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	<title>Arquivos Panorama Internacional Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Panorama Internacional Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: A Bahia Me Fez Assim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 22:02:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há um mistos sensações que ficam na mente e nos corações de quem assiste A Bahia Me Fez Assim, de Sérgio Machado (A luta do século). De um lado, a produção diverte com toda a musicalidade baiana e carisma de seus artistas. Do outro, algumas incoerências e falhas técnicas diminuem a qualidade da sessão e até reduzem seu teor de entretenimento. A premissa é aqui a melhor parte do documentário de Machado. Com direção musical de Alê Siqueira, músicos da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Há um mistos sensações que ficam na mente e nos corações de quem assiste <em><strong>A Bahia Me Fez Assim</strong></em>, de Sérgio Machado (<em>A luta do século</em>). De um lado, a produção diverte com toda a musicalidade baiana e carisma de seus artistas. Do outro, algumas incoerências e falhas técnicas diminuem a qualidade da sessão e até reduzem seu teor de entretenimento.</p>
<p>A premissa é aqui a melhor parte do documentário de Machado. Com direção musical de Alê Siqueira, músicos da Bahia recriam versões de composições clássicas do Estado, através de releituras que procuram manter a base da original, mas também convocar ares contemporâneos. Assim, o espectador vê os ensaios e o resultado dele, durante a exibição.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Algumas “tretas” ocorrem e a equipe do longa-metragem decide mantê-las no corte final. Essa escolha é acertada, porque o contraponto entre desentendimentos e performances musicais belíssimas constrói camadas na narrativa. No entanto, a ideia inicial e as interações espontâneas dos artistas não conseguem sustentar a obra inteira.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A montagem é o que mais contribui negativamente para esse resultado geral não tão positivo. Cortes bruscos, de áudio e de imagens, entre as passagens retiram o público da imersão com o doc. Além disso, a escolha de separar as transições entre músicos por dias &#8211; que talvez tenha sido uma escolha da direção -, é protocolar e também atrapalha o processo de fruição. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Depois de inserir essa lógica de separação por dias, a dinâmica de <em><strong>A Bahia Me Fez Assim </strong></em>é quebrada e as idas e vindas se iniciam. A partir daí, as situações passam a ser repetitivas e a projeção a ficar cansativa. Ainda assim, vale destacar como a direção de Machado consegue capturar a musicalidade posta na tela. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Seja num contra-plongée, em uma câmera na mão, em uma panorâmica etc. , Sérgio Machado mostra a diferença de um diretor com um olhar experiente, que mergulha nas intencionalidades da narrativa, aproximando quem assiste daquele universo colocado no ecrã. O cineasta consegue aqui transformar sonoridades em visualidades, o que já é um grande mérito. </span></p>
<p>Outro ponto positivo é como as imagens de arquivo são utilizadas. Elas chegam não apenas como mera ilustrações, porém para também ampliar a construção de sentido. As fotografias e vídeos conectam passado e presente, inserem momentos de graça ou melancolia, pondo, assim, uma dose de complexidade maior ao documentário.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em><strong>A Bahia Me Fez Assim</strong></em> é uma produção que peca por se apegar à uma linguagem televisiva, de programas corridos de final de semana, que a equipe não tem muito tempo na ilha de edição.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, a direção é refinada, com planificação e movimentação de câmera que revelam uma compreensão sobre como filmar músicos para o cinema. </span>Ainda existe o fato de que as personagens* escolhidas são carismáticas ou, ao menos, servem como ponto de conflito, fazendo com que a trama exista e se movimente.</p>
<p style="font-weight: 400;">Neste universo, é possível dizer que a sessão vale a pena porque diverte, mesmo que esse não seja o caso da projeção inteira. É um filme que se propõe a fazer algo criativo e que entrega um produto que pode ser um registro importante para o futuro e “distraidinho” no presente.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Sérgio Machado</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">*Artistas que aparecem no longa: Rachel Reis, Afrocidade, Iuri Passos, Larissa Luz, Attooxxa, Ganhadeiras de Itapuã, Yayá Muxima, Tiganá Santana, Ilê Aiyê, Ivan Sacerdote, Orkestra Rumpilezz, Coletivo Rumpilezzinho, Xênia França e Melly</span></p>
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		<title>XIX Panorama Internacional Coisa de Cinema: O Cavalo de Pedro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 23:37:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A criatividade é um poder forte no cinema, sobretudo quando uma premissa inventiva está sob a égide de um roteirista e/ou realizador talentoso. Daniel Nolasco, que assina ambas as funções em seu O Cavalo de Pedro, se encaixa perfeitamente nesse caso citado. Convocando o recurso do mockumentary (documentário falso), o público acompanha uma sessão repleta das explosões de seu estilo pulsante, que mistura crítica social, tesão e humor.  É bem verdade que esta é uma versão mais leve de Nolasco, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A criatividade é um poder forte no cinema, sobretudo quando uma premissa inventiva está sob a égide de um roteirista e/ou realizador talentoso. Daniel Nolasco, que assina ambas as funções em seu <strong><em>O Cavalo de Pedro</em></strong>, se encaixa perfeitamente nesse caso citado. Convocando o recurso do mockumentary (documentário falso), o público acompanha uma sessão repleta das explosões de seu estilo pulsante, que mistura crítica social, tesão e humor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É bem verdade que esta é uma versão mais leve de Nolasco, em termos de carga dramática. Aqui, este é um acerto. O espectador não sabe em nenhum momento da exibição quais serão os limites do real e do imaginário das vivências de D. Pedro I no Brasil ultrapassados, atropelados, esgarçados, ridicularizados, tensionados e explicitados na trama deste curta-metragem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para se valer da linguagem que deseja imprimir, há uma escolha cuidadosa do tempo de cada plano, como na sequência do sexo na bandeira do Brasil Imperial. Os corpos de homens desnudos ou os beijos homoafetivos permanecem no ecrã longamente. Há um quê de resistência e de provocação do questionamento do que é este &#8220;ser masculino&#8221;, do que é essa suposta “macheza”, celebrada por uma sociedade tola e tóxica? Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia é mais do que isso o cinema de Nolasco (além de também sempre o ser). Ele é fervor apaixonado, com doses certeiras de escárnio. O tiro no opressor homofóbico é um exemplo de como o cineasta sabe transitar entre o cômico e o trágico para entregar seu discurso. Neste sentido, a montagem de Luciano Carneiro (<em>Peixe Abissal</em>) fomenta essa conexão entre o histórico e o inventado, o libertário e o opressor, o engraçado e o doloroso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cortes de Carneiro entregam o que parece já vir do roteiro de Daniel Nolasco. Há uma espécie de desejo aqui – e desejo é uma palavra boa para falar de qualquer coisa desta obra – em imprimir no ecrã construções múltiplas de sentido, que podem afetar quem assiste de maneiras distintas, a partir do próprio repertório de cada um. Ainda que a recepção seja exatamente isso, em <strong><em>O Cavalo de Pedro</em></strong> isto se faz ainda mais presente.