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	<title>Arquivos Hereditário - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Hereditário - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: O horror de Ari Aster</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2019 21:58:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Numa sexta-feira 13, nada melhor do que uma boa discussão sobre o gênero que faz o público se arrepiar de medo. Em meio ao vasto universo cinematográfico do pavor, uma das maiores barreiras encontradas são as limitações de gênero. A possibilidade de um espectador interpretar o filme de forma equivocada é grande. Diante desse embate, o universo dos filmes de terror e horror vivem um dilema crucial. As diferenças entre os dois tipos de abordagens passam despercebidas ao público e, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa sexta-feira 13, nada melhor do que uma boa discussão sobre o gênero que faz o público se arrepiar de medo. Em meio ao vasto universo cinematográfico do pavor, uma das maiores barreiras encontradas são as limitações de gênero. A possibilidade de um espectador interpretar o filme de forma equivocada é grande. Diante desse embate, o universo dos filmes de terror e horror vivem um dilema crucial. As diferenças entre os dois tipos de abordagens passam despercebidas ao público e, em muitos casos, pode destruir a experiência. O problema se intensificou com a renovação das narrativas de horror dos últimos anos, onde o público coloca terror e horror como formatos iguais de atmosfera e efeitos.</p>
<p>Mas então qual seria a diferença na experimentação destas duas tipologias? O terror pode ser entendido como um gênero que visa assustar o espectador. Por meio de jogos com os medos mais primitivos do público, o terror se propõe a intensificar os pavores da audiência. Se bem executado, a produção tem como resultado sustos e pânico. Em contrapartida, o horror traz como proposta um diálogo com a psique do espectador. Suas narrativas brincam com a barreira do que é tolerável psicologicamente, o que pode causar repulsa, aversão ou pavor. Ou seja, em linhas bem gerais, os filmes de terror focam na composição narrativa que causa o susto, a tensão e o pânico, enquanto os longas de horror se dedicam na elaboração de uma história que leve o público aos limites da sua tolerância física e capacidade mental.</p>
<p>Em meio as confusões entre os tipos de filmes em questão, eis que surge o diretor e roteirista Ari Aster. O americano aparece nas telonas, em 2018, com seu primeiro longa-metragem, o sucesso de crítica e bilheteria <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hereditario/"><em>Hereditário</em></a>. O mundo se chocou com as terríveis vivências sobrenaturais que envolveram a família Graham. A produção cria – por intermédio de um universo sombrio, caótico e gélido – uma experiência de horror intensa e brutal. <em>Hereditary</em> (título original) causou algumas reviravoltas no estômago dos espectadores mundo afora por sua premissa aterrorizante tão característica do horror.</p>
<p>Dessa forma, o diretor imprimiu, de forma criativa e completa, o que é uma obra de horror. Ari Aster traz, como uma de suas principais marcas, roteiros chocantes. A partir da utilização de problemas cotidianos, Aster cria narrativas viscerais, intensas e de pura agonia.  Essas se mostram capazes, ao mesmo tempo, de causar repulsa e fascinar o espectador. O interesse pelo culto sobrenatural se mostrou uma outra fonte de inspiração do cineasta. Tanto em seu primeiro filme como agora em <em><strong>Midsommar &#8211; O Mal não Espera a Noite</strong></em> – o qual estreia na próxima quinta-feira (19) –, o diretor se inspira nas ansiedades e medos da modernidade para criar uma experiência de puro horror. Aster chega para mostrar ao público a tipologia cinematográfica que define o seu trabalho e para explicitar as diferenças entre horror e terror.</p>
<p>Mesmo imprimindo sua assinatura com clareza, Aster se mostra extremamente diverso e capacitado no quesito criação. Como resultado disso, apesar de se serem originárias dos temores reais, as narrativas dos dois filmes de Ari se mostram completamente diferentes. Por essa razão, 0 enredo, a composição imagética e a atmosfera de <em><strong>Midsommar</strong></em> é oposta à<em> Hereditário</em>. Cada uma, portanto, coexiste em seu universo de possibilidades, ansiedades e medos. E, em certa medida, as duas obras do americano podem ser interpretadas como ying e yang, opostos complementares do diretor.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11270" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0009771.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0009771.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0009771.