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	<title>Arquivos Kristen Wiig - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kristen Wiig - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Pequena Grande Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2018 18:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Payne]]></category>
		<category><![CDATA[Christoph Waltz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Wiig]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Damon]]></category>
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		<category><![CDATA[Pequena Grande Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Pequena Grande Vida traz uma proposta de reflexão sobre as necessidades do ser humano e as mudanças que podem e devem ser feitas em prol de uma convivência mais harmoniosa com o meio ambiente e as pessoas ao nosso redor. No entanto, o resultado final não é lá essas coisas e deixa muito a desejar. Cientistas descobrem a possibilidade de reduzir o tamanho dos humanos, sem prejudicar sua saúde ou trazer efeitos colaterais. Com isso, vários problemas como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Pequena Grande Vida</em> traz uma proposta de reflexão sobre as necessidades do ser humano e as mudanças que podem e devem ser feitas em prol de uma convivência mais harmoniosa com o meio ambiente e as pessoas ao nosso redor. No entanto, o resultado final não é lá essas coisas e deixa muito a desejar.</p>
<p>Cientistas descobrem a possibilidade de reduzir o tamanho dos humanos, sem prejudicar sua saúde ou trazer efeitos colaterais. Com isso, vários problemas como a emissão de gases no ambiente, produção de lixo e dinheiro são solucionados, já que as dimensões dão conta de tudo isso. Passam alguns anos e nosso protagonista opta pela redução, para resolver sua vida sempre meeira e sem graça, onde ele batalha para sobreviver entre dívidas.</p>
<p>A ideia leva um pouco de inspiração no filme <em>A Vida Secreta de Walter Mitty</em>, pelo menos ao meu ver. Existe uma busca pelo conhecimento interno, mudanças de personalidade, auto-aceitação. Tudo isso em uma viagem transformadora do protagonista, que foi largado pela mulher que desistiu da diminuição de tamanho depois que ele já tinha passado pelo processo irreversível.</p>
<p>A proposta é boa, porém não é executada da melhor forma. Existem muitos pontos que não são explanados direito e o protagonista é pouco carismático, dando ao espectador um pouco de dificuldade em criar empatia. Apesar de um elenco interessante, composto por atores como Matt Damon, Christoph Waltz e Kristen Wiig, temos a sensação de que eles são subaproveitados e sofrem com um roteiro fraco.</p>
<p>Para compensar esta falha narrativa, o roteiro fica muito emotivo e forçado em diversos momentos, fugindo à proposta original apresentada no trailer e na primeira parte do filme. Se essa mudança fosse feita para algo maior e melhor, seria excelente. Mas não é, efetivamente, o que acontece. Vemos personagens perdidos, histórias sem nexo e uma temática bem pouco atrativa. Fica tudo meio decepcionante. Uma pena!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/JA43Nd0kcVU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Festa da Salsicha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2016 21:16:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Evan Goldberg]]></category>
		<category><![CDATA[Festa da Salsicha]]></category>
		<category><![CDATA[Jonah Hill]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Wiig]]></category>
		<category><![CDATA[Seth Rogen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pense no cenário atual. O setor de alimentos industrializados crescendo assustadoramente a cada ano no mesmo compasso do aumento dos índices de obesidade. Ao mesmo tempo, a gastronomia anda em alta com reality shows e a proliferação de cursos no ramo, que angariam cada vez mais futuros chefs, pessoas que até ontem tinham a culinária apenas como hobby. Nessa mesma sociedade, através de mídias sociais como o Instagram ou o Facebook, gourmetiza-se tudo, um simples hamburguer vira um similar visualmente sofisticado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Pense no cenário atual. O setor de alimentos industrializados crescendo assustadoramente a cada ano no mesmo compasso do aumento dos índices de obesidade. Ao mesmo tempo, a gastronomia anda em alta com <i>reality shows </i>e a proliferação de cursos no ramo, que angariam cada vez mais futuros chefs, pessoas que até ontem tinham a culinária apenas como <i>hobby.