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	<title>Arquivos Halle Berry - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Halle Berry - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 22:04:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É muito complicado ir assistir um filme cujo diretor apresentou excelentes trabalhos daquele mesmo gênero. Isso porque invariavelmente a expectativa fica meio fora de controle e a chance de se frustrar é grande. O que acontece com Moonfall &#8211; Ameaça Lunar &#8211; de Roland Emmerich, que dirigiu 2012, O Dia Depois de Amanhã e Independence Day -, no entanto, é quase uma falta de respeito com o público fiel de longas de catástrofes. Jocinda (Halle Berry, John Wick 3 &#8211; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É muito complicado ir assistir um filme cujo diretor apresentou excelentes trabalhos daquele mesmo gênero. Isso porque invariavelmente a expectativa fica meio fora de controle e a chance de se frustrar é grande. O que acontece com <em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</strong></em> &#8211; de Roland Emmerich, que dirigiu <em>2012, O Dia Depois de Amanhã e Independence Day</em> -, no entanto, é quase uma falta de respeito com o público fiel de longas de catástrofes.</p>
<p>Jocinda (Halle Berry, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3 &#8211; Parabellum</em></a>) e Bryan (Patrick Wilson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invocacao-do-mal-3-a-ordem-do-demonio/"><em>Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</em></a>) são astronautas da Nasa que passam por um episódio estranho em uma das missões, que acaba resultando na morte de um colega. Anos depois, quando ele já nem trabalha mais no órgão, um jovem cientista curioso acaba descobrindo que a Lua está fora da sua órbita normal e que isso vai resultar em uma série de catástrofes no mundo. Com o tempo, eles descobrem que os fatos estão interligados.</p>
<p>Uma das premissas básicas para este gênero de longa é fazer com que o espectador crie empatia pelos personagens e, posteriormente, entre na ansiedade do grande evento que está por vir. <em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar</strong></em> não dá tempo para que isso aconteça ao despejar o início da catástrofe com menos de 10 minutos de exibição. Não conhecemos os personagens direito, não sabemos suas motivações, suas crises familiares. Tudo isso é tratado com banalidade pelo roteiro.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15205" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/22-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com uma sucessão de diálogos pobres e expositivos, evoluímos para uma corrida absurda e sem lógica para conseguir colocar a Lua de volta à sua órbita original. O filme falha novamente ao não explicar porque isso está acontecendo. Ele opta por colocar isso como um mistério para o final, mas não é algo que funciona em termos de narrativa, já que, assim como os personagens, não nos conectamos com a história em si. Sim, sabemos que este estilo de longa é recheado de absurdos e mentiras. Mas até mesmo isso tem que ter alguma lógica, senão parece que está duvidando da capacidade cognitiva do espectador.</p>
<p>Jo e Bryan voltam a se reunir com o objetivo de tentar resolver o problema e as coisas acontecem magicamente. Eles pegam uma nave de um museu, consertam em menos de 24h e decidem ir ao espaço com um dos motores quebrados. Para piorar essa falta de lógica, em dado momento a Lua está tão perto da Terra, que começa a raspar nas montanhas! É um absurdo tão grande, especialmente quando olhamos para o histórico do diretor, que nos apresentou filmes tão tensos e &#8220;realistas&#8221; quanto <em>O Dia Depois de Amanhã. </em></p>
<p>Se nada disso parece bom, talvez a química e dinâmica dos personagens pudesse salvar. Ao invés disso, vemos uma colcha de retalhos de pessoas que não fazem o menor sentido entre si e que pouco contribuem com o projeto. Halle Berry e Patrick Wilson se salvam neste quesito, pois funcionam muito bem juntos. Ainda assim, o roteiro os coloca em um lugar de precarização tão grande, que nem parece que já protagonizaram grandes franquias e ganharam o Oscar.</p>
