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	<title>Arquivos Isla Fisher - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Isla Fisher - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Te Peguei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Aug 2018 19:53:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme baseado em fatos reais traz um importante elemento para o enredo: o respaldo da veracidade. Quando se trata de um longa de comédia nestes moldes, a situação fica mais interessante, já que elementos que podem beirar o absurdo têm onde se apoiar. No caso de Te Peguei, toda a surrealidade da trama, mesmo que existam exageros não verídicos, torna-se aceitável diante do fato de que existem pessoas reais sendo representadas. É com um pouco de desconfiança que o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme baseado em fatos reais traz um importante elemento para o enredo: o respaldo da veracidade. Quando se trata de um longa de comédia nestes moldes, a situação fica mais interessante, já que elementos que podem beirar o absurdo têm onde se apoiar. No caso de <em><strong>Te Peguei</strong></em>, toda a surrealidade da trama, mesmo que existam exageros não verídicos, torna-se aceitável diante do fato de que existem pessoas reais sendo representadas.</p>
<p>É com um pouco de desconfiança que o espectador inicia a sessão de <em><strong>Te Peguei</strong></em>. Com alguns toques iniciais de besteirol, o filme vai tomando corpo de maneira gradativa, objetiva, mas sem pressa. Isso auxilia o público a entender o que está acontecendo e criar empatia pela história, que é incrivelmente surreal.</p>
<p>Um grupo de amigos que se conhecem desde a infância e sempre brincaram de pega-pega, se reúnem todos os anos no mês de maio para dar continuidade à brincadeira. Claro que com o passar dos anos isso foi ficando cada vez mais difícil e emocionante, já que cada um foi morar em uma cidade diferente, alguns casaram, tiveram filhos, etc. Um dos membros, no entanto, nunca foi pego durante os 30 anos da brincadeira. Sendo assim, o demais resolvem traçar uma estratégia e um plano para finalmente pegar o esperto.</p>
<p><strong><em>Te Peguei</em></strong> é um filme de muitas risadas. Aliás, risadas sinceras, abismadas e altas. O nível de surrealidade do roteiro ultrapassa qualquer coisa, uma vez que assistimos homens de meia idade correndo atrás uns dos outros e tentando criar emboscadas em prol de um jogo que não tem exatamente um objetivo. Eles efetivamente tiram férias, pedem licença do trabalho, para conseguir participar da brincadeira. Algo muito louco na cabeça do espectador.</p>
<p>O novato diretor Jeff Tomsic faz uma boa estreia nos cinemas, com uma comédia muito engraçada, com história atraente (embora insana) e fluidez no roteiro. A escolha de elenco foi muito acertada. Ed Helms veste bem a camisa da liderança do grupo, enquanto Jon Hamm assume o papel de garanhão rico e perdido que quer apenas fugir das responsabilidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9276" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/0676077.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="filme te peguei" width="610" height="348" /></p>
<p>Como uma paródia de si mesmo, Jeremy Renner assume o papel do membro que nunca foi pego e tem milhares de táticas para escapar dos demais. Alguns elementos de ação e espionagem são utilizados e acrescentam bem ao roteiro. Destaque importante para Hannibal Buress, que incorpora o personagem com tamanha maestria que pelo simples fato de entrar em cena, já arranca risadas do espectador.</p>
<p>Como o grupo é composto apenas de homens &#8211; eles ressaltam que na época em que fizeram o trato eles eram pequenos e não deixavam menina brincar &#8211; as mulheres que surgem servem como apoio e suporte para a trama. Ainda assim, tem boa representatividade ao que se propõem, como é o caso de Isla Fisher, que faz o papel da esposa mega competitiva.</p>
<p><strong><em>Te Peguei</em></strong> mostra uma clara preocupação em ter uma história, efetivamente, e não apenas fazer um compilado de momentos engraçados. O fato de ser baseado em fatos reais ajuda bastante, mas eles conseguem colocar elementos próprios e ter uma personalidade independente do material original.</p>
<p>Ao final do longa, temos a conclusão que já vai se mostrando ao longo da trama: tudo aquilo não se passa de um motivo para reunir os amigos e curtir os bons tempos de antigamente. É uma válvula de escape para todos eles, uma possibilidade de deixar a criança interior se divertir mais uma vez. Com o desfecho inesperado de um dos personagens, o espectador finaliza o filme com ainda mais empatia por todos e a sensação de que esta é uma comédia que vale a pena.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RajUfLG1daQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Animais Noturnos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2016 15:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Taylor-Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Noturnos]]></category>
