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	<title>Arquivos Keanu Reeves - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Keanu Reeves - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Pontos Altos e Baixo de John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 15:11:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A saga de John Wick (Keanu Reeves) chega ao seu quarto capítulo com John Wick 4: Baba Yaga, trazendo um desfecho para uma trajetória sanguinolenta de um protagonista que se tornou icônico. Como tudo começou? Com um cachorro assassinado e um homem em luta, com sede de vingança. Todavia, a partir deste ato inicial de revanche por seu pet, uma grande bola de neve que foi se criando ao redor de John, que já não tinha mais lugar para onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A saga de John Wick (Keanu Reeves) chega ao seu quarto capítulo com<em> <strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/">John Wick 4: Baba Yag</a>a</strong></em>, trazendo um desfecho para uma trajetória sanguinolenta de um protagonista que se tornou icônico. Como tudo começou? Com um cachorro assassinado e um homem em luta, com sede de vingança. Todavia, a partir deste ato inicial de revanche por seu pet, uma grande bola de neve que foi se criando ao redor de John, que já não tinha mais lugar para onde ir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um colapso total e sendo perseguido globalmente, não havia saída alguma para John a não ser tentar encerrar de vez estas lutas intermináveis. Para tal intento, ele se envolve em&#8230;er&#8230;mais lutas! Entre absurdos de explosões, combates e o corpo de um homem quase indestrutível, o novo longa-metragem da franquia tenta impactar, mas não consegue manter a qualidade dos filmes anteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a produção garante bons momentos e elementos positivos dentro deste universo inconsequente de <em>John Wick</em>. A questão da verossimilhança já foi abandonada há muito tempo pela obra. Por isso, o espectador não pode aguardar encontrar alguma lógica sensata durante a sessão. A dinâmica aqui é muito singular, uma dinâmica “Wickiana”, que convoca um Keanu Reeves quase semi-deus, algo que o ator já é acostumado em fazer, inclusive. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, é neste jogo de acertos e erros que o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> traz uma lista com os pontos altos e baixos de <strong><em>John Wick 4: Baba Yaga</em></strong>. </span></p>
<p><strong>Confira!</strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16561" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Pontos Altos</strong></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção das sequências de ação:</strong> A maior parte da duração do quarto capítulo de <em>John Wick</em> contém sequências extensas de lutas. Este fator poderia criar uma atmosfera enfadonha e repetitiva, mas é na direção de Chad Stahelsk (</span><i><span style="font-weight: 400;">De Volta ao Jogo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e na edição de Nathan Orloff que esta junção de cenas se torna uma experiência divertida. Através da mise-en-scène, dos cortes e planos bem elaborados, é possível acompanhar detalhes dos embates, que mesclam tensão e comicidade. Em termos de decupagem, um momento de destaque é a batalha no hotel de Shimazu (Hiroyuki Sanada), principalmente no embate de John e Caine (Donnie Yen). Entre luzes, tiros e corpos arremessados, a suspensão é progressiva, mas ainda dá tempo de realizar um desenvolvimento das duas personagens, mostrando a dinâmica da relação dos dois amigos que, agora, precisam tentar matar um ao outro.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>A relação entre mitificação e desmistificação do protagonista:</strong> John Wick é quase um semideus nesta franquia. Entre tiros, quedas de 220 degraus e muita porrada, há um estabelecimento de Wick como uma figura de herói (ou anti-herói), com direito até a um terno, que parece realmente um traje de super-herói. Neste quarto capítulo, o que acontece com o corpo de John é sobre-humano, como na sequência do Arco do Triunfo, na qual ele é atropelado por diversos carros ou quando ele cai do terceiro andar, em cima de uma van. Ao mesmo tempo, existe uma consciência da mortalidade da personagem e os riscos que assumidos por ele. A forma como a sobrevivência de John Wick não é garantida é um dos pontos altos da produção porque, caso este elemento não existisse, não seria possível construir tensão alguma e os espectadores teriam certeza de que Wick é indestrutível. Criar este paralelo, ainda que através de um protagonista implacável, é uma missão dura, mas bem realizada neste quarto filme.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>A utilização da geografia das cidades:</strong> A forma como o roteiro faz uma conexão entre a trajetória física e os conflitos vivenciados por John Wick é eficaz e amarrada. Existem diversos filmes de ação que inserem localidades múltiplas &#8211; como <em>Alerta Vermelho</em> ou <em>Eternos</em>, ambos de 2021. Todavia, a sensação que estas obras passam é de que a ida para vários países acontece apenas para impressionar, com grandes planos de estabelecimento e quadros de pontos turísticos. Em <em>John Wick 4</em> é bem verdade que isto acontece &#8211; inclusive, alguns <em>establishing shots</em> são exaustivos. No entanto, ao mesmo tempo que existe este desejo de aumentar a potência de grandiosidade da produção, aqui isto é feito também à serviço da narrativa. A maneira como Paris é explorada, por exemplo, fomenta a tensão com a trama, porque Wick precisa sair da Torre Eiffel e chegar na Sacré-Coeur vivo, fazendo com que cada espaço do caminho seja utilizado com eficácia. E tudo isso dentro da própria lógica cotidiana da cidade &#8211; mesmo que seja na parte turística da cidade. Então, por exemplo, o caos dos carros no Arco do Triunfo entra na ação e na pancadaria de Wick ou os 220 degraus para chegar até a Sacré-Coeur também. </span></li>