<p><em><strong>Moonfall &#8211; Ameaça Lunar </strong></em>é um filme que para ser ruim, precisa melhorar muito. Cansativo, longo demais, completamente fora da casinha e com uma finalização ainda pior. É como se o roteiro achasse que o espectador é privado de inteligência ou capacidade interpretativa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Roland Emmerich</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Halle Berry, Patrick Wilson, John Bradley, Charlie Plummer, Carolina Bartczak, Donald Sutherland, Michael Peña, Eme Ikwuakor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yt5EGKxpmhE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ferida (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 13:38:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Única negra a vencer o Oscar de melhor atriz (em 2002, pelo drama A Última Ceia), Halle Berry esteve no topo em Hollywood como uma das estrelas mais bem pagas da indústria. Como contrapartida, Berry se meteu em uma série de produções ruins que prejudicaram o olhar público sobre seu trabalho, como Na Companhia do Medo (2003) e o famigerado Mulher-Gato (2004), que lhe rendeu o Framboesa de Ouro de pior atriz. Isso sem falar de longas posteriores a esse período como Kings: Los Angeles em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Única negra a vencer o Oscar de melhor atriz (em 2002, pelo drama <em>A Última Ceia</em>), Halle Berry esteve no topo em Hollywood como uma das estrelas mais bem pagas da indústria. Como contrapartida, Berry se meteu em uma série de produções ruins que prejudicaram o olhar público sobre seu trabalho, como <em>Na Companhia do Medo</em> (2003) e o famigerado <em>Mulher-Gato</em> (2004), que lhe rendeu o Framboesa de Ouro de pior atriz. Isso sem falar de longas posteriores a esse período como <em>Kings: Los Angeles em Chamas</em> (2017), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-sequestro/"><em>O Sequestro</em></a> (2017), <em>A Viagem</em> (2012), <em>Maré Negra</em> (2012) e <em>Noite de Ano Novo</em> (2011). Chegando na sua maturidade, as oportunidades minguaram e as expectativas deixadas pelo seu Oscar inédito ficaram ainda mais amargas se constatarmos que nos últimos anos Berry fez praticamente figuração de luxo pouco creditada pelo marketing de produções como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3: Parabellum</em></a> (2019) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-kingsman-o-circulo-dourado/"><em>Kingsman: O Círculo Dourado</em></a> (2017).</p>
<p>No entanto, como sua protagonista em <em><strong>Ferida </strong></em>(2021), sem perder o fôlego, Halle Berry segue buscando novas oportunidades e formas de se reinventar em uma indústria que &#8220;mastigou&#8221; o quanto pôde sua imagem e depois a descartou. Talvez este pequeno filme lançado recentemente pela Netflix seja o maior paralelo entre uma personagem que a atriz interpretou e sua própria carreira. Aqui, Halle Berry se dirige como a lutadora de MMA Jackie Justice. A protagonista de Ferida vive o seu pior momento: longe dos ringues e lidando com a depressão, tem que assumir a responsabilidade de criar um filho deixado para trás.</p>
<p>Em <em><strong>Ferida </strong></em>, Halle Berry aproveita com muita força a oportunidade de exibir em cena uma bela interpretação na pele desta mulher. <em><strong>Ferida </strong></em>em nada lembra os trabalhos anteriores da atriz, ao mesmo tempo que também é muito familiar. Assim como a Leticia de<em> A Última Ceia</em>, Jackie de <em><strong>Ferida </strong></em>é uma mulher testada pela aspereza da vida tendo que contornar uma situação aparentemente incontornável. Ao mesmo tempo, mais madura, Halle é capaz de exibir uma das interpretações mais low profile e intensas da sua carreira, conferindo uma gradual vitalidade para sua protagonista sem soar que está se esforçando muito para fazer isso.  Berry interpreta Jackie como uma figura introspectiva, parte pela sua personalidade, mas também por já ter sido muitas vezes machucada em diversas esferas da sua existência, e que gradualmente se redescobre e se reinventa como mulher pelas relações que passa a estabelecer.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14871" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ferida-halleberry-netflixfilmee.jpg" alt="Ferida " width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ferida-halleberry-netflixfilmee.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ferida-halleberry-netflixfilmee-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ferida-halleberry-netflixfilmee-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ferida-halleberry-netflixfilmee-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os vínculos que Jackie cria com o garoto Manny e com a treinadora Buddhakan, a ótima Sheila Atim, acabam sendo oportunidade para a atriz desenvolver uma jornada de transformação para esta personagem sem que isso soe como uma busca desesperada pelas lágrimas do espectador. Aqui talvez seja o maior acerto de Berry como diretora e que, inclusive, aproxima <em><strong>Ferida </strong></em>de outro filme ambientado no mundo dos esportes lançado recentemente, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-king-richard-criando-campeas/"><em>King Richard</em></a> com Will Smith. No lugar do protocolar aprendizado com os obstáculos da vida e a oferta das glórias por uma vitória no esporte, ambos optaram por encerrarem suas histórias (<strong>SPOILER! SPOILER!</strong>) com uma derrota dos seus personagens para assim, na contramão de filmes do gênero, mostrarem como as transformações nos seus protagonistas são mais sutis e processuais do que um êxito vivenciado pontualmente em uma competição.</p>
