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	<title>Arquivos Jim Carter - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jim Carter - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Wonka</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Dec 2023 12:34:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema vive um momento de grandes produções. Seja em orçamento, efeitos especiais, cenas de perseguição ou explosão, há muito que não se vê uma produção que carrega qualidade técnica e narrativa ao mesmo tempo que abraça o espectador. A sétima arte parece estar acompanhando a intensa velocidade da contemporaneidade, deixando de lado esse tipo de projeto que tira o público dessa aceleração e o embala num outro ritmo. O mais novo lançamento da Warner Bros, que chega nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema vive um momento de grandes produções. Seja em orçamento, efeitos especiais, cenas de perseguição ou explosão, há muito que não se vê uma produção que carrega qualidade técnica e narrativa ao mesmo tempo que abraça o espectador. A sétima arte parece estar acompanhando a intensa velocidade da contemporaneidade, deixando de lado esse tipo de projeto que tira o público dessa aceleração e o embala num outro ritmo. O mais novo lançamento da Warner Bros, que chega nesta quinta-feira aos cinemas (7), no entanto, leva o espectador para esse tipo de jornada. <strong><em>Wonka</em></strong> desacelera a realidade do cotidiano do público para que ele possa mergulhar num universo de possibilidades.</p>
<p>A leveza e doçura do longa-metragem encanta desde seus primeiros minutos com o universo fantástico dos doces e sonhos que virá pela frente. O filme, dirigido por Paul King (<em>As Aventuras de Paddington 1 e 2</em>, respectivamente, de 2014 e 2017), é o tipo de produção que se precisa todo ano para renovar as energias e, especialmente, lembrar ao público o quanto é importante sonhar. O universo de fantasia criado em <strong><em>Wonka</em></strong> vai além do evidente empenho técnico dos departamentos de arte e fotografia. Essa empreitada parece vir de um desejo de preencher corações neste período festivo de fim de ano com a renovação do que há de mais precioso nas pessoas: a capacidade de acreditar.</p>
<p>O roteiro co-escrito por King e Simon Farnaby se inspira no conhecido personagem de Roald Dahl para costurar as canções e ações que guiam a narrativa de <em><strong>Wonka</strong></em>. É inevitável que os dois filmes sobre a <em>Fantástica Fábrica de Chocolate</em> (1971 e 2005) venham à mente, no entanto, é importante se afastar dessas imagens para que se aproveite ao máximo a nova experiência proposta neste longa. Os méritos das produções anteriores não são anulados com isso, é apenas necessário que se esteja aberto a ver esse universo já conhecido pelos olhos dos novos criadores. E, acredite, vale a pena dar uma chance para conhecer a história pregressa de como o mais conhecido <em>chocolatier</em> da literatura se tornou o famoso Willy Wonka.</p>
<p>Todos já conhecem a história da Fantástica Fábrica de Chocolate, mas está na hora de conhecer como Willy Wonka se tornou o maior criador de chocolates do mundo. Para isso, é preciso observar os primeiros momentos de sua carreira, enquanto ele começou a vender seus criativos e mágicos chocolates. Wonka (interpretado por Timothée Chalamet) precisará da ajuda e confiança de seus amigos, especialmente da jovem Noodles (interpretada por Calah Lane), para enfrentar o Cartel do Chocolate (interpretados por Paterson Joseph, Matt Lucas e Mathew Baynton) e enfim mostrar ao mundo do que é feito o seu sonho.</p>
<figure id="attachment_17543" aria-describedby="caption-attachment-17543" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-17543" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-750x500.jpg" alt="Wonka (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17543" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet em cena de &#8216;Wonka (2023)&#8217; / Divulgação</figcaption></figure>
<p>Através de uma roupagem fantasiosa e repleta de canções, <strong><em>Wonka</em></strong> embala o público numa jornada doce e encantadora. A fantasia está representada em sua forma mais pura: através da imaginação e crença de uma mente infantil. Ainda que Willy não seja tão novo assim, suas intenções e desejos carregam a pureza da infância na tentativa de aproximar o espectador desse universo fantástico e musical que guia o longa. Essa união de forças e de gêneros cinematográficos resultam numa história divertida, leve, engraçada e carregada de afeto, capaz igualmente de emocionar e inspirar o público.</p>
