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	<title>Arquivos Julie Walters - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Julie Walters - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: As Loucuras de Rose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 21:35:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine uma mistura entre Nasce Uma Estrela, Projeto Flórida e Brooklin. Aí está As Loucuras de Rose (Wild Rose, no original). Na narrativa, uma jovem mãe solteira, Rose (a talentosa Jessie Buckley, Chernobyl), acaba de sair da cadeia e precisa conciliar o sonho de ser uma cantora de música country juntamente com as responsabilidades maternas. Além disso, outros obstáculos que deve enfrentar são a desaprovação de sua mãe, Marion (a marcante Julie Walters, O Retorno de Marry Poppins), e o fato de viver na cinzenta Glasgow, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine uma mistura entre <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nasce-uma-estrela/"><em>Nasce Uma Estrela</em></a>, <em>Projeto Flórida </em>e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-brooklin/"><em>Brooklin</em>.</a> Aí está <em><strong>As Loucuras de Rose </strong></em>(<em>Wild Rose</em>, no original). Na narrativa, uma jovem mãe solteira, Rose (a talentosa Jessie Buckley, <em>Chernobyl</em>), acaba de sair da cadeia e precisa conciliar o sonho de ser uma cantora de música <em>country</em> juntamente com as responsabilidades maternas. Além disso, outros obstáculos que deve enfrentar são a desaprovação de sua mãe, Marion (a marcante Julie Walters, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-mary-poppins/"><em>O Retorno de Marry Poppins</em></a>), e o fato de viver na cinzenta <em>Glasgow, </em>na Escócia, já que a terra fértil do gênero musical é do outro lado do oceano, em <em>Nashville, </em>nos Estados Unidos.</p>
<p>Logo de início, a personalidade de Rose rapidamente se estabelece. Um mapa de <em>Nashville</em>, uma blusa vermelha vibrante destoando da prisão branca e muitos risos. Posteriormente, veste bota e jaqueta de caubói, senta na janela do ônibus com seus olhos de sonhadora perdidos nos sonhos e uma trilha sonora que diz: &#8220;garota do campo, tem que continuar seguindo em frente&#8221;.</p>
<p>Tudo isso se dá graças ao diretor Tom Harper (<em>Peaky Blinders</em>) e um inteligente uso dos elementos da <em>mise-en-scène</em>, fugindo da exposição verborrágica. Em seu primeiro ato fora da prisão, a protagonista visita um antigo namorado para ter relações sexuais e Harper, brilhantemente, começa a cena com um plano geral da cidade nublada, até que uma panorâmica move a câmera para um plano aéreo de Rose fazendo sexo no campo verde. Assim, em três minutos de filme, já sabemos tudo sobre a personagem, de natureza selvagem e, principalmente, alguém que nasceu para ser livre.</p>
<p>Neste sentido, o tom vermelho está presente por todo <em><strong>As Loucuras de Rose, </strong></em>seja em suas bandanas e camisas quadriculadas, ou na iluminação de suas apresentações. É a cor da vibração, da paixão, da intensidade, da revolução, fazendo um interessante contraste com o cenário em tons mais neutros a sua volta. Ainda sobre iluminação e <em>mise-en-scène</em>, Harper traz sensibilidade e uma áurea angelical na primeira vez Rose canta, com uma luz dourada vindo da janela e atingindo-lhe por trás em <em>close-up</em>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11481" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/As-Loucuras-de-Rose-1.jpg" alt="As Loucuras de Rose" width="749" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/As-Loucuras-de-Rose-1.jpg 749w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/As-Loucuras-de-Rose-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/As-Loucuras-de-Rose-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 749px) 100vw, 749px" /></p>
<p>Aliás, todas as sequências musicais possuem esse caráter mais escapista, com planos fechados em Buckley, permitindo que ela não só cante, como também liberte sua voz para o mundo. Já a trilha sonora — também cantada por ela — é um dos pontos mais fortes do filme e as letras vão sempre de encontro aos sentimentos da protagonista.</p>
<p>Além de sua poderosa voz, Jessie Buckley também atinge um enorme melancolia que o roteiro pede a sua personagem. Afinal, sua trajetória é de muito sofrimento e sacrifícios, precisando deixar os filhos de lado várias vezes em detrimento à oportunidades que surgem. Assim, ela traz uma brilhante atuação que se mistura entre sorrisos nos momentos pequenos, olhos lacrimejantes e muitos planos para o futuro.</p>