<p>É verdade que, como obra, <em><strong>Ferida </strong></em>não é impecável &#8211; assim como não é <em>King Richard</em>. O longa de Halle Berry tem uma certa dificuldade para aproveitar os gancho de virada na vida da sua protagonista ou para desenvolvê-los de forma mais gradual. Algumas passagens são abruptas demais e tomam o espectador de assalto, como a primeira situação apresentada na qual Jackie Justice sai de um emprego de faxineira após bater no filho dos patrões ou a transformação do seu namorado em uma figura abusiva. Ainda assim, sobressai em <em><strong>Ferida </strong></em>a sensibilidade de algumas decisões tomadas e a composição sensível presente na interpretação de Halle Berry.</p>
<p><em><strong>Ferida </strong></em>foi uma produção independente lançada no Festival de Toronto, despertando posteriormente o interesse da Netflix, empresa que se tornou distribuidora do longa pelo mundo em sua plataforma. A recompensa pelo êxito de Halle Berry nesta iniciativa independente foi revelada recentemente com o anunciou de que a atriz firmou parceria com o streaming para outros projetos. Independente do que virá pela frente na carreira de Halle Berry, <em><strong>Ferida </strong></em>já é prova de que ela continuará lutando, sublinhando que sua vitória no Oscar lá em 2002 não foi por acaso e que seu talento está disponível para a indústria, esta é que por muito tempo não soube ou não quis aproveitá-lo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Halle Berry</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Halle Berry, Adan Canto, Sheila Atim, Adriane Lenox, Lela Loren, Denny Dillon, Stephen McKinley Henderson, Shamier Anderson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bugSLvZgfh8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: John Wick 3 &#8211; Parabellum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2019 00:14:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Keanu Reeves (Matrix) retorna às telonas no papel de John Wick, na franquia de ação que faz sucesso e tem características próprias. Em John Wick 3 &#8211; Parabellum, o protagonista que dá nome ao longa está sendo perseguido depois de ter infringido as regras da Alta Cúpula e matado uma pessoa dentro das imediações do hotel em Nova York. Agora sua cabeça vale ouro e ele vai precisar de todos os seus artifícios e conhecidos para conseguir salvar sua pele. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Keanu Reeves (<em>Matrix</em>) retorna às telonas no papel de John Wick, na franquia de ação que faz sucesso e tem características próprias. Em<em><strong> John Wick 3 &#8211; Parabellum</strong></em>, o protagonista que dá nome ao longa está sendo perseguido depois de ter infringido as regras da Alta Cúpula e matado uma pessoa dentro das imediações do hotel em Nova York. Agora sua cabeça vale ouro e ele vai precisar de todos os seus artifícios e conhecidos para conseguir salvar sua pele.</p>
<p><em>John Wick</em> é o tipo de filme que, desde o início da franquia, prima muito pela cenas de violência e lutas bem orquestradas. E este continua sendo o ponto alto da trama. São sequências maravilhosas de luta, em que Wick mostra todos os anos de treinamento como matador profissional e articula a queda do inimigo sem rosto. Afinal, todos querem matá-lo e conseguir embolsar alguns milhões.</p>
<p>Keanu retorna neste papel que mostra muito de seu retorno triunfal às telonas, depois de períodos de hiato e más escolhas. Há algum tempo não se via um filme de ação novo tão bom e um personagem tão envolvente. A sua causa é o que mais chama a atenção do espectador. Ele efetivamente faz de tudo para proteger os que ama, seja sua esposa ou seu cachorro.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10524" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3275454.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isso funciona como uma deixa para o senso de humor do filme, que não é exagerado, acertando na dosagem. Rimos muito mais do desespero das pessoas, do que da cara delas. E isso é que faz o filme manter o padrão de qualidade.</p>
<p>Outros personagens fortes são acrescentados no roteiro, como é o caso de Halle Berry <em>(A Última Ceia</em>). Ela faz parte de um outro núcleo da Alta Cúpula, mas tem uma promissória com John. Então precisa quebrar as regras para cumprir com sua dívida e ajudar o antigo amigo. A pena é que sua participação é mais breve do que deveria. Seria muito melhor aumentar o seu tempo em cena e diminuir o da vilã Juíza, que é pura canastrice.</p>
<p>O que peca em <em><strong>John Wick 3 &#8211; Parabellum</strong> </em>é que ele não acaba. Pensávamos que este seria o fim da trilogia de Wick e sua saga por tentar retornar à uma vida comum. Mas o fim em aberto deixa espaço claro para um novo longa e isso frusta. Este já é o mais fraco dos três filmes e o espectador se questiona se ainda existe fôlego para dar continuidade em outras produções.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chad Stahelski<br />
<strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Asia Kate Dillon, Ian McShane, Halle Berry, Anjelica Huston, Mark Dacascos, Laurence Fishburne, Jason Mantzoukas, Lance Reddick</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/qEtFvQG4gh0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Kingsman &#8211; O Círculo Dourado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2017 12:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kingsman: O Círculo Dourado está longe de ser um desastre, mas também não repete o êxito do seu antecessor. Sendo bem honesto com vocês, a continuação de Kingsman: Serviço Secreto de 2014 rende um passatempo divertido na maior parte da sua projeção. No entanto, se pararmos para analisar seu contexto de realização, sobretudo o fato de ser uma sequência de um longa que sempre procurou na sua própria trama uma forma de comentar sarcasticamente o cinema de ação/espionagem, Kingsman: O Círculo Dourado está a léguas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>está longe de ser um desastre, mas também não repete o êxito do seu antecessor. Sendo bem honesto com vocês, a continuação de <i>Kingsman: Serviço Secreto </i>de 2014 rende um passatempo divertido na maior parte da sua projeção. No entanto, se pararmos para analisar seu contexto de realização, sobretudo o fato de ser uma sequência de um longa que sempre procurou na sua própria trama uma forma de comentar sarcasticamente o cinema de ação/espionagem, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>está a léguas de distância do projeto cinematográfico proposto pelo seu antecessor. Mais estranho ainda é que diferente, por exemplo, de <i>Kick-Ass 2</i>, que não contou com o retorno de Matthew Vaughn na direção, a continuação de <i>Kingsman </i>tem o diretor no seu quadro criativo e ainda assim soa por diversas vezes como um produto completamente diferente do primeiro longa. Isso certamente não afetará quem tiver uma relação descompromissada com a obra, mas pode incomodar seus fãs mais ardorosos. E com toda razão.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>O Círculo Dourado</i>, o Kingsman é exterminado por um ataque de mísseis, fazendo com que os únicos remanescentes da equipe sejam Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong). Em busca de ajuda, os dois chegam a Statesman, agência americana nos moldes da Kingsman, e descobrem que devem derrotar a traficante de drogas Poppy Adams (Julianne Moore), que vive numa espécie de exílio fabricando suas aparentemente inofesivas armas de destruição em massa.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8242" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/kingsman-golden-circle-20th-century-fox-final.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Matthew Vaughn usa nessa sequência elementos que garantiram o êxito do primeiro filme, entre eles os comentários à própria cultura britânica (desta vez em oposição a americana) e as sequências de ação engenhosas e milimetricamente coreografadas, com uma ajudinha de efeitos especiais, é claro. Em alguns momentos, esse compromisso relativo princípio de reverência formal que o realizador tem com o primeiro filme o faz realizar cenas bastante parecidas com o longa de 2014, porém ambientadas num contexto diferente, como aquela em que, novamente, Colin Firth tenta conter as investidas de um grupo nada amistoso num bar.</p>
<p>No entanto, a reverência ao original para por ai. O grande problema dessa continuação é que, diferente do primeiro, toda essa cartela de atrativos fica à serviço de uma trama que tem pouco compromisso com a premissa básica de <i>Kingsman: Serviço Secreto</i>, ser um comentário irônico das marcas de um gênero narrativo. Isso fica para trás e <i>O Círculo Dourado </i>praticamente se assume como um longa de ação como outro qualquer que tem chegado no circuito, inclusive ao abraçar escancaradamente essa verve <i>cool </i>que tem tomado conta dos <i>blockbusters </i>ultimamente (e nem vou me referir a origem de tudo isso para não gerar polêmica, mas vocês devem sacar que está numa gigante do cinema de super-heróis) dosando suas cenas de ação com piadas espertinhas, trama que não tem compromisso algum com uma atmosfera de urgência estabelecendo pouquíssimo laço afetivo entre o público e seus personagens e claro uma <i>playlist </i>que faz você até ficar convencido de que está assistindo a uma obra<i> </i>fora do comum. No final das contas, <i>O Círculo Dourado </i>acaba se tornando um basicão da Hollywood de hoje em dia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O elenco continua sendo um grande atrativo, ainda que parte dele seja subaproveitado. Veteranos como Colin Firth (que, sim, retorna) e Mark Strong tem ótimos momentos, alguns deles são praticamente o coração de um filme que abre pouquíssimo espaço para a emoção, mas Julianne Moore se destaca como a chefe sociopata do cartel de drogas, talvez um dos poucos elementos da trama de <i>O Círculo Dourado </i>que preservam o tipo comentário irônico tão bem utilizado no primeiro. A personagem de Moore acaba se tornando uma investida do filme na maneira como as drogas são tratadas na sociedade, &#8220;demonizando&#8221; determinadas substâncias e dando passe livre a outras igualmente perigosas. Há ainda uma participação ilustre de Elton John que rende momentos divertidos. No mais, presenças estelares como as de Channing Tatum, Halle Berry e Jeff Bridges são figurativas na maior parte das vezes.