<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Netflix - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/netflix/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/netflix/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 21 May 2026 16:10:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Netflix - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/netflix/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica O Jogo do Predador (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-jogo-do-predador-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-jogo-do-predador-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 16:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Apex]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[Eric Bana]]></category>
		<category><![CDATA[O jogo do predador]]></category>
		<category><![CDATA[Taron Egerton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20651</guid>

					<description><![CDATA[<p>Charlize Theron embarca neste suspense que, ao tentar não entregar um resultado genérico, apresenta justamente isso. O Jogo do Predador é mais um filme de psicopata, que persegue uma mocinha durona.  O que acontece aqui é que projeção não sustenta o que conseguiu apresentar em sua abertura. Porque é preciso admitir que quando a obra foca, em seus primeiros minutos, na relação do casal Sasha (Theron) e Tommy (Eric Bana), ela prende a atenção. Tudo parece ser instigante no enredo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-jogo-do-predador-netflix/">Crítica O Jogo do Predador (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Charlize Theron embarca neste suspense que, ao tentar não entregar um resultado genérico, apresenta justamente isso. <em>O Jogo do Predador</em> é mais um filme de psicopata, que persegue uma mocinha durona. </span></p>
<p>O que acontece aqui é que projeção não sustenta o que conseguiu apresentar em sua abertura. Porque é preciso admitir que quando a obra foca, em seus primeiros minutos, na relação do casal Sasha (Theron) e Tommy (Eric Bana), ela prende a atenção.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Tudo parece ser instigante no enredo naquele momento. Tanto o teor da conversa, os anos de relacionamento da dupla, quanto o local do diálogo: uma montanha na neve. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os dois não apenas falam sobre presente, passado e possibilidades de futuro, como dormem no meio da escalada, em uma tenda, fixada na própria montanha! A impossibilidade de deslocamento, as tensões espaciais e os sentimentos de Sasha e Tommy geram empatia no público e convocam um clima de suspensão.</span></p>
<p>Todavia, após a morte de Tommy, a trama se perde. A pior parte dessa lógica é que o que vem depois do luto de Sasha é o plot real do longa-metragem e a maior parte da sessão.</p>
<p>No entanto, com previsibilidade e falas preguiçosas, a produção fica difícil de acompanhar. <span style="font-weight: 400;">Os momentos que essa característica negativa mais se destacam são os que acontecem no acampamento de Ben (Taron Egerton).<br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tentativa de criar um jogo mental entre as personagens não funciona, porque o texto é caricato e repetitivo. Serial killer obcecado pela mãe e que gosta de criar padrões nas mortes das vítimas? Zero novidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, tudo bem, não precisava ser tão inventivo assim, porém é necessário explorar progressões e camadas das personagens. Mas, esse elemento não se faz presente apenas no roteiro.</span></p>
<p>Além disso, a marcação de cena entrega uma espécie de <em>deja vu</em>. É como se quem assiste soubesse quem vai para esquerda ou direita, quem vai correr e como vai fazer isso, cada passinhos… Esse fato é curioso porque a trama tenta surpreender com sequências como a dentro da caverna e depois que Sasha foge de lá.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, o desfecho ainda se torna torturante porque depois que (alerta de spoiler) o vilão morre, o espectador ainda tem que ver tudo que Sasha vai fazer. Nada na obra pode ficar subentendido. Lembra aquela conversa de artistas de Hollywood sobre o pedido das repetições e obviedades nas histórias para os streamings?</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Isso não é novidade e já ocorria na televisão aberta, ok. E essa discussão é extensa. Mas, o que importa aqui é que, de fato, essa estratégia é utilizada. As cenas se parecem umas com as outras, as personagens não são desenvolvidas e o consumidor é subestimado na contemporaneidade. </span></p>
<p>De toda maneira, pelo menos a equipe abusa das temperaturas quentes e a fotografia vai além das luzes chapadas de atualmente. Isso e o fato do filme Theron com Bana no começo já são ganhos extraordinários para o cenário que o cinema estadunidense vive.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Baltasar Kormákur</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Charlize Theron, Eric Bana, Taron Egerton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="O JOGO DO PREDADOR | Trailer (2026) Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/oMBKd-kpk70?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-jogo-do-predador-netflix/">Crítica O Jogo do Predador (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-jogo-do-predador-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica Quartos Vazios (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-quartos-vazios-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-quartos-vazios-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 19:56:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[All the empty rooms]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Blackwell]]></category>
		<category><![CDATA[Joshua Seftel]]></category>
		<category><![CDATA[Lou Bopp]]></category>
