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	<title>Arquivos Juliette Lewis - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Juliette Lewis - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Ma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2019 18:09:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando nos acostumamos a ver um artista em determinado tipo de papel, é animador descobrir que ele está em um projeto completamente diferente do seu padrão. É o caso de Octavia Spencer (A Forma da Água) em Ma. Sempre fazendo papéis carinhosos e acolhedores, o típico perfil da boazinha em cena, Spencer lida agora com esse projeto de suspense que a faz sair da zona de conforto e mostrar todo seu potencial. Calma e solitária, um dia Sue Ann conhece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando nos acostumamos a ver um artista em determinado tipo de papel, é animador descobrir que ele está em um projeto completamente diferente do seu padrão. É o caso de Octavia Spencer (<em>A Forma da Água</em>) em <strong><em>Ma</em></strong>. Sempre fazendo papéis carinhosos e acolhedores, o típico perfil da boazinha em cena, Spencer lida agora com esse projeto de suspense que a faz sair da zona de conforto e mostrar todo seu potencial.</p>
<p>Calma e solitária, um dia Sue Ann conhece um grupo de adolescentes que pede sua ajuda para comprar bebida e, de repente, ela vê a chance de fazer novos amigos. Conforme se aproxima dos jovens, Sue oferece à eles uma oportunidade irrecusável: fazer festas e curtir com os amigos na casa dela, um lugar seguro onde nada os impediria de fazerem o que eles quisessem, contanto que seguissem algumas regras. As coisas vão ficando tensas quando Ma (seu apelido agora) começa a ter uns comportamentos estranhos.</p>
<p>A premissa mais animadora do longa é o fato de ele se vender como uma tensão psicológica, que vai explorar as nuances da possível loucura da personagem principal. No entanto, o que vemos é um roteiro que se revela rápido demais, por ser tão óbvio. Não é preciso ser tão atento para sacar o destino da trama, com menos de 30 minutos de exibição.</p>
<p>Ainda assim, esperamos por uma reviravolta no roteiro que efetivamente não acontece. Sucessões de decisões esperadas vão acontecendo para criar tensão no espectador. E sim, verdade, essa tensão acontece de uma maneira muito correta. Assistimos ao desdobrar dos personagens, especialmente a personagem Ma, que vai mostrando nuances de sua personalidade e eventos que a levaram a ser desta forma.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10628" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3566724.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3566724.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3566724.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3566724.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, os eventos acabam se tornando pequenos para a dimensão das crueldades que a mulher está disposta a fazer. Compilado a isso, temos elementos soltos e mal trabalhados, como a filha doente e a chefe abusiva. A chefe, interpretada por Alisson Janney (<em>Eu, Tonya</em>) &#8211; que, coitada, não tem nem dois minutos de cena &#8211; poderia funcionar como um gatilho para os traumas da protagonista, justificando a sua súbita necessidade de vingança. Mas acaba sendo ignorada e tornando-se uma morte fácil e sem propósito.</p>
<p>Outros elementos da trama &#8211; que não irei expor por conta de <em>spoiler</em> &#8211; levam o mesmo destino. O diretor Tate Taylor (<em>Histórias Cruzadas</em>) se mostra com pouca irreverência ao tratar de uma temática pesada como traumas por conta de <em>bullying</em>. Ao invés de ir afundo no projeto e esmiuçar toda a trama psicológica que o roteiro oferece, ele escolhe ficar na superficialidade de um novelão. Temos cenas caricatas demais para o que o longa se propõe.</p>
<p>O grande suspiro de prazer em <strong><em>Ma</em> </strong>é a atriz Octavia Spencer, que finalmente teve a sua chance de participar de um projeto diferente. A sua figura maternal, cuidadosa e amorosa dá o tom na protagonista, que consegue envolver todos com seus abraços gostosos. É bom ver essa dualidade na trama, do mal travestido de bem. É, definitivamente, o grande destaque da produção.</p>
<p><strong><em>Ma</em> </strong>não é um filme ruim, mas é um grande potencial perdido que fica na primeira camada e é tão óbvio quantos qualquer roteiro comum. Fico imaginando um projeto desses na mão do diretor Jordan Peele (<em>Corra!</em>) que certamente iria nos presentear com um verdadeiro <em>thriller</em> intenso e psicológico. Ficaremos só na vontade mesmo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tate Taylor<br />
<strong>Elenco:</strong> Octavia Spencer, Juliette Lewis, McKaley Miller, Luke Evans, Corey Fogelmanis, Dominic Burgess, Tate Taylor, Missi Pyle, Allison Janney</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GsJEgKmt2b8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Nerve &#8211; Um Jogo sem Regras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2016 15:22:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ariel Shulman]]></category>
		<category><![CDATA[Dave Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Joost]]></category>
