<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Pedro Almodóvar - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/pedro-almodovar/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/pedro-almodovar/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 31 Oct 2024 00:13:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Pedro Almodóvar - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/pedro-almodovar/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: O Quarto ao Lado</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-ao-lado/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-ao-lado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2024 00:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[John Turturro]]></category>
		<category><![CDATA[Julianne Moore]]></category>
		<category><![CDATA[O Quarto ao Lado]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Tilda Swinton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18836</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois dos curtas A Voz Humana e Estranha Forma de Vida, o cineasta Pedro Almodóvar finalmente faz a sua estreia em longas de língua inglesa com O Quarto ao Lado, filme vencedor do prêmio de melhor longa no último Festival de Veneza. Desde que ganhou projeção internacional nos anos 1980, não foram poucas as tentativas de trazer Almodóvar para os EUA. A mais recente que se tem notícia foi durante a pré-produção de Julieta de 2016, que seria protagonizado por Meryl Streep, mas que, &#8220;de última hora&#8221;, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-ao-lado/">Crítica: O Quarto ao Lado</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois dos curtas A Voz Humana e Estranha Forma de Vida, o cineasta Pedro Almodóvar finalmente faz a sua estreia em longas de língua inglesa com <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>, filme vencedor do prêmio de melhor longa no último Festival de Veneza. Desde que ganhou projeção internacional nos anos 1980, não foram poucas as tentativas de trazer Almodóvar para os EUA. A mais recente que se tem notícia foi durante a pré-produção de Julieta de 2016, que seria protagonizado por Meryl Streep, mas que, &#8220;de última hora&#8221;, acabou sendo convertido em uma produção espanhola protagonizada por Adriana Ugarte e Emma Suárez. Sempre que chegava o momento, o diretor alegava temer a barreira do idioma no set. As experiências nos curtas devem ter minimizado os temores do diretor e ele enfim traz para o público O Quarto do Lado.</p>
<p>Em <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>, Almodóvar reúne Tilda Swinton, com quem havia trabalhado em A Voz Humana, e Julianne Moore na história de uma correspondente de guerra enferma por um câncer terminal (Swinton). Ciente dos seus últimos dias de vida, a personagem pede que uma amiga de longa data interpretada por Moore a acompanhe durante uma temporada em uma casa de campo onde pretende realizar um procedimento dar fim à própria vida.</p>
<p>Como Dor e Glória, <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>traz reflexões do cineasta sobre a finitude, a morte, ou melhor, a vida é o grande tema do mais recente trabalho de Almodóvar. Toda a ação do filme é concentrada nos diversos diálogos entre as personagens de Swinton e Moore, que assumem um protagonismo absoluto na tela, conversando sobre o passado, presente e futuro.</p>
<p>Por um ponto de vista mais óbvio, Almodóvar olha para Martha, personagem de Swinton, percebendo seus últimos prazeres e refletindo sobre erros e acertos em sua vida. Tentando sumariamente resolver todas as questões mal administradas em seu último suspiro. Inicialmente, a personagem Swinton é definida pelo temor para gradualmente ter um enfrentamento mais sereno da situação.</p>
<p>Do outro, e talvez mais interessante, há também o olhar do cineasta para Ingrid, personagem de Moore. A escritora vive a ansiosa expectativa pelo momento em que, enfim, Martha não estará mais entre os vivos. Ingrid é a forma que Almodóvar encontra para falar sobre nossa relação mal resolvida com a morte, ou seja, como por vezes não gostamos de falar sobre sua iminência ou sobre assuntos relacionados a ela.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18857" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-3.png" alt="O Quarto ao Lado" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em> é marcado por um roteiro que tem bastante sofisticação no tratamento do seu tema central. Almodóvar sabe elaborar um desenvolvimento complexo para a temática e conta com ótimas atrizes para conduzir tudo isso. É difícil ter algum &#8220;escorregão&#8221; nesse departamento quando se tem Tilda Swinton e Julianne Moore à frente do seu projeto. Ambas possuem uma sensibilidade ímpar e lidam com sentimentos delicados e não verbalizados ao longo da narrativa, sobretudo Moore que interpreta a espectadora da morte de alguém querido.</p>
<p>O problema é que <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em> causará estranhamento nos fãs mais ardorosos do cineasta e não é só pela língua falada. É o tipo de filme cuja resposta imediata após a sessão pode não fazer justiça ao seu resultado. É uma obra que precisa ser amadurecida intelectualmente pois surge como um ponto de mudança muito forte na filmografia do diretor.  Recentemente, Almdóvar tem se aberto a reflexões existencialistas sobre o seu legado diante da velhice e da percepção da finitude (Dor e Glória) e até mesmo colocado o dedo na ferida sobre o atual cenário político (Mães Paralelas). <em>O Quarto ao Lado</em> me parece mais um movimento nesse sentido. Em uma cena tola, mas emblemática desse movimento, Almodóvar sinaliza como, nessas circunstâncias, seus personagens sequer têm tempo ou enxergam graça no humor malicioso e erótico que lhe era tão peculiar &#8211; refiro-me a uma cena entre a personagem de Moore e um personal trainer.</p>
