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	<title>Arquivos Jennifer Lawrence - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jennifer Lawrence - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Passagem (Apple TV+)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 14:55:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Passagem tudo é sobre camadas progressivamente sendo reveladas. Há uma jornada do espectador em descobrir o que há no passado da protagonista do filme, Lynsey (Jennifer Lawrence, Não Olhe Para Cima) e aqueles que a cercam. Já nos primeiros minutos de exibição é possível compreender que nem o roteiro e nem a direção irão entregar todo o contexto da trama imediatamente e isto funciona, inicialmente, pois há um processo de surpresas e envolvimento gradativo com a história, mas este [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em <strong><em>Passagem</em> </strong>tudo é sobre camadas progressivamente sendo reveladas. Há uma jornada do espectador em descobrir o que há no passado da protagonista do filme, Lynsey (Jennifer Lawrence, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-olhe-para-cima-netflix/"><em>Não Olhe Para Cima</em></a>) e aqueles que a cercam. Já nos primeiros minutos de exibição é possível compreender que nem o roteiro e nem a direção irão entregar todo o contexto da trama imediatamente e isto funciona, inicialmente, pois há um processo de surpresas e envolvimento gradativo com a história, mas este recurso acaba se esgotando nele mesmo, pois uma sensação de repetição se alastra e resta uma impressão de que o desenrolar de cada situação acaba por se alongar demais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, no início da sessão esta característica funciona, sendo que o tempo para contar os detalhes sobre Lynsey é mais forte no primeiro ato, pois é quando se tem menos diálogos e quando as imagens são um tanto misteriosas, em sua decupagem e montagem. </span><span style="font-weight: 400;">Um exemplo é o começo da produção, quando o público vê apenas o rosto de Lawrence lateralmente. Aos poucos, a situação na qual ela se encontra vai sendo desvendada, tanto o aconteceu com ela quanto quem são as pessoas perto dela é contado pouco a pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este caminho é também percorrido pela trajetória da própria personagem principal, que entende mais sobre ela mesma, enquanto a narrativa se desenvolve. </span><span style="font-weight: 400;">Entre tons de melancolia e oscilações qualitativas, o que há de mais especial no longa-metragem, no entanto, é a construção da relação entre Lynsey e o seu novo conhecido James (Brian Tyree Henry). Existem dois pontos principais para que a interação desta dupla funcione tanto. O primeiro elemento basilar para que o sucesso da dinâmica de Lynsey e James aconteça está nos diálogos entre eles que, assim como a obra inteira, possuem revelações lentamente convocadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, eles vão se conhecendo, aproximando-se, afastando-se etc. </span><span style="font-weight: 400;">A lógica de contenção de informação versus compartilhamento exagerado delas traz um tom realista, que gera uma espécie de empatia, principalmente para quem já vivenciou algum momento muito difícil e doloroso e encontrou algum interlocutor com tantas semelhanças de experiências. E são nestas dualidades individuais e do próprio relacionamento deles que camadas elaboradas são colocadas, conectando quem assiste ainda mais com o enredo.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16517" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4.jpg" alt="Passagem" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, as atuações de Jennifer e Brian ajudam a fomentar esta química dos intérpretes na tela, que não é sobre um estabelecimento de romance, porém de uma cumplicidade intensa. </span><span style="font-weight: 400;">Essa característica trazida pelos atores está nos jogos cênicos dos dois, nos silêncios, nas movimentações corporais, que jogam com a dúvida sobre qual é, de fato, o envolvimento entre Lynsey e James. No entanto, faz-se necessário apontar que é justamente neste desejo de focar nesta dubiedade que o filme se perde. Existiam, na verdade, algumas opções de encaminhamento narrativo aqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorar mais o passado de James ou investigar melhor a razão da obsessão principal de Lynsey (voltar para a guerra) seria uma forma de tornar o longa mais coeso, talvez. </span><span style="font-weight: 400;">O tom da dúvida, até o confronto derradeiro entre eles, acrescenta complexidade para as personagens, porém a questão é o tempo gasto nesta confusão de Lynsey. A metade da sessão também parece um tanto truncada, quando o comportamento obsessivo dela não consegue ser tão justificável, porque não há um investimento em tratar sobre as verdadeiras tensões de sua vida, como a razão da casa dela ser tão opressiva ao ponto de a colocar neste lugar de desespero interno tão forte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O enfoque passa a ser apenas até onde Lynsey vai no seu jogo com James, por isso f</span><span style="font-weight: 400;">alta ao roteiro uma compreensão de quais os reais problemas da jovem e qual é o conflito central da trama. Todavia, essas dispersões não atrapalham de forma tão profunda o resultado geral. A direção de Lila Neugebauer (<em>Room 104</em>) ajuda a equilibrar estas quedas de qualidade presente na história, pois a cineasta consegue ampliar os sentidos interpretativos do filme, criando um paralelo do que é mostrado nos enquadramentos com o que Lynsey e James querem mostrar um para outro de quem eles são e vivenciaram antes de se conhecerem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da equipe de arte e da fotografia também ajudam nesta ampliação de transcrição dos significados, porém há certo exagero em alguns signos, como a cor azul, que aparece exageradamente nas roupas e ao redor de Lynsey, reforçando uma melancolia presente nela e essa saudade que ela possui do seu trabalho anterior, que já é intensa em toda a projeção: nos diálogos, nos planos, nas músicas e na arte. Mas, dentro de alguns exageros, <em><strong>Passagem</strong> </em>consegue emocionar e prender a atenção na maior de sua duração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Lili Neugebauer</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Jennifer Lawrence, Brian Tyree Henry, Jayne Houdyshell</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9nnvSJupn2E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Não Olhe para Cima (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Dec 2021 20:54:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Adam McKay]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alguns dos filmes mais recentes de Adam McKay possuem uma marca registrada. Enquanto o artista fala sobre política, ele critica a sociedade, com um tom sarcástico bastante particular. Cartelas e recursos gráficos são impressos na tela, realizando quebras que proporcionam um respiro para o espectador. Ao mesmo tempo, a estratégia revela como o próprio McKay não se leva a sério, elevando o grau de complexidade de suas obras, com pautas relevantes, certeiras, mas com o humor sempre ali. Vindo da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dos filmes mais recentes de Adam McKay possuem uma marca registrada. Enquanto o artista fala sobre política, ele critica a sociedade, com um tom sarcástico bastante particular. Cartelas e recursos gráficos são impressos na tela, realizando quebras que proporcionam um respiro para o espectador. Ao mesmo tempo, a estratégia revela como o próprio McKay não se leva a sério, elevando o grau de complexidade de suas obras, com pautas relevantes, certeiras, mas com o humor sempre ali.</p>
