<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Jeremy Strong - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/jeremy-strong/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/jeremy-strong/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Jan 2026 13:03:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Jeremy Strong - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/jeremy-strong/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica Springsteen &#8211; Salve-me do Desconhecido</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-springsteen-salve-me-do-desconhecido/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-springsteen-salve-me-do-desconhecido/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 12:25:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[20th Century Studios]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Springsteen]]></category>
		<category><![CDATA[Cinebiografia]]></category>
		<category><![CDATA[David Krumholtz]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Gaby Hoffmann]]></category>
		<category><![CDATA[Harrison Gilbertson]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Allen White]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Strong]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew Anthony Pellicano]]></category>
		<category><![CDATA[Odessa Young]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Walter Hauser]]></category>
		<category><![CDATA[Scott Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[Springsteen]]></category>
		<category><![CDATA[Springsteen: Deliver Me from Nowhere]]></category>
		<category><![CDATA[Springsteen: Salve-Me do Desconhecido]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Graham]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20024</guid>

					<description><![CDATA[<p>Indo na contramão de muitas cinebiografias recentes, Springsteen: Salve-me do Desconhecido é um recorte de um momento específico da vida do artista retratado em tela. A escolha do diretor e roteirista, Scott Cooper (O Pálido Olho Azul, de 2022), é seu maior acerto em todo o filme. Não que ele passe a colecionar deslizes daqui em diante, mas o longa-metragem funciona justamente por se permitir mergulhar num fragmento da vida do personagem-título, possibilitando um mergulho mais profundo nele e os [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-springsteen-salve-me-do-desconhecido/">Crítica Springsteen &#8211; Salve-me do Desconhecido</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Indo na contramão de muitas cinebiografias recentes, <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> é um recorte de um momento específico da vida do artista retratado em tela. A escolha do diretor e roteirista, Scott Cooper (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022), é seu maior acerto em todo o filme. Não que ele passe a colecionar deslizes daqui em diante, mas o longa-metragem funciona justamente por se permitir mergulhar num fragmento da vida do personagem-título, possibilitando um mergulho mais profundo nele e os dilemas vividos por ele na época.</p>
<p><em><strong>Springsteen</strong></em> começa com o cantor (interpretado por Jeremy Allen White) finalizando sua turnê de sucesso do álbum &#8216;The River&#8217; e se mudando para sua cidade natal, na esperança de descansar depois da intensa tour. Mergulhado em memórias duras de sua infância, Bruce compõe o álbum &#8216;Nebraska&#8217;, que muda o rumo de sua vida e carreira por escancarar para ele e para o mundo sua depressão.</p>
<p>A proposta de Cooper de fazer um filme que verdadeiramente se debruça na psiquê de seu personagem nesse momento tão delicado de sua vida é a força motriz de <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em>. O roteiro do cineasta leva o espectador a conhecer a fundo as dores do cantor em momentos de extrema inspiração e solidão. Esse dilema clássico dessas figuras criativas é a porta de entrada para a sensibilidade, o cuidado e o sucesso da interpretação de White (<em>Garra de Ferro</em>, de 2023).</p>
<p>Coincidentemente (ou nem tanto), é neste ponto que muitas cinebiografias falham. Muito se fala sobre os altos e baixos de renomados artistas, mas pouco se dá tempo de verdadeiramente ver isso expandindo até se tornar maior do que suas vidas. E é aqui que Scott Cooper faz <em><strong>Springsteen</strong></em> ser um primor. Ele dá tempo, tanto para sua narrativa quanto para sua direção, de criar os silêncios necessários para ensurdecer à todos. A produção de Nebraska foi o pedido de ajuda de Bruce, quando nem ele conseguia dimensionar o que tinha e o que precisava.</p>
<figure id="attachment_20025" aria-describedby="caption-attachment-20025" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-750x500.jpg" alt="Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Springsteen-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20025" class="wp-caption-text">Jeremy Allen White em cena de &#8216;Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>A sensibilidade dessa escolha e da dilatação que ela exigia permitiu que <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> tivesse algumas das atuações masculinas mais interessantes do ano, até então. A simplicidade em deixar White ou Jeremy Strong (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) terem tempo de tela para se mostrarem expostos e frágeis é seu ponto forte. Ambos entregam performances impressionantes que não precisam de grandes explosões. O olhar, especialmente de White, diz tudo o que precisa ser compreendido.</p>