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0009771.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto <em>Hereditário</em> foca sua trama na perda de um familiar, no distanciamento entre as pessoas e no peso que segredos tem sobre uma família, <em><strong>Midsommar</strong></em> se preocupa em retratar a solidão. A segunda obra de Aster sai de uma discussão das relações familiares caóticas para uma abordagem psicológica do eu – onde esse eu moderno se vê constantemente solitário. Sendo resultado de uma direção de arte brilhante, o novo filme do cineasta mostra a verdadeira face do mal em meio a uma realidade palpável, uma vez que o medo aparece diante da luz, com cores intensas e numa faceta que condiz com o padrão social.</p>
<p>Nas escolhas técnicas das produções, Aster seguiu caminhos diferentes para cada uma de suas histórias. <em>Hereditário</em> usou jogo de sombras, cores frias e a metalinguagem das miniaturas feitas pela personagem de Toni Collette (<em>Pequena Miss Sunshine</em>, de 2006) como artifícios para transmitir o pavor vindo do sobrenatural, do desconhecido. Além disso, o constante uso de cenas com <em>close-ups</em> e plano-detalhe foram fundamentais fundamental para compor a atmosfera de <em>Hereditary.</em></p>
<p>Como seu &#8220;oposto complementar&#8221;, <strong><em>Midsommar</em></strong> é uma verdadeira carta à humanidade sobre a temida solidão. Para evidenciar isso, a produção surpreendente à todos pelos artifícios usados para provocar esse sentimento no público. O filme, ao contrário do que se pode esperar de uma temática dessas, utiliza cores vívidas em suas cenas mais assombrosas, compõe os ambientes com uma luz irradiante e uma paleta de cores extremamente diversificada. A consequência disso é a força avassaladora que resulta dessa composição cênica. A natureza nunca foi tão hostil em seus dias mais alegres.</p>
<p>Todos esses fatores se unem ao vazio existencial presente no subtexto da narrativa, em seus personagens principais e até nas escolhas de filmagens – como o uso constante de planos gerais, mostrando a insignificância das pessoas diante da imensidão da natureza e de suas forças celestiais. Escolhas ousadas as quais obtiveram um surpreendente e aterrador resultado. Dessa forma, ao final da sessão, a experiência de assistir <strong><em>Midsommar</em></strong> é completamente diferente do que se espera de uma obra de horror e até mesmo do que se especulava da produção.</p>
<p>Assim, o público ganha a oportunidade de experimentar uma nova obra de horror que segue a risca o seu significado. Complementando trabalho feito em <em>Hereditary</em> e ampliando suas abordagens das ansiedades da modernidade, Ari Aster fez o inimaginável com cuidado, esmero e criatividade extrema. Mais uma vez o diretor e roteirista se muniu de uma boa equipe que, junto à sua brilhante história, criaram um dos filmes mais complexos para a mente humana. Talvez a metáfora da solidão passe despercebida por alguns espectadores, mas, àqueles que captarem a mensagem, preparem-se para vivenciar a angústia de uma verdadeira obra de horror. Preparem-se para <strong><em>Midsommar &#8211; O Mal não Espera a Noite</em></strong>.</p>
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		<title>Especial: Filmes de Terror</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 13:46:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Halloween – conhecido no Brasil como Dia das Bruxas – é uma herança dos irlandeses trazida para os EUA pelo povo saxão. O feriado se espalhou pelo mundo graças às produções de Hollywood. O mercado derivado desse feriado é um dos mais lucrativos para a sétima arte. O festejo usa o fator místico e sobrenatural que permeia a tradição irlandesa para cativar atenção dos curiosos e amantes do desconhecido. Como a indústria cinematográfica não poderia deixar de lado uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Halloween</em> – conhecido no Brasil como Dia das Bruxas – é uma herança dos irlandeses trazida para os EUA pelo povo saxão. O feriado se espalhou pelo mundo graças às produções de Hollywood. O mercado derivado desse feriado é um dos mais lucrativos para a sétima arte. O festejo usa o fator místico e sobrenatural que permeia a tradição irlandesa para cativar atenção dos curiosos e amantes do desconhecido. Como a indústria cinematográfica não poderia deixar de lado uma época tão propícia para os negócios, o terror é fortemente alimentado pelo Halloween. Dessa forma, outubro acaba sendo o ápice das produções desse gênero. E que momento melhor para se falar do horror se não no mês que incorpora sua atmosfera de medo?</p>
