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	<title>Arquivos Jake Gyllenhaal - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jake Gyllenhaal - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica A Noiva!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 06:34:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-perdida-netflix/"><em>A Filha Perdida</em></a>, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira (5), sua visão sombria, tortuosa e cheia de vida sobre a mística narrativa de Mary Shelley, intitulada <strong><em>A Noiva!</em></strong>. O longa-metragem escancara uma estética e uma proposta audaciosa que dividirá opiniões, mas, sem sombra de dúvidas, marca a carreira da cineasta.</p>
<p>O segundo longa da diretora leva ao público um delírio criativo que ultrapassa barreiras narrativas e foge de qualquer limitação de gênero. <strong><em>A Noiva! </em></strong>é uma injeção de ânimo nas mesmices seguras dos grandes estúdios de Hollywood. É o cinema reanimando as possibilidades de adaptações sem medo (aparentemente) de se perder. É um delírio primaveril do que poderia ser essa história se uníssemos criador e criatura. E é assim que, com erros e acertos, Gyllenhaal entrega uma versão corajosa, coerente e insana inspirada na história de Shelley, ao mesmo tempo que parece beber diretamente de outros clássicos &#8211; dessa vez do cinema &#8211; como <em>Bonnie e Clyde &#8211; Uma Rajada de Balas (1967)</em>. Não só isso. A coragem de se perder em sua própria loucura torna esse filme uma versão incomparavelmente melhor de um casal de revolucionários insanos do que o segundo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa &#8211; Delírio a Dois (2024)</em></a> tenta ser &#8211; e falha miseravelmente.</p>
<p>Assinando também o roteiro, Gyllenhaal costura as partes da sua própria criatura, a partir dos restos mortais (e eternos) da obra de Shelley e do longa de James Whale, de 1935. Antes de acionar a voltagem para dar vida ao seu monstro, a cineasta estadunidense molda as engrenagens de sua mais nova obra com ideais modernos que fazem toda a diferença para a trama &#8211; e, principalmente, para que o filme se encaixe na filmografia da diretora. <strong><em>A Noiva! </em></strong>não tem medo do excesso. O sangue, o suor, a bile do labor cinematográfico transbordam em cada cena &#8211; para o bem e para o mal. Com isso, a diretora acaba entregando momentos narrativos ou certos desenvolvimentos de personagens, que deixam a desejar &#8211; como a falta de solidez e clareza do 3º ato.</p>
<p>O problema, no entanto, está no mesmo lugar que é a força do projeto: o excesso. É uma faca de dois gumes. Em momentos, o exagero e os delírios criativos que <em><strong>A Noiva!</strong></em> traz para a narrativa são essenciais e originais, mas logo em seguida pode ter algo que falta uma lapidada. Definitivamente essa não é uma produção &#8211; dentro dos moldes hollywoodianos &#8211; que fugiu dos riscos. As imagens grotescas, os momentos verborrágicos, as estranhezas aparentemente sem propósito. O filme não é uma ode ao livro de Shelley, ele é uma carta aberta ao desafio de criar, ao risco de quem acredita em sua ideia e consegue levá-la adiante.</p>
<figure id="attachment_20506" aria-describedby="caption-attachment-20506" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20506" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg" alt="A Noiva! (2026)" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1536x864.jpeg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-770x433.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1400x788.jpeg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20506" class="wp-caption-text">Christian Bale e Jessie Buckley em cena de &#8216;A Noiva! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar dos tropeços, a bravura da cineasta em fazer sua história sair do papel evoca o outro lado do lâmina. É a inebriante confusão do roteiro que permite que Jessie Buckley (<em>Hamnet: A Vida Antes de Hamlet</em>, de 2025) brilhe. <strong><em>A Noiva!</em></strong> é impactante porque é uma narrativa insana estrelada por uma atriz que sustenta o desafio com maestria. Buckley eleva as cenas, ela transporta o público para essa caótica jornada de anti-heróis. O patamar é outro, especialmente quando ela precisa encarnar a espécie de esquizofrenia possessiva desenhada pelo roteiro de Gyllenhaal. Mias uma vez, a atriz prova que seu alcance de interpretação não tem limites e que o desafio é o que a alimenta.</p>
<p>Outro destaque no longa é Christian Bale (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022). Sua versão do monstro de Frankenstein é tocante, sensível e cuidadosa. Como de costume, Bale parece medir cada movimento e trejeito de seu personagem, como parte da sua lógica de construção, mas, num filme como <strong><em>A Noiva!</em></strong>, é preciso abraçar o caos e ele o faz muito bem. Talvez os seus melhores momentos em cena são os de cumplicidade com Buckley durante os grandes delírios da narrativa &#8211; como uma sequência coreografada no 2º ato.</p>
<p>Assim como Bale, Annette Bening (<em>Nyad</em>, de 2023) é outro presente para o espectador. Ver um rosto tão querido e talentoso num projeto voraz e corajoso como esse dá um fôlego a mais. Além, é claro, da presença de Bening aterrar a trama com sua experiência e maestria como atriz. Contudo, Bening também se permite brincar com as nuances que a proposta traz para sua personagem. Ela consegue se equilibrar ao lado de Jessie Buckley para que sua contracena seja coesa e redonda. Com isso, talvez as melhores cenas do filme envolvem os três, em qualquer que seja a combinação de contracena,  <strong><em>A Noiva!</em></strong> dá ao público um frescor ao ter três artistas tão competentes e entregues ao projeto como eles.</p>
<p>Na contramão do trio principal, existe um outro trio no filme, mas seus momentos não são tão felizes como os de Buckley-Bale-Bening. Peter Sarsgaard (<em>Setembro 5</em>, de 2024), Penélope Cruz (<em>Ferrari</em>, de 2023) e Jake Gyllenhaal (<em>Matador de Aluguel</em>, de 2024) estão no hall das estranhezas negativas do longa. Seus personagens não são tão bem desenvolvidos e parecem ter uma condução direção-elenco menos crível que seus colegas de cena &#8211; ainda que eles façam monstros ressuscitados. Há um claro esforço na tentativa de incorporá-los ao máximo à trama, mas isso não chega de forma limpa como deveria. <strong><em>A Noiva!</em></strong> peca por não ser capaz de encaixar seus personagens mais comuns numa narrativa sobre o que não é nada banal.</p>
