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	<title>Arquivos Joe Wright - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Joe Wright - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Cyrano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 20:18:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de passar pela péssima recepção de A Mulher na Janela em 2021 (justa, convenhamos), o diretor inglês Joe Wright definitivamente não merecia ver seu Cyrano ser praticamente esquecido naquele mesmo ano, sobretudo porque, ao contrário do primeiro, foi um longa bastante elogiado. Não merecia, pois esta adaptação de um clássico do teatro de Edmond Rostand a partir da biografia de um personagem que de fato existiu, o poeta e duelista Cyrano de Bergerac, é um filme que faz justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de passar pela péssima recepção de <em>A Mulher na Janela</em> em 2021 (justa, convenhamos), o diretor inglês Joe Wright definitivamente não merecia ver seu <strong><em>Cyrano</em> </strong>ser praticamente esquecido naquele mesmo ano, sobretudo porque, ao contrário do primeiro, foi um longa bastante elogiado. Não merecia, pois esta adaptação de um clássico do teatro de Edmond Rostand a partir da biografia de um personagem que de fato existiu, o poeta e duelista Cyrano de Bergerac, é um filme que faz justiça à ótima filmografia do diretor.</p>
<p>Na história, Cyrano tem uma respeitada função no exército apesar de fora dele ser subestimado por sua aparência. Ele é apaixonado por Roxanne, jovem que conhece desde a juventude e por quem nutre esse sentimento sem nunca tê-lo revelado a ela. Suspeitando que Roxanne rejeitaria a ideia de ter uma relação romântica com ele, Cyrano decide ajudar um rapaz por quem ela tem uma paixão platônica. Cyrano passa então a escrever cartas para Roxanne se passando pelo jovem, ajudando os dois a estreitarem a relação. O que Cyrano acaba não percebendo por vergonha é que Roxanne se apaixona pelo autor das cartas e não pela aparência do pretendente que se apresenta a ela.</p>
<p>Assumindo o gênero musical, Joe Wright faz algumas mudanças na história de Cyrano que trazem ainda mais credibilidade aos dilemas do personagem principal. Se no original, o complexo de Cyrano vem do seu nariz avantajado, aqui o motivo da insegurança do protagonista com sua aparência é sua baixa estatura. Interpretado por Peter Dinklage, Cyrano parece lidar muito bem com seu tamanho quando duela com seus inimigos, mas na seara amorosa as questões do personagem com sua aparência impulsionam inseguranças que prejudicam o brilhantismo e a sensibilidade do protagonista com as palavras até o fim da sua narrativa.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16008" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano.jpg" alt="Cyrano" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na condução do gênero, Joe Wright deixa sentimentos conflitantes no espectador quando o assunto é a sua direção para um filme do gênero. Em longas de época, Wright sempre apresentou uma encenação bastante inventiva, como acontece em Desejo e Reparação e Anna Karenina. Aqui, alguns números musicais até depõem contra o belíssimo trabalho dos seus atores quando o diretor insere balés que soam inorgânicos. Ainda assim, há momentos emocionantes em que a música trabalha a favor de <strong><em>Cyrano</em></strong>, como toda a cena em que o protagonista se declara para Roxanne atrás de um muro.</p>
<p>Peter Dinklage e Haley Bennett são os grandes destaques do longa &#8211; escolhas que deveriam ser certeiras, afinal estamos falando do casal principal do romance. Como Cyrano, Peter Dinklage imprime a nobreza característica do personagem e ainda trabalha muito bem a repercussão psicológica de toda a insegurança que o protagonista tem com sua aparência. Já Haley Bennett vive uma heroína cativante, com emoções à flor da pele, cheia de expectativas sobre o amor. A dupla constrói de maneira exemplar uma relação de amor entre personagens que não compartilham seus sentimentos face a face. Mesmo jamais se encontrando para falar diretamente sobre o assunto, é sensível para o espectador como o amor entre os personagens se desenvolve em uma escala ascendente.</p>
<p>É uma pena que Joe Wright não tenha conseguido sua redenção pública com <strong><em>Cyrano</em> </strong>depois do fiasco de A Mulher na Janela. A adaptação musical do clássico é conduzida com uma emoção honesta pelo diretor, que extrai de Peter Dinklage e Haley Bennett desempenhos cativantes. Se não chega a ser comparável com os trabalhos mais visualmente ostensivos do diretor, ao menos comprova a vocação do realizador na condução de um clássico, com todas as suas emoções escancaradamente vibrantes.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Wright</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Peter Dinklage, Haley Bennett, Kelvin Harrison Jr.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Q7QXZrsULv0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Destino de uma Nação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2018 20:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Gary Oldman]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Wright]]></category>
