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	<title>Arquivos Marion Cotillard - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Marion Cotillard - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Lee</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 19:58:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Skarsgård]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escolher o enquadramento de um filme pode ser complicado. Em uma vida tão plural e diversa como a de Lee Miller (Kate Winslet) esse desafio cresce e o resultado é Lee, novo longa-metragem de Ellen Kuras (The Betrayal &#8211; Nerakhoon). A produção tem um rico material em mãos: a vida de Miller, uma fotógrafa de guerra, célebre por tirar escondido um retrato na banheira de Hitler. Todavia, ela foi mais do que isso. Foi modelo, foi uma mulher livre, depois, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Escolher o enquadramento de um filme pode ser complicado. Em uma vida tão plural e diversa como a de Lee Miller (Kate Winslet) esse desafio cresce e o resultado é </span><strong><i>Lee</i></strong><span style="font-weight: 400;">, novo longa-metragem de Ellen Kuras (The Betrayal &#8211; Nerakhoon). A produção tem um rico material em mãos: a vida de Miller, uma fotógrafa de guerra, célebre por tirar escondido um retrato na banheira de Hitler. Todavia, ela foi mais do que isso. Foi modelo, foi uma mulher livre, depois, foi mãe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como resumi-la? A tormenta se alastra na tela e o espectador recebe uma obra confusa. É difícil se aproximar da personagem e das suas vivências, porque as situações que convocadas não são exatamente exploradas. O público tem contato com um breve panorama de cada sensação e experiência de Miller. Ao mesmo tempo, há uma aparente vontade em emocionar e centralizar Winslet o tempo inteiro, mais como uma criação de efeito do que uma investigação concreta da personalidade, do caráter e das experiências intensas de Lee Miller.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa reiteração de um sobressalto, causado pela guerra, não atinge quem acompanha a jornada de Miller rumo à cobertura da Segunda Guerra Mundial, sendo uma mulher, que precisou combater também a misoginia e as limitações impostas por preconceitos de gênero. Não há espaço de conexão situacional. O que se estabelece é uma ligeira empatia pelo grupo alegre de amigos de Lee que, obviamente, são afetados pela destruição causada pelo nazismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, nem mesmo a afeição aos companheiros de Lee Miller é trabalhada na narrativa. O longa conta com coadjuvantes como Andrea Riseboroug, Alexander Skarsgård, Noémie Merlant, Marion Cotillard e Josh O’Connor, todos subaproveitados e planificados em suas construções. Sendo que o último retrata o filho de Lee, porém o intérprete é posto em uma conjectura terrível, como um mero repetidor das imagens que imprimem o passado de Miller. Connor e as suas passagens são aquelas detentoras do bastão do texto expositivo durante a projeção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, eis que, ao tocar no nome de Connor, trazemos, além de tudo já abordado, a maior fragilidade do filme em voga: a montagem! <strong><i>Lee </i></strong></span><span style="font-weight: 400;">precisaria voltar para a sala de edição e ser reconfigurado! A interação entre Winslet e Connor não fomenta nada sobre a vida de Miller depois da guerra. Mais ainda, a narração de Kate Winslet quebra o ritmo da trama, retirando o envolvimento com as tensões do passado da protagonista.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18927" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-1.png" alt="" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-1.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, apesar de Josh e Kate convocarem uma excelente contracena – mérito do talento de ambos –, o diálogo entre eles é descabido para o que soa como foco do enredo. Como melhorar este cenário então? Talvez assim: </span><span style="font-weight: 400;">esta conversa imaginária entre mãe e filho é removida, todo o início da produção viria como flashback ou, ao menos, seria mais enxuto. Porque, na verdade, o que mais interessa e eleva a potencialidade da obra é acompanhar como uma mulher registrou, nos anos 1940, em plena guerra, tantas imagens impactantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também seria apropriado mostrar as suas complexidades psíquicas e ter um tempo de tela maior para revelar mais seus processos criativos. </span>Os seus relacionamentos interpessoais, principalmente com Roland Penrose (Alexander), não são postos de maneira orgânica e ficam soltos. Ainda assim, Winslet e Kuras engancham a atenção de quem assiste, justamente ao explorar os closes que marcam as expressões faciais de Kate no ecrã. É apelativo?</p>