		<category><![CDATA[Quartos vazios]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Hartman]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20471</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quartos Vazios é sobre diversas coisas, mas o documentário é, sobretudo, sobre uma perda que poderia ter sido evitada. Há muito sobre o luto, porém há mais sobre a presença na ausência, causada por uma perda prematura. Neste sentido, ainda que contenha alguns problemas como filme em si, o média-metragem apresenta um resultado coeso e redondo. A partir da jornada de Steve Hartman, correspondente da CBS, e do fotógrafo Lou Bopp, o espectador tem um contato sensível e extremamente cuidadoso [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-quartos-vazios-netflix/">Crítica Quartos Vazios (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"><em>Quartos Vazios</em> é sobre diversas coisas, mas o documentário é, sobretudo, sobre uma perda que poderia ter sido evitada. Há muito sobre o luto, porém há mais sobre a presença na ausência, causada por uma perda prematura. Neste sentido, ainda que contenha alguns problemas como filme em si, o média-metragem apresenta um resultado coeso e redondo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da jornada de Steve Hartman, correspondente da CBS, e do fotógrafo Lou Bopp, o espectador tem um contato sensível e extremamente cuidadoso sobre a história de crianças e adolescentes mortas em tiroteios em escolas do Estados Unidos. A habilidade de Steve e Lou em tratar sobre o tema vem da escolha das palavras proferidas por eles e das imagens selecionadas para serem colocadas no filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível conhecer um pouco das meninas e meninos que tiveram suas vidas eliminadas. Os trechos selecionados de vídeos e fotos são alegres, porém um pouco fugazes. Há tempo o suficiente para emocionar o público, porém não o suficientemente para explorar as figuras destes jovens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, a direção de Joshua Seftel (<em>Stranger at the Gate</em>) também entrega atenção e cuidado. A maneira como o cineasta escolhe os movimentos de câmera para entrar no quartos e os ângulos para entrevistar os familiares dos estudantes fazem com que se crie uma imersão profunda com a narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso dos travellings lentos, por exemplo, cria um sentido de pedido de licença. É como se a plateia deslizasse para a trama e entrasse naquele espaço íntimo com reverência, através deste recurso. Desta maneira, Seftel se alinha com essa abordagem que Steven e Lou já utilizavam em seus setes anos de cobertura destes cômodos não mais habitados, olhando para eles atenciosamente para captar o essencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhando para o doc como cinema, talvez, exista muita reiteração em seu discurso. Há uma ordem de fatores que se repetem e deixa a sessão um tanto previsível. No entanto, essa característica não é extremamente nociva porque este é um tipo de material que deve ser o oposto de agradável. A sua estrutura exaustiva também pode ser utilizada para uma maior reflexão. É tudo tão igual e triste nestes tiroteios e o é também neste título. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>Quartos Vazios</em> encara uma realidade dura e trágica dos assassinatos em colégios estadunidenses, mas que possui um foco diferente de outras produções do gênero. Olhando para os resquícios de vida deixados por essas garotas e garotos, a obra celebra quem estas pessoas foram e deixa um nítido recado da importância de proteger outros estudantes, para que o mesmo que ocorreu com eles pare de se repetir.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Joshua Seftel</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Quartos Vazios 2025 Trailer All The Empty Rooms Netflix Documentário" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/NUbNRZSTnCw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-quartos-vazios-netflix/">Crítica Quartos Vazios (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-quartos-vazios-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Balada de um jogador (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/balada-de-um-jogador-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/balada-de-um-jogador-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2025 16:35:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Jennings]]></category>
		<category><![CDATA[Balada de um jogador]]></category>
		<category><![CDATA[Ballad of a small player]]></category>
		<category><![CDATA[Colin Farrell]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Berger]]></category>
		<category><![CDATA[Tilda Swinton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20273</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um protagonista carismático e uma direção à serviço da narrativa, Balada de um jogador quase é um bom filme. Mas, onde ele falha? Na sua base, no roteiro. Colin Farrell se entrega completamente na criação do atrapalhado Lorde Doyle. A sua construção física é intensa e sutil, ao mesmo tempo. Isso porque o público enxerga as tremedeiras e olhares tontos de Doyle. No entanto, Farrell emprega uma retenção corporal que, dentro de todo o tônus que o ator aplica, os [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/balada-de-um-jogador-netflix/">Balada de um jogador (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um protagonista carismático e uma direção à serviço da narrativa, Balada de um jogador quase é um bom filme. Mas, onde ele falha? Na sua base, no roteiro.</p>
<p>Colin Farrell se entrega completamente na criação do atrapalhado Lorde Doyle. A sua construção física é intensa e sutil, ao mesmo tempo.</p>
<p>Isso porque o público enxerga as tremedeiras e olhares tontos de Doyle. No entanto, Farrell emprega uma retenção corporal que, dentro de todo o tônus que o ator aplica, os gestos ganham justeza.</p>
<p>Essa estratégia, inclusive, funciona como dosador do trágico e do cômico dentro da personagem.</p>
<p>Neste sentido, Edward Berger (Conclave) também entrega uma visão balanceada de uma desventura de um viciado em apostas, que vê em Xangai a possibilidade de uma reviravolta em sua sorte.</p>
<p>Apesar do forte uso de movimentações e efeitos de câmera, Berger é meticuloso no que vai utilizar. A sua decupagem procura traduzir o universo alucinante de Doyle.</p>
<p>Giros e panorâmicas elevam o potencial das emoções colocadas na tela. Ao mesmo tempo, respiros são acionados, nas quais os quadros são mais fechados e o plano parado.</p>
<p>Berger sabe o que faz, porém a história que escolheu contar possui falhas que interferem no resultado geral. O roteiro de Rowan Joffe (Antes de dormir) e Lawrence Osborne (O Perdoado) é simplório e óbvio.</p>
<p>Cada ação mostrada no ecrã pode ser prevista pelo espectador. Talvez, se Balada fosse um curta-metragem funcionasse um pouco mais. Porque além de todos os passos de Doyle serem nítidos, o longa se alastra sem necessidade.</p>
<p>Apenas o início do primeiro ato e o final do terceiro realmente acontecem com fluidez. As repetições das situações vivenciadas pelo Lorde Doyle somente reiteram o que a plateia já compreendeu nos primeiros minutos de projeção.</p>
