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	<title>Arquivos Haley Bennett - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Haley Bennett - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Till &#8211; A Busca por Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2023 23:27:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Till &#8211; A Busca por Justiça conta a dramática história real de Mamie Till (Danielle Deadwyler), uma mãe que perde violentamente seu filhos em 1955, nos Estados Unidos, e resolve ir em busca de justiça. Em uma época em que o racismo escancarado imperava nos estados do sul do país, ela, uma mulher negra, temia pela segurança de seu filho que iria fazer uma viagem para passar férias com os primos. Mas nem todos os alertas e orações da mãe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Till &#8211; A Busca por Justiça</strong> conta a dramática história real de Mamie Till (Danielle Deadwyler), uma mãe que perde violentamente seu filhos em 1955, nos Estados Unidos, e resolve ir em busca de justiça. Em uma época em que o racismo escancarado imperava nos estados do sul do país, ela, uma mulher negra, temia pela segurança de seu filho que iria fazer uma viagem para passar férias com os primos. Mas nem todos os alertas e orações da mãe foram suficientes para proteger o jovem de 12 anos da brutalidade racial da época.</p>
<p>A história por si só traz uma temática bem pesada e triste, o que já seria suficiente para dar intensidade à trama. No entanto, a diretora Chinonye Chukwu (<em>Clemência</em>) pesou a mão a querer utilizar de recursos como trilha sonora e focos de câmera para dramatizar ainda mais a situação. Pense que em dado momento do enredo, a mãe recebe o filho completamente espancado, com um tiro na cabeça e inchado por ter sido descartado no rio e toma a decisão de mostrar para a sociedade o que aconteceu, sem subterfúgios. Sim, isso aconteceu na vida real e foi um choque na época, assim como ainda seria hoje.</p>
<p>Só a ideia desta situação, já nos causa muitas emoções e nos coloca no lugar certo de indignação da trama. Ainda assim, Chukwu escolhe mostrar repetidas vezes o cadáver e Mamie chorando em cima dele, como um looping infinito que quer forçar o espectador, a todo custo, a chorar. E entenda, isso é absolutamente dispensável, pois a emoção já vem com a história real.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16408" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0841906.jpg" alt="Till - A Busca por Justiça" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0841906.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0841906-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0841906-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/0841906-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Desta forma, vários incômodos me cresceram ao longo de <em><strong>Till &#8211; A Busca por Justiça</strong></em>, pois acredito que pegaram um roteiro incrível e deram um toque de exagero desnecessário, que acaba cansando rapidamente o espectador. Focam tanto em arrancar lágrimas dos espectadores, que acabam perdendo chances poderosas de trazer reflexões fundamentais para toda a questão do racismo e segregação racial.</p>
<p>Vale pontuar que temos boas atuações como um todo, em especial com a ótima aparição de Whoopi Goldberg (<em>Mudança de Hábito</em>) e John Douglas Thompson (<em>As Agentes 355</em>), como os avós do garotinho. Existe uma química interessante entre todo o elenco, que trabalha com muito equilíbrio e empenho em desenvolver a trama.</p>
<p>Ainda assim, isso não é o suficiente para salvar <em><strong>Till &#8211; A Busca por Justiça. </strong></em>Passa-se tempo demais no início da trama, com a ida do garoto ao sul, o desespero da mãe, seu sumiço, e pouco se dá ao julgamento, que é um dos pontos mais altos da história, que na vida real, trouxe mudanças importantes e fundamentais em leis sobre linchamento nos EUA. Eu queria mais do filme do que apenas um esforço absurdo de me fazer chorar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chinonye Chukwu</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Danielle Deadwyler, Jalyn Hall, Whoopi Goldberg, Sean Patrick Thomas, John Douglas Thompson, Diallo Thompson, Enoch King, Haley Bennett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Exg124ALqhs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cyrano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 20:18:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de passar pela péssima recepção de A Mulher na Janela em 2021 (justa, convenhamos), o diretor inglês Joe Wright definitivamente não merecia ver seu Cyrano ser praticamente esquecido naquele mesmo ano, sobretudo porque, ao contrário do primeiro, foi um longa bastante elogiado. Não merecia, pois esta adaptação de um clássico do teatro