<p>Fechando o time responsável pelas belas composições imagéticas de Maggie Gyllenhaal estão os departamentos de fotografia e arte. Ambos atuando <span style="font-weight: 400;">em total consonância</span>. Quando necessário, é a arte e a foto que ajudam a tornar tudo ainda mais insano ao mesmo tempo que são capazes de controlar o caos. Acima de tudo, <strong><em>A Noiva!</em></strong>  é uma obra de desafios. Acreditar na ideia, angariar pessoas e financiadores para que o filme aconteça, e orquestrar tudo isso sem perder a sua criatividade é de tirar o chapéu, especialmente quando lembramos que esse é apenas o segundo longa-metragem da carreira de Gyllenhaal como diretora. Dividindo ou não opiniões, é imprescindível entender que colocar esse projeto no mundo foi preciso acreditar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Christian Bale, Peter Sarsgaard, Annette Bening, Penélope Cruz, Jake Gyllenhaal, John Magaro, Matthew Maher, Jeannie Berlin e Zlatko Burić</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yk8oW7wky1g?si=pjDi9TC6ggNGhmVr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2022 00:16:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Filme de perseguição é um gênero à parte que tende a agradar vários tipos de espectadores. Isso porque tem tensão, ação, explosão, perigo. Tudo isso junto em uma sequência que, normalmente, não deixa a gente nem piscar. Ambulância &#8211; Um Dia de Crime tem todo o prognóstico positivo neste sentido, mas comete alguns tropeços desnecessários no meio do caminho. Will Sharp (Yahya Abdul-Mateen II, A Lenda de Candyman) é um ex-militar que luta para manter as contas de casa pagas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Filme de perseguição é um gênero à parte que tende a agradar vários tipos de espectadores. Isso porque tem tensão, ação, explosão, perigo. Tudo isso junto em uma sequência que, normalmente, não deixa a gente nem piscar. <strong><em>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</em></strong> tem todo o prognóstico positivo neste sentido, mas comete alguns tropeços desnecessários no meio do caminho.</p>
<p>Will Sharp (Yahya Abdul-Mateen II, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/"><em>A Lenda de Candyman</em></a>) é um ex-militar que luta para manter as contas de casa pagas em meio ao desemprego. Com a doença de sua mulher, que acabou de ter um bebê, ele se desespera com as contas de hospital e decide recorrer ao irmão, Danny (Jake Gyllenhaal, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em></a>), que é criminoso profissional que rouba bancos. Will acaba se metendo em uma complicada trama ao participar de um assalto de mais de 30 milhões de dólares.</p>
<p>Existem vários ganchos que poderiam ser melhor explorados no filme, como é o caso da motivação que leva o protagonista a tomar os caminhos errados. É sabido que os EUA tem um péssimo sistema de saúde e que as pessoas lutam para pagar contas e muitas morrem sem tratamento adequado, já que eles não possuem acesso gratuito. No entanto, o roteiro decide não se aprofundar nisso e ignora o tema a maior parte do tempo.</p>
<p>O que mais incomoda, no entanto, é a direção megalomaníaca de Michael Bay (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-transformers-5-o-ultimo-cavaleiro/"><em>Transformers &#8211; O Último Cavaleiro</em></a>). Não satisfeito em ter um filme de perseguição, que por si só já traz elementos de tensão e chamada de atenção do espectador, ele resolve fazer usos aleatórios de câmera, que vão mergulhando sem rumo na cena, dando cambalhotas, parecendo uma montanha-russa. Isso seria justificável se o roteiro acompanhasse a ideia. Mas neste caso de <em><strong>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</strong></em>, é apenas perturbador e cansativo. É como se ele quisesse mostrar, o tempo todo: &#8220;Olha como eu tenho um filme de alto orçamento&#8221;.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15367" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01.jpg" alt="Ambulância - Um Dia de Crime" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Dinheiro esse que poderia ter sido aplicado, por exemplo, num afinamento do roteiro, que deixa muitos elementos sem conexão. Um policial que é operado com uma tesoura e sem anestesia dentro da ambulância em movimento e simplesmente acorda lúcido na sequência, ou a falta de justificativa que leva os carros policiais a não fecharem o cerco em diversos momentos. É como se o enredo duvidasse da capacidade do público de entender certas dinâmicas.</p>
<p>O elenco, por sua vez, é um dos elementos que salva o longa. Bem alinhado e com boas performances, conseguem nos manter atentos a todo momento e realmente ansiosos para entender o que vai acontecer em seguida. Eiza Gonzalez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>) entra como terceiro elemento, a mocinha na questão. Ela vira refém dos dois irmãos pois é a paramédica que está na ambulância com o policial baleado. As interações do trio e suas partes é bem orgânica.</p>
<p>Por sinal, manter a tensão constante é algo que <strong><em>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</em></strong> consegue fazer muito bem. Ele seria muito mais bem-sucedido se simplesmente focasse na perseguição como ápice da trama e tecesse algumas complementações ao redor disso. A ideia é ótima, mas a execução deixa a desejar. Ainda assim, vale como algum entretenimento.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Bay</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jake Gyllenhaal , Yahya Abdul-Mateen II , Eiza Gonzalez, Garret Dillahunt, Keir O&#8217;Donnell, Jackson White, Cedric Sanders,<br />
Colin Woodell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6Y7TTeV08zk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha: Longe de Casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 01:29:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É preciso respirar fundo na hora de escrever qualquer palavra sobre o novo filme do spider man, o Homem-Aranha: Longe de Casa. Com estreia para esta quinta-feira, 04, o longa, dirigido por Jon Watts (A Viatura), poderia ser divido em duas partes. Na primeira etapa de projeção, tem-se uma obra insossa, na qual a personalidade e os desafios do herói não avançam muito e a pergunta sobre a necessidade de uma continuação da história anterior paira na mente. Contudo, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso respirar fundo na hora de escrever qualquer palavra sobre o novo filme do <i>spider man</i>, o <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em>. Com estreia para esta quinta-feira, 04, o longa, dirigido por Jon Watts (<em>A Viatura</em>), poderia ser divido em duas partes. Na primeira etapa de projeção, tem-se uma obra insossa, na qual a personalidade e os desafios do herói não avançam muito e a pergunta sobre a necessidade de uma continuação da história anterior paira na mente.</p>