</i> Nessa mesma sociedade, através de mídias sociais como o Instagram ou o Facebook, <i>gourmetiza</i>-se tudo, um simples hamburguer vira um similar visualmente sofisticado da alta gastronomia, tem-se prazer (muito prazer) com essas imagens dessa cultura <em>junk food</em>. É esse contexto que inspira a criação das personagens e do universo da animação adulta <i>Festa da Salsicha</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Entre embutidos e frutas, <i>Festa da Salsicha </i>leva o termo <i>food porn</i> às últimas consequências com um filme de conteúdo ácido e &#8220;politicamente incorreto&#8221;, dando um novo sentido ao termo &#8220;orgia gastronômica&#8221;, algo bastante popularizado hoje em dia, por sinal. Pela via da irreverência, a comédia é genial em sua crítica à sociedade e sua incessante busca por válvulas de escape para aliviar as angustias e incertezas terrenas. Assim, os alimentos da animação cultivam uma veneração irrefreada pelo Deus humano, que imaginam levar todos para uma espécie de paraíso, quando na verdade o que ocorre é um verdadeiro extermínio durante as refeições.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No filme, os alimentos de um grande supermercado sonham em sair da prateleira das suas seções por pensarem que distantes dali terão uma vida melhor. Cultivando uma adoração pelos humanos, eles mal sabem que da porta para fora serão devorados sem a menor piedade por aqueles que consideram divinos (e como os deuses podem ser cruéis!). Nesse cenário, uma salsicha e uma baguete conseguem acidentalmente escapar das suas respectivas embalagens e unem forças com outros alimentos para revelarem aos demais a verdade por trás da passagem dos humanos pelo supermercado. Assim promete ter início uma grande rebelião das comidas contra os seus algozes, os homens e as mulheres que, famintos, lotam seus carrinhos de compras.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Roteirizado pela trupe de Seth Rogen (<i>Vizinhos 2</i>), <i>Festa da Salsicha </i>é uma criação do próprio ator, que dubla o protagonista Frank, Jonah Hill (<i>O Lobo de Wall Street</i>), que dá voz a salsichinha Carl, e Evan Goldberg, diretor de <i>A Entrevista </i>e <i>É o Fim</i>. A ideia era fazer uma comédia animada voltada para adultos repleta de piadas de cunho explicitamente sexual com alimentos típicos da indústria do <i>fast food </i>como protagonistas<i>, </i>realizando provocações, através das linhas do seu roteiro, à sociedade em suas mais diversas frentes, mas, sobretudo, na sua relação com a fé (por uma religião, ideologia etc.) e como isso interfere na expressão individual dos sujeitos que fazem parte desse coletivo. No filme, em particular, interessa entender como isso é articulado com a sexualidade, mas podemos associar essa repressão e a posterior libertação de crenças a outras dimensões das nossas vidas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6771" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/salsicha.jpg" alt="salsicha" width="610" height="348" /></p>
<p>No território entre o sagrado e o profano que destinamos aos nossos lanches (reforçando, temos prazer orgástico e consideramos sacros nossos momentos com eles), <i>Festa da Salsicha </i>tem um olhar anárquico para uma sociedade que deposita sua fé em toda sorte de crença. A leitura central que podemos ter do filme versa em torno da sua crítica ao fanatismo religioso e quão libertador pode ser se desvencilhar dele a depender das circunstâncias, basta percebermos como as personagens, principalmente as femininas, são sexualmente reprimidas no início do longa por seu temor às regras do Deus humano e, ao final do filme, todos são libertados disso a partir de uma revelação. Nesse momento, salsichas, baguetes e tacos se entregam aos seus prazeres carnais e&#8230; Bem, é melhor assistirem para ver o que ocorre.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Pelo ponto de vista narrativo, o filme aparenta ter seus percalços, mas <i>Festa da Salsicha </i>não tem como forte a construção de arcos complexos e &#8220;redondinhos&#8221; para os seus personagens já que o que pretende mesmo é levar sua sátira aos extremos das associações. Nesse sentido, prevalecem o <em>non sense </em> e os referenciais. Prova disso são três momentos geniais do longa: a cena em que Frank e Brenda saem das suas embalagens e são abandonados no mercado, uma sequência que nos faz lembrar filmes de guerra como <i>O Resgate do Soldado Ryan</i>, com direito a farinha de trigo fazendo as vezes de fumaça e dando um efeito acinzentado na fotografia; a revolta dos alimentos contra os humanos no mercado, que nos remete às cenas de grandes batalhas épicas em produções como <i>O Senhor dos Anéis </i>ou <i>Game of Thrones; </i>a &#8220;confraternização&#8221; final entre as comidas, que me fez lembrar do famigerado <i>Calígula</i>, polêmica co-produção da Penthouse com Malcolm McDowell e Helen Mirren no elenco.