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	<title>Arquivos Kate Winslet - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kate Winslet - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Adeus, June (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 19:19:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Kate Winslet (Titanic) é uma artista esforçada. Além de ser uma intérprete que sempre elevou seu potencial dramático (até agora), Winslet demonstra realmente se importar com os seus projetos, tanto em termos do que ela oferta como resultado de seu trabalho, como quando está dando entrevistas e participando de eventos de divulgação. No entanto, em Adeus, June, ela quis participar de funções demais e não deu conta de entregar um resultado de excelência, como se espera dela. Com um roteiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Kate Winslet (<em>Titanic</em>) é uma artista esforçada. Além de ser uma intérprete que sempre elevou seu potencial dramático (até agora), Winslet demonstra realmente se importar com os seus projetos, tanto em termos do que ela oferta como resultado de seu trabalho, como quando está dando entrevistas e participando de eventos de divulgação. No entanto, em <em>Adeus, June</em>, ela quis participar de funções demais e não deu conta de entregar um resultado de excelência, como se espera dela.</p>
<p>Com um roteiro de seu filho, Joe Anders, além de atuar e produzir, Kate quis dirigir. No final das contas, o seu longa-metragem não é terrível e seu debut como diretora não é a pior coisa do mundo, porém falta coesão, narrativa e visualmente, na obra como um todo. June (Helen Mirren) não é conhecida para além da sua versão doente, por isso ela não é uma protagonista. As personalidades de seus quatro filhos, Julia (Winslet), Molly (Andrea Riseborough), Helen (Toni Collette) e Connor (Johnny Flynn) também não.</p>
<p>A centralidade da trama é evasiva, falta quem direciona o seu conteúdo e faça o público mergulhar naquele universo. O que a história foca, na realidade, é na degradação de June, a matriarca da família, a incompetência masculina de se responsabilizar por algo, do pai, Bernie (Timothy Spall) e os atritos das filhas, que brigam pela atenção da mãe acamada. Neste sentido, esse poderia ser somente um dos lados apresentados no enredo. Mas, falta aqui uma aparente consciência sobre trama e desenvolvimento narrativo e de personagem. Não tem tensão, reviravolta, transformação expressiva das figuras dramáticas*.</p>
<p>O que mais incomoda aqui, em termos de enredo, é que falta trama. Os conflitos soam superficiais, como se Joe tivesse medo de se aprofundar mais nas emoções expostas na tela. Este não é um roteiro realmente adaptado sobre a experiência de Kate e Joe com a mãe e a avó, respectivamente, porém é inspirado na vivência dos dois. Talvez, um desejo de proteger a imagem dela, ou qualquer questão delicada deste tipo, tenha tornado tudo tão planificado. Como as camadas não são investigadas, a sessão fica cheia de momentos feitos para emocionar, que não causam a sensação esperada.</p>
<p>Além disso, a atuação de Kate nunca esteve tão mal. O texto verbal estava completamente automático, como se sua mente não estivesse presente. Os seus colegas de cena, em sua maioria, não passam vergonha, mas também não entregam grandes performances. Quem mais se destaca qualitivamente é Spall que consegue criar em sua interpretação a profundidade que falta na escrita. Tanto em termos de movimentação quanto de uso das vocalidades. Isso ajuda o seu Bernie a parecer mais crível.</p>
<p>Porque, de fato, o grande problema de <em>Adeus, June</em> é ausência de contraste. Neste sentido, em termos de iluminação e enquadramentos, a produção também é repetitiva. O que salva a decupagem é justamente a noção de Kate sobre o trabalho de ator. Através de &#8220;olhares&#8221; laterais da câmera ou dos jogos de plongée e contra plongée, o público consegue ver aquelas personas sob outra ótica. Desta forma, ainda que o ecrã pareça sempre tomado de luz hospitalar, algumas dinâmicas da direção elevam a potencialidade das cenas.</p>
<p>Assim, o longa não é exatamente ruim. Contudo, devido ao fato de existir falta de risco e criatividade, tanto em termos formais quanto discursivos, a obra é um inexpressiva. Para completar, o título é subgênero natalino, o que é bem impressionante, já que do início ao fim da sessão é quase tudo bastante triste. Não há nada que link a exibição ao festejo natalino, sendo que todo seu conteúdo poderia se passar no Halloween ou no carnaval da Bahia e não faria diferença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Kate Winslet</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kate Winslet, Andrea Riseborough, Timothy Spall</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Dramáticas no sentido de dramatúrgicas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Adeus, June | Trailer oficial | Netflix" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/7pnmXj2EQIk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Lee</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 19:58:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Escolher o enquadramento de um filme pode ser complicado. Em uma vida tão plural e diversa como a de Lee Miller (Kate Winslet) esse desafio cresce e o resultado é Lee, novo longa-metragem de Ellen Kuras (The Betrayal &#8211; Nerakhoon). A produção tem um rico material em mãos: a vida de Miller, uma fotógrafa de guerra, célebre por tirar escondido um retrato na banheira de Hitler. Todavia, ela foi mais do que isso. Foi modelo, foi uma mulher livre, depois, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Escolher o enquadramento de um filme pode ser complicado. Em uma vida tão plural e diversa como a de Lee Miller (Kate Winslet) esse desafio cresce e o resultado é </span><strong><i>Lee</i></strong><span style="font-weight: 400;">, novo longa-metragem de Ellen Kuras (The Betrayal &#8211; Nerakhoon). A produção tem um rico material em mãos: a vida de Miller, uma fotógrafa de guerra, célebre por tirar escondido um retrato na banheira de Hitler. Todavia, ela foi mais do que isso. Foi modelo, foi uma mulher livre, depois, foi mãe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como resumi-la? A tormenta se alastra na tela e o espectador recebe uma obra confusa. É difícil se aproximar da personagem e das suas vivências, porque as situações que convocadas não são exatamente exploradas. O público tem contato com um breve panorama de cada sensação e experiência de Miller. Ao mesmo tempo, há uma aparente vontade em emocionar e centralizar Winslet o tempo inteiro, mais como uma criação de efeito do que uma investigação concreta da personalidade, do caráter e das experiências intensas de Lee Miller.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa reiteração de um sobressalto, causado pela guerra, não atinge quem acompanha a jornada de Miller rumo à cobertura da Segunda Guerra Mundial, sendo uma mulher, que precisou combater também a misoginia e as limitações impostas por preconceitos de gênero. Não há espaço de conexão situacional. O que se estabelece é uma ligeira empatia pelo grupo alegre de amigos de Lee que, obviamente, são afetados pela destruição causada pelo nazismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, nem mesmo a afeição aos companheiros de Lee Miller é trabalhada na narrativa. O longa conta com coadjuvantes como Andrea Riseboroug, Alexander Skarsgård, Noémie Merlant, Marion Cotillard e Josh O’Connor, todos subaproveitados e planificados em suas construções. Sendo que o último retrata o filho de Lee, porém o intérprete é posto em uma conjectura terrível, como um mero repetidor das imagens que imprimem o passado de Miller. Connor e as suas passagens são aquelas detentoras do bastão do texto expositivo durante a projeção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, eis que, ao tocar no nome de Connor, trazemos, além de tudo já abordado, a maior fragilidade do filme em voga: a montagem! <strong><i>Lee </i></strong></span><span style="font-weight: 400;">precisaria voltar para a sala de edição e ser reconfigurado! A interação entre Winslet e Connor não fomenta nada sobre a vida de Miller depois da guerra. Mais ainda, a narração de Kate Winslet quebra o ritmo da trama, retirando o envolvimento com as tensões do passado da protagonista.