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17876" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10.png" alt="O Cavalo de Pedro" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe um filme que se apresenta com um discurso geral, que vai alcançar a plateia em um sentido mais amplo. Contudo, há também a sensação de que cada indivíduo que sentar na poltrona do cinema ou na cadeira de casa, irá se apagar, se atentar e fruir aquelas imagens diferentemente. Para esta que vos escreve, a força do tesão homoafetivo move ideias, paixões, alucinações, fantasias, vontades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta conexão carnal homoafetiva seria, assim, este impulsionar eterno de uma humanidade que soa, tantas vezes, seca de desejo – olha a palavra aqui de novo! Mas, para além das emoções exclusivas, existe a solidez do curta, que traz esse invólucro de temas, que podem soar distantes para quem está do lado de fora da projeção e tão ligadas para quem acompanha o enredo deste filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, estar presente plenamente, pensar os lugares do homem e da humanidade na história e na contemporaneidade, a partir de beijos gays, longos quadros de corpos masculinos se tocando e despertando prazer um no outro, é o cinema de Nolasco, é um cinema necessário – como tantos outros. O tesão sem dúvida, em todas as suas possibilidades, move o cinema, move a arte, a política, move o mundo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Só alguns detalhes escapam a <strong><em>O Cavalo de Pedro</em></strong>. Infelizmente, algumas atuações não dão conta da proposta da produção. Além disso, a iluminação de certas sequências, principalmente nas internas, deixa a desejar, com sombreamentos que não revelam as expressões das personagens em sua totalidade. A exibição não fica menos prazerosa por estes motivos, porém a imersão poderia ser mais intensa, caso todos os aspectos fossem apresentados coqualidade unificada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Daniel Nolasco</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Guilherme Theo, Harry Lins, Conrado Helt</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4Adb8780wnY?si=PbPi1oNOf8pkMO8D" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>“Um refúgio da saudade”: XIX Panorama Internacional Coisa de Cinema acontece em março</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Mar 2024 00:08:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a coletiva de imprensa, realizada para a divulgação dos selecionados para as mostras competitivas do Panorama Internacional Coisa de Cinema 2024, a curadora do evento Ceci Alves discursou sobre o ofício da escolha de obras para um evento como o Panorama e entre uma lista de frases belas, Ceci brindou o mundo com a sentença que encabeça esta matéria. E, de acordo com a equipe do evento, a beleza, a poesia e a arte também estão presentes nesta nova [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Durante a coletiva de imprensa, realizada para a divulgação dos selecionados para as mostras competitivas do Panorama Internacional Coisa de Cinema 2024, a curadora do evento Ceci Alves discursou sobre o ofício da escolha de obras para um evento como o Panorama e entre uma lista de frases belas, Ceci brindou o mundo com a sentença que encabeça esta matéria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, de acordo com a equipe do evento, a beleza, a poesia e a arte também estão presentes nesta nova edição do festival de cinema vigente mais importante para Salvador. Assim, e</span>ntre os dias 14 a 20 de março, a população soteropolitana pode escolher entre as projeções no Espaço Glauber Rocha, com ingressos de R$12 a inteira, R$6 meia ou 10 ingressos por R$55 (passaporte) e também na Sala Walter da Silveira, gratuitamente.</p>
<p>Com este cenário, neste mês, o centro da cidade ferve com sessões de cinema e diversas outras atividades. No total, o Panorama exibe 138 longas e curtas-metragens, com horários à tarde e à noite. Os números parecem grandes, mas<span style="font-weight: 400;"> foram recebidos 1355 envios de inscrições. Deste valor foram escolhidas 73 produções, integrantes das competitivas baiana, nacional e internacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A curadoria foi formada por Marília Hughes, Claudio Marques, Génesis Nascimento, Ceci Alves, Rafael Saraiva, Rafael Carvalho, Adolfo Gomes e João Paulo Barreto. </span><span style="font-weight: 400;">As habilidades e trabalhos de cada um deles pode ser conferida no link disponibilizado no </span><a href="https://panorama.coisadecinema.com.br/o-festival/curadoria/"><span style="font-weight: 400;">site </span></a><span style="font-weight: 400;">do projeto. </span>Além da programação dentro das salas de cinema, são ofertados dois laboratórios, chamados <em>Pan Lab</em>, sendo um destinado para roteiro e outro para montagem, com os facilitadores Aleksei Abib, Ceci Alves e Iana Cossoy Paro; em uma e Cristina Amaral, na outra, respectivamente.</p>
<p>Além disso, mais uma vez, acontece a Oficina da crítica de cinema, com o jornalista e pesquisador Rafael Carvalho. <span style="font-weight: 400;">Os participantes, além de contar com o ensino teórico e prático do ofício, podem ter a oportunidade de integrar o Júri Jovem tanto na competitiva baiana quanto na nacional. Para completar esta listagem de atrações da sua </span><span style="font-weight: 400;"> 19ª edição, o Panorama homenageia os artistas Glauber Rocha e Castro Alves. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ambos eram românticos, eloquentes e trágicos. Castro e Glauber eram carismáticos e magnéticos, os dois gritavam as grandes causas e falavam com o coração.  Dois artistas singulares, que romperam o tempo-espaço”, comenta Cláudio Marques, idealizador e coordenador do Panorama. </span><span style="font-weight: 400;">Indo além das homenagens aos que já foram, Cláudio, celebra todes que acompanham o evento há tanto tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Para ele, há uma beleza em observar diversas gerações que vão surgindo e fazendo parte do Panorama Internacional Coisa de Cinema. Além disso, o realizador salienta a importância do novo apoio do município para com a iniciativa, o que lhe foi uma grata surpresa. </span>Através do SalCine, foram investidos mais de R$30 milhões dentro do setor na capital da Bahia.</p>
<p>“De fato, a prefeitura começou a se importar com o audiovisual na cidade. Isso é uma das novidades mais interessantes. O trabalho que está sendo feito mostra que há um interesse genuíno em apoiar a área e acredito que novas coisas virão por aí”, comenta.  A afirmação de Cláudio é confirmada por Felipe Dias Rêgo, gestor de audiovisual da Secretaria de Cultura e Turismo.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após os elogios e as palmas da plateia, Felipe declarou que a lógica sobre o desejo da prefeitura de ampliar os financiamentos para a área do cinema está correta. De acordo com o gestor, o intuito com a criação do SalCine é fortalecer a cena cinematográfica soteropolitana, contribuindo justamente para essa cadeia produtiva da cidade. </span><span style="font-weight: 400;">Felipe também relata a sua alegria em poder patrocinar o Panorama, através de uma política pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Mas, ainda na lógica de agradecimento aos apoios financeiros, durante a coletiva a equipe do festival salientou a relevância do patrocínio do Instituto Flávia Abubakir, que desde a sua inauguração, há três anos, contribui para a manutenção do Espaço Glauber Rocha, incluindo o Panorama. De acordo com Marília Hughes, uma das criadoras, organizadoras e curadoras do evento, dentro deste movimento de abrir a fala para agradecer investidores, o registro maior dado pela iniciativa é o da importância de se investir em cultura, sobretudo no audiovisual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O festival acontece em cinemas de rua, isso faz parte da nossa luta, da nossa resistência. E somos convidados a mergulhar nessa jornada, da riqueza de sair de um filme baiano e entrar em um filme de Camarões e a gente também tem uma produção nacional riquíssima”, explica Marília. Neste sentido, ela destaca o quão intensa está a programação que, em sete dias, possui mais de 130 filmes sendo projetados no Glauber e na Walter da Silveira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há também, de acordo com Marília, uma boa relação com os cineastas que inscrevem as suas produções e participam intensamente das atividades ofertadas pelo Panorama. </span><span style="font-weight: 400;">Lara Carvalho é um destes exemplos. A diretora e pesquisadora, que estava presente durante a coletiva, narra como sua história com o festival é antiga, iniciando em 2010. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando como público cativo e participando da oficina de crítica de cinema, que era facilita pelo jornalista João Carlos Sampaio, Lara conta que também trabalhou na produção do evento, seja na parte de receptivo, logística e até mesmo das ações educativas. Depois de quase dez anos na área de produção, a cineasta e comunicóloga decidiu seguir outros rumos e focar na realização de obras cinematográficas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com este foco maior na sua carreira autoral, outros processos complexos vieram, que a encaminharam a trabalhar diretamente com dores e questões pessoais. “Passei por um aborto espontâneo, que é o tema de </span><i><span style="font-weight: 400;">56 Dias</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eu senti que precisava elaborar tudo aquilo que eu senti de alguma forma, e a escrita e o cinema são as formas que eu conheço. Um texto virou um roteiro que virou um projeto que virou um filme. E agora esse filme vai estrear num festival que é muito querido pra mim, que faz parte da minha trajetória enquanto cineasta também”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de <em>56 dias</em>, outros longas e curtas são exibidos pelo festival, para conferir todos os selecionados dentro das competitivas, leia a lista logo abaixo da matéria. Já para acessar a programação completa do Panorama, acesse: </span><a href="https://panorama.coisadecinema.com.br/programacao/"><span style="font-weight: 400;">https://panorama.coisadecinema.com.br/programacao/</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h5><b>Competitiva Baiana</b></h5>
<p><strong>Longas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Matriarca &#8211; Lula Oliveira</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Café, Pépi e Limão &#8211; Adler Kibe Paz e Pedro Léo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cosmovisões &#8211; Marcilia Cavalcante</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diário da Primavera &#8211; Fabíola Aquino e Juliano de Paula Santos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dois Sertões &#8211; Caio Resende e Fabiana Leite</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sysyphus &#8211; George Neri</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">No Rastro do Pé de Bode &#8211; Marcelo Rabelo</span></li>
</ul>
<p><strong>Curtas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">56 dias &#8211; Lara Carvalho</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Faísca &#8211; Gabriela Monteiro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Além da Cancela &#8211; Margarete Jesus</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Benção &#8211; Mamirawá e Tainã Pacheco</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Caluim &#8211; Marcos Alexandre</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Camaleoa &#8211; Eduardo Tosta</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cobaias Habitam meu Sonho &#8211; Ramon Coutinho</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Curacanga &#8211; Mateus Di Mambro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Desamarras &#8211; Ianca Oliveira </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">É d’Oxum: A Força que Mora N’água &#8211; Dayane Sena</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Felipa &#8211; Ana Clara Pereira</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Kiriri 11/11 &#8211; Kian Shaikhzadeh</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lamento às Águas &#8211; Vilma Carla Martins</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Movimentos Migratórios &#8211; Rogério Cathalá</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mulher Vestida de Sol &#8211; Patrícia Moreira</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Homem que Virou Castanha &#8211; Natan Fox</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Tempo das Coisas &#8211; Lara Beck</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Tratado do Vão Combate ou A Pequena História de uma Bixinha Qualquer &#8211; Márcio Januário e Henrique Drebes </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Por que Não Ensinaram Bixas Pretas a Amar? &#8211; Juan Rodrigues</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sagrado Compor &#8211; Henrique Dantas e Marcelo Abreu</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Solange Não Veio Hoje &#8211; Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sucata Esperança &#8211; Rogério Luiz Oliveira e Filipe Gama</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">TAMBA: Sinfonia do Invisível &#8211; Genilson Nery</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Todos os Olhos &#8211; Wayner Tristão</span></li>
</ul>
<h5><b>Competitiva Internacional </b></h5>
<p><strong>Longas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Audiência / L’Audience (Canadá) &#8211; Émilie B. Guérette e Peggy Nkunga Ndona</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acromático / Achrome (Rússia/Alemanha/Israel) &#8211;  Maria Ignatenko</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Astracã 79 / Astrakan 79 (Portugal) &#8211; Catarina Mourão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Júlia Não se Case / Julia no te cases (Argentina) &#8211; Pablo Levy</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mátria / Matria (Espanha) &#8211; Álvaro Gago</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Espectro do Boko Haram / Le Spectre de Boko Haram (Camarões/França) &#8211; Cyrielle Raingou</span></li>
</ul>
<p><strong>Curtas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">48 Horas / 48 Hours (Irã) &#8211; Azadeh Moussavi</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Árvore Frutífera / The Fruit Tree (Bélgica) &#8211; Isabelle Tollenaere</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Passagem / The Passing (EUA) &#8211; Ivete Lucas e Patrick Bresnan</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aqueronte (Espanha) &#8211; Manuel Muñoz Rivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Criando Praias Luminosas / Hacer Orillas Luminosas (Paraguai/Argentina) &#8211; Maira Ayala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">De Volta / Back (Países Baixos) &#8211; Yazan Rabee</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dildotectônica / Dildotectónica (Portugal) &#8211; Tomás Paula Marques]</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nada Disso / Nada de Todo Esto (Argentina/Espanha/EUA) &#8211; Patricio Martínez e Francisco Cantón</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os Nadadores / Los Nadadores (Costa Rica) &#8211; Charlie López</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Swan no Centro / Swan dans le Centre (França) &#8211; Iris Chassaigne</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tria (Itália) &#8211; Giulia Grandinetti</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Yaa (Gana/França) &#8211; Amartei Armar</span></li>