<p>Desta maneira, a produção pode valer a pena para quem é entusiasta do trabalho de Farrell e/ou de Berger. Mas, como filme, o título falha em construir uma trama criativa e interessante.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Edward Berger</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Colin Farrell, Tilda Swinton, Alex Jennings</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Balada de Um Jogador | Trailer oficial | Netflix" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/zrXdRUTdG7A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/balada-de-um-jogador-netflix/">Balada de um jogador (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/balada-de-um-jogador-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Adeus, June (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/adeus-june-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/adeus-june-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 19:19:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Adeus June]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Riseborough]]></category>
		<category><![CDATA[Goodbye June]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Anders]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Winslet]]></category>
		<category><![CDATA[Timothy Spall]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20230</guid>

					<description><![CDATA[<p>Kate Winslet (Titanic) é uma artista esforçada. Além de ser uma intérprete que sempre elevou seu potencial dramático (até agora), Winslet demonstra realmente se importar com os seus projetos, tanto em termos do que ela oferta como resultado de seu trabalho, como quando está dando entrevistas e participando de eventos de divulgação. No entanto, em Adeus, June, ela quis participar de funções demais e não deu conta de entregar um resultado de excelência, como se espera dela. Com um roteiro [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/adeus-june-netflix/">Adeus, June (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Kate Winslet (<em>Titanic</em>) é uma artista esforçada. Além de ser uma intérprete que sempre elevou seu potencial dramático (até agora), Winslet demonstra realmente se importar com os seus projetos, tanto em termos do que ela oferta como resultado de seu trabalho, como quando está dando entrevistas e participando de eventos de divulgação. No entanto, em <em>Adeus, June</em>, ela quis participar de funções demais e não deu conta de entregar um resultado de excelência, como se espera dela.</p>
<p>Com um roteiro de seu filho, Joe Anders, além de atuar e produzir, Kate quis dirigir. No final das contas, o seu longa-metragem não é terrível e seu debut como diretora não é a pior coisa do mundo, porém falta coesão, narrativa e visualmente, na obra como um todo. June (Helen Mirren) não é conhecida para além da sua versão doente, por isso ela não é uma protagonista. As personalidades de seus quatro filhos, Julia (Winslet), Molly (Andrea Riseborough), Helen (Toni Collette) e Connor (Johnny Flynn) também não.</p>
<p>A centralidade da trama é evasiva, falta quem direciona o seu conteúdo e faça o público mergulhar naquele universo. O que a história foca, na realidade, é na degradação de June, a matriarca da família, a incompetência masculina de se responsabilizar por algo, do pai, Bernie (Timothy Spall) e os atritos das filhas, que brigam pela atenção da mãe acamada. Neste sentido, esse poderia ser somente um dos lados apresentados no enredo. Mas, falta aqui uma aparente consciência sobre trama e desenvolvimento narrativo e de personagem. Não tem tensão, reviravolta, transformação expressiva das figuras dramáticas*.</p>
<p>O que mais incomoda aqui, em termos de enredo, é que falta trama. Os conflitos soam superficiais, como se Joe tivesse medo de se aprofundar mais nas emoções expostas na tela. Este não é um roteiro realmente adaptado sobre a experiência de Kate e Joe com a mãe e a avó, respectivamente, porém é inspirado na vivência dos dois. Talvez, um desejo de proteger a imagem dela, ou qualquer questão delicada deste tipo, tenha tornado tudo tão planificado. Como as camadas não são investigadas, a sessão fica cheia de momentos feitos para emocionar, que não causam a sensação esperada.</p>
<p>Além disso, a atuação de Kate nunca esteve tão mal. O texto verbal estava completamente automático, como se sua mente não estivesse presente. Os seus colegas de cena, em sua maioria, não passam vergonha, mas também não entregam grandes performances. Quem mais se destaca qualitivamente é Spall que consegue criar em sua interpretação a profundidade que falta na escrita. Tanto em termos de movimentação quanto de uso das vocalidades. Isso ajuda o seu Bernie a parecer mais crível.</p>
<p>Porque, de fato, o grande problema de <em>Adeus, June</em> é ausência de contraste. Neste sentido, em termos de iluminação e enquadramentos, a produção também é repetitiva. O que salva a decupagem é justamente a noção de Kate sobre o trabalho de ator. Através de &#8220;olhares&#8221; laterais da câmera ou dos jogos de plongée e contra plongée, o público consegue ver aquelas personas sob outra ótica. Desta forma, ainda que o ecrã pareça sempre tomado de luz hospitalar, algumas dinâmicas da direção elevam a potencialidade das cenas.</p>
<p>Assim, o longa não é exatamente ruim. Contudo, devido ao fato de existir falta de risco e criatividade, tanto em termos formais quanto discursivos, a obra é um inexpressiva. Para completar, o título é subgênero natalino, o que é bem impressionante, já que do início ao fim da sessão é quase tudo bastante triste. Não há nada que link a exibição ao festejo natalino, sendo que todo seu conteúdo poderia se passar no Halloween ou no carnaval da Bahia e não faria diferença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Kate Winslet</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kate Winslet, Andrea Riseborough, Timothy Spall</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Dramáticas no sentido de dramatúrgicas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Adeus, June | Trailer oficial | Netflix" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/7pnmXj2EQIk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/adeus-june-netflix/">Adeus, June (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/adeus-june-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: A Única Mulher da Orquestra</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-unica-mulher-da-orquestra/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-unica-mulher-da-orquestra/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 01:19:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[A única mulher da orquestra]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Molly O'Brien]]></category>