<p>Em <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>, a forma tão característica do diretor parece dissonante da sobriedade que é vista na tela. É um cineasta em conflito: aquilo que ele quer abordar (a melancolia dos últimos dias e o pessimismo com o estado das coisas no mundo) encontra os resquícios da sua vivacidade estética que, alumas vezes, resiste, mas na maior parte do tempo cede diante da gravidade das coisas.  A artificialidade do mise en scène, o humor e as cores parecem não &#8220;conversar&#8221; muito bem com toda a melancolia vivenciada e representada tão bem pelas atuações de Swinton e Moore.</p>
<p>Talvez para quem seja fã do cinema do cineasta, encarar o diretor que será visto em <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em> pode parecer um choque. O mais recente trabalho de Almodóvar tem como ponto forte, para o bem e para o mal, todo o resultado dessas mudanças em cada fibra da sua trama. É um longa conflitante, muitas vezes, mais soturno do que a maior parte das obras do diretor. Em alguns momentos, essa mudança de perspectiva de Almodóvar é bem-vinda e resulta em insights de uma profundidade singular, em outros traz entraves para a própria apreciação da história contada e não parece tão harmonioso quanto o trabalho pregresso do realizador.</p>
<p>Em <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>, Almodóvar traz personagens que não seguem por completo seus instintos, são mais contemplativos e melancólicos, estão paralisados diante do medo maior: a morte. Eles até  percebem seus desejos como impulsos persistentes e procuram atendê-los em determinado momento. Porém, os instintos já não são mais percebidos como algo capaz de aplacar todas as insatisfações. O tom mais existencialista, a decepção com o mundo, alternada por uma fúria e melancolia por perceber que as coisas não terminaram como lutamos para que terminassem&#8230; Este é Almodóvar hoje e talvez leve um tempo para assimilarmos esse novo artista, que segue fiel a sua identidade, mas que está presente em um outro contexto do mundo e da sua própria jornada. Ainda não é um Almodóvar resolutivo da sua nova forma, mas em transformação, o que é instigante de ser analisado, mesmo que não resulte em um dos seus maiores filmes, comprovando que a língua é apenas um detalhe na sua realização como artista.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tilda Swinton, Julianne Moore, John Turturro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/G4DdJyO7N9w?si=A0AWLedCcAjEWkjy" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-ao-lado/">Crítica: O Quarto ao Lado</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-ao-lado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Mães Paralelas (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Mar 2022 00:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Mães Paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Milena Smit]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15307</guid>

					<description><![CDATA[<p>Melodrama, dor, paixão e segredos que consomem alguém até a última gota. Todos os elementos costumeiros de obras de Pedro Almodóvar (Dor e Glória) estão presentes em Mães Paralelas, juntamente com as suas tonalidades intensas, que preenchem a tela. Para entregar a sua nova obra como um belo exemplar “Almodóvar raiz” (porém um raiz mais maduro), o realizador mescla temas que se encontram em só: a maternidade e a memória. Apesar de toda passionalidade convocada pelo cineasta, esta é uma [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/">Crítica: Mães Paralelas (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Melodrama, dor, paixão e segredos que consomem alguém até a última gota. Todos os elementos costumeiros de obras de Pedro Almodóvar (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/"><em>Dor e Glória</em></a>) estão presentes em <strong><em>Mães Paralelas</em></strong>, juntamente com as suas tonalidades intensas, que preenchem a tela. Para entregar a sua nova obra como um belo exemplar “Almodóvar raiz” (porém um raiz mais maduro), o realizador mescla temas que se encontram em só: a maternidade e a memória.</p>
<p>Apesar de toda passionalidade convocada pelo cineasta, esta é uma passionalidade calculada e bem articulada, durante as 2 horas de projeção. Para além de a narrativa contar com a história de duas mães, os enredos também são paralelos. De um lado, o espectador acompanha o encontro de Janis (Penélope Cruz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/"><em>Todos Já Sabem</em></a>) e Ana (Milena Smit), que se conhecem na maternidade e que, mesmo com faixas etárias distintas, precisam lidar com as experiências palpáveis e surreais que estão postas em suas realidades.</p>
<p>Do outro, é possível ver a busca de Janis, ao lado de seu amigo e amante Arturo, pelos corpos de pessoas enterradas em valas comuns, durante a Guerra Civil espanhola, de 1930. Assim, Almodóvar arremata toda uma discussão política complexa, que trata de luas de classe, mas também imprime toda a potencialidade e força de mulheres mães solo. Este jogo de idas e vindas temáticas – e até temporais – é perigoso, porém não há perda do rumo da trama aqui. Pelo contrário.</p>
<p>Há uma habilidade em conduzir esta história e amarrá-la, permitindo que exista espaço para o respiro entre um plot e outro, mas nunca os deixando de lado. Neste sentido, a direção consegue fomentar esta construção do paralelo, fazendo um jogo de quadros mais abertos e fechados para cada determinada intenção. Nos momentos de mais intensidade emocional, Almodóvar traz seus super closes, alguns deles até laterais. Esta estratégia, obviamente, aproxima o público das sensações das personagens e amplifica os seus sentimentos também.</p>
