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	<title>Arquivos Larissa Manoela - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Larissa Manoela - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Lulli (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jan 2022 21:34:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Larissa Manoela vem de uma trajetória de sucesso dentro da Netflix. Com Modo Avião e Diários de Intercâmbio o público teve a possibilidade de se divertir com comédias românticas despretensiosas e leves. Agora, com Lulli, a situação é um pouco distinta. Com um tom um pouco mais sério dentro da história, ainda que conte com elementos cômicos, o filme procura investigar relações humanas e trazer uma jornada de heroína com descobertas profundas. No entanto, é justamente nesta busca por mostrar [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Larissa Manoela vem de uma trajetória de sucesso dentro da Netflix. Com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-modo-aviao-netflix/"><em>Modo Avião</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-diarios-de-intercambio/"><em>Diários de Intercâmbio</em></a> o público teve a possibilidade de se divertir com comédias românticas despretensiosas e leves. Agora, com <strong><em>Lulli</em></strong>, a situação é um pouco distinta. Com um tom um pouco mais sério dentro da história, ainda que conte com elementos cômicos, o filme procura investigar relações humanas e trazer uma jornada de heroína com descobertas profundas.</p>
<p>No entanto, é justamente nesta busca por mostrar um crescimento dentro da vida de sua protagonista, Lulli (Larissa Manoela), e das mudanças sofridas em suas relações com familiares, amigos etc é que o longa-metragem falha. O roteiro de Thalita Rebouças (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fala-serio-mae/"><em>Fala Sério, Mãe</em></a>) e Renato Fagundes (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vai-que-cola-o-filme/"><em>Vai Que Cola</em></a>) peca por selecionar saídas fáceis e há um desequilíbrio na progressão dos acontecimentos, bem como na instalação de atmosfera.</p>
<p>Desde os seus minutos iniciais, a obra pesa nos acontecimentos. Além de muitos conflitos intensos serem estabelecidos antes das personagens serem conhecidas e/ou exploradas, o espectador não consegue se ambientar naquele universo. Não há também qualquer outro tipo de estratégia que crie uma construção de universo ficcional. Com tantos elementos postos, em tão pouco tempo de projeção, as peripécias e problemáticas perdem seu impacto e não existe espaço para a trama crescer.</p>
<p>Com estes elementos observados, talvez, uma saída neste contexto fosse escolher quais as dinâmicas interpessoais de Lulli seriam trabalhadas. No entanto, aqui se erra, mais uma vez, pela quantidade ser mais forte que a qualidade. O próprio dilema central fica dissolvido diante de tanto subplot, ainda que haja um potencial em cada um deles, todos ficam soltos e sem condução. Dois exemplos são: os rumos da profissão de Lulli e os entraves do seu namoro com Diego (Vinícius Redd).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15026" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/LULLI_20201030-SC26_00597_R-scaled-1.jpg" alt="Lulli" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/LULLI_20201030-SC26_00597_R-scaled-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/LULLI_20201030-SC26_00597_R-scaled-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/LULLI_20201030-SC26_00597_R-scaled-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/LULLI_20201030-SC26_00597_R-scaled-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Inclusive, a premissa basilar do longa, que trata sobre como Lulli passou a escutar os pensamentos das pessoas, depois de um acidente no estágio, fica completamente deixada de lado. Ainda que este acontecimento não fosse o grande foco, o restante deveria funcionar, mas aqui tudo ganha a mesma quantidade de espaço, deixando com que as coisas fiquem rasas e precipitadas. Nada convence ali, inclusive a atriz principal.</p>
<p>Larissa Manoela não consegue transmitir a maturidade que a personagem precisa. Mesmo possuindo carisma e um talento forte para deixar seu texto orgânico, falta um pouco de experiência da intérprete. Para evitar esta falta de veracidade etária, poderiam ter escolhido alguém mais velho para o papel ou ter feito uma preparação de elenco que focasse em imprimir de forma crível os traços necessários de uma mulher universitária, já em período de estágio na faculdade de medicina.</p>
<p>Nesta dinâmica com pouca complexidade e investigação dentro da narrativa, o que salva o resultado geral de ser um fracasso completo é o humor. Apesar das piadas não serem das mais inventivas, a obra cumpre mais o que se busca nela quando as cenas engraçadas são convocadas, principalmente quando Larissa está ao lado dos seus colegas Amanda de Godoi (<em>O Último Virgem</em>) e Sergio Malheiros (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinderela-pop/"><em>Cinderela Pop</em></a>).</p>