</ul>
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		<title>Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema lança cartaz da 19ª edição e data para divulgação da programação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2024 22:32:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Festival]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salvador, Praça Castro Alves e muito cinema. Para os amantes soteropolitanos do audiovisual &#8211; e quem mais estiver estiver na cidade -, o Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema é o carnaval do cinéfilo. Com o evento para acontecer entre os dias 14 e 20 de março, no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, a partir de 27 de fevereiro, a programação completa é anunciada para imprensa e toda a comunidade interessada. Neste ano, a abertura acontece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador, Praça Castro Alves e muito cinema. Para os amantes soteropolitanos do audiovisual &#8211; e quem mais estiver estiver na cidade -, o <strong>Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema</strong> é o carnaval do cinéfilo. Com o evento para acontecer entre os<strong> dias 14 e 20 de març</strong>o, no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, a partir de 27 de fevereiro, a programação completa é anunciada para imprensa e toda a comunidade interessada. Neste ano, a abertura acontece em um momento de comemoração dupla, pois é o aniversário do poeta Castro Alves e do cineasta Glauber Rocha, grandes homenageados desta edição. Entre exibições competitivas e não-competitivas, as mostras Baiana, Nacional e Internacional permanecem no Panorama, entre outras sessões, que também serão divulgadas ao final deste mês. Em breve, cada filme projetado e detalhes de serviço serão postos nas páginas oficiais do projeto. Até lá, o público cativo pode matar a curiosidade sobre a identidade visual utilizada em 2024, através do cartaz de divulgação.</p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Como Respirar Fora D’água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2021 19:13:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre pressões, violências e tensões, Janaína (Raphaella Rosa) procura resistir, em seus mergulhos internos e literais. Como Respirar Fora D’água traz esta protagonista, que é apresentada com bastante multiplicidade de características em sua personalidade, em pouco tempo de projeção. É possível notar, imediatamente, que ela é uma jovem tímida, porém bastante focada. As camadas para o motivo de seu estado de retração vão sendo postas e é possível compreender mais de seu mundo e vivências a cada minuto de exibição. Logo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Entre pressões, violências e tensões, Janaína (Raphaella Rosa) procura resistir, em seus mergulhos internos e literais. <strong><em>Como Respirar Fora D’água</em></strong> traz esta protagonista, que é apresentada com bastante multiplicidade de características em sua personalidade, em pouco tempo de projeção. É possível notar, imediatamente, que ela é uma jovem tímida, porém bastante focada. As camadas para o motivo de seu estado de retração vão sendo postas e é possível compreender mais de seu mundo e vivências a cada minuto de exibição.</p>
<p>Logo depois do treino, Janaína é agredida em uma típica intervenção policial racista, algo que, infelizmente, é uma realidade recorrente no Brasil. A situação é revoltante e forte, mas a decupagem revela um cuidado das diretoras, não apenas em ir mostrando gradativamente o estrago físico e psicológico causado pelo PM, como também na escolha de não revelar na tela, imageticamente, o que de fato aconteceu. Desta maneira, há um tom de denúncia, sem que isso exponha a figura de uma menina negra, como se é feito diversas vezes no audiovisual.</p>
<p>Além disso, Janaína ganha contornos complexos, quando outros fatores de sua vida são explorados, como a sua relação com seu pai – que um policial militar e possui diversas tensões com ela –, com a sua namorada, seu cotidiano de nadadora, questões raciais e de performatividade de gênero. Assim, a construção desta personagem principal é um dos pontos altos da obra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14858" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Existem questões da atuação de Raphaella Rosa, como o fato de que, em alguns momentos, ela carrega no tom e o texto soa um tanto artificial. Todavia, no geral, Raphaella apresenta uma consciência dos sentimentos de sua personagem, trabalhando o texto com pausas e intenções que captam a empatia do espectador. Algo que pode ter interferido na organicidade de sua fala são alguns diálogos um pouco didáticos.</p>
<p>Contudo, aqui, este didatismo não é necessariamente negativo. Certas coisas precisam ser evocadas de forma mais óbvia, como uma afirmação nítida, que não cause nenhuma dúvida. Este fator, na verdade, acontece com o curta inteiro. Ele possui inconstâncias qualitativas, cambaleando entre a sutileza e a obviedade, indo em direção de uma constância rítmica e, de repente, ficando truncado e se perdendo em algumas partes de seu próprio enredo.</p>
<p>O <em>plot</em> inicial afeta as personagens, mas ele vai se dissolvendo e a sua força se perde ainda mais quando o desfecho é abrupto, sem que os acontecimentos sejam amarrados. Falta um tempo de desenvolvimento dentro das relações de <strong><em>Como Respirar Fora D’água</em></strong>. Este é um filme que sabe explorar os sentimentos internos de sua protagonista, porém que falha nesta externalização das emoções dela e de como Janaína seguirá dentro do mundo diante de todo o cerco que se formou ao seu redor. O resultado geral é na média, por assim dizer. Mas, a produção poderia crescer caso as suas próprias premissas fossem trabalhadas amplamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Júlia Fávero e Victoria Negreiros</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Raphaella Rosa, Dárcio de Oliveira</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jQ2vpvb8xfM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><strong>clicando aqui</strong></a>!</p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-como-respirar-fora-dagua/">XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Como Respirar Fora D’água</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema: Mamá, Mamá, Mamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2021 13:15:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma atmosfera mergulhada em sentimentos múltiplos, que expressam a dor da perda e as descobertas da juventude, Mamá, Mamá, Mamá é um filme que se vale do silêncio e do olhar apurado para as relações. Após a morte acidental de uma criança, chamada Erin, uma família, toda composta por mulheres, reflete sobre seus medos e angústias. Não há muito sobre isto dito de maneira verbalmente na obra. Progressivamente, Sol Berruezo Pichon-Rivière – diretora e roteirista da produção – revela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma atmosfera mergulhada em sentimentos múltiplos, que expressam a dor da perda e as descobertas da juventude, <strong><em>Mamá, Mamá, Mamá</em></strong> é um filme que se vale do silêncio e do olhar apurado para as relações. Após a morte acidental de uma criança, chamada Erin, uma família, toda composta por mulheres, reflete sobre seus medos e angústias. Não há muito sobre isto dito de maneira verbalmente na obra. Progressivamente, Sol Berruezo Pichon-Rivière – diretora e roteirista da produção – revela como os acontecimentos da premissa do enredo e as suas consequências afetam as personagens, se apegando mais aos gestos e ações do que a fala direta.</p>