<p>Vindo da comédia, o roteirista e diretor, sabe como jogar com a dinâmica da suspensão, do absurdo e do timing cômico. O resultado, geralmente, é um nó na garganta. Talvez, o título que havia chegado mais perto de alcançar este efeito com êxito, anteriormente, tenha sido o seu <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-grande-aposta/"><em>A Grande Aposta</em></a>. Agora, com <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong>, Adam McKay aumenta o seu potencial de contar histórias e dosa com uma habilidade mais intensa os efeitos colocados na tela, seja em sua direção ou nos encaminhamentos da sua narrativa.</p>
<p>A inserção e retirada de diálogos e a maneira como os textos podem chegar entrecortados são os maiores ganhos do enredo. Há toda uma gama de sentidos criados entre o não dito e o que é explicitado verbalmente, inclusive com gritos. Esta estrutura revela a compreensão de McKay sobre a própria condição humana, seja por sua tolice e egoísmo, ou por seu caráter forte, mesclado ao desejo de sacudir o mundo e clamar para ser escutado de uma vez só.</p>
<p>Além disso, é curioso de observar como, ainda que não realize uma progressão linear de ações nítidas – existem idas e vindas de intensidade nos acontecimentos da trama –, a obra vai se tornando cada vez mais angustiante para quem assiste. Aqui, novamente, pode-se abordar a consciência sobre o uso da comicidade. Gradativamente e sutilmente, a graça se transforma em riso nervoso para, em seguida, virar melancolia e pânico.</p>
<p>Mesmo rindo de si e da humanidade, o desprezo por uma parte da sociedade e o respeito por outra, ganha espaço e não há retorno dentro da história. É notável – e até óbvio – o que McKay deseja convocar em seu longa-metragem. Este é sim um retrato de um país tolo e autocentrado, que enxergou um pouco da verdade sobre si, a partir de 2016. Ao invés dos grandes heróis, salvadores do Planeta, este é um reduto de diversos tolos, ignorantes políticos, preconceituosos e egocêntricos.</p>
<p>O que McKay desconhece é que esta realidade se assemelha a de múltiplos locais da Terra, incluindo o Brasil, com seu presidente genocida e seus apoiadores cruéis e desonestos. Ao se deparar com a sessão de<i> <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong></i>, seu público pode sim se identificar com todo aquele conteúdo, por mais insano que seja o <em>plot</em>, seu desenvolvimento e desfecho. É justamente isto que Adam faz em sua produção: toma posse do impossível para retratar as pessoas da contemporaneidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14991" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01.jpg" alt="Não Olhe para Cima" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todavia, o que falta nele é uma visão menos “estadunidense centrada”, por assim dizer. Com um olhar tão voltado para si, ainda que seja para abordar seu país com um olhar cheio de ironia, a salvação de todos os seres humanos continua nas mãos de um único lugar: os Estados Unidos. Nenhum outro local foi capaz de encontrar uma solução eficaz para a catástrofe anunciada.</p>
<p>Além disso, ainda que a tragédia afete a humanidade inteira, somente uma nação é retratada. Este é um incômodo intenso em <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong>, visto que este umbiguismo é recorrente no audiovisual hollywoodiano, desde a sua criação. No entanto, apesar deste engasgo, vale ressaltar outras qualidades presentes no longa. A direção de McKay fomenta a qualidade do projeto.</p>
<p>A decupagem serve ao que está sendo contado com precisão e provoca sensações precisas no público, como na escolha em fechar mais certos planos e utilizar câmera na mão, nos instantes nos quais Kate (Jennifer Lawrence) e Randall (Leonardo Di Caprio) se sentem pressionados ou em pânico. Os enquadramentos e movimentos, juntamente com uma mise-en-scène – que mistura uma marcação caótica e desorganizada, com extremamente limpa ou diversos objetos, com pouquíssimos elementos de cena – contribuem para as interpretações.</p>
<p>As atuações de Meryl Streep (<em>Mamma Mia!</em>) e Di Caprio (<em>Titanic</em>) – que vinham pesando a mão nas suas construções, nos últimos tempos –, chegam aqui firmes e sutis. O jogo de câmera, bem como a montagem de Hank Corwin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>), barram certos exageros que a dupla poderia cometer. Neste sentido, também é necessário dar créditos para Streep e Di Caprio, veteranos talentosos, ainda que passem do ponto em alguns de seus papéis. Aqui, ambos imprimem tônus no corpo e na voz, se pôr peso ou sujeira em seus movimentos.</p>
<p>Ambos captam com segurança as intenções do roteiro e criam nuances e camadas para suas personagens. Talvez, este destaque seja tão visível por estas serem as figuras mais complicadas no filme, por possuírem características um tanto estereotipadas, mas que são bem conduzidas, suavizando estes tipos: o cientista estressado e a política egocêntrica. Contudo, Cate Blanchett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-carol/"><em>Carol</em></a>) e Jennifer Lawrence (<em>Jogos Vorazes</em>) também trazem boas performances, que geram repulsa ou empatia, a depender da personalidade de cada uma delas.</p>
<p>Em seu resultado geral, <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong> é eficiente em registrar e analisar a contemporaneidade, em todo o seu ilogismo, suas compulsões, suas vaidades. Com uma equipe talentosa, quase nada de seu potencial é desperdiçado. Para ser completo, de verdade, bastava apenas erradicar o pensamento tão alto centrado dos EUA.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Adam McKay</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jennifer Lawrence, Leonardo Di Caprio, Meryl Streep, Jonah Hill, Cate Blanchett, Mark Rylance, Tyler Perry, Ariana Grande, Rob Morgan, Timothée Chalamet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/c1nToClX_3w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: X-Men: Fênix Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 19:40:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de junho, o longa X-Men: Fênix Negra, que faz parte do universo atual dos X-Men, que inclui novos personagens e a versão mais jovem daqueles que já conhecíamos. Com tanto filme de super-herói sendo lançado atualmente, esse me parecia mais um. Então, foi com pouca pretensão que fui ao cinema conferir o resultado da produção. Para minha grata surpresa, o resultado foi mais positivo do que o esperado. O foco em um único personagem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de junho, o longa <strong><em>X-Men: Fênix Negra</em></strong>, que faz parte do universo atual dos X-Men, que inclui novos personagens e a versão mais jovem daqueles que já conhecíamos. Com tanto filme de super-herói sendo lançado atualmente, esse me parecia mais um. Então, foi com pouca pretensão que fui ao cinema conferir o resultado da produção.</p>
<p>Para minha grata surpresa, o resultado foi mais positivo do que o esperado. O foco em um único personagem já se mostrou uma decisão acertada nos<em> X-Men</em>, vide <em>Logan</em>, que é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Esse aqui não chega ao nível de <em>Logan</em>, é bem verdade, mas não faz feio também. Tem um tom certeiro ao tratar da origem de Jean, uma das personagens mais fortes e de importância da trama.</p>
<p>O filme se passa em 1992, quando Charles Xavier (James McAvoy) curte o fato dos X-Men serem bem aceitos na sociedade e considerados heróis nacionais. Tudo isso devido a uma missão no espaço em que eles resgatam astronautas. No entanto, durante o processo de resgate, Jean Grey (Sophie Turner) precisou chegar ao seu limite para garantir a segurança de todos e foi exposta ao que parecia ser uma explosão solar. Desde então, ela lida com uma força ainda mais poderosa dentro de si e a incapacidade de controlar suas emoções.</p>