<p>A amizade do trio soa bastante genuína e os três conseguem jogar em cena. As sequências nas quais eles estão juntos, sozinhos, elevam a qualidade da produção. Seja por conseguirem deixar as falas menos artificiais, pelas seleções de como irão se aproximar ou se distanciar um dos outros ou pela troca de olhares entre eles funcionar, o enredo cresce e fica mais aproveitável. Por isso, o resultado de <strong><em>Lulli</em> </strong>fica um tanto tolerável, em alguma medida, mas é uma sessão difícil de terminar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> César Rodriguez</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Larissa Manoela, Amanda de Godoi, Sergio Malheiros, Yara Charry, Vinícius Redd</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/syo3f9t8cps" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lulli-netflix/">Crítica: Lulli (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Diários de Intercâmbio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2021 14:54:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Diários de Intercâmbio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma típica comédia romântica estadunidense&#8230;Ops, brasileira, Diários de Intercâmbio poderia facilmente ser uma típica produção Hallmark Channel, dos Estados Unidos. Cumprindo os requisitos completos de seu gênero – confusões amorosas, atrapalhações, briga com melhor amiga, alto descoberta a partir da realização de um sonho da vida inteira etc – o filme não é exatamente ruim, porém também é um daqueles títulos que são facilmente esquecidos após o final da sessão. Mas, o que há de bom aqui? A construção da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma típica comédia romântica estadunidense&#8230;Ops, brasileira, <strong><em>Diários de Intercâmbio</em></strong> poderia facilmente ser uma típica produção Hallmark Channel, dos Estados Unidos. Cumprindo os requisitos completos de seu gênero – confusões amorosas, atrapalhações, briga com melhor amiga, alto descoberta a partir da realização de um sonho da vida inteira etc – o filme não é exatamente ruim, porém também é um daqueles títulos que são facilmente esquecidos após o final da sessão.</p>
<p>Mas, o que há de bom aqui? A construção da relação entre a protagonista Barbara (Larissa Manoela) e Taila (Thalita Lopes) é um dos pontos altos do longa-metragem. A dinâmica de contracena da dupla fomenta mais ainda a credibilidade do tempo de amizade das duas, o afeto delas e até os desentendimentos. Neste sentido, também há o fato das duas atrizes conseguirem suavizar alguns momentos artificiais do roteiro – como na sequência na qual Barbara convence Taila a realizar o intercâmbio –, deixando as situações um tanto mais críveis.</p>
<p>Neste contexto, pode-se perceber uma distinção qualitativa das premissas de Barbara e Taila. O da primeira começa meio insosso, com um relacionamento repentino e sem grandes construções, com o gringo Brad (David Sherod) e uma ingenuidade intensa de Bárbara, que chega a irritar em certas sequências, por não demonstrar nenhum tipo de complexidade, se revelando uma personagem um tanto plana até meados da projeção. Aos poucos, ela vai ganhando contornos um pouco mais perceptíveis e trazendo uma personalidade forte, impressa através das decisões difíceis que precisa tomar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14497" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Diarios-de-Intercambio-filme-larissa-manoella.jpg" alt="Diários de Intercâmbio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Diarios-de-Intercambio-filme-larissa-manoella.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Diarios-de-Intercambio-filme-larissa-manoella-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Diarios-de-Intercambio-filme-larissa-manoella-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Diarios-de-Intercambio-filme-larissa-manoella-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Já Talita é o oposto. A sua trajetória em <em><strong>Diários de Intercâmbio</strong></em> começa divertida e ela apresenta traços duais, como no seu conflito interno entre odiar os imperialistas e fazer uma viagem justamente para os Estados Unidos. No entanto, o seu <em>plot</em> passa a ficar absurdo quando ela chega em solo internacional e descobre que ao invés de ser babá de uma criança, ela vai substituir a presença da filha desaparecida de um casal, que são puro suco de <em>White trash</em>* e ainda por cima desejam adotá-la. A partir da metade do segundo ato, esta relação dos três começa a extrapolar os limites de veracidade e tudo isso chega a um nível nonsense demasiado, que destoa com a narrativa paralela de Barbara.</p>
