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	<title>Arquivos Jon Hamm - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jon Hamm - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Top Gun: Maverick</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 May 2022 23:12:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Top Gun: Maverick estava aguardando um bom momento para chegar aos cinemas desde 2020, quando ele seria lançado mas a pandemia da Covid-19 veio acabando com os planos de todo mundo. De lá para cá, diversas datas de lançamento foram propostas e sempre frustradas. Confesso que nesse meio do caminho, eu fui perdendo a empolgação e simplesmente deixando ele de lado no quesito expectativa. Se isso favoreceu minha percepção do longa ou não, não temos como afirmar. Mas o fato [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> estava aguardando um bom momento para chegar aos cinemas desde 2020, quando ele seria lançado mas a pandemia da Covid-19 veio acabando com os planos de todo mundo. De lá para cá, diversas datas de lançamento foram propostas e sempre frustradas. Confesso que nesse meio do caminho, eu fui perdendo a empolgação e simplesmente deixando ele de lado no quesito expectativa. Se isso favoreceu minha percepção do longa ou não, não temos como afirmar. Mas o fato é que o filme é sensacional e vai muito além do que eu poderia esperar.</p>
<p>Para mim, o grande destaque do primeiro <em>Top Gun: Ases Indomáveis</em> era a trilha sonora unida à belíssima fotografia. Tomadas de câmeras geniais que faziam com que o roteiro simplório se tornasse algo delicioso de assistir. Neste segundo longa, essa essência é mantida e podemos apreciar logo na primeira cena. Sim, a minha empolgação já surgiu no momento de abertura, com aquele estilo de música dos anos 1980, motos, aviões e óculos RayBan.</p>
<p>Pete Mitchell (Tom Cruise, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a>) está com mais de três décadas de experiência nas costas, mas ainda insiste em ficar na linha de frente dos caças, atuando como piloto. <em>Persona non grata</em> por alguns chefões da corporação, ele acaba sendo enviado para realizar um treinamento de jovens admitidos no Top Gun, que terão a difícil missão de desarmar a construção de uma usina nuclear. Para piorar a situação, ele tem que lidar com Rooster (Miles Teller, <em>Cães De Guerra</em>), filho de seu falecido parceiro das antigas, que morreu em uma missão ao seu lado.</p>
<p>O roteiro faz questão de nos ambientar novamente naquele cenário que foi apresentado no primeiro longa. Logo, um desavisado que não assistiu pode conferir este filme sem tanto prejuízo. Ainda assim, recomendo pois é super bacana. Como falei, cenários belíssimos, jogadas de câmera que nos fazem sentir o pôr do sol na pele, além da sensação quase 3D de voar em caças, tudo a partir do incrível trabalho da direção de Joseph Kosinski (<em>Oblivion</em>).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15542" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM.jpeg" alt="Top Gun: Maverick" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Cruise está completamente à vontade no papel de Maverick e temos a constante sensação de que ele curtiu muito a realização deste filme (mesmo que inicialmente ele fosse contra a retomada do projeto). Ele se entrega a todas as emoções do personagem, que sorri, chora, se diverte e se preocupa, sempre na mesma intensidade. O capitão carrega o peso do passado, mas isso não o torna uma pessoa sisuda.</p>
<p>A medida que o filme evolui (e tento aqui evitar os spoilers), acompanhamos mais da vida pessoal de Maverick, junto com a profissional. A retomada de uma relação antiga com a personagem de Jennifer Connelly (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>), assim com a amizade profunda que tem com Iceman (Val Kilmer, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boneco-de-neve/"><em>Boneco de Neve</em></a>). Inclusive, essa dinâmica com Kilmer rende as cenas mais emocionantes do longa.</p>
<p>Um outro destaque é o entrosamento entre o grupinho de novatos que será liderado por ele. Uns tentando mostrar serviço, outros um pouco assustados. E Rooster no meio do caminho querendo ser o bad boy da turma, além de insubordinado. Vale um destaque aqui para o empenho de Teller para construir um corpo atlético, algo que eu não era nem capaz de imaginar em um ator como ele, que não focava nesse estilo. Foi uma surpresa curiosa.</p>
<p>O filme segue um estilo dos anos 1980 que muito me agrada, mais preocupado em inserir o espectador naquele universo, do que simplesmente apresentar cenas explosivas de ação que não levam ninguém à lugar algum. Não existe pressa em <em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> e esse é um dos maiores ganhos do longa. Ainda assim, as suas pouco mais de 2h de duração passam num piscar de olhos, mostrando que a união faz a força, especialmente quando juntamos roteiro, direção, fotografia e trilha sonora, tudo de boa qualidade.</p>