<p>Os movimentos de câmera são poucos, bem pontuais, e a duração dos planos é gerenciada para que haja tempo suficiente de se olhar para aquelas figuras. Os fluxos de pensamento e as ações ali inseridas são compreendidos de forma mais profunda, justamente porque é permitido que se olhe para elas com cuidado e de perto. Ao mesmo tempo, quando o espectador retorna para as questões de memória, a maioria dos quadros está mais aberto, podendo causar uma impressão de liberdade, esperança, redenção e até reflexão.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15324" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281.jpg" alt="Mães Paralelas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maes-paralelas-695281-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao contemplar a imensidão da estrada e das terras onde vários corpos foram enterrados, por exemplo, quem assiste é afastado do aspecto individual e se encaminha para focar no macro daquela situação. Transitando neste contexto, do particular para o geral e vice-versa, está Penélope Cruz, que também é um ponto positivo certeiro dentro de <em><strong>Mães Paralelas</strong></em>. Habita aqui uma interpretação mais madura de Penélope, com mais contenção de movimentos e gestos precisos.</p>
<p>A sua construção é calcada em uma retenção que conta muito sobre a sua Janis: uma mulher observadora, racional e segura. Assim, as respirações e deslocamentos são justos, não sobram, trazendo uma organicidade para o papel. Este é um tipo de atuação menos óbvio, porque esta é uma composição sutil. A elaboração de sentido criado por Cruz é bem profunda e diversos rumos da narrativa são perceptíveis através de seu olhar.</p>
<p>Contudo, este traço positivo em Penélope acaba não sendo tão bom no contexto geral da produção. Alguns caminhos escolhidos por Almodóvar deixam a trama um tanto óbvia. Quando o mesmo deixa que certas peripécias demorem demasiadamente, o enredo soa ingênuo. Esta questão não perpassa todo o longa, não comprometendo a sua totalidade. Mas, a enrolação para desvendar o suspense central não se sustenta quando quem assiste já entendeu o que está se passando e não há mais necessidade de criar mistério.</p>
<p>Além disso, este fator combinado com o desfecho abrupto, sem encerramento, faz com que pontas fiquem soltas em <strong><em>Mães Paralelas</em></strong>. Talvez, o roteiro quisesse deixar este final sem conclusão, sem respostas, porém a execução poderia ser mais precisa, preparando o público para tal estratégia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Penélope Cruz, Milena Smit, Aitana Sánchez-Gijón</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/50cJUKw9RU8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/">Crítica: Mães Paralelas (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maes-paralelas-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: A Voz Humana</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-humana/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-humana/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 20:01:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[A Voz Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Agustín Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Tilda Swinton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14720</guid>

					<description><![CDATA[<p>A espera da resposta de uma pessoa amada, o sufocamento e as fragilidades das relações românticas e como elas podem nos levar aos caos externos e internos absolutos são alguns dos temas tratados em A Voz Humana. Em um média-metragem de 30 minutos, Pedro Almodóvar traz a adaptação da peça homônima de Jean Cocteau, com Tilda Swinton como protagonista. Em seu monólogo, acompanhamos, majoritariamente, ela e suas angústias, em todo cenário que a cerca. Na decupagem de Almodóvar e na [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-humana/">Crítica: A Voz Humana</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A espera da resposta de uma pessoa amada, o sufocamento e as fragilidades das relações românticas e como elas podem nos levar aos caos externos e internos absolutos são alguns dos temas tratados em <em><strong>A Voz Humana</strong></em>. Em um média-metragem de 30 minutos, Pedro Almodóvar traz a adaptação da peça homônima de Jean Cocteau, com Tilda Swinton como protagonista. Em seu monólogo, acompanhamos, majoritariamente, ela e suas angústias, em todo cenário que a cerca.</p>
<p>Na decupagem de Almodóvar e na atuação de Swinton, cada um dos sentimentos da personagem principal são evocados e passados para o espectador. Principalmente, através de planos mais abertos, nos quais vemos esta mulher andando por vários caminhos dentro de um cubículo adereçado e lutando contra suas emoções transbordantes, é curioso observar como Almodóvar não tenta disfarçar para o público a artificialidade daquele espaço. É possível ver as paredes cenográficas, principalmente em quadros filmados de cima.</p>