<p>Contudo, a partir da parte 2 da exibição, alguns minutos depois do <em>plot twist</em> &#8211; que não será contado aqui para não revelar <em>spoilers</em> -, a narrativa ganha novos rumos e um possível respiro. Deste momento em diante, os problemas que o Homem-Aranha (Tom Holland) precisa enfrentar recebem uma nova dimensão e as decisões do roteiro deixam de parecer preguiçosas e começam a possuir um efeito surpreendente. Isto porque as necessidades que o protagonista passa a ter, como e se ele conseguirá realizar o intento que deseja engrandecem o clima de ação e aventura.</p>
<p>O maior destaque aqui vai para o carismático e consciente Jake Gyllenhal (<em>O Segredo de Brokeback Mountain</em>), que interpreta o Quentin, nova figura paterna para o Peter Parker. A sua construção parece atenta no que tange demonstrar os sentimentos intencionalmente ternos para com o Aranha. Além disso, a sua movimentação em cena revelam as ações e gestos de um super-herói de velha guarda, já acostumado a enfrentar grandes batalhas. Por fim, Gyllenhall, mede bem a dose de acidez em momentos precisos do texto, criando empatia e distanciamento ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10832" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro ponto importante de mencionar é a dinâmica entre os intérpretes Holland, Zendaya (MJ) e Jacob Batalon (Ned). Ainda que o ritmo de todo o início de <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em> seja precário e os diálogos apelativos, com piadas exageradas, em locais indevidos – como a cena na qual Nick Furry (Samuel L. Jackson) explica o problema que Parker precisa enfrentar – , os três seguram as características criadas na obra anterior e aumentam a conexão entre cada um deles, com olhares, silêncios e frases ditas de forma mais cortadas, com um desconcerto adolescente, tímido; mas, com a entrega do início e/ou da consolidação de suas relações.</p>
<p>Apesar da guinada vinda da reviravolta na trama, o espectador pode passar um tempo considerável desestimulado na cadeira, até que a surpresa aconteça. A produção acaba pecando por não tentar “enganar” o público de forma mais divertida, ainda que a utilização da quebra da expectativa repentina seja inteligente, ele acaba ficando quase num equilíbrio que pende mais para a mediocridade se a pauta for a duração do tédio. Contudo, há a entrega de uma das cenas de batalha mais instigantes entre mocinho e vilão do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) até agora.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Zendaya, Samuel L. Jackson, Jon Favreau, Marisa Tomei, Cobie Smulders, Jacob Batalon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MqQdHaBtvGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Sony divulga novo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa. Confira!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 18:12:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (6) o novo trailer do filme Homem-Aranha: Longe de Casa. A história se dá na continuidade do que aconteceu em Vingadores: Ultimato. Então, se você ainda não assistiu ao longa do ano, é melhor esperar um pouco mais para ver esse trailer, por conta dos spoilers. Dirigido por Jon Watts, Homem-Aranha: Longe de Casa traz Peter Parker (Tom Holland) tentando tirar férias como um garoto comum, viajando para a Europa ao lado dos amigos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (6) o novo trailer do filme <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em>. A história se dá na continuidade do que aconteceu em <em>Vingadores: Ultimato</em>. Então, se você ainda não assistiu ao longa do ano, é melhor esperar um pouco mais para ver esse trailer, por conta dos <em>spoilers</em>.</p>
<p>Dirigido por Jon Watts, <strong><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em> </strong>traz Peter Parker (Tom Holland) tentando tirar férias como um garoto comum, viajando para a Europa ao lado dos amigos, como Ned (Jacob Batalon) e MJ (Zendaya). Porém, o jovem é convocado por Nick Fury (Samuel L. Jackson) para enfrentar uma grande ameaça. As imagens ainda mostram Jake Gyllenhaal chegando ao Universo Cinematográfico Marvel como o personagem Mysterio.</p>
<p>O longa encerra a Fase 3 do MCU e estreia no dia 4 de julho deste ano.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MqQdHaBtvGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Velvet Buzzsaw</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Feb 2019 18:39:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A arte pode ter diversos objetivos. O cinema, como uma forma de arte, absorve essas propriedades podendo ser o que a produção e direção do projeto quiserem. Algumas vezes a sétima arte é usada como meio de contestação, crítica social ou sátira dos problemas do passado e/ou presente. Independente do gênero, as películas ganham a função de colocar o espectador num lugar onde ele deve estar alerta para as questões intrínsecas a narrativa. Assim são as premissas básicas de grandes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A arte pode ter diversos objetivos. O cinema, como uma forma de arte, absorve essas propriedades podendo ser o que a produção e direção do projeto quiserem. Algumas vezes a sétima arte é usada como meio de contestação, crítica social ou sátira dos problemas do passado e/ou presente. Independente do gênero, as películas ganham a função de colocar o espectador num lugar onde ele deve estar alerta para as questões intrínsecas a narrativa. Assim são as premissas básicas de grandes clássicos que datam desde as primeiras décadas da história cinematográfica.</p>
<p>Alguns diretos conduzem os seus trabalhos através desse olhar crítico. O diretor e roteirista Dan Gilroy, por exemplo, tem usado as suas obras como uma denúncia de situações cotidianas. Em sua estreia como diretor em O Abutre (2014), Gilroy traz uma crítica ao fascínio da sociedade pela violência e o mercado monetário que isso criou. Seu thriller jornalístico foca em como o público clama pelo gore e até onde alguém é capaz de ir para conseguir esse “furo violento” e, com ele, ganhar dinheiro. Em seguida, o diretor leva às telonas <em>Roman J. Israel, Esq.</em> (2017), uma história sobre ganância e crenças numa sociedade completamente corrompida por bens materiais. O diretor mostra o declínio do seu nobre cavaleiro – de um justiceiro cheio de ideais para mais uma pessoa vendida as normas e padrões mantidas pelo status quo.</p>