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18927" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-1.png" alt="" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-1.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, apesar de Josh e Kate convocarem uma excelente contracena – mérito do talento de ambos –, o diálogo entre eles é descabido para o que soa como foco do enredo. Como melhorar este cenário então? Talvez assim: </span><span style="font-weight: 400;">esta conversa imaginária entre mãe e filho é removida, todo o início da produção viria como flashback ou, ao menos, seria mais enxuto. Porque, na verdade, o que mais interessa e eleva a potencialidade da obra é acompanhar como uma mulher registrou, nos anos 1940, em plena guerra, tantas imagens impactantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também seria apropriado mostrar as suas complexidades psíquicas e ter um tempo de tela maior para revelar mais seus processos criativos. </span>Os seus relacionamentos interpessoais, principalmente com Roland Penrose (Alexander), não são postos de maneira orgânica e ficam soltos. Ainda assim, Winslet e Kuras engancham a atenção de quem assiste, justamente ao explorar os closes que marcam as expressões faciais de Kate no ecrã. É apelativo?</p>
<p>Sim, mas, ao mesmo tempo, observar o rosto de Lee, em um plano bastante fechado, como em uma investigação cuidadosa, faz a sessão valer a pena. <span style="font-weight: 400;">Winslet é a rainha dos micromovimentos e ela emprega esta característica da sua composição de Lee toda em seu rosto. Pequenos gestos faciais indicam as mudanças de instalação de emoção da protagonista. Cada virada de chave pode ser vista no ressoar de um movimento, que transborda para a face de Kate. </span><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, tem-se a figura de Lee, que é demonstrada como cativante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa construção vem tanto do roteiro quanto da encenação. </span>Ela é colocada como agente demolidora do <em>status quo</em>, como uma mulher quase independente, à frente de seu tempo e de muitas barreiras impostas pela sociedade. Mas, não todas. As suas fragilidades diante da opressão da guerra e do machismo a aproxima do receptor do longa. É por esta razão que <strong><i>Lee </i></strong>é uma produção fraca em sua totalidade, por não saber organizar os fatos com fluidez e organicidade, nem aproveitar devidamente a potência que foi a personagem central da história.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, a presença de Winslet e a escolha de enquadramentos, deixam a exibição fruível e um tanto agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Ellen Kuras</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Kate Winslet, Alexander Skarsgård, Marion Cotillard, Andy Samberg</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/DtjDOQZc380?si=Bq1R9Ib00d9gRJ0w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Titanic</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2023 16:49:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das histórias mais famosas do cinema hollywoodiano, Titanic está de volta aos cinemas, em 4K e 3D, por conta da comemoração dos 25 anos de sua estreia original. Mas, o que pode ser dito, em 2023, sobre uma produção que bateu tantos recordes &#8211; como na sua vitória de 11 Oscar ou em seu terceiro lugar como maior bilheteria de todos os tempos, após o seu relançamento? Talvez, a melhor alternativa seja dar alguns passos para trás e tentar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Uma das histórias mais famosas do cinema hollywoodiano, <strong><em>Titanic</em> </strong>está de volta aos cinemas, em 4K e 3D, por conta da comemoração dos 25 anos de sua estreia original. Mas, o que pode ser dito, em 2023, sobre uma produção que bateu tantos recordes &#8211; como na sua vitória de 11 Oscar ou em seu terceiro lugar como maior bilheteria de todos os tempos, após o seu relançamento? Talvez, a melhor alternativa seja dar alguns passos para trás e tentar olhar para o longa-metragem sob uma perspectiva “comum”, não pensando nele tanto como um hit.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, é preciso salientar neste texto que esta crítica que vos escreve chegou a número 90 de vezes assistidas. Sim, é uma fã que está escrevendo aqui! No entanto, a recepção de uma produção sempre pode mudar com o tempo e com as novas experiências, que são sempre adquiridas. Um exemplo que ilustra esta redescoberta, após quase 100 sessões do mesmo título, é a sensação de que os protagonistas são muito jovens, enquanto os outros que o cercam são mais velhos, mas cobram atitudes demasiadamente maduras deles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 31 anos &#8211; e não mais aos 06 anos de idade &#8211; fica mais que compreensível todo o comportamento do casal central e como eles são postos na narrativa: tão inconsequentes, impulsivos e com uma rebeldia juvenil aflorada. Inclusive, esta é uma das mágicas do roteiro e da direção de James Cameron (<em>Exterminador do Futuro</em>). </span><span style="font-weight: 400;">A criação de empatia com o casal Rose Dewitt Bukater (Kate Winslet, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-despedida/"><em>A Despedida</em></a>) e Jack Dawson (Leonardo Di Caprio, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-olhe-para-cima-netflix/"><em>Não Olhe Para Cima</em></a>) move e emociona o espectador, deixando que as mais de 3 horas de exibição ocorram de maneira fluida e veloz. </span></p>
<p>Dentro desta estratégia de fazer o que Cameron chama “colocar Romeu e Julieta dentro do navio”, há também o fato de que é possível acompanhar cada detalhe sobre a jornada do Titanic, desde a sua saída da Inglaterra, passando por toda a tragédia do naufrágio, até o resgate das vítimas. É inteligente como James consegue amarrar a trama principal com suas subtramas fictícias e, ao mesmo tempo, informa o seu público sobre os fatos ocorridos entre 10 e 14 de abril de 1912, com o máximo de veracidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16451" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2.png" alt="Titanic" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É por isso que, dentro deste universo de plots e subplots, o que mais chama a atenção é o quanto James Cameron consegue trazer sensações, contexto e subtexto sobre a jornada dos coadjuvantes, com pouco texto falado, investindo no poder da imagem e da sugestão. <span style="font-weight: 400;">Para quem assistiu <strong><em>Titanic</em> </strong>poucas vezes, talvez, certos <em>frames</em> passem despercebidos, mas a aproximação com o enredo e as vítimas deste acidente acontece porque o público já viu cenas com aquelas figuras anteriormente e criou uma espécie de conexão com elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São vários exemplos desta lógica de Cameron, alguns deles são: a menina Cora (Alex Owens-Sarno), que aparece no início da projeção ao lado do pai e depois na sequência da festa da terceira classe &#8211; inclusive, existem uma cena deletada, na qual o final triste da menina é contado -, o jovem Fang Lang (Van Ling), um passageiro real, que