		<category><![CDATA[O Destino de uma Nação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que na temporada de premiações surge um candidato aos prêmios de atuação como Gary Oldman em O Destino de uma Nação, um ator cultuado como (e esnobado em premiações),  interpretando um personagem real devidamente auxiliado por um trabalho aplicado de maquiagem, o favoritismo é instantâneo, assim como uma certa dose de torcidas de nariz de colegas da crítica ou da cinefilia (é sempre &#8220;chic&#8221; se mostrar opositor do Oscar em certas circunstâncias). Oldman vem de fato despontando como favorito a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Sempre que na temporada de premiações surge um candidato aos prêmios de atuação como Gary Oldman em <i>O Destino de uma Nação</i>, um ator cultuado como (e esnobado em premiações),  interpretando um personagem real devidamente auxiliado por um trabalho aplicado de maquiagem, o favoritismo é instantâneo, assim como uma certa dose de torcidas de nariz de colegas da crítica ou da cinefilia (é sempre &#8220;chic&#8221; se mostrar opositor do Oscar em certas circunstâncias). Oldman vem de fato despontando como favorito a prêmios (junto com o novato Timothée Chalamet de <i>Me Chame pelo seu Nome) </i>e há méritos por parte do próprio ator, soberbo no papel do ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill, da direção de Joe Wright e da equipe de maquiagem do longa, que auxilia o protagonista na composição física do seu personagem. Contudo, para além dos holofotes em Oldman, <i>O Destino de uma Nação </i>é um ótimo filme.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No longa acompanhamos os eventos que marcaram os primeiros dias de Churchill como primeiro ministro num momento crucial na história da ilha, quando os alemães avançavam e parte do parlamento estava inclinado a aceitar negociar um acordo de paz com Hitler nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. Churchill cria um grupo composto por políticos de diversos partidos a fim de encontrar uma solução democrática para o cerco que se fechava contra a nação. No entanto, diferente de seus opositores, Churchill acreditava que a resistência à Alemanha seria o caminho mais recomendável.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Um dos feitos mais admiráveis de <i>O Destino de uma Nação </i>é seu posicionamento diante do protagonista que procura retratar, Winston Churchill. Em momento algum transformado num herói ufanista, ainda que seus realizadores, em especial o diretor Joe Wright, pareçam ter uma clara admiração pela sua personalidade política, o protagonista de <i>O Destino de uma Nação </i>é um homem que tem as suas falhas de personalidade, exitações e medos diante de situações que exigem dele um posicionamento enérgico. Churchill não é retratado como uma figura política carismática e de caráter irretocável (como Abraham Lincoln em <i>Lincoln</i> de Steven Spielberg, por exemplo), mas como um homem comum que assumiu o posto de primeiro ministro britânico num momento muito delicado e que exigia sangue frio e pulso firme. Eis um dos grandes acertos do filme de Joe Wright.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8590" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/01/darkest-hour1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Wright consegue dimensionar o personagem em três frentes: sua personalidade pública, quando Churchill toma a voz em seus discursos políticos e mostra-se enérgico e cheio de retórica; na vida privada, os instantes em que o protagonista demonstra suas inseguranças e ansiedade ao elaborar decisões que põem em risco sua imagem pública já abalada por uma trágica decisão política tomada anos atrás; e nas artimanhas de bastidor, onde o personagem demonstra o <i>feeling </i>para fazer as articulações e buscar as melhores estratégias a fim de convencer seu público, como quando se apropria do olhar da população para a guerra num inesperado passeio de metrô.