<p><em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> é um filme redondinho, com mesclagem de vários gêneros na medida certa, um elenco integrado e uma história simples o suficiente para não exigir muito do espectador, mas bem trabalhada para também não duvidar de sua capacidade mental. Uma grata surpresa que tive, já que não tinha grandes expectativas. Definitivamente se tornou um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos, que acredito que irá agradar a maioria do público.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joseph Kosinski</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Miles Teller, Jennifer Connelly, Jon Hamm, Glen Powell, Lewis Pullman, Charles Parnell, Bashir Salahuddin, Val Kilmer, Ed Harris, Monica Barbaro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9Jgua93Xhcw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Te Peguei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Aug 2018 19:53:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme baseado em fatos reais traz um importante elemento para o enredo: o respaldo da veracidade. Quando se trata de um longa de comédia nestes moldes, a situação fica mais interessante, já que elementos que podem beirar o absurdo têm onde se apoiar. No caso de Te Peguei, toda a surrealidade da trama, mesmo que existam exageros não verídicos, torna-se aceitável diante do fato de que existem pessoas reais sendo representadas. É com um pouco de desconfiança que o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme baseado em fatos reais traz um importante elemento para o enredo: o respaldo da veracidade. Quando se trata de um longa de comédia nestes moldes, a situação fica mais interessante, já que elementos que podem beirar o absurdo têm onde se apoiar. No caso de <em><strong>Te Peguei</strong></em>, toda a surrealidade da trama, mesmo que existam exageros não verídicos, torna-se aceitável diante do fato de que existem pessoas reais sendo representadas.</p>
<p>É com um pouco de desconfiança que o espectador inicia a sessão de <em><strong>Te Peguei</strong></em>. Com alguns toques iniciais de besteirol, o filme vai tomando corpo de maneira gradativa, objetiva, mas sem pressa. Isso auxilia o público a entender o que está acontecendo e criar empatia pela história, que é incrivelmente surreal.</p>
<p>Um grupo de amigos que se conhecem desde a infância e sempre brincaram de pega-pega, se reúnem todos os anos no mês de maio para dar continuidade à brincadeira. Claro que com o passar dos anos isso foi ficando cada vez mais difícil e emocionante, já que cada um foi morar em uma cidade diferente, alguns casaram, tiveram filhos, etc. Um dos membros, no entanto, nunca foi pego durante os 30 anos da brincadeira. Sendo assim, o demais resolvem traçar uma estratégia e um plano para finalmente pegar o esperto.</p>
<p><strong><em>Te Peguei</em></strong> é um filme de muitas risadas. Aliás, risadas sinceras, abismadas e altas. O nível de surrealidade do roteiro ultrapassa qualquer coisa, uma vez que assistimos homens de meia idade correndo atrás uns dos outros e tentando criar emboscadas em prol de um jogo que não tem exatamente um objetivo. Eles efetivamente tiram férias, pedem licença do trabalho, para conseguir participar da brincadeira. Algo muito louco na cabeça do espectador.</p>
<p>O novato diretor Jeff Tomsic faz uma boa estreia nos cinemas, com uma comédia muito engraçada, com história atraente (embora insana) e fluidez no roteiro. A escolha de elenco foi muito acertada. Ed Helms veste bem a camisa da liderança do grupo, enquanto Jon Hamm assume o papel de garanhão rico e perdido que quer apenas fugir das responsabilidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9276" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/0676077.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="filme te peguei" width="610" height="348" /></p>
<p>Como uma paródia de si mesmo, Jeremy Renner assume o papel do membro que nunca foi pego e tem milhares de táticas para escapar dos demais. Alguns elementos de ação e espionagem são utilizados e acrescentam bem ao roteiro. Destaque importante para Hannibal Buress, que incorpora o personagem com tamanha maestria que pelo simples fato de entrar em cena, já arranca risadas do espectador.</p>
<p>Como o grupo é composto apenas de homens &#8211; eles ressaltam que na época em que fizeram o trato eles eram pequenos e não deixavam menina brincar &#8211; as mulheres que surgem servem como apoio e suporte para a trama. Ainda assim, tem boa representatividade ao que se propõem, como é o caso de Isla Fisher, que faz o papel da esposa mega competitiva.</p>
<p><strong><em>Te Peguei</em></strong> mostra uma clara preocupação em ter uma história, efetivamente, e não apenas fazer um compilado de momentos engraçados. O fato de ser baseado em fatos reais ajuda bastante, mas eles conseguem colocar elementos próprios e ter uma personalidade independente do material original.</p>
