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	<title>Arquivos Jayme Lawson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jayme Lawson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Mulher Rei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2022 22:17:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Mulher Rei é um dos filmes mais esperados do ano e não é pra menos. Ninguém menos que Viola Davis (A Voz Suprema do Blues) assumindo o papel da protagonista guerreira, numa comunidade onde as mulheres é que integram a guarda do rei. Lutadoras fortes e destemidas que são respeitadas pelos moradores locais e temidas pelos inimigos. Vale ressaltar que tudo isso é baseado em uma história real. Mas por que será então que nunca ouvimos falar nessa história? [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mulher-rei/">Crítica: A Mulher Rei</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Mulher Rei</strong></em> é um dos filmes mais esperados do ano e não é pra menos. Ninguém menos que Viola Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-voz-suprema-do-blues-netflix/"><em>A Voz Suprema do Blues</em></a>)<br />
assumindo o papel da protagonista guerreira, numa comunidade onde as mulheres é que integram a guarda do rei. Lutadoras fortes e destemidas que são respeitadas pelos moradores locais e temidas pelos inimigos. Vale ressaltar que tudo isso é baseado em uma história real.</p>
<p>Mas por que será então que nunca ouvimos falar nessa história? Porque ela é oriunda da África e sabemos muito bem o que o mundo inteiro faz com os países africanos, em termos de esquecimento e anulação cultural. E é justamente esse ponto que <em><strong>A Mulher Rei</strong> </em>decide resgatar e presentear o espectador. Somos imersos na cultura de Daomé do século 17, onde as tribos lutavam entre si para conseguir escravizar uns aos outros e vender para os europeus que chegavam o tempo todo em navios. Cada detalhe vai sendo explorado com cuidado e apreço pela talentosa diretora Gina Prince-Bythewood, que tem um repertório bem eclético na carreira, com longas como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-old-guard-netflix/"><em>The Old Guard</em> </a>e <em>A Vida Secreta das Abelhas</em>.</p>
<p>Nanisca (Davis) é a chefe da tribo de mulheres guerreiras Agojie, que integram a guarda do rei Ghezo (John Boyega, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-a-ascensao-skywalker/"><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></a>). Ela tem o interesse em parar de escravizar os inimigos que perdem suas batalhas e começar a investir o tempo no cultivo de dendê, que acredita que pode render muitos frutos, além de não alimentar o absurdo de subjugar semelhantes e dar aos brancos. Ela conta com duas parceiras importantes, Izogie (Lashana Lynch, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>) e Amenza ( Sheila Atim, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>), que treinam as novatas para virarem combatentes.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15924" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02.jpg" alt="A Mulher Rei" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/The-Woman-King-02-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como disse lá em cima, este é um longa que os espectador aprende muito sobre história e cultura, sem perder o ritmo de um filme de entretenimento. Temos contato com novos nomes típicos da região, costumes, alimentos, roupas, forma de se relacionar. É dada humanidade aos escravos que tanto ouvimos falar desde a época da escola, mas que não tinha cara nem nomes. Eles eram pessoas comuns, com ofícios, família, amigos, que foram retiradas de seus lugares e forçados a servir como escravos. Tudo isso <em><strong>A Mulher Rei</strong></em> deixa bem claro, sem dar meias voltas para tocar no assunto.</p>
<p>Claro que falar da majestade que é a presença de Viola Davis é algo factível, mesmo que desnecessário. Ela tem uma presença de cena impressionante e está completamente despida de qualquer outro papel que tenha realizado. O seu empenho em adquirir o perfil físico da líder se mostrou num resultado impressionante, em cenas de lutas bem arquitetadas e ensaiadas. Dito isso, ela não é o único ponto alto do elenco. Aliás, toda a equipe foi escolhida a dedo e com muita assertividade. Não tem uma única cena em que não somos ofertados com performances incríveis e intensas.</p>
<p>Ainda que fale sobre muitas temáticas importantes e pesadas, o longa não se furta de oferecer humor e leveza ao espectador, tornando a experiência ainda mais agradável. É o tipo de filme que não percebemos o passar o tempo e lamentamos quando chega ao fim. Existe um equilíbrio adequado em <em><strong>A Mulher Rei</strong></em> sobre os momentos de drama, dor, luta, ação, acolhimento, cultura, etc. Prince-Bythewood foi bem coerente em suas escolhas, mostrando uma condução exemplar do roteiro, também assinado por ela.</p>