<p>Outro grande acerto de <em><strong>As Loucuras de Rose </strong></em>reside no roteiro, da estreante Nicole Taylor, que não aponta dedos para sua protagonista falha e humana. Mais do que isso, ele entende todas as dificuldades que ela passou ao longo da vida, sendo uma mãe solteira que cometeu escolhas erradas, além da falta do pai dos filhos para auxiliá-la.</p>
<p>É claro que o espectador pode julgá-la por deixar as crianças com vizinhos para fazer apresentações, mas o filme<strong> </strong>a vê como uma vítima e sofre junto com ela. Apesar de clichê, o final da narrativa é muito bem executado por conta de seu forte impacto emocional. <em><strong>As Loucuras de Rose </strong></em>é um filme sobre liberdade e amadurecimento, usando como pano de fundo a leveza da música <em>country</em> para falar sobre o difícil tema da maternidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tom Harper<br />
<strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Julie Walters, Sophie Okonedo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong><br />
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=kD5gHxR0OrI&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Aug 2018 23:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amanda Seyfried]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fugindo do padrão, o anúncio da sequência de um musical criou um rebuliço no público. Com o início do mês de agosto, os fãs de cinema recebem um presente belíssimo: a sequência de Mamma Mia!, de 2008. Com uma nova trilha sonora empolgante, um enredo cativante e um trabalho técnico incrível, o universo dos musicais ganha mais uma pérola. Mamma Mia! Lá vamos nós de novo chega aos cinemas nessa quinta-feira (2) para fazer com que o espectador relembre o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fugindo do padrão, o anúncio da sequência de um musical criou um rebuliço no público. Com o início do mês de agosto, os fãs de cinema recebem um presente belíssimo: a sequência de <em>Mamma Mia!</em>, de 2008. Com uma nova trilha sonora empolgante, um enredo cativante e um trabalho técnico incrível, o universo dos musicais ganha mais uma pérola. <em>Mamma Mia! Lá vamos nós de novo</em> chega aos cinemas nessa quinta-feira (2) para fazer com que o espectador relembre o sentimento puro de diversão de quando se é criança.</p>
<p>A nova película distribuída pela Universal Pictures segue os passos de sua história antecessora sem perder seu caráter próprio. Com sua narrativa dividida entre passado e presente, o elenco espetacular de <em>Mamma Mia!</em> levará o público a mais uma jornada encantadora e divertida pelo mundo da música. A partir das novas interpretações das músicas do ABBA, todo o cenário da juventude de Donna é apresentado para o público, mostrando em detalhes os fatos mencionados na produção de 2008.</p>
<p>Para homenagear sua falecida mãe, Sophie (Amanda Seyfried) reforma todo o hotel e o transforma no verdadeiro paraíso que Donna (Meryl Streep) sempre sonhou. Para a grande reinauguração que está se aproximando, Sophie convida as melhores amigas de mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), e seus três pais, Sam (Pierce Brosnan), Bill (Stellan Skarsgård) e Harry (Colin Firth). Motivada por esse reencontro e por uma feliz surpresa – ela está grávida – Sophie irá mergulhar nas memórias e aventuras da juventude de sua mãe, período no qual Donna (Lily James) conheceu os três pais de sua filha, se estabeleceu na ilha Kalokairi e engravidou.</p>
<p>A primeira coisa que deve ser falada sobre <em>Mamma Mia! 2</em> é o cuidado da produção. Cuidado em respeitar a ideia original do projeto, cuidado ao escolher as novas músicas e atores e, principalmente, cuidado ao dar continuidade ao trabalho feito por Phyllida Lloyd e Catherine Johnson, que fez a história dessa sequência em parceria com Richard Curtis (roteirista dos dois primeiros <em>Bridget Jones</em>). Ao lado desse esmero com a lealdade e respeito ao ideal da narrativa, o desempenho do diretor Ol Parker (<em>Agora e para sempre</em>, de 2012) é merecedor de aplausos. O trabalho de Parker não envolve nada impensado ou inédito, mas a fidelidade presente no produto final e, ao mesmo tempo, a existência de sua assinatura própria são qualidades admiráveis que merecem ser parabenizadas. Além de ter posto tudo isso em prática na direção, Parker segue a mesma linha de trabalho como roteirista da película.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9189" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/5751633.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cena do Filme Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo" width="610" height="348" /></p>