sobreviveu ficando em cima de uma porta ou Charles Joughin (Liam Tuohy), cozinheiro que sobreviveu ao ingerir uma quantidade absurda de álcool e que também é inspirado na realidade. Estas personagens ficam no consciente ou no subconsciente e a narrativa faz com que o público torça por elas e sofra por elas também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, uma conexão com a história é estabelecida de uma maneira abrangente, fazendo com que seja criada uma imersão com o longa. Isto é, sem dúvidas, um mérito do trabalho de Cameron. O diretor, além de ter pensando nos detalhes que mesclavam a realidade com o teor ficcional dentro do seu roteiro, elaborou a sua decupagem de forma cuidadosa, pois ela está sempre à serviço da narrativa e possui este preciosismo em revelar em múltiplas camadas o contexto vivenciado dentro do navio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de seu fotógrafo Russell Carpenter (True Lies), James Cameron cria quadros  que imprimem o estado emocional das personagens e o seus pensamentos, através de questões como as temperaturas e os destaques colocados nas seleções de planos. </span>Algo que talvez soe óbvio para quem já assistiu <strong><em>Titanic</em> </strong>diversas vezes, porém que marca fortemente as três ambientações do filme &#8211; tempos “atuais” (1996), pré-naufrágio e naufrágio &#8211; são as tonalidades quentes e frias, que compõe estados de melancolia/nostalgia, vida, morte/tragédia.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16452" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal.jpg" alt="Titanic" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na verdade, estas escolhas de iluminação e cor renderiam artigos e análises profundas, mas nesta crítica cabe dizer que a composição criativa de Cameron e Carpenter é ampliada através do trabalho da equipe de arte. <span style="font-weight: 400;">O setor conta com mais de vinte integrantes e diversos chefes de departamento, mas o que importa ressaltar aqui é que as texturas, tons, colocações etc dos figurinos, dos cenários e da maquiagem fomentam os sentidos e ampliam as interpretações do público. </span><span style="font-weight: 400;">Para além dos detalhes de recomposição da época e do próprio navio, que são bastante apurados, os objetos cênicos cumprem bem os seus propósitos narrativos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo simples disto é o fato de Rose ir perdendo elementos de suas vestes, mostrando a libertação progressiva da personagem, que inicia sua jornada com chapéu, penteados bem presos, luvas, vestido apertado, com cores mais fechadas (como vinho e azul marinho).</span><span style="font-weight: 400;"> Contudo, antes do navio afundar, quando Rose decide ficar com Jack, ela está utilizando um vestido leve e de cores pastel, com os cabelos soltos. </span><span style="font-weight: 400;">São nestas particularidades que <strong><em>Titanic</em> </strong>se revela uma obra meticulosa, na qual o real se mistura com a ficção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de relatos de passageiros, documentações do passado e da imaginação de James Cameron, o mundo ganhou um longa que continua fazendo sentido e engajando quem assiste. Já faz 25 anos e este segue sendo um filme impactante, o que revela sua qualidade técnica. Para alguns, não apenas o Titanic era o navio dos sonhos, como o filme sobre ele pode também o ter sido. Para esta que vos fala, ele foi, ele realmente foi…E sempre será.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> James Cameron</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Kate Winslet, Leonardo Di Caprio, Gloria Stuart, Billy Zane, Kathy Bates, Frances Fisher, Bill Paxton, Bernard Hill</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IH6_CA_ocqY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: Cinco Melhores Papéis de Kate Winslet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 20:10:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Blackbird]]></category>
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		<category><![CDATA[Erin Mears]]></category>
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		<category><![CDATA[Razão e Sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o dia 31 de março, o longa-metragem A Despedida está disponível nas plataformas digitais Now, iTunes, Google Play, Youtube Filmes, Vivo Play e Sky Play. No elenco, nomes renomados de Hollywood, como Susan Sarandon (Lado a Lado), Kate Winslet (Ammonite) e Sam Neill (O Passageiro) chamam atenção para esta  produção, que é um remake da versão dinamarquesa da obra, chamada Silent Heart. Com altos e baixos qualitativos, possuindo momentos tocantes e profundos, mas com uma ausência de trato no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o dia 31 de março, o longa-metragem <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-despedida/"><em>A Despedida</em></a> está disponível nas plataformas digitais Now, iTunes, Google Play, Youtube Filmes, Vivo Play e Sky Play. No elenco, nomes renomados de Hollywood, como Susan Sarandon (<em>Lado a Lado</em>), Kate Winslet (<em>Ammonite</em>) e Sam Neill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>) chamam atenção para esta  produção, que é um remake da versão dinamarquesa da obra, chamada <em>Silent Heart</em>. Com altos e baixos qualitativos, possuindo momentos tocantes e profundos, mas com uma ausência de trato no roteiro para medir a intensidade dramática, o filme acaba se perdendo pelo esforço exagerado em emocionar a plateia.</p>
<p>Entre erros e acertos, uma atuação se destaca dentro deste contexto irregular. Revelando uma construção diferente de outros trabalhos seus, Kate Winslet consegue imprimir múltiplas emoções em sua Jennifer, através de gestos contidos e uma interpretação bastante naturalista. Os traços costumeiros da atriz, como respirações fortes, titubeações e uma tonalidade mais enérgica, somem para ela trazer uma mulher direta, firme, controladora e sem paciência.</p>
<p>Pensando nesta capacidade de Winslet de pensar suas personagens nos detalhes, movimentando-se em cena com destreza e colorindo o texto com consciência de cada intenção, o Coisa de Cinéfilo montou um especial Kate Winslet para vocês. Confira!</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13978 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Kate Winslet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>5 – Dra. Erin Mears (<em>Contágio</em>, 2011):</strong></h5>
<p>Atuando como uma focada e sagaz epidemiologista, Winslet constrói aqui uma personagem que, mesmo com uma quantidade reduzida de cenas, pode se tornar forte na memória do espectador. Através da combinação de textos ditos de forma veloz e um corpo pesado, a intérprete mescla esta combinação de dinâmica e imprime uma personagem que, além de trazer toda esta postura física do imaginário do que é uma profissional de saúde, evoca também sensibilidade e fragilidade. Através de suas escolhas para a cena, Winslet rouba a atenção nas sequências nas quais participa e, por esta razão, a sua Dra Erin ocupa a quinta posição! <strong>Onde assistir</strong>: <a href="https://globoplay.globo.com/contagio/t/xSLv6CnyQv/"><em>Globoplay</em></a></p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13983 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>4 – Clementine Kruczynski (<em>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças</em>, 2004):</strong></h5>
