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	<title>Arquivos KiKi Layne - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos KiKi Layne - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Não Se Preocupe, Querida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 00:27:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não Se Preocupe, Querida é o mais novo filme da diretora Olivia Wilde, que fez a sua estreia na direção no ótimo Fora de Série e fazia uma grande promessa com esse aqui. O filme, de fato, é ótimo e bem interessante, embora falte originalidade em alguns aspectos. Ainda assim, a forma como foi dirigido, as escolhas de câmera e, principalmente, as atuações, fazem com que o seu resultado seja ainda melhor do que uma simples cópia de outras obras. Na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Não Se Preocupe, Querida</em></strong> é o mais novo filme da diretora Olivia Wilde, que fez a sua estreia na direção no ótimo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a> e fazia uma grande promessa com esse aqui. O filme, de fato, é ótimo e bem interessante, embora falte originalidade em alguns aspectos. Ainda assim, a forma como foi dirigido, as escolhas de câmera e, principalmente, as atuações, fazem com que o seu resultado seja ainda melhor do que uma simples cópia de outras obras.</p>
<p>Na década de 1950, uma pequena cidade no deserto americano prospera por conta de uma fábrica que fica nos arredores, onde todos os homens trabalham, enquanto suas mulheres ficando cuidando da casa e dos filhos. Alice (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>) e Jack (Harry Styles, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>) são jovens e apaixonados, vivendo o tempo inteiro em um romance ardente e invejável. O bairro acaba sendo impactado quando uma vizinha começa a surtar e falar coisas sem sentido, deixando o marido envergonhado e com risco de perder o emprego. Embora Alice seja amiga dela, acaba não dando o devido suporte e ignorando os episódios. Até que ela presencia um surto físico da amiga.</p>
<p>Logo de cara o filme me pegou em uma cena onde toda as esposas colocam as marmitas de seus maridos, dão beijos e vão levar até o carro. Tudo ao mesmo tempo e muito sincronizado. Aliás, a sincronia é um ponto cuidadoso da direção de Wilde, que é minuciosa em cada cena. Ali eu saquei que o enredo teria relação com o machismo e a necessidade de superioridade que os homens exercem sobre as mulheres. E assim o foi, mas vamos deixar de lado os spoilers.</p>
<p>Embora Alice esteja acostumada com aquela rotina e ame o marido profundamente, tem sempre um incômodo que a perturba. É como se ela nunca estivesse 100% à vontade, constantemente com uma discreta pulga atrás da orelha. Depois que o longa nos apresenta aquele cenário, rapidamente seguimos para o caminhar da história. A protagonista avista um episódio estranho e acaba transgredindo a regra de ultrapassar o limite da cidade. A partir daí, coisas bizarras começam a acontecer.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15891" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2.jpg" alt="Não Se Preocupe Querida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/fylxnegwqaanom2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A semelhança com <em>Mulheres Perfeitas</em> é absurda, se apresentando momento a momento. Isso seria um problema real se <strong><em>Não Se Preocupe, Querida</em></strong> não fosse além em outros quesitos. Sinto que aqui a história é menos caricata e passeia mais por um thriller psicológico, como se bebesse um pouco da fonte de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a>, tendo, inclusive, algumas cenas semelhantes e até uma sonoplastia que lembra um pouco.</p>
<p>As atuações, definitivamente, são um ponto alto aqui. Mesmo que fora das telas houvessem discussões entre atores e até com a diretora, em cena, tudo fluiu tão bem quanto poderia, numa unicidade grandiosa. Chris Pine (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>) no papel do ambicioso e inescrupuloso chefe da cidade onde moram, a própria Olivia no papel de uma vizinha chamativa que bebe sempre e quer festa o tempo todo. Pugh, no entanto, é quem rouba todos os holofotes e com todos os direitos. Ela consegue transitar com tamanha facilidade em todos os traços de personalidade que a protagonista apresenta, deixando o espectador hipnotizado a cada momento.</p>
<p>Tudo isso casado com a excelente direção de Wilde, que faz escolhas sábias de jogos de câmeras, focos, combinações de cenas e detalhes que vão muito além do que percebemos. É o tipo de filme que vale uma segunda vista, justamente para nos darmos conta de todas as arestas que vão sendo lapidadas por ela. Ao som, ainda, de uma ótima trilha sonora, que varia de acordo com a emoção e angústia de Alice.</p>