		<category><![CDATA[Orin O'Brien]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=19205</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em seu novo filme, a diretora Molly O’Brien (The Wild Things) reúne uma equipe de cinema para homenagear e contar a história da pessoa que ela mais admira no mundo: a sua tia. Mas, não se engane, esse não é um “filme de churrasco” tradicional. A tia de Molly é ninguém menos que Orin O&#8217;Brien, uma das maiores contrabaixistas do mundo. Membro da filarmônica de Nova Iorque, Orin foi, por muito tempo &#8220;A Única Mulher da Orquestra” – daí o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-unica-mulher-da-orquestra/">Crítica: A Única Mulher da Orquestra</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em seu novo filme, a diretora Molly O’Brien (<em>The Wild Things</em>) reúne uma equipe de cinema para homenagear e contar a história da pessoa que ela mais admira no mundo: a sua tia. Mas, não se engane, esse não é um “filme de churrasco” tradicional. A tia de Molly é ninguém menos que Orin O&#8217;Brien, uma das maiores contrabaixistas do mundo. Membro da filarmônica de Nova Iorque, Orin foi, por muito tempo &#8220;<em>A Única Mulher da Orquestra</em>” – daí o título do filme.</p>
<p>Para realizar tal intento, Molly convoca um formato tradicional de documentários estadunidenses, daqueles que abusam de relatos da protagonista em off, que revelam um certo humor ácido da mesma e que põe algumas fotos e matérias de arquivo para fomentar o discurso de que o público acompanha a história de alguém realmente incrível.  Obviamente, no caso deste doc da Netflix a figura central é sim uma mulher maravilhosa, porém seria criativo buscar outros aspectos da vida de Orin ou até mesmo suas falhas para contrabalancear toda a genialidade e grandeza da artista.</p>
<p>É sempre bom explorar camadas de personagens. Ainda assim, Molly consegue construir um laço de empatia e proximidade com a personagem principal do curta-metragem, justamente através da própria relação que ela tem com a sua tia. São nas sequências das conversas entre as duas que uma dicotomia é estabelecida: de um lado a visão realista e firme de Orin, que se vê como uma mulher talentosa, mas comum. Do outro, há Molly, que idealiza sua tia e a coloca em um pedestal. A criação desta dualidade imprime complexidade para a narrativa do curta. A plateia compreende de forma mais profunda quem é esta única mulher da orquestra.</p>
<p>Até mesmo na escolha de ser contrabaixista, as marcas de personalidade forte de Orin são vislumbradas. Neste sentido, o seu amor pela arte transborda da tela e a musicista se revela não apenas humilde, mas fiel ao mundo da música. Porque ela não está ocupando este espaço por vaidade e sim por vocação. Por isso, além do discurso verbal da obra, era necessário que esse carinho genuíno fosse contemplado visualmente. É por esta razão que Molly parece escolher manter os seus planos mais abertos, com pouca movimentação de câmera, para que quem assiste consiga observar com calma o jeito habilidoso de Orin de tocar e de falar sobre sua profissão.</p>
<p>Inclusive, observar os deslocamentos e pausas da contrabaixista é o que há de mais cativante na produção, principalmente quando ela está tocando. Além disso, é notável como a equipe de arte e de fotografia dialoga e mantém esse universo solar, de quem traz consigo um contetamento pelas escolhas da carreira, através da manutenção ou da exploração de temperaturas mais quentes ou amadeiradas. Aqui, nesta estética, tem-se uma junção de sensação de alegria – vinda dessa concretização de uma carreira brilhante –, mais a ambientação dos espaços artísticos.</p>
<p>É quase possível sentir o cheiro do tablado do palco, dos tacos da sala de Ori e do piano, que quando é aberto libera um aroma muito específico. Desta maneira, ainda que <em><strong>A Única Mulher da Orquestra</strong></em> não entregue nada fora do comum, é na tradição do gênero que Molly O’Brien e sua equipe, juntamente com a figura carismática de Orin, criam uma projeção agradável, que cativa, por contar com o passado de uma mulher essencial para a música novaiorquina e estadunidense e por ser tão inspirador ao lembrar que o estar presente é deveras mais relevante do que se mostrar presente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Molly O’Brien</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/30B3nVNYd5w?si=MZB1-fy1RkRpi4li" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-unica-mulher-da-orquestra/">Crítica: A Única Mulher da Orquestra</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-unica-mulher-da-orquestra/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crític: De Volta à Ação (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 15:52:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Cameron Diaz]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[De volta à ação]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Foxx]]></category>
		<category><![CDATA[Seth Gordon]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=19102</guid>

					<description><![CDATA[<p>Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (As Panteras) e Jamie Foxx (Ray), será analisada. Entre potencialidades e falhas, De Volta à Ação cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente. O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/">Crític: De Volta à Ação (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (<em>As Panteras</em>) e Jamie Foxx (<em>Ray</em>), será analisada. Entre potencialidades e falhas, <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente.</p>
<p>O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam afastados do cinema, por diferentes razões. Ela, porque havia se aposentado para cuidar da família e da vida pessoal. Ele, porque apresentou um problema de saúde, aparentemente grave, porém misterioso. No entanto – e para a alegria dos fãs –, a dupla conseguiu se reunir e finalizar o longa-metragem, que somente pela presença de dois atores tão carismáticos e marcantes para Hollywood, já valeria a pena.</p>
<p>Em termos qualitativos da obra, a produção tem uma primeira metade que não decepciona. A dinâmica entre Diaz e Foxx revela a razão desta união ficcional. Os intérpretes jogam com as pausas, interrupções e silêncios de tal maneira que formam uma construção de intimidade forte entre as personagens. Quanto mais eles brincam com essa lógica de casal, que se interrompe e sabe o momento de se escutar, mais a relação entre seus papéis cresce e a conexão com o público também.</p>
