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	<title>Arquivos Matt Smith - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Matt Smith - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Morbius</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2022 19:21:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não se pode dizer que algo nos surpreendeu, quando os indícios estavam por toda parte. Para um filme que mesmo no trailer já revelava que seria uma grande salada de frutas sem sentido, de fato, não posso dizer que Morbius foi uma decepção, já que ele entregou justamente o que prometeu. Mas é que fica a sensação de que não tinha necessidade de ser tão ruim assim, sabe?! A Sony, em associação com a Marvel, surge mais uma vez para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não se pode dizer que algo nos surpreendeu, quando os indícios estavam por toda parte. Para um filme que mesmo no trailer já revelava que seria uma grande salada de frutas sem sentido, de fato, não posso dizer que <em><strong>Morbius</strong> </em>foi uma decepção, já que ele entregou justamente o que prometeu. Mas é que fica a sensação de que não tinha necessidade de ser tão ruim assim, sabe?!</p>
<p>A Sony, em associação com a Marvel, surge mais uma vez para trazer novos elementos e personagens a uma trama que já anda bem complicada e exaurida. Michael Morbius (Jared Leto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/"><em>Casa Gucci</em></a>) é um jovem que sofre de uma doença sanguínea que o impossibilita de levar uma vida normal, vivendo em clínicas de recuperação. Ele cresce, então, com o foco de ser um grande médico e cientista, que vai descobrir a cura de sua doença e de seu grande amigo, Milo (Matt Smith, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-noite-passada-em-soho/"><em>Noite Passada em Soho</em></a>). Após um Nobel pela criação de um sangue artificial, ele acaba engrenando num projeto duvidoso que mistura DNA de humanos e morcegos, o que poderia levar à sua cura. O tiro sai pela culatra e ele acaba se tornando uma espécie de monstro vampiro.</p>
<p>O lançamento em tela deste novo vilão que vai contracenar com o Homem-Aranha deveria ser um grande momento, ainda mais contando com um ator que possui Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ledo engano. Este é mais um projeto incompreensível de Jared Leto, que a cada dia que passa se torna mais um Nicolas Cage, que é ótimo artista mas toma decisões bem questionáveis na carreira. Gosto dos dois, mas tem coisas que realmente não tem como defender.</p>
<p>Existe um excesso absurdo de soluções fáceis que meio que duvidam da capacidade intelectual do espectador em compreender mais camadas do que são expostas. Clichês baratos e porcos que nos deixam incrédulos para um filme com tamanho orçamento e o espaço que ocupa por ser da Marvel. O roteiro ainda faz relações desnecessárias com outras tramas, como quando chama Milo de &#8220;alteza&#8221;, nos fazendo lembrar do papel que Matt Smith interpretou de Príncipe Phillipe na série <em>The Crown</em> ou como quando Martine corta o dedo e o sangue faz Morbius ficar agitado, tal qual Bella Swan em <em>A Saga Crepúsculo &#8211; Lua Nova</em>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15380" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842.jpg" alt="Morbius" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/morbius-foto-sony-pictures-conteudo-categoria-nerd-1172006842-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Essa soluções, unidas ao fato de que o roteiro em si perde o contexto (não que ele comece brilhantemente, mas tinha algum potencial ali), fazem com que as 1h45 de duração se tornem muito mais longas para o espectador, que cansa da história. Recentemente assistimos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em> </a>com suas 3h que nos deixaram entretidos a todo minuto. <em><strong>Morbius</strong> </em>acaba se tornando uma afronta ao nosso tempo escasso e paciência finita.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos outra decisão simplória de tentar colocar um pseudo vilão para ser antagonista de Morbius, ao invés de simplesmente mostrar o caminho dele até se tornar um assassino inveterado. Milo mudando o comportamento de repente, enquanto um romance aleatório surge em cena, somente para criar motivação para as decisões ruins que o protagonista toma. Diálogos pobres ainda preenchem todos esses momentos.</p>
<p>Mas será que nada salva? Podemos dizer que os efeitos visuais são de qualidade e melhores que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom/"><em>Venom</em></a>, por exemplo. Mas não chegam a ser excelentes ou de chamar a atenção, afinal, para um filme deste estilo, eles não fizeram mais que a obrigação.</p>