de Edmond Rostand a partir da biografia de um personagem que de fato existiu, o poeta e duelista Cyrano de Bergerac, é um filme que faz justiça [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de passar pela péssima recepção de <em>A Mulher na Janela</em> em 2021 (justa, convenhamos), o diretor inglês Joe Wright definitivamente não merecia ver seu <strong><em>Cyrano</em> </strong>ser praticamente esquecido naquele mesmo ano, sobretudo porque, ao contrário do primeiro, foi um longa bastante elogiado. Não merecia, pois esta adaptação de um clássico do teatro de Edmond Rostand a partir da biografia de um personagem que de fato existiu, o poeta e duelista Cyrano de Bergerac, é um filme que faz justiça à ótima filmografia do diretor.</p>
<p>Na história, Cyrano tem uma respeitada função no exército apesar de fora dele ser subestimado por sua aparência. Ele é apaixonado por Roxanne, jovem que conhece desde a juventude e por quem nutre esse sentimento sem nunca tê-lo revelado a ela. Suspeitando que Roxanne rejeitaria a ideia de ter uma relação romântica com ele, Cyrano decide ajudar um rapaz por quem ela tem uma paixão platônica. Cyrano passa então a escrever cartas para Roxanne se passando pelo jovem, ajudando os dois a estreitarem a relação. O que Cyrano acaba não percebendo por vergonha é que Roxanne se apaixona pelo autor das cartas e não pela aparência do pretendente que se apresenta a ela.</p>
<p>Assumindo o gênero musical, Joe Wright faz algumas mudanças na história de Cyrano que trazem ainda mais credibilidade aos dilemas do personagem principal. Se no original, o complexo de Cyrano vem do seu nariz avantajado, aqui o motivo da insegurança do protagonista com sua aparência é sua baixa estatura. Interpretado por Peter Dinklage, Cyrano parece lidar muito bem com seu tamanho quando duela com seus inimigos, mas na seara amorosa as questões do personagem com sua aparência impulsionam inseguranças que prejudicam o brilhantismo e a sensibilidade do protagonista com as palavras até o fim da sua narrativa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16008" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano.jpg" alt="Cyrano" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/onde-foi-filmado-cyrano-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na condução do gênero, Joe Wright deixa sentimentos conflitantes no espectador quando o assunto é a sua direção para um filme do gênero. Em longas de época, Wright sempre apresentou uma encenação bastante inventiva, como acontece em Desejo e Reparação e Anna Karenina. Aqui, alguns números musicais até depõem contra o belíssimo trabalho dos seus atores quando o diretor insere balés que soam inorgânicos. Ainda assim, há momentos emocionantes em que a música trabalha a favor de <strong><em>Cyrano</em></strong>, como toda a cena em que o protagonista se declara para Roxanne atrás de um muro.</p>
<p>Peter Dinklage e Haley Bennett são os grandes destaques do longa &#8211; escolhas que deveriam ser certeiras, afinal estamos falando do casal principal do romance. Como Cyrano, Peter Dinklage imprime a nobreza característica do personagem e ainda trabalha muito bem a repercussão psicológica de toda a insegurança que o protagonista tem com sua aparência. Já Haley Bennett vive uma heroína cativante, com emoções à flor da pele, cheia de expectativas sobre o amor. A dupla constrói de maneira exemplar uma relação de amor entre personagens que não compartilham seus sentimentos face a face. Mesmo jamais se encontrando para falar diretamente sobre o assunto, é sensível para o espectador como o amor entre os personagens se desenvolve em uma escala ascendente.</p>
<p>É uma pena que Joe Wright não tenha conseguido sua redenção pública com <strong><em>Cyrano</em> </strong>depois do fiasco de A Mulher na Janela. A adaptação musical do clássico é conduzida com uma emoção honesta pelo diretor, que extrai de Peter Dinklage e Haley Bennett desempenhos cativantes. Se não chega a ser comparável com os trabalhos mais visualmente ostensivos do diretor, ao menos comprova a vocação do realizador na condução de um clássico, com todas as suas emoções escancaradamente vibrantes.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Wright</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Peter Dinklage, Haley Bennett, Kelvin Harrison Jr.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Q7QXZrsULv0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Era uma Vez um Sonho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2020 13:31:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no livro de J.D. Vance, Era uma Vez um Sonho: A História de uma Família da Classe Operária e da Crise da Sociedade Americana, o novo filme da Netflix é sofrível. Retratando a típica família branca, integrante da classe de trabalhadores dos Estados Unidos, o longa parece desejar mostrar sofrimentos, lutas e conquistas destas personagens tão tipicamente “americanas”. Além da antipatia causada de cara pelos estereótipos de pessoas desta região, a produção falha em construir uma narrativa firme. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado no livro de J.D. Vance, <em>Era uma Vez um Sonho: A História de uma Família da Classe Operária e da Crise da Sociedade Americana</em>, o novo filme da Netflix é sofrível. Retratando a típica família branca, integrante da classe de trabalhadores dos Estados Unidos, o longa parece desejar mostrar sofrimentos, lutas e conquistas destas personagens tão tipicamente “americanas”.</p>