<p><em><strong>Springsteen </strong></em>é um filme sobre contemplação. Contemplar o ritmo das canções, de sua feitura e da vida. É o tempo da batida de um coração sufocando em meio aos holofotes. É um respiro silencioso no meio de uma multidão. É um pedido de socorro, quando tudo parece estar indo bem. A forma como a depressão de Bruce é mostrada traz essas nuances e esse cuidado que é admirável.</p>
<p>Talvez <em><strong>Springsteen: Salve-me do Desconhecido</strong></em> seja uma das melhores cinebiografias dos últimos tempos justamente por saber escolher o que mostrar. A força do filme está em seu poder de decisão de delimitar um tempo que é um reflexo de um passado &#8211; onde essas cenas são milimetricamente calculadas para não dominarem o filme, mas entregarem o que precisam. Com um elenco que abraça a dor de sua história com cuidado e sensibilidade, este é um dos longas que merecem ser experienciados na telona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Scott Cooper</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jeremy Allen White, Matthew Anthony Pellicano, Jeremy Strong, Stephen Graham, Odessa Young, Gaby Hoffmann, Harrison Gilbertson, David Krumholtz e Paul Walter Hauser</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zAuQSMQkqJc?si=9C2W1OaRDQ3-s9Hr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-springsteen-salve-me-do-desconhecido/">Crítica Springsteen &#8211; Salve-me do Desconhecido</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-springsteen-salve-me-do-desconhecido/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Aprendiz</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Oct 2024 18:28:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ali Abbasi]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Strong]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Bakalova]]></category>
		<category><![CDATA[O Aprendiz]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastian Stan]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18810</guid>

					<description><![CDATA[<p>A despeito da aparência de sátira biográfica indicada em seus materiais de divulgação, O Aprendiz é um longa surpreendente na melhor acepção do termo. A crítica mordaz do diretor iraniano Ali Abbasi (do ótimo Holy Spider) é dirigida ao atual candidato à presidência dos EUA, e ex-presidente do país, Donald Trump, mas também àquilo que é o timoneiro da prática e interpretação dos processos políticos nos últimos anos: a filosofia reacionária da extrema direita. Ao final de O Aprendiz, Trump, interpretado pelo impecável [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/">Crítica: O Aprendiz</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A despeito da aparência de sátira biográfica indicada em seus materiais de divulgação, <strong><em>O Aprendiz</em></strong> é um longa surpreendente na melhor acepção do termo. A crítica mordaz do diretor iraniano Ali Abbasi (do ótimo Holy Spider) é dirigida ao atual candidato à presidência dos EUA, e ex-presidente do país, Donald Trump, mas também àquilo que é o timoneiro da prática e interpretação dos processos políticos nos últimos anos: a filosofia reacionária da extrema direita.</p>
<p>Ao final de <strong><em>O Aprendiz</em></strong>, Trump, interpretado pelo impecável Sebastian Stan, dirige-se a um escritor, seu potencial biógrafo, e sintetiza sua política de ação no cenário público, entre as regras estão a ideia de que não existe uma verdade, a negação da derrota e a consideração de que qualquer voz divergente na arena pública deve ser belicosamente derrotada. Por trás da filosofia de Trump estão alguns dos principais venenos da atual sociedade, como a deslegitimação de instâncias científicas e jornalísticas, a negação da realidade e a minimização de qualquer preconceito (visto como mera &#8220;opinião&#8221;), o ambiente tóxico e &#8220;sem leis&#8221; das mídias sociais e o ataque virulento às expressões de crítica, como a arte.</p>
<p>Mais do que uma crítica a Trump, o &#8220;canhão&#8221; muito bem direcionado por Ali Abbasi está voltado para a extrema direita, ou seja, como a mesma forjou o atual cenário político que só beneficia líderes como o biografado e estratos sociais que atuam no seu entorno como parasitas, ambos usando o eleitor como massa de manobra. Dito isto, <strong><em>O Aprendiz</em></strong> é um trabalho excepcional.</p>