<p>Há também uma presença de objetos tecnológicos, pontualmente. Eles, de certa forma, criam um paralelo com toda o estranhamento e distanciamento que arrebata a personalidade das pessoas em términos. Seja no aguardo por uma resolução, nas palavras ensaiadas para um possível reencontro ou neste tipo de luto que toma conta dos corações sofridos, há algo mecânico e artificial quando um fim chega, principalmente quando se trata de uma decisão de apenas um lado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a intimidade criada com a figura central faz com que seja construída uma compreensão gradual sobre suas motivações e é quase como se quem assiste estivesse ali, sentado em uma plateia de teatro ou, ainda, na sala da casa da protagonista, como quando se acompanha os conflitos de uma amiga ou amigo próximo, que acabou de terminar um relacionamento.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14725" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/plano-critico-a-voz-humana-almodovar.jpg" alt="A Voz Humana" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/plano-critico-a-voz-humana-almodovar.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/plano-critico-a-voz-humana-almodovar-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/plano-critico-a-voz-humana-almodovar-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/plano-critico-a-voz-humana-almodovar-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Talvez, a identificação seja a chave maior para a conexão com a narrativa. O abandono e a perda de um amor, sobretudo em se tratando de um envolvimento de muito tempo, como acontece no filme, é algo que quase todos os habitantes do Planeta já viveram. Contudo, o como é feito é, sem dúvidas, o principal motivo do êxito do média. Utilizando a técnica ao seu favor, Almodóvar deixa que os quadros mais gerais e localizam o público, seja tomado em alguns instantes, por planos mais fechados em <em><strong>A Voz Humana</strong></em>.</p>
<p>Estes breves instantes de proximidade do rosto de Tilda na tela provocam uma necessidade de investigação, de busca por decifrar os reais questionamentos, pensamentos e dores da personagem. Além disto, em sua movimentação pelo cenário, Swinton revela o quão perdida e melancólica aquela mulher está, mas em seus olhos – sempre fixos em um ponto específico – habitam uma força que imprime que a mesma está prestes a explodir. Há, assim, uma combinação entre criação do diretor e da atriz, que entregam um resultado coeso.</p>
<p>Neste contexto, há toda uma progressão sendo trabalhada e em cada sequência esta iminência do caos que será estabelecido cresce. Toda a solidão da personagem é ainda corroborada com a escolha do foco ser somente a perspectiva desta mulher. Não se ouve a voz do ex-amor da personagem de Swinton. Pelo contrário, quando, finalmente, o telefonema esperado ocorre, ela coloca o fone de ouvido e apenas suas respostas e argumentos são escutados.</p>
<p>É possível, desta maneira, analisar com mais cuidado e sentir amplamente como se configura o discurso de quem é deixado e todas as estratégias que podem ser criadas para evitar tal situação são fomentadas. Enquanto a mulher negocia no telefone e tenta não perder seu objeto de desejo, Tilda fica centralizada e em close.  Não há escapatória ali, a não ser acompanhar as tentativas dela de rogar pelo retorno de sua paixão. Como, anteriormente, fora mais explorado o local onde ela estava e quão sozinha ela se sentia, neste terceiro ato vem o confronto e, por isso, a aproximação com seu rosto faz um sentido ainda maior.</p>
<p>Nesta mistura de sentimentos e cores intensas almodovarianas e uma ambientação quase sintética, <em><strong>A Voz Humana </strong></em>é um filme extremamente meticuloso que trata e convoca uma situação caótica. Assim, com uma decupagem, uma mise-en-scène e uma direção de atriz bastante calculadas, Pedro Almodóvar consegue trazer uma obra que, ainda que seja tão pensada para causar certos efeitos, é tão quente e passional, que seu desfecho não poderia ser outro a não ser um incêndio. É uma obra que mescla simplicidade e complexidade e é, em sua totalidade, arrebatadora.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Pedro Almodóvar</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Tilda Swinton, Agustín Almodóvar</p>
<p><strong>Assista o trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ptbDsUHJuVQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-humana/">Crítica: A Voz Humana</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-humana/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Dor e Glória</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2019 00:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[Asier Etxeandia]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dor e Glória]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Julieta Serrano]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Sbaraglia]]></category>
		<category><![CDATA[Nora Navas]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=10680</guid>

					<description><![CDATA[<p>O novo filme do diretor Pedro Almodóvar, Dor e Glória, estreia nesta quinta-feira, 13 de junho, e é um retrato da vida do melancólico do cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas). Por conta de um episódio trágico em sua vida, ele acaba revisitando momentos que determinaram seu presente e o moldaram na maneira de ser. Almodóvar sinalizou durante a produção do roteiro, que ele refletia muito a sua história e coisas que teria vivido no passado. O diretor fala sobre a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/">Crítica: Dor e Glória</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme do diretor Pedro Almodóvar, <em><strong>Dor e Glória</strong></em>, estreia nesta quinta-feira, 13 de junho, e é um retrato da vida do melancólico do cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas). Por conta de um episódio trágico em sua vida, ele acaba revisitando momentos que determinaram seu presente e o moldaram na maneira de ser.</p>
<p>Almodóvar sinalizou durante a produção do roteiro, que ele refletia muito a sua história e coisas que teria vivido no passado. O diretor fala sobre a homossexualidade, descoberta do amor precoce e o maduro, definição de propósito de vida, crises existenciais. Tudo isso pincelado com muita naturalidade em um roteiro que flui tão fácil quanto a própria vida cotidiana.</p>