<p>Aqui, a dupla mostra como é necessário habilidade para suavizar e tornar crível diálogos de filmes besteirol de ação. Juntamente a eles, também há Glenn Close, que fomenta ainda mais a crença da plateia naquele universo ficcional. O trio interpreta ex-agentes da CIA, que se aposentam e precisam enfrentar os perigos da vida de espião novamente. No entanto, Emily (Diaz) e Matt (Foxx) criaram uma família típica do subúrbio de filmes hollywoodianos.</p>
<p>Assim, é aí que vem toda a graça do longa, na ideia de dialogar com os mais jovens, dizendo: seus pais podem ter sido espiões da CIA e você nem saber. Apesar de não ser o suprassumo da criatividade, porque Hollywood tem gostado de explorar essa dualidade de família classe média e cenários extra-cotidianos &#8211; Os incríveis é um exemplo disso -, em <em><strong>De Volta à Ação</strong></em>, além do elenco central ser afiado, a direção de Seth Gordon (<em>Pixels</em>), alivia as trapalhadas e mesmices do roteiro – que escreveu ao lado de Brendan O’Brien (<em>Vizinhos</em>).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19191" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png" alt="De Volta à Ação" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isto porque é extremamente relevante que filmes deste gênero tenham uma decupagem apuradíssima, principalmente em suas cenas de ação e tensão. Gordon tem consciência de que os espectadores precisam entender visualmente o que está acontecendo, sentirem-se ansiosos durante as lutas e confrontos, que consigam enxergar bem as pancadarias, mas com criatividade, em termos de movimentação e efeitos de câmera, efeitos especiais e marcação de cena. São muitos questões para dar conta e, neste caso aqui, ainda há o fator desta ser uma produção da Netflix.</p>
<p>É necessário que a direção pense que a maioria das pessoas contará com uma sessão em casa, vendo o longa por uma tela menor. Seth Gordon revela que compreende essa lógica e, mesmo que conte com sequências tensas e com inventividade, a grandiosidade das explosões, carros que capotam e lutas corporais são reduzidas. Um exemplo é o momento da família espiã no posto de gasolina. Eles são atacados, porém por uma quantidade relativamente pequena de bandidos.</p>
<p>É com esta consciência, tanto da parte mais experiente do elenco, quanto da direção que <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> entretém quem assiste a trama. Todavia, é preciso destacar que a segunda metade do filme não é tão boa quanto a anterior. Na busca por colocar caminhos e saídas diferentonas, Gordon e O’Brien se perdem no roteiro. A história já não prometia ser um poço de inovação e a maior graça era o “como” Cameron Diaz e Jamie Foxx iriam salvar o dia com a ajuda de Glenn Close .</p>
<p>Contudo, nesta tentativa de surpreender o público, a tensão se esvai e a obra fica menos divertida. É bem verdade que o vilão não era esperado, mas seria mais interessante que o antagonista fosse mesmo Baron (Andrew Scott), pelas seguintes razões: primeira, Andrew é mais talentoso do que o outro ator que faz o bad guy verdadeiro – mas, o intérprete não será revelado para não dar spoiler para o leitor.</p>
<p>A segunda razão é que Baron é mais desenvolvido, nesta busca de Gordon e O’Brien para enganar o receptor. Assim, o outro rapaz não convence. As suas motivações são rasas e todo o conflito interno do papel de Andrew Scott é desperdiçado nos últimos minutos de exibição. Muitas vezes, no audiovisual, é melhor ficar com o seguro, o óbvio, mas executar bem esse óbvio, cuidar desse óbvio e entregar ele bonitinho para o público. E era isso que o filme estava fazendo até a sua reviravolta. Mesmo assim, a produção vale uma sessão de sábado à tarde, com muita pipoca e refri. Este é um tipo de cinema que refresca o ares e distrai, é como comer uma pizza de uma rede de fast food – calorias vazias que divertem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Seth Gordon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cameron Diaz, Jamie Foxx, Glenn Close</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/3davFh1eoVs?si=LiFPRt7V2Ito0l8u" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/">Crític: De Volta à Ação (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Maria Callas</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maria-callas/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maria-callas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 12:44:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Academy Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Alba Rohrwacher]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina Jolie]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cinebiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Diamond Films]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Haluk Bilginer]]></category>
		<category><![CDATA[Kodi Smit-McPhee]]></category>
		<category><![CDATA[Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Callas]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Larrain]]></category>
		<category><![CDATA[Pierfrancesco Favino]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Knight]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=19041</guid>

					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, Maria Callas, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maria-callas/">Crítica: Maria Callas</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, <strong><em>Maria Callas</em></strong>, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no Academy Awards, mas o foco principal de campanha do filme é a atuação de Angelina Jolie (<em>Aqueles que me Desejam a Morte</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>, ambos de 2021).</p>
<p><strong><em>Maria Callas</em></strong> é o terceiro longa do diretor Pablo Larraín (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-spencer/"><em>Spencer</em></a>, de 2021) que foca seus esforços em recriar momentos cruciais da vida de figuras femininas reais. A diferença neste projeto é que o roteirista Steven Knight (<em>Serenidade</em>, de 2019 e <em>Spencer</em>) utiliza da fantasia e de flashbacks constantes para preencher as vivências de Callas, emaranhado a sua vida e morte em números musicais. Essa escolha traz uma estética visual e narrativa de fantasia para o filme, permitindo que sua história vá além de uma simples narração dos últimos dias de vida.</p>
<p>Seja a partir dos devaneios pelos remédios ou através de suas memórias afetivas e dolorosas de vida, a personagem de Angelina teve muito o que viver em seus momentos finais. E esse pastiche de vivências reais e ficcionais permitiram que <strong><em>Maria Callas</em></strong> fosse um projeto um pouco diferente de Larraín. Apesar disso, existe uma estrutura de condução muito clara desse tipo de filme para o diretor. Se o espectador já assistiu Jackie ou Spencer, é possível de imaginar certas escolhas ou encaminhamentos que serão tomados no trabalho do cineasta chileno visto em tela.</p>