<p>Não há como se alongar muito sem cair no erro de dar vários spoilers. É possível informar, sem prejuízo, que <strong><em>Não Se Preocupe, Querida</em></strong> é um longa que angustia, que instiga e que entretém. Ele vale muito do hype que existia desde que sua produção foi anunciada. O problema para mim, no entanto, que o leva a não ser reconhecido como um filme de tanta excelência é a falta de originalidade em vários quesitos do roteiro. Como falei, as semelhanças dos dois filmes (especialmente o primeiro) citados anteriormente são imensas e constantes, o que nos leva a várias frustrações. Ainda assim, é um filme que entrega muito bem!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Harry Styles, Chris Pine, Olivia Wilde, KiKi Layne, Gemma Chan, Nick Kroll, Sydney Chandler</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lTkaEjZSQEA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: The Old Guard (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2020 19:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem múltiplos tipos de obras audiovisuais. Algumas são impecáveis esteticamente e cumprem sua função de forma plena. Outras, por mais que tentem imprimir qualidade técnica, falham por não funcionarem na tela de certa maneira, como em uma falta de estabelecimento de tensão em um suspense ou ter o tempo certo em uma comédia. Ainda existem aqueles que, por mais equívocos que possuam aqui e ali, divertem, elencam quesitos positivos e, mesmo que não sejam brilhantes, acabam entregando um resultado aceitável. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Existem múltiplos tipos de obras audiovisuais. Algumas são impecáveis esteticamente e cumprem sua função de forma plena. Outras, por mais que tentem imprimir qualidade técnica, falham por não funcionarem na tela de certa maneira, como em uma falta de estabelecimento de tensão em um suspense ou ter o tempo certo em uma comédia. Ainda existem aqueles que, por mais equívocos que possuam aqui e ali, divertem, elencam quesitos positivos e, mesmo que não sejam brilhantes, acabam entregando um resultado aceitável. Este último caso é o de <strong><em>The Old Guard</em></strong>, nova produção da Netflix, estrelada por Charlize Theron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casal-improvavel/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Casal Improvável</em></a>).</p>
<p>Começando pelo o que há de melhor no filme, é possível destacar fortemente o desenvolvimento das personagens, principalmente como isto cria um elo de conexão do espectador com a obra. A forma como a vida pregressa das personagens é contada de maneira orgânica e pontual. Depois, traços de suas personalidades apareçam em momentos de conflitos e batalhas é um ganho aqui. O público acaba conseguindo alcançar uma sensação de proximidade com aquelas personas ficcionais e suas escolhas também fazem mais sentido por isso. Como foram muitos séculos de existência, as suas trajetórias ganham força, seja em frases que parecem soltas em cenas espaçadas ou em situações nas quais tudo cessa para que se possa mergulhar no passado. Isto faz com que, ao final da projeção, um senso forte de empatia seja atingido.</p>
<p>Outro fator que chama a atenção é a mescla equilibrada entre enquadramentos com a câmera parada e os que utilizam amplamente diversos movimentos, fomentando as sequências de ação e criando um clima mais intimistas nos instantes de conversa. Como se é sabido, é crucial neste tipo de gênero os respiros bem feitos, daqueles não façam com que o fôlego se perca. Dessa maneira, a diretora Gina Prince-Bythewood (<em>A Vida Secreta das Abelhas</em>) sabe quando priorizar o foco dos momentos introspectivos e das revelações sobre outras épocas, deixando que estas partes sejam realmente dos atores. Já nas batalhas e brigas, panorâmicas, <em>tilts</em>, <em>trackings</em> etc aparecem bastante. Esta dinâmica, inclusive, é acentuada pela iluminação, pelo figurino e o cenário, que têm uma sobriedade maior, com cores mais neutras e/ou lisas, direcionando sempre o olhar para o que está sendo mostrado.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13020" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1244995.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="The Old Guard" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1244995.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1244995.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1244995.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, o roteiro desenvolve bons <em>backgrounds</em> das personagens, mas falta um tanto de vontade em não subestimar o público na construção das relações. Além de uma narração de Theron &#8211; que se perde no meio da exibição &#8211; os diálogos são, muitas vezes, expositivos. Eles explicam e reexplicam elementos que já foram compreendidos ou que poderiam ficar subentendidos. Outro incomodo da narrativa é a quantidade de <em>plots</em> em um único longa. O desespero em colocar premissas que deixem ganchos para uma continuação faz com que o rumo daquele episódio fique um tanto turvo.</p>
<p>O que é extremamente estranho já que quem assina o roteiro é Greg Rucka, criador da HQ que inspirou a adaptação de <strong><em>The Old Guard</em></strong>.  Há muita informação e, até a conclusão do conflito principal, fica uma suspensão estabelecida, porque existem dois caminhos claros que poderiam ser seguidos. E eles ficam se espremendo constantemente, procurando um espaço para ocorrerem com tranquilidade. Esta sede por inserir muitas subtramas diminui o impacto do que está sendo contado, porém, o seu resultado final é uma sessão divertida e empolgante.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Gina Prince-Bythewood </p>