<p>Sim, mas, ao mesmo tempo, observar o rosto de Lee, em um plano bastante fechado, como em uma investigação cuidadosa, faz a sessão valer a pena. <span style="font-weight: 400;">Winslet é a rainha dos micromovimentos e ela emprega esta característica da sua composição de Lee toda em seu rosto. Pequenos gestos faciais indicam as mudanças de instalação de emoção da protagonista. Cada virada de chave pode ser vista no ressoar de um movimento, que transborda para a face de Kate. </span><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, tem-se a figura de Lee, que é demonstrada como cativante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa construção vem tanto do roteiro quanto da encenação. </span>Ela é colocada como agente demolidora do <em>status quo</em>, como uma mulher quase independente, à frente de seu tempo e de muitas barreiras impostas pela sociedade. Mas, não todas. As suas fragilidades diante da opressão da guerra e do machismo a aproxima do receptor do longa. É por esta razão que <strong><i>Lee </i></strong>é uma produção fraca em sua totalidade, por não saber organizar os fatos com fluidez e organicidade, nem aproveitar devidamente a potência que foi a personagem central da história.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, a presença de Winslet e a escolha de enquadramentos, deixam a exibição fruível e um tanto agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Ellen Kuras</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Kate Winslet, Alexander Skarsgård, Marion Cotillard, Andy Samberg</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/DtjDOQZc380?si=Bq1R9Ib00d9gRJ0w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Meu Anjo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2018 23:51:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Meu Anjo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Parte de Meu Anjo, filme de Vanessa Filho, é construído a partir da relação entre mãe, personagem de Marion Cotillard, e filha, a pequena Ayline Aksoy-Etaix, para logo em seguida o longa encontrar a sua temática e protagonista-solo. Trata-se de uma obra que aborda uma infância e como ela pode ser completamente corroída se desassistida. No filme, Cotillard interpreta Marlène, uma mãe solteira sobrevivendo como pode na noite urbana. Marlène tem uma filha de oito anos chamada Elli, a quem chama [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Parte de <i><b>Meu Anjo</b></i>, filme de Vanessa Filho, é construído a partir da relação entre mãe, personagem de Marion Cotillard, e filha, a pequena Ayline Aksoy-Etaix, para logo em seguida o longa encontrar a sua temática e protagonista-solo. Trata-se de uma obra que aborda uma infância e como ela pode ser completamente corroída se desassistida.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No filme, Cotillard interpreta Marlène, uma mãe solteira sobrevivendo como pode na noite urbana. Marlène tem uma filha de oito anos chamada Elli, a quem chama de &#8220;meu anjo&#8221;. A garota acompanha com olhar atento e assustado o caminho que percorre sua mãe até que numa noite Marlène simplesmente desaparece e diante de sua ausência Elli acaba tendo uma jornada traumática, fazendo seu caminho cruzar com o de um ex-mergulhador.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9484" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/MeuAnjo.