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	<title>Arquivos Michelle Yeoh - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Michelle Yeoh - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Wicked: Parte II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 21:04:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há em Wicked: Parte II tudo que mais assola de ruim no audiovisual da contemporaneidade. A primeira e a que mais incômoda é vontade exacerbada de criar momentos impactantes, mas sem que exista uma construção de narrativa ou de progressão para que tal efeito seja causado. Se um estúdio decide dividir um longa-metragem em dois, cada um deles será julgado separadamente e uma apoteose de 2h18 se torna exaustiva e vazia. Assim, o longa-metragem anterior não pode funcionar como uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há em <em>Wicked: Parte II</em> tudo que mais assola de ruim no audiovisual da contemporaneidade. A primeira e a que mais incômoda é vontade exacerbada de criar momentos impactantes, mas sem que exista uma construção de narrativa ou de progressão para que tal efeito seja causado. Se um estúdio decide dividir um longa-metragem em dois, cada um deles será julgado separadamente e uma apoteose de 2h18 se torna exaustiva e vazia. Assim, o longa-metragem anterior não pode funcionar como uma alavanca para 138 minutos de uma continuação onde tudo parece ser um grande clímax.</p>
<p>Além disso, o protagonismo de uma mulher forte, corajosa, protagonista e heroína se esvai e toda a resolução fica, mais uma vez, para a fada loira branca e angelical &#8211; que aqui é a Glinda da Ariana Grande, mas que poderia ser qualquer loira branca e magra de Hollywood. Mas, caso o espectador acredite que todo esse incômodo com o escanteamento de Elphaba (Cynthia Erivo, fantástica, como sempre) é um papo muito &#8220;<em>woke</em>&#8220;, pode-se olhar para os elementos técnicos com frieza e ainda assim se sentir frustrado com o resultado da segunda parte de <em>Wicked</em>. O trabalho de decupagem de Jon M. Chu (<em>Podres de ricos</em>) e da montagem de Myron Kerstein (<em>tick, tick&#8230;BOOM!</em>) parecem perdidos.</p>
<p>É difícil de acompanhar as ações e fruí-las, com tantos rodopios com a câmera. A vontade de ser grandioso fez com que o trabalho de Chu ficasse confuso e sem personalidade. Um exemplo é a sequência do anúncio do casamento de Glinda e Fiyero (Jonathan Bailey). Com diversos shots ao redor do casal e da plateia, a emoção do momento se dilui, porque não há instante de intimidade criado, nem em relação à alegria de Glinda, nem sobre a insatisfação de Fiyero. O tom da cena é genérico e os quadros velozes, assim como todo resto. Sem nuance, nada se destaca e todo a projeção é um grande eco desesperado por atenção. Com uma única exceção: a canção <em>Wicked for good</em>, que dá nome ao título original.</p>
<p>Durante esta música, a produção faz sentido outra vez, como em sua primeira parte. A encenação cresce com os gestos e expressões faciais de Cynthia e Ariana. Os planos fazem sentido, porque estão à serviço da narrativa, incluindo o quadro geral dos dois lados de uma parede, que permite o público ver as reações e emoções das duas personagens. Outro ponto positivo é como Chu escolhe retratar a figura de Dorothy e todos os elementos de <em>O Mágico de Oz</em>. Com descrição, mas sem protagonismo, está tudo ali, porém pela perspectiva do mundo ficcional de <em>Wicked</em>, nisso a equipe foi fiel à sua própria história.</p>
<p>Mas, falando sobre protagonismo, quem realmente manda no destino da trama é Glinda. Quem vence a vilania de Madame Morrible (Michelle Yeoh) é ela, quem resolve um conflito que durou anos dentro do enredo, é ela, tudo passa por Glinda e Elphaba perde tempo de tela e de ação dentro do conflito. Durante a exibição, a questão racial não foge da mente, porque tudo que uma heroína talentosa, poderosa e forte procura fazer e ter é destruído e somente pode ser conquistado pela loira branca e magra. E é um problema aqui por Glinda não deveria centralizar a história e usurpar o protagonismo.</p>
<p>E ainda que muitos dos problemas sejam da dramaturgia original, a adaptação não honra a figura de Elphaba e, além de não melhorar as versões anteriores desta ficção, não honra o que já havia sido feito. Desta maneira, Elphaba passa a ser refém das atitudes de Glinda, mudando a sua posição actancial na história, modificando na base do enredo a sua função narrativa. Nesta perspectiva de personagem somente quem se mantém ocupando o mesmo lugar e, ao mesmo tempo, atua bem, é o Oz (Jeff Goldblum, brilhante). Michelle Yeoh entrou em uma espiral histriônica e se perdeu em seus gestos e sua voz. Cada expressão facial da atriz é uma tortura, porque é coberta de artificialidade.</p>