</ol>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16560" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Pontos Baixos</strong></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>A presença mais escassa de Wick:</em></strong> Por algum motivo, o longa demora para trazer mais cenas de luta com John. Provavelmente, a maior parte da plateia sentará na sala de cinema para ver Keanu Reeves imbatível e quase imortal, na pele de John Wick. Todavia, o filme gasta tempo demais mostrando brigas sem Wick ou em relacionamentos que não vão fazer muita diferença para a trama no geral. Um exemplo é a relação de John com Shimazu e sua filha Akira (Rina Sawayama), que é abandonada no primeiro ato e gradativamente esquecida. Contudo, mesmo não sendo essencial para o enredo, o espectador acompanha, por uma duração considerável da sessão, sequências de luta de Shimazu e Akira  com outras pessoas. Incluindo, uma grande tensão que se estabelece entre Akira e Caine. Quando Wick inicia, de fato, os seus trabalhos, a obra já está em seu segundo ato. Desta maneira, já que o objetivo aqui é acompanhar pancadaria e tiros por quase 3 horas seguidas, que fossem todas elas com o tão amado Baba Yaga e não o contrário!</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>O trabalho de corpo dos atores:</strong> Apesar da produção contar com atores experientes, principalmente no que se referem aos filmes de ação (Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Donnie Yen etc), alguns coadjuvantes e membros do elenco de apoio trazem uma composição exagerada, que foge da organicidade. Por esta razão, em diversas sequências de luta, principalmente as que ocorrem na primeira parte do longa, contam com intérpretes que parecem bonecos de um videogame &#8211; sabe quando alguém está montando um avatar para usar durante o jogo e esse avatar se move de uma maneira muito específica, enquanto as opções são trocadas? Com isso, estes corpos com movimentações artificiais acabam por interferir na fruição da obra como um todo, porque, ainda que esta seja uma produção completamente cheia de absurdos, existe o pacto com o espectador. Assim, é compreensível que Keanu Reeves vai ser arremessado de milhares de degraus e sobreviver, mas ele vai fazer isso com a corporeidade esperada. O maior equívoco de alguns artistas do longa é querer mostrar que estão performando uma luta. Quando um ator quer mostrar algo, ele irá alcançar um resultado totalmente reverso. Uma boa comparação para perceber a diferença desta construção física é entre Rina Sawayama e o próprio Reeves. O manuseio de Keanu das armas, como ele corre e usa o tônus do corpo à favor da personagem é orgâncio e crível dentro daquele contexto. Já Rina faz justamente o oposto.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Aproveitamento do plot e da personagem central:</strong> Entre sacadas de pistolas, socos e atropelamentos, falta para o roteiro olhar para o John Wick verdadeiramente. Ainda que esta seja uma produção voltada para a pancadaria, quase toda a construção da personalidade de Wick é deixada de lado. Ele é um homem cheio de contradições, desequilíbrios morais e impulsos. Mas, neste quarto capítulo são poucos os momentos em que o espectador se conecta com ele ou sabe quais são seus pensamentos e sentimentos. De uma maneira geral, John acaba se tornando um coadjuvante de sua própria história, uma figura principal e cheia de carisma, que é escanteada. E está é a razão principal para que <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> desta franquia chegue tão morno e sem a qualidade dos anteriores.</li>
</ol>
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		<title>Crítica: John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 22:01:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>John Wick 4: Baba Yaga finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser. Desde o terceiro episódio (John Wick 3: Parabellum), lançado em 2019, que a qualidade não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser.</p>
<p>Desde o terceiro episódio (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3: Parabellum</em></a>), lançado em 2019, que a qualidade não é mais a mesma. Perderam completamente o propósito de ser apenas um assassino sofrido e cansado, querendo viver o luto de sua esposa. Quando começa a colocar estrangeiros de diferentes países querendo matar o mesmo cara, pode ter certeza que largaram a mão dos roteiristas.</p>
<p>No entanto, trata-se não apenas de John Wick (que eu adoro), como de Keanu Reeves (<em>Com Quem Será?</em>), um dos atores mais queridos dos cinemas, que particularmente sou fã há muito anos. Então, claro que estaria na maior expectativa, na primeira fila. Que pena que a recíproca não foi verdadeira. Definitivamente deveriam ter parado lá atrás, no segundo filme.</p>
<p>Em <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em>, o protagonista foge do High Table, depois de ter infringido suas regras, tornando ele um dos itens mais caros das listas de contratação dos assassinos, já que sua cabeça está valendo milhões. Enquanto ele resolve como agir diante disso, o famoso hotel Continental é fechado por ordem de um superior e explodido, deixando Winston (<em>Hellboy</em>) completamente desolado. O crime, claro, foi ter ajudado John Wick.</p>