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O grande interesse do filme de Vanessa Filho é a pequena Elli, interpretada por Aksoy-Etaix. À semelhança de <i>Projeto Flórida</i>, <i>Meu Anjo </i>tem uma clara preocupação com o futuro de uma criança que cresce em uma dura realidade. Enquanto para os adultos, sua mãe Marlène e o mergulhador Julio, Elli parece uma tábua de salvação ou redenção de uma vida miserável marcada por erros, o destino da criança é jogado à própria sorte por uma infância marcada por agressões físicas e psicológicas e preconceitos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Diferente do excelente trabalho de Sean Baker, o filme de Vanessa Filho é uma narrativa sem maiores respiros para sua pequena protagonista. Ao contrário da Moone de Brooklynn Prince em <i>Projeto Flórida</i>, Elli não tem válvula de escape, está realmente sozinha no mundo. Assim, <i>Meu Anjo </i>pode ser uma experiência dura para o espectador e, por vezes, sem um propósito mais claro além daquele de exibir uma realidade fadada ao trágico. As atuações de Marion Cotillard, Ayline Aksoy-Etaix e Alban Lenoir tem bons momentos, assim como a direção de Filho acerta quando assume a perspectiva da sua pequena protagonista. No entanto, fica o aviso de que é uma experiência extremamente dura de ser vivenciada de qualquer um dos lados da tela.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/meZidMtIHWM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Festival Varilux: Um Instante de Amor</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-varilux-um-instante-de-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2017 20:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Varilux de Cinema Francês]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Garrel]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Um Instante de Amor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante toda a projeção de Um Instante de Amor, Gabrielle, personagem de Marion Cotillard, é vítima de toda uma lógica esquizofrênica que cultiva nas mulheres determinados ideais românticos, mas ao mesmo tempo castra sua liberdade sexual. Em seu filme, baseado no romance Mal de pierres de Milena Agus, a diretora Nicole Garcia parece querer tratar de um estado patológico da sua protagonista, consumida pela frustração de não se realizar amorosamente e por não poder decidir o que fazer da sua própria vida. Esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Durante toda a projeção de <i>Um Instante de Amor</i>, Gabrielle, personagem de Marion Cotillard, é vítima de toda uma lógica esquizofrênica que cultiva nas mulheres determinados ideais românticos, mas ao mesmo tempo castra sua liberdade sexual. Em seu filme, baseado no romance <i>Mal de pierres </i>de Milena Agus, a diretora Nicole Garcia parece querer tratar de um estado patológico da sua protagonista, consumida pela frustração de não se realizar amorosamente e por não poder decidir o que fazer da sua própria vida. Esse estado de castração leva a personagem a ápices de loucura que volta e meia surgirão ao longo do filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Gabrielle nos é apresentada como uma jovem que faz parte de uma comunidade rural no interior da França cujos país não são ricos mas têm algumas posses e empregados. Quando chega a uma certa idade, Gabrielle começa a se mostrar extremamente desgostosa de sua vida por não conseguir um marido. A partir do momento em que a moça apresenta sinais de perda da sanidade, sua mãe lhe arranja um casamento com um de seus funcionários. A princípio, Gabrielle parece desejar ter uma vida conjugal de fachada, contudo, depois de um tempo, ela começa a dar maior abertura ao marido, que, logo pensa em ter filhos com a esposa. Internada em uma clínica para tratar de um problema nos rins que a impossibilita de engravidar, Gabrielle conhece um ex-soldado extremamente debilitado (Louis Garrel) por quem acaba se apaixonando. A partir de então, a personagem começa a vislumbrar uma possibilidade de se realizar amorosamente.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Interpretada por Marion Cotillard, Gabrielle é uma personagem difícil de se afeiçoar, ao menos assim sua realizadora acaba construindo-a junto com a atriz. Para além da sua paixão pelo apático André Sauvage &#8211; uma característica não apenas do personagem  que encontra-se em estado de saúde crítico, mas porque o ator Louis Garrel costuma ser assim mesmo na tela &#8211; Gabrielle não demonstra vivacidade por absolutamente nada. Fica difícil para o público se envolver com uma personagem formada nesses moldes.</p>
<p>Complementando a dificuldade de empatia do público com a protagonista, o longa sofre uma reviravolta difícil de engolir no terceiro ato que torna, subitamente, o marido da protagonista, interpretado por Alex Brendemühl, peça central da história. Assim, o roteiro transforma um filme que tinha seus problemas, mas que ainda assim parecia ter muito a dizer, em uma obra que apela para truques narrativos que em nada estão à serviço da construção de sua personagem principal.</p>