<p>Algo perceptível na carreira de Kate Winslet, até o início dos anos 2000, era a sua capacidade de encarnar personagens de sentimentos profundos, com melancolia e que viviam situações pesadas. Em 2004, com a estreia de <em>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças</em>, foi possível ver a atriz experienciando uma construção na qual as complexidades eram um pouco menos externas e mais leves. Ainda que a história em si ofereça momentos de tristeza, separação e dor, neste longa, vê-se uma Winslet que trabalha com movimentações mais sutis, expressões faciais que soam corriqueiras e que emprega uma leveza corporal utilizada pela atriz, justamente para imprimir este tom mais jovial e descolado de Clementine. Este é um papel que a fez experimentar outros registros vocais e de corpo, ampliando o seu repertório e revelando uma espécie de versatilidade que dava algum sinal ali. <strong>Onde assistir</strong>: <a href="https://www.telecineplay.com.br/filme/Brilho_Eterno_De_Uma_Mente_Sem_Lembrancas_23559"><em>Telecine</em></a>.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13980 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g.jpg" alt="Kate Winslet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>3 – Bitsey Bloom (<em>A Vida de David Gale</em>, 2003):</strong></h5>
<p>Pouco se havia visto de Kate Winslet em papéis contemporâneos. Com uma maioria de produções de época, principalmente as cinematográficas, <em>A Vida de David Gale</em> foi uma oportunidade de ver a intérprete construindo uma personagem mais atual. É notável a consciência de Winslet sobre a força e a vida pregressa de Bitsey: uma jornalista corajosa e perspicaz. Para revelar estes traços de Bitsey, a estratégia utilizada por Winslet aqui é deixar transparecer os seus fluxos de pensamento, através da escolha cuidadosa de pausas e acelerações textuais. As suas respirações também são calculadas, algo que aumenta a dinâmica de tensão das sequências.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13982 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b.jpg" alt="Kate Winslet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>2 – Marianne Dashwood (<em>Razão e Sensibilidade</em>, 1995):</strong></h5>
<p>Esta é uma interpretação bem clássica de Kate Winslet!!! Aqui, vê-se  traços costumeiros de sua interpretação: respirações e silêncios calculados, os deslocamentos indecisos, as titubeações. Estes elementos fixos na atriz não são colocados neste texto como qualitativos ou não. O que vale em seu trabalho é, muitas vezes, descobrir como ela utilizará as suas ferramentas, se ela estará em sua chave ou não e como irá avançar em relação aos outros papéis. Contudo, em 1995, todas as suas marcas já estavam ali, mas chamam atenção, pois Winslet evoca, dentro de suas escolhas, características únicas de Marianne. A ingenuidade, sensibilidade e arroubos juvenis de Marianne Dashwood são colocadas na maneira como ela canta, se movimenta e observa o mundo ao seu redor. Kate é atenta aos detalhes e aos gestos contidos e/ou incompletos – mas, sem serem sujos. Assim, ela consegue fazer microexpressões faciais que revelam a capacidade de Marianne de sentir tudo intensamente. <strong>Onde assistir</strong>: <a href="https://hbogo.com.br/content/2dc34cb8-a391-4fd4-83c5-ad22ccd64c87"><em>HBO Go</em></a>.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13979 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032.jpg" alt="Kate Winslet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>1 – Rose Dewitt Bukater (<em>Titanic</em>, 1997):</strong></h5>
<p>Titanic é um clássico do cinema mundial. Possuindo uma bilheteria de mais de 2 bilhões de dólares, somente nos Estados Unidos, o casal ficcional Rose (Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio) conquistou o público. Contudo, a presença de Rose  na primeira posição da lista se dá muito mais pela performance de Kate Winslet em si do que a própria memória e/ou afeto para com a obra. Rose Dewitt Bukater é um papel que traz consigo organicidade e transformações progressivas. É possível perceber como a compreensão que Rose apresenta de si mesma e da sociedade caminha para uma maturação durante a projeção. Winslet tem consciência de quem é Rose, onde ela está e para onde vai e imprime todos os traços que acredita necessários para realizar esta construção. Em seu trabalho de corpo é notável um desmontar de uma postura encenada, que não era intrínseco a Rose, mas que lhe fora imposto. Aos poucos, o tônus do seu corpo vai para outros lugares, como braços, por exemplo. As ansiedades de Bukater também são perceptíveis, a partir das velocidades colocadas em seus olhares. Os seus olhos estão sempre em movimento e, por isso, quando ela fixa seu olhar em algo, esta ação se sobressai. Desta maneira, em muitos detalhes, Winslet trouxe não apenas algo sólido, mas icônico em diversos sentidos. <strong>Onde assistir</strong>: <a href="https://www.telecineplay.com.br/filme/Titanic_7039"><em>Telecine</em></a></p>
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		<title>Crítica: A Despedida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 21:28:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta semana nas principais plataformas de streaming para locação, o longa A Despedida, com Susan Sarandon (Thelma &#38; Louise), Kate Winslet (Roda Gigante) e Mia Wasikowska (O Diabo de Cada Dia). Com direção de Roger Michell (Um Lugar Chamado Notting Hill), o filme fala sobre o luto precoce e a importância de respeitar a escolha do próximo, mesmo que isso implique em grande sofrimento para a pessoa e aquelas que estão ao seu redor. Numa redoma de melancolia nata, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta semana nas principais plataformas de streaming para locação, o longa <em><strong>A Despedida</strong></em>, com Susan Sarandon (<em>Thelma &amp; Louise</em>), Kate Winslet (<em>Roda Gigante</em>) e Mia Wasikowska (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><em>O Diabo de Cada Dia</em></a>). Com direção de Roger Michell (<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>), o filme fala sobre o luto precoce e a importância de respeitar a escolha do próximo, mesmo que isso implique em grande sofrimento para a pessoa e aquelas que estão ao seu redor.</p>
<p>Numa redoma de melancolia nata, o filme nos apresenta os personagens daquele momento intenso que está sendo vivenciado, como uma mistura de fim de semana em família e a perda de alguém amado. Isso porque Lily, a matriarca da família, tomou a decisão de encerrar a própria vida em função do avanço de uma doença que não é especificada na trama. A cada dia que passa, ela perde mais o domínio sobre os atos físicos, sobre a mente e o controle de suas funções. Casada com um médico e sabendo que não terá qualquer tipo de evolução positiva no quadro, ela decide fazer um suicídio assistido e convoca a família para um fim de semana.</p>
<p>A medida que as filhas vão sendo inseridas na trama, primeiro com a personagem de Kate Winslet e depois com a de Mia Wasikowska, vemos que a dualidade de aceitação será palco desta trama. A primeira é controladora, burocrática e prática demais. Embora ela não goste da escolha da mãe, respeita porque acredita que isso cabe apenas a ela. Já a segunda traz o lado mais emocional e mostra que não está preparada para se distanciar da mãe ainda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13913" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Despedida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com a inserção de seus companheiros, assim como a amiga íntima dos pais, o filme pontua o espectador com toda a dor e intensidade que é participar de uma escolha tão difícil quanto essa. Os personagens oscilam entre aceitação, compreensão e revolta, a depender de que tipo de situação se apresenta. O espectador começa a entender a relação da Lily com as filhas, como que o tempo é cruel impedindo que vários fios soltos sejam amarrados.</p>