		<category><![CDATA[Armie Hammer]]></category>
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		<category><![CDATA[Laura Linney]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Shannon]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Ford]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Animais Noturnos é um longa estranho de se olhar. Dirigido por Tom Ford, conhecido estilista que estreou como cineasta no sensível Direito de Amar, protagonizado por Colin Firth e Julianne Moore, Animais Noturnos é baseado no romance de Austin Wright e traz como base para a construção da sua narrativa a já conhecida abordagem da história dentro de outra história. As camadas narrativas aqui são catalisadoras  da redenção dos seus principais personagens que se apropriam da ficção para isso. Em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Animais Noturnos </i>é um longa estranho de se olhar. Dirigido por Tom Ford, conhecido estilista que estreou como cineasta no sensível <i>Direito de Amar</i>, protagonizado por Colin Firth e Julianne Moore, <i>Animais Noturnos </i>é baseado no romance de Austin Wright e traz como base para a construção da sua narrativa a já conhecida abordagem da história dentro de outra história. As camadas narrativas aqui são catalisadoras  da redenção dos seus principais personagens que se apropriam da ficção para isso.</p>
<p>Em linhas gerais, há dois filmes em <i>Animais Noturnos</i> aquele do &#8220;mundo real&#8221; e outro que é a ficção nas páginas do livro lido pela personagem de Amy Adams. No fundo, uma única história acaba interessando, a dessa mulher e seu relacionamento mal resolvido com o ex-marido, papel de Jake Gyllenhaal, que, por sinal, é o autor da obra que a protagonista lê e que também dá título ao filme que estamos vendo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, se <i>Animais Noturnos </i>for pensado como um drama sobre um relacionamento fracassado e as diferentes maneiras que seus protagonistas enxergam de expurgá-lo, ela através da reconciliação efetiva fora das páginas do livro e ele limando antigos &#8220;eus&#8221; e situações traumáticas na sua ficção da maneira mais drástica e violenta, o filme se resolve, sobretudo por uma cena final que sugere a continuidade da falta de comunicação entre os personagens centrais da história. Há ainda o acerto do filme no seu departamento plástico, centrado no olhar sofisticado da personagem de Adams, que como diretora de uma grande galeria de arte vive em ambientes dotados de uma estética particular, ao mesmo tempo, <i>Animais Noturnos </i>confere uma leitura asséptica ao conto sobre violência escrito pelo ex-parceiro da protagonista. Nada mais natural, afinal, é a visão dela sobre os acontecimentos do livro.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7094" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/12/noct.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Todavia o filme cai em uma armadilha. Ao trazer uma segunda ficção para sua história e levá-la para além das folhas de papel &#8211; percebam como durante a leitura a personagem de Adams começa a ser atravessada por acontecimentos estranhos que sugerem perigo ou temor (o pássaro morto após bater no vidro da área externa da casa da protagonista ou o vídeo da babá da sua assistente aparecendo diante da câmera enquanto cuida da criança) -, <i>Animais Noturnos </i>cria para si a obrigação de ser igualmente eficiente e minimamente interessante nessa chave de comunicação com o espectador, o que não acontece. A trama policial do livro do personagem de Jake Gyllenhaal é oca e pouco envolvente, o que nos faz: a) duvidar do talento do mesmo para a coisa; b) achar que qualquer leitor com o mínimo de critério e bagagem literária consegue achar a trama aborrecida; e c) duvidar do &#8220;bom gosto&#8221; da personagem de Adams que passa cenas e cenas do filme entretida com a tal história (tá certo que em algum momento ela encontra conexões com sua vidas, mas&#8230;).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Há ainda outra armadilha em <i>Animais Noturnos</i>, mesmo trazendo ideias interessantes na costura da sua trama central (o relacionamento do casal de protagonistas), o filme ainda apresenta ranhuras. Por mais coerente que seja a leitura de Ford para os dois personagens e que o recurso da ficção como canal para exorcisar demônios pessoais funcione na história, se pararmos para pensar a fundo na composição dos personagens, seus conflitos e trajetórias, <i>Animais Noturnos </i>é um filme demasiadamente superficial. Tão superficial e frio quanto o universo de Susan Morrow (Adams). É uma pena porque todos esperavam bem mais da segunda incursão de Ford no cinema, ainda mais com um elenco desse calibre (juntam-se a Adams e Jake, Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson, Laura Linney, Michael Sheen, Andrea Riseborough, Isla Fisher e Armie Hammer). Fica para a próxima.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/MA4wBYcgEUQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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