<p>A nova produção dirigida e roteirizada por Dan Gilroy tem, mais uma vez, críticas aos padrões estéticos, econômicos e sociais da atualidade como foco da trama. Dessa vez, o diretor utiliza o universo da arte como pano de fundo para uma brutal amostra da apatia, insensibilidade e ganância humana. <em><strong>Velvet Buzzsaw</strong></em> encara a monetização da arte como um mal irremediável que levará todos a um trágico fim. A terceira película de Gilroy estreou semana passada na Netflix e já divide opiniões. O longa produzido pelo <em>streaming</em> teve a sua première no Festival Sundance de Cinema de 2019.</p>
<p>O dinheiro tomou conta do mercado da arte. Donos de galerias, críticos, artistas e investidores vivem de acordo com as regras do jogo até que um acontecimento fatídico muda tudo. A morte de um pintor desconhecido leva Josephina (Zawe Ashton) a buscar o seu momento de glória. Após pedir conselhos ao famoso crítico Morf Vandewalt (Jake Gyllenhaal), Josephina faz um acordo bilionário com Rhodora (Rene Russo), dona da galeria Haze, para vender as obras do falecido Vetril Dease (Alan Mandell). Após o sucesso de vendas dos quadros de Dease, uma série de mortes misteriosas ocorre. Com a contagem de corpos aumentando, os envolvidos com as obras de Dease vão perceber que há algo de sobrenatural em suas telas.</p>
<p>O desempenho de Gilroy como diretor é interessante. Mais uma vez ele mostrou as suas críticas a sociedade através de imagens belas e impactantes. Por vezes a trama se perde em um emaranhado de cenas esteticamente elaboradas, mas que pouco dizem ao espectador. Os pontos qualitativos de<em><strong> Velvet Buzzsaw</strong></em> estão na superfície. A camada mais exterior do produto tem uma qualidade indiscutível com enquadramentos poderosos, sequências bem elaboradas, uma montagem inteligente e um subtexto extremamente eficiente. Contudo, nem mesmo os números malabarísticos do diretor salvam a confusão formada pelo conteúdo do longa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9930" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/velvet-buzzsaw-2019-2.jpg" alt="Velvet Buzzsaw" width="610" height="348" /></p>
<p>O roteiro, também assinado por Gilroy, é o paradoxo da produção. Ao mesmo tempo que ele elabora uma carta-denúncia a mercantilização da arte e suas consequências relacionadas a apatia social, o roteirista subaproveita a sua história central e as suas personagens. É compreensível e admirável a criação satírica da película, mas isso se sobrepôs a todo o resto da obra. Gilroy deu mais atenção a isso do que a construção de uma narrativa de terror. O subtexto falou (muito) mais alto que o foco central. Por conta disso, é angustiante para o público passar quase duas horas sendo confrontado por questionamentos sem o revestimento dramático necessário. Em contrapartida, existe uma inteligência na escolha das falas de cada personagem/cena que resulta em uma ligação direta com os acontecimentos da trama.</p>
<p>Apesar dos atores extraordinários que compõem o elenco, os seus talentos não são totalmente explorados pelos problemas do roteiro. As personagens são extremamente superficiais e, por mais que isso pudesse ser um conceito da narrativa, atrapalha o processo de identificação e, consequentemente, os efeitos que o longa desejava alcançar. Jake Gyllenhaal e Rene Russo são os mais bem aproveitados e ambos estão excelentes em suas personagens. É inevitável que o público espere momentos de maior adrenalina e tempo de tela para artistas como Toni Collette e John Malkovich. Mesmo se comparando aos trabalhos do falecido Robert Altman e seu extenso elenco, Dan Gilroy não conseguiu dar oportunidades cênicas aos atores como Altman fazia.</p>
<p>A apreciação por <strong><em>Velvet Buzzsaw</em></strong> não se deixa abater pelos deslizes do roteiro. Outras partes da produção, como a montagem e a direção de arte, conseguem compensar e trazer o espectador para junto da trama outra vez. O trabalho feito na edição das cenas é espetacular. A brincadeira das paisagens de Los Angeles com as sinistras obras de Dease e a conexão dos diálogos com as imagens são brilhantes. Outro ponto alto da produção é a direção de arte que aproveita a estética do mundo das galerias e da arte e faz um jogo de cores e cenários o qual ajuda a criar a tensão do terror. Ademais, os créditos iniciais são uma obra de arte a parte. A sutileza criativa e metalinguística imbuída aos créditos de abertura iniciam o filme da melhor forma possível.</p>
<p><em><strong>Velvet Buzzsaw</strong></em> deixa muito claro para que veio ao mundo. As suas críticas estão evidentes a cada cena dentro dos 113 minutos de tela. A força dessa mensagem talvez tenha sofrido por causa do roteiro. Talvez, se melhor trabalhado o terror e as dinâmicas das personagens, o longa-metragem pudesse alcançar o objetivo de denúncia e ainda ser completo como produto artístico de determinado gênero. Mesmo com discussões importantes da atualidade sendo levantadas – como o sentido da arte, a falta consideração do mercado com a arte e a indiferença e ganância do ser humano – o conceito falou mais alto que o conteúdo do terror psicológico. No meio desse resultado um tanto caótico, o novo longa de Gilroy se firma como uma obra contraditória, porém inteligente e estranhamente cativante. <strong><em>Velvet Buzzsaw</em></strong> é bom, mas ele poderia ser muito mais; ele poderia ser um manifesto satírico do terror.</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/">trailer</a>!