<p><em><strong>A Mulher Rei</strong> </em>é um filmaço em muitos sentidos, mas certamente o maior deles é o fato de ser uma reverência à cultura africana, aos negros e sua rica história. É uma produção que vem num momento muito importante, onde o racismo está cada vez mais perceptível nos atos diários e nas notícias dos jornais. Uma devoção à comunidade negra e uma lição aos brancos, que deveriam aproveitar essa oportunidade para aprender bastante sobre os diferentes povos e culturas. Nas cenas finais, vemos um singelo tributo aos mortos vítimas de racismo mais recentes e notórios, como é o caso de George Floyd. Excelente escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gina Prince-Bythewood</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Viola Davis, Thuso Mbedu, Lashana Lynch, Sheila Atim, Hero Fiennes Tiffin, John Boyega, Jayme Lawson, Adrienne Warren</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IK1sEiHodZg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Batman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2022 03:05:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim chegamos ao lançamento do aguardado Batman, produção que já surgiu com a polêmica da presença do ator Robert Pattinson (Tenet), cuja escolha foi bem criticada pelos fãs mais fervorosos do herói. Mas como todo hater gratuito, esse se mostrou mais uma vez infundado. O britânico não apenas entregou muito bem no papel, como mostrou que é apto para qualquer personagem que lhe é proposto. Neste longa, Bruce Wayne tem o perfil mais obscuro e retraído. Ele não gosta muito dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim chegamos ao lançamento do aguardado <em><strong>Batman</strong></em>, produção que já surgiu com a polêmica da presença do ator Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet</em></a>), cuja escolha foi bem criticada pelos fãs mais fervorosos do herói. Mas como todo <em>hater</em> gratuito, esse se mostrou mais uma vez infundado. O britânico não apenas entregou muito bem no papel, como mostrou que é apto para qualquer personagem que lhe é proposto.</p>
<p>Neste longa, Bruce Wayne tem o perfil mais obscuro e retraído. Ele não gosta muito dos holofotes, amargura os acontecimentos do passado e se dedica ao objetivo de tentar aliviar os horrores que sua cidade passa. Ele é um justiceiro nato que trabalha junto com as forças policiais almejando dar um pouco de tranquilidade às ruas violentas de Gothan.</p>
<p>Sombrio e apático, a atenção do Batman é chamada pelo novo vilão, o Charada (Paul Dano, <em>Os Suspeitos</em>), que mata políticos importantes e faz questão de deixar sua marca registrada em todos os crimes. Ele é misterioso e, ao mesmo tempo, extravagante, deixando a cidade em polvorosa com a situação. Wayne rapidamente decide investigar as suas motivações e qual seria a sua identidade verdadeira.</p>
<p>Com um cenário obscuro do submundo do crime, o filme tem uma paleta de poucas cores, contrastada apenas pela existência de belíssimas fotografias de pôr-do-sol, em momentos chaves que conversam diretamente com mudanças de trajetórias do protagonista. É quase que uma vibe emo bem divertida de acompanhar. Mas não espere que o filme seja engraçadinho. Embora ele tenha seus momentos de alívio, normalmente traçados pelo sarcasmo, quase não vemos sorrisos ao longo da trama.</p>
<p>Assombrado pelo seu passado, Bruce mostra que tem pouquíssima paciência para lidar com a sociedade. Ele tem consciência da sua presença e não se furta de chegar nos lugares como se fosse dono deles. Nada se torna um empecilho para que ele investigue aqueles crimes e descubra quem é o charada. É como se sua dor fosse completamente convertida em proatividade na hora de tomar decisões e agir. Ainda assim, o diretor Matt Reeves (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-planeta-dos-macacos-a-guerra/"><em>Planeta dos Macacos: A Guerra</em></a>) faz questão de deixar claro que aquela é uma versão juvenil do personagem. Portanto, ele toma decisões erradas e foge de lidar com as burocracias do dia a dia.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15294" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O surgimento da Mulher-Gato é um bom ápice da trama, que passeia com muita naturalidade em todas as introduções de personagens. Zoë Kravitz (<em>Big Little Lies</em>) veste perfeitamente o papel, se dedicando à intensidade das emoções e confusões da personagem. Ela e Pattinson têm uma excelente química de cena, tornando todos os momentos juntos como um grande alívio ao espectador. A projeção do romance entre eles é igualmente gostosa de acompanhar.</p>
<p>Ao longo de quase 3h de duração, <strong><em>Batman</em> </strong>consegue manter o espectador atento o tempo inteiro, sem perder ritmo ou cansar. É um tempo justificado pela profundidade da história e como o surgimento do personagem em si foi configurado. É o tipo do filme que nem lembramos de olhar no relógio.</p>
<p>A junção de fotografia com trilha sonora impecável conferem uma tensão constante no espectador, que está sempre querendo antecipar qualquer ação. Até mesmo no começo do filme, antes do próprio Batman aparecer, já estamos na ansiedade de entender qual dinâmica ele será inserido.</p>
<p>Mas finalmente, Pattinson cumpriu o papel? Brilhantemente. Ele deixa de lado todo o estigma que ainda poderia restar e adentra numa nova era comercial. Isso porque ele já vem mostrando uma excelente qualidade de cena há algum tempo, mas escolhendo sabiamente produções mais independentes. Agora ele retorna ao circuito mais vendável com um apelo muito bom em relação ao preconceito que algumas pessoas ainda tinham por conta de sua participação em <em>Crepúsculo</em>. Como ele mesmo disse em entrevista recente, &#8220;odiar Crepúsculo é tão anos 2010&#8221;.</p>
<p><em><strong>Batman</strong> </em>é um filme sobre o início do trabalho do herói. Ele começou a atuar assim recentemente e ainda está entendendo seu objetivo naquilo tudo. Ao final, vemos ele descobrir que a vingança crua não vai te trazer o conforto que espera e somente dando esperanças às pessoas é que ele terá esse sentimento genuíno. Foi um filme que valeu a espera, em todos os sentidos!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Matt Reeves</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Zoë Kravitz, Paul Dano, Jeffrey Wright, John Turturro, Colin Farrell, Jayme Lawson, Andy Serkis, Peter Sarsgaard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/rsQEor4y2hg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/">Crítica: Batman</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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