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	<title>Arquivos Lakeith Stanfield - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Dica do Dia: A Fotografia (Looke)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2020 16:06:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Fotografia é um romance com dupla faceta. Ao mesmo tempo que o longa dirigido e roteirizado por Stella Meghie (de Tudo e Todas as Coisas e de alguns episódios da série Insecure) procura se desvincular de todo o imaginário hollywoodiano acerca de relacionamentos amorosos, A Fotografia apresenta uma evidente raiz no melodrama e em todos os seus estratagemas narrativos. No entanto, é preciso que fique bem claro, essa mistura de chaves de comunicação aparentemente opostas no lugar de gerar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>A Fotografia</em></strong> é um romance com dupla faceta. Ao mesmo tempo que o longa dirigido e roteirizado por Stella Meghie (de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-e-todas-as-coisas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Tudo e Todas as Coisas</em></a> e de alguns episódios da série <em>Insecure</em>) procura se desvincular de todo o imaginário hollywoodiano acerca de relacionamentos amorosos, <em>A Fotografia</em> apresenta uma evidente raiz no melodrama e em todos os seus estratagemas narrativos. No entanto, é preciso que fique bem claro, essa mistura de chaves de comunicação aparentemente opostas no lugar de gerar conflitos para a trama traz viço para toda a história.</p>
<p><em><strong>A Fotografia</strong></em> acompanha o desenrolar do relacionamento entre um jornalista e a curadora de um museu. Eles se conhecem quando ele descobre com uma de suas fontes uma fotografia antiga da mãe dela. Na medida em que o sentimento deles evolui de uma paixão casual para algo mais sério, ela têm contato com alguns segredos do passado da sua mãe e começa a avaliar suas decisões e o peso que coisas como amor, trabalho e segurança têm na sua vida.</p>
<p><em><strong>A Fotografia</strong></em> é um filme que opera com clichês na medida em que se apoia nessa dinâmica entre passado e futuro com segredos de familiares da sua protagonista que são revelados ao longo da história, utilizando como suporte toda sorte de estratagemas já conhecidos de melodramas, o principal deles, as cartas deixadas como inventário de uma vida por personagens que já se foram. Isso ocorre na relação entre a personagem de Issa Rae e sua mãe. Conforme essa personagem lê as cartas escritas de próprio punho pela sua mãe, ela vai se deparando com questões pessoais e a partir disso o filme constrói um arco de evolução para essa mulher. Questões familiares mal resolvidas, segredos que apesar de suspeitos desde o princípio da história são descobertos por seus protagonistas, encontros e desencontros amorosos. Tudo isso é de praxe nesse tipo de história e <em>A Fotografia</em> não tem muita timidez na articulação desses elementos que aqui se convertem em um elegante &#8220;novelão&#8221;.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13098" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1088415.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Fotografia, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1088415.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1088415.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/1088415.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao mesmo tempo que flerta com o clichê, o longa de Meghie é extremamente original na maneira como conduz as relações amorosas na sua história, tanto aquela vivida pelos personagens de Issa Rae e Lakeith Stanfield, quanto aquela protagonizada pela mãe da protagonista, interpretada pela ótima Chanté Adams. Mesmo trazendo para a tela toda aquela aura romântica e até excessivamente cafona desse tipo de narrativa, a diretora e roteirista consegue trazer um pouco de &#8220;pés no chão&#8221; para todas essas tramas amorosas. Ao mesmo tempo em que transborda elas de sentimentos intensos, tudo é muito crível mantendo a aura calorosa típica do encantamento da paixão. Esse equilíbrio é mérito sobretudo do excelente elenco que Meghie conseguiu e da condução da diretora que consegue extrair de talentos como Issa Rae, Lakeith Stanfield, Chanté Adams e Y&#8217;lan Noel desempenhos que trabalham a favor dessa orientação.</p>
<p><strong><em>A Fotografia</em></strong> ainda tem o mérito de trazer para as telas um tipo de representação infelizmente ainda escassa para negros em Hollywood. Ainda é muito difícil ver atores negros protagonizarem romances, sobretudo nas esferas sociais retratadas pelo filme. Essa combinação de elementos bem sucedidos e acertos do ponto de vista da reparação histórica tornam o longa se não memorável, pelo menos um acerto em diversas vias.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Stella Meghie<br />
<strong>Elenco:</strong> Issa Rae, Lakeith Stanfield, Chanté Adams, Y&#8217;lan Noel, Kelvin Harrison Jr., Lil Rel Howery, Teyonah Parris, Jasmine Cephas Jones, Marsha Stephanie Blake</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BFQ6PskLc1I" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Entre Facas e Segredos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Dec 2019 13:24:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu quinto trabalho como diretor e roteirista, Rian Johnson (Star Wars: Os Últimos Jedi, de 2017) traz às telonas um suspense policial a la Agatha Christie. A morte do patriarca de uma família se desenrola numa atmosfera leve e cheia de graça. O paradoxo do cômico em meio ao trágico é uma das melhores sacadas do longa-metragem. Os entrelaces do mistério são tecidos em meio à dramática presença do detetive Benoit Blanc &#8211; interpretado por Daniel Craig. Essa