<p>Quando os chefões da organização criminosa finalmente decidem exterminar Wick, colocando um preço altíssimo por sua cabeça, John precisa se unir aos amigos para conseguir garantir a sua saída desta vida e finalmente poder viver a sua reclusão. Mas é óbvio que isso não será simples.</p>
<p>O problema deste filme é que ele perdeu completamente o respeito por qualquer nível de veracidade nas informações. E entenda: eu adoro filme mentiroso. Mas tudo depende da forma como é feito e o limite que é dado. O roteiro aqui simplesmente coloca John como imortal, infligindo quedas bizarras em que ele bate a cabeça, enverga a coluna e sai andando. Ou quando ele é atropelado mais de 5 vezes na sequência, do corpo dar cambalhota, e ele também sai andando. Então, assim: faltou um limite absurdo neste sentido, o que acaba pesando para o espectador.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16555" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro detalhe é que eles encheram o filme de lutas completamente sem sentido que não acrescentam em nada à trama. Para poupar Keanu, eles deram essa função para outros personagens. Mas, sinceramente, ninguém assiste a esse filme para ver outras pessoas lutando. O nosso objetivo ali é ver Wick matando 50 cabeças em uma única sequência. Quando isso começa a acontecer de fato, já é lá pra metade do filme e o espectador está um pouco cansado.</p>
<p>Ah, e as lutas, especialmente as iniciais, não foram das mais bem coreografadas. Temos umas tomadas de cenas em que claramente o figurante espera para receber um murro. Essa qualidade de filme e elenco não deveria combinar com esse tipo de atuação.</p>
<p>Mas enfim chegamos na parte em que Wick tem o seu momento e ele brilha! A sequência da luta final &#8211; que dura um bom tempo &#8211; é eletrizante, nos deixando na ponta da cadeira. É bem feita, divertida, cheia de violência (entendam que é para isso que o filme se propõe), momentos rápidos de comédia com Keanu 100% sério e uma finalização assertiva. Tomada de câmera, escolha de cenário, elenco. Tudo bem alinhado com o que de fato é o personagem.</p>
<p>A sensação que temos é que foi um filme com dois diretores e dois roteiristas, enquanto o primeiro que nos enfia goela abaixo uns personagens aleatórios e brigas mal feitas, enquanto o segundo é um grande conhecedor do protagonista.</p>
<p>Ah, um detalhe importante é que o vilão aqui é interpretado por ninguém menos que Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a><em>),</em> o nosso querido palhaço It, o Pennywise. Definitivamente uma boa escolha da antagonista, já que o ator, calado e sem esboçar qualquer reação, já é super expressivo e com cara de psicopata. Então, casou perfeitamente com a situação.</p>
<p>Sendo assim, <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong> </em>é aquele tipo de filme que frustra os espectadores por um bom tempo, mas que finaliza de uma maneira correta, nos fazendo ter a falsa sensação de que o longa é melhor do que ele é, de fato. E precisamos aqui implorar uma coisa importante: parem de fazer filmes de ação com quase 3h de duração! Quase nenhum roteiro do gênero tem conseguido sustentar esse tempo e só faz cansar o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chad Stahelski</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Donnie Yen, Bill Skarsgård, Laurence Fishburne, Hiroyuki Sanada, Shamier Anderson, Lance Reddick, Rina Sawayama, Ian McShane</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ijo1NPtwq3g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Toy Story 4</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jun 2019 17:39:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o desfecho de Toy Story 3, ficou claro que a franquia dos brinquedos da Pixar não precisava de mais um capítulo. O filme de Lee Ulkrich de 2010 encerrava de maneira satisfatória a jornada dos seus personagens com a cena na qual Andy, partindo para a faculdade, deixava sua coleção de bonecos aos cuidados da pequena Bonnie. Acontece que Toy Story 4 foi feito pela Pixar, ele existe, e o estúdio conseguiu realizar mais uma história que mescla de maneira orgânica aventura, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Com o desfecho de <i>Toy Story 3</i>, ficou claro que a franquia dos brinquedos da Pixar não precisava de mais um capítulo. O filme de Lee Ulkrich de 2010 encerrava de maneira satisfatória a jornada dos seus personagens com a cena na qual Andy, partindo para a faculdade, deixava sua coleção de bonecos aos cuidados da pequena Bonnie. Acontece que <i><b>Toy Story 4</b> </i>foi feito pela Pixar, ele existe, e o estúdio conseguiu realizar mais uma história que mescla de maneira orgânica aventura, humor e momentos emocionantes com seu grupo de personagens de carisma comprovado.</p>
<p>O quarto longa é centrado numa história sobre Woody, que acaba não se tornando o brinquedo preferido de Bonnie como poderíamos imaginar. Ainda assim, o cowboy é extremamente fiel a sua dona e faz de tudo para vê-la feliz, principalmente agora que ela começou sua jornada no Jardim de Infância e acaba se apegando a Garfinho, um boneco que cria a partir de sucatas no seu próprio colégio. Quando encontra Betty, brinquedo preferido da irmã de Andy, ao acaso, Woody passa a questionar se está de fato entregando para os outros àquilo que de melhor tem a dar e passa a considerar deixar Bonnie.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10786" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O quarto capítulo da franquia acaba sendo um filme que reflete sobre os efeitos de bem estar e autoestima gerados a partir do exercício da sua própria vocação, no caso de Woody, claramente, servir às pessoas. <i><strong>Toy Story 4</strong> </i>lança as questões: para o que você é feito? A partir disso, você está sendo de fato aproveitado no máximo do seu potencial pelo mundo? É interessante notar como os realizadores do filme encontraram um propósito para sua história que tornou o quarto longa tão urgente quanto os demais, ainda que evidentemente acessório.</p>