<p>O resultado esquisito de <i>Um Instante de Amor </i>faz com que a gente tenha um drama que apresenta pouca coerência na solução que encontra para o desfecho da sua protagonista e um romance que parece se contentar com uma instância fantasiosa. Nesse estado de indecisões, o filme de Nicole Garcia frustra bastante o espectador, um tipo de frustração que sequer é produtiva no âmbito da reflexão sobre a história ao final da sessão.</p>
<p><span style="color: #222222; font-family: arial, tahoma, helvetica, freesans, sans-serif;" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13.2px;">Obs.: O filme está em cartaz na programação do Festival Varilux de Cinema Francês que está ocorrendo em várias cidades brasileiras. Para ficar por dentro dos horários das sessões desse e de outros títulos que estão na programação do evento, </span><a href="http://www.variluxcinefrances.com.br/" data-blogger-escaped-style="background-color: white; color: #6aa84f; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13.2px; text-decoration-line: none;">clique aqui. </a></p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xO1eqiI8GSs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<item>
		<title>Crítica: Aliados</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-aliados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2017 15:23:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Aliados]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Zemeckis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor Robert Zemeckis retorna às telonas depois de sucessos como O Voo, de 2012, e A Travessia, de 2015. Com uma proposta diferente, de abordar o suspense de uma dúvida com o romance de um casal que se conheceu em um lugar inusitado, o cineasta vai conduzindo a trama de Aliados de forma contínua e com o objetivo de intrigar o espectador. O resultado, no entanto, não é exatamente aquele esperado. A história traz dois espiões que se conheceram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor Robert Zemeckis retorna às telonas depois de sucessos como <em>O Voo</em>, de 2012, e <em>A Travessia</em>, de 2015. Com uma proposta diferente, de abordar o suspense de uma dúvida com o romance de um casal que se conheceu em um lugar inusitado, o cineasta vai conduzindo a trama de <em>Aliados</em> de forma contínua e com o objetivo de intrigar o espectador. O resultado, no entanto, não é exatamente aquele esperado.</p>
<p>A história traz dois espiões que se conheceram no campo na época da Segunda Guerra Mundial. Eles se apaixonam e acabam constituindo uma família. Um certo tempo depois, surge a desconfiança de que a esposa é uma espiã alemã que está passando informações para seus superiores e contribuindo com o nazismo. O marido passa, então, horas desesperadoras até saber a verdade sobre a história.</p>
<p>O trailer já nos mostra muito bem essa dinâmica e propõe uma carga de suspense e tensão que é apresentada no filme. O que frustra, no entanto, é que a trama é apoiada no amor verdadeiro (ou não) que o casal tem, mas a construção do relacionamento é pouco fundada. A paixão surge do nada e não há muita veracidade naquele sentimento. O espectador estranha aquela evolução e é muito fácil, quando a desconfiança da mulher começa, acreditar na teoria da conspiração.</p>
<p>Não que a química de Brad Pitt e Marion Cotillard seja ruim, porque não é. Eles funcionam muito bem em tela e tem sintonia. O problema é a construção do roteiro mesmo, que não aprofunda a construção do relacionamento verdadeiro dos dois. A transição de farsa (em Casablanca) para a realidade (em Londres) é rasa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7373" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/258162.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Já os momentos de tensão e ação ao longo do filme são bem trabalhados. Eles conseguem manter um ritmo constante, entretendo o espectador, sem cansá-lo. Os cuidados de ambientação para a década de 1940 é notório, inclusive rendeu ao filme a indicação ao Oscar de Melhor Figurino.</p>
<p>O diretor tem também o cuidado de mostrar as complexidades da vida na época da guerra, onde as pessoas tentam viver uma vida razoavelmente normal, mas são impossibilitadas por conta dos bombardeios e etc. E isso fica bem exemplificado na cena do parto.</p>