<p>Essa pulsante vontade de gerar o potencial de acreditar em quem assiste parece ser a força motriz do projeto. <strong><em>Wonka</em></strong>, desde sua abertura, é construído com sucessíveis visuais de tirar o fôlego. Essa construção visual, guiada pelo desejo do roteiro de fazer com que o público acredite na fantasia, também é expressa na trilha sonora composta por Joby Talbot e nas canções originais de Neil Hannon. Os números musicais agradarão tanto os fãs de musicais como os espectadores mais resistentes aos mesmos por seu caráter imersivo nos acontecimentos da narrativa e pelo espaçamento entre uma canção e outra.</p>
<p>O projeto como um todo é extremamente coeso em sua missão de gerar encantamento enquanto se cria um espaço para acreditar. O elenco, por exemplo, é um dos principais promotores dessa força em <strong><em>Wonka</em></strong>. Comandados pelo jovem Chalamet (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><em>Duna</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-os-ossos/"><em>Até os Ossos</em></a>, de 2023), o restante dos atores e atrizes do filme &#8211; sejam eles mocinhos ou vilões &#8211; dão continuidade à mescla de excentricidade, desconexão da realidade e pureza expressados pela interpretação de Timothée. Vale ainda destacar as contribuições excepcionais de Calah Lane, Paterson Joseph, Keegan-Michael Key (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-super-mario-bros-o-filme/"><em>Super Mario Bros. O Filme</em></a>, de 2023), Tom Davis, Olivia Colman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a>, de 2018) e Hugh Grant (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dungeons-dragons/"><em>Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</em></a>, de 2023).</p>
<p><em><strong>Wonka</strong></em> é uma jornada fantástica sobre o que a habilidade de sonhar e acreditar em seus sonhos pode fazer. É um filme que inspira algo sensível e doce no público e é a mensagem que se precisa para encerrar o ano bem. O projeto é a dose certa de excentricidade com o irônico para construir uma história cativante e crível para um dos personagens mais conhecidos da literatura fantástica infantil. Chalamet consegue honrar as interpretações anteriores sem perder de vista a sua própria potencialidade individual. E é essa receita de exageros controlados que fazem de <strong><em>Wonka</em></strong> o filme que muitos duvidaram, mas todos precisávamos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul King</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Calah Lane, Keegan-Michael Key, Paterson Joseph, Matt Lucas, Mathew Baynton, Sally Hawkins, Rowan Atkinson Jim Carter, Tom Davis, Olivia Colman e Hugh Grant</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/8Hpz6B4FODM?si=RmKipqsby6ot3tsd" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Downton Abbey 2 &#8211; Uma Nova Era</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2022 15:53:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Downton Abbey 2 &#8211; Uma Nova Era chega aos cinemas para aplacar o coração dos fãs mais fervorosos que sentem falta do universo da aclamada série (inclusive eu mesma). Então é importante deixar logo claro que este é um filme com pouco compromisso com o público geral, já que o foco maior é nos fãs que já conhecem a história e os personagens. Dentro deste âmbito, ele é muito bem sucedido. Depois da passagem da Rainha da Inglaterra por Downton, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Downton Abbey 2 &#8211; Uma Nova Era</em></strong> chega aos cinemas para aplacar o coração dos fãs mais fervorosos que sentem falta do universo da aclamada série (inclusive eu mesma). Então é importante deixar logo claro que este é um filme com pouco compromisso com o público geral, já que o foco maior é nos fãs que já conhecem a história e os personagens. Dentro deste âmbito, ele é muito bem sucedido.</p>
<p>Depois da passagem da Rainha da Inglaterra por Downton, a família agora lida com uma herança inesperada que surgiu para Violet, de um romance que ela teve no passado. Enquanto isso, a medida que a família atravessa por algumas dificuldades financeiras, eles resolvem aceitar a proposta de um estúdio que quer gravar um filme no local, aproveitando toda o luxo e imponência. É claro que família e empregados vão ficar completamente sem rumo com a mudança repentina na rotina.</p>
