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	<title>Arquivos Peyton Reed - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Peyton Reed - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 21:03:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar. Neste terceiro filme solo do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em> é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar.</p>
<p>Neste terceiro filme solo do super-herói, Scott Lang (Paul Rudd, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lida com as mudanças de sua filha, Cassie (Kathryn Newton, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-ben/"><em>O Retorno de Ben</em></a>), que acaba de criar uma ferramenta de comunicação com o reino quântico. O que eles não poderiam imaginar é que os sinais emitidos pelo instrumentos estavam sendo captados, o que os levaria ao reino de fato. A dupla acaba sendo sugada, juntamente com Hope van Dyne (Evangeline Lilly, <em>O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos</em>), Dr. Hank (Michael Douglas, <em>O Método Kominsky</em>) e Janet (Michelle Pfeiffer, <em>Malévola &#8211; Dona do Mal</em>).</p>
<p>Quando chegam ao reino quântico, eles se deparam com muito mais desafios do que poderiam imaginar. Janet escondeu várias informações ao longo de anos, inclusive a sua relação com Kang, O Conquistador (Jonathan Majors, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>), o grande vilão do momento desta nova fase da Marvel. O filme vai fluindo de maneira muito natural, nos apresentando uma equipe, uma crise e um caminho de solução. É algo genérico, claro, mas que funciona muito bem por conta da execução do que é feito. Não há nada de errado em um bom e velho feijão com arroz, contanto que você saiba executar isso de maneira eficiente.</p>
<p>E é isso que acontece aqui em <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>. O longa funciona bem como conexão de outros filmes que já estão lançados e outros tantos que ainda vão estrear. O caminho de construção da figura do vilão Kang está sendo bem razoável e o personagem tem toda a imponência necessária para infringir medo e terror nos personagens. Além disso, ele mantém o perfil que foi traçado desde o início e não apela para um lado cômico, que jamais existiria de fato.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16465" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg" alt="Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com boas cenas de ação e dosando bem a intensidade dos atos, o filme funciona razoavelmente bem. Acredito que o fato de eu não esperar nada dele me ajudou a compreender a sua simplicidade como algo assertivo. É possível que o espectador mais ansioso tenha se decepcionado em alguns pontos. Mas o filme entretém e entrega o necessário para seguirmos para o próximo capítulo. E isso é mais do que suficiente por aqui.</p>
<p>As cenas pós-crédito (são duas) revelam que o caminho de construção do vilão vai levar a um embate épico no final, o que sustenta as teorias de que possivelmente o Homem de Ferro retorne, ainda que como personagem e não na pele de Robert Downey Jr. Algo que definitivamente elevaria essa fase para outro ponto que é, no momento, inalcançável.</p>
<p>A Marvel vem de um período bem complicado em que seus filmes não são mais tão bem recebidos como antes, mas a culpa recai apenas sobre ela mesma. Na ânsia de criar produções em escala, uma atrás da outra, eles têm deixado de lado a qualidade e o cuidado com as criações. É tudo meio feito de última hora, uma sensação de que não dedicaram a energia suficiente para aquilo ser realizado. Algo como um texto entregue sem revisão. E o espectador, por mais fanático que seja, não é burro e percebe tudo isso acontecendo. Essa certeza de que terá público, independente do que seja feito, é que tem sido o lado traiçoeiro da companhia.</p>