<p>No ano de 2018, apesar do nicho não ter se apegado a <em>remakes</em> ou <em>reboots</em> de franquias clássicas – como foi amplamente feito em 2017 –, o gênero esteve diariamente abatido por conta dos inúmeros fracassos. Produções hollywoodianas, de <em>streaming</em> e fora do usual circuito do terror se mostraram incompetentes ao trazer o verdadeiro espírito do medo para as telonas mundo afora.</p>
<h4>Projetos frustrantes</h4>
<p><em>Sobrenatural &#8211; A Última Chave, A Maldição da Casa Winchester, Verdade ou Desafio e Slender Man &#8211; Pesadelo Sem Rosto</em> foram algumas das estreias mundiais que mais frustraram os amantes do terror ao longo do ano. Cada um foi, de sua maneira, uma chance perdida de emplacar um produto de qualidade. Uma sequência mal utilizada, uma história real clichê, uma sucessão de previsibilidades, e uma lenda urbana pessimamente feita. Esse é o panorama geral sobre cada um desses lançamentos.</p>
<p>Os fãs e estúdios tinham, antes de suas respectivas estreias, uma expectativa altíssima sobre essas películas. Mesmo com a frustração de muitos, a arrecadação dessas quatro produções foi altíssima. Tal evento se dá pelo simples fato do baixo orçamento usado para produzi-las. Evidentemente que cada uma atraiu os espectadores de acordo com a sua proposta inicial – seja levando aos cinemas fãs de uma franquia, interessados no sobrenatural, adolescentes ou conhecedores de lendas. No fim, o lado econômico foi bem recompensado (com exceção de <em>Slender Man</em>, o qual não teve uma arrecadação tão maior que seu orçamento), mas, em contrapartida, o mundo do terror teve uma perda colossal.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9477" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/4572483.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="especial filmes de terror" width="610" height="348" /></p>
<h4>Terror no Streaming</h4>
<p>Indo para além das estreias mundiais e telonas, é possível encontrar mais produções problemáticas, dessa vez distribuídas pelo <em>streaming</em> Netflix. <em>O Paradoxo Cloverfield</em> e <em>Vende-se Esta Casa</em> foram algumas das estreias mais terríveis da Netflix em 2018. O <em>streaming</em> lançou-as com uma propaganda imensa como se fossem resultado de um bom trabalho, mas a realidade por trás desses dois filmes é a incapacidade criativa de pessoas e a negligência com a produção de uma narrativa de terror.</p>
<p><em>The Cloverfield Paradox</em> (título original) faz parte da confusa e nada cronológica franquia <em>Cloverfield</em>. A falta de credibilidade existente dentro dos próprios bastidores do longa fez com que a Paramount Pictures abrisse mão dos direitos de distribuição do seu produto. O ocorrido já criou uma descrença em cima da produção antes mesmo do seu lançamento. E, após a sua estreia no catálogo da Netflix, todos os medos foram confirmados.</p>
<p>O resultado de <em>Vende-se Esta Casa</em> foi ainda mais cruel. O longa-metragem estrelado por Dylan Minnette (<em>13 Reasons Why</em>) é um desastre desde o seu primeiro minuto. A história é extremamente confusa, falta originalidade e a coesão dela é questionável. <em>O Paradoxo Cloverfield</em> ainda se dá ao trabalho de criar referências com clássicos do horror/sci-fi como tentativa de salvação – coisa que a produção de <em>The Open House</em> (título original do filme com Dylan) não foi capaz de fazer.</p>
<h4>Ainda há esperança</h4>
<p>Apesar dos monstruosos desastres, existiram algumas luzes no final do túnel. <em>Um Lugar Silencioso</em> e <em>Hereditário</em> são provas vivas do que pode acontecer de bom e inovador nesse universo. Os longas em questão renovaram as expectativas para o futuro do gênero. São justamente trabalhos como esses que servem de combustível para a arte quase centenária do horror. O cuidado com a superestrutura essencial da narrativa de terror foi respeitado por John Krasinski e Ari Aster – respectivamente diretores – fazendo com que as suas obras tenham sido as melhores do ano. Alguns podem dizer que foi sorte de principiante – uma vez que ambos fizeram suas estreias como cineastas – mas a qualidade de raciocínio e entendimento para com o universo é simplesmente inegável.</p>
<p>Ainda existem alguns longas-metragens cuja distribuição não aconteceu de maneira ampla, fazendo com que parte do público não tenha tido ainda a oportunidade de conhecer algumas maravilhas do gênero. Os melhores exemplos são <em>Mandy</em> e <em>Verão de 84</em>, que ainda não tem data de estreia no Brasil. Ambas produções tiveram a sua primeira exibição no Festival Sundance de Cinema. <em>Mandy</em>, por exemplo, foi consagrado desde o Festival (com direito críticas excelentes) pela sua excelência. Nunca se viu um filme tão visceral e tenebroso quanto o novo trabalho do diretor Panos Cosmatos. Além da narrativa muito bem executada, o terror ainda é abrilhantado pela melhor atuação da carreira de Nicolas Cage ao vê-lo encarnar o perturbado Red Miller.</p>