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jjCzrXiuEe8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Okja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2017 00:12:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos ser sinceros? A Netflix de fato promoveu uma revolução na produção de conteúdos seriados, tanto do ponto de vista do tipo de experiência espectatorial que propõe quanto artística e tecnicamente, mas no que diz respeito à produção original de filmes, as iniciativas foram constrangedoras. Fora Beasts of no Nation, nenhum dos longas encabeçados pela gigante dos streamings tiveram 1/10 do impacto cultural de algumas das suas séries mais famosas como House of Cards, Orange is the New Black, a &#8220;falecida&#8221; Sense 8, a franquia Defensores da Marvel ou Stranger [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Vamos ser sinceros? A Netflix de fato promoveu uma revolução na produção de conteúdos seriados, tanto do ponto de vista do tipo de experiência espectatorial que propõe quanto artística e tecnicamente, mas no que diz respeito à produção original de filmes, as iniciativas foram constrangedoras. Fora <i>Beasts of no Nation</i>, nenhum dos longas encabeçados pela gigante dos <i>streamings </i>tiveram 1/10 do impacto cultural de algumas das suas séries mais famosas como <i>House of Cards</i>, <i>Orange is the New Black</i>, a &#8220;falecida&#8221; <i>Sense 8</i>, a franquia <i>Defensores </i>da Marvel ou <i>Stranger Things</i>. Das comédias apelativas de Adam Sandler, passando por projetos insossos como <i>Special Correspondents</i> e <i>War Machine</i>, esse departamento da empresa tem rendido produtos desanimadores a seus assinantes. Eis que a Netflix empreende esforços para produzir <i>Okja</i> do sul-coreano Joon-Ho Bong (responsável pelos elogiados <i>Expresso do Amanhã</i>, <i>Mother </i>e <i>O Hospedeiro</i>), o exibe em Cannes em meio a toda reticência do presidente do juri Pedro Almodóvar com produções feitas diretamente para o <i>streaming</i> e o resultado é dos mais animadores.</p>
<p>No longa, Tilda Swinton vive Lucy Mirando, uma executiva empreendedora de um projeto que visa a produção em larga escala de alimentos derivados de um nova espécie de superleitão supostamente encontrado no Chile. Segundo Mirando, o animal se reproduz por vias naturais e 26 deles são doados a fazendeiros de todo o mundo para que 10 anos depois possam participar de uma competição que visa escolher o melhor superleitão de todos. Claro que a empreitada tem um objetivo mais ganancioso, mas acontece que ela acaba afetando a garota Mija, interpretada por Seo-Hyun Ahn, e a &#8220;leitoazinha&#8221; Okja, que cresce junto com a menina. As duas vivem junto com o avô de Mija no topo de uma montanha na mais perfeita tranquilidade e cercada do melhor ambiente possível para Okja. Quando a leitoa é cobiçada pela companhia de Mirando, Mija e Okja acabam envolvidas no fogo cruzado entre a empresa e ativistas pró-defesa dos animais.</p>
<p>Com <i>Okja</i>, Joon-ho Bong concebe, ao mesmo tempo, uma jornada com escopo épico do resgate de Okja pela garota Mija e uma história com evidente e palpável posicionamento político a respeito da exploração de animais pela indústria alimentícia &#8211; e quer modifique os seus hábitos alimentares ou não, é uma preocupação legítima e merece o mínimo de reflexão. Bong faz isso pela ficção,  reverberando, inclusive, na escolha do realizador por conceber um animal fictício, podendo ser substituído por qualquer outro do nosso mundo real. Nas duas frentes que o realizador abre, <i>Okja </i>é certeiro. Como aventura protagonizada por Mija e sua leitoa, <i>Okja </i>rende uma sessão agradável que administra bem todos os possíveis efeitos que sua trama causa no espectador, uma cartela composta do riso às lágrimas mais sinceras. Como &#8220;fala&#8221; engajada em sua causa, <i>Okja </i>atinge seus objetivos com precisão, sem didatismo ou panfletarismo.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7879" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1495102755_okja.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Tecnicamente, o longa é bem feito, sobretudo quando nos deparamos com a criação da própria leitoa que dá nome ao filme, um personagem feito por computação gráfica expressivo e capaz de inspirar dinâmicas de relacionamento complexas com a garota Mija. Isso é perceptível quando, por exemplo, logo no primeiro ato do filme, num gesto de altruísmo e de genuíno amor pela garota, Okja se sacrifica pela vida da sua &#8220;dona&#8221;. Ao mesmo tempo, Bong conta com atores que concebem composições interessantes e que vão da própria heroína da história Seo-Hyun Ahn a estrelas de primeira grandeza como Tilda Swinton e Jake Gyllenhaal. Contudo, o filme seria pouca coisa sem o olhar de Bong para a história e as decisões mínimas que toma ao longo do caminho, como o agradável primeiro ato no qual praticamente só acompanhamos o cotidiano de Mija e Okja, algo que serve para fortalecer a relação do espectador com o elo entre as personagens, ou a maneira como consegue conferir gravidade ao resgate da leitoa no abatedouro sem exagerar no tom.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sendo um dos principais acertos entre os filmes originais da Netflix &#8211; talvez o maior acerto -, <i>Okja </i>é uma história cheia de pontos altos que tem muito a dizer sobre as questões que levanta. É imprevisível o impacto e alcance que terá, mas é certo que seu realizador encontra na sua obra, como fez em outros títulos de sua filmografia, um jeito colocar sua voz em sua história através do entretenimento. O mais recente trabalho de Joon-Ho Bong encontra uma impecável combinação entre a ênfase do seu discurso social e sua trama emocionalmente engajada. Em nós, <i>Okja </i>só inspira o desejo de que a Netflix invista mais em projetos desse tipo do que na enésima ofensa à humanidade em forma de comédia produzida e estrelada por Adam Sandler. Que venham mais <i>Okja</i>s.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GhyHd2gPLMU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2017 21:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Espinosa]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda que não tenha sido a intenção do seu diretor Daniel Espinosa, o tributo de Vida a toda uma tradição de filmes ambientados no espaço é bem claro. Por um lado, o longa parece beber da mesma fonte de Gravidade, trazendo seu elenco estelar em uma situação crítica durante uma missão em Marte na qual todos devem fazer escolhas drásticas em prol da sobrevivência e do retorno à Terra. Do outro lado, tal qual Alien: O 8º Passageiro, acompanhamos esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que não tenha sido a intenção do seu diretor Daniel Espinosa, o tributo de <i>Vida </i>a toda uma tradição de filmes ambientados no espaço é bem claro. Por um lado, o longa parece beber da mesma fonte de <i>Gravidade</i>, trazendo seu elenco estelar em uma situação crítica durante uma missão em Marte na qual todos devem fazer escolhas drásticas em prol da sobrevivência e do retorno à Terra. Do outro lado, tal qual <i>Alien: O 8º Passageiro</i>, acompanhamos esse mesmo grupo driblando as investidas de uma criatura alienígena que de repente toma de assalto o grupo confinado. E tudo é muito assustador, tenso, afinal, &#8220;no espaço, ninguém pode ouvir o seu grito&#8221; (o notório <i>slogan </i>do <i>teaser </i>de <i>Alien</i>, que aqui faz igualmente sentido).