<p>Yeoh quer ser malvada e mostrar para a plateia isso. No entanto, no cinema é necessário compreender que o público está vendo a personagem. A fluidez e a organicidade são as melhores respostas para uma boa atuação. Dentro dessa lógica, Bailey quase chega lá, mas o ponto divergente é como Fiyero é escrito. Falta espaço no roteiro para que o ator consiga encontrar motivações para ficar com Glinda e, depois, preferir a Elphaba e estar disposto a morrer por ela. Todas as ações que o levam a passar pela transformação em espantalho parecem aleatórias e repentinas. Isto porque não houve construção dramatúrgica, com camadas, com progressão, com justificativas (mesmo que fossem internas, melhor ainda se fossem internas e sutis, inclusive).</p>
<p>Com esses elementos frágeis, <em>Wicked: Parte II</em> soa como uma vitrine para a construção de teasers impressionantes, que levarão as pessoas para o cinema. Não há, em seu texto ou imagens, espaço para respiros e, consequentemente, criação de ritmo. Tudo é fugaz nesta obra, é rodopiante e raso, e retira todas as camadas criadas em seu primeiro longa. Apesar de uma equipe que demonstra querer entregar um bom resultado e que são conectados para além do trabalho em si, talvez tenha faltado um distanciamento entre uma obra e outra, ao invés de gravarem tudo de uma vez só. Ainda assim, o carisma e a talentosa performance de Cynthia engrandecem a produção e diminuem um pouco do caos que o filme se tornou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Direção: John M. Chu</p>
<p>Elenco: Cynthia Erivo, Ariana Grande, Michelle Yeoh</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="Wicked: Parte 2 | Trailer Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/SM0XcBRq5eA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Wicked</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 00:56:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sucesso na Broadway desde 2003 quando teve a sua primeira montagem, o musical Wicked conta a história dos anos que antecederam os eventos do clássico O Mágico de Oz de 1939, quando a Bruxa Má do Oeste e a Bruxa Boa do Sul, Elphaba e Glinda, respectivamente, eram grandes amigas de juventude. O musical é uma das maiores bilheterias da Broadway até hoje e já ganhou versões nos palcos mundo afora, inclusive no Brasil. Em Wicked, Elphaba é rejeitada pela cor [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sucesso na Broadway desde 2003 quando teve a sua primeira montagem, o musical <strong><em>Wicked</em> </strong>conta a história dos anos que antecederam os eventos do clássico O Mágico de Oz de 1939, quando a Bruxa Má do Oeste e a Bruxa Boa do Sul, Elphaba e Glinda, respectivamente, eram grandes amigas de juventude. O musical é uma das maiores bilheterias da Broadway até hoje e já ganhou versões nos palcos mundo afora, inclusive no Brasil.</p>
<p>Em <strong><em>Wicked</em></strong>, Elphaba é rejeitada pela cor verde da sua pele e Glinda é uma jovem popular um tanto quanto narcisista. A princípio, a personalidade distinta das duas personagens cria uma certa animosidade entre elas, mas logo elas criam um laço muito forte na universidade quando viram colegas de quarto. Nessa primeira parte do musical, a segunda parte só será lançada nos cinemas no ano que vem, a gente acompanha o desabrochar de Elphaba. A bruxa verde tem o arco que é o grande destaque do filme. <strong><em>Wicked</em></strong>: Parte 1 é uma história sobre a sua ascensão e amadurecimento.</p>
<p>A adaptação cinematográfica de <strong><em>Wicked</em> </strong>esteve em desenvolvimento desde 2012 em Hollywood. Inicialmente, Stephen Daldry assumiria a direção Depois da pandemia, Jon M Chu, diretor de Podres de Ricos e do musical Em um Bairro de Nova York, passa a ser o grande chefe do projeto que enfim vemos nas telas.</p>
<p>A primeira parte de <strong><em>Wicked</em> </strong>é um deleite. Centrado em duas personagens femininas muito bem construídas, com jornadas envolventes, o longa é uma experiência narrativa e visual muito satisfatória. Jon M. Chu tem em mãos um material riquíssimo a ser explorado, ampliando o universo de Oz sem soar como um produto derivativo barato de um clássico do cinema. <strong><em>Wicked</em> </strong>tem relevância própria.</p>