<p>O <em>slasher teen Verão de 84</em> é, por sua vez, uma encenação do cenário da década de 1980. Todos os atributos míticos desse período foram costurados em meio a uma caçada por um serial killer. O fato da narrativa ser estrelada por adolescentes dá vida e força ao objetivo da produção que é trazer a inocência associada à fértil imaginação juvenil. O trabalho canadense remonta um subgênero – que pouco sobrevive aos dias de hoje – com muita originalidade e saídas inteligentes para os inevitáveis clichês.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9478" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/5742317.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="especial filmes de terror" width="610" height="348" /></p>
<h4>Uma luz no futuro?</h4>
<p>É interessante pensar também nas promessas que ainda estão por vir. Agora no final de outubro (6 dias antes do Halloween) estreia uma das películas mais esperadas do gênero. A sequência de uma das histórias mais assombrosas já feitas volta a vida como uma proposta de renovação para a franquia – a qual havia caído num abismo de mediocridade desde 1981. O novo <em>Halloween</em>, dirigido por David Gordon Green, se mostra como uma saída para os males das franquias.</p>
<p>A pior coisa que pode acontecer com uma série de filmes de terror é a fabricação de histórias vazias. E esse processo ocorreu de maneira ampla nas últimas décadas, matando primorosas obras do horror como <em>O Massacre da Serra Elétrica</em> (1974), <em>A Hora do Pesadelo</em> (1984) e o próprio <em>Halloween</em> (1978). A Blumhouse apareceu como a detentora da fórmula mágica para salvar a narrativa de Michael Myers do buraco. O impressionante é que a produtora de longas de terror consegue fazer isso magnificamente. O resultado da sequência do longa de John Carpenter será o orgulho de todo fã de terror.</p>
<p>Associada a toda essa espera pelo que vem adiante, existe muita expectativa sobre o próxima longa-metragem do diretor italiano Luca Guadagnino. A produção é um remake da consagrada obra de horror de mesmo título, <em>Suspiria</em>, do também diretor italiano Dario Argento. A película causou um frenesi no gênero desde a sua primeira exibição no Festival Internacional de Cinema de Veneza onde, ao final do filme, o público aplaudiu por 8 minutos o resultado do trabalho de Guadagnino. Com data marcada para estrear dia 26 de outubro nos EUA, <em>Suspiria</em> causa, assim como <em>Halloween</em>, esperança para os fãs do horror por verem obras tão renomadas serem bem executadas em suas releituras. Ainda há pessoas no universo cinematográfico que conseguem entender a essência do terror e honram o seu papel na indústria, pondo a qualidade da película acima de qualquer outro fator.</p>
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		<title>Crítica: Hereditário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jun 2018 18:41:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente existe uma vertente de terror que está em voga e tem dado muito certo. Diversos diretores e roteiristas tem apostado numa trama de horror que envolve muito o psicológico, usando de ilusões visuais, trilhas de ambientação macabra – sem aqueles picos ensurdecedores da maioria dos filmes – e uma narrativa completamente aterradora que faz com que o público fique martelando cena por cena em sua mente. E o mais interessante desses longas-metragens são o seu resultado impactante e o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente existe uma vertente de terror que está em voga e tem dado muito certo. Diversos diretores e roteiristas tem apostado numa trama de horror que envolve muito o psicológico, usando de ilusões visuais, trilhas de ambientação macabra – sem aqueles picos ensurdecedores da maioria dos filmes – e uma narrativa completamente aterradora que faz com que o público fique martelando cena por cena em sua mente. E o mais interessante desses longas-metragens são o seu resultado impactante e o baixo orçamento que lhe é tão comum. Diversas produtoras têm mostrado que é possível fazer terror de qualidade sem um orçamento ridiculamente alto e sem os gastos e, muitas vezes, previsíveis artifícios tanto usados nos maiores sucessos do gênero da última década.</p>
<p>Uma das produtoras independentes que mais cresce na atualidade, a modesta e brilhante A24 Films, acabou de lançar mais um sucesso estrondoso de horror, o longa <em>Hereditário</em>. Sendo a terceira película do gênero da produtora – antecedida pelo sucesso de bilheteria e crítica<em> A Bruxa</em> (2015) e o genial, mas não tão conhecido, <em>Ao Cair da Noite</em> (2017) – Hereditary (título original) chega aos cinemas brasileiros já com uma bilheteria invejável. Com apenas duas semanas que teve a sua primeira estreia, o filme já arrecadou mais de 4 vezes o seu orçamento e também conseguiu bater a bilheteria d&#8217;<em>A Bruxa</em>, se tornando a maior bilheteria de terror da produtora e preparada para concorrer com outros longas de sucesso que renderam muito para a empresa, como os dramas <em>Moonlight</em> e <em>Lady Bird</em>.</p>