<p>A construção do roteiro é um dos pontos altos do filme. Ele vai, gradativamente, tecendo a trama e conectando os fios da evolução da protagonista, mostrando desde a sua infância até o momento atual, em que lida com crises internas e conflitos emocionais. Tudo isso acompanhado dos demais X-Men, que dão suporte ao enredo, sem roubar a cena da personagem principal.</p>
<p>O espectador sabe que essa parceria entre a sociedade e os mutantes é algo muito furtivo e pode acabar a qualquer momento. Eles aceitam o diferente enquanto é conveniente para eles. Mas ao sinal de qualquer erro, serão questionados e rechaçados. E isso fica suspenso no ar o tempo inteiro. Então, quando Jean começa a ter reações estranhas depois da explosão, o primeiro medo de Xavier é justamente colocar essa relação com a sociedade em risco.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10665" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O que me incomoda em <strong><em>X-Men: Fênix Negra</em></strong> é que ele não faz uso completo de todos os artifícios que a franquia X-Men oferece. Para mim, é uma das sagas mais interessantes e atraentes, do ponto de vista dos personagens e da criação de enredo. E este longa me parece ficar mais na superfície, no quesito de utilizar as ferramentas que estão postas na mesa.</p>
<p>A parte de maquiagem e efeitos especiais, por exemplo, é muito boa e acertada. No entanto, certos questionamentos são feitos, como a necessidade de Jennifer Lawrence (<em>Mãe!</em>), no personagem Mística, ficar aparecendo como pessoa normal dentro da casa dos X-Men. Ainda mais depois que a sociedade já passou a aceitar os mutantes.</p>
<p>O filme apresenta ainda ótimas cenas de luta, como a do trem no final, que envole a maioria dos personagens. Vemos, no entanto, um subaproveitamento da vilã Vuk, interpretada por Jessica Chastain (<em>A Hora Mais Escura</em>). Um grande potencial de ser alguém realmente apavorante, mas que é renegada a cenas curtas, com poucas falas e momentos pouco marcantes. O mesmo poderíamos dizer de Sophie Turner, no papel da protagonista. Ela tem pouco espaço para efetivamente se mostrar como atriz e só podemos culpar o roteiro por isso.</p>
<p>Ainda assim, <strong><em>X-Men: Fênix Negr</em></strong>a é um bom filme que traz uma história competente sobre a construção de uma das principais personagens deste universo. Tem ser percalços e quedas no caminho, mas com certeza é superior a outros longas, como <em>X-Men: Apocalipse</em>, por exemplo. Vale a pena conferir nos cinemas!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Simon Kinberg<br />
<strong>Elenco:</strong> Sophie Turner, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Jessica Chastain, Nicholas Hoult, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Evan Peters</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xrbBVIpssDQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Operação Red Sparrow</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2018 18:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Red Sparrow]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Operação Red Sparrow é um filme que se deixa levar por caminhos estranhos. Utilizando a histórica tensão nas relações entre EUA  e Rússia legada pela espionagem na Guerra Fria, o filme traz a estrela oscarizada Jennifer Lawrence como uma ex-bailarina que passa a atuar como agente secreta de uma divisão do governo russo chamada Sparrow, especializada em treinar jovens para extrair informações de seus alvos por meio de técnicas de sedução. Dirigido por Francis Lawrence, que já havia trabalhado com a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Operação Red Sparrow </i>é um filme que se deixa levar por caminhos estranhos. Utilizando a histórica tensão nas relações entre EUA  e Rússia legada pela espionagem na Guerra Fria, o filme traz a estrela oscarizada Jennifer Lawrence como uma ex-bailarina que passa a atuar como agente secreta de uma divisão do governo russo chamada Sparrow, especializada em treinar jovens para extrair informações de seus alvos por meio de técnicas de sedução.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Dirigido por Francis Lawrence, que já havia trabalhado com a atriz nos três últimos capítulos da franquia <i>Jogos Vorazes </i>(<i>Em Chamas </i>e <i>A Esperança </i>partes 1 e 2), o filme acaba exibindo fragilidades pelos diversos ângulos que o espectador deseje observá-lo, revelando-se uma obra desarmônica, apática e que exibe fragilidade nos caminhos que opta trilhar. Há descompassos sensíveis por toda a narrativa.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8711" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/redsparrow-still-5-1515423378.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Um dos elementos mais esquisitos de <i>Operação Red Sparrow </i>talvez seja aquilo que lhe confira uma certa singularidade se comparado com exemplares semelhantes, a especialidade da sua agente secreta interpretada por Jennifer Lawrence: seduzir seus alvos. Do treinamento da protagonista às suas primeiras ações em campo, o filme procura convocar uma sensualidade que não está em cena e que, por vezes, toma conta da primeira hora do filme de maneira excessiva. Todos parecem inescapavelmente vulneráveis e ter como ponto fraco a sua sexualidade, fazendo com que a premissa da obra se perca em situações artificiais que parecem viver entre a tensão de ousar com a liberdade sexual das suas personagens, mas também contê-la em função de uma audiência que não pretende afugentar.</p>
<p>Em outro momento, <i>Operação Red Sparrow </i>se rende a uma trama de &#8220;gato e rato&#8221; que oferece a protagonista a possibilidade de não mais atuar como <i>sparrow</i>. Nesse instante, o filme oferece uma trama de suspense que se desenrola de maneira arrastada ficando óbvio que quase duas horas e vinte de duração são demais. Ao mesmo tempo, acompanhamos um envolvimento amoroso protocolar e frio entre a personagem de Lawrence e do australiano Joel Edgerton, que se junta ao grupo de ótimos atores completamente desperdiçados pelo roteiro raso do filme (de Charlotte Rampling a Jeremy Irons). Não servindo como entretenimento e nem mesmo oferecendo novos horizontes criativos para seus envolvidos, <i>Operação Red Sparrow </i>não passa de um desperdício dado o porte classudo de sua produção.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/a3g8OpP1pcs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mãe!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-mae/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2017 12:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Darren Aronofsky]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe!]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Pfeiffer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Darren Aronofsky é um cineasta de extremos. As tramas, personagens e universos de seus filmes quase sempre representam muito mais do que aquilo que as imagens denunciam, ele é um cineasta eminentemente metafórico e possivelmente Mãe! é o seu trabalho mais radical nesse sentido. O diretor e roteirista não está interessado numa narrativa linear e que se contenta com a sucessão de eventos e personagens realistas oferecidos ao espectador. Aronofsky quer usar seu filme e suas tramas para discutir temas variados, todos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Darren Aronofsky é um cineasta de extremos. As tramas, personagens e universos de seus filmes quase sempre representam muito mais do que aquilo que as imagens denunciam, ele é um cineasta eminentemente metafórico e possivelmente<em> Mãe!</em><b data-blogger-escaped-style="font-style: italic;"> </b>é o seu trabalho mais radical nesse sentido. O diretor e roteirista não está interessado numa narrativa linear e que se contenta com a sucessão de eventos e personagens realistas oferecidos ao espectador. Aronofsky quer usar seu filme e suas tramas para discutir temas variados, todos eles vinculados à natureza humana e seus conflitos psicológicos, representando no mundo externo  àquilo que seus personagens vivenciam internamente, como ocorreu em <i>Réquiem para um Sonho </i>e <i>Cisne Negro</i>. Em <i>Mãe! </i>isso é convertido em divagações pessoais sobre a muitas vezes impiedosa experiência de estar vivo. Aronofsky aparenta querer conversar conosco por meio de alegorias em seu cinema sempre metafórico.