<p>E esse é o ponto mais alto do longa. O perfil autobiográfico nos oferece elementos fortes das escolhas que levaram o diretor a ser quem é na atualidade. Ele aprofunda com muito cuidado a relação estreita com a mãe, Jacinta, vivida por Penélope Cruz, que desde a sua infância batalhou para que tivesse as melhores oportunidades possíveis. Esse relacionamento, inclusive, é o que determina momentos profundos de reflexão ao protagonista.</p>
<p>Além disso, temos a relação de Salvador com ele mesmo. E essa é a relação mais interessante da trama. A maneira como ele reage aos diversos elementos que são inseridos em sua narrativa e como isso molda a sua personalidade. São muitos detalhes que vão tecendo essa trama madura de Almodóvar.</p>
<p>A partir deste pontos, a trama vai se desdobrando na relação carnal e afetiva do protagonista. Ele mostra a homossexualidade com cuidado e como ela teria surgido. A descoberta da criança e o primeiro interesse que Salvador teria tido. Ainda assim, não se priva de ser honesto com a exposição da relação homossexual, sem oferecer rodeios.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10682" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3827734.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Almodóvar pincela as cenas com memórias afetivas de seu passado. Cheiros, sabores, imagens e nuances. A lembranças que vão surgindo para o personagem, mesmo que de forma não-linear, é o que vai definindo o tom da trama. Associado a isso, uma produção visual que combina com a variações emocionais da personagem. Cores vivas do presente e do passado, em contraposição ao obscuro afetivo. É um trabalho cuidadoso não apenas na narrativa.</p>
<p>A medida que as camadas vão sendo expostas, as inquietações do protagonistas vão sendo sanadas e colocadas de uma nova perspectiva. O filme tem o cuidado real de trazer veracidade psicológica à evolução do personagem, o que torna ele ainda mais meticuloso no seu roteiro.</p>
<p>A força motriz por trás de tudo isso é a relação com a arte. A arte que inquieta o protagonista e o compele a sair de sua zona de conforto, imposta pela situação de saúde em que se encontra. Esse é o mote principal do roteiro. Ele faz com que a produção artística seja o maior motivador e transformador de Salvador.</p>
<p>Na atuação, Antonio Banderas definitivamente nos presenteia com uma das melhores atuações de sua carreira, o que rendeu o Prêmio de Interpretação Masculina no Festival de Cinema de Cannes deste ano. Penélope Cruz também está excelente no papel da mãe do protagonista.</p>
<p>Por fim, Almodóvar deixa em aberto o que seria ficção e o que seria realidade neste longa. <em><strong>Dor e Glória</strong></em> é uma obra contundente e forte, que leva o espectador a experienciar a trajetória realista, sofrida e, ao mesmo tempo, colorida de seu protagonista. Uma verdadeira conversa entre a dor e a glória, como a leitura de um diário íntimo de alguém. Certamente um filme que vale a pena a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar<br />
<strong>Elenco:</strong> Antonio Banderas, Asier Etxeandia, Leonardo Sbaraglia, Penélope Cruz, Julieta Serrano, Nora Navas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4IhyLHoSeLY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/">Crítica: Dor e Glória</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>5 mulheres dos filmes de Almodóvar</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/5-mulheres-dos-filmes-de-almodovar/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/5-mulheres-dos-filmes-de-almodovar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2016 17:49:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Fale com ela]]></category>
		<category><![CDATA[Julieta]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres à beira de um ataque de nervos]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo sobre minha mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Volver]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=6388</guid>

					<description><![CDATA[<p>Já está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil o novo filme do diretor Pedro Almodóvar. Julieta é um melodrama que conta a história de uma mulher marcada por culpas vindas de erros do passado e que busca superar um abandono cruel. Com uma atmosfera de pequenas tensões criadas pela personagem principal, o longa não sai da zona mediana. A protagonista parece mais um zumbi perambulando pela narrativa. Qualquer acontecimento simples tem um peso maior do que o necessário. Apesar do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/5-mulheres-dos-filmes-de-almodovar/">5 mulheres dos filmes de Almodóvar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil o novo filme do diretor Pedro Almodóvar. <strong><em>Julieta</em> </strong>é um melodrama que conta a história de uma mulher marcada por culpas vindas de erros do passado e que busca superar um abandono cruel. Com uma atmosfera de pequenas tensões criadas pela personagem principal, o longa não sai da zona mediana.</p>
<p>A protagonista parece mais um zumbi perambulando pela narrativa. Qualquer acontecimento simples tem um peso maior do que o necessário. Apesar do exagero aparecer em diversas obras do cineasta, aqui há um sentimento de vazio, de falta de complexidade dos personagens, de gratuidade de eventos que esforçam para impactar e emocionar, mas que só conseguem um “ok” da plateia. Deixo claro que isso é um ponto de vista particular, outra percepção sobre o filme pode ser lida em nossa crítica (clique<a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-julieta/"> aqui</a>).</p>