<p>Em suma, <em>Aliados</em> é um filme bom, mas sem elementos inesquecíveis. Possui um ótimo elenco que dá força às cenas, mas tem falhas nas construções dos personagens que influenciam negativamente no resultado. Tudo poderia ser muito mais explorado. Isso não faz com que o filme deixe de valer a pena!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iQz2MleXtEw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Assassin&#8217;s Creed </title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassins-creed/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2017 14:49:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Assassin's Creed]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Irons]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adaptação de um jogo de videogame para as telonas não é algo particularmente fácil. Veja Warcraft, por exemplo, que teve um excelente gráfico transportado para o cinema, mas a história deixou a desejar. Por mais atrativo que seja o game, não é sempre que o roteirista consegue atrair todos os públicos que vão além dos jogadores. No caso de Assassin&#8217;s Creed, o protagonista Callum Lynch experimenta as memórias genéticas de seu ancestral, Aguilar, na Espanha do século XV, através [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A adaptação de um jogo de videogame para as telonas não é algo particularmente fácil. Veja <em>Warcraft</em>, por exemplo, que teve um excelente gráfico transportado para o cinema, mas a história deixou a desejar. Por mais atrativo que seja o game, não é sempre que o roteirista consegue atrair todos os públicos que vão além dos jogadores.</p>
<p>No caso de <em>Assassin&#8217;s Creed</em>, o protagonista Callum Lynch experimenta as memórias genéticas de seu ancestral, Aguilar, na Espanha do século XV, através de uma tecnologia revolucionária. Callum descobre que é descendente de uma misteriosa sociedade secreta, os Assassinos, e acumula conhecimentos e habilidades incríveis para enfrentar a organização opressiva e poderosa dos Templários nos dias de hoje.</p>
<p>A história por si só teria um gancho interessante, mas é conduzida de forma muito superficial e pouco eloquente. Para se ter uma ideia, chega a ser entediante. E quando se imagina que um filme de ação e batalha é entediante a ponto do espectador lutar contra o sono, o problema certamente vai além do enredo.</p>
<p>A narrativa não é tão atrativa, os personagens, por mais que sejam protagonizados por excelentes artistas, não conseguem cativar o espectador. Tudo isso cria um verdadeiro combo para que o filme não seja nem perto de bom.</p>
<p>O diretor Justin Kurzel, conhecido pelo ótimo trabalho em <em>Macbeth: Ambição &amp; Guerra</em>, traz uma boa condução de cenas e consegue recriar o universo do jogo de forma fiel. No entanto, falta empatia com os personagens. O que realmente salva este aspecto é o elenco de peso. Marion Cotillard, Jeremy Irons e o próprio Michael Fassbender se esforçam em todos os momentos para criar o melhor em cada cena, em cada fala. Mas há um limite que os prende, que os define.</p>
<p>A equipe gráfica conseguiu criar um cenário muito bom, principalmente levando em conta a necessidade de inserir o mundo espanhol da narrativa de séculos passados. E isso realmente contribui de forma positiva para o longa. Mas ainda assim, não consegue desviar o foco dos diálogos entediantes. Infelizmente, o trailer consegue causar mais alvoroço que o próprio filme.</p>
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		<title>Crítica: Macbeth &#8211; Ambição e Guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2015 22:50:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Kurzel]]></category>
		<category><![CDATA[Macbeth - Ambição e Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Longa que encerrou as atividades da última edição do Festival de Cannes, Macbeth &#8211; Ambição e Guerra não anda conseguindo a repercussão que merecia, pelo menos nos EUA. Dirigido pelo australiano Justin Kurzel, que possui pouquíssimos filmes no currículo mas que já anda nas altas rodas hollywoodianas por ser o realizador da adaptação do game Assassin&#8217;s Creed (também protagonizada por Fassbender e Cotillard), Macbeth &#8211; Ambição e Guerra não é só um filme muito interessante e visualmente instigante, como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4185" aria-describedby="caption-attachment-4185" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4185 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Fassbender_Cotillard_ceremony-xlarge-620x350.jpg" alt="Fassbender_Cotillard_ceremony-xlarge" width="620" height="350" /><figcaption id="caption-attachment-4185" class="wp-caption-text">Fortes interpretações: Michael Fassbender e Marion Cotillard são o destaque desta interessante adaptação de Shakespeare.