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A interpretação de Gary Oldman é fundamental para o filme já que o ator se dedica a uma composição física, desaparecendo no personagem com os quilos de maquiagem no seu rosto, mas também em todo o trabalho de postura corporal e entonação de voz que traz para sua performance, mas o veterano é sublime também na construção da personalidade dessa figura pública que foi Winston Churchill. Em pé de igualdade com o ator está Stephen Dillane, que vive Viscount Halifax, principal opositor de Churchill, estabelecendo sempre um interessante duelo de personalidade quando enfrenta Oldman em cena, assim como nas articulações políticas de bastidor que seu personagem promove para minar as chances de êxito do protagonista. Completam o elenco, Kristin Scott Thomas, Lily James e Ben Mendelsohn, todos muito bem, mas sem destaque acentuado.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Driblando as armadilhas das biografias de políticos e o próprio magnetismo da performance do seu protagonista, <i>O Destino de uma Nação </i>nos oferece uma versão daquilo que se desenrolou nas conversas de gabinete e influenciaram os eventos que vimos em <i>Dunkirk </i>de Christopher Nolan com o resgate dos soldados britânicos da baía de Dunquerque na França. No entanto, diferente do seu rival na temporada de premiações, <i>O Destino de uma Nação </i>sabe dimensionar o seu caráter humano, demonstrando que por trás dos atos históricos existem pessoas. Méritos do seu diretor, Joe Wright.</p>
<p>Joe Wright sabe como tornar o &#8220;disse me disse&#8221; dos bastidores do poder minimamente interessante para plateias que gostam do tema e para aquelas que são pouco familiarizadas com o mesmo, sabendo lidar com a frieza e pragmatismo desses ambientes burocráticos, mas também com as emoções exacerbadas e as tensões que surgem nos seus bastidores. Sem a poesia visual e o romantismo de alguns de seus melhores filmes, como <i>Desejo e Reparação</i>, <i>Orgulho e Preconceito </i>e <i>Anna Karenina</i>, o cineasta faz um trabalho menos carregado de tintas, coerente com as ações discretas dos seus personagens.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2bTSm8311jQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Trailer comentado: O Destino de uma Nação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jul 2017 16:19:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Gary Oldman]]></category>
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		<category><![CDATA[Lily James]]></category>
		<category><![CDATA[O Destino de uma Nação]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim que começaram as gravações de O Destino de uma Nação (tradução brasileira para Darkest Hour) e as imagens do ator Gary Oldman como Winston Churchill, ex-primeiro ministro do Reino Unido, surgiram não havia dúvidas de que estaríamos diante de um desempenho que possivelmente poderia lhe render um Oscar. Em O Destino de uma Nação, Oldman passa por um processo de transformação que já rendeu prêmios para outros atores em temporadas passadas, compondo uma equação normalmente atrativa para a Academia: ator consagrado mas nunca [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim que começaram as gravações de <i>O Destino de uma Nação </i>(tradução brasileira para <i>Darkest Hour</i>) e as imagens do ator Gary Oldman como Winston Churchill, ex-primeiro ministro do Reino Unido, surgiram não havia dúvidas de que estaríamos diante de um desempenho que possivelmente poderia lhe render um Oscar. Em <i>O Destino de uma Nação</i>, Oldman passa por um processo de transformação que já rendeu prêmios para outros atores em temporadas passadas, compondo uma equação normalmente atrativa para a Academia: ator consagrado mas nunca premiado interpretando uma personalidade histórica ostentando um espantoso trabalho de maquiagem e dirigido por um diretor respeitado entre os pares e a crítica, mas também nunca vencedor do prêmio. O terreno parece predestinado ao ouro.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>O Destino de uma Nação </i>é dirigido por Joe Wright, que, após bater na trave com <i>Orgulho e Preconceito</i>, <i>Desejo e Reparação </i>e <i>Anna Karenina, </i>pode ter chances com um filme que pretende contar os primeiros anos da administração de Churchill, mesma época em que o político teve que estabelecer negociações de paz com a Alemanha nazista. Com o lançamento do primeiro trailer do filme na semana passada, decidimos compartilhar com vocês leitores, ideias que passaram pela nossa cabeça do que pode ser o longa. Antes de ler nossos comentários, assista ao trailer em questão para ter uma dimensão sobre o filme que estamos tratando:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HPVaRVXGoY8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><b>O olhar sobre o personagem biografado</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>O Destino de uma Nação </i>não me parece um filme confinado na ideia de realizar uma biografia &#8220;quadradona&#8221; de Winston Churchill com o trajeto narrativo convencional contando todo o arco de sua vida. Pelo trailer, o filme parece realizar um esforço de dar conta da personalidade controversa, pesando as ranhuras do seu caráter e da sua personalidade política, analisando a mesma através dos seus atos como administrador. Me parece uma decisão acertada, evitar o deslumbramento com a personalidade biografada frisando um olhar crítico para a trajetória do mesmo sem esquecer o lado humano da personalidade.