<p>Voltando ao ponto de <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>, ele funciona direitinho e nos entrega uma boa produção. A frustração se dá quando vemos um chef de cozinha entregando um feijão com arroz simplório e ficamos tentados a pensar como seria uma produção mais audaciosa e dedicada. Ainda assim, vale conferir nos cinemas e seguir nessa saga que está entregando bem menos do que a fase anterior, mas ainda com algum potencial. Tudo depende da própria Marvel!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Peyton Reed</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Jonathan Majors, Kathryn Newton, Bill Murray, Katy O&#8217;Brian</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6jIz_8tokvg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 14:19:25 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3150" aria-describedby="caption-attachment-3150" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/antman0007.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3150 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/antman0007-620x332.jpg" alt="antman0007" width="620" height="332" /></a><figcaption id="caption-attachment-3150" class="wp-caption-text">Anti-herói: Paul Rudd vive Scott Lang, ex-detento que assume a identidade de Homem-Formiga no novo filme da Marvel Studios.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não tem como retroceder. Depois que a Marvel encontrou o caminho para fisgar o público parece impossível que um projeto do estúdio resulte em fiasco comercial ou mesmo de crítica. A assinatura do jovem estúdio parece fácil de distinguir: os filmes seguem os passos da narrativa seriada da TV, não à toa em grande popularidade, com suas múltiplas referências a projetos do passado e do futuro e ganchos a serem solucionados em episódios seguintes, como é o caso de <i>Os Vingadores </i>e todos os títulos a ele vinculados; além disso, também apostam na veia <i>pop </i>de suas histórias, gerando tramas que não só humanizam seus super-herois, mas também conferem leveza através de uma certa metalimguagem com suas <i>gags </i>em torno de chavões do seu próprio universo fantástico, é o que <i>Guardiões da Galáxia </i>faz de maneira precisa e até mesmo singular dentro do que foi oferecido pelo estúdio até aqui.</p>
</div>
<div>
<p><i>Homem-Formiga</i> segue as duas orientações que acabei de descrever e apesar de não ser tão singular quanto <i>Guardiões da Galáxia </i>ou <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal</i>, é um filme mais divertido que os filmes da série <i>Homem de Ferro, </i>todos eles engolidos por um Robert Downey Jr. completamente fora de controle como Tony Stark,<i> </i>e menos desarmônico que <i>Thor </i>e sua continuação, por exemplo. <i>Homem-Formiga </i>conta a história de um ex-detento chamado Scott Lang (Paul Rudd) recrutado pelo Dr. Hank Pym (Michael Douglas) para proteger o experimento do Homem-Formiga de pessoas que têm o intuito de usá-lo com propósitos eticamente duvidosos. Scott Lang é escolhido para a missão por suas habilidades como ladrão já que para evitar o pior Pym terá que pôr em prática um perigoso plano de assalto que envolve o uso do traje do Homem-Formiga, uma roupa que permite a Lang diminuir sensivelmente o seu tamanho mas crescer em sua força .</p>
</div>
<figure id="attachment_3151" aria-describedby="caption-attachment-3151" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3151 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo-620x302.jpg" alt="ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo" width="620" height="302" /></a><figcaption id="caption-attachment-3151" class="wp-caption-text">Ameaça: Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) e Dr. Hank Pym (Michael Douglas) temem pelo que a invenção pode trazer ao mundo caso esteja nas mãos erradas.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de cair nas mãos de Peyton Reed, diretor de comédias como <i>Sim Senhor</i>, <i>Separados pelo Casamento </i>e a interessante <i>Abaixo o Amor, Homem-Formiga </i>seria dirigido por Edgar Wright, de <i>Scott Pilgrim contra o Mundo &#8211; </i>o roteiro de <i>Homem-Formiga</i>, por sinal, tem a co-autoria de Wright. O que fez Wright ser substituído por Peyton Reed foi a velha desculpa da &#8220;diferença criativa&#8221; com a Marvel, o que nos leva a um ponto que não chega a ser um incomodo em <i>Homem-Formiga </i>a ponto de arruiná-lo, mas que evidencia uma política do próprio estúdio (ou habitualmente de todo estúdio, para ser bem sincero) : as decisões em um filme da Marvel são feitas pelos próprios executivos, não por um diretor que tenha uma visão particular sobre o universo dos seus personagens, pelo contrário, toda vez que existe uma interferência mais drástica esse sujeito é imediatamente limado.</p>