<p>Os números musicais são muito bem executados, com coreografias desafiadoras para o elenco e canções que fazem a história caminhar, além de explorar a psicologia das suas personagens. <strong><em>Wicked</em> </strong>também tem ótimos cenários. Eficientes na composição de um universo com uma arquitetura muito singular, cada ambiente é muito bonito e muito crível, com pouquíssimo uso de CGI, contribuindo na imersão do espectador em toda a sua mitologia.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18941" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-3.png" alt="Wicked" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-3.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Para quem está preocupado com o gênero. Sim, <strong><em>Wicked</em> </strong>é muito musical, mas acredito que dá para ter uma apreciação do filme superando qualquer desdém que parte do público costuma ter com o gênero porque nesse caso o longa flerta bastante com a fantasia.</p>
<p>O elenco do longa é um dos maiores acertos do projeto. Cynthia Erivo é espetacular como Elphaba, dando a densidade necessária para uma heroína que tem um background bastante triste e que atravessa muitas mudanças ao longo da história. O grande acerto da atriz, no entanto, é  dar credibilidade a esta jornada e evitar que o drama da personagem confira um tom melancólico a um material que é essencialmente solar. Erivo é a protagonista absoluta dessa primeira parte. Todo o plot gira em torno da jornada dessa personagem e a atriz tem muitas oportunidades para explorar a dramaticidade da história de Elphaba, alguém que é rejeitada em Oz pelas suas características físicas e que acabou encontrando suas próprias estratégias para lidar com isso, a principal delas é controlar os seus poderes, reprimindo sua própria expressão. Há momentos comoventes no desempenho de Erivo como a apresentação da sua personagem em um baile enquanto é caçoada pelos colegas.</p>
<p>Do outro lado, Ariana Grande tem uma interpretação solar como Glinda. Particularmente, explorando de forma impecável seu timing cômico e trafegando por uma vilania sem colocar o público contra sua personagem, ainda que Glinda seja capaz de atos bem questionáveis em virtude do seu narcisismo.  Ariana enche esta interpretação de detalhes, como o trejeito da Glinda com seus cabelo e executa de forma excepcional coreografias muito complexas. Além das duas, o filme conta com a presença de Jonathan Bailey, capaz de seduzir uma pedra se ele quiser como um príncipe e também impecável no número musical que protagoniza, tão complexo coreograficamente quanto o de Grande. Michelle Yeoh e Jeff Goldblum tem seus momentos como a diretora da universidade e o mágico de Oz, respectivamente, mas não tem material o suficiente para entregar, ao menos nessa primeira parte do musical, ainda que ambos tenham bons momentos aqui e ali.</p>
<p><strong><em>Wicked</em></strong>: Parte 1 é um deleite: enche os olhos, entretém, emociona e conta com duas forças dramáticas nas performances de Cynthia Erivo e Ariana Grande. Jon M. Chu dá vida a um universo fascinante cumprindo com êxito a difícil missão de levar para as telas algo que já vinha coberto de expectativas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon M. Chu</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cynthia Erivo, Ariana Grande, Jonathan Bailey, Ethan Slater, Bowen Yang, Marissa Bode, Michelle Yeoh, Jeff Goldblum</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/T4h72s490HU?si=A55FpRj7gf_NfFN4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Noite das Bruxas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 21:46:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um livro da famosa escritora Agatha Christie ganha uma adaptação cinematográfica. A Noite das Bruxas é uma obra de 1969 que conta um dos casos investigativos do detetive Hercule Poirot, brilhantemente protagonizado por Kenneth Branagh (Belfast), que também dirige o filme. É a terceira produção que o diretor leva aos cinemas, sendo as anteriores Morte no Nilo (2022) e Assassinato no Expresso do Oriente (2017). Aqui em A Noite das Bruxas, temos um tom mais obscuro das obras de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um livro da famosa escritora Agatha Christie ganha uma adaptação cinematográfica. <em><strong>A Noite das Bruxas</strong></em> é uma obra de 1969 que conta um dos casos investigativos do detetive Hercule Poirot, brilhantemente protagonizado por Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-belfast/"><em>Belfast</em></a>), que também dirige o filme. É a terceira produção que o diretor leva aos cinemas, sendo as anteriores <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-morte-no-nilo/"><em>Morte no Nilo</em></a> (2022) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a> (2017).</p>
<p>Aqui em <strong><em>A Noite das Bruxas</em></strong>, temos um tom mais obscuro das obras de Christie, mesmo que o livro original não ofereça este tipo de alçada. Branagh optou por ir além e criar em cima da obra, aplicando terror, sustos e um pouco de espiritualidade. É um longa definitivamente diferente e distinto dos demais, o que não quer dizer que seja ruim.</p>