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Darren também é um diretor que costuma burlar alguns manuais do cinema, indo na contramão de convenções técnicas e estéticas no que diz respeito aos seus roteiros, composições de planos etc. Assim, não surpreende que <i>Mãe! </i>seja um filme divisivo como tantos outros de sua carreira. Aronofsky segue abusando da rebeldia, questionando dogmas cinéfilos e traçando o seu próprio manual de linguagem cinematográfica com uma assinatura narrativa e estética que lhe é peculiar. Contudo, pouco do que já foi vivenciado até aqui na carreira do diretor pode preparar o espectador para o que será visto nesse longa protagonizado pela atriz Jennifer Lawrence &#8211; e olha que estamos falando de títulos controversos como <i>Réquiem para um Sonho</i>, <i>Cisne Negro, Fonte da Vida </i>e até <i>Noé. </i>Por ser alegórico ao extremo, não espere de <i>Mãe!</i> um suspense ou horror ambientado numa casa mal assombrada como denunciam os trailers, o filme não é nada disso, mas também não vá ao cinema esperando algo similar aos exemplares da carreira do diretor, as marcas do seu cinema são preservadas nesse longa, mas ele surge aqui muito mais &#8220;fora da casinha&#8221; que o habitual.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No filme, Lawrence e Javier Bardem interpretam um casal que começa a receber estranhas visitas na casa que reformaram. Os primeiros hóspedes são um médico e sua esposa, vividos por Ed Harris e Michelle Pfeiffer, respectivamente, ambos bastante esquisitos, por sinal. Conforme a trama do longa avança, novos personagens surgem e a jovem interpretada por Lawrence passa a ficar às voltas com a maternidade, mas também extremamente incomodada com a exagerada hospitalidade do esposo no tratamento dos intrusos. Adiantar mais do que isso seria estragar a experiência do leitor com o filme, então, por precaução, acredito ser recomendável parar qualquer descrição por aqui. A partir das próximas linhas trarei detalhes do longa e possíveis <b>SPOILERS</b> que podem evitar, caso queiram uma experiência com o longa mais &#8220;crua&#8221;.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8223" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/mother.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Como <i>Cisne Negro </i>e <i>Requiém para um Sonho</i>, <i>Mãe! </i>tem alguns dos méritos da direção e do roteiro de Aronosfky, o principal deles é o manejo que o cineasta tem na construção do estado inebriante e delirante de tensão em espiral que seus protagonistas experimentam. Assim como a bailarina Nina de Natalie Portman em <i>Cisne Negro </i>entrava em colapso com toda sorte de fatores que interferiam no seu processo de afirmação profissional e os  <i>junkies </i>de <i>Réquiem para um Sonho </i>eram corroídos pelos efeitos alucinógenos das drogas que consumiam, a personagem de Jennifer Lawrence experimenta uma tensão crescente e insuportável na medida em que aquilo que ocorre na sua casa lhe foge do controle. Isso traz para o filme um desempenho muito intenso da atriz, talvez um dos mais fortes da sua carreira junto com <i>Inverno da Alma</i>. O espectador presenciará na tela uma exaustiva e complicada jornada psicológica, mas também física, desenvolvida com muito cuidado por um desempenho inspirado da precoce vencedora do Oscar.</p>
<p>Aronofsky explora também a fisicalidade da casa, um organismo vivo em ebulição, como estímulo para a interpretação de Lawrence. Além disso, a dinâmica da personagem da atriz com os demais personagens que surgem em cena são importantes para o crescente e inquietante estado de tensão do longa. Os principais deles são aqueles vividos por Javier Bardem e a esposa do médico interpretada por Michelle Pfeiffer. Enquanto Bardem interpreta uma figura aparentemente dócil e amorosa, se revelando posteriormente um ególatra perigoso, Pfeiffer vive um momento inspirado na sua carreira dando vida a uma provocadora intrusa que desestabiliza as convicções da protagonista.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8224" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/jennifer-lawrence-mother-sickest-movie-ever-made-disgusting-torture-porn-c.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O estado febril da personagem de Lawrence toma conta da própria história na medida em que Aronofsky transforma a estrutura de <i>Mãe! </i>em algo que possui estreita vinculação com a Bíblia aliado a reflexões sobre o próprio percurso da humanidade na Terra. Há passagens no filme que tornam claras estas vinculações como a vivência de Adão e Eva no Paraíso, a vinda do Messias, o fanatismo religioso a partir da idolatria a uma figura e a barbárie humana. Fazendo as vezes de mãe natureza, Lawrence vive um símbolo da esperança de um novo ciclo na Terra, completamente destroçada pela gradual corrupção, inveja e violência que arruina por completo o mundo que concebera com a melhor das intenções, ou seja, a casa sempre referenciada na obra. Assim, Aronofsky nos põe em contato com um processo, que, pelo caminhar do seu desfecho, é cíclico, mas também não significa que se repetirá, apesar de dar a entender que tudo aquilo que vivenciamos foi mais uma tentativa frustrada de fazer o mundo dar certo. Quem sabe na próxima?</p>
<p><i><br />
</i>Além da corrupção do homem e seu dom de destruir qualquer fagulha de esperança que sua vista alcance, <i>Mãe!</i> também pode ser interpretado como um filme que quer abordar a maternidade ou o casamento e como, na sociedade em que vivemos, muitas vezes, essa jornada é marcada por perdas violentas para a mulher (sua juventude, inocência, vivacidade), enquanto que ao homem é reservada a possibilidade de recomeçar. Uma interpretação que, por sinal, não deixa de dialogar com aquela que anteriormente traçamos. Fica claro, portanto, que qualquer interpretação de <i>Mãe! </i>não pode ser encarada como uma leitura cerrada do filme, afinal, como já expus, é uma obra que demanda revisões constantes e um tempo maior de maturação da sua experiência espectatorial. Assim, cada espectador terá a sua leitura, que, por sua vez, pode mudar perfeitamente numa segunda visita ao filme e aí está a riqueza desse novo trabalho de Darren Aronofsky.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ao nos depararmos com um filme como <i>Mãe!</i>, a certeza que temos diante de tantas interrogações em forma de exclamações visuais e inquietações deixadas pela obra é que quando o assunto é o cinema de Darren Aronofsky estaremos sempre em contato com os traços da arte de um <i>enfant terrible</i>. Autoral em cada fibra dos seus filmes, goste deles ou não, Aronofsky é um artista genuíno numa cinematografia cada vez menos afeita a causar o tipo de comoção que sua obra gera. O cinema do diretor é antes de mais nada provocador. Como traço do caráter da filmografia do realizador até então, <i>Mãe! </i>é um filme que tende a ter uma passagem complicada pelos cinemas, indignando espectadores que talvez sintam uma certa dificuldade no enfrentamento de uma obra tão alegórica. O que posso garantir é que se o leitor der um pouquinho de abertura ao teor de abstração da história de <i>Mãe!</i> se deparará com o tipo de longa que grudará na cabeça por muito tempo, já que é extremamente tentador retornar a ele e pensar um pouco mais sobre suas pistas.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ugn1gqGl7rs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
</div>
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		<title>Assista ao trailer do horror Mãe!, com Jennifer Lawrence</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2017 11:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Darren Arono]]></category>