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Vida </i>se apropria sem arroubos de originalidade das propostas de <i>Alien </i>e <i>Gravidade</i> e o faz com muita eficiência, sem que tal <i>mix </i>de referências voluntárias ou involuntárias soe como falta de criatividade dos seus envolvidos, muito pelo contrário. A intenção desde o princípio é fazer um filme comercial eficiente, ocasionalmente genérico, sem retirar o espectador da zona de conforto das suas expectativas, mas jamais subestimando a inteligência do mesmo ou confundindo entretenimento com produto barato. O resultado pode não ser nada que já não tenhamos visto, mas rende uma sessão bem divertida ao misturar horror e ficção-científica com uma direção habilidosa.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Vida </i>o público é apresentado a uma equipe formada por seis astronautas que acabam descobrindo uma forma de vida em Marte. Ao investigar a composição biológica e as reações do novo organismo, batizado por eles de Calvin, a determinados estímulos, todos são surpreendidos pelas ações violentas do mesmo. Presos na nave com Calvin, os seis devem encontrar uma forma de sobreviver às investidas do seu antigo objeto de investigação científica e sair ilesos da situação.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7589" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/life-movie-jake-gyllenhaal.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>De origem sueca, apesar do nome nos levar a uma ilógica associação latina, Daniel Espinosa tem uma carreira irregular como cineasta, já fez <i>Crimes Ocultos,</i> com Tom Hardy, e <i>Protegendo o Inimigo</i>, protagonizado por Denzel Washington e Ryan Reynolds, que retorna ao seu cinema aqui. <i>Vida </i>é possivelmente o seu melhor filme até então, ao menos aquele em que Espinosa pôde demonstrar que a condução da sua câmera fez a diferença no resultado da obra. Em muitos momentos, o longa sobrevive narrativamente graças aos esforços do realizador de encontrar soluções visuais instigantes para sua trama, como a perfeita consciência de que estando no espaço muitas vezes seus planos podem ser concebidos de cabeça para baixo ou testar movimentações da câmera no seu próprio eixo. Alfonso Cuarón fez isso em <i>Gravidade </i>e Espinosa parece buscar ali inspirações para o <i>modus operandi </i>do seu filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O mérito de <i>Vida </i>é que, dentro daquilo que se espera dos dois gêneros com os quais flerta (o horror e a ficção-científica) e que já tem como obra máxima <i>Alien </i>de Ridley Scott, o filme consegue estabelecer reflexões pontuais a respeito do conflito entre a situação de risco de vida protagonizada pelos astronautas e a busca pela sobrevivência de Calvin, fazendo o movimento dessas situações conflitantes e disputadas através de momentos que oscilam entre o pânico e a introspecção inerente ao espaço. É uma pena que sempre que o roteiro do filme busca alguma forma de extrapolar seus eventos e introduzir questões mais filosóficas o próprio procure formas de brecar uma eventual profundidade na história, como no momento em que o personagem de Jake Gyllenhaal declama trechos de uma história infantil no espaço para a personagem de Rebecca Ferguson e, subitamente, encontra naquelas palavras uma inspiração para sair da situação de perigo em que se encontra. Além de ser uma solução ingênua, é uma evidência clara da maneira estranha como o filme lida com a própria vontade de realizar mais do que uma distração para as plateias.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que possua suas contradições na própria execução, <i>Vida </i>é mais eficiente do que a maioria dos arrasa quarteirões que têm chegado por aqui. Com sua estampada cartela de referências, Espinosa faz um filme honesto e que não impõe ao seu elenco e ao seu espectador o lugar de fazer parte de uma experiência cinematográfica constrangedora. Analisando o longa em sua dinâmica produção/recepção salvam-se todos, não há maiores lesados, o diretor e seus atores conseguem fazer um filme que não os compromete artisticamente e o público sai do cinema com uma moderada satisfação a respeito de tudo aquilo que viu. Como dizem, é <i>win-win</i>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W3nfZKyGeuU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Evereste</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-evereste/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2015 22:59:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Kormákur]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Sam Worthington]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Evereste é um filme relativamente esquisito. Tal afirmação, parte de uma impressão pessoal mas que encontra eco e razão de ser na própria estrutura do longa. Evereste é estranho porque ao narrar a história de um grupo que faz uma expedição para escalar o monte Evereste e centrar suas atenções na gana que essas pessoas nutrem por esta meta completamente insana, jamais oferece ao público uma resposta concreta sobre a paixão dos seus personagens principais por uma jornada tão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3559" aria-describedby="caption-attachment-3559" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3559 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest-620x331.jpg" alt="_85342243_everest" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-3559" class="wp-caption-text">Viagem arriscada: Grupo de alpinistas liderado por Jason Clarke enfrenta uma nevasca rumo ao Evereste</figcaption></figure>
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<p><i>Evereste </i>é um filme relativamente esquisito. Tal afirmação, parte de uma impressão pessoal mas que encontra eco e razão de ser na própria estrutura do longa. <i>Evereste </i>é estranho porque ao narrar a história de um grupo que faz uma expedição para escalar o monte Evereste e centrar suas atenções na gana que essas pessoas nutrem por esta meta completamente insana, jamais oferece ao público uma resposta concreta sobre a paixão dos seus personagens principais por uma jornada tão perigosa. Isso é ainda mais complicado se o filme encontrar uma plateia completamente indiferente a tal jornada, ela continuará gélida àqueles personagens já que, em momento algum consegue compreendê-los.</p>
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<p>O longa de Baltasar Kormákur (de longas esquecíveis como <i>Dose Dupla </i>e <i>Contrabando</i>) se passa em 1996 e acompanha dois grupos de alpinistas liderados por guias com estilos completamente diferentes, um interpretado por Jason Clarke e outro por Jake Gyllenhaal. Eles enfrentam uma nevasca que coloca a vida de todos em risco para chegar ao cume do monte Evereste. Assim, alcançar a meta da aventura mostra-se infinitamente mais fácil do que o retorno para casa.</p>