<p>Poirot encontra-se aposentado de suas atividades como detetive, curtindo um pouco da paz ensolarada de Veneza. Ele tem sua rotina perturbada quando a escritora Ariadne Oliver (Tina Fey, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-free-guy-assumindo-o-controle/"><em>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</em></a>) aparece com a proposta de investigar melhor uma suposta vidente, interpretada por Michelle Yeoh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>), que afirma falar com os mortos e espíritos do passado.</p>
<p>Eles acabam seguindo no dia das bruxas para uma casa famosa por ser assombrada por espíritos de crianças, onde aconteceu um suposto suicídio cheio de mistérios. A partir deste momento, diversos eventos surgem, forçando Poirot a voltar à profissão de detetive.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17167" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020.jpg" alt="A Noite das Bruxas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como toda história de Agatha Christie, temos uma ou mais mortes e vários suspeitos. Sempre achamos que pode ser um, até que finalmente o verdadeiro é revelado. Nada de muito inovador neste sentido, então o que nos prende enquanto espectador é justamente a forma como esse mistério é desenrolado e como consegue nos confundir. <em><strong>A Noite das Bruxas</strong> </em>consegue fazer isso relativamente bem, ainda que com algumas falhas.</p>
<p>É um filme sem exageros, que vai direto ao ponto e nos apresenta de cara o caso. Não é à toa que tem apenas 1h40 de duração, o que já anima qualquer pessoa que anda cansada de produções de 3h. Hercule reluta em aceitar a paranormalidade da situação, mesmo que ela se apresente a todo momento. Fica confuso e procura explicações, encontrando-as, na maioria das vezes. À medida que duas novas mortes acontecem, ele vai se soltando ainda mais no ofício de detetive, nos apresentando aquilo que mais gostamos: os detalhes.</p>
<p>Além disso, este toque de espiritualidade promove uma dualidade importante, já que o espectador fica sempre na dúvida se é real ou fruto da imaginação e medo dos personagens. E isso se torna mais um instigador de interesse da trama, que tem personagens bem diversos. A mãe sofrendo a morte da filha, o médico louco, a criança com comportamento adulto, os ajudantes trambiqueiros. Um estilo e perfil de cada para ajudar ainda mais a confundir a nossa mente, na hora de apostar em quem é o assassino real.</p>
<p>O que falta em <em><strong>A Noite das Bruxas</strong></em>, no entanto, é um grande ápice. O filme funciona como uma boa maré que se mantém equilibrada do começo ao fim, mas falha em nos ofertar um pouco mais de emoção em dado momento. Ainda mais para um filme de mistério com toques sinceros de terror, um pico de intensidade seria muito bem-vindo. Isso não prejudica a obra como um todo, mas faz falta.</p>
<p>Mais uma produção de Kenneth Branagh, que tem esmiuçado muito bem as obras da grande escritora Agatha Christie, que tive o prazer de ler durante a minha adolescência. Seguimos na torcida que novos livros sejam adaptados, sempre com um toque do diretor, que tem muito a nos oferecer.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenneth Branagh</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kenneth Branagh, Tina Fey, Camille Cottin, Kelly Reilly, Jamie Dornan, Michelle Yeoh, Jude Hill, Riccardo Scamarcio</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CLpH3-rcHdQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2022 00:05:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo se tornou um fenômeno de popularidade da A24, produtora estadunidense muito bem quista mundo afora pelo seu catálogo autoral, sendo sua melhor bilheteria até aqui. Ao mesmo tempo, o longa de Daniel Kwan e e Daniel Scheinert (ambos de Um Cadáver para Sobreviver) tem ganhado forte adesão de críticos de cinema e da cinefilia e muito já se prospecta sobre suas chances na temporada de premiações estadunidense. Como o longa antecessor da dupla, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</strong></em> se tornou um fenômeno de popularidade da A24, produtora estadunidense muito bem quista mundo afora pelo seu catálogo autoral, sendo sua melhor bilheteria até aqui. Ao mesmo tempo, o longa de Daniel Kwan e e Daniel Scheinert (ambos de Um Cadáver para Sobreviver) tem ganhado forte adesão de críticos de cinema e da cinefilia e muito já se prospecta sobre suas chances na temporada de premiações estadunidense. Como o longa antecessor da dupla, entretanto, <em><strong>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</strong></em> não é material para todos e, a despeito do culto que já anda se formando em torno da obra, tende também a gerar juízos diametralmente opostos às opiniões incondicionalmente favoráveis. Nos localizamos exatamente neste outro polo de avaliação sobre o filme.</p>