<p>Ao lado desse trabalho técnico incrível e de uma produção dessa magnitude, nada mais justo do que ter um elenco  tão extraordinário. E é justamente isso que a produtora Legendary Entertainment entrega. Com o retorno dos queridos atores do primeiro longa-metragem e a participação dos novos integrantes, a Legendary forma um elenco completamente coeso que dá vida da melhor forma possível a mais uma aventura inspirada pelas músicas do grupo ABBA. É preciso destacar as performances de Lily James (<em>Em ritmo de fuga</em>, de 2017) e Amanda Seyfried (<em>Os miseráveis</em>, de 2012) que vão além e tornam a experiência do longa ainda melhor. Seyfried, com toda a sua maturidade artística, volta a interpretar Sophie com uma carga dramática aprofundada e presenteia o público mais uma vez com sua belíssima voz. Por outro lado, James se une ao filme para tomar o cativante lugar da magnífica Meryl Streep – o que não é uma tarefa fácil. O talento já provado pela atriz em seus últimos trabalhos – como o recente <em>A hora mais escura</em>, de 2017 – mostra que a jovem inglesa é capaz de ir bem longe.</p>
<p>Como um dos fatores principais da película, a trilha sonora fala por si só. Já disponível nas plataformas digitais desde o dia 13 de julho, o álbum de <em>Mamma Mia! Here we go again</em> (título original) é uma amostra do quão sensacional é o produto final e também é um lembrete do quão fantástico e marcante foi a história do ABBA. Mesclando algumas músicas já conhecidas pelos fãs do musical e interpretações inéditas, o público sairá das sessões cantando sem parar uma playlist tão marcante quanto a do primeiro longa-metragem.</p>
<p>Por fim – e para fugir do habitual – preciso sair da tentativa de objetividade para entrar na esfera pessoal. Por mais que esse seja um tipo de texto opinativo, sempre tento expressar minhas percepções da maneira menos parcial possível, para que não estrague nenhuma experiência cinematográfica. Hoje, contudo, me deparo com a necessidade de tentar descrever o indescritível. De um fã declarado e absoluto de musicais &#8211; em especial de <em>Mamma Mia! </em>que marcou a minha infância &#8211; para você que tem a mínima intenção de ir aos cinemas para ver essa obra, só posso te dizer uma coisa: vá! Não pense duas vezes, apenas se dirija até um caixa e compre o seu ingresso. A experiência de assistir esse filme foi uma mistura de nostalgia, orgulho e alegria. E este último sentimento é o resultado final da sessão, uma alegria infinita e pura. A leveza da história unida às músicas e seus respectivos números musicais fazem com que você sinta uma alegria genuína que se tem na infância e que me levou para os meus dez anos, quando assistia sem parar ao primeiro longa. Se você quer sentir essa sensação pura e única que só trabalhos especiais como este podem lhe proporcionar, corra já para o cinema mais próximo e se permita ser criança mais uma vez.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YClcvscKf3w" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Brooklin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2016 21:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4547" aria-describedby="caption-attachment-4547" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4547 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn1-620x333.jpg" alt="brooklyn1" width="620" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-4547" class="wp-caption-text">Romance: Personagens de Saoirse Ronan e Emory Cohen se apaixonam na América.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Indicado em três categorias do Oscar 2016 (melhor filme, roteiro adaptado e atriz), <i>Brooklin </i>talvez seja um dos candidatos mais modestos e simples da temporada, mas não menos interessante. Ainda mais silencioso que <i>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </i>(que conta com um pouquinho de polêmica em torno de toda a discussão sobre o jornalismo e a pedofilia na igreja católica), <i>Brooklin </i>pode não se impor como uma obra cinematográfica de grandes proporções e ambições como concorrentes a estatueta da Academia do naipe de <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i>, <i>O Regresso </i>e <i>Perdido em Marte</i>, mas mostra-se ao público como um romance competente e simpático. Fora do contexto das premiações monopolizada por filmes tão ruidosos (em todos os sentidos) quanto seus concorrentes ao Oscar de melhor filme, <i>Brooklin </i>certamente não seria desdenhado com tanta facilidade pela crítica brasileira como anda sendo. Analisado dentro dos seus próprios termos, o filme de John Crowley é um agradável e agridoce longa sobre o amadurecimento e a descoberta do amor e da própria individualidade.