		<category><![CDATA[Juliette Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Nerve: Um Jogo sem Regras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dos filmes em cartaz nos cinemas em 2016, Nerve: Um Jogo sem Regras é o que tem a trama mais atual. No longa, através de um aplicativo chamado Nerve, os personagens entram em um jogo nos moldes &#8220;verdade ou consequência&#8221; (sem a verdade) no qual o usuário opta por ser jogador ou observador e caso escolha a primeira opção terá que cumprir uma série de desafios. A cada empreitada bem-sucedida no game, o jogador tem depositado em sua conta uma considerável quantia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dos filmes em cartaz nos cinemas em 2016, <i>Nerve: Um Jogo sem Regras </i>é o que tem a trama mais atual. No longa, através de um aplicativo chamado Nerve, os personagens entram em um jogo nos moldes &#8220;verdade ou consequência&#8221; (sem a verdade) no qual o usuário opta por ser jogador ou observador e caso escolha a primeira opção terá que cumprir uma série de desafios. A cada empreitada bem-sucedida no <i>game</i>, o jogador tem depositado em sua conta uma considerável quantia em dinheiro e tem a possibilidade de aumentar o número de observadores que acompanham em tempo real a execução  de complicados e arriscados desafios.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O jogo apresentado no filme captura uma jovem fragilizada por traumas familiares e reprimida socialmente chamada Vênus, papel de Emma Roberts (da série <i>American Horror Story</i>), que embarca nos desafios junto com um experiente jogador chamado Ian (papel de Dave Franco, de <i>Vizinhos</i>). Vênus rapidamente consegue ser uma das atrações mais populares dessa espécie de Big Brother da rede. Contudo, a partir do momento em que ela se transforma na pessoa mais observada do Nerve, a jovem também fica mais vulnerável aos riscos que o jogo impõe.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com essa trama, <i>Nerve </i>acaba tratando de temas pertinentes em tempos de <i>Pokémon Go </i>e todo o seu debate sobre a tal &#8220;realidade aumentada&#8221; em uma espécie de <i>1984 </i>com outras variantes. Há no trabalho da dupla Henry Joost e Ariel Schulman, que se preocupam com essa problemática contemporânea desde o documentário <i>Catfish, </i>interessantes <i>insights </i>sobre a ausência de privacidade na rede em contraponto ao total anonimato que propicia a externalização do que existe de pior nos seus usuários. É nesta zona de discussões que <i>Nerve </i>trafega muito bem na maior parte da sua projeção.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6597" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/nerve-mv-3.jpg" alt="nerve-mv-3" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme se apresenta para a plateia como um <i>thriller </i>com &#8220;pegada&#8221; <i>pop</i> para a geração <i>teen</i> e, apesar de situar-se na realidade das múltiplas telas dos celulares e computadores, evita os maneirismos do cinema &#8220;moderninho&#8221; que tem procurado tratar de tais temas e, por vezes, incorpora tropegamente os recursos digitais em sua linguagem cinematográfica. Ao apresentar-se ao público como um suspense corrente, mas conectado com as demandas de um público que pretende alcançar, <i>Nerve </i>consegue ser mais preciso em seus objetivos e tende a mostrar-se ainda mais provocador na medida que todo o conflito envolvendo sua protagonista apresenta complicadores que se sobrepõem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É uma pena que nem tudo em <i>Nerve </i>saia a contento. O roteiro de Jessica Sharzer não consegue criar razões plausíveis e fortes o suficientes para justificar a entrada da sua protagonista no Nerve &#8211; ao menos, o trágico episódio familiar e sua dificuldade de se expressar e socializar, somados a um fora que ela leva no longa, não soam determinantes o bastante para torna-la presa fácil, o filme não faz esse serviço. As coisas se complicam ainda mais na construção dessa personagem quando lá pelas tantas ela é arrebatada por um súbito heroísmo, algo que a fragiliza ainda mais, sobretudo porque o filme não desenvolve com muita precisão um arco de amadurecimento e superação para a mesma. Além disso, também é de se lamentar que Sharzer opte por um desfecho tão luminoso e imaturo, quando o filme ganharia muito mais se mantivesse a sobriedade e o caráter incisivo da sua crítica social, como manteve durante boa parte da projeção. É como se Sharzer sabotasse o seu próprio trabalho, ainda que isso não prejudique a experiência como um todo ou retire os seus méritos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, apesar dos pontos falhos, não há como negar que <i>Nerve </i>tem muito a dizer sobre nossos tempos. E o faz com um forte apelo popular, o que o transforma em um filme poderoso, já que o objetivo de obras com esse intuito é mesmo o alcance massivo da sua mensagem. Claro que <i>Nerve </i>poderia ser mais corajoso pois durante boa parte da sua projeção provoca e leva personagens e  público ao limite da tensão, assim como também poderia ter elementos da sua narrativa mais bem amarrados, mas existem momentos de acerto preciso.</p>
<p><strong><a href="http://coisadecinefilo.com.br/assista-a-entrevistas-com-os-diretores-e-com-o-elenco-do-thriller-nerve/">Clique aqui </a>e assista às entrevistas com os diretores e com o elenco do filme</strong></p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bbWcii5DS0A" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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