<p><em><strong>Morbius</strong> </em>é um filme que prometeu pouco e não entregou nada, fazendo o espectador se questionar até onde vale a necessidade da Marvel de ficar inserindo todos os personagens que funcionam bem nos quadrinhos em tramas de cinema. Curiosa mesmo eu fiquei para entender como será a junção desta história com Homem-Aranha e Venom, porque a gente sempre acha que não dá pra ficar pior. Mas sempre dá.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Espinosa</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jared Leto , Matt Smith, Adria Arjona, Jared Harris, Al Madrigal, Tyrese Gibson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/S55qvOKW5T0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Noite Passada em Soho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Nov 2021 00:10:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O horror no cinema se divide em muitas formas e têm roupagens diferentes, possibilitando inúmeros tipos de experiências. O espectador pode se deparar com o gore de O Massacre da Serra Elétrica (1974), o slasher renovado por Pânico (1998), com o terror sobrenatural de Poltergeist &#8211; O Fenômeno (1980), com o terror psicológico de Psicose (1960), entre outras possibilidades. Como toda arte, revisitar o passado é uma forma eficaz e potente de aprender e renovar suas criativas. E este é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O horror no cinema se divide em muitas formas e têm roupagens diferentes, possibilitando inúmeros tipos de experiências. O espectador pode se deparar com o gore de <em>O Massacre da Serra Elétrica</em> (1974), o slasher renovado por <em>Pânico</em> (1998), com o terror sobrenatural de <em>Poltergeist &#8211; O Fenômeno</em> (1980), com o terror psicológico de <em>Psicose</em> (1960), entre outras possibilidades. Como toda arte, revisitar o passado é uma forma eficaz e potente de aprender e renovar suas criativas. E este é o feito mais interessante de <strong><em>Noite Passada em Soho</em></strong>, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (18).</p>
<p>Eloise (Thomasin Mckenzie, <em>Tempo</em>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>, de 2019) se muda para Londres em busca de seu sonho: ser uma designer de moda. Apaixonada pelos anos 1960, ela consegue se conectar com lembranças desta época. As memórias eram de Sandie (Anya Taylor-Joy, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-emma-now/">Emma</a>, de 2020, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vidro/">Vidro</a>, de 2019), uma aspirante a cantora que, assim como Eloise, vai para Londres viver seu sonho. No entanto, as memórias de Sandie passam a ser um pesadelo para a jovem estudante de moda, quando ela descobre que voltar ao passado pode significar descobrir um lado sombrio de Londres e da vida da mulher misteriosa do passado.</p>
<p>A história dirigida e co-roteirizada pelo inglês, Edgar Wright (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-em-ritmo-de-fuga/"><em>Em Ritmo de Fuga</em></a>, de 2017, e <em>Scott Pilgrim contra o Mundo</em>, de 2010) é um mergulho saudoso e inventivo sobre o passado dentro e fora das telas. De um lado, o terror psicológico bebe na fonte de clássicos como a obra-prima de Alfred Hitchcock, sem perder de vista seu potencial narrativo próprio. De outro, o roteiro de Wright e Krysty Wilson-Cairns (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-1917/"><em>1917</em></a>, de 2019) leva o espectador a embarcar numa viagem no tempo estética, performática e musical.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14785" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1.jpg" alt="Noite Passada em Soho" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-4-1280x720-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como já se sabe, Wright é apaixonado por música e isso é uma clara característica em seus filmes. <em>Em Ritmo de Fuga</em>, por exemplo, somos conduzidos pelas emoções do personagem principal a partir das músicas que ele escuta. Em <strong><em>Last Night in Soho</em></strong> (título original), o diretor decide usar as músicas como elo temporal que estabelece para o público as características gerais do filme &#8211; em especial às cenas que se passam na década de 1960. A música consegue criar a atmosfera do filme como um todo.</p>
<p>Essa estética dos anos 1960 permite que o espectador compre certas ações não tão convencionais no cinema contemporâneo. A crítica exterior criticou as ações dos personagens e a dificuldade de aceitar certas decisões feitas por eles. A questão sobre essas ações é que elas fazem parte da construção deste imaginário feito por Wright. Ele consegue conduzir o espectador ao universo entre tempos criados.</p>
<p>O segredo de <strong><em>Noite Passada em Soho</em></strong> é se entregar ao que o filme propõe. A jornada pode causar estranhamento num primeiro momento porque existe uma aproximação relevante aos contextos, conceitos e concepções dos anos 1960, incluindo as atuações. Existe um clima sessentista mesmo na parte que se passa no presente do filme. E quando o público se permite embarcar nessa jornada, é indiscutível a qualidade entregue pela produção.</p>
<p>Para além do resultado visual e do brilhantismo da concepção, existe um roteiro coeso que merece ser louvado. A construção do terror que Eloise vive ao vislumbrar um passado sombrio e violento é poderosa. O cuidado perceptível no roteiro entre beber do passado e recriar o presente é outro ponto alto da narrativa. Ao fim da sessão, o espectador sai impressionado com uma história de fantasmas revitalizada e com uma surpresa impactante e cheia de referências.