<p>No entanto, há algo válido no resultado geral do longa: ele consegue amarrar todas as peripécias e desenlaces propostos. Mesmo que algumas decisões soem forçadas – como a descoberta da paternidade de Brad –, as pontas não ficam soltas, o que faz com que, diante de todos os clichês e previsibilidades, o consumo da obra seja, de alguma forma, agradável, no final das contas.</p>
<p>Por isso, <strong><em>Diários de Intercâmbio</em></strong>, em todo seu tom genérico e uma miscelânea de produtoras envolvidas – é da Netflix, com coprodução da Warner, distribuição também da Downtown Filmes e por aí vai –, não é de todo mal. Com momentos divertidos, ele pode ser uma boa pedida para um sábado à tarde, talvez. A ausência de pretensão, de não querer ser mais do que poderia, é uma questão vantajosa, pois ele entrega o esperado, barrando possíveis decepções.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bruno Garotti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Larissa Manoela, Thati Lopes, Emanuelle Araújo</p>
<h6><em>*White trash: numa tradução livre, &#8220;lixo branco&#8221;, atualmente o termo vem para falar daqueles típicos estadunidenses que possuem armas, empalham animaizinhos e comem comidas altamente processadas. O termo vem do século XIX, para nomear agricultores escravagistas, principalmente do sul do pais.</em></h6>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/rIXv7zEtN3w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Modo Avião (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2020 23:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conhecido atualmente por ser o filme de língua não-inglesa mais assistido da Netflix, Modo Avião está no catálogo do canal streaming desde o início de 2020. Estrelado por Larissa Manoela (Fala Sério, Mãe!), a produção tem um resultado geral agradável, por assim dizer. Não é que o longa seja bom de fato, porém ele consegue algo fundamental para fazer com que o espectador se conecte com a obra: a emoção. Existe algo ali que torna as personagens um tanto cativantes. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conhecido atualmente por ser o filme de língua não-inglesa mais assistido da Netflix, <strong><em>Modo Avião</em></strong> está no catálogo do canal <em>streaming</em> desde o início de 2020. Estrelado por Larissa Manoela (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fala-serio-mae/"><em>Fala Sério, Mãe!</em></a>), a produção tem um resultado geral agradável, por assim dizer. Não é que o longa seja bom de fato, porém ele consegue algo fundamental para fazer com que o espectador se conecte com a obra: a emoção. Existe algo ali que torna as personagens um tanto cativantes. A principal questão é a conexão que a protagonista cria com as pessoas ao seu redor. Isso não permanece o tempo inteiro, somente está em pedaços específicos, mas que surte um efeito acolhedor.</p>
<p>Contudo, em um balanço final, o saldo sai negativo. A parte tocante é escassa demais para equilibrar o todo. A começar pelas atuações. Sabe aquela peça de teatro infantil mal feita que você pensa em se levantar para ir embora no meio? Então, as interpretações estão mais ou menos neste nível. Não há organicidade na forma de dizer os diálogos. As emoções são transformadas, sem que haja necessidade, mesmo com o possível esforço que os artistas tiveram de tentar colorir o texto, eles não pensaram nas motivações de seus papéis e a contracena é ainda mais complicada, porque todos deixam a sensação de estão atuando sozinhos. São tons distintos que se chocamo o tempo inteiro.</p>
<p>Alguns profissionais trabalham suas falas sozinhos em casa e se não houver alguma direção ou preparação bem feita, eles ficam engessados e o sentido das emoções se perdem, porque cada um está em uma sintonia. A única exceção disto é Katiuscia Canoro (<em>Tô Ryca!</em>) que, apesar de fazer uma vilã estereotipada, com diálogos clichês e ações previsíveis, ela consegue dar fluidez para as sequências nas quais está presente. Até a sua criação corporal imprime leveza, o que tira o peso da falta de habilidade de outras figuras do elenco.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12573" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/larissa-manoela-e-andre-frambach-em-modo-aviao-169059.jpg" alt="Modo Avião" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/larissa-manoela-e-andre-frambach-em-modo-aviao-169059.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/larissa-manoela-e-andre-frambach-em-modo-aviao-169059-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/larissa-manoela-e-andre-frambach-em-modo-aviao-169059-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O que torna tudo mais frágil, de fato, é o roteiro. Apesar de conseguir trazer momentos sensíveis, como o momento entre Ana (Larissa Manoela) e Germano (Erasmo Carlos), não há liga o suficientemente para que a tentativa de construir uma boa produção funcione. Os autores (Alice Name Bomtempo e Alberto Bremer) parecem ansiosos para colocar tudo no papel de uma vez e o resultado são os pulos dentro da narrativa. Isto acaba esvaziando o sentido do enredo. Um exemplo é o aborrecimento de Ana com família que, convenientemente, é deixado de lado para tornar mais rápido e fácil o desfecho da trama.</p>