<p>Atrelado ainda a ideia de fantasia presente no filme por meio dessas digressões e dos devaneios de Maria, o longa ganha muito nos departamentos de arte e fotografia. Talvez os pontos mais altos de <strong><em>Maria Callas</em></strong> sejam justamente os resultados dos dois departamentos. A arte brilha na composição de sets de época, no figurino e como ele conta a história da personagem-título, tal qual o cabelo e maquiagem finalizam essa composição visual com maestria.</p>
<p><figure id="attachment_19043" aria-describedby="caption-attachment-19043" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19043" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg" alt="Maria Callas (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2.jpg 1012w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19043" class="wp-caption-text">Angelina Jolie em cena de &#8216;Maria Callas&#8217; (2024)</figcaption></figure></p>
<p>Da mesma forma, o departamento de fotografia de <strong><em>Maria Callas</em></strong>, comandado por Edward Lachman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/"><em>O Conde</em></a>, de 2023), mergulha nas possibilidades narrativas mediadas pela fantasia e memória da personagem de Angelina. A composição estética visual do filme se complementa com essa tríade entre os dois departamentos e a força motriz do roteiro que é a fantasia e as memórias de Callas. Com isso, o espectador tem um espetáculo visual mais interessante dentre as três biografias femininas da carreira de Pablo Larraín.</p>
<p>Auxiliando o diretor a apontar a direção do barco da produção, Angelina Jolie vem como uma força em cena. Talvez um de seus melhores trabalhos dramáticos da carreira, <strong><em>Maria Callas</em></strong> permite que a atriz ande em outros tons e camadas de desenvolvimento que talvez não tenha tido a oportunidade &#8211; ou ao menos uma boa oportunidade &#8211; de desenvolver. O resultado de sua performance no longa merece elogios e louros, no entanto, ela se fragiliza nas cenas onde o enfoque em números musicais são maiores. A dublagem da atriz, por vezes, quebra a vivência do público por soar como uma nítida dublagem.</p>
<p>Com algumas poucas indicações na temporada de prêmios, <strong><em>Maria Callas</em></strong> tem como foco da campanha a indicação de Jolie ao Oscar e, talvez, menções nas categorias dos departamentos de arte e fotografia. Se as chances de indicação ao prêmio de Melhor Atriz já são pequenas por conta do ano disputadíssimo, as vitórias se tornam ainda melhores. Suas chances maiores de indicações e até mesmo possíveis vitórias se concentram nos departamentos de visualidades do longa. No entanto, as expectativas são baixas para o filme despontar como favorito ao Oscar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Angelina Jolie, Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Haluk Bilginer e Kodi Smit-McPhee</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nHcoK0uuxIw?si=t6j4BGeK8rhFkKUD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maria-callas/">Crítica: Maria Callas</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-maria-callas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: No Lugar da Outra</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 19:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elisa Zulueta]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Francisca Lewin]]></category>
		<category><![CDATA[Maitê Alberdi]]></category>
		<category><![CDATA[Marcial Tagle]]></category>
		<category><![CDATA[No Lugar da Outra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18876</guid>

					<description><![CDATA[<p>Apesar da abordagem ser inspirada em ocorrência local, o filme No Lugar da Outra, da diretora Maite Alberdi, discute temas universais ainda pertinentes. Por isso, é fácil compreender a escolha como o representante chileno para concorrer ao Oscar 2025, na categoria Melhor Filme Internacional. O longa envolve o espectador nas angústias existenciais, descontentamentos cotidianos e anseios por novas vivências da protagonista e traz louváveis pontos aos importantes debates sobre papéis de gênero e patriarcado. Na trama, a escritora chilena Maria [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/">Crítica: No Lugar da Outra</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da abordagem ser inspirada em ocorrência local, o filme <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>, da diretora Maite Alberdi, discute temas universais ainda pertinentes. Por isso, é fácil compreender a escolha como o representante chileno para concorrer ao Oscar 2025, na categoria Melhor Filme Internacional. O longa envolve o espectador nas angústias existenciais, descontentamentos cotidianos e anseios por novas vivências da protagonista e traz louváveis pontos aos importantes debates sobre papéis de gênero e patriarcado.</p>
<p>Na trama, a escritora chilena Maria Carolina Gee (Francisca Lewin) mata o amante e o caso provoca o interesse de Mercedes (Elisa Zulueta), uma acanhada secretária do judiciário. Ao acessar a casa da homicida, Mercedes desenvolve enorme fascínio pelo lar e objetos pessoais de Maria, como roupas, maquiagens e livros. Baseado em caso real ocorrido na década de 1950 e contado no livro “Las Homicidas”, da escritora Alia Trabucco Zerán, o filme não destaca tanta atenção às implicações do crime em si, mas sim aos processos de inquietação de uma mulher que não faz parte da elite financeira e cultural. Mercedes é uma mulher comum, com filhos, marido e uma penca de louças e roupas para lavar.</p>
<p>Os infortúnios do dia a dia da competente secretária são expostos já nos minutos iniciais de <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>. Após acordar contrariada (ainda que já habituada) com o ronco do marido, o espectador conhece o lar da protagonista: uma pequena casa que acumula mais objetos que o espaço permite. Assim, é fácil esbarrar na enceradeira esquecida próxima à escada e sentir estresse poucos minutos depois de levantar da cama. As “pequenas” opressões do lar ganham concretude com a representação visual acinzentada do ambiente em que Mercedes divide espaço com a família e realiza as rotineiras tarefas de dona do lar.</p>