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É uma pena que comédias, sobretudo comédias com um teor tão corrosivo quanto esta, não tenham o mesmo <i>status </i>de outros gêneros cinematográficos, o que promete relegar a <i>Festa da Salsicha </i>apenas as notas de rodapé do ano de 2016. Mesmo que venha na embalagem de um grande besteirol tipicamente americano, o filme possui chaves de leitura complexas, o que evidencia a sofisticação do seu roteiro. Claro que uma sofisticação que vem pela via daquilo que beira o vulgar. E se a gente pensar que estamos falando de um universo no qual a fé estabelece um regime de proibições e tais interdições estão relacionadas com a sexualidade das personagens, nada mais natural do que um filme que apele o tempo inteiro para piadas em torno do sexo. Em um ambiente de castrações, o que está mais presente nas conversas e nas relações dos sujeitos é justamente aquilo que se proíbe. Assim, a hiper sexualização das personagens e de toda a história é bastante coerente e está à serviço das pretensões críticas dos seus realizadores.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p> O longa de animação é uma curiosa realização de Seth Rogen e cia., que parecem não esgotar a capacidade de nos surpreender a cada instante com algumas das mais interessantes pérolas do absurdo que um produto do seu nicho pode proporcionar. Da associação do inanimado com situações do mundo real (imaginem, por exemplo, o que eles conseguem fazer com um chiclete e até mesmo com fezes!) ao seu olhar ácido para o que tem levado pelo cabresto a sociedade contemporânea, uma crença em qualquer coisa que nos castra, <i>Festa da Salsicha </i>é um filme que berra, muitas vezes grosseira e graficamente, a sua genialidade.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wRkw7BxKBFo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Caça-Fantasmas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2016 19:25:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Caça-Fantasmas]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Hemsworth]]></category>
		<category><![CDATA[Kate McKinnon]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Wiig]]></category>
		<category><![CDATA[Lesley Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Melissa McCarthy]]></category>
		<category><![CDATA[Os Caça-Fantasmas]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Feig]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cercado por ceticismo, aversão às protagonistas femininas e apego exagerado ao material original, a jornada de Caça-Fantasmas até o seu lançamento nos cinemas não foi nada fácil. A versão de 2016 para a franquia que virou fenômeno pop na década de 1980 e 1990 teve um dos trailers mais repudiados do ano, gerando comentários misóginos e mais de 500 mil unlikes em sua versão disponibilizada no YouTube. Para a felicidade de muitos, Caça-Fantasmas conta com um diretor como Paul Feig (de comédias imperdíveis como Missão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cercado por ceticismo, aversão às protagonistas femininas e apego exagerado ao material original, a jornada de <i>Caça-Fantasmas </i>até o seu lançamento nos cinemas não foi nada fácil. A versão de 2016 para a franquia que virou fenômeno pop na década de 1980 e 1990 teve um dos trailers mais repudiados do ano, gerando comentários misóginos e mais de 500 mil <i>unlikes </i>em sua versão disponibilizada no YouTube. Para a felicidade de muitos, <i>Caça-Fantasmas</i> conta com um diretor como Paul Feig (de comédias imperdíveis como <i>Missão Madrinha de Casamento </i>e <i>A Espiã que sabia de menos</i>) no comando, conseguindo dar a melhor resposta que a onda de desaprovação precoce e, em sua maioria, injustificada, poderia receber através de um filme que não só é um dos longas mais  divertidos desta temporada modorrenta de <i>blockbusters</i> como, em muitos momentos, consegue ser mais forte que o original, se o espectador não tiver tanto vínculo afetivo assim com os filmes da década de 1980.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Caça-Fantasmas, </i>Kristen Wiig interpreta Erin Gilbert, uma professora da Universidade de Columbia que começa a vislumbrar uma posição melhor como acadêmica, mas tem como obstáculo a popularidade de um livro sobre fantasmas que escreveu anos atrás junto com a sua melhor amiga, Abby Yates, personagem de Melissa McCarthy. Para dar seguimento aos seus planos de carreira, Erin tenta convencer Abby a retirar o livro de circulação, mas descobre que a amiga está utilizando o retorno financeiro que obtém com a republicação da obra para reativar um antigo sonho das duas. Junto com Jillian Holtzmann, de Kate McKinnon, e Patty Tolan, interpretada por Leslie Jones, Erin e Abby descobrem que podem enfim comprovar a existência de fantasmas entre nós e que salvar o mundo e a cidade dos perigos que eles representam pode ser a grande missão das suas vida.