<p>Em <strong><em>O Aprendiz</em></strong> conhecemos Trump como um jovem empresário do ramo imobiliário fascinado pelas ideias do advogado Roy Cohn (o ótimo Jeremy Strong da série Succession). Trump contrata Cohn para resolver um imbróglio burocrático de sua família, mas a relação acaba se estreitando na medida em que o advogado vira o seu mentor. Conforme Trump vai enriquecendo e ficando ainda mais ganancioso, egocêntrico e frio a vínculos afetivos com sua esposa, pais e irmãos, o espectador acaba se dando conta de que a criatura &#8220;engoliu&#8221; o próprio criador. Afinal, também acompanhamos a derrocada de Cohn a partir do momento em que ele descobre ser portador do vírus HIV e é ignorado pelo seu antigo círculo social, inclusive Trump.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18842" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3-1.png" alt="O Aprendiz" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De todos os pontos da biografia de Donald Trump, Abbasi e o roteirista Gabriel Sherman assumem como foco a relação entre o empresário e seu mentor. No fim das contas, o filme traz a jornada formadora de uma mentalidade presente na política atual. À primeira vista, o longa de Abbasi pode parecer superficial na maneira como evita &#8220;psicologizar&#8221; a contrução da personalidade de Trump, mas como o próprio protagonista diz na cena final de <strong><em>O Aprendiz</em></strong>, é muito pouco produtivo entender as razões que levaram o empresário a ser o que ele é quando o que esteve em jogo sempre foi sua sede pelo poder. O que interessa ao filme de Abbasi é a filosofia desse protagonista e como ela é o rolo compressor que tem oprimido o mundo nos últimos anos. Abbasi não quer &#8220;entender&#8221; Trump, mas como o modus operandi daquele sujeito foi germinado e quais são as razões práticas da sua ação. Nesse sentido, vai direto ao ponto e não se perde no esforço de fazer uma biografia que dê conta de toda uma trajetória do seu protagonista, concentrando-se em fatos e relações que são determinantes para compreendermos as ideias daquele sujeito e como elas se manifestam na prática.</p>
<p>A atuação de Sebastian Stan como Donald Trump é primorosa. Em um filme marcado pela ironia e pela crítica corrosiva, o ator demonstra inteligência na sua composição ao encontrar o equilíbrio entre a imitação dos trejeitos de Trump sem soar caricato. Um dos grandes acertos do ator e do direcionamento que Abbasi dá a sua interpretação é revelação gradual do Trump que conhecemos hoje. No início do filme, não há sequer vestígio da figura midiática do empresário e político, apenas uma expressão facial aqui ou um gesto ali. Conforme Trump rompe seus laços com Kohn, Stan aproxima-se da versão notória do personagem, elevando o tom da performance, oscilando entre o lado soturno e o ridículo daquele sujeito. No entanto, o ator faz isso com muita consciência do projeto no qual está inserido, evitando a todo custo transformar aquele projeto em uma comédia. Sem dúvida, é um dos melhores trabalhos da carreira de Sebastian Stan, um ator que vem sendo muito requisitado nos últimos anos e tem tudo para ter uma das carreiras mais interessantes entre seus contemporâneos.</p>
<p>A estética televisiva oitentista da imagem de <strong><em>O Aprendiz</em></strong> também é um outro ponto muito interessante das escolhas desse filme. A tela quadrada e a câmera que flerta com a abordagem de um mocumentário traz mais credibilidade para a ambientação da época retratada na história e enfatiza o ridículo de muitas ações de Trump ou Kohn.</p>
<p>O grau de comprometimento de Ali Abbasi com a coesão da sua proposta, percebido em decisões na interpretação do seu elenco a elementos visuais do seu filme, fazem de <strong><em>O Aprendiz</em></strong> mais um acerto em sua carreira. O longa vai além do propósito de ser a cinebiografia de uma personalidade. O protagonista de <em>O Aprendiz</em> é Donald Trump, mas não apenas ele, e sim a retórica que atualmente ameaça a democracia e qualquer noção de civilidade e que encontra guarida nas inseguranças, frustrações e preconceitos de parcela da população. É um filme que escancara as vias pelas quais um modus operandi político foi moldado e culminou na arena pública do século XXI.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ali Abbasi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sebastian Stan, Jeremy Strong, Maria Bakalova</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/m7TkGQurpS8?si=TyHdLFY_CsFBsTzn" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/">Crítica: O Aprendiz</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Armageddon Time</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-armageddon-time/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-armageddon-time/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2022 20:01:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Anne Hathaway]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Hopkins]]></category>
		<category><![CDATA[Armageddon Time]]></category>
		<category><![CDATA[Banks Repeta]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[James Gray]]></category>
		<category><![CDATA[Jaylin Webb]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Strong]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Sell]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16123</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para James Gray, Armageddon Time é seu filme mais pessoal. Adaptando as memórias do diretor em uma infância dos anos 1980, Gray conta a história de Paul Graff, o filho caçula de uma família de imigrantes judeus de Nova York. Paul acaba se aproximando de um colega de turma chamado Johnny, um menino negro que sofre racismo na escola. Quando Paul recebe uma advertência do diretor do colégio, ele é mandado por seus pais para a mesma escola privada do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-armageddon-time/">Crítica: Armageddon Time</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para James Gray,<strong><em> Armageddon Time</em></strong> é seu filme mais pessoal. Adaptando as memórias do diretor em uma infância dos anos 1980, Gray conta a história de Paul Graff, o filho caçula de uma família de imigrantes judeus de Nova York. Paul acaba se aproximando de um colega de turma chamado Johnny, um menino negro que sofre racismo na escola. Quando Paul recebe uma advertência do diretor do colégio, ele é mandado por seus pais para a mesma escola privada do seu irmão mais velho, um ambiente mais rigoroso, afastando-se da companhia do amigo. A infância dos dois será marcada pela iminência do governo do republicano Ronald Reagan, que durou quase uma década (1981-1988).</p>