<p>Após a morte da misteriosa e controladora avó, os Graham passam a sofrer com o legado obscuro que a matriarca deixou para sua família. A disfunção familiar irá apenas se agravar à medida que os dias passam e trazem consigo o desenvolvimento de um segredo sobrenatural que se tornará o maior pesadelo de suas vidas. O que resta para os Graham é entender esse terror que preenche a sua casa e abre portas ainda mais obscuras em suas vidas para tentar escapar do destino que eles herdaram.</p>
<p>Ari Aster fez, em sua estreia como diretor e roteirista de um longa-metragem, um trabalho digno da atenção de todos os amantes do horror. Não somente por seu talento ser impressionante e incontestável, mas por ser surpreendente a maneira como ele criou uma história completamente original. São jovens talentos como Aster que fazem a diferença na renovação de um gênero tão gasto e maltratado como o terror. <em>Hereditário</em> chega as salas de cinema no mundo para mostrar para os céticos que ainda existem pessoas capazes de fazer um filme que te arrepie e te cause medo de verdade. A sua direção deslumbrante acompanhada de seu direcionamento para a perfeição de cada cena compôs uma orquestra de horror que merece ser aplaudida de pé.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9061" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/0594073.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Ao lado da ótima direção e do roteiro extraordinário, Aster contou também com a ajuda de três elementos perfeitamente consonantes com o seu trabalho. A trilha sonora original criada por Colin Stetson – cantor e compositor da música <em>Awake on Foreign Shores</em>, do filme <em>12 Anos de Escravidão</em>, de 2013 – é um espetáculo à parte. Afinal, o que seria de um filme de terror sem uma trilha sonora que arrepia até a alma do espectador? E a sua trilha cumpre esse papel brilhantemente ampliando ainda mais o potencial quase que inesgotável dessa produção. Ao lado da trilha, temos uma direção de fotografia que, no universo cinematográfico do horror, é uma das mais lindas dos últimos tempos. O trabalho de Pawel Pogorzelski é simplesmente fenomenal. Cada quadro da película é uma obra de arte através das lentes de Pawel, em especial as cenas externas e os momentos mais sombrios no final da trama.</p>
<p>Para concluir essa obra-prima do horror, deve-se falar também do elenco. Um elenco principal com apenas cinco personagens que conseguiram domar a atenção do público com sua maestria durante os 127 minutos de filme. Cada um deles merece um destaque especial por conta da sua importância e qualidade cênica, contudo a jovem Milly Shapiro precisa ter um ponto de destaque ao se falar do resultado final de <em>Hereditário</em>. Com apenas 15 anos e em sua estreia nas telonas, Milly transfigurou-se na perturbada e solitária Charlie com uma perfeição digna de um artista muito experiente. Outro merecido destaque vai para Toni Collette <em>(O Sexto Sentido</em>, de 1999, e P<em>equena Miss Sunshine</em>, de 2006) cujo interpreta Annie, a mãe sofrida e problemática da família Graham. Os outros personagens que compõem essa narrativa aterradora são o pai (interpretado pelo ator, produtor e diretor Gabriel Byrne); Peter, o filho distante (interpretado pelo jovem e promissor Alex Wolff); e Joan, a amiga de Annie (interpretada pela espetacular Ann Dowd).</p>
<p><em>Hereditário</em> realmente é um trabalho cinematográfico espetacular que merece todo tipo de divulgação e comentários elogiosos. Contudo, a sua divulgação foi um tanto perigosa por comparar este trabalho com o clássico de terror<em> O Exorcista</em> (1973). É compreensível que, ao surgir um novo filme de terror que mereça elogios, ele seja comparado a uma das obras mais completas e brilhantes da história do gênero; a crítica a esta comparação está diretamente ligada a uma interpretação errada quanto ao subgênero que pode ser feita, levando até mesmo a uma queda de apreciação por parte dos espectadores, uma vez que ele não se assemelha muito com <em>The Exorcist</em> (título original do clássico). A película de Ari Aster se assemelha muito mais com a fusão do sobrenatural e o tormento psicológico de <em>O Bebê de Rosemary</em> (1968), do que com o longa de William Friedkin, por exemplo. Ou se assemelha muito mais com os recentes filmes do gênero que mexem com a mente, incitando o medo ao longo da narrativa, como <em>Corrente do Mal</em> (2014), <em>A Bruxa</em>, <em>Ao Cair da Noite</em>, <em>Corra!</em> (2017) e <em>Um Lugar Silencioso</em> (2018).</p>