<p><strong>Elenco</strong>: Charlize Theron, Charlize Theron, Harry Melling, Kiki Layne, Chiwetel Ejiofor, Veronica Ngo, Matthias Schoenaerts</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/x4_EAlRLY_E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/">Crítica: The Old Guard (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Se a Rua Beale Falasse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 19:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Jenkins]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a Rua Beale Falasse chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, com três indicações ao Oscar 2019 &#8211; Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King) e Melhor Trilha Sonora Original. Com um resultado cuidadoso e profundo de questões sociais e emocionais, logo o espectador sente falta da indicação merecida de Melhor Filme. O longa, baseado no romance de James Baldwin, conta a história de Tish, uma jovem negra que descobre que está grávida do namorado que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Se a Rua Beale Falasse</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, com três indicações ao Oscar 2019 &#8211; Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King) e Melhor Trilha Sonora Original. Com um resultado cuidadoso e profundo de questões sociais e emocionais, logo o espectador sente falta da indicação merecida de Melhor Filme.</p>
<p>O longa, baseado no romance de James Baldwin, conta a história de Tish, uma jovem negra que descobre que está grávida do namorado que acabou de ser preso. Junto com a sua família e a dele, ela luta para provar a inocência do rapaz, que foi incriminado injustamente.</p>
<p><em><strong>Se a Rua Beale Falasse</strong></em> é, antes de qualquer coisa, uma história de amor. Amor não apenas aquele romântico entre um casal &#8211; embora tenhamos muito disso &#8211; mas amor nas relações, sejam elas de amizade ou de família. Toda essa percepção traz uma conotação muito mais suave na pesada temática de racismo que é inserida pela trama.</p>
<p>O diretor Barry Jenkins foi o responsável por <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>, que em 2017 foi indicado a diversos prêmios e ganhou três estatuetas no Oscar &#8211; Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali). Trazendo mais uma vez a temática do racismo para suas produções, Jenkins consegue apresentar um trabalho ainda superior ao seu antecessor.</p>
<p>Se em <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em> o espectador já conseguia se envolver com a história e com os personagens, em <strong><em>Se a Rua Beale Falasse</em></strong> é como se você fizesse parte da trama. A capacidade notável de cada cena em passar a emoção que está sendo vivenciada, a angústia, o amor, o desespero, traz o espectador ainda mais para perto da narrativa.</p>
<p>Com um excelente roteiro como plano de fundo, a junção com a fotografia e figurino torna a experiência muito mais palpável. Somos apresentados ao estilo da época de maneira contundente, o que ajuda a definir a personalidade dos personagens, muito além de suas posições sociais. O filme faz questão de mostrar que aquele discurso de preconceito de que &#8220;a pessoa estava mal vestida&#8221; não tem espaço nesta discussão, que é muito mais profunda e acertada.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2548696.jpg" alt="Se a Rua Beale Falasse" width="610" height="348" /></p>
<p>Para coroar essa combinação visual, temos uma das melhores trilhas sonoras dentre os indicados ao Oscar deste ano. O jazz que surge em muitos momentos marca não apenas as fases dos personagens, como suas emoções. O espectador vai sendo guiado de maneira muito sincera e sem exageros por todas as sensações que são experienciadas pelos personagens. E este fator é determinante no envolvimento que citei anteriormente.</p>
<p>Jenkins brinca com a câmera completamente ao seu favor. Embora alguns atores não tenham tanto tempo em tela para mostrar seu trabalho, o diretor faz um uso tão acertado dos enquadramentos que temos presentes como a atuação de Regina King. Ela surge em pouco tempo de trama, mas o suficiente para lhe render a indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Fica, inclusive, um gosto de quero mais que infelizmente não foi suprido.</p>
<p>Dos protagonistas KiKi Layne e Stephan James, presenciamos uma química indiscutível. Os dois conseguem criar exatamente a dinâmica necessária para criar a empatia do público, que sente a dor e o amor que flui entra ambos. O elenco coadjuvante também não deixa por menos, com destaque para a irmã vivida por Teyonah Parris e Colman Domingo, no papel do pai. Os dois também sofrem do problema de pouco tempo em tela.</p>
<p>A escolha de trazer como foco na trama o drama pessoal e a questão social envolvida foi mais que acertada. Não é pertinente, naquele contexto, entender os rumos policiais da história. O espectador quer entender o que aquilo pode repercutir naquela família e naquele casal.</p>
<p>Em <strong><em>Se a Rua Beale Falasse</em></strong>, Jenkins nos apresenta um trabalho ainda mais lapidado e envolvente que <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>. A crítica social envolta na poesia de um romance e sua ótima trilha sonora faz o espectador se envolver emocionalmente com os personagens, tanto quanto o faz refletir sobre o racismo nos tempos atuais.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/t6Bt-QLPJa0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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