<p>Mas é esse o objetivo em <em><strong>A Despedida</strong></em>. Mostrar que nem todo fio da vida será compreendido no seu tempo devido e que a morte é implacável, mesmo quando se é previsível, como neste caso. Lidar com uma escolha tão difícil quanto essa e sobre a qual nenhum dos personagens ali tem poder (a não ser a própria Lily), faz o espectador refletir sobre como o fim de um ciclo é inevitável.</p>
<p>O filme peca com a inserção de uma subtrama desnecessária ao final do longa, tentando desviar o verdadeiro foco da narrativa. Levanta-se a hipótese de que o marido estaria apoiando a decisão da esposa pois se envolveu emocionalmente com a amiga deles. Mas isso é muito pequeno e raso para a profundidade desta trama. É algo completamente desnecessário e que faz o filme, como um todo, cair em qualidade. Outro ponto é que o personagem de Sam Neil (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>) merecia um pouco mais de foco e explicação, ampliando o trio principal da mãe com as duas filhas. O luto para este homem é tão real quanto os demais.</p>
<p>Por fim, <strong><em>A Despedida</em></strong> é um filme melancólico e reflexivo, que traz pensamentos instigantes sobre o processo de luto e a própria vida em si. Roger Mitchell peca um pouco no quesito aprofundamento dos personagens e amplitude de suas histórias e relações, o que faria o longa muito mais robusto e completo. Ainda assim, é um drama de qualidade, já que traz uma escolha de elenco excepcional.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Roger Michell<br />
<strong>Elenco:</strong> Susan Sarandon, Kate Winslet, Mia Wasikowska, Sam Neil, Rainn Wilson, Lindsay Duncan, Bex Taylor-Klaus, Anson Boon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/gsHCRemXGRY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Voando Alto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2019 01:03:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Andrea Block]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Keaton]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Winslet]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Voando Alto]]></category>
		<category><![CDATA[Willem Dafoe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com cineastas e roteiristas vindos de filmes de ação e terror (Andrea Block, Axel Melzener e Christian Haas), era de se esperar que Voando Alto trouxesse, pelo menos, boas sequências de aventura. Longe de alcançar o mínimo para ser divertido, o longa não consegue encontrar equilíbrio dentro de sua narrativa e o fator principal é a montagem. Apesar da direção ser falha, pois não consegue trazer o dinamismo que a história precisava, os cortes bruscos que acontecem a cada, aproximadamente, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com cineastas e roteiristas vindos de filmes de ação e terror (Andrea Block, Axel Melzener e Christian Haas), era de se esperar que <em><strong>Voando Alto</strong></em> trouxesse, pelo menos, boas sequências de aventura. Longe de alcançar o mínimo para ser divertido, o longa não consegue encontrar equilíbrio dentro de sua narrativa e o fator principal é a montagem.</p>
<p>Apesar da direção ser falha, pois não consegue trazer o dinamismo que a história precisava, os cortes bruscos que acontecem a cada, aproximadamente, 15 minutos, retiram o espectador do foco da cena. Após a incisão, parece que aconteceu um grande <em>looping</em> e as emoções e sensações mostradas anteriormente são logo esquecidas. É árduo se conectar com o enredo e as personagens desta forma. Um exemplo é quando a ave Parcival está chorando, abandonado na chuva e, de repente, acontece uma ruptura, um fade out e entra uma <em>gag</em> logo em seguida, com esta mesma figura.</p>
<p>Para além destes fatores, o roteiro também não consegue segurar a onda da produção. A trama é óbvia e em cinco minutos já possível saber todo o desenvolvimento e desfecho dela. A esperança que o espectador poderia ter é que o “como” fosse bem realizado, mas não é isto que ocorre. Os diálogos são constantemente expositivos e o consumidor é subestimado. As personas representadas durante a exibição só faltam falar em câmera lenta, olhando para a tela.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11054" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/5826039.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/5826039.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/5826039.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/5826039.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Voando Alto</strong></em> é uma animação que trata sobre a rixa entre duas espécies: gaivotas e andorinhas. Um deles é criado no ambiente dos rivais, Manou (Josh Keaton). Ele é o herói que irá unir os dois grupos que se odeiam. As dúvidas, os questionamentos e conflitos são postos de forma rasa, porque não são discutidos, somente colocados e citados. As respostas para os problemas parecem escolhas mais fáceis, como o protagonista que é excluído e volta para provar o seu valor.</p>
<p>Novamente, este elemento poderia funcionar se fosse bem utilizado, o que não é o caso, pois dentre as várias possibilidades de caminhos, a equipe parece ir pelo mais entediante. Não há surpresas, as passagens aventurescas não empolgam, as personagens não possuem grandes personalidades.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andrea Block, Christian Haas<br />
<strong>Elenco:</strong> Cassandra Steen, Josh Keaton, Willem Dafoe, Kate Winslet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-esaxKEdW1I" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Depois Daquela Montanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2017 13:12:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Depois Daquela Montanha conta a história de Alex e Ben, dois desconhecidos que acabam se cruzando pela necessidade de viajar e chegar aos seus destinos com rapidez. Com uma tempestade, o voo deles foi cancelado e ambos resolvem fretar um avião particular para levá-los. A história começa com alguns problemas como o fato de que dois estranhos topam entrar num avião desconhecido em uma tempestade justamente quando o aeroporto resolveu cancelar os voos por prudência. Superado este fato, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Depois Daquela Montanha</em> conta a história de Alex e Ben, dois desconhecidos que acabam se cruzando pela necessidade de viajar e chegar aos seus destinos com rapidez. Com uma tempestade, o voo deles foi cancelado e ambos resolvem fretar um avião particular para levá-los.</p>
<p>A história começa com alguns problemas como o fato de que dois estranhos topam entrar num avião desconhecido em uma tempestade justamente quando o aeroporto resolveu cancelar os voos por prudência. Superado este fato, naturalmente um acidente acontece e eles se veem presos no topo de uma montanha nevada, sem sinal e sem comunicação com ninguém. Como o piloto não tinha preenchido o plano de voo, eles dificilmente seriam encontrados por qualquer tipo de resgate. Para piorar a situação, nenhum dos dois avisou à ninguém que iria pegar esse avião.</p>
<p>A partir daí, é uma luta por sobrevivência e tomadas de decisões que podem levar eles à morte ou à salvação. A dupla vai vivendo seus medos de tomar decisões, de lidar com o desconhecido e explorar a pessoalidade de cada um. Um romance começa a surgir de forma bem leve, mas esperada. Quanto à isso, a evolução da história é bem coerente e feita de maneira suave e gradativa.</p>
<p>Na verdade, o filme é interessante e o roteiro tem uma condução relativamente boa. O grande problema é a finalização da história, que deixa bastante à desejar. A cada momento que passa o enredo vai ficando mais óbvio e previsível, tornando o longa mais do mesmo. A cena final então, é desnecessariamente irritante.</p>