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Longa que encerrou as atividades da última edição do Festival de Cannes, <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>não anda conseguindo a repercussão que merecia, pelo menos nos EUA. Dirigido pelo australiano Justin Kurzel, que possui pouquíssimos filmes no currículo mas que já anda nas altas rodas hollywoodianas por ser o realizador da adaptação do game <i>Assassin&#8217;s Creed </i>(também protagonizada por Fassbender e Cotillard), <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>não é só um filme muito interessante e visualmente instigante, como também trata-se de uma das melhores adaptações cinematográficas daquele que é o mais interessante e soturno dos trabalhos do dramaturgo William Shakespeare.</p>
<figure id="attachment_4186" aria-describedby="caption-attachment-4186" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4186 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/macbeth_edit-xlarge-620x349.jpg" alt="macbeth_edit-xlarge" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4186" class="wp-caption-text">Sombrio: Filme reforça o caráter soturno da obra original</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>traz a conhecida história protagonizada por um nobre general do exército seduzido pela profecia de  três bruxas que afirmam que um dia ele será o rei da Escócia. Tentado pela ideia de tomar posse do trono, ao lado de sua esposa, ele trama o assassinato do monarca, uma atitude que fará com que gradualmente o novo rei seja consumido pela culpa e pela loucura.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Justin Kurzel<i> </i>acerta em <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>ao conseguir tornar o texto original contemporâneo sem modificá-lo drasticamente, reforçando quão resistente ao tempo é esta história sobre a ganância humana de Shakespeare. Kurzel opta por uma atmosfera sombria, o que se reflete na fotografia de Adam Arkapaw (um trabalho primoroso ao priorizar os tons escuros &#8211; e avermelhados ao fim  da história -, mas também por conseguir usar com muita pertinência as paisagens naturais, a névoa&#8230; Sem dúvida, um das fotografias mais acertadas e esteticamente bem executadas do ano) e na interpretação de Michael Fassbender e Marion Cotillard, Macbeth e Lady Macbeth, respectivamente. A dupla principal consegue conduzir com muita delicadeza a trajetória sombria dos seus personagens, passando longe do <i>overacting</i>, uma armadilha fácil para qualquer ator que se arrisque a interpretar um texto denso de Shakespeare como esse.</p>
</div>
<figure id="attachment_4187" aria-describedby="caption-attachment-4187" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4187 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/maxresdefault-1-1-620x349.jpg" alt="maxresdefault (1)" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4187" class="wp-caption-text">Erudito acessível: Longa consegue preservar boa parte do texto original sem esquecer de dialogar com o público contemporâneo.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nem mesmo o fato de Kurzel cair na tentação de usar o <i>slow motion </i>à la Zack Snyder nas sequências de batalha estragam o resultado de<i> Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>pois<i> </i>tudo, no geral, é tão bem executado. O realizador mostra-se avesso ao entendimento de que para atualizar Shakespeare faz-se necessário alterar a trama e sua linguagem drasticamente. Kurzel faz um filme contemporâneo sem grandes afetações, permitindo que seus atores ofereçam interpretações intensas e longe das afetações. Ao final, deixa-se claro que poucas tramas como <i>Macbeth</i> conseguiram dar conta de maneira tão rica de lugares nada nobres da natureza humana.</p>