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Edgar Wright</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Thomasin McKenzie, Anya Taylor-Joy, Matt Smith, Diana Rigg, Terence Stamp, Rita Tushingham, Synnove Karlsen, Jessie Mei Li</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/P0SPVsmWT_0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Segredos Oficiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2019 02:05:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Adam Bakri]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até onde vai o senso de ética e justiça de uma pessoa? Você colocaria em risco a sua liberdade individual em prol do bem-estar de outras pessoas que nem conhece? A finalidade justifica os meios? Seguindo esta linha de raciocínio, Segredos Oficiais se desenvolve como uma densa trama sobre o privilégio da informação e o que fazer com ele. Baseado em uma história real, o enredo traz a tradutora Katharine Gun (Keira Knightley, Orgulho e Preconceito), uma mulher comum que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Até onde vai o senso de ética e justiça de uma pessoa? Você colocaria em risco a sua liberdade individual em prol do bem-estar de outras pessoas que nem conhece? A finalidade justifica os meios? Seguindo esta linha de raciocínio, <strong><em>Segredos Oficiais</em></strong> se desenvolve como uma densa trama sobre o privilégio da informação e o que fazer com ele.</p>
<p>Baseado em uma história real, o enredo traz a tradutora Katharine Gun (Keira Knightley, <em>Orgulho e Preconceito</em>), uma mulher comum que trabalha em um importante setor estratégico do governo. Em meio aos vários documentos que recebe diariamente, ela acaba descobrindo que o Reino Unido, juntamente com os EUA, pretende articular informações para forçar a guerra contra o Iraque, em 2003. Sua vida acaba virando um completo caos depois que ela decide vazar esse conteúdo para a imprensa.</p>
<p>O longa traz discussões pertinentes sobre política, justiça e a importância da imprensa. Especialmente no momento que vivemos atualmente. Fica bem claro desde o início que nada disso teria acontecido se não fosse a atuação presente da imprensa investigativa, que efetivamente comprou a ideia de denunciar a informação descoberta e buscar respostas para os fios que ficaram soltos. O papel do jornalista é decisivo na manutenção da democracia e no que se almeja dela. <em><strong>Segredos Oficiais</strong></em> expõe isso de maneira categórica e contundente.</p>
<p>Pelo viés da justiça, será que vivemos em uma sociedade que está preocupada com a comunidade ou apenas com as pautas individuais? A informação vazada por Gun afetava centenas de milhares de pessoas. A forma como a guerra foi fabricada e sua motivação forçada mostra o quanto que os dois governos em questão estavam dispostos a colocar culpa em países que não eram o alvo principal. Tudo isso em benefício de seus interesses particulares.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11712" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-750x500.jpg" alt="Segredos Oficiais" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As jogadas de poder expostas pelo filme mostra o quanto que vivemos constantemente sendo subjugados e colocados de lado nas decisões que nossos próprios governos tomam. Além disso, não seria obrigação da justiça defender o que é correto? A mesma se mostra limitada por contratos firmados de maneira equivocada e mal intencionada. Cabe aos advogados apenas minimizar o impacto da escolha feita por Katharine, mesmo que na prática seu erro tenha sido mínimo, comparado ao benefício a que se propunha.</p>
<p>Este é o ponto primordial da trama. Um erro cometido para um benefício imensamente maior pode ser justificado? Ao espectador, parece que sim. Falta, no entanto, esmiuçar melhor qual a motivação para que Gun tenha tomado essa decisão. Embora o roteiro explore isso com relação ao marido estrangeiro e sem visto oficial, pouco tempo se dá para que a ideia se fundamente de uma maneira mais profunda. Desta forma, por um longo período, fica a sensação de que ela apenas teve um rompante de ética.</p>
<p>Com um elenco formidável, formado ainda por Matt Smith (<em>The Crown</em>), Adam Bakri (<em>Omar</em>), Matthew Goode (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-downton-abbey-o-filme/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Downton Abbey</a>), Ralph Fiennes (<em>Harry Potter</em>) e Rhys Ifans (<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>), toda cena de <strong><em>Segredos Oficiais</em></strong> é realizada no seu potencial máximo. Knightley está despida de qualquer trejeito que ela pudesse ter e se entrega completamente à protagonista, com todas as suas dores, medos e angústias. As emoções de Gun são exploradas de maneira inteligente e certeira pelo diretor Gavin Hood (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-decisao-de-risco/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Decisão de Risco</em></a>).</p>
<p><em><strong>Segredos Oficiais</strong> </em>é um longa bem trabalhado, amparado por excelente elenco e construção de clímax coerente. O fato de ser baseado em uma história real e ser tão próximo da atualidade, também é um importante elemento para o resultado final. Vale muito a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gavin Hood<br />