<p>Dosando momentos de puro entretenimento que exploram o carisma comprovado de antigos personagens e apresenta em igual potência a simpatia e complexidade dos seus novatos (como Garfinho, o Coelho e o Pato, Gabi), <strong><i>Toy Story 4 </i></strong>é um filme delicioso de se assistir e presenteia o público com momentos de grande sensibilidade que fazem justiça à tradição Pixar (um deles pela boneca Gabi do antiquario e outro pelo próprio Woody). Não vou nem afirmar que um quinto filme é desnecessário porque o legado de <i>Toy Story </i>está mais do que dado com esse conjunto de obras porque é bem possível que o estúdio faça mais um título com o sucesso desse e seja tão bom quanto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Josh Cooley<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Hanks, Tim Allen, Annie Potts, Tony Hale, Keegan Michael Key, Madeleine McGraw, Jordan Peele, Keanu Reeves, Christina Hendricks, Ally Maki</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/76CslX-q5C4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial: Melhores Filmes de Keanu Reeves</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2019 21:13:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Keanu Reeves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta semana, estreia John Wick 3: Parabellum. Estrelado por Keanu Reeves (Advogado do Diabo), o longa encerra a trilogia de ação, que começou em 2014. Dando continuidade às aventuras e loucuras da franquia, agora o protagonista tem pouco tempo para organizar sua fuga, pois ele será banido da comunidade do crime. Assim, qualquer assassino que desejar poderá matar Wick e ainda receberá um recompensa milionária por isso. O ponto alto do longa continua sendo a personalidade da personagem principal e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana, estreia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>John Wick 3: Parabellum</em></strong></a>. Estrelado por Keanu Reeves <em>(Advogado do Diabo</em>), o longa encerra a trilogia de ação, que começou em 2014. Dando continuidade às aventuras e loucuras da franquia, agora o protagonista tem pouco tempo para organizar sua fuga, pois ele será banido da comunidade do crime. Assim, qualquer assassino que desejar poderá matar Wick e ainda receberá um recompensa milionária por isso.</p>
<p>O ponto alto do longa continua sendo a personalidade da personagem principal e suas lutas surreais. Em dado momento, ele até usa um cavalo com escudo e arma, mas sem machucar o bicho, claro. O carisma de Reeves, ainda que ele seja, majoritariamente, um ator de “uma cara só”, é notável durante a projeção. Seu ar misterioso, <em>badass</em> e sereno ao mesmo tempo, são sua marca registrada durante sua carreira. Pensando nisso, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> elencou os melhores filmes do ator! Confira!</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10535" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cena-filme-a-casa-do-lago-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cena-filme-a-casa-do-lago.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cena-filme-a-casa-do-lago-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cena-filme-a-casa-do-lago-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>5 – A Casa do Lago (2006):</strong></p>
<p><em>Remake</em> do filme <em>Il Mare</em>, da Coréia, a produção foi o retorno da parceria de Sandra Bullock (<em>Miss Simpatia</em>) com Keanu Reeves. O romance narra a história de duas pessoas que se comunicam por cartas durante um longo tempo e acabam se apaixonando. O detalhe é que ele está em 2004 e ela em 2006. A temporalidade desconexa é a parte mágica da narrativa. Apesar da crítica ter sido dividida na sua época de estreia, o longa possui muitas qualidades, como um roteiro bem amarrado e escolhas de luz de contribuem para a atmosfera da projeção. Neste trabalho, Keanu apresenta uma tranquilidade maior para estar em cena. Talvez, porque estivesse um tanto mais velho, ele conseguisse controlar mais as tensões que demonstrava anteriormente. Uma das sensações, além do rosto com menos expressividade, que Reeves passa é de que está tenso enquanto atua. Contudo, nesta obra, ele parece mais seguro e confiante. Um detalhe que pode ter mudado seu comportamento também é estar ao lado de Bullock, atriz que já havia contracenado em 1994, em <em>Velocidade Máxima</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10534" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/dvd-ligacoes-perigosas-1988-glenn-close-john-malkovich-D_NQ_NP_735294-MLB26137686714_102017-F-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/dvd-ligacoes-perigosas-1988-glenn-close-john-malkovich-D_NQ_NP_735294-MLB26137686714_102017-F.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/dvd-ligacoes-perigosas-1988-glenn-close-john-malkovich-D_NQ_NP_735294-MLB26137686714_102017-F-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/dvd-ligacoes-perigosas-1988-glenn-close-john-malkovich-D_NQ_NP_735294-MLB26137686714_102017-F-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>4 – Ligações Perigosas (1988):</strong></p>