<p>Para imprimir as sensações de melancolia profunda, são evocadas tonalidades azuladas e esverdeadas. Há na tela, a presença de uma forte iluminação. no entanto, as tonalidades trazidas mostram como aquele ambiente tão preenchido de luz no outrora, agora está contaminado pelo luto e por um sofrimento intenso. A elevação da construção deste universo é colocada também através dos sons, sejam eles o barulho de água, da televisão ao fundo, de respirações etc. A sonoridade trabalha para compor esta atenção que as personagens passaram a ter neste presente doloroso. Depois do acidente, elas passam a notar tudo que acontece ao redor, como se estivessem em alerta, prontas para captar qualquer ameaça ou prevenir qualquer perigo.</p>
<p>Além disto, existe em <strong><em>Mamá, Mamá, Mamá </em></strong>uma exploração de diálogos que abordem menos as tensões, mas que focam em outros assuntos presentes nas vivências ali, pois estes chegam como um respiro para aliviar o pensamento fixo sobre a morte da menina. Afogada ao cair na piscina da casa, sem que fosse vista, a partida de Erin deixa a culpa marcada, principalmente, em sua mãe (Jennifer Moule) e na sua irmã mais velha, Cleo (Augustina Milstein). Ambas permanecem anestesiadas pelo o ocorrido e encontram na presença da tia, avó e das primas de Cleo um acalanto terno que necessitam. Por isso, as falas que chegam, são sobre outros assuntos, são alívios para aquele contexto tenso. Neste sentido, é perceptível a entrada de temáticas voltadas para a adolescência, como a menstruação e a curiosidade sobre o primeiro beijo.</p>
<p>Talvez, a ideia posta na trama seja de que a vida continua. Cleo e suas primas passarão por momentos que Erin jamais passará. Algumas conversas são banais, outras indicam temores potencializados pela ideia palpável da morte. Quando as jovens falam sobre um sequestrador que ronda a região ou quando se desencontram na floresta, esta preocupação em não perder mais alguém &#8211; ou a si mesma &#8211; fica nítida. O relacionamento destas garotas é a chave do equilíbrio para a projeção, é quando o longa-metragem se apropria do poético, do lúdico e da própria inocência juvenil para dosar o peso da tragédia inserida na trama.</p>
<p>Os momentos nos quais Cleo sonha com a irmã ou quando está dentro da água marcam ainda mais esta consciência de Rivière. Ainda, estas cenas tratam sobre ligação materna, lembrando, com imagem e áudio, sobre a proteção uterina e a conexão estabelecida durante o período de gestação. Muitos elementos de <strong><em>Mamá, Mamá, Mamá</em></strong> chegam certeiros e bem utilizados em boa parte da exibição. Contudo, a partir de sua metade, o longa se torna um tanto repetitivo e falha em não concluir o ciclo inicial. O arco de Cleo e sua mãe permanece aberto. Sem conclusões ou aprofundamentos, fica uma espera do espectador por um desenvolvimento do plot e uma dinâmica entre as duas. Elas quase não se encontram dentro da história, não vivem juntas sequências que as movam do lugar inicial. É como se a narrativa andasse em círculos e quando o ponto de partida é encontrado novamente, o começo fosse reencontrado. O resultado disto é uma sessão que vale por sua composição imagética elaborada e sensibilidade ao transcrever emoções através da câmera, mas sem que o público receba alguma imersão nesta proposta aparentemente presente aqui.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sol Berruezo Pichon-Rivière</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Augustina Milstein, Camila Zolezzi, Vera Fowill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UPDLYmzmrNg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><strong>Confira nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em>aqui</em></a>!</strong></p>
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		<title>XVI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Eu, Empresa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 19:13:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dirigido por Marcus Curvelo (Mamata) e Leon Sampaio (Gente Bonita), Eu, Empresa é um retrato da sociedade contemporânea, em sua extensa pequenez.  Se existe um sistema capitalista e cruel, há também os que não se encaixam nas dinâmicas, aparentemente, obrigatórias deste contexto. O que resta para os desconectados com esta realidade é a sensação de fracasso e angústia ou a procura para reverter a derrota e, finalmente, fazer parte do todo. Assim, o filme procura mostrar em seus 82 minutos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dirigido por Marcus Curvelo (<em>Mamata</em>) e Leon Sampaio (<em>Gente Bonita</em>), <strong><em>Eu, Empresa</em></strong> é um retrato da sociedade contemporânea, em sua extensa pequenez.  Se existe um sistema capitalista e cruel, há também os que não se encaixam nas dinâmicas, aparentemente, obrigatórias deste contexto. O que resta para os desconectados com esta realidade é a sensação de fracasso e angústia ou a procura para reverter a derrota e, finalmente, fazer parte do todo. Assim, o filme procura mostrar em seus 82 minutos de projeção as fragilidades e incoerências humanas.</p>
<p>Existe dentro da obra algo de semelhante com as produções anteriores da Cual (<strong>Coletivo Urgente de Audiovisual</strong>). O enredo não é apenas um olhar crítico e sarcástico para o geral, mas também para os indivíduos desesperados em pertencer a este universo cheio de palavras vazias e utilizadas de forma banal, como “mindset”, por exemplo. É nesta lógica que se insere o protagonista dentro da trama. Buscando um espaço no mundo e recém desempregado, Marcus – interpretado por Curvelo – começa a gravar vídeos para o Youtube. A sua tentativa é, em seu empreendedorismo, alcançar o dinheiro e a fama.</p>
<p>A maneira como a sua sensação de competência fantasiosa é mostrada na tela de <em><strong>Eu, Empresa</strong></em>. Passando do limite do constrangedor, não há receio aqui em apelar para o ridículo. Entre suas dúvidas sobre o futuro, Marcus é o típico homem branco privilegiado que acredita possuir direito de ocupar todos os locais que desejar e cheio de ideias geniais, constantemente. A cena que mais ilustra esta característica da personagem é quando ele está em um matagal, com Baumga (Carlos Baumgarten), um amigo que o filma. Enquanto ele tenta produzir algum conteúdo que chame atenção na rede, Marcus demonstra revela a noção que tem de si: um gênio criativo, preenchido de metáforas para as imagens que irá passar em seu canal. No entanto, a qualidade desta representação está também ligada ao fato dela carregar uma complexidade em sua construção.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13849" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/eu-empresa-foto-marcus-curvelo-scaled-1-770x483-1.jpg" alt="Eu, Empresa" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/eu-empresa-foto-marcus-curvelo-scaled-1-770x483-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/eu-empresa-foto-marcus-curvelo-scaled-1-770x483-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/eu-empresa-foto-marcus-curvelo-scaled-1-770x483-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/eu-empresa-foto-marcus-curvelo-scaled-1-770x483-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O misto de derrotismo com arrogância compõe uma personagem com mais camadas. Algo que eleva esta potencialidade são os coadjuvantes que o cerca. Entre indivíduos que notam a tolice de Marcus ou que aposta em suas estratégias, a narrativa, através disto, consegue explorar as múltiplas facetas dos altos e baixos de Marcus. Em alguns momentos, quando áudios de <em>whastapp</em> são escutados, as emoções do espectador parecem traduzidas. Todo o julgamento que pode ser feito durante a sessão são colocados ali, nas falas de um amigo de Marcus, que contém uma revolta sobre as ações do protagonista, que se mostra mimado e estúpido em diversas cenas. Talvez, este recurso não fosse necessário, pois apenas reitera o que o público já observou em <em><strong>Eu, Empresa</strong></em>. Contudo, existe uma sensação de prazer sentida quando estas frases são escutadas.</p>