<p>Essa finalização, no entanto, não compromete <em>Depois Daquela Montanha</em> como um todo. O elenco espetacular faz com que ele valha a pena. Kate Winslet e Idris Elba formam uma ótima dupla em cena, valorizando cada tomada de câmera. Ao final, o filme é um romance dramático, muito além da proposta de longa de desastre.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/k-cdPmoQEsc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Beleza Oculta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 01:39:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme Beleza Oculta deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente. Quando um bem-sucedido executivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme <em>Beleza Oculta</em> deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente.</p>
<p>Quando um bem-sucedido executivo da publicidade de Nova York sofre uma grande tragédia, ele resolve se isolar de tudo e de todos. Enquanto seus preocupados amigos tentam desesperadamente se reconectar com ele, o executivo procura respostas do universo escrevendo cartas para o Amor, Tempo e Morte. Na tentativa desesperada de resolver o problema da empresa, o grupo de colegas em questão resolve contratar atores para representar esses papéis e dar as respostas ao amigo.</p>
<p>Sim, tudo aquilo que vemos no trailer não se passa de atuação, à princípio. E é complicado porque isso fica explícito logo no início do filme e de forma meio óbvia. O roteiro não apresenta nada de novo ou inusitado. Ele é tão previsível que até o inesperado que acontece no desfecho do longa se torna um tanto óbvio a medida que o espectador analisa o andamento da carruagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7252" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Will-Smith-et-Keira-Knightley-Collateral-Beauty.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>É surreal ver o esforço que o elenco faz para tornar o roteiro raso em algo razoável. Somos obrigados a assistir um time fantástico como Helen Mirren, Kate Winslet, Edward Norton, Will Smith, Keira Knightley e Michael Peña suando para transformar diálogos terríveis e dinâmicas cruéis em algo minimamente impressionante. Ainda assim, nada parece autêntico. Não consigo compreender em que planeta um diretor julgou prudente colocar Winslet, Norton e Peña com um trio de amigos coadjuvantes, daqueles que fazem intervenções divertidas e se reúnem na entoca. Uma das primeiras cenas em que os três aparecem juntos chega a ser deprimente e patética.</p>
<p>O mesmo podemos falar de Mirren, Knightley e o jovem Jacob Latimore (muito bom, por sinal), que funcionam muito bem na dinâmica do trio sentimental de Morte, Amor e Tempo, respectivamente, mas são limitados pelo roteiro.</p>
<p>Pior de tudo são as motivações que levam os &#8220;amigos&#8221; a contratar três atores para representar a Morte, o Amor e o Tempo. Eles querem provar que o amigo e chefe está louco para afastá-lo do trabalho e conseguir conduzir a empresa da forma que julga melhor. No mínimo questionável.</p>
<p>O diretor David Frankel não parece ser o mesmo que nos apresentou trabalhos íntegros como <em>O Diabo Veste Prada</em> e <em>Um Divã Para Dois</em>, ambos com Meryl Streep. Ele parece perdido na necessidade de dar uma lição de moral no espectador, com falas clichês demais, diálogos maçantes e desnecessários, desfechos que teimam em desacreditar a inteligência de quem está assistindo.</p>
<p>Excessivamente dramático, apelativo e manipulador, <em>Beleza Oculta</em> consegue ser um filme extremamente superficial e desnecessário. Conseguiu reunir um elenco de peso e desperdiçar todo esse potencial com um roteiro pobre e uma direção pior ainda. Lamentável, especialmente ao ter um trailer tão empolgante para o espectador desavisado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jUjaCSAqNE8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Steve Jobs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2016 23:55:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Quando faleceu em 2011, o co-fundador da Apple Steve Jobs instantaneamente tornou-se tema de inúmeras publicações interessadas em sua biografia. Não demorou muito também para que o setor cinematográfico escolhesse Jobs como protagonista de projetos de documentários e longas de ficção que teriam como centro narrativo a sua trajetória e vida pessoal. Tratava-se de um movimento natural dada a magnitude e a representatividade da figura de Jobs no final do século XX e início do século XXI, afinal estamos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4327" aria-describedby="caption-attachment-4327" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4327 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/20-fall-preview-movies-steve-jobs-michael-stuhlbarg-michael-fassbender-kate-winslet.w750.h560.2x-620x320.jpg" alt="20-fall-preview-movies-steve-jobs-michael-stuhlbarg-michael-fassbender-kate-winslet.w750.h560.2x" width="620" height="320" /><figcaption id="caption-attachment-4327" class="wp-caption-text">Três atos: Roteiro de Aaron Sorkin constroi uma interessante estrutura para o filme.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando faleceu em 2011, o co-fundador da Apple Steve Jobs instantaneamente tornou-se tema de inúmeras publicações interessadas em sua biografia. Não demorou muito também para que o setor cinematográfico escolhesse Jobs como protagonista de projetos de documentários e longas de ficção que teriam como centro narrativo a sua trajetória e vida pessoal. Tratava-se de um movimento natural dada a magnitude e a representatividade da figura de Jobs no final do século XX e início do século XXI, afinal estamos falando do homem que revolucionou a indústria dos computadores em diversas frentes e que mantinha um certo interesse midiático por controversos aspectos da sua vida pessoal e profissional &#8211; os mais evidentes deles eram os seus atritos com antigos companheiros de trabalho como Steve Wozniak, amigo pessoal de Jobs e peça fundamental na concepção de computadores pessoais da Apple II (modelo da empresa na década de 1970), e o antigo CEO da Apple John Sculley. Assim, multiplicaram-se os livros, documentários e filmes de ficção que buscavam explorar os meandros da ascensão de Jobs, mas talvez nenhuma dessas obras seja tão eficiente quanto<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs</i>, filme de Danny Boyle, que traz o ator Michael Fassbender na pele do empresário e inventor.</p>
</div>
<div>
<p><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>traz os bastidores de três momentos importantes na vida do seu biografado: em 1984, acompanhamos o fundador da Apple no lançamento do Macintosh, no qual vislumbrava-se o potencial comercial de uma máquina cujas funções eram comandadas pelos usuários através do<span class="apple-converted-space"> </span><i>mouse</i>; o ano de 1988, quando Jobs foi desvinculado da Apple e fundou a Next, uma empresa especializada no desenvolvimento de computadores voltados para instituições de educação superior; e 1998, época em que Steve retornou a Apple e apresentava ao público o iMac. Nos três períodos, o espectador acompanha os passos da vida e da carreira de Jobs e a maneira como ele lidava com alguns dos mais importantes relacionamentos da sua vida, entre eles,  a sua complicada relação com a filha Lisa e os atritos o antigo companheiro da Apple Steve Wozniak.</p>
</div>