<p>Dirigido por Stephen Frears (<em>A Rainha</em>) e vencedor de três Oscars, o filme é uma adaptação da obra homônima francesa de Chordelo de Laclos. Lançado no século 16, o livro mostra um ambiente cheio de traições, trapaças e armações. O foco do enredo é a ambição e maldade da Marquesa de Merteuil (Glenn Close). Neste mundo, a personagem de Keanu Reeves, Cavaleiro Danceny, é mais um ingênuo enganado. Seu rosto, naquela época, era bastante angelical, o que passava, sem grandes esforços de atuação, uma expressão doce e de quem se ilude facilmente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10533" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/201959-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/201959.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/201959-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/201959-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>3 – De Volta ao Jogo (2014):</strong></p>
<p>Esta é a história onde tudo começou para o John Wick. Depois de ter perdido recentemente a sua esposa, o cachorrinho da casa foi tudo que restou. Porém, bandidos entram na sua residência e matam o cão. O que eles não sabiam é que Wick era um matador profissional aposentado. Este é o melhor papel da carreira de Reeves, porque o ator consegue imprimir as emoções necessárias para a personagem, utilizado as ferramentas de atuação que ele possui e indo além disso. Keanu não é muito conhecido pela sua expressividade facial ou por trazer “colorido” ao texto. No entanto, nesta projeção as emoções fluem na tela. Seus olhares focados e seu corpo cambaleante pela dor dos ferimentos de combate dão a carga dramática que ele precisa.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10532" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/d719bdeb788f413d786b8b9c1cee766d-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/d719bdeb788f413d786b8b9c1cee766d.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/d719bdeb788f413d786b8b9c1cee766d-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/d719bdeb788f413d786b8b9c1cee766d-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>2 – Drácula de Bram Stoker (1992):</strong></p>
<p>Dirigido por Francis Ford Coppola (<em>O Poderoso Chefão</em>), o filme é uma adaptação da obra homônima de Bram Stoker. Dentro do gênero de terror, a obra vai além de sua própria premissa e não só assusta por possuir uma figura que provoca medo como protagonista, mas por inserir uma atmosfera de tensão durante as duas horas de projeção. Aqui, Reeves é o mocinho ingênuo, Johnathan. No papel, ele consegue até trazer certa empatia e nuances de tolice jovial na sua personagem. O longa venceu três Oscar, em 1993.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10531" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/neo-matrix-keanu-reeves-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/neo-matrix-keanu-reeves.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/neo-matrix-keanu-reeves-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/neo-matrix-keanu-reeves-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></strong><br />
<strong>1 – Matrix (1999):</strong></p>
<p>Criado pelas irmãs Wachowski (<em>Sense 8</em>), o filme conta com um mundo distópico, comandado pelas máquinas, no qual existe um grande salvador: Neo (Reeves). Vencedor de quatro Oscar, o longa é considerado uma grande revolução no cinema, pois trouxe efeitos técnicos inovadores, como o <em>Bullet Time,</em> por exemplo. Além disso, a produção conta com um discurso profundo e imbuído de teorias filosóficas de grandes pensadores. O projeto ganhou duas sequências, <em>Matrix Reloaded</em> (2003) e <em>Matrix Revolutions</em> (2003), além de um <em>spin-off</em>, <em>Animatrix</em> (2003) e dois games <em>Matrix Online</em> e <em>Enter the Matrix</em>. Todo um universo transmidiático bem elaborado foi criado e a fama da franquia perdura até hoje. Reeves como o “Escolhido” não trouxe nenhum elemento diferente de suas costumeiras performances, mas seu estilo de atuação cabe para o papel. A atmosfera meio seca da trilogia, juntamente com o status de confuso que o protagonista possui, ajuda o ator a não passar vergonha.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10530" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/8SLiRQwIwkYnd5bkP66ncyqVFjT-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/8SLiRQwIwkYnd5bkP66ncyqVFjT.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/8SLiRQwIwkYnd5bkP66ncyqVFjT-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/8SLiRQwIwkYnd5bkP66ncyqVFjT-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Bônus “É ruim, mas é bom” &#8211; <em>Doce Novembro</em> (2001):</strong></p>
<p>Cheio de clichês do gênero e com saídas fáceis, a comédia romântica não pode ser chamada de ruim, de fato. Este fator se dá pelo carisma de Keanu Reeves e Charlize Theron (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>) e a química da dupla em cena. Embalados pela canção “Only Time”, de Enya, o casal passa por momentos de alegria fugaz e de tristeza profunda. O que parece ser bem bobinho em Sarah, personagem da Theron, vai se revelando profundo. Já Reeves, novamente, se vale de sua inexpressividade expressiva. A necessidade de sua personagem ser um empresário frio que vai se tornando um romântico bobinho, acaba casado com as possibilidades faciais que o ator apresenta. O longa entra na lista por uma questão de afeto e porque é uma daquelas produções que vale ver numa tarde chuvosa!</p>