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Logo na abertura do trailer, vemos a entrada de Churchill no cargo político a partir de arranjos que tiveram a participação do primeiro ministro que o antecedeu Clement Attlee. Simultaneamente, através de aparições públicas registradas por fotógrafos, temos informações sobre a personalidade do protagonista dessa história que parece ser um homem de trato difícil e com um histórico nada favorável de administração pública. Algo que me ocorreu nos primeiros minutos do trailer é como a abordagem e as temáticas de <i>O Destino de uma Nação </i>se distanciam das preocupações do cineasta Joe Wright até aqui e como isso poderá ser uma faca de dois gumes, trazendo um frescor para a sua filmografia ao retirá-lo da zona de conforto, mas também pode ser uma aposta que não encontre no cineasta a pessoa certa para executá-la.</p>
</div>
<p><b><br />
</b><b>Novas e antigas colaborações</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Outro aspecto que nos chama a atenção no trailer de <i>O Destino de uma Nação</i> é a fotografia empregada por Bruno Delbonnel, indicado quatro vezes ao Oscar (<i>O Fabuloso Destino de Amélie Poulain</i>, <i>Eterno Amor</i>, <i>Harry Potter e o Enigma do Príncipe </i>e <i>Inside Llewyn Davis</i>). As imagens do trailer dão conta de um filme que parece explorar o contraste entre os ambientes escuros dos gabinetes onde as negociações políticas serão tratados e o que lhe é externo com uma luz que incide pontualmente nesses cenários.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Wright nunca trabalhou com Delbonnel. O colaborador mais frequente do realizador nesse departamento é Seamus McGarvey (<i>Desejo e Reparação</i>, <i>O Solista</i>, <i>Anna Karenina</i>), portanto teremos uma estreia, o que será uma experiência interessante. Em contrapartida, <i>O Destino de uma Nação </i>traz antigos colaboradores na trajetória de Wright, como o compositor italiano Dario Marianelli, responsável pela trilha sonora do longa, e a diretora de arte Sarah Greenwood (ambos de <i>Desejo e Reparação </i>e <i>Anna Karenina</i>)<i>.</i></p>
<p><i></i>Sobre a colaboração com Sarah é interessante notar como o trailer de <i>O Destino de uma Nação </i>nos traz vestígios de características semelhantes às de <i>Desejo e Reparação </i>que trouxeram méritos notáveis do filme nesse departamento. Estamos nos referindo ao cuidado que Greenwood teve com os mínimos detalhes da casa dos Tallis &#8211; aqui os gabinetes que servem de cenário para as conversas de Churchill e seu quadro de apoio &#8211; e o esmero com os ambientes percorridos por Robbie (James McAvoy) destruídos por força da guerra &#8211; algo que se repete aqui ao que tudo indica.</p>
</div>
<p><i><br />
</i><b>É o show de Gary Oldman!</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Se a primeira imagem oficial do filme chamava a atenção para uma transformação visual de Oldman como Churchill, o trailer de <i>O Destino de uma Nação </i>nos dá relance da performance do ator, mostrando que tem tudo para ser muito mais do que um empurrãozinho da maquiagem em busca de uma verossimilhança.</p>
<p>Oldman parece disposto a impressionar em pequenos gestos, na postura encurvada de Churchill, no jeito de andar, na colocação da sua voz&#8230; Parece um trabalho complexo que nos faz lembrar, por exemplo, da transformação visual aliada a todos esses componentes que tornaram o seu Drácula em <i>Drácula de Bram Stoker </i>tão interessante, por exemplo. Além disso, Oldman parece ter um roteiro que entrega de bandeja para o ator grandes cenas, monólogos e falas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A depender de como o filme será recebido, acho que estamos sim diante de um <i>front runner </i>do Oscar a ser superado pelos seus concorrentes. Temos que levar em consideração ainda que Oldman é um dos mais aclamados de sua geração, mas possui apenas uma indicação em seu currículo, como melhor ator por <i>O Espião que sabia Demais </i>em 2012, o que o coloca na categoria &#8220;injustiçado&#8221; pela Academia. Sempre é tempo de construir a narrativa da &#8220;justiça&#8221; pelo Oscar de melhor ator e isso ajuda sobretudo se estivermos diante de um desempenho que de fato mereça a atenção.