		<category><![CDATA[Ed Harris]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe!]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Pfeiffer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Divulgado na rede nesta terça-feira (08) o primeiro trailer de Mãe!, mais recente longa do diretor Darren Aronofsky com a atriz Jennifer Lawrence (da franquia Jogos Vorazes) no papel principal. Ainda envolta de muito mistério, a trama parece trazer muitos elementos do horror e uma abordagem psicológica e estilizada dos eventos como o diretor fez em sua carreira em títulos como Réquiem para um Sonho e Cisne Negro. O que sabemos por ora sobre a história de Mãe! é que o longa acompanha um casal, formado por Lawrence [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Divulgado na rede nesta terça-feira (08) o primeiro trailer de <i>Mãe!</i>, mais recente longa do diretor Darren Aronofsky com a atriz Jennifer Lawrence (da franquia <i>Jogos Vorazes</i>) no papel principal. Ainda envolta de muito mistério, a trama parece trazer muitos elementos do horror e uma abordagem psicológica e estilizada dos eventos como o diretor fez em sua carreira em títulos como <i>Réquiem para um Sonho </i>e <i>Cisne Negro</i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O que sabemos por ora sobre a história de <i>Mãe! </i>é que o longa acompanha um casal, formado por Lawrence e Javier Bardem (<i>007: Operação Skyfall</i>), e alguns convidados não desejados em sua casa. No elenco ainda estão Michelle Pfeiffer (<i>A Família</i>), Ed Harris (<i>Noite sem Fim</i>), Domhnall Gleeson (<i>Brooklyn</i>) e Kristen Wiig (<i>Caça-Fantasmas</i>).</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O melhor de tudo é que o público brasileiro nem esperará muito para conferir o resultado do novo trabalho de Aronofsky. O filme estreia em 21 de setembro nos cinemas do Brasil.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><b>Assista ao trailer legendado do filme: </b></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ugn1gqGl7rs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-do-horror-mae-de-darren-aronofsky-com-jennifer-lawrence-no-elenco/">Assista ao trailer do horror Mãe!, com Jennifer Lawrence</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Passageiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2017 00:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Passageiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passageiros é pretexto para reunir pela primeira vez nas telas duas das maiores forças de Hollywood no momento, Chris Pratt (Jurassic World e Guardiões da Galáxia) e Jennifer Lawrence (das franquias Jogos Vorazes e X-Men), dois nomes que conseguem bancar as bilheterias das produções que  têm encabeçado em tempos nos quais o star system parece coisa do passado. Não dá para ser ingenuo quanto a isso, nem cínico também.  O romance no espaço protagonizado pelos atores funda-se nas mesmas bases [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Passageiros </i>é pretexto para reunir pela primeira vez nas telas duas das maiores forças de Hollywood no momento, Chris Pratt (<i>Jurassic World </i>e <i>Guardiões da Galáxia</i>) e Jennifer Lawrence (das franquias <i>Jogos Vorazes </i>e <i>X-Men</i>), dois nomes que conseguem bancar as bilheterias das produções que  têm encabeçado em tempos nos quais o <i>star system </i>parece coisa do passado. Não dá para ser ingenuo quanto a isso, nem cínico também.  O romance no espaço protagonizado pelos atores funda-se nas mesmas bases que outrora reuniram Julia Roberts e Brad Pitt em <i>A Mexicana</i> ou Angelina Jolie e Johnny Depp em <i>O Turista</i>, ambos, por sinal, verdadeiros fiascos criativos. <i>Passageiros </i>passa longe disso, mas não deixa de ter fragilidades o suficiente para afastá-lo daquilo que a reunião dos seus protagonistas de fato mereciam.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Passageiros</i>, Pratt e Lawrence interpretam um mecânico e uma escritora submetidos a um programa de colonização de um novo planeta. Devido a um mal funcionamento das cabines que os levam a um sono de 90 anos, ambos acordam mais cedo do que o previsto para a concretização do intuito do programa. Sozinhos, os dois únicos passageiros da Avalon acordados começam a desenvolver um relacionamento, mas são surpreendidos por uma outra instabilidade na nave que põe em risco a vida dos demais companheiros.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"> <img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7136" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/passageiros_.jpg" alt="" width="610" height="348" /></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dirigido por Morten Tyldum (de <i>O Jogo da Imitação</i>), <i>Passageiros </i>é sabotado pelo roteiro desleixado de Jon Spaiths (<i>Prometheus </i>e <i>Doutor Estranho</i>). O trabalho a toque de caixa do roteirista não só simplifica seus personagens a características superficiais como também parece não se importar muito em oferecer situações que os insira em conflitos dramáticos mais interessantes e que talvez pudessem fazer a história do longa de fato engrenar. Da revelação feita a personagem de Jennifer Lawrence em um bar à súbita pane na nave que (claro) somente o personagem de Pratt pode solucionar, culminando ainda com o romance sem vida do casal principal (aliás, um graveproblema em se tratando de um longa que pretende ser antes de mais nada um romance), <i>Passageiros </i>é um filme estéril, artificial. O espectador não sente absolutamente nada por ele, pelos seus protagonistas, pela situação que são submetidos. Nada. Para complicar ainda mais o novelo de problemas que o roteiro do longa cria para si, as bases do relacionamento entre os protagonistas  tornam-se ainda mais questionáveis quando o filme, atabalhoadamente, cria atenuantes para as ações do personagem de Pratt e alterna a posição da personagem de Lawrence entre a submissão e a culpa, um estratagema batido e ultrapassado, convenhamos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, mesmo que as duas grandes razões para <i>Passageiros </i>ser concebido, Chris Pratt e Jennifer Lawrence, sigam demonstrando muito carisma e magnetismo em todo o filme, além de uma ótima sintonia, o longa que eles protagonizam não faz muito pelo casal. <i>Passageiros </i>é um passatempo moderado, tem lá a sua dose de entretenimento e não chega a agredir a plateia como a média de longas similares, mas insiste em ficar na superfície e na artificialidade, quando poderia ir além e tem ferramentas para isso. No final das contas, poderia ter levado seu emblema de &#8220;<i>Titanic </i>encontra <i>Gravidade</i>&#8221; mais a sério.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>P.S.: Entrei e sai da sessão sem entender a razão para um ator do calibre de Andy Garcia entrar mudo e sair calado de <i>Passageiros</i>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
</div>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/j30Rwlm75KM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<item>
		<title>A carreira de Jennifer Lawrence – De Tributo à Matriarca Bilionária</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/a-carreira-de-jennifer-lawrence-de-tributo-a-matriarca-bilionaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2016 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[David O. Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Inverno da Alma]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Vorazes]]></category>
		<category><![CDATA[Joy - O Nome do Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[O Lado Bom da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Trapaça]]></category>
		<category><![CDATA[X-Men - Dias de um Futuro Esquecido]]></category>