<p>Contudo, a parte mais incômoda de <em><strong>Modo Avião</strong></em> é a montagem. Eduardo Hartung (<em>Os Parças 2</em>) parece ter esquecido a continuidade é necessária para o entendimento do espectador. Em uma dada cena, Ana chega na casa do avô, Germano, e o portão está trancado. Estranhamente, em um próximo plano, ela já está na porta da residência. Esta característica está presente durante toda a exibição e cria um distanciamento instantâneo quando ocorre.</p>
<p>No entanto, existem dois ponto positivos que podem ser evocados. A primeira está na direção de arte que, ainda que seja meio pasteurizada, traz as cores vibrantes, bem joviais,  complementando o tom que a produção deseja evidenciar que é a de uma comédia romântica meio adolescente. Outra questão que pode ser citada é o <em>ship</em> de Ana com João (André Luiz Frambach). A dupla tem química e a dinâmica entre eles é a parte mais crível deste contexto. No mais, o conteúdo geral pode ser divertido e uma sessão leve, para um domingo à tarde.</p>
<p><strong>Direção</strong>: César Rodrigues</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Larissa Manoela, Erasmo Carlos, Katiuscia Canoro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/aywJ39-0l9I" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Fala Sério, Mãe!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-fala-serio-mae/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Dec 2017 16:10:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Fala Sério Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Larissa Manoela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em plena semana entre Natal e Ano Novo, chega aos cinemas de todo o país o longa nacional Fala Sério, Mãe!, baseado no livro homônimo da escritora juvenil de sucesso Thalita Rebouças. O filme conta com a participação de Ingrid Guimarães e Larissa Manoela. Com uma premissa bem interessante, a película é mais atraente do que parece. O enredo fala da relação de mãe e filha, desde o nascimento da menina até o momento em que ela sai de casa. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em plena semana entre Natal e Ano Novo, chega aos cinemas de todo o país o longa nacional Fala Sério, Mãe!, baseado no livro homônimo da escritora juvenil de sucesso Thalita Rebouças. O filme conta com a participação de Ingrid Guimarães e Larissa Manoela. Com uma premissa bem interessante, a película é mais atraente do que parece.</p>
<p>O enredo fala da relação de mãe e filha, desde o nascimento da menina até o momento em que ela sai de casa. A narrativa vai construindo essa relação, focando muito nas inconstâncias da mãe, nas crises emocionais e nas dúvidas que surgem ao longo das diferentes fases de vida da filha.</p>
<p>Preciso deixar claro, antes de qualquer coisa, que tenho certa antipatia por Larissa Manoela. Tenho fobia dessas crianças que querem parecer adulto, e no caso dela, ela parece mais adulta do que qualquer coisa. Aliás, ela não convence como uma garota da idade dela, o que é preocupante. Mas independente desta antipatia gratuita (ou não), preciso ser honesta e dizer que ela é uma atriz com potencial. Apesar de um pouco forçada, mostra para o que veio e é humilde em cena.</p>
<p>A relação de Larissa com Ingrid não poderia ser melhor. As duas se dão muito bem em cena, convencem como mãe e filha e demonstram uma sintonia muito grande. É uma dupla que definitivamente funcionou. É muito legal ver, por exemplo, que o foco é em Ingrid. A história é contada da perspectiva da mãe e como ela lida com as mudanças constantes. Embora ela tenha 3 filhos, é a primogênita que coloca tudo à prova, testando sempre a mãe. Lá pela segunda metade do longa é que a menina assume o leme e continua contando a história.</p>
<p>A narrativa evolui muito bem, construindo as relações sem pressa, mas também sem enrolar. Os momentos de risada são sinceros e mesclados com emoção. O roteiro é bem cuidadoso com isso, deixando claro que o objetivo não é ser uma comédia escrachada, e sim uma adaptação fiel à um livro tão fofo. Os arcos narrativos são bem definidos e conectados entre si.</p>
<p>Para quem foi super descrente assistir ao filme, foi com alegria que recebi a surpresa de saber que o filme é realmente bom e bem dirigido. Acredito que será um sucesso, principalmente pela escolha acertada de protagonistas.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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