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<figure id="attachment_3551" aria-describedby="caption-attachment-3551" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3551 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal-620x349.jpg" alt="Everest+Jake+Gyllenhaal" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3551" class="wp-caption-text">Grande elenco, poucas possibilidades: O filme traz muitos atores conhecidos, como Jake Gyllenhaal e Keira Knightley, que são subaproveitados</figcaption></figure>
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<p>O filme de Kormákur é muito eficiente naquilo que tem mais que a obrigação de ser competente: a produção de grandes sequências de tensão no Evereste utilizando efeitos visuais e sonoros de ponta. Nada menos do que o esperado para um filme do seu porte. Em outro departamento, no entanto, <i>Evereste </i>acaba revelando-se um filme arrastado, com um material humano pouco interessante e que se sustenta em dramas familiares pouco esmiuçados pelo roteiro, mas que surgem na tela como algo muito precioso ao andamento da trama. Há um emaranhado de dilemas familiares que são mal explicados pelo filme (o núcleo do ator Josh Brolin, por exemplo, que tem uma relação complicada com sua esposa vivida por Robin Wright), mas que, por alguma estranha razão, estão lá e entram em ebulição com viagem ao Evereste.</p>
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<p>Escrito pelo vencedor do Oscar Simon Beaufoy (<i>Quem quer ser um milionário?</i>) e pelo indicado ao mesmo prêmio William Nicholson (<i>Gladiador</i>), o roteiro desse filme é tão problemático que, como já antecipamos, jamais deixa claro uma informação fundamental para que o espectador se envolva com a trajetória dos seus personagens: a motivação do grupo para empreender uma jornada tão arriscada. Tudo é simplificado com explicações subentendidas do tipo &#8220;tesão pela aventura&#8221;. Desculpem, mas é muito pouco para entender decisões fundamentais que alguns personagens tomam ao longo do filme. Como resultado, <i>Evereste </i>acaba contando com as relações amorosas para causar o mínimo de empatia no espectador,  o que também não funciona já que, com pouquíssimo tempo em cena, alguns personagens sequer conseguem mostrar a que veio, é o caso das esposas vividas por Robin Wright e Keira Knightley, que cumprem a cota &#8220;Penélope&#8221; de <i>A</i> <i>Odisseia</i> ao viverem mulheres que ficam em casa esperando o retorno dos seus amados. E não é só Wright e Knightley que saem perdendo tamanha a falta de tratamento do roteiro com a história, todos os atores são vítimas dessa característica de <i>Evereste</i>, a falta de densidade do seu script, incluindo aqueles que seriam os seus protagonistas, Jason Clarke, Jake Gyllenhaal e Josh Brolin.</p>
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<figure id="attachment_3561" aria-describedby="caption-attachment-3561" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3561 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201-620x349.jpg" alt="everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x720" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3561" class="wp-caption-text">Resultado insatisfatório: Filme é tecnicamente eficiente, mas falha como narrativa</figcaption></figure>
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<p>Seguindo a tradição de filmes com um elenco estelar subaproveitado, <i>Evereste </i>não consegue sustentar toda a sua qualidade técnica com personagens e trama que jamais envolvem emocionalmente o público. Assim, todo o seu drama humano, que é sugerido como o foco do filme de Kormákur, é absolutamente oco, estéril e genérico. Entre outras questões mal resolvidas do roteiro, não dá para simplificar a motivação dos personagens para enfrentar o que enfrentam rumo ao Evereste como um insano tesão pelo perigo, tampouco sustentar duas horas de filme com conflitos amorosos tão rasos.</p>
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		<title>Assista ao primeiro trailer de Demolition, com Jake Gyllenhaal e Naomi Watts</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 21:09:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Demolition]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Marc Vallée]]></category>
		<category><![CDATA[Naomi Watts]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prestes a chegar com dois filmes aos cinemas brasileiros esse mês, Nocaute e Evereste, o ator Jake Gyllenhaal promete também ser assunto pelos próximos meses por sua performance no drama Demolition, do diretor Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas e Livre). O longa, que será destaque do Festival de Toronto que começa essa semana, acaba de ganhar o seu primeiro trailer. Em Demolition, Gyllenhaal vive um investidor que torna-se viúvo e entra em depressão. O personagem é resgatado por uma mulher que ele acaba conhecendo em um encontro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/tiff2015_demolition-150730.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3547" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/tiff2015_demolition-150730-600x400.jpg" alt="tiff2015_demolition-150730" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Prestes a chegar com dois filmes aos cinemas brasileiros esse mês, <em>Nocaute </em>e <em>Evereste</em>, o ator Jake Gyllenhaal promete também ser assunto pelos próximos meses por sua performance no drama <strong><em>Demolition</em></strong>, do diretor Jean-Marc Vallée (<em>Clube de Compras Dallas </em>e <em>Livre</em>). O longa, que será destaque do Festival de Toronto que começa essa semana, acaba de ganhar o seu primeiro trailer.</p>
<p>Em <em>Demolition</em>, Gyllenhaal vive um investidor que torna-se viúvo e entra em depressão. O personagem é resgatado por uma mulher que ele acaba conhecendo em um encontro casual.</p>
<p>Além de Gyllenhaal, o filme tem no elenco Naomi Watts (<em>O Impossível</em>) e Chris Cooper (<em>Álbum de Família</em>). O longa estreia nesse segundo semestre nos EUA. No Brasil, o filme deve chegar somente no início de 2016.</p>