versão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu quinto trabalho como diretor e roteirista, Rian Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-os-ultimos-jedi/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Star Wars: Os Últimos Jedi</em></a>, de 2017) traz às telonas um suspense policial a la Agatha Christie. A morte do patriarca de uma família se desenrola numa atmosfera leve e cheia de graça. O paradoxo do cômico em meio ao trágico é uma das melhores sacadas do longa-metragem. Os entrelaces do mistério são tecidos em meio à dramática presença do detetive Benoit Blanc &#8211; interpretado por Daniel Craig. Essa versão atrapalhada e canastrona do Hercule Poirot rendeu ao diretor as possibilidades que diferenciam esse filme de um suspense comum. Com sua mescla perfeitamente dosado entre comédia e suspense, <em><strong>Entre Facas e Segredos</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira (12).</p>
<p>O famoso escritor Harlan Thrombey (Christopher Plummer) completa 85 anos. Na manhã seguinte à festa de aniversário, o escritor é encontrado morto em seu escritório. Como em um de seus livros, a morte de Harlan está cheia de mistério e só pode ser resolvida com um olhar mais apurado. Para isso, o renomado detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) se une à investigação para desvendar o possível crime. Esse será, contudo, um caso difícil até mesmo para Blanc porque, diante dos funcionários misteriosos e da família problemática, todos têm motivos e todos são suspeitos.</p>
<p><em><strong>Knives Out</strong></em> (título original) funciona como uma espécie de tributo aos romances policiais que inspiraram sucessos cinematográficos das décadas de 1950 e 1960. A partir do uso de formatos padrões, como o estilo narrativo do <em>whodunit</em> &#8211; expressão designada para histórias desencadeadas por um assassinato e seguidas pela árdua investigação do mesmo -, o longa consegue beber dessas fontes sem perder sua originalidade. A partir da mescla entre o cômico e o suspense &#8211; assim como foi feito em <em>A Noite de Jogo</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-pequeno-favor/"><em>Um Pequeno Favor</em></a> (ambos de 2018) &#8211; Rian Johnson entrega ao público uma história inteligente e instigante. O espectador fica preso àquela trama do primeiro ao último minuto.</p>
<p>Outra sacada que faz <strong><em>Entre Facas e Segredos</em></strong> se sobressair é a utilização da ironia metalinguística presente na história. A ideia de ver um renomado escritor de romances policiais vivendo suas próprias histórias potencializa a trama. Durante todo o filme, o público é lembrado dessa ironia por meio da personagem de Noah Segan (<em>Looper: Assassinos do Futuro</em>, de 2012) que é um fã das histórias de Harlan Thrombey. A possibilidade de brincar com a narrativa dentro e fora dela é um fator que cativa a atenção do espectador. Dessa forma, a metalinguagem potencializa tanto a comicidade como a tensão do longa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12064" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Entre Facas e Segredos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A inovação não é um ponto forte no roteiro, mas a forma como Johnson brinca com os preceitos já estabelecidos faz toda a diferença. As personagens são versões problemáticas de uma família completamente disfuncional que sempre viveu às custas do pai. Não há nada de novo nisso, contudo, a maneira como as nuances de cada personagem são reveladas mostra ao público que existem camadas por trás dessas “pessoas conhecidas”. Ao mesmo tempo que a narrativa carrega essas personagens comuns, Daniel Craig <em>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/">007 Contra Spectre</a></em>, de 2017) e Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049</em></a>, de 2017) vivem figuras com características peculiares que, tanto ajudam no desenrolar da trama, como funcionam como outra saída cômica.</p>
<p>Tecnicamente, <strong><em>Knives Out</em></strong> é um filme correto. A direção é extremamente precisa e inteligente em suas escolhas. Os enquadrados, por exemplo, dinamizam as cenas e, consequentemente, a trama. Ao pensar no roteiro, os <em>plots</em> são um ponto-chave. A proposta escolhida por Johnson, apesar de não ortodoxa, é bem elaborada e se torna uma motivação a mais para o espectador se prender ao que acontece na tela. A fotografia e a direção de arte do filme também ajudam a compor a atmosfera lúdica e misteriosa da narrativa. As imagens que passam diante dos olhos do público não são apenas esteticamente belas, mas também estão carregadas de significados.</p>
<p>Com seus 130 minutos de duração, <em><strong>Entre Facas e Segredos</strong></em> é uma experiência prazerosa. O mistério é satisfatório e recheado de criativas saídas que não permitem que a narrativa caia nas mesmices do gênero. Com uma bilheteria que já ultrapassa mais de três vezes seu orçamento, o longa chega aos cinemas brasileiros para ganhar a atenção do público. Além do sucesso comercial, o filme também é bem visto pela crítica. Com o prêmio de “Melhor Elenco de Filme” no Satellite Awards, o longa foi, recentemente, indicado em três categorias do Globo de Ouro (“Melhor Ator em Comédia ou Musical”, “Melhor Atriz em Comédia ou Musical” e “Melhor Comédia ou Musical”).</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rian Johnson<br />
<strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Chris Evans, Ana de Armas, Noah Segan, Jamie Lee Curtis, Michael Shannon, Don Johnson, Toni Collette, Lakeith Stanfield, Christopher Plummer, Katherine Langford</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fEVEpTq0k2k" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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