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>é uma &#8220;faca de dois gumes&#8221;. Se por um lado, pode render uma sessão razoavelmente divertida, por outro perde o fio da meada ao abandonar deliberadamente a proposta do seu antecessor. Não chega a representar horas desperdiçadas na poltrona de um cinema, mas evidencia o caráter efêmero do filme sobretudo tendo como comparativo um longa tão inventivo quanto o primeiro. No final das contas, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>acaba entrando numa vala comum, ainda que tenha um momento ou outro mais inspirado.</p>
</div>
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		<title>Crítica: O Sequestro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2017 17:29:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Halle Berry]]></category>
		<category><![CDATA[O Sequestro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Halle Berry já esteve no topo do mundo. Primeira e única negra a vencer o Oscar de melhor atriz por seu desempenho em A Última Ceia, de 2001, do diretor Marc Foster, e um dos maiores salários de Hollywood em 2003 pelo terror Na Companhia do Medo, infelizmente, hoje, Berry tem que se contentar com o muito pouco daquilo que a indústria poderia lhe dar. Um conjunto de fatores propiciou seu &#8220;declínio&#8221;: escolhas equivocadas na carreira como o próprio Na Companhia do Medo e Mulher-Gato, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Halle Berry já esteve no topo do mundo. Primeira e única negra a vencer o Oscar de melhor atriz por seu desempenho em <i>A Última Ceia</i>, de 2001, do diretor Marc Foster, e um dos maiores salários de Hollywood em 2003 pelo terror <i>Na Companhia do Medo</i>, infelizmente, hoje, Berry tem que se contentar com o muito pouco daquilo que a indústria poderia lhe dar. Um conjunto de fatores propiciou seu &#8220;declínio&#8221;: escolhas equivocadas na carreira como o próprio <i>Na Companhia do Medo </i>e <i>Mulher-Gato</i>, passando por tentativas frustradas de <i>comeback</i> através da colaboração com autores como as Wachowski em <i>A Viagem</i>, incursões trôpegas na TV como a série <i>sci-fi Extant </i>e o próprio fato de que Hollywood é ingrata com estrelas maduras.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Felizmente, Halle é uma sobrevivente e lida com seu próprio declínio com muito espírito esportivo, como na vez em que apareceu pessoalmente para receber o Framboesa de Ouro de pior atriz por <i>Mulher-Gato </i>(pioneira no feito, desculpa Sandy Bullock) ou quando recentemente brincou sobre as críticas ao filme não serem tão justas assim. É com essa mesma consciência de não estar fazendo um filme transformador em sua carreira que Berry, como profissional que é, surge de cara lavada em<b> <i>O Sequestro</i></b>, um claro retrato do seu lugar em Hollywood, ou seja, daquilo que ela tem recebido como proposta nas telonas nos últimos anos. Um material bem aquém do seu talento, mas que, ainda assim, ela carrega nas costas com um certo empenho.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No longa, Berry interpreta uma mãe divorciada que trabalha como garçonete para sustentar o seu único filho. Durante um passeio no parque após o expediente, a personagem é surpreendida pelo desaparecimento da criança. Quando o encontra ele está no estacionamento do centro de diversões sendo levado por sequestradores para um carro. Imediatamente, ela sai numa perseguição desenfreada atrás do veículo dos bandidos para resgatar o filho por conta própria já que, por insegurança, não acredita muito no êxito da ação policial. O resultado é uma perseguição em alta velocidade pelas estradas dos EUA.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8219" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Halle-Berry-Kidnap.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Até chegar aos cinemas americanos, <i>O Sequestro </i>levou cerca de dois anos de molho, já que está pronto desde 2014, ano em que fora filmado. O filme basicamente se sustenta na perseguição de automóveis empreendida pela personagem de Berry que sai desesperada atrás do carro dos sequestradores e passa mais da metade do longa pedindo uma intervenção divina. Em uma hora e meia de duração, o roteiro do filme não oferece elementos o suficiente para manter o espectador envolvido com sua história e com o drama da sua protagonista superficialmente construída. Ao mesmo tempo, as cenas de ação são ritmadas por um olhar burocrata do diretor Luis Prieto, de <i>Contra o Tempo</i>, que chega a ser capaz de produzir um longo plano detalhe da roda do automóvel da protagonista como que por pura obrigação de preencher o tempo protocolar do seu filme.