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Os Caça-Fantasmas</i> de 1984 e sua continuação de 1989 foram produtos marcantes para uma geração, com uma série de elementos da franquia original fazendo parte da cultura pop (o tema musical de Ray Parker Jr, a logomarca do grupo, o fantasma Geleia, o homem de marshmallow) e sua conversão em uma série de subprodutos como games e uma série de desenho animado. O grande mérito desta nova investida, portanto, foi conseguir se desvencilhar, ainda que timidamente, de todo este forte legado e criar um terreno próprio para o estabelecimento de uma nova franquia. <i>Caça-Fantasmas</i> de Paul Feig é um longa com méritos que são só seus e do seu carismático e interessante novo elenco.</p>
<p>Antes de adentrarmos no novo longa da franquia, precisamos fazer um parênteses. Mesmo que tenha respeito por todo o legado deixado por Ivan Reitman e seus dois filmes, a franquia <i>Caça-Fantasmas </i>nunca foi algo pelo qual tive muito afeto e isso é uma perspectiva pessoal sobre a obra. Os filmes protagonizados por Bill Murray e cia estiveram presentes na minha vida através das suas reprises na televisão e seus inúmeros ícones, mas não foi algo particularmente marcante. Sei que muitos que também viveram suas respectivas infâncias nos anos de 1980 e início dos anos de 1990 não irão compartilhar a mesma percepção, mas preciso deixar claro isso antes de defender um juízo sobre este longa que me conquistou em definitivo. Muito mais do que os seus antecessores até.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6427" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/ghostbusters-pics-chris-hemsworth-pic.jpg" alt="ghostbusters-pics-chris-hemsworth-pic" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme de Paul Feig é um título que não esquece as suas origens, lotando a sua projeção com diversas dinâmicas, momentos, elementos e personagens que nos remetem aos filmes de Ivan Reitman, até atores dos originais como Bill Murray, Dan Aykroyd e Sigourney Weaver poderão ser vistos ao longo do filme interpretando outros personagens e podem ficar tranquilos que isso não fere em nada o legado do <i>Caça-Fantasmas </i>original. Por um lado, o filme de 2016 acerta ao ter consciência de que é um produto derivado, com todos os seus prós e contras inerentes. Esta consciência, por vezes, até prejudica o filme pois está claro que ele não precisa da nostalgia como muleta de segurança para caminhar sozinho. O trabalho de Feig e seus atores tem recursos próprios e sabe se divertir com a história que tem em mãos sem precisar voltar muito ao passado, com a exceção de um ou outro elemento inevitável, como é o caso da música tema de Ray Parker Jr..</p>
<p>Paul Feig consegue captar o tom do &#8220;filme pipoca&#8221; com uma certa autonomia, algo cada vez mais em falta na temporada de <i>blockbusters</i>, tomada por títulos que ou se levam muito à sério ou são completamente genéricos e vivem exclusivamente dos seus referenciais do passado e de suas versões em outras mídias. O realizador de <i>Caça-Fantasmas</i> faz uma comédia de ação que é divertida do início ao fim. Há um equilíbrio interessante entre as sequências de ação e comédia que garantem a simpatia do longa com o público e tudo é guiado com maestria por um elenco que possui muita química quando está junto, seja no campo de batalha contra as almas penadas, seja quando protagoniza cenas cotidianas na sede do grupo localizada agora em um restaurante chinês (uma pena que lá pelas tantas eles joguem fora esta bem-vinda mudança de ares para retornar ao QG do corpo de bombeiros em reverência ao original). Assim, parte do êxito do realizador vem do seu elenco, que consegue cativar o público com muita facilidade. Tanto o quarteto de caça-fantasmas com longa trajetória no humor formado por Melissa McCarthy e pelas expoentes do show de TV <i>Saturday Night Live</i> Kristen Wiig (que já tinha trabalhado com Feig e Melissa em <i>Missão Madrinha de Casamento</i>), Kate McKinnon e Leslie Jones, quanto o assistente bobalhão vivido Chris Hemsworth (uma escalação certeira da equipe) se esbaldam em um filme que honra o puro e despretensioso entretenimento.