		<category><![CDATA[X-Men: Primeira Classe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2016 é neste domingo, 28, e nada melhor que trazer um duelo cinematográfico da nova queridinha da Academia, a atriz Jennifer Lawrence, indicada ao prêmio de melhor atriz por seu trabalho em Joy &#8211; O Nome do Sucesso. Jennifer Lawrence nasceu nos Estados Unidos, em 1990. A carreira da atriz começou com algumas participações em séries e filmes para TV, como Monk e Company Town. Em 2007, ela foi integrante de um seriado pouco conhecido do grande público [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/a-carreira-de-jennifer-lawrence-de-tributo-a-matriarca-bilionaria/">A carreira de Jennifer Lawrence – De Tributo à Matriarca Bilionária</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2016 é neste domingo, 28, e nada melhor que trazer um duelo cinematográfico da nova queridinha da Academia, a atriz <strong>Jennifer Lawrence</strong>, indicada ao prêmio de melhor atriz por seu trabalho em <em>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</em>.</p>
<p>Jennifer Lawrence nasceu nos Estados Unidos, em 1990. A carreira da atriz começou com algumas participações em séries e filmes para TV, como <em>Monk</em> e <em>Company Town</em>. Em 2007, ela foi integrante de um seriado pouco conhecido do grande público intitulado <em>The Big Engvall Show</em>. O programa ficou no ar por dois anos e foi a primeira personagem de destaque da artista.</p>
<p>O próximo papel que Lawrence faria seria Ree, em <em>Inverno da Alma</em> (Winter’s Bone, 2010). A interpretação lhe rendeu a sua primeira indicação ao Oscar, em 2011, e é considerada por alguns críticos como uma das melhores interpretações de sua carreira. Naquele ano, o prêmio ainda não foi seu. A estatueta foi para Natalie Portman, por <em>Cisne Negro</em>.</p>
<p>Depois da indicação, a atriz bombou nas telonas, mesclando participações em sucessos de público e filmes prestigiados pela crítica. No que diz respeito aos<em> blockbusters</em>, Jennifer têm dois longas importantes: a nova trilogia <em>X-Men</em> e a saga <em>Jogos Vorazes</em>. No primeiro, ela interpreta a já conhecida personagem Mística. Porém, diferentemente de Rebecca Romijn (<em>X-Men,</em> 2000-2006), na encarnação da atriz a sensualidade não é o único elemento explorado na &#8220;vilã&#8221;.</p>
<figure id="attachment_4678" aria-describedby="caption-attachment-4678" style="width: 760px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-4678 " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Jennifer-Lawrence-as-Mystique-580x400.jpg" alt="Jennifer-Lawrence-as-Mystique" width="760" height="448" /><figcaption id="caption-attachment-4678" class="wp-caption-text">Vilã ou mocinha: Mística de Lawrence possibilitou ao público conhecer as camadas da personagem que inicialmente tornou-se célebre na versão da atriz Rebecca Romijn.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lawrence trouxe diversas camadas para a personagem, fazendo uma Mística &#8211; também conhecida como Raven Darkhome &#8211; sem muitos maniqueísmos, demonstrando inseguranças, balanceando o peso e a leveza na interpretação. Essas características a humanizam, deixando o público mais próximo da Raven do que da sua figura de Mutante do passado. A atriz tem força em cena e possui uma grande química com os dois principais parceiros de cena: James McAvoy (Professor Xavier) e Michael Fassbender (Magneto). É quase impossível não <em>shippar</em> Mística com os dois, principalmente em <em>X-Men &#8211; Primeira Classe</em> (2011).</p>
<figure id="attachment_4679" aria-describedby="caption-attachment-4679" style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4679 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/SDCC-Liam-Hemsworth-Josh-Hutcherson-Jennifer-Lawrence-552x400.jpg" alt="SDCC-Liam-Hemsworth-Josh-Hutcherson-Jennifer-Lawrence" width="552" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-4679" class="wp-caption-text">Triângulo: Lawrence ao lado dos seus parceiros de cena em Jogos Vorazes em apresentação do filme na Comic Con. Da esquerda para a direita, Liam Hemsworth, Josh Hutcherson e Lawrence.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro longa com múltiplos <em>ships</em> de uma personagem da Jennifer é <em>Jogos Vorazes</em>, no qual a intérprete faz Katniss Everdeen. Os fãs se dividiam entre torcedores de Peeta Mellark (Josh Hutcherson), de Gale Hawthorne (Liam Hemsworth) e Finnick Odair (Sam Claflin). A película foi um estrondoso sucesso de público, com destaque para <em>Em Chamas</em> (2013), que arrecadou quase 900 milhões de dólares, mundialmente, durante seu tempo de exibição nos cinemas.</p>
<figure style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" src="http://rainhadobaille.files.wordpress.com/2013/02/o-lado-bom-da-vida-pipoca-cafe-e-cinema.jpg" alt="" width="600" height="316" /><figcaption class="wp-caption-text">Parceria duradoura: O Lado Bom da Vida foi o primeiro filme protagonizado pela atriz ao lado de Bradley Cooper e sob a batuta de David O.Russell, os demais seriam Trapaça e Joy &#8211; O Nome do Sucesso.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, Jennifer Lawrence não fica apenas nos filmes <em>blockbusters</em>. Com <em>O Lado Bom da Vida</em> (2012),<em> Trapaça</em> (2013) e <em>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</em> (2015), a atriz foi todas as três vezes ao Oscar e ganhou uma estatueta na edição de 2013 do prêmio. Além da Academia, a intérprete recebeu diversos outros prêmios, como Globo de Ouro e SAG Awards. Apesar de todas essas películas serem comandadas pelo mesmo cineasta, David O. Russell, Lawrence demonstrou uma versatilidade em sua atuação nesses papéis.</p>
<p>Seja em longas de ação, drama ou aventura, Jennifer Lawrence se tornou um nome importante em Hollywood, conquistando o coração do público, dos críticos e da Academia. As suas próximas estreias são <em>X-Men: Apocalipse</em>, em maio desse ano, e <em>Passengers</em>, ao lado de Chris Pratt, previsto para dezembro. Com o gancho da indicação da moça ao Oscar 2016 por <em>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</em>, o Coisa de Cinéfilo traz um perfil de duas de suas personagens: Katniss Everdeen e Joy Mangano.</p>
<p>Qual a sua preferida?</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/5b/Katniss_Everdeen.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Katniss Everdeen</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Filmes: </strong>Jogos<em> Vorazes </em>(2012); <em>Jogos Vorazes &#8211; Em Chamas </em>(2013); <em>Jogos Vorazes &#8211; A Esperança: Parte 1 </em>(2014); <em>Jogos Vorazes &#8211; A Esperança: Parte 2 </em>(2015)</p>
<p>Personagem vinda da trilogia de livros <em>Jogos Vorazes</em>, Katniss Everdeen é o Tributo mais amado e odiado da narrativa. Pertencente ao Distrito 12, a menina se sacrifica para proteger sua irmã, se voluntariando para participar da 74ª edição dos Jogos, criados pelo vilão Snow (Donald Sutherland), presidente da Capital. Ao lado do seu parceiro, o padeiro Peeta Mellark (Josh Hutcherson), ela passa por muitos sufocos, batalhas, sofrimentos e indecisões amorosas durante a saga.</p>
<p><strong>Pontos positivos</strong> <strong>da personagem: </strong>Guerreira, corajosa, inteligente, sagaz, honesta, protetora, madura, sensível.</p>
<p><strong>Pontos negativos da personagem: </strong>Teimosa, arrogante, impulsiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="http://www.acontece.com/cache/acontece_magazine_20151222_cinema-10_images_thumb_large740_0.jpg" alt="" width="579" height="311" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Joy Mangano</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Filmes: </strong><em>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </em>(2015)</p>