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		<title>Crítica: John Wick 3 &#8211; Parabellum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2019 00:14:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Keanu Reeves (Matrix) retorna às telonas no papel de John Wick, na franquia de ação que faz sucesso e tem características próprias. Em John Wick 3 &#8211; Parabellum, o protagonista que dá nome ao longa está sendo perseguido depois de ter infringido as regras da Alta Cúpula e matado uma pessoa dentro das imediações do hotel em Nova York. Agora sua cabeça vale ouro e ele vai precisar de todos os seus artifícios e conhecidos para conseguir salvar sua pele. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Keanu Reeves (<em>Matrix</em>) retorna às telonas no papel de John Wick, na franquia de ação que faz sucesso e tem características próprias. Em<em><strong> John Wick 3 &#8211; Parabellum</strong></em>, o protagonista que dá nome ao longa está sendo perseguido depois de ter infringido as regras da Alta Cúpula e matado uma pessoa dentro das imediações do hotel em Nova York. Agora sua cabeça vale ouro e ele vai precisar de todos os seus artifícios e conhecidos para conseguir salvar sua pele.</p>
<p><em>John Wick</em> é o tipo de filme que, desde o início da franquia, prima muito pela cenas de violência e lutas bem orquestradas. E este continua sendo o ponto alto da trama. São sequências maravilhosas de luta, em que Wick mostra todos os anos de treinamento como matador profissional e articula a queda do inimigo sem rosto. Afinal, todos querem matá-lo e conseguir embolsar alguns milhões.</p>
<p>Keanu retorna neste papel que mostra muito de seu retorno triunfal às telonas, depois de períodos de hiato e más escolhas. Há algum tempo não se via um filme de ação novo tão bom e um personagem tão envolvente. A sua causa é o que mais chama a atenção do espectador. Ele efetivamente faz de tudo para proteger os que ama, seja sua esposa ou seu cachorro.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10524" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isso funciona como uma deixa para o senso de humor do filme, que não é exagerado, acertando na dosagem. Rimos muito mais do desespero das pessoas, do que da cara delas. E isso é que faz o filme manter o padrão de qualidade.</p>
<p>Outros personagens fortes são acrescentados no roteiro, como é o caso de Halle Berry <em>(A Última Ceia</em>). Ela faz parte de um outro núcleo da Alta Cúpula, mas tem uma promissória com John. Então precisa quebrar as regras para cumprir com sua dívida e ajudar o antigo amigo. A pena é que sua participação é mais breve do que deveria. Seria muito melhor aumentar o seu tempo em cena e diminuir o da vilã Juíza, que é pura canastrice.</p>
<p>O que peca em <em><strong>John Wick 3 &#8211; Parabellum</strong> </em>é que ele não acaba. Pensávamos que este seria o fim da trilogia de Wick e sua saga por tentar retornar à uma vida comum. Mas o fim em aberto deixa espaço claro para um novo longa e isso frusta. Este já é o mais fraco dos três filmes e o espectador se questiona se ainda existe fôlego para dar continuidade em outras produções.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chad Stahelski<br />
<strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Asia Kate Dillon, Ian McShane, Halle Berry, Anjelica Huston, Mark Dacascos, Laurence Fishburne, Jason Mantzoukas, Lance Reddick</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/qEtFvQG4gh0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cópias &#8211; De Volta à Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2019 21:20:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Keanu Reeves conseguiu seguir como nome relevante em Hollywood mesmo depois de um certo escanteio dos grandes estúdios. Depois do sucesso inesperado da franquia John Wick, apresentando-o para toda uma nova geração de espectadores e mantendo seu público cativo dos tempos de Matrix e Velocidade Máxima, o astro venceu a ingrata barreira do tempo e segue como um dos principais nomes do cinema de ação. Assim, é de se estranhar que Reeves tenha aceitado participar de um longa tão barato [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Keanu Reeves conseguiu seguir como nome relevante em Hollywood mesmo depois de um certo escanteio dos grandes estúdios. Depois do sucesso inesperado da franquia <em>John Wick</em>, apresentando-o para toda uma nova geração de espectadores e mantendo seu público cativo dos tempos de <em>Matrix</em> e <em>Velocidade Máxima</em>, o astro venceu a ingrata barreira do tempo e segue como um dos principais nomes do cinema de ação.</p>
<p>Assim, é de se estranhar que Reeves tenha aceitado participar de um longa tão barato quanto <em><strong>Cópias &#8211; De Volta à Vida</strong></em>. O ator está num momento tão bom de sua carreira que a ficção-científica em questão surge como um material completamente destoante em sua filmografia, o tipo de coisa que uma estrela só aceitaria fazer num momento ruim da sua trajetória e por muito dinheiro tamanha baixa qualidade do material.</p>
