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	<title>Arquivos Molly Gordon - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Molly Gordon - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Shiva Baby</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Nov 2021 14:20:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de um curta de mesmo título lançado em 2018, a diretora e roteirista Emma Seligman criou Shiva Baby, longa que narra as agruras de uma jovem judia durante um funeral com a presença da sua comunidade religiosa, o tradicional shiva. Na situação, a protagonista reencontra uma namorada de adolescência, além do seu &#8220;sugar daddy&#8221;, que aparece na situação com a esposa e o filho bebê. É então que o evento se transforma em uma experiência sufocante para a protagonista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de um curta de mesmo título lançado em 2018, a diretora e roteirista Emma Seligman criou <em><strong>Shiva Baby</strong></em>, longa que narra as agruras de uma jovem judia durante um funeral com a presença da sua comunidade religiosa, o tradicional shiva. Na situação, a protagonista reencontra uma namorada de adolescência, além do seu &#8220;sugar daddy&#8221;, que aparece na situação com a esposa e o filho bebê. É então que o evento se transforma em uma experiência sufocante para a protagonista e para o espectador. Ambos ficam sempre na expectativa de que algo muito ruim acontecerá, um &#8220;caldeirão borbulhante prestes a explodir&#8221;. Como se não bastasse, a personagem do filme vivencia o terror de todo jovem adulto em eventos sociais familiares, cobranças sobre sua aparência, comportamento, status profissional, estado civil etc.</p>
<p>O longa de Seligman é marcado por uma interessante dosagem de humor. Ao mesmo tempo que <em><strong>Shiva Baby</strong></em> é uma comédia de situação, ambientada em um único cenário, a casa onde se passa o shiva, com os personagens alternando suas interações com a protagonista enquanto ela perambula por aquele ambiente, a obra de Seligman tem ares de filme de horror quando dá corpo e sons aos temores de qualquer jovem adulto. A sensação de sufocamento é uma crescente nesse longa que estranhamente também é uma comédia. O &#8220;barato&#8221; de <em><strong>Shiva Baby</strong></em> é como a sua diretora faz uma combinação sedutora entre os gêneros e transforma seu longa numa peça cinematográfica única.</p>
<p>Com <em><strong>Shiva Baby</strong></em>, Seligman fala dos efeitos  da pressão de ser uma &#8220;boa garota judia&#8221;, revelando uma comunidade que, por mais aberta que aparenta ser, apresenta resquícios resistentes de um conservadorismo, não lidando muito bem ainda com tópicos como infidelidade, bissexualidade ou liberdade sexual, sobretudo quando o sujeito em questão é uma mulher. O resultado é que a protagonista Danielle lida com julgamentos velados, mas outros também muito explícitos, ainda que seus portadores não se deem conta de emiti-los. Tudo é muito pior do que um confronto direto ou conscientemente agressivo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14794" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3740690.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Shiva Baby" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3740690.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3740690.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3740690.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3740690.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Seligman se vale de um grupo de atores muito competentes. Todos conseguem equilibrar os humores  do projeto com a densidade que ele confere a suas personagens. Um dos feitos disso é que os atores do elenco lidam muito bem com diálogos rápidos e, por vezes, difíceis de acompanhar do roteiro. Todos sabem aproveitar cada palavra e gesto escritos por Seligman na investigação dos desejos daqueles indivíduos, todos reprimidos pela situação social representada.</p>
<p><em><strong>Shiva Baby</strong></em> retrata muito bem os dilemas de uma geração de mulheres com tradições herdadas de suas raízes familiares. Personagens como Danielle ou Maya, a ex-namorada da protagonista, não têm as mesmas liberdades que os homens da sua comunidade. Basta ver a tolerância que o grupo tem com as escolhas de Max, &#8220;sugar daddy&#8221; da personagem principal.</p>
