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	<title>Arquivos Matthew Modine - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Matthew Modine - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Chamada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Aug 2023 22:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Chamada é mais um filme em que o ator Liam Neeson (Vingança a Sangue Frio) precisa defender a sua família de assassinos sem coração. E por mais que eu adore ele e seus filmes de ação, chega uma hora que cansa. Especialmente quando percebemos que até o próprio artista está empurrando um trabalho com a barriga. Este aqui é o caso. Um pai de família atarefado com o trabalho e dando pouca atenção para a esposa e os filhos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>A Chamada</em> </strong>é mais um filme em que o ator Liam Neeson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vinganca-a-sangue-frio/"><em>Vingança a Sangue Frio</em></a>) precisa defender a sua família de assassinos sem coração. E por mais que eu adore ele e seus filmes de ação, chega uma hora que cansa. Especialmente quando percebemos que até o próprio artista está empurrando um trabalho com a barriga. Este aqui é o caso.</p>
<p>Um pai de família atarefado com o trabalho e dando pouca atenção para a esposa e os filhos se vê em uma situação onde entra no carro com as duas crias e recebe a notícia de que tem uma bomba embaixo do banco. Se ele se levantar, a bomba explode e todos morrem. Ele precisa então rodar a cidade de carro, enquanto a voz do ameaçador o conduz em algumas ações que têm uma grande repercussão para a sua imagem.</p>
<p>Mais do mesmo que já conhecemos em diversos outros roteiros. O que não seria necessariamente um problema se tivéssemos aqui alguma novidade ou uma excitação com as cenas de ação. Embora elas sejam muito bem feitas &#8211; com explosões detalhistas e bem visuais &#8211;  não sentimos uma urgência na demanda do protagonista, o que seria o mínimo para sustentar essa trama. Lembro do clássico <em>Celular &#8211; Um Grito de Socorro</em>, de 2004 e com Chris Evans (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>), em que o espectador não consegue nem respirar de tanta tensão. Por aqui, relaxamos até demais.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17047" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/4573660.jpg" alt="A Chamada" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/4573660.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/4573660-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/4573660-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/4573660-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto o personagem de Neeson roda a cidade com os dois filhos dentro do carro, nós acompanhamos uma sucessão de erros e furos de roteiro. São soluções apresentadas e ignoradas na nossa cara, como se a capacidade intelectual do espectador estivesse em jogo. Por mais que eles nos ofereçam o carisma dele e das crianças &#8211; que estão muito bem, por sinal &#8211; nada disso é o suficiente para nos entreter por completo. Fica uma sensação constante de falta.</p>
<p>Por parte de Liam, vemos uma preguiça enorme de explorar a sua capacidade. Não que eu particularmente o julgue por querer trabalhos simples que encham o seu bolso de dinheiro. Talvez eu fizesse o mesmo se tivesse a chance de ganhar alguns milhões sem esforço. Mas é um potencial imenso que se perde com produções fraquíssimas e sem apelo. Nada contra ele sempre defender a família de perigos, mas que isso seja feito de uma maneira minimamente interessante.</p>
<p><em><strong>A Chamada</strong></em> finaliza tão aleatório quanto começa, sem cativar o espectador e sendo esquecido no momento em que saímos da sala de cinema. É o tipo de filme que vemos em sessão da tarde, mas que definitivamente não vale o caro valor de um ingresso.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nimród Antal</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Liam Neeson, Noma Dumezweni, Lilly Aspell, Jack Champion, Arian Moayed, Embeth Davidtz, Matthew Modine</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Wws1T9Y0Ez8?si=_yZ8_6Q_3tzJWF_E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Stranger Things, 1ª temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2016 19:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew Modine]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger Things]]></category>
		<category><![CDATA[Winona Ryder]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais recente produção do canal de <i>streamings</i> Netflix, a série <i>Stranger Things </i>é praticamente um almanaque audiovisual dos anos de 1980. Ela reverencia constantemente o que foi realizado em termos de produção cultural naquele período ou que de alguma maneira reverberou naquela década. No quarto dos personagens, pôsters de filmes como <i>A Morte do Demônio</i>, de Sam Raimi,<i> </i>e <i>Tubarão, </i>de Steven Spielberg; há menções a <i>Star Wars </i>e às HQs dos <i>X-Men</i>, ambos no auge das suas respectivas popularidades; as fitas cassete tocadas ao longo da história tem David Bowie, Joy Division e The Smiths; os protagonistas da série podem assistir na televisão o desenho <i>He-Man </i>e nos cinemas filmes como <i>Negócio Arriscado </i>e <i>A Chance</i>, que catapultaram a carreira do jovem Tom Cruise em Hollywood; a garotada passa horas dos seus dias jogando <i>Dungeons &amp;amp; Dragons </i>e sonha em ganhar um Atari de presente de Natal. Enfim, tudo que se respira em <i>Stranger Things </i>foi produzido ou fez a cabeça de crianças e adolescentes dos anos de 1980.