<p>O roteiro apresenta alguns pontos importante da evolução dos personagens. Mary lida com um casamento afastado onde o marido tem mais tempo para os carros do que para ela. Ainda assim, segue na firmeza desta união em prol do nome da família, algo que lhe é visivelmente custoso. Edith tenta retomar a carreira de jornalista depois de ter tido o segundo filho. Tom está recém casado construindo um novo lar para sua família. As dinâmicas são variadas e seguem o cerne da série, que não possuía tantos rompantes ou plot twists, já que o foco sempre foi no dia a dia dos personagens.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15461" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/FD1-gzYWUAgKr7n.jpg" alt="Downton Abbey 2 - Uma Nova Era" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/FD1-gzYWUAgKr7n.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/FD1-gzYWUAgKr7n-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/FD1-gzYWUAgKr7n-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/FD1-gzYWUAgKr7n-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que saibamos que esse é um filme criado unicamente por conta do sucesso do anterior, eles conseguiram fazer de uma forma que a história case perfeitamente e não pareça criada do nada. Existe continuidade e sentido em tudo ali. Algo esperado já que Julian Fellowes, responsável pela criação da série original, é também quem assina o roteiro aqui.</p>
<p>Retornar à Downton, com toda a sua imponência, trajes impecáveis e maneirismos é algo que realmente encanta o espectador mais fanático. A trilha sonora casa perfeitamente com a fotografia e o figurino, nos lembrando do quanto a série foi incrível. O fato de todo o elenco original topar essas empreitadas é também um detalhe importante, já que são muitos personagens e mesmo os coadjuvantes tem sua relevância e momento de destaque.</p>
<p>No final do filme, temos um desfecho honroso, esperado e necessário a uma das personagens. Nada menos do que toda a sua história até ali, nos fazendo enxugar lágrimas de um saudosismo que já vai ficando. Tudo feito de uma maneira leve para combinar com a aura de fim de tarde de verão que o filme tem.</p>
<p>Ainda que <em><strong>Downton Abbey 2 &#8211; Uma Nova Era</strong></em> seja um longa criado completamente para os seus fãs, não há nada que o desmereça por isso. Ao contrário, o eleva ao patamar de sustentar o sucesso e aclamação que foi a série. Se você assistiu, com certeza vai adorar o filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Simon Curtis</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Hugh Bonneville, Michelle Dockery, Elizabeth McGovern, Maggie Smith, Jim Carter, Penelope Wilton, Imelda Staunton, Tuppence Middleton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zJtgs_5SQyQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Grande Mentira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 22:46:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A experiência de um filme começa muito antes da sessão de cinema. O pôster, o trailer e até a sinopse são indicativos que orientam o espectador sobre o que ele pode esperar daquele longa. Tendo isso em mente, A Grande Mentira acaba fazendo jus ao próprio nome ao desvirtuar completamente daquilo que foi proposto. Roy (Ian McKellen, O Senhor dos Anéis) é um picareta que vive de aplicar golpes em investidores inexperientes. Ele cruza o caminho de Betty (Helen Mirren, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A experiência de um filme começa muito antes da sessão de cinema. O pôster, o trailer e até a sinopse são indicativos que orientam o espectador sobre o que ele pode esperar daquele longa. Tendo isso em mente, <em><strong>A Grande Mentira</strong></em> acaba fazendo jus ao próprio nome ao desvirtuar completamente daquilo que foi proposto.</p>
<p>Roy (Ian McKellen, <em>O Senhor dos Anéis</em>) é um picareta que vive de aplicar golpes em investidores inexperientes. Ele cruza o caminho de Betty (Helen Mirren, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-decisao-de-risco/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Decisão de Risco</em></a>) através de um site de relacionamentos para idosos e logo percebe que ela tem dinheiro de sobra. Roy decide roubar a fortuna de Betty, que até então só queria encontrar uma boa companhia.</p>
<p>A trama parece simples no início, com um clássico roteiro de trapaças e reviravoltas esperadas. O que seria excelente com estes dois protagonistas maravilhosos dando um show de atuação. No entanto, o que assistimos é um enredo completamente confuso e perdido nos objetivos. É como se nós assistíssemos a dois filmes dentre de um.</p>