<strong>Elenco:</strong> Keira Knightley, Matt Smith, Adam Bakri, Matthew Goode, Ralph Fiennes, Rhys Ifans</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9YJxqYbAy40" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Orgulho e Preconceito e Zumbis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 22:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Burr Steers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Certas ideias são tão estapafúrdias que a gente chega a acreditar que nas mãos das pessoas certas, quem sabe, elas podem dar certo. É o caso de Orgulho e Preconceito e Zumbis, livre adaptação do romance Orgulho e Preconceito de Jane Austen que transporta a história de amor com pitadas de discussões sociais entre Elizabeth Bennet e o aristocrata esnobe sr. Darcy para o universo dos zumbis. A história do longa, por sua vez, é a adaptação de um livro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4601" aria-describedby="caption-attachment-4601" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4601 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/prideprejud-620x349.jpg" alt="prideprejud" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4601" class="wp-caption-text">Matadoras de zumbis: As irmãs Bennet de Jane Austen em versões mais enérgicas.</figcaption></figure>
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<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Certas ideias são tão estapafúrdias que a gente chega a acreditar que nas mãos das pessoas certas, quem sabe, elas podem dar certo. É o caso de <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis</i>, livre adaptação do romance <i>Orgulho e Preconceito </i>de Jane Austen que transporta a história de amor com pitadas de discussões sociais entre Elizabeth Bennet e o aristocrata esnobe sr. Darcy para o universo dos zumbis. A história do longa, por sua vez, é a adaptação de um livro de Seth Grahame-Smith, o mesmo de <i>Abraham Lincoln &#8211; Caçador de Vampiros</i>,  que faz exatamente isso com a história de Jane Austen e circula há anos por Hollywood, tendo caído inicialmente nas mãos da atriz Natalie Portman, que viveria a Elizabeth Bennet dessa versão, mas que agora está nos créditos apenas como produtora do filme. Agora, <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>chega finalmente aos cinemas com Lily James, de <i>Cinderela</i>, como a protagonista Lizzie Bennet e Sam Riley como o icônico Sr. Darcy em versões exterminadoras de zumbis.</p>
<figure id="attachment_4602" aria-describedby="caption-attachment-4602" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4602 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/pride-and-prejudice-and-zombies-movie-still-04-620x359.jpg" alt="pride-and-prejudice-and-zombies-movie-still-04" width="620" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-4602" class="wp-caption-text">Casamento infeliz: Filme não consegue justificar o casamento inusitado entre dois universos tão díspares.</figcaption></figure>
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<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>traz a história das irmãs Bennet que todos conhecem de <i>Orgulho e Preconceito </i>em meio a uma Inglaterra tomada por uma praga zumbi. As Bennet são garotas treinadas para enfrentar qualquer morto-vivo que viole as divisões impostas pelo país ao mundo dos mortos e dos comedores de cérebros humanos. Em meio a todo esse estado de tensão, Elizabeth Bennet acaba se apaixonando por um homem que passa a desprezar pelo seu comportamento arrogante, Sr. Darcy, um aristocrata que também está muito bem preparado para enfrentar qualquer praga zumbi.</p>
<figure id="attachment_4603" aria-describedby="caption-attachment-4603" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4603 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/pride-and-prejudice-and-zombies-official-still-movie-1042099053-620x361.jpg" alt="pride-and-prejudice-and-zombies-official-still-movie-1042099053" width="620" height="361" /><figcaption id="caption-attachment-4603" class="wp-caption-text">Levemente divertido: Apesar de decrescer em seu ritmo, filme tem alguns momentos que entretém.</figcaption></figure>
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<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Um dos maiores problemas de <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>é não tornar orgânica toda a mitologia das histórias de zumbis no contexto do clássico romance de Jane Austen, o que torna o principal defeito da obra ainda mais grave, afinal tudo nela gira em torno desse casamento inusitado entre a clássica obra literária e o universo dos mortos-vivos. No início do longa, até que existem algumas adaptações interessantes envolvendo personagens e passagens marcantes do livro de Jane Austen e o novo contexto proposto pelo autor Seth Grahame-Smith e o diretor e roteirista Burr Steers, cujo título mais interessante da filmografia é o &#8220;estranho&#8221; e pouco conhecido <i>A Estranha Família de Igby</i> (vale a pena resgatar, se tiver interesse). O realizador não consegue justificar a razão para o inusitado casamento entre dois universos tão díspares e os zumbis acabam tornando-se elementos e recursos completamente aleatórios na história. O resultado é um filme esquisito que perde o seu impacto sobretudo nos momentos finais, quando a narrativa empalidece.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Esvaziado em seu propósito e não servindo nem mesmo como uma fita de entretenimento <i>nerd</i>, o que já seria de bom tamanho, <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>carece de decisões e adaptações mais enérgicas que transformassem sua inusitada incursão em uma das histórias mais celebradas de Jane Austen num filme que justificasse a sua existência. Do jeito que ficou, até que é um longa divertido, com momentos isoladamente interessantes, mas completamente sem viço.</p>
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