<p>A personagem interpretada por Lawrence nesse terceiro filme da atriz com David O.Russell foi baseado na inventora Joy Mangano, que construiu um império bilionário por meio de suas criações. No filme, o público tem contato com passagens breves da infância da moça, pulando para sua na fase adulta, na qual ela luta para não cair na mediocridade e alcançar seus sonhos. Com produtos criados para facilitar o cotidiano doméstico, Joy, com muito carisma e personalidade, trilha o caminho de seus sonhos. Mas, claro, antes de tudo isso, a garota precisou lidar com os problemas familiares, os parceiros desonestos e muitas dúvidas que passavam por sua cabeça. Por esse papel, Jennifer Lawrence com o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia Musical e é indicada ao Oscar 2016 na categoria Melhor Atriz.</p>
<p><strong>Pontos positivos da personagem:</strong> Honesta, dedicada, inteligente, engraçada, carismática.</p>
<p><strong>Pontos negativos da personagem:</strong> Insegurança.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/a-carreira-de-jennifer-lawrence-de-tributo-a-matriarca-bilionaria/">A carreira de Jennifer Lawrence – De Tributo à Matriarca Bilionária</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Joy &#8211; O Nome do Sucesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 23:21:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[David O. Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Diane Ladd]]></category>
		<category><![CDATA[Édgar Ramírez]]></category>
		<category><![CDATA[Isabella Rossellini]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Joy - O Nome do Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Robert DeNiro]]></category>
		<category><![CDATA[Virginia Madsen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Quando começou sua carreira nos anos de 1990 com filmes como Procurando Encrenca ou Três Reis, David O. Russell não dava sinais do tipo de diretor que se tornaria com títulos como O Vencedor, O Lado bom da Vida e Trapaça, longas que lhe renderam três indicações quase que consecutivas ao Oscar de melhor filme e melhor diretor. Naquela época, O. Russell tratava-se &#8220;apenas&#8221; de uma promessa do circuito indie que começava a cair nas graças da crítica e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4401" aria-describedby="caption-attachment-4401" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4401 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hoy2-1024x475-620x319.jpg" alt="hoy2-1024x475" width="620" height="319" /><figcaption id="caption-attachment-4401" class="wp-caption-text">Família disfuncional: Como é tradicional dos filmes de David O.Russell núcleo familiar de Joy é um dos enfoques do realizador</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando começou sua carreira nos anos de 1990 com filmes como <i>Procurando Encrenca </i>ou <i>Três Reis</i>, David O. Russell não dava sinais do tipo de diretor que se tornaria com títulos como <i>O Vencedor</i>, <i>O Lado bom da Vida </i>e <i>Trapaça</i>, longas que lhe renderam três indicações quase que consecutivas ao Oscar de melhor filme e melhor diretor. Naquela época, O. Russell tratava-se &#8220;apenas&#8221; de uma promessa do circuito <i>indie </i>que começava a cair nas graças da crítica e chamar a atenção da mídia especializada pelo seu temperamento forte e por suas constantes discussões com seus atores nos sets dos seus longas, como aquela que protagonizou com George Clooney em <i>Três Reis </i>e a mais famosa com Lily Tomlin em <i>Huckabees &#8211; A Vida é uma Comédia</i>. Desde que começou a seguir um certo tipo de fórmula que tem agradado os votantes do Oscar, os filmes do O. Russell parecem não ser mais os mesmos, mas também adquiriram uma estranha constância nas suas estruturas e apresentações de narrativas e personagens. O mais novo título dessa safra do realizador, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</i>, contudo, parece não ter agradado tanto a Academia quanto os filmes anteriores do diretor, tanto que dele apenas a sua protagonista mereceu uma indicação ao prêmio. A exclusão é merecida, mas não podemos deixar de mencionar que <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>apresenta na sua estrutura e abordagem narrativa riscos muito maiores que os títulos anteriores do diretor.</p>
<figure id="attachment_4403" aria-describedby="caption-attachment-4403" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4403 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/joy-02-620x298.jpg" alt="joy-02" width="620" height="298" /><figcaption id="caption-attachment-4403" class="wp-caption-text">Parceiros habituais: Em seu novo longa, O.Russell volta a trabalhar com antigos colaboradores como Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert DeNiro</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>No longa, Jennifer Lawrence, que ganhou o Oscar de melhor atriz com <i>O Lado bom da Vida</i>, dirigido por O. Russell, e também esteve em <i>Trapaça</i>, interpreta Joy, uma jovem mãe de dois filhos divorciada que assume a responsabilidade de dar suporte para a sua grande e complicada família, mas que encontra-se em uma fase da vida na qual faz um balanço a respeito daquilo que ela esperava ser quando se tornasse adulta e a mulher que ela é de fato. Em meio a essa crise pessoal, Joy inventa um utensílio de limpeza doméstica que pode tirar ela e a sua família de alguns problemas financeiros, tornando-se o nome central de um negócio que viria a ser extremamente lucrativo no futuro.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>David O. Russell adorar trazer como centro das suas histórias famílias disfuncionais formadas por diversos personagens, por vezes, reunidos em um mesmo ambiente. O olhar de O.Russell para esses núcleos familiares é sempre muito forte em seus filmes, foi assim em <i>O Vencedor</i>, em <i>O Lado bom da Vida </i>e isso se repete em <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</i>. Porém, se em dada medida, isso era bem administrado pelo diretor nos outros dois filmes, aqui tudo fica um pouco disperso. Parece muito claro que o filme é de Jennifer Lawrence e do grande feito da sua personagem e são nos momentos em que o realizador centra sua narrativa em Joy que o longa tem os seus melhores momentos. Ao tentar suprir a demanda da apresentação dos familiares da protagonista e suas dinâmicas com ela, tudo fica um tanto quanto disperso, e a centralidade de Joy nesse núcleo disfuncional parece ser &#8220;engolida&#8221; por uma série de personagens que, se parecem interessantes ao próprio filme conferindo um certo humor à história, tem um tempo de cena escasso o suficiente para fazer com que o espectador compreenda muito pouco sobre eles. O caso mais emblemático é o da personagem de Diane Ladd, intérprete da avó de Joy, uma personagem cuja importância é sempre sublinhada pelo longa, mas cujo laço com a protagonista, factualmente, é pouco trabalhado na obra. Quanto aos demais, interpretados por atores do calibre de Robert DeNiro, Virginia Madsen e Édgar Ramirez, tem todos os seus momentos, mas na ânsia de suprir todos eles o diretor acaba não conseguindo desenvolver substancialmente nenhum. Uma pena, pois é através deles e dos seus respectivos laços com Joy que dimensionamos de fato o lugar e a importância dessa personagem nesse núcleo familiar, algo que é dito com frequência ao longo do filme, mas cuja extensão jamais é sentida pelo público.</p>
</div>