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		<title>Novo trailer de Macbeth mostra bela fotografia do filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 12:16:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Macbeth]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi divulgado esta semana um novo trailer do filme Macbeth, com Michael Fassbender e Marion Cotillard. Com direção de Justin Kurzel (Assassin&#8217;s Creed), o longa traz a história de um militar que trai o seu rei após ouvir uma profecia de três bruxas que afirmam que ele será o novo líder da monarquia. Exibido no Festival de Cannes, o filme teve boas críticas, principalmente à atuação de Cotillard, que cogitasse uma indicação ao Oscar do ano que vem, como a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3497" aria-describedby="caption-attachment-3497" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/download1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3497 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/download1.jpg" alt="download" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-3497" class="wp-caption-text">Michael Fassbender e Marion Cotillard como portagonistas</figcaption></figure>
<p>Foi divulgado esta semana um novo trailer do filme <strong><em>Macbeth</em></strong>, com Michael Fassbender e Marion Cotillard. Com direção de Justin Kurzel (<em>Assassin&#8217;s Creed</em>), o longa traz a história de um militar que trai o seu rei após ouvir uma profecia de três bruxas que afirmam que ele será o novo líder da monarquia. Exibido no Festival de Cannes, o filme teve boas críticas, principalmente à atuação de Cotillard, que cogitasse uma indicação ao Oscar do ano que vem, como a manipuladora esposa de Macbeth.</p>
<p>O trailer traz um belíssimo exemplo da fotografia do filme. O elenco conta ainda com David Thewlis, Paddy Considine, Sean Harris e Elizabeth Debicki. <em>Macbeth</em> deve chegar aos cinemas brasileiros em novembro deste ano.</p>
<p><strong>Confira o trailer abaixo!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oyFAn5IaFS0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Era uma vez em Nova York</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2014 15:47:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Era uma vez em Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[James Gray]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Renner]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquin Phoenix]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Era uma vez em Nova York é o tipo de projeto que já nasce com grandes chances de dar certo. O filme tem um excelente diretor, o pouco reconhecido James Gray, mas que dirigiu filmes cultuados por instâncias da crítica como Amantes e Os Donos da Noite e aqui, assim como fez no primeiro longa citado, assina o roteiro com Ric Menello. Além disso, o longa conta com o elenco dosado pela sensibilidade de Marion Cotillard e pela entrega [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1913" aria-describedby="caption-attachment-1913" style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the-immigrant.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1913" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the-immigrant.jpg" alt="the-immigrant" width="604" height="308" /></a><figcaption id="caption-attachment-1913" class="wp-caption-text">Lobo em pele de cordeiro: Bruno (Joaquin Phoenix) consegue que Ewa (Marion Cotillard) entre nos EUA, mas a que custo?</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Era uma vez em Nova York </em>é o tipo de projeto que já nasce com grandes chances de dar certo. O filme tem um excelente diretor, o pouco reconhecido James Gray, mas que dirigiu filmes cultuados por instâncias da crítica como <em>Amantes </em>e <em>Os Donos da Noite </em>e aqui, assim como fez no primeiro longa citado, assina o roteiro com Ric Menello. Além disso, o longa conta com o elenco dosado pela sensibilidade de Marion Cotillard e pela entrega de Joaquin Phoenix. Para completar, uma equipe competente formada, entre outros, pelo diretor de fotografia Darius Khondji (<em>Seven</em>) e pela figurinista Patricia Norris (<em>12 Anos de Escravidão</em>), que fazem uma reconstituição de época apurada, com escolhas que não só nos leva a uma viagem no tempo, mas também dialogam com as emoções dos personagens e com os caminhos que o realizador pretende percorrer na história. No entanto, ao contrário do que vinha acontecendo na carreira de Gray até então &#8211; como já sinalizado, apesar do aval da crítica, a carreira do diretor parecia permanecer em alguma zona desconhecida do grande público -, a morna recepção a <em>Era uma vez em Nova York </em>parece ser justa. Não se trata do melhor exemplar da carreira do seu realizador.</p>