<p>Realizando uma comédia que flerta com outros gêneros, soando algumas vezes como uma espécie de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a>  ou <em>As Esposas de Stepford</em> tematizando a comunidade judaica novaiorquina, <em><strong>Shiva Baby</strong></em> capta o teor claustrofóbico que o controle social exerce sobre sua protagonista. É uma estreia muito promissora de Emma Seligman em longas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Emma Seligman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Rachel Sennott, Molly Gordon, Dianna Agron, Fred Melamed, Polly Draper, Jackie Hoffman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/3y9Da-91t-I" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Bons Meninos (Now)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2020 20:10:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A comédia besteirol sempre existiu no cinema, mas ganhou dois importantes boons, um nos anos de 1980 e outro nos anos 2000 com filmes cuja proposta era fazer uma crônica do adolescente médio estadunidense. Do gênero saíram longas cultuados por uma geração como Porky&#8217;s, A Vingança dos Nerds, American Pie e Superbad. A história sempre trazia o arco de um colegial que ocasionalmente tinha como meta de vida perder a virgindade e passar de ano, corrigindo alguma grande burrada cometida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A comédia besteirol sempre existiu no cinema, mas ganhou dois importantes <em>boons</em>, um nos anos de 1980 e outro nos anos 2000 com filmes cuja proposta era fazer uma crônica do adolescente médio estadunidense. Do gênero saíram longas cultuados por uma geração como <em>Porky&#8217;s</em>, <em>A Vingança dos Nerds</em>, <em>American Pie</em> e <em>Superbad</em>. A história sempre trazia o arco de um colegial que ocasionalmente tinha como meta de vida perder a virgindade e passar de ano, corrigindo alguma grande burrada cometida nesse meio tempo antes que seus pais descobrissem e fosse tarde demais.</p>
<p><em><strong>Bons Meninos</strong> </em>é um exemplar que se encaixa nas marcas desse gênero, só que no lugar dos adolescentes do high school prestes a entrar na universidade, o diretor e roteirista Gene Stupnitsky (<em>Professora Sem Classe</em>) leva toda essa gramática do besteirol teen para o universo infantil. Os protagonistas de <strong><em>Bons Meninos</em></strong> têm preocupações do tipo dar o primeiro beijo e ficam às voltas com infrações como beber mais que um gole de cerveja ou acessar pornografia pela internet, coisas que para adultos talvez não tenham grande importância.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12825" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4.jpg" alt="Bons Meninos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Stupnitsky consegue um resultado hilário no seu filme ao unir a inocência dos seus protagonistas, afinal todos são crianças e ainda tem um olhar bastante ingênuo para situações como o sexo, o consumo de drogas e a vida adulta de maneira geral, com a típica malícia e escracho desse tipo de material. O diretor insere esse grupo improvável de personagens nas marcas do besteirol americano e tira proveito do ruído que essa situação provoca rendendo momentos hilários como a vez em que os garotos confundem um frasco de vitaminas com drogas pesadas ou sequer desconfiam das utilidades de alguns <em>toys</em> de <em>sex shop</em>, como uma boneca inflável ou ferramentas de sadomasoquismo. Por essa razão, o filme foi tão bem recebido em sua estreia nos EUA ano passado, mas também causou bastante polêmica. Afinal, quem imaginaria ver o angelical Jacob Tremblay de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-de-jack/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Quarto de Jack</em></a> metido nesse tipo de odisseia?</p>
<p>O acerto de <strong>Bons Meninos</strong> é justamente tirar proveito da maneira como esse grupo de personagens está alheio à malícia do seu próprio roteiro, ou seja, da trama na qual os mesmos acabam sendo inseridos, vivendo uma série de descobertas comuns às suas respectivas idades sem que com isso Stupnitsky os subestime como crianças &#8220;bobinhas&#8221;. É interessante, por exemplo, como eles encontram espaço nessa jornada para momentos de completa ludicidade como quando vão negociar a entrega de um drone com duas adolescentes emulando o comportamento de chefões da máfia ou como a situação de atravessar uma avenida movimentada representa um grande perigo enfrentado por eles (e de fato é!). A maneira como o longa conduz esses movimentos da história é o que garante o barato do filme aliado ao seu elenco de prodígios da comédia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gene Stupnitsky<br />
<strong>Elenco:</strong> Jacob Tremblay, Keith L. Williams, Brady Noon, Molly Gordon, Midori Frances, Izaac Wang, Millie Davis, Josh Caras, Will Forte</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tJfosM6lQHk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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