<figure id="attachment_4402" aria-describedby="caption-attachment-4402" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4402 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/jennifer-lawrence-channels-joy-mangano-in-joy-teaser-trailer.jpg" alt="jennifer-lawrence-channels-joy-mangano-in-joy-teaser-trailer" width="600" height="325" /><figcaption id="caption-attachment-4402" class="wp-caption-text">Estrela: Jennifer Lawrence é a grande atração do filme na pele de Joy</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Há ainda em <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>o mérito de querer transformar uma história real com mensagens motivacionais e personagens inspiradoras em uma narrativa que fuja dos recursos convencionais a esse tipo de história. Portanto, nada de trilhas grandiloquentes, narrativa linear, muitos picos dramáticos&#8230; O filme de David O. Russell procura se distanciar do lugar comum, o que é particularmente muito bom e interessante. É uma pena que o diretor esgarce sua narrativa a tal ponto que em dado momento fica difícil entender exatamente onde ele quer chegar com a história de Joy. De irretocável mesmo, só a ótima interpretação de Jennifer Lawrence, que se está longe de ter um desempenho tão formidável quanto aquele que a revelou para os holofotes de Hollywood em <i>Inverno da Alma </i>em 2010, pelo menos está magnética e consegue modular com destreza todos os caminhos percorridos por sua personagem ao longo do filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ao querer transformar a trajetória edificante da sua protagonista em um longa que foge da abordagem comumente conferida a narrativas baseadas em fatos reais, David O.Russell acaba transformando o seu filme em uma &#8220;faca de dois gumes&#8221;: Se por um lado é louvável que o diretor proponha um modo diferente de contar um modelo de história com propósitos e caminhos largamente conhecidos pelo grande público, por outro, o resultado não parece plenamente satisfatório, afinal, na ânsia de ser muito mais do que ele é, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>acaba mostrando-se como um filme de narrativa relativamente frouxa. Um pouquinho mais ousado do que o que o realizador mostrou em filmes como <i>Trapaça</i>, <i>O Lado bom da Vida </i>e <i>O Vencedor</i>, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>é um filme que percorreu formatos e caminhos interessantes, mas cujo resultado &#8211; que está longe do fiasco cinematográfico, diga-se de passagem &#8211; não chega a impressionar.</p>
</div>
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		<title>Crítica: Jogos Vorazes: A Esperança &#8211; O Final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2015 12:25:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Vorazes]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Vorazes: A Esperança - O Final]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Hutcherson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O final de uma saga épica, que levou milhares de pessoas, jovens e adultos, aos cinemas. Esse era o nível de expectativa de qualquer pessoa que fosse assistir a última parte de Jogos Vorazes, acredito. Talvez por isso também que algumas coisas tenham sido meio frustrantes. Mas vamos lá. Katniss Everdeen está se recuperando de um ataque da Capital e, ao mesmo tempo, tentando compreender e aceitar o novo estado de Peeta, que sofreu uma lavagem cerebral do presidente Snow [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Katniss-Prim.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4000" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Katniss-Prim.jpg" alt="Katniss-Prim" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O final de uma saga épica, que levou milhares de pessoas, jovens e adultos, aos cinemas. Esse era o nível de expectativa de qualquer pessoa que fosse assistir a última parte de <em>Jogos Vorazes</em>, acredito. Talvez por isso também que algumas coisas tenham sido meio frustrantes. Mas vamos lá.</p>
<p>Katniss Everdeen está se recuperando de um ataque da Capital e, ao mesmo tempo, tentando compreender e aceitar o novo estado de Peeta, que sofreu uma lavagem cerebral do presidente Snow e agora solta palavras de ódio contra ela. Por outro lado, ela tem que lidar com a relação estranha com Gale e com a desconfiança com a presidente da resistência, Coin. Após se recuperar, Everdeen decide ir atrás de Snow, para mata-lo pessoalmente. Mas uma espécie de novo jogo foi implantado, dificultando o acesso à Capital.</p>
<p>É preciso deixar claro que este longa é muito superior ao anterior, que tinha longos momentos de monotonia. Eu sou fã de filme monótono, mas ainda assim o <em>Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1</em> me incomodou, porque não é esse o propósito do filme, da história. Faltou ação e ficou a sensação de que o final dividido em duas partes foi muito mais por uma manobra econômica do que por necessidade do volume de história. As distribuidoras adotaram esse costume depois que <em>Harry Potter</em> tomou essa decisão no sétimo livro, mas neste caso, era realmente necessário.</p>
<p>Muito melhor, é bem verdade, porém não maravilhoso como poderia ser. É a sensação que este filme deixa. Katniss conduz todo o filme praticamente sozinha e um pouco melancólica demais. Sim, a realidade do momento é de dor, mas a conduta da protagonista mudou. Ela quer vingança, acima de qualquer coisa, talvez acima da própria justiça. Mas o fato é que ela é uma excelente personagem interpretada por uma excelente atriz. Então, toda vírgula pronunciada é um show de atuação e isso já é o suficiente para qualquer fã.</p>
<p>A relação do trio principal é, talvez, o núcleo mais estranho. Não que o relacionamento deles tenha sido muito explorado nos filmes anteriores, mas nesse a conduta é diferente. Gale é ainda mais passivo e inerte ao lado de Katniss. Um digno “corno manso”, que está vendo o “amor de sua vida” correndo atrás de outro e nem ao menos luta por esse sentimento, ou expressa de maneira mais incisiva. Ele apenas aceita e pronto. Difícil acreditar nesse amor.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/SP1_D133_39658_R.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4001" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/SP1_D133_39658_R.jpg" alt="SP1_D133_39658_R" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Já Peeta está meio vegetativo, com rompantes de ódio por Katniss e de lembranças do passado. Fica claro que ela é apaixonada por ele, mas a interação também não é bem trabalhada. O romance definitivamente é um segundo plano do enredo, embora o grande final seja protagonizado por ele. Um final clássico clichê, mas que muito me agradou, já que a história precisava de um desfecho a nível romântico.</p>
<p>O elenco que apoia o núcleo principal é realmente muito bom e se destaca. Julianne Moore rouba a cena quando surge como Alma Coin, enquanto Elizabeth Banks conquista nossos corações como Effie. Philip Seymour Hoffman, no entanto, falecido no ano passado, fez falta. Muita falta. Seu personagem perdeu certa importância na história e teve um final muito breve e adaptado à realidade de que ele morreu antes de terminar de gravar os filmes. Uma pena, porém não existia muito o que fazer quanto a isso.</p>
<p>O roteiro tem muita ação e deixa o espectador tenso. Definitivamente é implantado um novo tipo de Jogos Vorazes não declarado, em que diversas minas são colocadas a caminho da Capital, para dificultar o acesso dos rebeldes. Mesmo assim, Katniss e seu grupo seguem rumo ao objetivo de matar Snow e tomar o poder. As cenas são muito boas e trazem um pouco da adrenalina do primeiro filme que foi perdida nos seguintes.</p>
<p>A tomada da Capital porém é definitivamente decepcionante. Talvez o ponto mais fraco do filme. Depois de todo um alvoroço nos dois longas anteriores, criando a tensão nos espectador, a tomada do poder acontece de forma muito simplória, rápida e pouco empolgante. Poderia dizer que “absolutamente do nada”. Não posso responder pelo livro, uma vez que não li, mas quero crer que foi diferente na obra original, porque no filme foi realmente triste.</p>
<p>Ainda assim, esses pontos não impedem que a saga seja finalizada com louvor. O filme como um todo é muito bom, com excelente escolha de elenco e de equipe por trás das câmeras. Muito bem produzido e com direção contundente. No entanto, não sei afirmar se pela expectativa ou pela história original mesmo, mas faltou o fator “maravilha”, que faria com que os espectadores saíssem do cinema falando “que saga fantástica” e não apenas “ah, legal o final”.</p>
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