<p>Nova York, 1921. Ewa (Cotillard) é uma polonesa recém chegada que é afastada da irmã pois esta contraiu uma doença pulmonar durante a viagem e, por motivos de segurança, teve que ser isolada em quarentena. A vinda de Ewa para os EUA é obstacularizada ainda por suspeitas de que ela seja uma mulher de &#8220;vida fácil&#8221;. A polonesa é salva por Bruno Weiss (Phoenix) que consegue a liberação dela no país. Contudo, para permanecer em Nova York e vislumbrar a possibilidade de se reencontrar com sua irmã, Ewa terá que trabalhar para Bruno como cortesã junto ao grupo que ele agencia nos becos da cidade. O destino de Ewa se transforma quando ela conhece Orlando (Jeremy Renner), um jovem mágico que se apresenta na casa de shows onde Bruno leva suas garotas. Logo, Bruno e Orlando disputam Ewa, que fica dividida entre a possibilidade de libertar-se daquela vida e a oportunidade de ver novamente Magda, sua irmã doente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_1914" aria-describedby="caption-attachment-1914" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the-immigrant-jeremy-renner.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1914 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the-immigrant-jeremy-renner-620x298.jpg" alt="the-immigrant-jeremy-renner" width="620" height="298" /></a><figcaption id="caption-attachment-1914" class="wp-caption-text">A terceira ponta do triângulo: O mágico Orlando (Jeremy Renner) apresenta-se a Ewa como sua &#8220;tábua de salvação&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que mais impressiona em <em>Era uma vez em Nova York </em>é como James Gray se perde nas armadilhas do melodrama de tal maneira que chega um momento do filme em que ele passa a sensação para o espectador de que não sabe resolver sua trama e de que não tem segurança sobre a natureza ou sobre as transformações dos seus personagens. Na dúvida, o cineasta recorre ao clichê da &#8220;moça sofrida&#8221; e joga toda a responsabilidade do filme nos colos de Marion Cotillard, que a despeito da tentativa de construir um personagem minimamente multidimensional (e ela tenta ao retratar Ewa como uma mulher simples e, por vezes, submissa), acaba &#8220;caindo&#8221; em armadilhas que a tornam aborrecida.</p>
<p>Gray até que se redime na sua cena final e consegue, com um duelo entre Joaquin Phoenix e a própria Cotillard, conferir uma certa substância a sua história, mas até chegar a esse momento, o realizador se perde tanto e arrasta tanto a sua trama que o desfecho acaba se tornando um <em>insight </em>tardio. Entre os esforços de Marion Cotillard e Joaquin Phoenix (louváveis), está um Jeremy Renner completamente dispensável, cujo personagem não diz a que veio. Como já mencionado no parágrafo de abertura, o longa vence pelo seu rigor estético, técnico, mas carece de um rumo mais consistente.</p>
<figure id="attachment_1915" aria-describedby="caption-attachment-1915" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the_immigrant.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1915 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/the_immigrant-620x331.jpg" alt="the_immigrant" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-1915" class="wp-caption-text">Trama emperrada: Diretor não consegue encontrar a solução para diversos problemas, apesar dos esforços da sua equipe técnica e dos seus atores.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Curioso notar que um diretor que fez um dos filmes mais maduros e realistas sobre os relacionamentos amorosos do cinema contemporâneo, <em>Amantes</em>, evitando por completo o sentimentalismo, mas não abandonando a sensibilidade, tenha sido seduzido pelas teias de um melodrama mal feito em <em>Era uma vez em Nova York. </em>Talvez não seja um terreno para James Gray, talvez ele tenha que retornar a seus dramas policiais familiares ou a simplicidade dos relacionamentos humanos&#8230; Com esse filme, a sensação que fica é de que a responsabilidade de atender a tantas demandas &#8211; demandas essas que talvez nem ele mesmo esperava &#8211; o levou a um labirinto sem saída.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-nova-york/">Crítica: Era uma vez em Nova York</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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