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	<title>Arquivos John Crowley - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos John Crowley - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Todo o Tempo Que Temos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 17:36:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Adam James]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aquele filme que você já entra sabendo que vai chorar bastante. Esse é Todo o Tempo Que Temos, que não engana ninguém desde o seu trailer. Protagonizado por Andrew Garfield (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa) e Florence Pugh (Oppenheimer), o longa narra a história do casal que precisa lidar com o câncer avançado da mulher, que vai encutar a história de amor de ambos. É claro que já passamos por esse tipo de enredo diversas vezes, como é o caso [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todo-o-tempo-que-temos/">Crítica: Todo o Tempo Que Temos</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aquele filme que você já entra sabendo que vai chorar bastante. Esse é <strong><em>Todo o Tempo Que Temos</em></strong>, que não engana ninguém desde o seu trailer. Protagonizado por Andrew Garfield (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>) e Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oppenheimer/"><em>Oppenheimer</em></a>), o longa narra a história do casal que precisa lidar com o câncer avançado da mulher, que vai encutar a história de amor de ambos.</p>
<p>É claro que já passamos por esse tipo de enredo diversas vezes, como é o caso de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-culpa-e-das-estrelas/"><em>A Culpa É das Estrelas</em></a>, que secou nossas lágrimas anos atrás. Então meu objetivo aqui, desde o início, era entender quão boa poderia ser essa execução e o que de novo o filme poderia trazer. Claro, a promessa desta dupla de excelentes atores também foi um ótimo atrativo para mim.</p>
<p>O fato é que <strong><em>Todo o Tempo Que Temos</em></strong> começa lento. Não no sentido de monotonia da história, mas no que exatamente ele está se propondo. O filme tem uma característica que me incomoda um pouco que é a incapacidade de expor claramente ao seu espectador quando existe uma mudança de tempo. Os protagonistas estão sempre lembrando de momentos do passado e o longa não faz questão alguma de deixar isso claro. Então, a gente tem que ficar pescando indícios de que momento aquela cena está se passando. Esse problema só é resolvido mais à frente, quando a personagem de Florence muda o cabelo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18866" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1.png" alt="Todo o Tempo Que Temos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Um outro ponto é que seu intuito principal demora a se mostrar. Será apenas mais uma história de amor que vai ser ceifada pela morte de uma das partes? Mais à frente vemos que não é o caso. Para além do amor dos protagonistas, temos a necessidade de Almunt (Pugh) de se fazer eterna para a filha, de alguma forma. Ela sabe que a menina é muito pequena e poderá esquecer detalhes da mãe no futuro, quando ela já tiver partido. Seu foco então é em se fazer inesquecível, presente. Ela quer que a filha olhe sempre para trás e lembre do quanto a mãe foi incrível, ainda no fim da vida.</p>
<p>E isso dá uma conotação completamente diferente a <em><strong>Todo o Tempo Que Temos</strong></em>, que até então estava mais do mesmo. Isso faz o espectador refletir sobre a passagem da vida e o que deixamos de marca pelo caminho. A visão é muito mais sobre a qualidade do tempo do que sobre a quantidade em si. O que já traz uma dualidade para nós, já que o ser humano, socialmente, tem a tendência de rejeitar a morte e se apegar ao corpo físico. Almunt quer se fazer eterna pelo seu legado, ainda que seja um legado apenas para a família que ela construiu.</p>
<p>Gosto bastante da forma como o filme é finalizado, sem grandes cenas que forçam o espectador a chorar. O choro vem com muita naturalidade, pelas reflexões que são feitas. As atuações estão muito afiadas e dão o tom no longa, ainda que ele tenha tido um começo com tropeços. Vale a pena conferir por todas as emoções que certamente serão despertadas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Crowley</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Andrew Garfield, Florence Pugh, Adam James, Marama Corlett, Aoife Hinds, Nikhil Parmar, Heather Craney, Kevin Brewer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/MxnQhCUhltU?si=VpSlfWdpIgnxMM8U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Brooklin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2016 21:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklin]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklyn]]></category>
		<category><![CDATA[Domhnall Gleeson]]></category>
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		<category><![CDATA[Julie Walters]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Hornby]]></category>