<p>O longa traz a história de Evelyn Wang, papel de Michelle Yeoh (de O Tigre e o Dragão), uma imigrante chinesa nos EUA proprietária de uma lavanderia. Entre os problemas enfrentados por Evelyn está uma crise iminente no seu casamento, a dificuldade de comunicação com a filha já que ela não aceita a homossexualidade da garota e um desarranjo complicado de se resolver com a receita federal estadunidense. É então que Evelyn descobre o multiverso, podendo acessar habilidades de diversas versões de si e também transitar por realidades paralelas a fim de buscar soluções para as questões mal resolvidas da sua vida.</p>
<p><em><strong>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</strong></em> se apoia nesse conceito amplamente utilizado em grandes franquias de super-heróis, já explorado nos quadrinhos mas que agora ganha caráter estandardizado com recentes produções da Marvel e da DC Comics (que em breve parece explorar isso em The Flash): a ideia de multiverso. Isso já funciona para o filme como chamariz de um público que tem consumido em larga escala e com grande aceitação filmes e séries de super-heróis que já abordam o tema. No entanto, o que se vê aqui é o uso desse conceito como muleta para amortecer a dispersão narrativa de um filme que parece funcionar na chave do déficit de atenção, na dificuldade em passar um tempo considerável com seus personagens, de se deixar levar por suas introspecções e assimilar seus dramas&#8230; Não há respiro em <em><strong>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</strong></em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15620" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/tudo-em-todo-lugar.jpg" alt="Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/tudo-em-todo-lugar.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/tudo-em-todo-lugar-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/tudo-em-todo-lugar-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/tudo-em-todo-lugar-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na mesma medida que o longa busca no melodrama um dos seus sustentáculos para tornar a relação do público com a obra mais íntima, tendo os conflitos de Evelyn com sua família na centralidade da história, os Daniels apresentam uma direção hiperbólica e vaidosa demais com seus feitos, a ponto de impermeabilizar o envolvimento de fato do espectador com as relações de afeto gradualmente reestabelecidas na tela pela protagonista. A dispersão é tamanha que o longa sequer deixa um dos seus melhores recursos, a interpretação de Michelle Yeoh, de fato brilhar como poderia, tamanha vaidade dos seus cineastas. Quando Michelle acessa de fato as fragilidades de Evelyn e dá uma maior abertura para a sua filha ou para a fiscal da receita interpretada por Jamie Lee Curtis (um desperdício em cena), os Daniels cortam abruptamente esse momento mais intimista da obra para qualquer sorte de artifício em uma realidade paralela. Nada é mais importante no filme (coesão narrativa, a interpretação dos seus atores) do que a necessidade deles frisarem em cada uma das suas sequências como são originais, cool, geniais, anárquicos, irreverentes etc. Particularmente, isso soa irritante e, possivelmente, para parcela do público também soará assim.</p>
<p><em><strong>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</strong></em> tem aquele cacoete do filme que se apresenta sob um verniz de refrescância, descontração e vocação para o diálogo com a cultura pop (o cinema de kung fu é escancaradamente homenageado e até proporciona cenas de luta bem divertidas). No entanto, nada disso está propriamente à serviço de qualquer construção narrativa, nem mesmo do ponto de vista anárquico, surge como uma retórica de insights jogados aleatoriamente na tela que envolvem uma versão de Ratatouille com um guaxinim, uma realidade com personagens que possuem dedos de salsicha e a apresentação de créditos finais no meio da sua projeção. No fundo, tudo isso soa mais como puro artifício. Certo de que muitos discordarão da nossa leitura sobre a obra, é salutar, todavia, que filmes como este existam para estremecer as bases tão &#8220;certinhas&#8221; da linguagem cinematográfica e proporcionar discussões acaloradas com cisões de juízo como vem proporcionando. Esse ponto favorável de <em><strong>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo</strong></em> ninguém consegue negar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Scheinert, Daniel Kwan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Michelle Yeoh, Ke Huy Quan, Jamie Lee Curtis, Harry Shum Jr., Stephanie Hsu, James Hong, Tallie Medel, Jenny Slate</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kULcXm9V7aY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Uma Segunda Chance para Amar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 20:40:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emilia Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Thompson]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Golding]]></category>