<p>Enquanto o ápice esperado seria Betty ser a verdadeira trapaceira e dar o golpe em Roy, o filme vai nos apresentando mais informações completamente desconexas com a história inicial, deixando o roteiro confuso. Isso também prejudica e muito o ritmo do filme, que é tão cansativo que nos faz desistir da empolgação lá pela metade da exibição. O espectador fica esperando a reviravolta, que demora demais para acontecer.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11909" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5685010.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Grande Mentira" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5685010.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5685010.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5685010.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso, a trama de <em><strong>A Grande Mentira</strong></em> nos oferece elementos completamente dispensáveis ao longo das cenas. Falas e enfoques de câmera que dão a entender que um determinado objeto ou pessoa serão relevantes, para na sequência nos dizer que era puro engano. Isso prejudica o ritmo do filme, ao dispersar o espectador.</p>
<p>O que era para ser um filme despretensioso e divertido de trapaceiros se aplicando golpe, rapidamente se torna um longa pesado e com a temática densa. De maneira muito repentina, o espectador é impactado com guerra, nazismo, abusos, famílias destruídas, etc. Uma mudança abrupta e desnecessária. O que reforça meu comentário de que parecem dois filmes dentro de um só.</p>
<p>O diretor Bill Condon (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A Bela e a Fera</a>), que tem ótimos trabalhos na carreira, não conseguiu aplicar sua maestria neste péssimo roteiro que lhe foi apresentado. Essa combinação acabou desperdiçando uma dupla genial de atores veteranos. São cenas bem executadas de um material pobre. No final, é isso que acaba garantido alguma atenção do espectador.</p>
<p><em><strong>A Grande Mentira</strong></em> é um dos filmes mais dispersos, aleatórios e sem propósito que assisti nos últimos tempos. Uma surpresa frustrante que foi erroneamente conduzida por um trailer mal feito e uma sinopse mentirosa. A cereja do bolo neste longa de baixa qualidade é, definitivamente, seu roteiro sem propósito.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bill Condon<br />
<strong>Elenco:</strong> Helen Mirren, Ian McKellen, Russell Tovey, Jim Carter, Mark Lewis Jones, Laurie Davidson, Lucian Msamati</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/S0n7PIBFzfM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Downton Abbey &#8211; O Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Oct 2019 18:33:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chegou aos cinemas nacionais esta semana o longa Downton Abbey &#8211; O Filme, uma sequência da história criada pelo seriado de televisão homônimo, que chegou ao fim em 2015. Embora o estilo de público da série não seja do tipo que acompanha a posteridade e torce para uma reunion, o longa acabou tendo um grande alvoroço e gerou expectativa. Talvez porque Downton Abbey tenha sido uma das séries históricas mais bem sucedidas de todos os tempos, com diversos troféus e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou aos cinemas nacionais esta semana o longa <em><strong>Downton Abbey &#8211; O Filme</strong></em>, uma sequência da história criada pelo seriado de televisão homônimo, que chegou ao fim em 2015. Embora o estilo de público da série não seja do tipo que acompanha a posteridade e torce para uma <em>reunion</em>, o longa acabou tendo um grande alvoroço e gerou expectativa. Talvez porque <em>Downton Abbey</em> tenha sido uma das séries históricas mais bem sucedidas de todos os tempos, com diversos troféus e premiações importantes.</p>
<p>Para dar um contexto, a série conta a história de uma família aristocrática inglesa, os Crawley, e seus criados, no início do século XX, a partir de 1912. Com receio de perder o título nobre, já que só tem filha mulher, o patriarca resolve investir na ideia de casar as moças e conseguir garantir o seu legado. Enquanto isso, os empregados da casa, que são em maior número do que a própria família, fazem com que a residência, que mais parece um castelo, funcione plenamente.</p>