<figure id="attachment_4328" aria-describedby="caption-attachment-4328" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4328 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/stevejobsfrançoisduhameluniversal-620x310.jpg" alt="stevejobsfrançoisduhameluniversal" width="620" height="310" /><figcaption id="caption-attachment-4328" class="wp-caption-text">Performance equilibrada: Um dos méritos do filme é o seu elenco, principalmente Michael Fassbender que evita a caricatura na pele de Steve Jobs</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para começar, o longa beneficia-se pelo incrível roteiro escrito pelo sempre afiado Aaron Sorkin, baseado no livro de Walter Isaacson. Por mais que o diretor Danny Boyle faça aqui um dos seus trabalhos mais equilibrados da sua recente filmografia, fica evidente que o realizador interfere muito pouco no trabalho do seu roteirista ao transformar<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>em uma grande peça de teatro filmada. Boyle interfere muito pouco em cena e demonstra muita maturidade ao entender que  no caso de<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>quanto menos interferência visual, melhor.</p>
<p>Com o roteiro usualmente verborrágico de Aaron Sorkin (tal qual seus trabalhos em<span class="apple-converted-space"> </span><i>A Rede Social<span class="apple-converted-space"> </span></i>de David Fincher ou na série<span class="apple-converted-space"> </span><i>West Wing</i>) e a interessante estrutura em três atos,<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>funciona como uma encenação teatral na qual os atores ocupam praticamente um mesmo espaço, basicamente os interiores dos grandes auditórios e salas de apresentação que Jobs escolhia para fazer os seus anúncios<i> </i>empresariais. Dessa forma, o que se vê são atores entrando e saindo de cena em três décadas diferentes e todas as ações e dinâmicas centradas nos relacionamentos dos seus personagens com o Steve Jobs interpretado por Michael Fassbender. Assim,<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>beneficia-se pela estrutura do seu roteiro, que soube dar conta das principais questões que rondaram a vida do seu biografado sem recorrer à clássica cartilha das biografias cinematográficas: o nascimento, a vida, a obra e a morte do protagonista. O roteiro do filme, aliado ao tom da interpretaçao dos seus atores, também acerta ao evitar transformar seus personagens em vilões ou mocinhos, ou seja, não se perde em meio a um &#8220;fascínio adolescente&#8221; pela figura de Steve Jobs. Tanto ele, quanto os demais personagens da obra tem muitas camadas e cada um traz em si defeitos e qualidades que os tornam humanos e por isso mesmo fascinantes para o público nos três atos do filme.</p>
<figure id="attachment_4329" aria-describedby="caption-attachment-4329" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4329 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/stevejobsass-620x349.jpg" alt="stevejobsass" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4329" class="wp-caption-text">Biografia: Filme acerta ao evitar o &#8220;lugar comum&#8221; das cinebiografias.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por todo o cuidado que Danny Boyle tem com o texto de Aaron Sorkin e o destaque que ele dá aos duelos de palavras entre os seus personagens, o desempenho dos atores de<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>acaba tendo importância fundamental para o êxito do filme e não há um só integrante do elenco que se saia mal. A começar pelo seu protagonista, Michael Fassbender que acerta imensamente ao evitar o <i>overacting </i>ou buscar trejeitos ou transformações físicas e vocais muito drásticas em sua performance, uma muleta recorrente em trabalhos de atores que se dedicam a interpretar personagens reais, principalmente figuras históricas como Steve Jobs (foi o caso da péssima composição de Ashton Kutcher em <i>Jobs</i>, cinebiografia mal sucedida do mesmo personagem). Fassbender acerta ao ter como principal preocupação do seu trabalho as palavras de Aaron Sorkin e os vestígios da natureza de Steve Jobs que cada uma delas oferece, sendo fiel ao biografado não por uma fisicalidade, mas por conseguir dimensiona-lo como homem, empresário, inventor, pai e amigo e, desta forma, aproximar intimamente o público da sua personalidade. Ao lado de Fassbender estão atores que conseguem magistralmente dar conta de personagens igualmente interessantes e multifacetados que engrandecem ainda mais o desempenho do  seu protagonista, entre eles, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels, Michael Stuhlbarg e Katherine Waterston.</p>
</div>
<div>
<p>Mostrando-se como um rica e profunda biografia, que surpreende a plateia pela estrutura extremamente sagaz do seu roteiro, <i>Steve Jobs </i>fisga o público não apenas por ter como epicentro uma figura conhecida, uma vantagem que parte das cinebiografias ruins conseguem usufruir, mas porque é um grande filme. Com um elenco talentoso que aproveita cada cena do elegante e inteligente roteiro de Aaron Sorkin e com um diretor  como Danny Baoyle que mostra-se inteligente o suficiente para saber que muitas vezes é preciso que o cineasta saia de cena para que parte da sua equipe brilhe e revele o verdadeiro poder da sua obra, <i>Steve Jobs </i>é um longa repleto de virtudes.</p>
</div>
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		<title>Radar do Oscar: Destaques dos festivais de Veneza e Telluride abrem vantagem na temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2015 21:15:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os primeiros festivais internacionais de maior visibilidade desse segundo semestre encerraram suas atividades esta semana e, como é tradição, a repercussão de alguns dos títulos exibidos nesses eventos surge atrelada a temporada de premiações do cinema. De olho no Oscar e cia., os veículos especializados já apontam os nomes desses festivais que podem pintar com fortes chances nos prêmios do início do ano que vem. Confira abaixo os destaques: 01. Johnny Depp favorito aos prêmios de melhor ator por Aliança do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os primeiros festivais internacionais de maior visibilidade desse segundo semestre encerraram suas atividades esta semana e, como é tradição, a repercussão de alguns dos títulos exibidos nesses eventos surge atrelada a temporada de premiações do cinema. De olho no Oscar e cia., os veículos especializados já apontam os nomes desses festivais que podem pintar com fortes chances nos prêmios do início do ano que vem. Confira abaixo os destaques:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236.jpeg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3527" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236-620x372.jpeg" alt="4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236" width="620" height="372" /></a></p>
<p><strong>01. Johnny Depp favorito aos prêmios de melhor ator por <em>Aliança do Crime</em></strong></p>
<p>Ao que tudo indica, Johnny Depp é o candidato a ser batido nas categorias de melhor ator. Depp deixou todos estarrecidos com sua interpretação no longa <strong><em>Aliança do Crime</em> </strong>(no original, <em>Black Mass</em>), de Scott Cooper (<em>Coração Louco</em>). O filme saiu do Festival de Veneza com ótimas cotações para o desempenho do ator, tido por alguns como um dos melhores da sua carreira em anos.</p>
<p>Ao lado de um elenco formado por Benedict Cumberbatch, Dakota Johnson, Joel Edgerton e Kevin Bacon, Johnny Depp interpreta um violento criminoso de Boston que era irmão de um senador e tornou-se informante do FBI.</p>
<p>Depp promete enfrentar pela frente Eddie Redmayne, de <em>A Garota Dinamarquesa</em>, e Leonardo DiCaprio, de<i> O Regresso</i>, novo filme de Alejandro Gonzalez-Iñarritu, que sequer foi visto ainda. Como a vitória de Redmayne surge com uma certa dúvida, tendo em vista que o ator ganhou vários prêmios na temporada passada com <em>A Teoria de Tudo, </em>e Depp é um dos atores mais celebrados da indústria que ainda não tem uma estatueta, o protagonista de <em>Aliança do Crime </em>tem tudo para levar alguns prêmios.</p>