<p>Além da antipatia causada de cara pelos estereótipos de pessoas desta região, a produção falha em construir uma narrativa firme. A grande questão aqui é que a escolha em não seguir a cronologia de fatos, atrapalha no estabelecimento da trama e da conexão com a história. Antes mesmo que o espectador possa adentrar naquela atmosfera, momentos de peso dramático – aqui, no sentido do gênero – são colocados na tela, como na cena do enterro do avô de J.D.</p>
<p>Não há nem como falar em progressão quando não se tem construção alguma. Os erros aqui são, de fato, do roteiro, que tenta ser audacioso, misturando temporalidades e emoções do protagonista. Contudo, ele não só traz um enredo embolado e que distancia o espectador, mas interfere nos outros trabalhos dentro do longa. A começar pelas atuações. A possibilidade de se conectar com as construções dos intérpretes é destruída, quando o tom das cenas não condizem com o tempo de projeção.</p>
<p>Assim, a sensação que fica é a de que um exagero habita as atuações. Mesmo sendo notável o esforço de Glenn Close (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/"><em>A Esposa</em></a>) e Amy Adams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>), a organicidade escapa delas, justamente porque as motivações são turvas. A representação toma conta de suas criações, o que reitera o afastamento de quem assiste. Alguns truques também se tornam repetitivos, enquanto a exibição avança. Parece que as duas estão mais tentando reproduzir as figuras da vida real do que passar as emoções que as cenas pedem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13552" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Era uma Vez um Sonho" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1694452.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda assim, Close e Adams são um bálsamo neste contexto. As suas interações com o jovem ator Owen Asztalos (Paterson) também fazem a obra crescer e render. Inclusive, existe uma pequena crescente no final do segundo ato da produção, quando as contracenas entre Close e Asztalos são mais recorrentes. Há algo de genuíno ali e isto vem também da direção de Ron Howard (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-inferno/"><em>Inferno</em></a>), que demonstra certo cuidado em seu olhar. Seja na decupagem ou na <em>mise-en-scène</em>, os espaços e as movimentações revelam essa conexão de J.D. com a sua avó e as marcas de seus cotidianos, cheios de altos e baixos.</p>
<p>Contudo, o trabalho de Howard não vai muito longe. Não há nada de inventivo. Não que isto seja um problema, mas o cineasta se põe em um lugar confortável de imprimir uma técnica formulaica, com toques de pieguismos. Planos fechados em cenas de crianças que sofrem, foco e desfoco em momentos em que há um desejo forte em revelar a dor daquelas personagens que ele precisa mostrar ambos ao mesmo tempo, estes são alguns exemplos do que Howard faz para tocar e acaba gerando tédio.</p>
<p>A vontade de <strong><em>Era Uma Vez um Sonho</em></strong> é de emocionar e trazer um enredo de superação. O que ele entrega é uma grande colagem de esquetes sem costura, onde problemas sérios da sociedade &#8211; como a dependência química &#8211; são colocados aleatoriamente, sem humanização, sem contar quem são aqueles indivíduos, além de seus percalços. A cereja do bolo é um discurso sobre superação, sem mencionar por um segundo todos os privilégios de J.D. Vence, sendo que ele é, na sociedade em que vive.</p>