<p>O longa conta a história de um cientista que trabalha para um grande laboratório responsável por desenvolver um experimento de transmissão de consciência de pessoas mortas para máquinas. Quando a família dele morre vítima de um trágico acidente, ele resolve fazer um teste e trazê-los de volta à vida. O resultado, obviamente, não é dos mais exitosos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10422" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/0894049.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Cópias - De Volta à Vida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/0894049.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/0894049.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/0894049.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com essa premissa,<em><strong> Cópias &#8211; De Volta à Vida</strong></em> não consegue manter o foco da sua história. Um roteiro pobre e vacilante trata o gênero <em>sci-fi</em> com completa displicência. A impressão que passa é que para os realizadores do filme, basta entupir a trama de conceitos mal explicados envolvendo genética e tecnologia para o projeto se enquadrar no gênero e satisfazer os seus fãs sem qualquer tipo de reflexão consistente sobre aquilo que a trama convoca e como manipula essas questões em prol da narrativa.</p>
<p>O longa parece não entender qualquer premissa básica sobre clonagem ou ética científica, perdendo-se em questões que estabelece desde o princípio e levando seu protagonista a tomar as decisões mais tolas possíveis como cientista (nem dá para acreditar que o sujeito tenha uma carreira bem-sucedida enquanto tal). Como se não bastasse, o longa toma rumos inesperadamente ruins, com soluções que não dizem muito ao espectador e parecem feitas no improviso, como se os realizadores do projeto não soubessem bem o que fazer com a trama no terceiro ato e a entupissem de elementos que não trazem coerência alguma a uma história que já começa mal.</p>
<p>Protagonizado por um Reeves canastrão, fracassando na transmissão de qualquer tipo de emoção em cena, <em><strong>Cópias &#8211; De Volta à Vida</strong></em> ainda passa vergonha pelo ponto de vista técnico. Os efeitos visuais sofríveis do longa são escancarados logo na primeira cena com um robô cujos movimentos dão uma aparência involuntariamente hilária de <em>stopmotion</em>. É o tipo de vergonha que um astro em alta como Reeves poderia evitar. Mais inacreditável ainda é que com tanto filme de boa qualidade chegando diretamente por <em>streaming</em> no Brasil uma distribuidora tenha apostado num lançamento de um <em>sci-fi</em> tão &#8220;vagabundo&#8221; como <strong><em>Cópias &#8211; De Volta à Vida</em></strong> nos cinemas. Francamente&#8230;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jeffrey Nachmanoff<br />
<strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Alice Eve, Thomas Middleditch, John Ortiz, Emjay Anthony, Emily Alyn Lind</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wpSL3uO9lBI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: John Wick &#8211; Um Novo Dia Para Matar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2017 18:15:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[John Wick - Um Novo Dia Para Matar]]></category>
		<category><![CDATA[Keanu Reeves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ator Keanu Reeves retorna às telonas na pele do personagem John Wick, neste segundo episódio da série que é tão bom quanto prometia. Ele é forçado a deixar a aposentadoria por conta de uma promissória que deu para pessoa errada. Revoltado, ele decide cumprir o acordo e depois matar o seu mandante. Filme de ação bom é aquele que não tem medo de ousar e ser bem mentiroso. Ninguém vai assistir Missão Impossível ou Duro de Matar esperando que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ator Keanu Reeves retorna às telonas na pele do personagem John Wick, neste segundo episódio da série que é tão bom quanto prometia. Ele é forçado a deixar a aposentadoria por conta de uma promissória que deu para pessoa errada. Revoltado, ele decide cumprir o acordo e depois matar o seu mandante.</p>
<p>Filme de ação bom é aquele que não tem medo de ousar e ser bem mentiroso. Ninguém vai assistir <em>Missão Impossível</em> ou <em>Duro de Matar</em> esperando que o roteiro seja mega verídico. Pelo menos, é o que eu espero. E <em>John Wick &#8211; Um Novo Dia Para Matar</em> segue essa máxima ao pé da letra, deliciando os espectadores com uma cena mais absurda que a outra.</p>
<p>John é triste, amargurado e cheio de raiva. E Keanu consegue transmitir isso muito bem para a tela, mostrando que ele não é o novo Nicolas Cage, que tenta se reerguer, mas não consegue de jeito nenhum. O roteiro explora bem o retorno do personagem ao mundo dos matadores profissionais, construindo de forma gradativa esse perfil. O ritmo segue intenso desde o começo e consegue se manter ao longo de toda a trama, graças ao desenrolar sutil e acertado da história.</p>
<p>A produção investiu em boas cenas de ação, o que rendeu ainda mais credibilidade à história. Embora tenham momentos em que Wick mata umas 50 pessoas em sequência, tudo é feito de forma ensaiada porém natural, deixando o espectador verdadeiramente grudado na cadeira e sem piscar. Aliás, para quem gosta de tiroteio em filme de ação, o longa é um deleite particular. Um derrame de adrenalina sem limites e com bom roteiro de fundo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7361" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/597095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O elenco que envolve o personagem título do longa é bem interessante e diversificado. Cada um com seu perfil e estilo de atuação, conseguem conferir uma maior dinamicidade ao roteiro, expandindo positivamente o universo apresentado no primeiro filme.</p>
<p>A dicotomia de John Wick faz com que ele atenda ao seu desejo de vingança, mas sofra ao mesmo tempo. Ele ainda amargura a morte da mulher e fica enfurecido com seu retorno forçado ao mundo da matança. Ainda assim, mostra muita naturalidade ao precisar cumprir as obrigações.</p>