<p>Todavia, ainda que não seja o caso de <em>Julieta</em>, as películas de Almodóvar são lembradas por terem figuras femininas de personalidade intensa e vibrante. O Coisa de Cinéfilo resolveu trazer uma lista com as 5 melhores personagens femininas nos filmes do diretor espanhol:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6408" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/marisa.jpg" alt="marisa" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 05. Huma Rojo</strong> (Marisa Paredes, <em>Tudo sobre minha mãe</em>, 1999)</p>
<p>A personagem é uma atriz enigmática, de cabelos vermelhos, olhar marcante e presença firme. Huma é uma daquelas personagens fascinantes, cheia de complexidade, na qual os defeitos e qualidades não são o fator mais relevante, mas os rumos que ela toma na trama. Na história, um fã da atriz acaba sendo atropelado depois de lhe pedir um autógrafo. Um tempo depois, a mãe do rapaz se transforma na sua assistente. Assim, na medida que sua participação aumenta na história, aquela figura que intriga o público no início vai ganhando um novo olhar durante a projeção.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6409" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/rosario-torera-almodovar.jpg" alt="rosario-torera-almodovar" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 04. Lydia Gonzáles</strong> (Rosario Flores, <em>Fale com ela</em>, 2002)</p>
<p>Lydia é uma toureira, forte, empoderada e que exala segurança. Apesar de todas essas características, a moça sofre um acidente no trabalho e entra em coma. Em <em>flashbacks</em> vemos sua figura forte do passado. Ainda que a personagem esteja debilitada, a sua força antes da tragédia é muito clara e isso a torna uma das grandes mulheres criadas por Almodóvar.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6410" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/004-women-on-the-verge-of-a-nervous-breakdown-theredlist.jpg" alt="004-women-on-the-verge-of-a-nervous-breakdown-theredlist" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 03. Pepa</strong> (Carmen Maura, <em>Mulheres à beira de um ataque de nervos</em>, 1988)</p>
<p>Pepa é uma atriz que começa a ficar muito nervosa e angustiada pois descobre que está grávida no momento em que seu companheiro a abandona. Em meio a tudo isso, ela começa a receber visitas e é a partir daí que a confusa se inicia na história. A personagem ocupa a terceira posição por seu carisma, senso de humor e uma pitada de rebeldia. Esta é uma típica <em>persona</em> de um filme de Almodóvar, no bom sentido da coisa. Cheia de complexidades, sem maniqueísmo e que se arrisca quando acredita que está correta. Maura é incrível e ainda rende boas risadas como a personagem.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6411" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/penelope.jpg" alt="penelope" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 02. Raimunda</strong> (Penélope Cruz, <em>Volver</em>, 2006)</p>
<p>Quando uma situação extrema ocorre e Raimunda precisa tomar uma decisão importante, ela toma as rédeas da situação e encara tudo da forma mais forte possível. A personagem de Cruz é uma mãe protetora, cuidadosa e que faz o que for necessário para proteger sua filha. Com olhares marcantes, palavras firmes e pouca titubeação, esta figura está no segundo lugar pois ela demonstra a força das mulheres e como juntas elas podem se proteger.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6412" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/ceciliaroth.jpg" alt="ceciliaroth" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 01. Manuela</strong> (Cecília Roth, <em>Tudo sobre minha mãe</em>, 1999)</p>
<p>A personagem faz parte de um dos melhores longas de Pedro Almodóvar (talvez, seu feito cinematográfico mais bacana até agora). Na história, Manuela dá um presente para o filho, ver a nova montagem de <em>Um bonde chamado desejo</em>, interpretado por sua atriz preferida, Huma. Numa tentativa de pegar um autógrafo da artista, o rapaz acaba sendo atropelado e morre. A partir daí, a mãe dele resolve dar a notícia para o pai do garoto que nem sabia que tinha um filho. O enredo é maravilhoso e Cecília Roth junta diversas das melhores características das personagens de Almodóvar. A mulher tem carisma, força, gera simpatia. Durante a projeção, suas ideias vão se esclarecendo e ela vai se tornando uma pessoa cada vez mais resiliente.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/5-mulheres-dos-filmes-de-almodovar/">5 mulheres dos filmes de Almodóvar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/5-mulheres-dos-filmes-de-almodovar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Julieta de Almodóvar é o destaque entre as estreias (07/07). Confira outros lançamentos desta semana!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/julieta-de-almodovar-e-o-destaque-entre-as-estreias-0707-confira-outros-lancamentos-desta-semana/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/julieta-de-almodovar-e-o-destaque-entre-as-estreias-0707-confira-outros-lancamentos-desta-semana/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2016 12:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Era do Gelo]]></category>
		<category><![CDATA[A Era do Gelo - O Big Bang]]></category>
		<category><![CDATA[Florence: Quem é Essa Mulher?]]></category>
		<category><![CDATA[Janis: Little Girl Blue]]></category>