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<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3218" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1-620x349.jpg" alt="spotlight" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>02.<em> Spotlight</em> é comparado a<em> Todos os Homens do Presidente</em></strong></p>
<p>O filme sobre um grupo de jornalistas de Boston que investigaram um caso envolvendo padres pedófilos foi comparado a um dos maiores filmes do gênero, <em>Todos os homens do presidente. <strong>Spotlight</strong></em> pode ser um novo <em>Zodíaco </em>ou<em> Os Suspeitos (2013) </em>e ser cultuado apenas pela crítica e por cinéfilos, mas pode também ser uma espécie de <em>Sobre Meninos e Lobos </em>e conquistar alguns prêmios.</p>
<p>No trabalho do diretor Tom McCarthy (<em>O Visitante</em>), as performances de Michael Keaton, Mark Ruffalo e Rachel McAdams foram exaltadas. É possível que, por ser um &#8220;filme de elenco&#8221;, eles concorram como coadjuvantes, o que será ótimo. McAdams pode conseguir fazer sua carreira cinematográfica finalmente decolar (merecidamente, diga-se de passagem) e Keaton não teria a sombra da concorrência de Eddie Redmayne pelo segundo ano consecutivo, tendo até mesmo chances de vencer um Oscar como coadjuvante.</p>
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<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236.jpeg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3528" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236-620x372.jpeg" alt="7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236" width="620" height="372" /></a></p>
<p><strong>03. Eddie Redmayne transforma <em>A Garota Dinamarquesa </em>em material para Oscar</strong></p>
<p><strong><em>A Garota Dinamarquesa</em></strong>, como os filmes anteriores de Tom Hooper (<em>O Discurso do Rei </em>e <em>Os Miseráveis</em>) não foi uma unanimidade da crítica. Ao ser exibido em Veneza, o filme foi questionado por um certo excesso de didatismo ao trazer para o público as questões de gênero.</p>
<p>O longa que traz a história da primeira mulher trans que se submeteu a uma cirurgia tem o vencedor do Oscar do ano passado Eddie Redmayne no papel principal. Ao contrário do filme em si, os seus atores saíram ilesos. As performances de Redmayne e Alicia Vinkander foram bastante elogiadas. A dúvida é se Vinkander concorreria como coadjuvante ou atriz.</p>
<p>Como o gosto do Oscar muitas vezes não coincide com as escolhas da crítica é bem possível que ele figure nas categorias principais como filme e por ai vai, afinal a Academia adora filmes com fortes desempenhos por ter muitos atores no seu quadro de votantes.</p>
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<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/suffragette.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3529" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/suffragette-605x400.jpg" alt="suffragette" width="605" height="400" /></a></p>
<p><strong>04. <i>Suffragette </i>torna Carey Mulligan favorita aos prêmios de melhor atriz</strong></p>
<p>Em Telluride, a primeira exibição de <em><strong>Suffragette</strong> </em>trouxe muitos elogios à performance de Carey Mulligan, que desponta, até o momento, como uma grande favorita aos prêmios de melhor atriz. Nem mesmo a presença de Helena Bonham Carter e Meryl Streep no elenco ofuscou o brilho da performance de Mulligan, dizem os críticos. Sobre la Streep, todos afirmam que a participação dela na história é muito pequena e praticamente se resume ao que pode ser visto no trailer da produção. Ainda assim, não está descartada uma possível indicação para elas como coadjuvantes.</p>
<p>O filme conta a história do início do movimento feminista na Inglaterra e é dirigido por Sarah Gavron, de <em>Brick Lane</em>.</p>
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<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3530" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-2-620x349.jpg" alt="maxresdefault (2)" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>05. Aaron Sorkin e o roteiro engenhoso de <em>Steve Jobs</em></strong></p>
<p>Biografias não têm tido muita sorte nos últimos anos, mas o roteiro de Aaron Sorkin (vencedor do Oscar por <em>A Rede Social </em>e criador de séries como <i>The West Wing </i>e <em>The Newsroom</em>) e a direção de Danny Boyle (<em>Quem quer ser um milionário?</em>) transformaram <em><strong>Steve Jobs</strong> </em>em material para Oscar, passando longe do péssimo <em>Jobs </em>com Ashton Kutcher.</p>
<p>Exibido em Telluride, <em>Steve Jobs </em>rendeu elogios à performance de Michael Fassbender, que pode ser indicado a prêmios na pele do protagonista, e Kate Winslet, séria candidata na categoria coadjuvante por interpretar Joanna Hoffman, integrante da equipe que criou o Macintosh.</p>
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<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ROOM_Poster-816x460.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3531" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ROOM_Poster-816x460-620x350.jpg" alt="ROOM_Poster-816x460" width="620" height="350" /></a></p>
<p><strong>06.<em> </em><em>Room</em> é o <em>indie</em> do ano. Será que agora Brie Larson decola?</strong></p>
<p>Todo ano temos um <em>indie </em>que se destaca. Por enquanto, esse título é do drama<strong> <em>Room</em></strong>, de Lenny Abrahamson (diretor de <em>Frank</em>). No longa, a atriz Brie Larson vive uma mulher que cria o seu filho em um quarto, o que faz com que a única percepção que ele tenha do mundo seja a daquele cômodo.</p>
<p>Larson, que anos atrás surgiu como uma revelação em <em>Temporário 12</em>, mais uma vez desponta no circuito &#8220;alternativo&#8221; e recebeu algumas das mais calorosas críticas por seu desempenho nesse longa. Se o filme fizer uma boa campanha, é possível que ela seja indicada a prêmios de melhor atriz. O mesmo se aplica a Joan Allen, um forte palpite como atriz coadjuvante. William H. Macy também faz parte da produção.</p>
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<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-3.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3564" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-3-620x349.jpg" alt="maxresdefault (3)" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>07. </strong><strong>Netflix pode abocanhar o Oscar com </strong><strong><em>Beasts of no Nation</em></strong></p>
<p>A Netflix promete marcar presença na temporada com o primeiro filme produzido por eles,<strong> </strong><em><strong>Beasts of no Nation,</strong> </em>de Cary Fukunaga ( de <em>Jane Eyre </em>e da primeira temporada de <em>True Detective</em>). O longa conta a história de um jovem que luta durante a Guerra Civil em um país africano.</p>
<p>Idris Elba interpreta um militar e chamou a atenção por sua performance. O filme como um todo recebeu elogios rasgados em Telluride. O grande empecilho, dizem alguns, é a violência da história que pode afastar um setor mais conservador da Academia. No entanto, <em>Beasts of no Nation </em>é apontado por alguns críticos como um filme a ser superado na temporada. A questão é que nem sempre o gosto da crítica coincide com o gosto das comissões de votantes do Oscar, do Globo de Ouro, do SAG&#8230; É só ver o destino de <em>O Ano mais Violento </em>na temporada passada.</p>
<p>A Netflix pretende lançar o filme primeiro nos cinemas para somente depois de algum tempo disponibilizá-lo no site.</p>
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<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-destaques-dos-festivais-de-veneza-e-telluride-abrem-vantagem-na-temporada/">Radar do Oscar: Destaques dos festivais de Veneza e Telluride abrem vantagem na temporada</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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