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Caça-Fantasmas </i>pode até ter a sua queda de fôlego no início do terceiro ato e perder um pouco do seu ritmo de ação, mas <i>Os Caça-Fantasmas </i>de 1984 também tinha os mesmos problemas, e quando você se depara com um filme que te oferece tanto senso de diversão até mesmo em seus créditos finais (não saiam da sala sem vê-lo), releva-se a mais humana das derrapadas. O que fica como registro não são os eventuais tropeços, comuns a maioria dos filmes, com raríssimas exceções, diga-se de passagem, mas a química entre o elenco e o êxito de Paul Feig em entregar uma comédia repleta de <i>timing</i> e que não apela para recursos fáceis (e de mau gosto) como a escatologia, o preconceito etc. No universo próprio que <i>Caça-Fantasmas </i>consegue criar, ainda que vez ou outra se intimide com a sombra do original, o longa ainda é auto-referencial e faz piada com o próprio episódio da onda de <i>haters </i>que seguiu a divulgação do trailer no YouTube. O episódio revela o humor e do senso de diversão que o filme consegue imprimir durante toda a sua projeção, mas também que o que de fato ficará de toda esta história é a ótima impressão que o longa em si deixa no público.  Como sempre, o que fica é um filme cujo ótimo resultado fala por si só.</p>
<p><strong>Assista ao trailer: </strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/embR_e7WvEg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Zoolander 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2016 12:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Stiller]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Theroux]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Wiig]]></category>
		<category><![CDATA[Owen Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>
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		<category><![CDATA[Zoolander 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Quando Zoolander chegou aos cinemas em 2001, a criação do ator, diretor e roteirista Ben Stiller nessa sátira do universo da moda chamou a atenção não apenas pela maneira como mostrava o seu tema, mas também pela interessante figura que o ator havia entregue ao mundo, o super-modelo Derek Zoolander, um homem capaz de literalmente paralisar qualquer coisa com um único olhar, o &#8220;Blue Steel&#8221;. Levou quase quinze anos para que Stiller retornasse ao universo de Zoolander na continuação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4713" aria-describedby="caption-attachment-4713" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4713 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/zoolander-620x349.jpg" alt="zoolander" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4713" class="wp-caption-text">Fazendo graça: Penélope Cruz junta-se a Ben Stiller na continuação de Zoolander como uma agente especial e modelo de moda praia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando <i>Zoolander </i>chegou aos cinemas em 2001, a criação do ator, diretor e roteirista Ben Stiller nessa sátira do universo da moda chamou a atenção não apenas pela maneira como mostrava o seu tema, mas também pela interessante figura que o ator havia entregue ao mundo, o super-modelo Derek Zoolander, um homem capaz de literalmente paralisar qualquer coisa com um único olhar, o &#8220;Blue Steel&#8221;. Levou quase quinze anos para que Stiller retornasse ao universo de Zoolander na continuação <i>Zoolander 2 </i>e as coisas parecem ter saído diferente do que o ator havia vivenciado no filme original. O longa sofreu alguns problemas nas bilheterias norte-americanas em sua estreia, enfrentando a dura concorrência de <i>Deadpool, </i>um dos filmes de maior arrecadação desse primeiro semestre, e as críticas a comédia não foram nada elogiosas. Em parte, a diferença da repercussão entre <i>Zoolander 2 </i>e o primeiro longa protagonizado pelo personagem se justifica, a continuação é mesmo inferior a comédia de 2001, mas não chega a ser completamente ruim como andam alardeando.</p>
<figure id="attachment_4714" aria-describedby="caption-attachment-4714" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4714 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/29edcaee3d65ad3a3c9ba61e1d68607a-620x349.jpg" alt="29edcaee3d65ad3a3c9ba61e1d68607a" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4714" class="wp-caption-text">Tipos impagáveis: Will Ferrell retorna como o interessante vilão Mugatu e Kristen Wiig rouba a cena em uma irreconhecível aparências graças ao trabalho de maquiagem do longa.</figcaption></figure>
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<p>Em <i>Zoolander 2</i>, Ben Stiller retorna ao personagem para contar como ele se encontra depois dos eventos do longa anterior. Aqui acompanhamos Zoolander e seu antigo rival das passarelas Hansel enfrentando as consequências do tempo no mundo da moda. Humilhados em um desfile e enfrentando sucessivos problemas pessoais, ambos somem dos holofotes e vivem bem longe da fama. Tudo muda quando um grupo de celebridades começa a ser assassinado por um misterioso <i>serial killer </i>e eles são recrutados por uma modelo de editoriais de roupas de praia para descobrir o que está por trás dos crimes.</p>