<p>Parece uma história simplória, se não fosse o fato de que o roteirista e criador Julian Fellowes (<em>A Jovem Rainha Vitória</em>) dá diversos tons sociais ao debate travado. O que foi dito anteriormente é apenas um pano em branco para tecer diversas narrativas, como a luta de classes, ascensão da mulher no mercado de trabalho, machismo, preconceitos, supremacia e etc. De uma maneira sutil &#8211; porém nem tanto &#8211; ele vai esmiuçando cada temática de maneira cuidadosa e empenhada. Além disso, a série foi efetivamente gravada na casa que é dita como Downton Abbey, com pouco uso de estúdio. O figurino foi tão elogiado que rendeu prêmios.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11684" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/2668175.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Downton Abbey - O Filme" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/2668175.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/2668175.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/2668175.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas e o filme? Bom, tendo em mente todo esse cenário de criação da história e levando em consideração que ela foi bem finalizada ao fim da série, qual seria o benefício de um longa que funciona como uma continuação? <strong><em>Downton Abbey &#8211; O Filme</em> </strong>é como os especiais de Natal que tinham ao final de todas as temporadas (um episódio mais longo e de finalização do conteúdo). Particularmente, eram os meus favoritos. Dito isso, sim, eu adorei o filme.</p>
<p>É delicioso poder adentrar novamente na narrativa bem construída de <em>Downton Abbey</em>. Os diálogos bem afiados, o figurino impecável, o cenário perfeito. Tudo está de volta, como se nenhuma peça tivesse sido tirada do lugar desde a última gravação, em 2015. O cuidado com a continuidade é admirável, principalmente do ponto de vista técnico.</p>
<p>Outro detalhe muito importante é que eles conseguiram reunir todo o elenco novamente. Uma das grandes dificuldades em transformar uma série em filme é a rejeição de alguns artistas em participar deste novo modelo. Veja o caso de <em>Friends</em>, onde as meninas do grupo querem um revival e os rapazes são sempre relutantes. Neste caso específico, se um ou outro ator não topasse, talvez não mudasse tanto a história. Mas definitivamente faria falta. Então é maravilhoso quando vemos todos ali, desde os mais coadjuvantes até os principais.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11685" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/0753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Downton Abbey - O Filme" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/0753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/0753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/0753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Se reunir o elenco original é um dos pontos mais altos, o outro definitivamente é a inserção de novos personagens. Aliás, de uma específica. A atriz Imelda Staunton (<em>Harry Potter e a Ordem da Fênix</em>) entra como a prima distante da personagem de Maggie Smith (franquia <em>Harry Potter</em>). Maud Bagshaw é ácida e não poupa termos para falar o que pensa para Violet Crawley. Essa, por sua vez, já é conhecida pela língua afiada e senso crítico desmedido. Juntas, elas protagonizam as melhores cenas do longa, com picos de atuação e emoção. É sensacional de se ver.</p>
<p>Então não há defeito em <em><strong>Downton Abbey &#8211; O Filme</strong></em>? Claro que há. A própria proposta do filme é um pouco vaga demais. A motivação para o alvoroço na casa é a chegada repentina do Rei, que funciona até certo ponto, mas acaba se estendendo por tempo demais. Pode soar um pouco superficial em alguns momentos. Nada disso, no entanto, tira o brilho deste retorno triunfal.</p>
<p><em><strong>Downton Abbey &#8211; O Filme</strong></em> é um longa feito para os poucos, porém fieis, fãs da série, que almejam entrar mais uma vez neste universo da aristocracia britânica e se deliciar com um bom roteiro, excelentes atuações e cenário incrível. Quem for assistir desavisado vai perder grande parte do contexto de todas as informações e até das muitas piadas que acontecem. É um filme para os fãs, definitivamente. E esses ficarão imensamente felizes com o resultado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Engler<br />
<strong>Elenco:</strong> Michelle Dockery, Hugh Bonneville, Maggie Smith, Imelda Staunton, Jim Carter, Elizabeth McGovern, Laura Carmichael, Allen Leech, Tuppence Middleton, David Haig, Geraldine James, Simon Jones, Kate Phillips, Stephen, Campbell-Moore, Matthew Goode, Kevin Doyle, Joanne Froggatt, Rob James-Collier</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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