<p>Ao final do longa, temos a conclusão que já vai se mostrando ao longo da trama: tudo aquilo não se passa de um motivo para reunir os amigos e curtir os bons tempos de antigamente. É uma válvula de escape para todos eles, uma possibilidade de deixar a criança interior se divertir mais uma vez. Com o desfecho inesperado de um dos personagens, o espectador finaliza o filme com ainda mais empatia por todos e a sensação de que esta é uma comédia que vale a pena.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RajUfLG1daQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Em Ritmo de Fuga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 21:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de Chumbo Grosso, intitulado no Brasil Em Ritmo de Fuga. Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Bellbottoms&#8221; no último volume! A música embala a marcação dos atores em cena. O protagonista Baby (Ansel Elgort) tem os movimentos coreografados, enquanto os companheiros de crime Griff (Jon Bernthal), Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eiza González) roubam um banco. É assim que se inicia o novo longa do cineasta Edgar Wright, de <em>Chumbo Grosso</em>, intitulado no Brasil <em>Em Ritmo de Fuga</em>.</p>
<p>Durante toda a projeção, o público é contagiado pelas canções que embalam os passos da personagem principal, literalmente. Todas as músicas presentes no filme estão dentro da diegese e a execução desta escolha é bem realizada, pois em nenhum momento parece forçado, pelo contrário, fortalece a construção do papel de Elgort e do clima de tensão.</p>
<p>A história gira em torno de Baby e seu trabalho de piloto de fuga. Há dez anos no volante, à serviço de Doc (Kevin Spacey), o rapaz ocupa a função contra seu gosto. Ameaçado pelo atual chefe, o garoto precisa pagar uma dívida do passado. Aproximando-se de quitar o débito, o jovem foca em completar suas tarefas o mais rápido possível e sair da vida de crime. Durante a exibição fica mais do que clara a bondade e generosidade do protagonista, além de seu genuíno amor pela música.</p>
<p>A direção de Wright é competente. Com um olhar cuidadoso para as cenas de ação, o ritmo corre corretamente pois o cineasta consegue executar momentos de tensão com as cenas de alívio no momento exato para não provocar um enfarto no espectador. Alguns planos detalhe tornam o longa ainda mais especial. Seja em um pé que bate no chão, junto com a música ou as mãos no volante, os planos incrementam o longa. O público pode conseguir notar a criatividade e cuidado em cada escolha de Edgar Wright nas diversas cenas, como, por exemplo, em uma das sequências finais quando o vilão é banhado por uma cor vermelha e o mocinho pelo azul.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7951" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/baby-driver.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Outro ganho de <em>Em Ritmo de Fuga </em>é a montagem. A edição, principalmente das cenas de ação, casa e descasa com as músicas de forma a dar ritmo para as sequências exibidas. Nos primeiros seis minutos de projeção já é possível notar a preocupação dos editores Jonathan Amos (<em>Irmão de Espião</em>) e Paul Machliss (<em>Heróis de Ressaca</em>). Os cortes combinados com as batidas das canções criam uma atmosfera de emoção e são bem executadas pois dão ritmo e anunciam o que estar por vir.</p>
<p>São nos detalhes que a projeção ganha qualidade. Os atores estão muito bem marcados e isso fica ainda mais visível quando eles estão em grupo e performam movimentos sincronizados, tudo isso feito de forma fluida e que se encaixa com a linguagem do filme. As atuações do elenco coadjuvante são muito pontuais, corretas. Individualmente, olhando para eles, não há caricaturas entre mocinhos e vilões, o que já é um ganho. Ninguém compromete a qualidade do filme, mas também não existem interpretações memoráveis, até porque fica a sensação de que todos precisam ser comuns, mais na média, para que Baby se destaque.</p>
<p>Ansel Elgort é a estrela do longa. O que pode vir chamar mais atenção é seu trabalho corporal para cena. É como se a música vibrasse em seu corpo e virasse movimento. As mudanças de olhar e postura durante a projeção também são relevantes. O artista toma o cuidado para não exagerar na imagem de distraído de Baby e sabe a hora de demonstrar paixão, raiva e tomada de atitudes mais severas. Elgort ganha também no carisma, o que gera uma empatia positiva em quem o assiste na tela.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7952" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/2da43b_5d5caacdbd1646e59ea5720f95aa1631-mv2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>No elenco, o único ator que incomoda é Kevin Spacey. Todo tempo parece que ele está tentando não ser Frank Underwood, papel que ele desempenha na série da Netflix <em>House of Cards</em>. Pode-se perceber uma busca de novos tons na fala, mas volta e meia Underwood vem para a tela. Além da dificuldade do artista, o roteiro também não ajuda na construção de Doc, que se trai no desfecho da narrativa, deixando mal explicadas as suas atitudes.</p>
<p>A questão da problemática do texto vai além do fechamento do ciclo de Doc, mas todo o último ato parece ter menos cuidado que o restante de <em>Em Ritmo de Fuga</em>, passando uma confusão sobre como finalizar a obra. As escolhas das personagens soam sem justificativas plausíveis, as tensões se esvaem e uma conclusão morna é entregue para o espectador.</p>
<p><em>Em Ritmo de Fuga </em>é um filme bem executado, com músicas bem escolhidas, elenco com boa dinâmica, mas que não traz um encerramento digno do que é mostrado anteriormente. De toda forma, vale a pena vê-lo e saboreá-lo até seu ápice.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TJrKYWPBTrc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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