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Halle Berry não é o grande problema de <i>O Sequestro</i>. Pelo contrário, a atriz chega a manter sua dignidade conferindo o mínimo de credibilidade a seu personagem com uma vigorosa performance física, mas chegar ao final desse filme medíocre<i> </i>e ver o seu nome associado a ele (como atriz e produtora) é melancólico. Muita gente torce o nariz para os esforços de Halle em  <i>A Última Ceia</i>, uma besteira pois podemos achar que ela não merecia um Oscar mas não que sua performance seja desastrosa, pelo contrário. Do outro lado, há ainda quem a reconheça como um &#8220;veneno das bilheterias&#8221; em virtude de projetos fracassados como <i>Mulher-Gato</i>, mas simpatizo com a atriz e acho sim que quando bem dirigida é capaz de ofertar ao seu público trabalhos interessantes. Pelos próximos meses, Halle terá oportunidades melhores que <i>O Sequestro</i>. Ela está no elenco do aguardado <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>e no drama <i>Kings</i>, da diretora Deniz Gamze Ergüven (de <i>Cinco Graças</i>), pelo qual, especula-se que Berry pode ter chances de voltar ao Oscar. Fica a torcida.</p>
<p><b>Assista ao trailer do filme:</b></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/f4Ov4cK4PL4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 22:36:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Singer]]></category>
		<category><![CDATA[Ellen Page]]></category>
		<category><![CDATA[Halle Berry]]></category>
		<category><![CDATA[Hugh Jackman]]></category>
		<category><![CDATA[Ian McKellen]]></category>
		<category><![CDATA[James McAvoy]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[X-Men - Dias de um Futuro Esquecido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ainda me lembro da minha primeira sessão de X-Men pelos idos de 2000, mais precisamente, dia 18 de agosto de 2000, sexta-feira, logo depois da aula. Éramos todos adolescentes, alguns fãs dos mutantes desde as HQs da Marvel, outros telespectadores assíduos da série animada lançada pela Fox e transmitida pela Globo desde 1994, mas todos de alguma forma familiarizados com aqueles personagens. Na época não existia Homem de Ferro, Os Vingadores, o Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_970" aria-describedby="caption-attachment-970" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x0men.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-970 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x0men-620x322.jpg" alt="x0men" width="620" height="322" /></a><figcaption id="caption-attachment-970" class="wp-caption-text">As duas versões de Xavier cara a cara: James McAvoy e Patrick Stewart mais uma vez incorporam a esperança de um mundo mais tolerante através do líder dos X-Men</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda me lembro da minha primeira sessão de <em>X-Men </em>pelos idos de 2000, mais precisamente, dia 18 de agosto de 2000, sexta-feira, logo depois da aula. Éramos todos adolescentes, alguns fãs dos mutantes desde as HQs da Marvel, outros telespectadores assíduos da série animada lançada pela Fox e transmitida pela Globo desde 1994, mas todos de alguma forma familiarizados com aqueles personagens. Na época não existia <em>Homem de Ferro</em>, <em>Os Vingadores</em>, o <em>Cavaleiro das Trevas </em>de Christopher Nolan e nem mesmo o <em>Homem-Aranha </em>de Sam Raimi e Tobey Maguire. Os super-heróis não eram vendidos como água nos Multiplex e acompanhávamos com muita expectativa o lançamento de qualquer filme através das páginas da revista Set (sim, naquela época colecionávamos revistas sobre cinema, uma época em que revistas sobre cinema ainda existiam). Era o início de uma nova era nos <em>blockbusters</em>, mas nós espectadores não nos dávamos conta. Uma época cuja referência mais próxima de super-heróis no cinema era o vergonhoso <em>Batman &amp; Robin </em>, dirigido por Joel Schumacher em 1998, filme que enterrou o Morcegão da DC Comics nas telonas por um bom tempo. Estava para ser lançado um filme baseado em uma das histórias mais adoradas, mas também complexas, dos quadrinhos pelas mãos de um jovem diretor que tinha ótimos filmes no currículo (<em>Os Suspeitos </em>e <em>O Aprendiz</em>), mas não o suficiente para nos manter seguros diante de tamanha responsabilidade. Insegurança, ansiedade, excitação&#8230; Era esse o cenário em 2000 para o lançamento de <em>X-Men.</em></p>