<p>Ainda assim, mesmo apontando as bobagens deste início de século, falta dentro no roteiro um desenvolvimento um pouco maior das relações. Escrito por quatro roteiristas (Curvelo e Sampaio, junto com Camila Gregório e Amanda Devulsky), nota-se a presença de profundidade em Marcus. Este dado aumenta a percepção da ausência elaboração maior de seus coadjuvantes. Há o fato de haver uma aparente intenção em imprimir a superficialidade dos tempos atuais e eles servem para direcionar o olhar para os atos estapafúrdios de Marcus, mas, ao se comparar a criação de Marcus com a de seus coadjuvantes, percebe-se que ali estão somente uns tipos, um tanto aleatórios, sem personalidade alguma.</p>
<p>Outro fator que pode ser apontado é que, dentro seus aspectos formais, <strong><em>Eu, Empresa</em></strong> não é inventivo, mas apresenta bem uma execução tradicional. A decupagem é consciente e os quadros e cortes ajudam a aumentar as piadas e situações vergonhosas vividas por Marcus. Um fato que pode incomodar são as pequenas perdas de focos, em algumas sequências. Este elemento não atrapalha a fruição, porém desconcentram de leve. Ainda assim, no geral, a obra entrega o resultado que demonstra desejar: um longa irônico, que ri de si mesmo e de todos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Marcus Curvelo, Leon Sampaio</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Marcus Curvelo, Carlos Baumgarten, Carol Alves</p>
<p><strong>Confira nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em>aqui</em></a>!</strong></p>
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		<title>XVI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: A Metamorfose dos Pássaros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 14:03:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com narrações que seguem o fluxo da narrativa, A Metamorfose dos Pássaros é um docudrama sobre amor e memória. Com uma quase ausência de diálogos, o longa-metragem português, escrito e dirigido por Catarina Vasconcelos, amarra sua trama através dos pontos de vista de cada personagem, em períodos distintos. Inspirada em sua própria família, Vasconcelos revela lentamente os sentimentos que unem machucam, sufocam e aliviam aqueles que lhes são tão caros. Esta explosão de sensações, no entanto, é posta de maneira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com narrações que seguem o fluxo da narrativa, <strong><em>A Metamorfose dos Pássaros</em></strong> é um docudrama sobre amor e memória. Com uma quase ausência de diálogos, o longa-metragem português, escrito e dirigido por Catarina Vasconcelos, amarra sua trama através dos pontos de vista de cada personagem, em períodos distintos. Inspirada em sua própria família, Vasconcelos revela lentamente os sentimentos que unem machucam, sufocam e aliviam aqueles que lhes são tão caros. Esta explosão de sensações, no entanto, é posta de maneira poética e sensível. Nesta mescla de temporalidades, colocadas em transições marcadas por mudanças de narrador e de faixa etária dos atores que representam estes familiares, há também uma mistura de composições de tons.</p>
<p>Ao explorar imagens externas de espaços da natureza, em paralelo à capturas da residência antiga de seus familiares, Vasconcelos consegue imprimir toda a melancolia presente no processo de perda e luto, mas também em revelar o carinho guardado que todos nós podemos ter e como as emoções e recordações moram também nos detalhes. Em um dos depoimentos que surgem durante a projeção, por exemplo, escutamos a falta que Jacinto (Henrique Vasconcelos) sente em dizer a palavra “mãe”. Enquanto ele conta isso, o quadro está fixo em um rio onde uma mulher se banha.</p>
<p>Uma possível interpretação – dentro deste contexto tão cheio de mensagens diretas, porém com amplitudes de significados pela maneira como são trazidas –, é que a natureza faz parte de nós e continuamos a existir para todo sempre. Em uma das passagens do longa, inclusive, este pensamento é transmitido em um texto sobre longevidade de cada espécie do planeta. Há na produção todo um questionamento sobre a existência e as surpresas, positivas e negativas, que aparecem pelo caminho. Toda esta complexidade que transborda na tela vem de uma aparente consciência de Vasconcelos com o material que ela tem nas mãos.</p>
<p>A começar por sua capacidade de costurar as vivências de cada figura importante para a trama, manejando aspectos práticos da escrita, sem perder a sensibilidade necessária para o universo ficcional que foi criado. A cada passagem temporal, o público conhece mais alguém daquela família: avô, avó, pai, a própria Catarina – aqui chamada de Beatriz – e seu irmão. A confirmação da consciência de sua construção chega ainda dentro do filme, quando Catarina conversa com Henrique sobre suas escolhas de roteiro. “Por que o nome Jacinto?”, seu pai questiona. E ela dialoga com ele, em poucos instantes, explicando alguns detalhes sobre suas estratégias para o roteiro, deixando  mais nítido que os elementos selecionados ali não foram por acaso. Talvez, estas informações entreguem um pouco demais sobre o processo de criação, mas isto não diminui a obra. Pelo contrário. Há tanta sutileza, que esta chamada para a realidade palpável fomenta mais a complexidade do filme.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13837" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/A-metamorfose-dos-passaros_destaque.jpg" alt="A Metamorfose dos Pássaros" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/A-metamorfose-dos-passaros_destaque.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/A-metamorfose-dos-passaros_destaque-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/A-metamorfose-dos-passaros_destaque-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/A-metamorfose-dos-passaros_destaque-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outra característica importante de ser ressaltada é a decupagem. Os planos compõem os textos falado. É como se o espectador escutasse vozes lendo um livro (ou um diário) e as imagens no ecrã são quase como que criadas pela imaginação. Os enquadramentos mais fechados em olhos e em detalhes do cenário aproximam o público da narração e ampliam esta sensação de que somos nós que criamos com nossa mente a junção de imagens ali montadas. Desta maneira, o resultado geral de<strong><em> A Metamorfose dos Pássaros</em></strong> é intenso e provocativo. Ele desafia quem assiste a se desprender do real, para contar algo que foi, de fato, inspirado na realidade.</p>
<p>Em sua linguagem preenchida de metáforas, há um refinamento imagético, seja pela criatividade em conseguir traduzir o que está sendo dito, sem ilustrar ou reiterar a narração, o maior ganho aqui é a contraposição da forma direta como o texto é escrito e dito, com a poeticidade das imagens. Se algo um pouco incômodo pudesse ser apontado, talvez seria o esgarçamento de suas estratégias e até mesmo da continuidade da história. Em um dado momento, chega uma impressão de que a conclusão passou do ponto.</p>
<p>Na tentativa de não deixar algumas coisas de fora, a dinâmica da obra se torna previsível. Nesta previsibilidade, há uma queda qualitativa e perda do impacto que as mudanças de narrador conseguem realizar anteriormente. Outra questão importante é a exposição excessiva em partes específicas do enredo. Vasconcelos não subestima o seu consumidor na maior parte do tempo. Contudo, certas explicações são repetidas da maneira exaustiva. Ainda assim, não são caminhos que comprometem <strong><em>A Metamorfose dos Pássaros</em></strong> em sua totalidade.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Catarina Vasconcelos</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/H6MtkI0JS0Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Confira nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