<p>Para entender <em><strong>Armageddon Time</strong></em> é importante compreender um pouco o seu contexto histórico. O governo Reagan ficou conhecido por sua política extremamente conservadora, marcada sobretudo pela redução de gastos com programas sociais, aumento da desigualdade entre as classes, alto investimento no exército e luta contra o comunismo no mundo. Para um país recém-saído da década de 1970 e do governo do democrata Jimmy Carter foi um baque e tanto, especialmente para a geração de imigrantes europeus que ainda assimilavam os espólios da guerra, como o avô de Paul interpretado por Anthony Hopkins, e uma outra mais jovem que vivia sob a frustração da não realização do &#8220;sonho americano&#8221;, especificamente, os pais do protagonista vividos por Anne Hathaway e Jeremy Strong.</p>
<p><strong><em>Armageddon Time</em></strong> tem qualidades natas dos primeiros trabalhos de James Gray, a economia de recursos visuais e narrativos e a profunda humanidade das suas histórias. Em tese, o filme tem um enredo simples sobre ritos de passagem, mas, aos poucos, vai revelando outras camadas. Gray trabalha de maneira sutil e efetiva com o contexto histórico de <em>Armageddon Time</em>, fazendo com que a trajetória dos seus personagens gradativamente &#8220;conversem&#8221; com a chegada do conservador Ronald Reagan na presidência dos EUA. É interessante sobretudo como o longa cria para o protagonista conflitos éticos que o fazem se perceber como parte de uma &#8220;minoria social&#8221; e a emergência da consciência dessa identidade como fonte de força para superar contextos mais duros como os que virão. E o diretor faz tudo isso sem muito alarde, redundância dramática, é tudo sempre tão elegante, sensível, orgânico, como em seus melhores filmes (Amantes, por exemplo).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16129" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Armageddon Time" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4370177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>Armageddon Time</em> </strong>também conta com ótimos atores. O garoto Banks Repeta que dá vida ao protagonista Paul tem uma maturidade cênica impressionante. Anne Hathaway e Jeremy Strong estão excelentes como os pais do protagonista. Com a chegada da adolescência de Paul e as expectativas que ambos nutrem sobre o futuro do garoto (que ao menos sua geração tenha mais sucesso do que a deles), Esther (Hathaway) e Irving (Strong) às vezes perdem as estribeiras, erram na condução da educação do menino, mas fazem tudo acreditando acertar. É muito honesto e crível esse olhar de James Gray para os pais. O diretor vai na contramão daquela visão idílica de maternidade ou paternidade. Ao mesmo tempo, com anos nas constas, o avô Aaron Rabinowitz parece ter os conselhos mais lúcidos da família e Anthony Hopkins traz muita doçura para esse personagem.</p>
<p>Afastando-se das epopeias que representaram seus últimos longas, Z: A Cidade Perdida e Ad Astra, James Gray procura na sua infância um relato mais intimista. <em><strong>Armageddon Time</strong> </em>quer abordar o despertar para questões que acenam para a vida adulta, mas também conta a história de um país e do mundo, o exato momento em que três gerações entram em confronto com suas expectativas sobre a vida, avaliam sua caminhada até aqui e elaboram o que podem fazer a seguir. James Gray faz um filme tocante, com um elenco afiado, marcado pela sua habitual maestria e elegância como diretor e roteirista.</p>
<p>Aparentemente, perde um pouco da sua universalidade ao contar uma história particularmente estadunidense, com elementos de contexto que, talvez, somente eles possam entender instantaneamente. Todavia, ao compreendermos todo esse background sutilmente sugerido pelo realizador ao longo da história, <em><strong>Armageddon Time</strong></em> adquire empatia e demonstra dedicação a questões identificáveis sobre conhecer-se, não reproduzir os erros do passado e manter-se fiel a sua identidade e princípios em contextos políticos não tão humanos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Gray</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Anne Hathaway, Jeremy Strong, Banks Repeta, Jaylin Webb, Anthony Hopkins, Ryan Sell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aawoA1o7jLY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-armageddon-time/">Crítica: Armageddon Time</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-armageddon-time/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