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<p>A continuação ainda aposta na sátira ao mundo da moda em suas excentricidades e &#8220;calcanhares de Aquiles&#8221; e o trio Ben Stiller, Owen Wilson e Will Ferrell continuam valendo por suas interessantes criações para esse universo. Existe, porém, uma evidente perda de fôlego na construção dessa sátira, sobretudo quando temos como comparativo o uso que o primeiro filme fez sobre temas sérios que rondam o mundo dos super-modelos e das grifes de alta costura, como a utilização de mão de obra escrava pela indústria da moda em países com problemas políticos e sociais e a superficialidade das celebridades <i>fashionistas</i>. Dessa vez, tudo parece muito diluído em uma trama que mergulha sem concessões no absurdo, algo que o próprio longa faz questão de salientar quando o personagem de Will Ferrell, o vilão Mugatu, ironiza uma certa lenda antiga sobre o &#8220;modelo original&#8221; que mobiliza toda a trama do filme.</p>
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<figure id="attachment_4715" aria-describedby="caption-attachment-4715" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4715 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/720x405-MCDZOOL_EC019_H-620x349.jpg" alt="720x405-MCDZOOL_EC019_H" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4715" class="wp-caption-text">Mudança de tom: Sátira cede espaço ao humor dos absurdos.</figcaption></figure>
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<p>Além das participações especiais de estilistas, personalidades conhecidas das passarelas e alguns atores em evidência ou que andam fora de circulação na indústria (sim, Billy Zane está de volta como Billy Zane!), <i>Zoolander 2 </i>tem no seu elenco a adição de Penélope Cruz, como a modelo de biquinis e agente especial Valentina, e Kristen Wiig, irreconhecível através de uma interessante composição e um curioso trabalho de maquiagem na sua versão hilária de Donatella Versacce, a sinistra Alexania Atoz. É de Wiig alguns dos melhores momentos do filme, sem dúvida.</p>
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<p>Perdendo um pouco da sagacidade e inteligência que o primeiro filme apresentava como uma sátira ao mundo <i>fashion</i>, <i>Zoolander 2 </i>se redime pela consciência que tem dos absurdos da sua própria história. Evidente que é um filme menor que o longa de 2001, mas a continuação protagonizada, dirigida e co-roteirizada por Ben Stiller acerta ao entender isso e não ter vergonha de acolher e fazer humor com as suas próprias limitações. Retornos são sempre complicados, ainda mais depois de tantos anos passados desde que a primeira obra fora lançada nos cinemas, mas <i>Zoolander 2 </i>tem alguns ótimos momentos e mantém as características dos seus personagens centrais, porém com uma abordagem levemente diferenciada. Entendendo isso, é relaxar e se divertir com o desfile de tipos concebidos por Ben Stiller e seu grupo de talentosos atores.</p>
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<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zoolander-2/">Crítica: Zoolander 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Perdido em Marte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2015 11:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Chiwetel Ejiofor]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ridley Scott é um diretor de ficções científicas. Não é por acaso que dois dos filmes mais celebrados da carreira do realizador  são Alien &#8211; O 8º Passageiro e Blade Runner e que na sua filmografia recente um dos pontos altos tenha sido seu retorno ao gênero com Prometheus. Existe algo no formato que parece inspirar o realizador e trazer uma faceta bem diferente do Scott burocrático e aborrecido de Robin Hood, Cruzada ou Falcão Negro em Perigo. Perdido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3706" aria-describedby="caption-attachment-3706" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3706 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian-620x310.jpg" alt="Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3706" class="wp-caption-text">Sobrevivente: Protagonista é dado como morto em Marte e tem que sobreviver no planeta vermelho</figcaption></figure>