<p>Embora a cordialidade e a parceria profissional com o marido fotógrafo, que usa a sala da casa como estúdio, existam naquela dinâmica familiar, as micro agressões são frequentes. Exemplo, em conversa aparentemente descontraída, um dos filhos de Mercedes diz que será juiz como a mãe. No momento seguinte, o marido responde: “sua mãe poderia ser sua secretária”. Imediatamente a matriarca expressa contrariedade com a brincadeira de mal gosto no olhar, mas claro, ninguém repara que ela se sentiu mal.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18878" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2.png" alt="No Lugar da Outra" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Acertadamente, os homens da casa não são representados como vilões. Ponto para o roteiro de <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>, escrito por Maite Alberdi, Inés Bortagaray e Paloma Salas, que destaca a exploração do trabalho da mulher em dinâmicas diárias e a ausência de empatia naquele ambiente como questões sérias, mas sem recorrer a construções maniqueistas dos algozes. Apesar de as situações ficcionais ocorrerem nos anos 1950, não é novidade que a naturalização dos papéis de gênero no ambiente doméstico ainda seja um problema persistente, mesmo com o avanço dos debates feministas. E ao contrário do que se possa imaginar, as afrontas também acontecem em lares sadios, sem violências físicas ou agressões verbais. Dito isso, um copo sujo deixado para a mulher lavar ou aquela piadinha fora de hora não são ocorrências tão inofensivas assim.</p>
<p>Mas afinal, o que Mercedes busca? Ao adentrar o lar da sofisticada escritora Maria Carolina, Mercedes sente-se bem não apenas por usufruir dos bons perfumes, roupas sofisticadas ou por tomar banho na banheira, imaginando-se como detentora daqueles luxos. É a ausência de vozes que provoca ampla satisfação. É a iluminação que invade a sala através da janela e toca as plantas decorativas que proporcionam paz e quietude.</p>
<p>Maria Carolina e Mercedes são de classes sociais diferentes, contudo, ambas são vítimas do patriarcado. Se a primeira tomou uma atitude radical contra os processos que cerceavam suas liberdades, a humilde secretária está em fase de descobertas e assimilações.</p>
<p>Hábil na construção da trajetória da protagonista, <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em> oferece leitura pálida da condução do julgamento da escritora e o elo entre as histórias das figuras femininas deixa a desejar. De todo modo, o longa é um pontual registro de época. Ou ‘pior’, de épocas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maitê Alberdi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Elisa Zulueta, Francisca Lewin, Marcial Tagle</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/b7TEvR8xZKk?si=4A_mxymKHj01Bs1f" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/">Crítica: No Lugar da Outra</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-lugar-da-outra/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Amores Solitários</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-amores-solitarios/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-amores-solitarios/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 21:03:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Amores Solitários]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Silvers]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Liam Hemsworth]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Susannah Grant]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18808</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tem repercutido internet afora como 2024 foi o ano do intitulado romance com age gap (diferenças de idade) protagonizados por atrizes veteranas. Em Uma Ideia de Você do Prime Video, Anne Hathaway viveu a mãe de uma adolescente apaixonada pelo ídolo da filha, o integrante de uma boy band interpretado por Nicholas Galitzine. Já Tudo em Família da Netflix trouxe Nicole Kidman como uma escritora cujo caso com um astro de cinema egocêntrico interpretado por Zac Efron abala a relação com sua filha, funcionária dele. Agora, é a vez de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-amores-solitarios/">Crítica: Amores Solitários</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem repercutido internet afora como 2024 foi o ano do intitulado romance com age gap (diferenças de idade) protagonizados por atrizes veteranas. Em Uma Ideia de Você do Prime Video, Anne Hathaway viveu a mãe de uma adolescente apaixonada pelo ídolo da filha, o integrante de uma boy band interpretado por Nicholas Galitzine. Já Tudo em Família da Netflix trouxe Nicole Kidman como uma escritora cujo caso com um astro de cinema egocêntrico interpretado por Zac Efron abala a relação com sua filha, funcionária dele. Agora, é a vez de Laura Dern ter um romance com Liam Hemsworth em <em><strong>Amores Solitários</strong></em> uma das adições de outubro do catálogo da Netflix.</p>
<p>Ambientado no Marrocos, <em><strong>Amores Solitários</strong></em> conta a história da renomada escritora Katherine Loewe vivida por Dern. Ela está em um país para viver a experiência de um retiro criativo em um hotel cheio de hóspedes escritores de diferentes gerações. No local, Katherine conhece Owen, papel de Liam Hemsworth, um consultor de finanças acompanhante da namorada no retiro. O jovem casal acaba vivendo uma crise no relacionamento durante o retiro e as brigas dão espaço para que Owen conheça um pouco mais Katherine. Aos poucos, Katherine e Owen descobrem que têm muito em comum e vivem uma experiência romântica nessa viagem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18833" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-7.png" alt="Amores Solitários" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-7.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-7-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-7-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Em meio a inúmeras conveniências de roteiro, <em><strong>Amores Solitários</strong></em> encontra alguma faísca em sua história através da genuína química construída por Dern e Hemsworth. O longa dirigido e roteirizado por Susannah Grant tem a grande &#8220;sacada&#8221; de não ser muito precoce na concretização da relação amorosa entre seus protagonistas. Parte da narrativa é tomada pelas cenas nas quais Katherine e Owen trocam confidências e descobrem afinidades. Como personagens deslocados em um contexto social que, por diferentes razões, lhe parece indesejável (o caso dela) ou hostil (o caso dele), os personagens criam uma conexão possível apenas porque o filme dedica muitos momentos às conversas conduzidas com muita sintonia por Dern e Hemsworth. A compreensão de Susannah Grant de que a química entre o seu casal precisa ser construída, conquistada, é o que transforma a experiência de <em>Amores Solitários</em> pontualmente singular e envolvente.</p>