		<category><![CDATA[Saoirse Ronan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Indicado em três categorias do Oscar 2016 (melhor filme, roteiro adaptado e atriz), Brooklin talvez seja um dos candidatos mais modestos e simples da temporada, mas não menos interessante. Ainda mais silencioso que Spotlight &#8211; Segredos Revelados (que conta com um pouquinho de polêmica em torno de toda a discussão sobre o jornalismo e a pedofilia na igreja católica), Brooklin pode não se impor como uma obra cinematográfica de grandes proporções e ambições como concorrentes a estatueta da Academia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4547" aria-describedby="caption-attachment-4547" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4547 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn1-620x333.jpg" alt="brooklyn1" width="620" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-4547" class="wp-caption-text">Romance: Personagens de Saoirse Ronan e Emory Cohen se apaixonam na América.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Indicado em três categorias do Oscar 2016 (melhor filme, roteiro adaptado e atriz), <i>Brooklin </i>talvez seja um dos candidatos mais modestos e simples da temporada, mas não menos interessante. Ainda mais silencioso que <i>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </i>(que conta com um pouquinho de polêmica em torno de toda a discussão sobre o jornalismo e a pedofilia na igreja católica), <i>Brooklin </i>pode não se impor como uma obra cinematográfica de grandes proporções e ambições como concorrentes a estatueta da Academia do naipe de <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i>, <i>O Regresso </i>e <i>Perdido em Marte</i>, mas mostra-se ao público como um romance competente e simpático. Fora do contexto das premiações monopolizada por filmes tão ruidosos (em todos os sentidos) quanto seus concorrentes ao Oscar de melhor filme, <i>Brooklin </i>certamente não seria desdenhado com tanta facilidade pela crítica brasileira como anda sendo. Analisado dentro dos seus próprios termos, o filme de John Crowley é um agradável e agridoce longa sobre o amadurecimento e a descoberta do amor e da própria individualidade.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Brooklin</i>, Saoirse Ronan vive Ellis Lacey, uma jovem irlandesa que sai da sua terra natal e vai para os EUA morar no Brooklin. Empenhada em concretizar o seu sonho americano, Ellis acaba se deparando com uma realidade completamente diferente daquela que idealizara. Em seus primeiros dias no novo país, a jovem enfrenta as dificuldades de adaptação ao novo lugar, trabalho e pessoas. Tudo muda quando Ellis conhece Tony, um imigrante italiano por quem ela acaba se apaixonando. A partir dessa relação, Ellis consegue superar as dificuldades de adaptação e começa a se sentir confortável no novo país. Uma notícia da Irlanda, porém, coloca as certezas da moça em cheque e ela passa a se questionar onde de fato está a sua felicidade.</p>
<figure id="attachment_4548" aria-describedby="caption-attachment-4548" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4548 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn-cena-4-620x362.jpg" alt="brooklyn-cena-4" width="620" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-4548" class="wp-caption-text">Amadurecimento: Protagonista torna-se uma mulher quando vem para o novo país.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Roteirizado por Nick Hornby, que como autor de livros escreveu as obras que deram origem a <i>Um Grande Garoto </i>e <i>Alta Fidelidade </i>e como roteirista foi responsável por filmes como <i>Educação </i>e <i>Livre, Brooklin </i>é uma produção de pequeno porte apesar de falar sobre temas de alcance universal. Contando com uma condução eficiente do diretor John Crowley, os personagens de Hornby, todos extraídos das páginas do livro homônimo de Colm Toibin, transbordam afeto em relações e dilemas de imensa empatia com a plateia. No fim das contas, com muita simplicidade e precisão, <i>Brooklin </i>aborda de maneira eficiente os dilemas de um estrangeiro em um novo país, o sentimento de inadequação e toda a jornada de amadurecimento pessoal que a situação acaba impulsionando. Trata-se de um romance que pode ser encarado por duas perspectivas plenamente satisfatórias: por uma via temos uma história de amor sem as costumeiras afetações hollywoodianas e por outro lado nos deparamos com um sensível conto sobre o amadurecimento de uma mulher.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa beneficia-se pela ótima interpretação de Saoirse Ronan, que consegue trafegar de forma suave por todas as fases vivenciadas por sua personagem. A atriz também tem um ótimo parceiro de cena, Emory Cohen, que dá vida ao par romântico da protagonista, o italiano Tony. Ao longo da projeção, também somos acarinhados pela presença de atores do calibre de Julie Walters (maravilhosa como a dona da casa que Ellis passa a morar quando vai para os EUA), Jim Broadbent e o jovem do momento, Domhnall Gleeson.</p>
<figure id="attachment_4549" aria-describedby="caption-attachment-4549" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4549 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn03-620x349.jpg" alt="brooklyn03" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4549" class="wp-caption-text">Dilema: Ao retornar para a Irlanda, protagonista vive um impasse.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Discreto e eficiente, <i>Brooklin </i>é um filme bastante satisfatório ao que se propõe. Com uma narrativa que cumpre o seu papel na perspectiva macro (a questão da formação dos EUA e dos imigrantes) e micro (a jornada de amadurecimento de uma jovem mulher), <i>Brooklin </i>é um longa cheia de virtudes. A maioria dessas qualidades, contudo, não saltam aos olhos em um primeiro momento, mas são absorvidas e vivenciadas ao longo de toda a projeção. Em meio a uma temporada com tantas produções de alto orçamento, psicologicamente densas e com pretensões estéticas e narrativas ambiciosas, o filme acaba funcionando como um agradável e necessário &#8220;respiro&#8221;.</p>
</div>
</div>
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