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Brooklin</i>, Saoirse Ronan vive Ellis Lacey, uma jovem irlandesa que sai da sua terra natal e vai para os EUA morar no Brooklin. Empenhada em concretizar o seu sonho americano, Ellis acaba se deparando com uma realidade completamente diferente daquela que idealizara. Em seus primeiros dias no novo país, a jovem enfrenta as dificuldades de adaptação ao novo lugar, trabalho e pessoas. Tudo muda quando Ellis conhece Tony, um imigrante italiano por quem ela acaba se apaixonando. A partir dessa relação, Ellis consegue superar as dificuldades de adaptação e começa a se sentir confortável no novo país. Uma notícia da Irlanda, porém, coloca as certezas da moça em cheque e ela passa a se questionar onde de fato está a sua felicidade.</p>
<figure id="attachment_4548" aria-describedby="caption-attachment-4548" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4548 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn-cena-4-620x362.jpg" alt="brooklyn-cena-4" width="620" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-4548" class="wp-caption-text">Amadurecimento: Protagonista torna-se uma mulher quando vem para o novo país.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Roteirizado por Nick Hornby, que como autor de livros escreveu as obras que deram origem a <i>Um Grande Garoto </i>e <i>Alta Fidelidade </i>e como roteirista foi responsável por filmes como <i>Educação </i>e <i>Livre, Brooklin </i>é uma produção de pequeno porte apesar de falar sobre temas de alcance universal. Contando com uma condução eficiente do diretor John Crowley, os personagens de Hornby, todos extraídos das páginas do livro homônimo de Colm Toibin, transbordam afeto em relações e dilemas de imensa empatia com a plateia. No fim das contas, com muita simplicidade e precisão, <i>Brooklin </i>aborda de maneira eficiente os dilemas de um estrangeiro em um novo país, o sentimento de inadequação e toda a jornada de amadurecimento pessoal que a situação acaba impulsionando. Trata-se de um romance que pode ser encarado por duas perspectivas plenamente satisfatórias: por uma via temos uma história de amor sem as costumeiras afetações hollywoodianas e por outro lado nos deparamos com um sensível conto sobre o amadurecimento de uma mulher.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa beneficia-se pela ótima interpretação de Saoirse Ronan, que consegue trafegar de forma suave por todas as fases vivenciadas por sua personagem. A atriz também tem um ótimo parceiro de cena, Emory Cohen, que dá vida ao par romântico da protagonista, o italiano Tony. Ao longo da projeção, também somos acarinhados pela presença de atores do calibre de Julie Walters (maravilhosa como a dona da casa que Ellis passa a morar quando vai para os EUA), Jim Broadbent e o jovem do momento, Domhnall Gleeson.</p>
<figure id="attachment_4549" aria-describedby="caption-attachment-4549" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4549 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn03-620x349.jpg" alt="brooklyn03" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4549" class="wp-caption-text">Dilema: Ao retornar para a Irlanda, protagonista vive um impasse.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Discreto e eficiente, <i>Brooklin </i>é um filme bastante satisfatório ao que se propõe. Com uma narrativa que cumpre o seu papel na perspectiva macro (a questão da formação dos EUA e dos imigrantes) e micro (a jornada de amadurecimento de uma jovem mulher), <i>Brooklin </i>é um longa cheia de virtudes. A maioria dessas qualidades, contudo, não saltam aos olhos em um primeiro momento, mas são absorvidas e vivenciadas ao longo de toda a projeção. Em meio a uma temporada com tantas produções de alto orçamento, psicologicamente densas e com pretensões estéticas e narrativas ambiciosas, o filme acaba funcionando como um agradável e necessário &#8220;respiro&#8221;.</p>
</div>
</div>
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