<p>Assista ao trailer abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eTJ1qS7KOm4" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Nocaute</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 15:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[50 Cent]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Fuqua]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Forest Whitaker]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Nocaute]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel McAdams]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; De Rocky até Menina de Ouro ou A Luta pela Esperança, passando por variações como Touro Indomável e até O Vencedor, os &#8220;filmes de boxe&#8221; se consolidaram como um gênero cinematográfico com marcas e códigos de interpretação bem conhecidos. Temos a vida do lutador nos ringues e fora deles, relações familiares mal resolvidas, o desafio de lidar com o comportamento explosivo e auto-destrutivo, tudo isso culminando com uma grande lição sobre a superação. Nocaute, de Antoine Fuqua, segue o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3522" aria-describedby="caption-attachment-3522" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1.png"><img decoding="async" class="wp-image-3522 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1-620x387.png" alt="jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1" width="620" height="387" /></a><figcaption id="caption-attachment-3522" class="wp-caption-text">Amadurecimento: Lutador vivido por Jake Gyllenhaal tenta controlar seu temperamento explosivo para reaver a guarda da filha.</figcaption></figure>
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<p>De <i>Rocky </i>até <i>Menina de Ouro </i>ou <i>A Luta pela Esperança</i>, passando por variações como <i>Touro Indomável </i>e até <i>O Vencedor</i>, os &#8220;filmes de boxe&#8221; se consolidaram como um gênero cinematográfico com marcas e códigos de interpretação bem conhecidos. Temos a vida do lutador nos ringues e fora deles, relações familiares mal resolvidas, o desafio de lidar com o comportamento explosivo e auto-destrutivo, tudo isso culminando com uma grande lição sobre a superação. <i>Nocaute</i>, de Antoine Fuqua, segue o destino natural dos filmes ambientados nesse universo e, por seguir as convenções do seu gênero, até tem um decréscimo do seu ritmo em determinados momentos. No entanto, a destreza de Fuqua no desfecho do longa e a empenhada performance de Jake Gyllenhaal fazem <i>Nocaute</i> se sobressair mesmo sendo parecido com outras obras similares que já nos foram apresentadas.</p>
</div>
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<p>No filme, Gyllenhaal vive o lutador de boxe Billy Hope um campeão na sua categoria que no auge da carreira é devastado pela violenta morte da sua esposa. Hope fica inconsolável e é tomado por uma raiva tão avassaladora que o impede de cuidar da própria filha. Após perder a guarda da garota, o lutador tem que recomeçar a sua vida e encontra na figura do treinador Tick Wills (Forest Whitaker) a força que ele precisava para colocar tudo nos trilhos, ou seja, ter a sua filha de volta e retornar aos ringues.</p>
</div>
<figure id="attachment_3523" aria-describedby="caption-attachment-3523" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3523 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640-620x349.jpg" alt="set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3523" class="wp-caption-text">Tragédia: Casal vivido por Gyllenhaal e Rachel McAdams passa por um traumático acontecimento logo no primeiro ato do filme.</figcaption></figure>
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<p>Em <i>Nocaute</i>, Antoine Fuqua, de <i>Dia de Treinamento,</i> faz questão de manter todo o discurso motivacional que é recorrente em &#8220;filmes de boxe&#8221;, a trajetória do homem que é testado pela vida com tragédias pessoais e consegue se reconstruir tornando-se uma lição de superação, a mensagem é que qualquer coisa pode te derrubar mas você tem que extrair forças para se reerguer. Assim, a história de Billy Hope é um conto sobre o amadurecimento, narrando a trajetória de um homem que perde o controle sobre tudo e precisa adquirir responsabilidade para poder criar a sua filha, agora órfã. Um tanto clichê, mas emocionalmente engajado, <i>Nocaute </i>acaba superando o seu próprio lugar comum e conquista públicos mais receptivos a abordagens mais tradicionais.</p>
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<div>
<p>De início, a impressão que <i>Nocaute </i>dá é que o filme andará em círculos ao mostrar-nos as tentativas empreendidas por Hope para honrar a memória da sua esposa. Acontece que a virada do longa ocorre pelas mãos do seu próprio protagonista que, encarnado por um Jake Gyllenhaal à flor da pele, mas muito delicado em sua composição, leva o projeto a altas cargas emocionais e de adrenalina. Gyllenhaal está ao lado de grandes atores como Forest Whitaker, que até tem seus grandes momentos na trama, e Rachel McAdams, mas <i>Nocaute </i>parece o show de um homem só, um grande solo de um ator que tem merecido muito reconhecimento nos últimos anos por embarcar em empreitadas difíceis como <i>Os Suspeitos</i>, <i>O Homem Duplicado </i>e <i>O Abutre</i>. Somada a interpretação de Jake Gyllenhaal, o momento final do filme apresenta muita força e vigor, trata-se da grande luta que reerguerá o protagonista de <i>Nocaute. </i>Fuqua conduz muito bem essa sequência final que faz jus a algumas das melhores lutas de boxe realizadas pelo cinema.</p>
</div>
<figure id="attachment_3524" aria-describedby="caption-attachment-3524" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/southpaw.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3524 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/southpaw-620x349.jpg" alt="southpaw" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3524" class="wp-caption-text">Filme de boxe: Longa de Antoine Fuqua segue a cartilha de outras histórias ambientadas no universo das lutas.</figcaption></figure>
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<p>Sem grandes alardes e pretensões de ser obra-prima, <i>Nocaute </i>acaba se revelando um filme satisfatório. E para que pedir mais? Para que exigir do cinema que ele sempre nos apresente uma grande novidade, um ineditismo? As vezes penso que o problema está em nós mesmos e na eterna insatisfação do homem com o &#8220;comum&#8221;, a &#8220;rotina&#8221;. Parece que todo filme tem que ser um manifesto revolucionário para o cinema. <i>Nocaute </i>não é, trata-se de um reencontro do espectador com velhos conhecidos que nos lembram figuras como Rocky Balboa ou Jake La Motta e o filme parece estar muito bem resolvido com isso.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nocaute/">Crítica: Nocaute</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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