<p>O longa é, de fato, uma excelente sequência e promete dar muito pano para manga, já que apresenta novas possibilidades à história. Um mistura muito positiva de estilos de <em>Duro de Matar</em> e <em>Missão Impossível</em>, mas com seu próprio humor. É um filme de ação válido e acertado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3OtwXTiygOM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Demônio de Neon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2016 17:14:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Demônio de Neon]]></category>
		<category><![CDATA[Elle Faning]]></category>
		<category><![CDATA[Jena Malone]]></category>
		<category><![CDATA[Keanu Reeves]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolas Winding Refn]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Integrante da seleção oficial da mais recente edição do Festival de Cannes, Demônio de Neon não agradou muito a audiência presente em suas sessões. Dirigido pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn, que cinco anos atrás levou o prêmio de melhor direção no mesmo festival com o irretocável Drive, Demônio de Neon é mesmo um longa difícil, repleto de elementos que potencialmente brecam a relação do espectador com o próprio filme (e me refiro a públicos com os mais variados repertórios). Na sua [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Integrante da seleção oficial da mais recente edição do Festival de Cannes, <i>Demônio de Neon </i>não agradou muito a audiência presente em suas sessões. Dirigido pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn, que cinco anos atrás levou o prêmio de melhor direção no mesmo festival com o irretocável <i>Drive</i>, <i>Demônio de Neon </i>é mesmo um longa difícil, repleto de elementos que potencialmente brecam a relação do espectador com o próprio filme (e me refiro a públicos com os mais variados repertórios).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Na sua estética, <i>Demônio de Neon </i> tem a impressão digital do seu realizador, conhecido pela composição requintada dos seus quadros. Em meio a tudo isso, Refn quer tratar sobre os percalços de uma modelo <i>newcomer, </i>como uma versão de <i>Cisne Negro </i>ou <i>Whiplash</i> no mundo da moda, com direito a &#8220;modelos canibais&#8221; e passagens repletas de simbolismo. O resultado sugere uma riqueza de informações, porém, se refletirmos um pouco mais sobre tudo que fora visto nesse universo neon de Refn, muito pouco se aproveita para além do seu preciosismo plástico.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No filme, Elle Faning (de <i>Super 8</i>) é uma aspirante a modelo recém chegada a Los Angeles que passa por toda sorte de provações nos bastidores da moda, desde a truculência do administrador do condomínio &#8220;pé de chinelo&#8221; no qual passa a morar, interpretado por Keanu Reeves (<i>De Volta ao Jogo</i>), até a inveja das suas colegas de trabalho e a cobiça sexual de profissionais do ramo, como a maquiadora Ruby vivida por Jena Malone (da franquia <i>Jogos Vorazes</i>). Ao longo do filme, o espectador vai acompanhar a transformação dessa jovem, que deixa a inocência de lado e passa a jogar as regras desse jogo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"> <img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6820" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/neon.jpg" alt="neon" width="610" height="348" /></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Refn traz elementos do terror para <i>Demônio de Neon</i> transformando-o em uma grande alegoria sobre os meandros espinhosos da afirmação profissional durante a fase de transição da adolescência para a vida adulta, mas também quer abordar questões típicas do mundo <i>fashionista</i> como o lugar da beleza, a vaidade, a fama etc. Refn faz isso através de composições visuais sofisticadas e dotadas de inventividade, fazendo com que cada quadro do filme tenha muito potencial simbólico.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É uma pena que, se de um lado, <i>Demônio de Neon </i>nos fascina plasticamente, deixe a desejar no desenvolvimento dos seus próprios temas que têm essas construções pictóricas como porta de acesso. Se pensarmos sobre o que o filme tem a nos dizer a respeito dos seus temas mais caros, percebemos que ele não acrescenta absolutamente nada a tudo que já foi dito. Isso faz com que o longa se localize no terreno do senso comum sobre a selvageria do mercado de trabalho, o fascínio que temos com o belo e a consequente formação de uma sociedade perversa e artificial em torno dessas questões.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Do filme, fica o registro dos esforços de Elle Faning, que demonstra muita segurança na maneira como conduz a tortuosa trajetória da protagonista Jesse. No mais, assim como acontecera no longa anterior do diretor, <i>Só Deus Perdoa</i>, <i>Demônio de Neon </i>parece o resultado do trabalho de um realizador que perde tempo demais na contemplação da sua própria habilidade de construir quadros plasticamente arrojados. Quando paramos para pensar em tudo o que foi visto, claro que reconhecemos a destreza de Refn nesse propósito, mas questionamos o próprio êxito do filme quando todas as questões que parecem caras a história são abordadas na superfície.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yz7RJOqgkVw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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