vez. A obra como um todo é repleta de falhas que fogem do alcance da diretora e terminam por dominar toda a produção, exatamente como o Aquilo – o pior vilão já feito – tenta fazer com as personagens da película.</p>
<p>O roteiro feito por Jennifer Lee (cujo também escreveu <i>Detona </i><i>Ralph</i>, de 2012, e <i>Frozen</i>, de 2013) em parceria com Jeff Stockwell (<i>Ponte para </i><i>Terabítia</i>, de 2007) é extremamente confuso, cheio de lacunas e não consegue prender a atenção de ninguém. Ao decorrer do longa, o público tenta se apegar a alguma das personagens, mas tudo acontece de maneira tão rápida e rasa que é impossível criar o vínculo espectador-personagem. Além disso, os acontecimentos são mal costurados, frágeis e bobos. Mesmo trabalhando com um conto infantil e com o objetivo claro de entreter e focar nesse público, deveria haver uma obrigação lógica em agradar também aqueles que estão acompanhando as crianças na sessão, mas isso não ocorre. Qualquer pessoa minimamente razoável vai querer deixar a sala de cinema após a primeira bizarrice do filme – coisa que não demora nem 20 minutos para acontecer.</p>
<p>Para alívio (ou nem tanto) de quem assiste <i>Uma</i><i> Dobra no Tempo</i>, existem duas coisas que são boas nesse emaranhado de desastres. O ator mirim Deric McCabe é uma distração agradável durante o filme. Com toda a sua desenvoltura e talento, ele é capaz de trazer uma pitada de emoção nesse abismo de desânimo &#8211; isso até que o roteiro sem nexo destrua a sua atuação com aquela sequência final. A outra válvula de escape é a mensagem. Por mais clichê que seja, a Disney manteve ao menos o seu padrão de prestar lições de vida enriquecedoras para o público infantil.</p>
<p>A dúvida que resta acerca dessa produção é como será a sua desenvoltura ao decorrer dessa primeira semana. O resultado final dessa história nada mágica e pouco feliz será definido em breve. Números podem enganar. Uma bilheteria estrondosa ou razoável pode significar apenas que a Walt Disney Pictures tem um poder assustador atuando nas pessoas, fazendo com que até o seu lixo se torne luxo.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/QwfQcVqe4YM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Legalmente Loira 3? Reese Witherspoon acha que é o momento certo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2015 12:30:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Continuação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/5_reese_witherspoon.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3878" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/5_reese_witherspoon.jpg" alt="5_reese_witherspoon" width="533" height="348" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/5_reese_witherspoon.jpg 533w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/5_reese_witherspoon-100x65.jpg 100w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/5_reese_witherspoon-260x170.jpg 260w" sizes="(max-width: 533px) 100vw, 533px" /></a></p>
<p>Imagine ter Elle de volta ao mundo do direito com toda a sua delicadeza e força, em um terninho rosa? Parece que essa possibilidade não é tão improvável quanto pensávamos. A atriz Reese Witherspoon disse durante sua participação no programa <em>Fashionably Late with Rachel Zoe</em> que atualmente é o momento certo para fazer o filme <em>Legalmente Loira</em> 3.</p>
<p style="padding-left: 30px;">“Acho que estamos prontos para ver Elle e o que ela anda fazendo ultimamente. Vários roteiristas vieram ao longo dos anos com diferentes ideias. Eu realmente acho meio incrível isso agora, porque estamos falando sobre a participação feminina na política e como é importante ter mais mulheres. Acho que seria algo legal tê-la na Suprema Corte ou em uma corrida para a presidência”, pontuou Reese.</p>
<p>Witherspoon afirma, no entanto, que seu desejo não é o suficiente para garantir a sequência e que os fãs deveriam instigar os estúdios da MGM a produzir o terceiro filme.</p>
<p>O primeiro <em>Legalmente Loira</em> foi lançado há 14 anos e fala sobre Elle Woods, uma jovem que está mais interessada em arranjar um bom casamento do que ter uma carreira profissional. Depois de perder o namorado para uma estudante de direito, ela resolve ingressar na universidade para provar sua inteligência e ter o amado de volta.</p>
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