<p>No final das contas, o que testemunhamos foi um diretor que nasceu para orquestrar como ninguém uma dúzia de personagens multifacetados e temas delicados; a primeira aparição de Hugh Jackman, que tornou Wolverine ainda mais icônico do que a Marvel jamais poderia pensar; Patrick Stewart e Ian McKellen rivalizando com muita classe e maturidade em lados opostos na causa mutante; a bela Rebecca Romijn monopolizando as atenções com sua sinuosa Mística em poucas, mas marcantes, sequências de ação&#8230; Claro que tivemos percalços como uma Anna Paquin que não engolimos na época, mas o conjunto da obra foi tão arrebatador e definitivo para uma geração que qualquer defeito apontado é pura implicância. Mas não quero ficar preso ao passado, estamos aqui para falar do presente e do futuro de uma franquia que acaba de nos entregar um exemplar que comprova em definitivo a atemporalidade e o espírito de renovação dos <em>X-Men</em> e das próprias HQs que não cansam de reescrever suas origens e oferecer vários destinos para uma mesma história. Estou falando de<em> </em> <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>e aviso<em>, </em>lerão uma crítica que pode soar um pouco pessoal, mas que merece esse &#8220;desvio&#8221;. Não dá para falar de um material tão próximo e querido assim sem quebrar os protocolos da minha própria redação.</p>
<figure id="attachment_1004" aria-describedby="caption-attachment-1004" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031564573.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1004 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031564573-620x312.jpg" alt="X_Men_Days_Future_Past_13838031564573" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-1004" class="wp-caption-text">A viagem no tempo de Wolverine: Um recurso perigoso, mas usado com habilidade no novo filme da franquia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>começa com uma Nova York completamente destruída pelas batalhas travadas entre parte da humanidade e os mutantes. Os indivíduos dotados de super-poderes pela genética são caçados por robôs chamados Sentinelas que têm a capacidade de se adaptar a cada um dos poderes mutantes. Charles Xavier, Magneto, Wolverine e alguns outros foram poucos de sua espécie a sobreviver e encontram na possibilidade de voltar ao passado uma oportunidade para impedir o desenvolvimento do projeto Sentinelas e reverter a situação. Para tanto, enviam a 1973 o único do grupo capaz de fazer essa viagem no tempo sem sofrer nenhum dano, Wolverine. No entanto, Wolverine tem a difícil missão de ser o conciliador dos relacionamentos fraturados entre Xavier, Magneto e Mística após os acontecimentos na Baía dos Porcos que deixou o Professor X com uma grave lesão na coluna ao final de <em>X-Men &#8211; Primeira Classe</em>.</p>
<p>Para retornar ao universo dos <em>X-Men</em>, que abandonou erroneamente para dirigir projetos duvidosos como <em>Superman &#8211; O Retorno</em>, <em>Operação Valquíria </em>e <em>Jack &#8211; O Caçador de Gigantes</em>, Bryan Singer se lançou em uma empreitada corajosa em <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</em>. Lidar com essas transições entre tempos diferentes e &#8220;paralelos&#8221; não é tarefa fácil para qualquer realizador. Articular passado e futuro sem parecer que as ações e consequências geradas nesses dois espaços temporais soem como artifícios trapaceiros para o público relevar soluções ocasionalmente indesejadas tomadas em filmes anteriores é um desafio. Bryan Singer e seu roteirista Simon Kinberg utilizam o recurso e de fato reescrevem a trajetória de seus personagens, mas não como uma forma de trapaça, truque barato. Os realizadores se permitem oferecer novos caminhos para os seus personagens, oferecer outras versões de suas origens e desfechos e isso é muito interessante. Não invalida o que já foi feito (não é um ato de embaraço diante dos demais filmes, sobretudo <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>, longa mais criticado da franquia) e dialoga com a multiplicidade de perspectivas para uma mesma história que as HQs costumam ter.</p>
<figure id="attachment_972" aria-describedby="caption-attachment-972" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031568400.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-972 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031568400-620x356.jpg" alt="X_Men_Days_Future_Past_13838031568400" width="620" height="356" /></a><figcaption id="caption-attachment-972" class="wp-caption-text">A peça mais instável do jogo: Michael Fassbender interpreta a jovem versão de Magneto reforçando um outro ponto de vista sobre a causa da minoria mutante através da amoralidade e do rancor do personagem.