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		<category><![CDATA[Paul Feig]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comédia romântica Uma Segunda Chance para Amar chega aos cinemas nesta quinta-feira, 28 de novembro, e conta a história de Kate (Emilia Clarke, Como Eu Era Antes de Você), uma jovem promissora que lida com as consequências emocionais de quase ter morrido por conta de um problema de saúde. Com um péssimo relacionamento com a família, um emprego que detesta e destruída emocionalmente, ela ainda foi expulsa do apartamento onde morava. Em meio a toda essa confusão, Kate conhece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A comédia romântica <strong><em>Uma Segunda Chance para Amar</em></strong> chega aos cinemas nesta quinta-feira, 28 de novembro, e conta a história de Kate (Emilia Clarke, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>), uma jovem promissora que lida com as consequências emocionais de quase ter morrido por conta de um problema de saúde. Com um péssimo relacionamento com a família, um emprego que detesta e destruída emocionalmente, ela ainda foi expulsa do apartamento onde morava. Em meio a toda essa confusão, Kate conhece o misterioso Tom (Henry Golding, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/"><em>Podres de Ricos</em></a>), que vai dar um <em>looping</em> na sua vida.</p>
<p>O gênero de comédia romântica, infelizmente, está em baixa nos últimos anos. Depois de um pico na década de 1990, atualmente o que vemos nos cinemas é basicamente adaptação de franquias e quadrinhos. Para a fanática crítica que aqui escreve, ir ao cinema para ver seu gênero favorito é momento de empolgação. Ainda mais com um elenco tão bom e envolvendo o Natal. Já adianto, de antemão, que o resulto é bem legal.</p>
<p><em><strong>Uma Segunda Chance para Amar</strong></em> é um filme cuidadoso com os detalhes. Quando achamos que ele vai dar pequenos tropeços no roteiro, logo em seguida as ações são explicadas ou justificadas. Isso torna a história muito mais real, por mais que um certo fascínio fantástico a permeie. Kate está visivelmente confusa e perdida, se sujeitando a qualquer tipo de situação, pela simples inércia da falta de sentimentos. A medida que o roteiro evolui, descobrimos novas camadas da personagem, como sua relação complicada com a mãe ou o fato de ter uma carreira de cantora frustrada.</p>
<p>Na contramão, Tom é um completo mistério. Pouco se sabe sobre o personagem, o que ele faz, onde mora, o que gosta de fazer. A atração do espectador por ele é magnética, não apenas pela beleza do ator, como pelas palavras carinhosas. Kate precisa desesperadamente de carinho e atenção, e é justamente isso que ele representa.</p>
<p>Em paralelo ao casal principal, os coadjuvantes são muito bons e oferecem uma história secundária interessante. Como é o caso do romance de Noel, a chefe de Kate na loja de artigos natalinos. Michelle Yeoh (<em>Memórias de Uma Gueixa</em>) dá o tom equilibrado no exagero que a personagem exige, sem beirar o caricato. O mesmo vale para a fantástica Emma Thompson (<em>Simplesmente Amor</em>), que vive a mãe angustiada e desnorteada da protagonista.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11975" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3228464.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Uma Segunda Chance para Amar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3228464.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3228464.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3228464.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para o casal principal, Emilia Clarke e Henry Golding possuem uma ótima química em cena, com muita naturalidade e intensidade, ao mesmo tempo. Ela está cheia de expressões, como sempre. E ele, que já nos conquistou em <em>Podres de Ricos</em>, mostra ainda mais o seu potencial de galã que sabe atuar.</p>
<p>O acréscimo da trama é, definitivamente, o próprio Natal. Não apenas pela loja em que Kate trabalha, como o fato dela ter que se vestir como um elfo do Papai Noel. Além disso, a trilha sonora nos oferece o clássico &#8220;Last Christmas&#8221;, de Wham!, que inspirou o nome original do longa, e sucessos de George Michael. Uma combinação perfeita de música boa e empolgante, com o clima natalino e o romance com pintadas de comédia.</p>