<p>Se no livro não existe uma visão crítica sobre Vence o mínimo que se poderia fazer aqui era uma adaptação mais distanciada e crítica. Algo que passa longe de acontecer e, pior, de ser ser bem realizado. Talvez, uma boa ideia teria sido avaliar a sua realização, em primeiro lugar. Principalmente, pelo fato da quantidade de controvérsia que Vence trouxe, em 2016, no período de eleições presidenciais, pelo o que ele diz e representa. No final das contas, é melhor pensar que existem muitos filmes que merecem ser vistos e escolher assisti-los ao invés de gastar quase duas horas com <strong>Era uma Vez um Sonho</strong>.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Ron Howard</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Amy Adams, Glenn Close, Owen Asztalos, Gabriel Basso, Haley Bennett, Freida Pinto, Bo Hopkins, Sunny Mabrey</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gqb3dU4AfcU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Diabo de Cada Dia (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 15:45:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Diabo de Cada Dia foi lançado esta semana na Netflix e conta com grande elenco composto por Tom Holland (Vingadores: Guerra Infinita), Robert Pattinson (O Farol), Bill Skarsgård (It &#8211; Capítulo 2), Sebastian Stan (Vingadores: Ultimato) e Jason Clarke (Cemitério Maldito). O diretor Antonio Campos, da série The Sinner, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> foi lançado esta semana na <em>Netflix</em> e conta com grande elenco composto por Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em>Vingadores: Guerra Infinita</em></a>), Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>), Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) e Jason Clarke (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cemiterio-maldito/"><em>Cemitério Maldito</em></a>). O diretor Antonio Campos, da série <em>The Sinner</em>, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma construção gradativa e sem pressa, o filme vai ganhando o espectador, que fica cada vez mais interessado com os acontecimentos.</p>
<p>Willard (Bill Skarsgård) retorna da Segunda Guerra Mundial com traumas de combate e vai para sua cidade natal, um pequeno vilarejo nos EUA. Logo ele se apaixona e se casa com uma garçonete, se mudando com a família para uma casa distante da cidade. Seu filho Arvin, quando crescer, se tornará Tom Holland, o nosso protagonista aqui. Paralelo a eles, temos a constituição de um casal de psicopatas que age sem a menor dificuldade matando viajantes que pedem carona nas estradas, com um ar de sadismo e humilhação. O terceiro núcleo se completa com a mãe religiosa de Willard, que coloca a fé acima de tudo e está sempre na igreja.</p>
<p>Adaptado do livro homônimo do escritor Donald Ray Pollock, <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> não tem pressa em construir o cenário em que os personagens estão inseridos e os episódios que levam eles a tomar determinadas decisões, mesmo que estranhas. Somos pincelados o tempo todo com as consequências diretas da fé ou da ausência dela. Como forma crítica, o filme quer nos mostrar muito mais o diabo nas ações (como já sugere o título) do que efetivamente pontuar a presença de Deus.</p>
<p>Ao começar a entrelaçar histórias que parecem distintas, o filme constrói os personagens em volta da aura de decepção e falha do divino. Funciona como pequenos capítulos de uma história que pretende se unir em algum momento &#8211; e de fato o faz. O atrativo, no entanto, acaba sendo muito mais o todo das narrativas aplicadas do que efetivamente pelo desfecho de cada uma, individualmente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg" alt="O Diabo de Cada Dia, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O elenco é o ponto alto e a causa de <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em>. Dando um aprofundamento ainda maior na personalidade dos personagens, cada um vai expressando todo o incômodo e consequências negativas que a religiosidade pode empregar. São papéis completamente diferentes do comum para Skarsgård, Holland e Pattinson, que acabam se tornando o cerne do roteiro. O que deixa à desejar é o aproveitamento efetivo de alguns atores, especialmente Bill e Robert. Eles deixam o longa rápido demais, sem a exploração adequada de seus personagens.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos que o diabo é, de fato, a própria natureza do ser humano e sua capacidade de distorção dos eventos que o rodeia. Diferentes motivações levam as pessoas a agirem da maneira errada como agem, mas a exploração disso é rasa. Falta aprofundamento das nuances de interpretação e consequências espirituais e <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong> </em>acaba passando muito tempo em elementos que não são tão importantes assim. A finalização do filme deixa a desejar neste sentido, pois vai para um lugar comum e usual, ao invés de seguir o rumo mais observativo e monótono da trama.</p>
<p>Mesmo com alguns tropeços, o que vemos em <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> é uma construção intrigante e bem feita da religiosidade utilizada na sua distorção. Uma ótima escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Antonio Campos<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Robert Pattinson, Haley Bennett, Bill Skarsgård, Sebastian Stan, Jason Clarke, Harry Melling, Mia Wasikowska, Riley Keough, Eliza Scanlen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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