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><b>Scott Thomas, Scott Thomas</b></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Falando em &#8220;injustiçados&#8221; do Oscar&#8230; Não é só Oldman que nos chama a atenção no trailer, Kristin Scott Thomas como Clementine Churchill, esposa do primeiro ministro, parece ter um grande destaque no filme. Assim como Oldman, Scott Thomas tem apenas uma única indicação no currículo, a de melhor atriz por <i>O Paciente Inglês </i>em 1998. Vale lembrar que pelos idos de 2009, a atriz quase conseguiu uma menção por sua performance elogiada no drama francês  <i>Há tanto tempo que te amo</i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A depender do tratamento do filme para essa personagem, Scott Thomas tem tudo para duelar de igual para igual com seu parceiro de cena e conseguir semelhante destaque por sua interpretação.</p>
<div class="" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p><b>Segunda Guerra, nunca sai de &#8220;moda&#8221;</b></p>
<p>Também pensamos que o filme é uma grande isca para prêmios por trazer temas propiciados por força do contexto histórico da Segunda Guerra Mundial, algo que não importa a edição do prêmio ou até mesmo a qualidade do filme, sempre chama a atenção de votantes da Academia. E <i>O Destino de uma Nação </i>parece estar imerso nesse contexto e mergulhar a fundo na maneira como Churchill lidou com toda a questão.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><b>A câmera de Wright</b></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Alguns dos momentos mais marcantes de longas como <i>Orgulho e Preconceito</i>, <i>Desejo e Reparação</i>, <i>Anna Karenina </i>e até mesmo de filmes menos visados como <i>O Solista </i>e <i>Hanna </i>é quando Joe Wright toma sua história para si e até mesmo em um gesto de vaidade artística resolve pontuá-la com alguma decisão que surpreende o espectador como o plano-sequência de <i>Desejo e Reparação </i>ou mesmo sua transição entre cenários e coxias em <i>Anna Karenina. </i>Com registros como os que vemos em <i>O Destino de uma Nação</i>, a expectativa é que Wright pontue de alguma maneira essa história com preciosismos que fizeram seu cinema angariar tantos fãs (e detratores também). Momentos propícios para tanto não faltam no trailer, como as imagens que vemos do conflito, tomadas aéreas etc.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>O Destino de uma Nação </i>tem previsão de estreia no Brasil para janeiro de 2018.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Crítica: Peter Pan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2015 22:30:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Peter Pan, no original somente Pan, nasceu como um projeto que traria para o público as origens dos personagens criados por J.M. Barrie em seu homônimo. Como Peter foi parar na Terra do Nunca? Como ele se tornou o líder dos Garotos Perdidos? E, ainda, como Peter conheceu aquele que mais tarde viria a ser o seu maior inimigo, o capitão Gancho? O filme, portanto, se apresenta como uma variação de uma tendência recente em Hollywood de adaptações de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3747" aria-describedby="caption-attachment-3747" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/panandhook_780x430.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3747 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/panandhook_780x430.jpg" alt="panandhook_780x430" width="600" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-3747" class="wp-caption-text">A origem: A amizade entre Peter Pan e Gancho é o mote de Peter Pan</figcaption></figure>
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<p><i>Peter Pan</i>, no original somente <i>Pan</i>, nasceu como um projeto que traria para o público as origens dos personagens criados por J.M. Barrie em seu homônimo. Como Peter foi parar na Terra do Nunca? Como ele se tornou o líder dos Garotos Perdidos? E, ainda, como Peter conheceu aquele que mais tarde viria a ser o seu maior inimigo, o capitão Gancho? O filme, portanto, se apresenta como uma variação de uma tendência recente em Hollywood de adaptações de contos de fadas em <i>live action</i>. Em <i>Peter Pan</i>, ao invés de preservar a história tal qual a conhecemos, o diretor Joe Wright e os produtores responsáveis resolveram buscar nas origens do personagem a verdadeira razão de ser do filme em meio a tantas leituras do mesmo universo. As intenções são muito bem-vindas e até certo ponto Wright consegue imprimir uma certa originalidade na sua versão de <i>Peter Pan</i>, o problema é que depois de meia hora de projeção a história desanda e o que o público acompanha é um exemplar genérico e completamente supérfluo do gênero fantasia que não cumpre nem a metade da sua proposta inicial.</p>