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<p>Ridley Scott é um diretor de ficções científicas. Não é por acaso que dois dos filmes mais celebrados da carreira do realizador  são <i>Alien &#8211; O 8º Passageiro </i>e <i>Blade Runner </i>e que na sua filmografia recente um dos pontos altos tenha sido seu retorno ao gênero com <i>Prometheus. </i>Existe algo no formato que parece inspirar o realizador e trazer uma faceta bem diferente do Scott burocrático e aborrecido de <i>Robin Hood</i>, <i>Cruzada </i>ou <i>Falcão Negro em Perigo</i>. <i>Perdido em Marte </i>é prova viva disso. Dá para sentir em cada sequência do longa um realizador pulsante, envolvido com sua histórias e seus personagens e comprometido a fazer do seu filme uma experiência marcante para o espectador. Dá para perceber cada fibra de Ridley Scott em <i>Perdido em Marte</i> e talvez seja por isso que este seja um dos melhores longas da filmografia recente do realizador.</p>
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<p>Em <i>Perdido em Marte</i>, Matt Damon vive um astronauta que é dado como morto por seus companheiros de missão em Marte. Todos acreditam que Mark Watney (Damon) não conseguiu sobreviver a uma tempestade no planeta vermelho. Watney, no entanto, está vivo e em busca de uma maneira de sobreviver e retornar ao planeta Terra. Com suprimentos escassos, o astronauta tenta estabelecer contato com a Nasa antes que seja impossível manter-se de pé no planeta.</p>
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<figure id="attachment_3705" aria-describedby="caption-attachment-3705" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3705 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/1499188_orig-620x362.jpg" alt="1E2FE3AD" width="620" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-3705" class="wp-caption-text">Coadjuvantes de peso: Damon divide cena com um elenco de primeira. Na foto, o ator, Jessica Chastain, Sebastian Stan, Kate Mara e Aksel Hennie</figcaption></figure>
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<p>Em linhas gerais, <i>Perdido em Marte</i> é um filme de sobrevivência estabelecendo paralelos com produções como <i>Gravidade </i>e <i>Alien &#8211; O 8º Passageiro, </i>do próprio Ridley Scott. Portanto, <i>Perdido em Marte </i>explora o temor hipotético de estar sozinho no espaço e todo o empreendimento heróico para tentar sair de uma situação aparentemente incontornável. A grande diferença é que <i>Perdido em Marte </i>apresenta uma faceta improvável do Ridley Scott, o humor. O longa consegue fugir das &#8220;obviedades&#8221; de um tipo de narrativa ao explorar o riso até mesmo nas situações de risco iminente, sem perder o fio da meada e compreender que a situação na qual o seu protagonista se encontra é angustiante. É genial, por exemplo, a maneira como Scott explora a trilha sonora em determinadas sequências do filme, trazendo canções  icônicas de artistas como o ABBA e até mesmo o clássico &#8220;I will survive&#8221;.</p>
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<p>Assim, através de um Ridley Scott que oferece uma condução equilibrada e interessada no material que tem em mãos (bem diferente do Scott de filmes anteriores que somente &#8220;batia o cartão&#8221; nos sets de filmagem), <i>Perdido em Marte </i>proporciona ao público um espetáculo com múltiplas gamas de emoções, Emoções estas que também são proporcionadas é claro, pela inteligente e carismática performance de Matt Damon. É claro que apesar do <i>star power </i>de Damon outros atores disputam as atenções do espectador como a sempre impecável Jessica Chastain, o experiente Jeff Daniels, o recém indicado ao Oscar Chiwetel Ejiofor e até mesmo uma Kristen Wiig mais séria que o costume, mas o filme é do seu protagonista e ele segura as rédeas da história como poucos.</p>
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<figure id="attachment_3707" aria-describedby="caption-attachment-3707" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/martian.png"><img decoding="async" class="wp-image-3707 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/martian-620x306.png" alt="martian" width="620" height="306" /></a><figcaption id="caption-attachment-3707" class="wp-caption-text">Humor: Filme de Ridley Scott cresce ao inserir um elemento improvável em um trabalho com a assinatura do realizador, o bom humor</figcaption></figure>
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<p>Visualmente interessante e tecnicamente irretocável, <i>Perdido em Marte </i>traz um Ridley Scott interessado no seu ofício ou, se preferir, inspirado. O filme parece um apanhado de recursos e tramas já vistas em outros longas, mas encontra nos esforços e na experiência do seu realizador uma maneira vibrante de cativar o interesse da sua platéia. Trata-se de uma prova cabal de que Ridley Scott deveria evitar dramas existencialistas sobre o mundo do crime (<i>O Conselheiro do Crime</i>) e até mesmo épicos que em nada lembram a exceção do acaso <i>Gladiador</i>. Ridley Scott não deveria nunca mais sair do espaço. O público agradece.</p>
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