</div>
<div>
<p>Em alguns casos, eles acertam por seguir a cartilha ou, em casos ainda mais interessantes como os do sombrio e adulto <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal </i>e do irreverente <i>Guardiões da Galáxia</i>, acertam por se contraporem a ela. Esse jeito de fazer cinema, no entanto, traz sempre o risco da concepção de filmes sem personalidade ou estranhamente deslocados, como se eles precisassem de um perspectiva bem diferente do que a Marvel tem para oferecer, é o caso de <i>Thor</i>, por exemplo, filme no qual fica evidente a falta de traquejo do estúdio ao lidar com um contexto peculiar, o da mitologia nórdica. O que desejo dizer é que isso não fez muita diferença em <i>Homem-Formiga </i>porque o tom do personagem se harmoniza com o o jeito tradicional da Marvel de fazer cinema, um cinema <i>pop</i>, leve, porém, humano. Peyton Reed no caso de <i>Homem-Formiga</i> não parece fazer muita diferença no processo, ele está mais para um executor de roteiro do que para um cineasta que venha imprimir uma narrativa própria. Aqui, a Marvel é quem dá as cartas e tudo se arranja perfeitamente bem. <i>Homem-Formiga </i>está mais para a falibilidade de um Homem-Aranha, um Star Lord ou um Tony Stark da vida do que para  a perfeição de um Thor e até mesmo do Capitão América, ainda que este último tenha rendido dois ótimos filmes no estúdio. É &#8220;juntar a fome com a vontade de comer&#8221;, um tipo de personagem que faz parte da própria tradição Marvel e que a distingue dos seus concorrentes. Então, no fim das contas, depois de tanto conflito, as coisas deram certo.</p>
</div>
<figure id="attachment_3152" aria-describedby="caption-attachment-3152" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3152 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas-620x360.jpg" alt="Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas" width="620" height="360" /></a><figcaption id="caption-attachment-3152" class="wp-caption-text">Elenco: Carisma dos atores principais só favorecem o resultado de Homem-Formiga, que faz jus a todo o legado Marvel até aqui.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><i>Homem-Formiga, </i>portanto, acerta em cheio não só na condução de um espetáculo do entretenimento como introduz com muita habilidade no universo Marvel um personagem que adere com muita facilidade ao modo de leitura das dinâmicas das histórias do estúdio que &#8220;a essa altura do campeonato&#8221; já assimilamos muito bem. Ainda que careça de um pouco mais de atenção dentro da sua própria história, já que a história de Scott Lang rivaliza e, am alguns casos, sai perdendo espaço com a de outros personagens, Paul Rudd foi uma escolha certeira para interpretar o personagem principal de <i>Homem-Formiga</i>. Rudd tem muita facilidade em transitar pelos meandros de um personagem cheio de falhas humanas e que ganha a simpatia do público por esses atributos. Michael Douglas é eficiente como o primeiro Homem-Formiga, o Dr. Hank Pym, Michael Peña está hilário como um dos amigos de Lang e Evangeline Lilly está ótima e magnética na pele de Hope Van Dyne, vislumbrando um futuro ainda mais interessante na Marvel quando assumir de vez a identidade da Vespa.</p>
</div>
<div>
<p>Em suma,<i> Homem-Formiga </i>representa tudo o que a Marvel sabe fazer de melhor, um filme bem-humorado, humano, enfim, um entretenimento de primeira linha. Com o mérito de não ser um produto tão deslocado e enfadonho quanto <i>Thor </i>e <i>Thor &#8211; Mundo Sombrio</i>, mas também sem a ausência de compromisso e &#8220;freios&#8221; que fizeram de <i>Guardiões da Galáxia </i>um produto tão diferenciado no estúdio, <i>Homem-Formiga </i>é um filme correto e muito agradável, enfim, o que se espera de um bom <i>blockbuster </i>com a assinatura do estúdio de Stan Lee, inegavelmente a grande potência cinematográfica deste início de século.</p>
</div>
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