		<category><![CDATA[Julieta]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Um Belo Verão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=6398</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em Julieta, um dos títulos mais aguardados entre as estreias da semana, mais uma vez, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar retorna às questões que envolvem o seu universo feminino na linha de filmes marcantes da sua carreira como Tudo sobre minha mãe e Volver . Com um elenco encabeçado por Emma Suárez e Adriana Ugarte e apostando no melodrama, o diretor pretende contar parte da trajetória de Julieta, uma mulher cuja vida foi marcada por perdas. Já assistimos ao longa, leia a nossa crítica [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/julieta-de-almodovar-e-o-destaque-entre-as-estreias-0707-confira-outros-lancamentos-desta-semana/">Julieta de Almodóvar é o destaque entre as estreias (07/07). Confira outros lançamentos desta semana!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <strong><em>Julieta</em></strong>, um dos títulos mais aguardados entre as estreias da semana, mais uma vez, o cineasta espanhol <strong>Pedro Almodóvar</strong> retorna às questões que envolvem o seu universo feminino na linha de filmes marcantes da sua carreira como <em>Tudo sobre minha mãe </em>e <em>Volver</em> . Com um elenco encabeçado por <strong>Emma Suárez</strong> e <strong>Adriana Ugarte </strong>e apostando no melodrama, o diretor pretende contar parte da trajetória de Julieta, uma mulher cuja vida foi marcada por perdas. Já assistimos ao longa, leia a nossa <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-julieta/">crítica aqui.</a></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/s0EU7b3S31I" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6402" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/florence2.jpg" alt="florence2" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Florence: Quem é Essa Mulher?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Stephen Frears</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Elenco:</strong> Meryl Streep, Hugh Grant, Simon Helberg</p>
<p>No longa, a premiada Meryl Streep vive Florence Foster Jenkins, herdeira de uma grande fortuna que era apaixonada por ópera e começa a perseguir obsessivamente uma carreira nos palcos. O grande problema é que Florence não possui talento algum e todos que estão à sua volta não têm coragem de dizer isso para ela. O longa é dirigido por Stephen Frears, de filmes como <em>A Rainha </em>e <em>Ligações Perigosas</em>.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/nKTrqQldd3U" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6391" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/20160527-a-era-do-gelo-o-big-bang-papo-de-cinema-08.jpg" alt="20160527" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Era do Gelo: O Big Bang</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Mike Thurmeier</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Vozes de:</strong> Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary</p>
<p>No quinto filme da franquia animada, o esquilo Scrat acaba causando um acidente de enormes proporções na sua eterna busca pela noz e um meteoro ameaça a Terra. Manny, Diego e Sid vão ter que lidar com a situação que anuncia o fim de uma era. Já conferimos a animação, leia a <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-a-era-do-gelo-o-big-bang/">crítica ao filme </a>no site.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GNyujrPGvVc" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6403" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/beloverao.jpg" alt="beloverao" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Um Belo Verão</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Catherine Corsini</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Elenco:</strong> Cécile de France, Izia Higelin, Noémie Lvovsky</p>
<p>Destaque no último Festival Varilux de Cinema Francês, o filme é ambientado na França da década de 1970. No longa, somos apresentados a Delphine, uma jovem que abandona a sua família no interior do país, se muda para Paris e conhece o amor através de Carole.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9OtuNrOyfho" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6404" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/janis.jpg" alt="Janis " width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Janis: Little Girl Blue</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Amy Berg</p>
<p style="text-align: center;">Documentário</p>
<p>O filme pretende desvendar a mulher Janis Joplin. No documentário são abordadas suas relações pessoais no intuito de entender o que existia por trás de uma das maiores lendas do rock norte-americano.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/F_sReugRWYI" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/julieta-de-almodovar-e-o-destaque-entre-as-estreias-0707-confira-outros-lancamentos-desta-semana/">Julieta de Almodóvar é o destaque entre as estreias (07/07). Confira outros lançamentos desta semana!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/julieta-de-almodovar-e-o-destaque-entre-as-estreias-0707-confira-outros-lancamentos-desta-semana/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Julieta</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-julieta/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-julieta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jul 2016 22:40:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Ugarte]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Suárez]]></category>