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		<title>Especial: Curtas- XV Panorama Internacional Coisa de Cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2019 21:09:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 30 de outubro e 06 de novembro, aconteceu, em Salvador e Cachoeira, o Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema. Em sua 15ª edição, o evento trouxe a exibição de longas e curtas-metragens baianos, nacionais e internacionais. Baseando-se nos oito dias de projeções acompanhadas em terras soteropolitanas, a autora deste especial selecionou os curtas que mais chamaram a sua atenção, dentro das obras escolhidas pela curadoria do próprio Panorama. Entre trabalhos das competitivas com obras brasileiras e especificamente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 30 de outubro e 06 de novembro, aconteceu, em Salvador e Cachoeira, o <em><strong>Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema</strong></em>. Em sua 15ª edição, o evento trouxe a exibição de longas e curtas-metragens baianos, nacionais e internacionais. Baseando-se nos oito dias de projeções acompanhadas em terras soteropolitanas, a autora deste especial selecionou os curtas que mais chamaram a sua atenção, dentro das obras escolhidas pela curadoria do próprio Panorama.</p>
<p>Entre trabalhos das competitivas com obras brasileiras e especificamente apenas da Bahia, cinco produções foram destacadas neste texto. Confira!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11892" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1394844.jpg" alt="Negrum3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1394844.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1394844-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1394844-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Negrum3</strong>: Trafegando por diferentes linguagens para retratar um mesmo tema, o diretor Diego Paulino traz em seu trabalho o que significa a existência e a ocupação de espaço dos corpos negros, principalmente daqueles que fazem parte da comunidade LGBTQ+. Trazendo o afro futurismo, Paulino inicia a projeção com uma performance da protagonista, que se olha o espelho, num cenário neutro, cheio de figurinos. Inicialmente, os quadros são mais parados, majoritariamente com planos médios. Enquanto os discursos sobre o racismo, homofobia e transfobia vão sendo expostos no filme, a dinâmica torna-se uma crescente, que explode na tela, junto com as angústias da personagem, seguidas do letreiro inicial. A partir daí, chega a parte dois e vê-se a Eric mais delineada dentro de algo mais voltado para seu cotidiano, suas preferências de maquiagem e estilo, suas vivências. A estética chega mais próxima do documental. É possível perceber também que os coloridos começam a adentrar nas sequências. Por fim, vem o clímax do trabalho, quando a Aretha Sadick e a Eric cantam e dançam, em um espetáculo de cores, temperaturas e musicalidade. Apesar da estrutura blocada trazer uma sensação de falta de amarração na costura da narrativa, cada ato se basta e poderia ser uma produção audiovisual com elementos técnicos e discursivos de qualidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11890" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/20190902-ilhas-de-calor-papo-de-cinema-3-750x421.jpg" alt="Ilhas de Calor" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/20190902-ilhas-de-calor-papo-de-cinema-3-750x421.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/20190902-ilhas-de-calor-papo-de-cinema-3-750x421-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/20190902-ilhas-de-calor-papo-de-cinema-3-750x421-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Ilhas de Calor:</strong> Adolescência, risadas, solidões e preconceitos. Iniciando o curta com a poesia de Fabrício, personagem central de trama, o diretor Ulisses Arthur (<em>CorpoStyleDanceMachine</em>) instala imediatamente o tom da obra. O cineasta traz um olhar realista, porém sensível sobre as homofobias e transfobias “cotidianas”, aquelas que aparecem em uma risada ou uma exclusão dentro de alguma atividade diária que poderia ser vivida com tranquilidade. Apresentando-se como uma pessoa quieta e observadora, Fabrício traz o silêncio consigo, mas isto é transmitido sem trazer uma personalidade preenchida de passividade. Pelo contrário, a sua firmeza vem até acompanhada de embates físicos e verbais, quando seu corpo ou seu caminho são invadidos por algo ou alguém. Mesmo com uma temática forte e dolorosa, o espírito da juventude está presente. Seja no <em>rap</em>, que revela preocupações dos jovens contemporâneos, no empurra empurra para ver quais colegas estão ficando na área escondida da escola ou na <em>crush</em> incerta que Fabrício tem por Anderson. Ao mesmo tempo, a obra não equipara a vida e sentimentos de todos os estudantes aos de Fabrício, que em sua poesia, sua postura corporal e o grito quase final em forma de canção cravam na tela que o olhar e as atitudes da sociedade chegam-lhe diferentes e machucam, mas não sem ter muita luta para enfrentar tudo isto. Para contar esta história e transmitir estas sensações, a equipe se vale dos usos dos <em>zooms in</em> e <em>out</em>, do jogo com ambientes mais ensolarados e mais escuros e a câmera mais estática ou que se movimenta em <em>travelings</em> ou câmera na mão, enclausurando e libertando a personagem principal a todo instante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" title="Rã" src="https://scontent.fssa2-2.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/70999999_10157525600284297_9139464314514571264_n.jpg?_nc_cat=100&amp;_nc_oc=AQl2CUuSz6-WnfkFrGorGbyrFKFTNiTP6bePylBc6CQbUxyx_B-n8KrTTw2q6b4ayfQ&amp;_nc_ht=scontent.fssa2-2.fna&amp;oh=aeccd2702d62bfa8c8b520b8a6015703&amp;oe=5E5521AB" alt="Rã" width="960" height="539" /></p>
<p><strong>Rã:</strong> Dirigido por Ana Flávia Cavalcanti e Juli Zakia, o filme mostra a história de uma família, composta por uma mãe e duas filhas, e a casa que elas moram. Este ambiente é uma espécie de <em>start</em> para a trama. A partir dali, vê-se um cotidiano de luta por parte da matriarca para manter as suas crias. A relação dela com os amigos também parece ser de laços fortes. A forma como a narrativa se encaminha, numa crescente &#8211; ainda que também comece com uma cena forte -, revela a consciência sobre progressão impressa no roteiro. A aproximação com a realidade de lares brasileiros também vem do fato de Cavalcanti trazer para o audiovisual uma lembrança de sua infância e do momento de felicidade que teve, apesar do pouco dinheiro que tinha. Este tipo de detalhe relacionado aos recursos financeiros das personagens é notado também na equipe de Direção de Arte e Figurino. O olhar é minucioso ao mostrar, por exemplo, com o quê as meninas brincam, a farda que é também é usada como pijama ou nas bacias nas quais a carne é levada. A direção é correta e simples, sem grandes firulas, assim como o enredo. Mas, o ganho aqui é na sensibilidade de como contar a história e as miudezas que engrandecem o relato filmado e aproximam o espectador da vivência das pessoas que estão sendo retratadas na produção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11894" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_EoKa2jVJ8eoghC-IXjptJA.jpeg" alt="Eu, Minha Mãe e Wallace" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_EoKa2jVJ8eoghC-IXjptJA.