<p>O que deve ser absorvido como resultado do produto da A24 é a grandiosidade e qualidade dele e o quanto ele pode influenciar outros tantos filmes que estão por vir. Aster mostrou que ainda existe uma chance para o subgênero sobrenatural de uma forma criativa, inovadora e aterrorizante. Ele presenteou o mundo com uma verdadeira obra que dá medo. Quem sabe, com a estreia de <em>Hereditário</em>, o público passe a entender que nem todo filme de terror tem que ter momentos de &#8220;<em>scary jump</em>&#8221; atrelados a um exagero de sangue em cena e sons que ensurdecem o espectador. Quem sabe agora, graças a este e tantos outros sucessos recentes, o gênero do horror passe a ser respeitado outra vez. A estreia de Aster é um marco para a produtora independente por ter alcançado a maior bilheteria da empresa em semana de lançamento e, principalmente, é um marco para a indústria do terror que passará a olhar novos talentos como Aster, John Krasinski, Jordan Peele, Trey Edward Shults, Robert Eggers e David Robert Mitchell com outros olhos. Dessa forma, <em>Hereditário</em> já se tornou muito mais do que um sucesso do gênero; ele se tornou uma herança de renovação.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Jurassic World: Reino Ameaçado é o destaque nas estreias desta semana (21/06). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jun 2018 19:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Desobediência]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Hereditário]]></category>
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		<category><![CDATA[O Amante Duplo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Três anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela. Com informações do Adoro Cinema. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Três anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela. Com informações do Adoro Cinema. Confira a nossa crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-reino-ameacado/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
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<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9053" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/0009771.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Hereditário</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Ari Aster<br />
<strong>Elenco:</strong> Toni Collette, Gabriel Byrne, Alex Wolff</p>
<p>Após a morte de Ellen, a matriarca da família Graham, a família de sua filha começa a descobrir segredos cada vez mais aterrorizantes sobre seus ancestrais. Quanto mais eles descobrem sobre o passado, mais eles tentam se livrar do terrível e infeliz destino que herdaram. Confira a nossa crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-hereditario/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xvCyT6i0EZY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9054" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/5861400.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Desobediência</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Sebastián Lelio<br />
<strong>Elenco:</strong> Rachel Weisz, Rachel McAdams, Alessandro Nivola</p>
<p>A fotógrafa Ronit (Rachel Weisz) retorna para a cidade natal pela primeira vez em muitos anos em virtude da morte do pai, um respeitado rabino. Seu afastamento foi bastante abrupto e o reaparecimento é visto com desconfiança na comunidade, mas ela acaba acolhida por um amigo de infância (Alessandro Nivola), para sua surpresa atualmente casado sua paixão de juventude, Esti (Rachel McAdams).</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1AEIGqGBGno" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8999" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/O-Amante-Duplo.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>O Amante Duplo</strong><br />
<strong>Direção:</strong> François Ozon<br />
<strong>Elenco:</strong> Marine Vacth, Jérémie Renier, Jacqueline Bisset</p>
<p>Chloé (Marina Vacht) é uma mulher reprimida sexualmente que, constantemente, sente dores na altura do estômago. Acreditando que seu problema seja psicológico, ela busca a ajuda de Paul (Jérémie Renier), um psicólogo. Só que, com o andar as sessões de terapia, eles acabam se apaixonando. Diante da situação, Paul encerra a terapia e indica uma colega para tratar a esposa. Entretanto, ela resolve se consultar com outro psicólogo, o irmão gêmeo de Paul, que ela nunca tinha ouvido falar até então. Confira a nossa crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-festival-varilux-2018-o-amante-duplo/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/7Q3oJPfHAtA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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