		<category><![CDATA[Julieta]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Rossy de Palma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=6378</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de Tudo sobre minha mãe fica sempre difícil para o cineasta Pedro Almodóvar retornar ao seu universo feminino. Qualquer exemplar da sua carreira posterior ao seu filme de 1999 corre o sério risco de viver à sua sombra. Tudo sobre minha mãe é a obra-prima do realizador espanhol, mas também a sua declaração de amor definitiva ao feminino em suas múltiplas e complexas facetas. Volver, longa de 2006 do diretor, por exemplo, é um filme pulsante e cheio de personalidade, mas não tão [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-julieta/">Crítica: Julieta</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Depois de </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Tudo sobre minha mãe </span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">fica sempre difícil para o cineasta Pedro Almodóvar retornar ao seu universo feminino. Qualquer exemplar da sua carreira posterior ao seu filme de 1999 corre o sério risco de viver à sua sombra. </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Tudo sobre minha mãe </span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">é a obra-prima do realizador espanhol, mas também a sua declaração de amor definitiva ao feminino em suas múltiplas e complexas facetas. </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Volver, </span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">longa de 2006 do diretor, por exemplo, é um filme pulsante e cheio de personalidade, mas não tão completo e definitivo quanto </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Tudo sobre minha mãe. </span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;"> </span><i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Julieta</span></i><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">, filme de Almodóvar que chega aos cinemas esta semana, é o retorno do diretor a esta celebração do feminino e não é um dos seus trabalhos mais fracos, mas é um exemplar tímido em sua filmografia. Trata-se de um filme agradável, emocionalmente engajado e instigante, porém mais retraído na condução dos seus propósitos de contar uma história governada por personagens femininas fortes e dominantes.</span></p>
<div data-blogger-escaped-style="margin: 0cm 0cm 8pt; text-align: justify;">
<p><span style="font-family: 'times','times new roman',serif;" data-blogger-escaped-style="font-family: &quot;times&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif;">Baseado em alguns contos da escritora Alice Munro, o filme traz um Almodóvar que deseja contar parte da trajetória de Julieta, uma professora de Literatura Clássica que vive uma paixão arrebatadora por um pescador e busca desesperadamente um reencontro com sua filha. No longa, o cineasta nos apresenta sua protagonista no passado e no presente, sendo interpretada pelas atrizes Adriana Ugarte e Emma Suárez, respectivamente, ambas estreantes na filmografia do diretor. </span></p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6380" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/julieta2-large_transgsaO8O78rhmZrDxTlQBjdLdu0TL-Cg_AMOUqySXmFgU.jpg" alt="julieta2-large_trans++gsaO8O78rhmZrDxTlQBjdLdu0TL-Cg_AMOUqySXmFgU" width="610" height="348" /></p>
<p>Escancarando a sua veia melodramática, como de praxe, Pedro Almodóvar faz de <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Julieta </em>um filme dominado pelas mulheres e, na corrente de títulos como os já mencionados <em>Tudo sobre minha mãe </em>e <em>Volver, </em>ainda citaria <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">A Flor do meu Segredo </em>e <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos</em>, o que menos interessa na sua trama são os homens que circulam por ela. A Julieta Arcos do cineasta é uma personagem destinada ao trágico, sua própria profissão parece sugerir isso, e os acontecimentos que a arrebatam a conduzem a um poço sem fim de melancolia que nem mesmo Almodóvar faz questão de conferir um alívio no desfecho do filme. O longa é marcado por um roteiro ritmado como convém aos longas mais envolventes do realizador. Com um dramalhão cheio de revelações e idas e vindas, Almodóvar ainda costura uma protagonista “comum” como a Leo Macías (Marisa Paredes) de <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">A Flor do meu Segredo</em>, uma mulher com desejos e motivações que são capazes de estabelecer a conexão imediata entre o filme e sua plateia.</p>
<p>Entre cumes de felicidade e momentos de completa tristeza, tanto Ugarte quanto Suárez honram o título de novas musas de Almodóvar e trafegam bem pelos percursos que Julieta tende a seguir ao longo do filme. Contudo, o destaque do elenco é, sem dúvida, Rossy de Palma, figurinha fácil na filmografia de Almodóvar e que aqui interpreta Marian, a empregada do interesse amoroso de Julieta, o pescador Xoan, interpretado pelo ator Daniel Grao.</p>
<p>Com <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Julieta</em>, a impressão que fica é que o próprio Almodóvar não tem maiores ambições<em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">, </em>ou seja, não deseja realizar grandes proposições estéticas ou digressões a respeito de temas que o filme potencialmente sugere, mas simplesmente contar uma história envolvente sobre uma mulher com as usuais marcas formais dos seus longas, nada mais que isso. Esse pouco, conduzido com muita fidelidade à gramática cinematográfica do próprio diretor, já é satisfatório. <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Julieta </em>não é uma rota fora do padrão na carreira de Almodóvar. O filme é marcado pela repetição. No entanto, quando entendemos <em>Julieta </em>como um filme menor, não significa que ele é um longa ruim, muito pelo contrário, tem uma trama envolvente e uma protagonista de &#8220;carne e osso&#8221;que encontra sua conexão com o público. É um Almodóvar morno, mas bom, agradável.</p>
<p><strong>Assista ao trailer: </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/s0EU7b3S31I" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-julieta/">Crítica: Julieta</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-julieta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