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_EoKa2jVJ8eoghC-IXjptJA-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_EoKa2jVJ8eoghC-IXjptJA-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Eu, Minha Mãe e Wallace:</strong> Dirigido pelos Irmãos Carvalho (<em>Chico</em>), o filme mostra um pai que encontra a sua filha e a mãe dela, depois de passar onze anos preso. Apesar do curta demorar um tanto para engatar e não entregar o protagonismo que o título parece demonstrar com o “Eu”, a obra está nesta lista por alguns fatores. O primeiro ponto destacável são as atuações de Noemia Oliveira (<em>A Guiana Sumiu</em>) e Fabrício Boliveira (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-simonal/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Simonal</em></a>). Entre pausas e olhares que se encontram e se afastam, a dupla consegue demonstrar a dinâmica de um casal que esteve junto, mas há muito tempo, como se a conexão ainda existesse entre os dois, porém com o medo e a dúvida também se fazendo presente, além dos embates de olhares. Outro fator importante é a fotografia de Safira Moreira (<em>Travessia</em>), que demonstra a consciência de que está é uma produção na qual a foto tem um alto significado, as escolhas de Moreira transmitem a mistura de nostalgia, melancolia e esperança que as personagens parecem demonstrar em seus diálogos, corpos e expressões. Algo que também pode fazer o público lembrar da própria relação com a fotografia analógica, a memória e a família.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-11893 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/75196curta-metragem-baiano-e-selecionado-para-festival-de-cinema-internacional-3.jpg" alt="Panorama Internacional Coisa de Cinema" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/75196curta-metragem-baiano-e-selecionado-para-festival-de-cinema-internacional-3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/75196curta-metragem-baiano-e-selecionado-para-festival-de-cinema-internacional-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/75196curta-metragem-baiano-e-selecionado-para-festival-de-cinema-internacional-3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Necropolis</strong>: Em um mundo distópico, apocalíptico e cheio de zumbis, Milena (Ruth Maciel) precisa sobreviver no semiárido nordestino. Preenchido de recursos estilísticos do terror, como uma panorâmica vertical, com <em>zoom out</em> que traz um plano geral, ao lado de uma música incidente de tensão, que revela que o local na qual história se passa está inóspito, assim como acontece no início desta projeção. O diretor, ítalo Oliveira, consegue transmitir o medo e a luta da protagonista, não apenas nos instantes de desespero dela, como nas escolhas de locação, de caracterização da personagem e dos momentos que os ruídos em meio ao silêncio aparecem. O único ponto que a qualidade da obra cai é no <em>flashback,</em>com diálogo expositivo e atuação artificial, que traz um tom didático e de fala arrastada, quase como se buscasse desenhar para o público o discurso que deseja ser transmitido. Porém, sem esta sequência, <em>Necropolis</em> já é claro no que ele pretende tratar, seja de luta, resistência ou força.</p>
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		<title>Crítica: Cinema de Amor &#8211; XV Panorama Internacional Coisa de Cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2019 15:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema de Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Produzido pela Voo Audiovisual, Cinema de Amor chega nas telas na época certeira. Em tempo de cortes de verbas públicas para a arte e a cultura, num período do país no qual o Presidente da República e seus seguidores apoiam o discurso de ódio para as comunidades LGBTQ+, a produção torna-se, um registro histórico de um período nebuloso para o Brasil. Dentro deste contexto, o filme aborda a rotina de um casal, que também dirige a obra e que são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Produzido pela <a href="http://vooaudiovisual.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Voo Audiovisual</em></a>, <strong><em>Cinema de Amor</em></strong> chega nas telas na época certeira. Em tempo de cortes de verbas públicas para a arte e a cultura, num período do país no qual o Presidente da República e seus seguidores apoiam o discurso de ódio para as comunidades LGBTQ+, a produção torna-se, um registro histórico de um período nebuloso para o Brasil. Dentro deste contexto, o filme aborda a rotina de um casal, que também dirige a obra e que são sócios na Voo. Henrique Filho (<em>Professora de Música</em>) e Edson Bastos (<em>Dr. Ocride</em>) são dois homens jovens, casados, artistas, que resolveram gravar um documentário sobre o cotidiano deles, apenas com o celular.</p>
<p>O ponto alto da projeção está na dinâmica de equilíbrio entre as tensões anunciadas &#8211; como a falta de verba e algumas perdas pelo caminho (Sem <em>Spoiler</em>) &#8211; mescladas com o a busca pelo tom de poesia e amor &#8211; vindos do carinho e leveza da maior parte do relacionamento de Filho e Bastos. Momentos intensos de intimidade, seja um jantar, uma massagem ou até mesmo o sexo, são mostrados com sensibilidade. Este fator vem não apenas pelo carisma das personagens, mas pelos planos escolhidos, pela escolha dos sons ambientes, seja música, ruído ou silêncio, pelas temperaturas que cercam as personagens.</p>
<p>Em questão de enquadramentos, iluminação e etc, o fato da gravação ter sido feita com um telefone celular não compromete a qualidade da exibição. Pelo contrário. De certa forma, este recurso traz para o espectador a sensação de que ele está ainda mais próximo da situação filmada. Outro fator destacável vem do fato de que, ainda que seja uma história vinda da realidade, que procura emular o máximo a rotina fidedigna dos cineastas, é notável como os objetos do &#8220;real&#8221; compõem as cenas, principalmente nas cores dos “cenários”. <strong><em>Cinema de Amor</em></strong> faz jus ao seu título mais ainda neste quesito.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11867" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Divulgação-Cinema-de-Amor-04.png" alt="Cinema de Amor" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Divulgação-Cinema-de-Amor-04.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Divulgação-Cinema-de-Amor-04-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Divulgação-Cinema-de-Amor-04-360x240.png 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A sensação é a de que o vermelho preenche o ecrã na maior parte do tempo, deixando a paixão ditar os passos profissionais e afetivos de Henrique e Edson. Mas, além disso, outros tons ditam os humores e climas da trama. Como um leve azul esverdeado, nas ocasiões de preocupação dos dois. E este elemento está também presente no figurino deles, que parecem estar sempre na mesma tonalidade de paletas. A impressão é de que eles combinaram as vestimentas, porém não é possível ter esta certeza.</p>
<p>O que importa aqui é justamente como as materialidades, os  acontecimentos e as ações da própria vida dos diretores contribuem para o caminhar do enredo, para as tensões, sensações e expectativas que estão dentro do dia a dia dos dois. A dinâmica ainda consegue aumentar com a presença dos amigos do casal, que poderiam, talvez, não funcionar e quebrar o ritmo ou a naturalidade das sequências, mas, todos entram no modo “Cinema de Amor”, contribuindo positivamente para a totalidade do longa.</p>
<p>Contudo, a produção possui uma fraqueza que é a queda de ritmo quando começa a se encaminhar para o final. Assim como parecem demonstrar Henrique Filho e Edson Bastos, a dúvida sobre o desfecho paira no ar. Não há uma resposta correta para como eles deveriam ter feito isto. Talvez, encerrar antes ou esperar algo ocorrer. No entanto, isto é apenas um detalhe dentro da contribuição que o documentário tem para o cinema nacional.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Edson Bastos, Henrique Filho<br />
<strong>Elenco:</strong> Edson Bastos, Henrique Filho</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MvuGhsgjZ1w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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