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conduzindo seu filme como um verdadeiro maestro, Bryan Singer conhece esse material como ninguém. O diretor sabe construir com destreza a geografia das suas cenas de ação (conseguimos entender como cada um dos personagens agem nessas sequências, entendemos o que acontecem nelas) e compreende a verdadeira natureza e propósito dos <em>X-Men </em>nas diversas leituras que esse universo propõe. Não há vilões ou mocinhos, Xavier, Magneto e seus pupilos representam diferentes perspectivas para uma mesma causa e eles, assim como todos os outros, têm suas angústias, dúvidas, medos, falhas, vitórias, tropeços, quedas. É o caso da Mística vivida por Jennifer Lawrence nessa versão, uma personagem que oscila entre o ódio por ser tratada com ojeriza pela humanidade e uma fagulha de compaixão que tem pela mesma, ou então a imprevisibilidade de Magneto que o tornam um constante perigo. Assim, ao mesmo passo que consegue sustentar a carga de complexidade desses personagens e a urgência necessária aos acontecimentos do filme, Singer confere leveza ao projeto utilizando um humor fluido e nada forçado. Os mutantes não apenas sofrem por sua condição e pelas reações que ela causa na sociedade, mas também conseguem se divertir com suas habilidades, sobretudo os mais jovens, como o rápido Mercúrio. Essa característica reforça o diálogo do filme com as HQs e convoca o que de melhor <em>X-Men &#8211; Primeira Classe </em>tinha. Do filme de 2011, <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>também se apropria com destreza de um interessante diálogo entre a ficção e a História, transformando alguns dos seus fatos a favor do próprio andamento da trama.</p>
<p>Ao conseguir dimensionar todos esses inúmeros e aparentemente destoantes elementos sem torná-los superficiais, equivocados e deslocados, Bryan Singer preserva o que existe de mais perene na trajetória dos <em>X-Men </em>desde a primeira edição da HQ e que ele fez questão de ser fiel desde 2000, essa combinação simples (e não simplista) de ficção-científica e drama político sobre a tolerância que rende leituras universais, sem deixar de dialogar com sua própria natureza como história de super-heróis, oscilando entre momentos de reflexão e sensibilidade com outros tantos de pleno entretenimento. <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>segue esse legado proporcionando sequências tão marcantes quanto as de <em>X-Men 2</em>, por exemplo, disparado o melhor longa da série, junto com esse. Como não colocar em pé de igualdade o momento em que Noturno invade a Casa Branco com a sequência da tentativa de assassinato do Dr. Bolivar Trask pelas mãos de Mística? Ambas impecáveis.</p>
<p>Cada ação é justificada em detalhes, não há personagem descartável, suas habilidades estão a serviço do desenrolar da trama e tudo funciona como uma complexa, eficiente e interessante engrenagem. Mas tudo não funciona por obra somente dos esforços do realizador, do roteirista e da sua equipe técnica, o elenco que a franquia acumulou ao longo dos anos e que foi aproveitado ao extremo em todos os filmes é um dos grandes triunfos de <em>X-Men</em>. Rever Hugh Jackman cada vez mais familiarizado com o seu Wolverine ao lado dos veteranos Patrick Stewart, Ian McKellen, Halle Berry, Ellen Page e Shawn Ashmore, mas também interagindo organicamente com os talentosos novatos James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult, é uma oportunidade que torna a experiência de assistir <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido,</em> sem querer parecer infame,inesquecível. E no fim, ainda&#8230; Bom deixa para vocês sentirem a mesma emoção que tive com o desfecho dessa história no próprio cinema.</p>
<figure id="attachment_973" aria-describedby="caption-attachment-973" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-973 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853-620x380.jpg" alt="x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853" width="620" height="380" /></a><figcaption id="caption-attachment-973" class="wp-caption-text">A força de um Oscar: A Mística de Jennifer Lawrence ganha considerável destaque e torna-se o elemento fundamental da trama. E ela faz bonito!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim como a situação vivida por Wolverine na trama do longa, assistir <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>foi como voltar no tempo, rever personagens queridos e conhecidos de uma época que não volta. Talvez tenha sido essa a mesma sensação de Bryan Singer ao retornar para a franquia, apesar de nunca ter se afastado dela, já que foi produtor de <em>X-Men &#8211; Primeira Classe </em>e deu consultas a Brett Ratner em <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>. Contudo, não foi uma experiência melancólica e saudosista, não quero que seja essa a impressão.  <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em> e esse relato sobre a experiência de assistí-lo tem muito mais a ver com um realizador, um filme e uma franquia que sabiamente relativiza o tempo vislumbrando as inúmeras possibilidades que esse rico universo pode proporcionar. Presente, passado e futuro desafiando qualquer pré-definição ao estarem juntos e materializados na mesma obra e na experiência do próprio espectador.</p>
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