<p>O que pode frustrar o espectador mais desatento, porém, é o <em>plot twist</em> dramático em certo ponto da trama. Não entrarei em maiores detalhes para evitar spoilers. No entanto, acredito que foi uma ação necessária que vinha sendo construída desde o início do roteiro. Não é uma covardia narrativa o que acontece e o diretor Paul Feig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-pequeno-favor/"><em>Um Pequeno Favor</em></a>) não precisou ser desleal com seu espectador, criando um caminho que surgisse do nada.</p>
<p><em><strong>Uma Segunda Chance para Amar</strong></em> se beneficia de um roteiro comum que tem elementos atraentes, como o ótimo elenco e trilha sonora. É uma boa comédia romântica, que aquece nossos corações nesta chegada de temporada de longas de Natal. Mesmo que não seja tão maravilhoso quanto poderia, cumpre muito bem seu objetivo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul Feig<br />
<strong>Elenco:</strong> Emilia Clarke, Henry Golding, Michelle Yeoh, Emma Thompson, Lydia Leonard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6ABmXDV7y-w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Podres de Ricos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 13:19:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Awkwafina]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Golding]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Yeoh]]></category>
		<category><![CDATA[Podres de Ricos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos maiores fenômenos de bilheterias do ano, tendo acumulado mais de US$ 200 milhões em todo o mundo custando apenas US$ 30 milhões, Podres de Ricos é baseado num best-seller homônimo de autoria de Kevin Kwan. O filme tem uma premissa extremamente simples: conta uma viagem empreendida por uma americana, filha de imigrante e professora universitária de economia para conhecer a família do seu rico namorado durante um casamento luxuoso em Singapura. O destaque internacional da produção americana é seu elenco inteiramente asiático [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Um dos maiores fenômenos de bilheterias do ano, tendo acumulado mais de US$ 200 milhões em todo o mundo custando apenas US$ 30 milhões, <i><b>Podres de Ricos</b> </i>é baseado num <i>best-seller </i>homônimo de autoria de Kevin Kwan. O filme tem uma premissa extremamente simples: conta uma viagem empreendida por uma americana, filha de imigrante e professora universitária de economia para conhecer a família do seu rico namorado durante um casamento luxuoso em Singapura.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O destaque internacional da produção americana é seu elenco inteiramente asiático usado para narrar uma história inserida em um gênero tradicionalmente lucrativo em Hollywood, a comédia romântica. O <i>marketing </i>bem feito e a história convencional, mas bem contada, garantiram o fôlego desta produção por três semanas consecutivas no topo das bilheterias americanas na temporada extremamente concorrida do verão americano e deve ganhar uma continuação dentro de alguns anos.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9488" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Crazy-Rich-Asians.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Na essência, <i>Podres de Ricos </i>não apresenta nada que outra produção do gênero já não tenha feito. Nem mesmo esmiuça com mais profundidade algumas informações do contexto da sua história (como a cultura chinesa e o papel dos asiáticos na economia americana nas últimas décadas). No entanto, seria até injusto não reconhecer o valor do filme por outros méritos quando outros títulos de gêneros distintos passam batido aos olhos da crítica ao simplesmente seguir bem uma fórmula. É isso que <i>Podres de Ricos </i>faz, segue de maneira exemplar uma fórmula.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É possível que <i>Podres de Ricos </i>seja um dos melhores trabalhos da carreira do diretor Jon M. Chu (responsável por <i>Truque de Mestre: O 2º Ato </i>e <i>G.I Joe: Retaliação</i>), ancorado no trabalho de um elenco competente, dos protagonistas Constance Wu e Henry Golding, passando pelas participações de Awkwafina (impagável como a melhor amiga de Wu) e da veterana Michelle Yeoh como a matriarca dos Young. O filme apela para algumas muletas desnecessárias em alguns momentos, sendo a principal delas um drama de infidelidade envolvendo a personagem de Gemma Chan, que também possui um vício por compras sugerido no primeiro ato e que nunca retorna à trama. No entanto, são detalhes que não estragam o grande entretenimento que <i>Podres de Ricos </i>inegavelmente é.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5KIv42RveGs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
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