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Para completar, na sua própria execução, <i>Stranger Things </i>se inspira na produção cinematográfica da década em questão, quando histórias protagonizadas por crianças ou adolescentes e que envolviam o sobrenatural, outros elementos do terror e abordavam, acima de tudo, temas como a amizade inspirou cineastas diversos como Steven Spielberg (<i>E.T. &#8211; O Extraterrestre</i>), Rob Reiner (<i>Conta Comigo</i>), John Hughes (<i>O Clube dos Cinco</i>) e Richard Donner (<i>Os Goonies)</i>. Tudo é colocado nesse caldeirão, que, se não tem nada de original, nem mesmo no seu intuito nostálgico, já que o longa <i>Super 8</i>, de J.J. Abrams, havia feito isso em 2008, tem a seu favor uma aplicada execução tanto das ecléticas referências quanto da história que tem em mãos, tendo plena consciência de que, em determinados momentos, deve realizar voos solo, mesmo com toda a bagagem e apêndice que utiliza.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ambientada em Montauk, Long Island, a série tem início quando um garoto desaparece misteriosamente e o acontecimento faz surgir uma onda de buscas por seu paradeiro em toda a região, mobilizando, entre outros personagens, a mãe do menino e seu grupo de amigos. Paralelamente, o público toma conhecimento de outros núcleos que se cruzam ao longo dos episódios, entre eles o de uma menina com poderes sobrenaturais que está fugindo de um grupo de oficiais por razões desconhecidas. Ao longo da série, o público entra em contato com fenômenos paranormais, estranhas criaturas e acontecimentos de gelar a espinha que estão conectados com o desaparecimento do menino que dá início à trama.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6436" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/strangerthings.jpg" alt="strangerthings" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em meio a marcantes referências oitentistas, <i>Stranger Things </i>caminha com suas próprias pernas. Na verdade, o retorno ao passado e a sua cartela de menções a cultura pop, serve mais para realizar uma bem-vinda ambiência do espectador no período retratado pela série do que para preencher os seus oito episódios com <i>easter eggs </i>desnecessários que em nada serviriam ao andamento da sua narrativa. Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, que até então não tinham feito nada de muito significativo e que aqui dirigem e escrevem alguns episódios, <i>Stranger Things </i>consegue se estabelecer em seus próprios termos. Em econômicos e suficientes oito episódios ( ainda não consigo entender séries que insistem em formatos com 23 episódios que apresentam &#8220;barrigas&#8221; monstruosas ao longo de suas temporadas e só cozinham o espectador com tramas irregulares), <i>Stranger Things </i>é objetiva, precisa e resolve toda a sua história sem excessos, furos ou mesmo tentativas de apressadamente resolver todas as suas questões em um único episódio final. Tudo é &#8220;redondinho&#8221;, solucionado a contento e ainda acena de maneira discreta para suas prováveis temporadas seguintes.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como ocorria no cinema oitentista que a própria série reverencia, <i>Stranger Things </i>tem como centro das atenções o seu elenco infantil ou juvenil, tornando os adultos  figuras periféricas naquele contexto, ainda que personagens como os de Winona Ryder (a mãe do garoto desaparecido), David Harbour (o chefe de polícia local) e Matthew Modine (um sinistro homem do governo) tenham a sua importância na história. Trata-se de uma decisão acertada, assim como fazia Spielberg em <i>E.T. </i>ou Donner em <i>Os Goonies</i>, por exemplo, as crianças têm importância para aquele universo pois somente a elas esse mundo do fantástico se abre com clareza, elas estão mais receptivas ao que não é da ordem do &#8220;real&#8221;,  não à toa a série tem início e se encerra com o grupo de meninos protagonistas da trama jogando <i>Dungeons &amp;amp; Dragons</i>. Nesse sentido, o elenco mais jovem rouba a cena, sobretudo, Finn Wolfhard (líder do grupo de garotos), Natalia Dyer (irmã do personagem de Wolfhard), o carismático Gaten Matarazzo (que interpreta Dustin, um menino com dificuldades de fala em função de um problema que possui na arcada dentária) e, claro, Millie Bobby Brown, que dá vida a Eleven, garota que se torna um dos fios condutores da série. Com esses jovens talentos, até mesmo o esperado <i>comeback </i>de Winona Ryder fica mais tímido, ainda que ela esteja impecável na pele de uma mãe em frangalhos emocional após o inexplicável desaparecimento do filho mais novo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Voltando-se para o passado, mas sem esquecer de fincar bases iconográficas sólidas no presente, <i>Stranger Things </i>acerta em cheio na fórmula que tem norteado a lógica do bom cinema de <i>blockbusters </i>recente e todo o seu desejo de capturar o que deu certo no passado, mas também traduzir seus elementos para o tempo presente, algo visível, por exemplo, em <i>Mad Max: Estrada da Fúria</i>, <i>Jurassic World </i>e no recente <i>Caça-Fantasmas</i>. É certo que mesmo que o seu desejo revisionista e seu olhar afetuoso para o material que lhe serve de inspiração não seja novo, como já mencionado, J.J. Abrams veio com <i>Super 8</i>, por exemplo, e os anos de 1980 estejam na moda faz algum tempo, <i>Stranger Things </i>tem algo de especial. A série<i> </i>faz esse retorno ao passado de maneira muito orgânica e executa muito bem o que tem de fazer: oferecer uma história e personagens novos ambientados no contexto que pretende resgatar através de suas inúmeras referências nostálgicas. A série poderia se contentar com suas referências e teria um público cativo para isso, já que o que não falta atualmente é grupo nerd saudosista de todos os produtos da cultura pop daquela época, mas mostra-se consciente de que para ser mais do que mero repositório de nostalgia precisa construir um novo caminho, inclusive na produção de afetos por novos personagens.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><strong>Assista ao trailer da primeira temporada da série: </strong></p>
</div>
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