<p>É uma pena que toda a originalidade estabelecida inicialmente não é mantida durante boa parte da narrativa e, como convém a um projeto comercial, <em><strong>Amores Solitários</strong></em> apela para fórmulas em seu terceiro ato. Dos diálogos bobos aos encontros e desencontros batidos no relacionamento entre seus protagonistas, sabotando boa parte da originalidade conquistada durante boa parte da sua trama. Nesse esteio, nem mesmo a sinergia entre Laura Dern e Liam Hemsworth salva o projeto de um desfecho no &#8220;piloto automático&#8221; semelhante a uma dúzia de filmes do gênero. A princípio, Grant acerta bastante ao mirar em uma espécie de Antes do Amanhecer para a geração de espectadores da Netflix, mas logo pasteuriza o seu projeto transformando o seu filme em mais um entre tantos a apostar nos mesmos clichês de sempre.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Susannah Grant</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Laura Dern, Liam Hemsworth, Diana Silvers</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wYnvZGwJ-Lw?si=q8-O-D3x-ZZlJIPk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-amores-solitarios/">Crítica: Amores Solitários</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-amores-solitarios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: A Libertação</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-libertacao/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-libertacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 19:04:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[A Libertação]]></category>
		<category><![CDATA[Andra Day]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony B. Jenkins]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
		<category><![CDATA[Lee Daniels]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18709</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de anos dedicados a dramas como Matadores de Aluguel (2005), Preciosa (2009), Obsessão (2012), O Mordomo da Casa Branca (2013) e Estados Unidos vs. Billie Holiday (2020), o diretor Lee Daniels faz sua estreia em filmes de terror com A Libertação, produção original da Netflix. Possivelmente, o resultado dessa aposta do realizador é uma das piores cartadas da sua carreira. Lee Daniels aposta em uma história sobre possessão demoníaca vivida por uma família nos EUA. A protagonista do filme é Ebony, papel de Andra Day (atriz indicada ao Oscar de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-libertacao/">Crítica: A Libertação</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de anos dedicados a dramas como Matadores de Aluguel (2005), Preciosa (2009), Obsessão (2012), O Mordomo da Casa Branca (2013) e Estados Unidos vs. Billie Holiday (2020), o diretor Lee Daniels faz sua estreia em filmes de terror com <strong><em>A Libertação</em></strong>, produção original da Netflix. Possivelmente, o resultado dessa aposta do realizador é uma das piores cartadas da sua carreira.</p>
<p>Lee Daniels aposta em uma história sobre possessão demoníaca vivida por uma família nos EUA. A protagonista do filme é Ebony, papel de Andra Day (atriz indicada ao Oscar de melhor atriz em 2020 por Estados Unidos vs. Billie Holiday), uma mulher que vive sozinha com os filhos e a mãe doente vivida por Glenn Close, desde que o marido foi servir ao exército no Iraque. Os filhos de Ebony passam a apresentar um comportamento esquisito, pontualmente violento. O problema é que Ebony está sendo vigiada por uma assistente social que está analisando o seu comportamento em virtude do seu alcoolismo. A situação então leva todos a acreditarem que Ebony esteja agredindo os filhos, coloca em risco a guarda das crianças.</p>
<p>Um dos maiores problemas de <strong><em>A Libertação</em></strong> é a completa inabilidade que Lee Daniels apresenta para lidar com as demandas do gênero horror. Durante toda a história, o realizador apresenta dificuldades para construir uma atmosfera enervante para trama, manejando de forma atabalhoada recursos comuns ao gênero como os jump scares.</p>
<p>Há uma completa falta de timing na história para a exposição das revelações em torno do estranho comportamento dos filhos da protagonista. Quando tudo é revelado, Daniels apela para todas as possibilidades visuais, lidando com uma montagem repleta de flashes compostos por imagens que isoladamente até surtem algum efeito, mas que não apresentam muita função no contexto. O diretor fica disperso demais com suas pretensões artísticas e esquece de demandas fundamentais da sua narrativa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18739" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5.png" alt="A Libertação" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os dramas das personagens principais logo são perdidos de vista pelo excesso de construções imagéticas que parecem um fetiche para o diretor. No lugar de esmiuçar a psicologia de Ebony, seus problemas com o alcoolismo e o desespero daquela mulher para não perder os filhos, ou mesmo o conflito desta com sua mãe, Daniels prefere dedicar-se ao impacto visual da sua história, algo que por si só não diz muito ao espectador.</p>
<p>Excessivo, <strong><em>A Libertação</em></strong> tem como mote original oferecer a perspectiva de outra vertente religiosa para o controverso tópico das possessões demoníacas, opondo o procedimento título (&#8220;a libertação&#8221;) ao exorcismo, já amplamente explorado pelo cinema. Infelizmente, nem mesmo isso o filme de Lee Daniels consegue com sua história, não esclarecendo muito a respeito desse aspecto distintivo da sua narrativa.</p>
<p>Com um elenco de peso, destacando o desempenho de Andra Day e, claro, Glenn Close em uma cena que, pelas razões certas ou erradas, é inesquecível, <strong><em>A Libertação</em></strong> não presta muitos favores pela carreira dos seus envolvidos, especialmente Lee Daniels. Desde 2009 (e lá se vão mais de dez anos), o diretor parece penar para encontrar um projeto que faça valer a repercussão extremamente favorável de Preciosa, um dos trabalhos mais exitosos da sua carreira.</p>
<p>Direção: Lee Daniels</p>
<p>Elenco: Andra Day, Glenn Close, Anthony B. Jenkins</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/MwORkOiuY-8?si=eAuLEfCXl6ke8f1Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-libertacao/">Crítica: A Libertação</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-libertacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