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<p>Como já adiantamos, <i>Peter Pan </i>traz a história da origem do personagem icônico das histórias infantis. O diretor Joe Wright e o roteirista Jason Fuchs iniciam a sua trama com Peter sendo deixado pela sua mãe em um orfanato administrado por freiras. Peter cresce em meio às injustiças e maus tratos do lugar até que durante uma madrugada é capturado por piratas a mando do perverso capitão Barba Negra, para quem passa a trabalhar nas minas da Terra do Nunca. Lá, Peter conhece um jovem chamado James Gancho e descobre que está predestinado a liderar o povo da Terra do Nunca contra as maldades de homens como Barba Negra.</p>
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<figure id="attachment_3748" aria-describedby="caption-attachment-3748" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/PanBar640.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3748 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/PanBar640-620x351.jpg" alt="IMG_1779.DNG" width="620" height="351" /></a><figcaption id="caption-attachment-3748" class="wp-caption-text">Vilão: Hugh Jackman encarna o perverso Capitão Barba Negra</figcaption></figure>
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<p>À primeira vista, Joe Wright parece ser o diretor ideal para conduzir a releitura de qualquer clássico. O realizador fez maravilhas com sua &#8220;trilogia&#8221; protagonizada por Keira Knightley, tornando possível não apenas a adaptação para as telonas de textos de autores tão diversos e difíceis como Jane Austen (<i>Orgulho e Preconceito</i>), Ian McEwan (<i>Desejo e Reparação</i>) e Leo Tolstoy (<i>Anna Karenina</i>) como também pertinente o seu olhar cinematográfico particular para a proposta desses escritores em seus respectivos livros. Em <i>Peter Pan</i>, o Joe Wright inquieto e inventivo parece estar presente apenas em meia hora de projeção para logo ceder lugar a um diretor que está apenas cumprindo a sua função de empregado de um estúdio interessado em fornecer ao espectador um <i>blockbuster </i>genérico.</p>
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<p>O início de <i>Peter Pan </i>é relativamente interessante. A dinâmica de Peter e os garotos no orfanato, o sequestro do protagonista pelo grupo do Barba Negra e a apresentação do vilão de Hugh Jackman ao som de &#8220;Smells like teen spirit&#8221; do Nirvana são os pontos altos do filme. Logo em seguida <i>Peter Pan </i>se transforma em um remedo de tramas e ações que não capturam a atenção do espectador, que fica indiferente ao destino do seu protagonista até o desfecho do filme.</p>
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<figure id="attachment_3749" aria-describedby="caption-attachment-3749" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/panmovie2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3749 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/panmovie2.jpg" alt="panmovie2" width="600" height="315" /></a><figcaption id="caption-attachment-3749" class="wp-caption-text">Tropeços: Filme falha por não levar a sério a sua proposta inaugural de narrar a origem da fábula de maneira inventiva</figcaption></figure>
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<p>Há uma série de referências ao clássico de J. M. Barrie, entre eles a origem dos nomes Gancho, Sininho e Garotos Perdidos, mas tudo é tão evidente que nenhum desses momentos chega a ser fruto do brilhantismo dos seus realizadores, por exemplo, O que fica mais evidente, no entanto, é a maior lacuna em <i>Peter Pan: </i>o longa não entrega as razões para a transformação do Gancho no vilão que conhecemos. Acreditando pretensiosa e gananciosamente que o filme terá uma continuação direta (o que hoje não é uma garantia), os envolvidos resolvem postergar o momento, fazendo com que <i>Peter Pan </i>perca o seu principal mote e aquele que poderia ser um clímax dramático que tiraria a narrativa da completa pasmaceira.</p>
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<p>Com atores do porte de Hugh Jackman, Garrett Hedlund e Rooney Mara sem ter muito o que fazer em cena e com Levi Miller como um jovem protagonista que não compromete o longa, mas também não consegue cativar a plateia, <i>Peter Pan </i>mostra-se como um filme completamente banal, algo inédito na carreira de Wright, que mesmo em filmes considerados medianos e de pouca repercussão como <i>O Solista </i>ou <i>Hanna </i>fazia questão de deixar sua forte personalidade prevalecer na história. O que vemos em <i>Peter Pan </i>é um filme que não consegue cumprir o que prometera ao seu público. O longa parece preferir perder o seu tempo com sequências de ação redundantes, romances que não dizem a que veio e referências ao original jogadas de qualquer jeito na tela ao invés de gerar qualquer empatia espontânea na sua plateia.</p>
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