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	<title>Arquivos Guy Busick - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Guy Busick - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Casamento Sangrento: A Viúva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de Casamento Sangrento (2019). O desafio dessa decisão residia na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a>. O desafio dessa decisão residia na proposição de uma caçada ainda mais hercúlea para a protagonista vivida por Samara Weaving (<em>Pânico VI</em>, de 2023), em mais gore, sangue e o bom e velho humor ácido que os longas-metragens da produtora costumam ter. E foi assim que surgiu o hilário e cruel <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<p>Com estreia marcada no Brasil para esta quinta-feira (19), a sequência retoma exatamente de onde deixamos a personagem central para entendermos o quanto a sua vitória no esconde-esconde afetou algo maior do que a família Le Domas. Existe um Alto Conselho de famílias associadas ao senhor Le Bail e seu pacto que, por conta das regras dessa associação, devem disputar o trono do Conselho caçando Grace (Weaving) e sua irmã Faith (Kathryn Newton), que entra em cena para lutar por sua vida e resolver seu passado com a primogênita. Tudo isso, recheado de sangue, entranhas e muitas risadas nessa nova luta pela sobrevivência até o amanhecer em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<h3>O estilo Olpin-Bettinelli/Gillett e a Radio Silence</h3>
<p>Imersos em sua fórmula de projetos, a dupla de diretores e fundadores da Radio Silence, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024), trazem renovação para seu primeiro grande sucesso por acreditarem no seu estilo. A junção Olpin-Bettinelli/Gillett é gerada de um tipo de horror específico. Claramente inspirado na essência da franquia Pânico (1996-2026), o humor é o grande aliado do terror em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. As nuances da direção podem ser percebidas e apreciadas no equilíbrio entre o riso e o pavor. É quando saímos de um momento de tensão tendo dado uma gargalhada, como uma válvula de escape para todo o temor visto em cena.</p>
<p>Matt e Tyler entendem o tempo do espectador, suas expectativas e, acima de tudo, eles sabem como <span style="font-weight: 400;">diverti-los</span> e isso é fácil da maneira mais simples possível: pensando no que os diverte nesse tipo de filme. A direção enaltece o exagero das cenas, dos planos, da música, da montagem e tudo o que é mais possível em cena. Seja para esticar ao máximo a tensão ou partir com ela para gerar um riso. Essa é a fórmula dos diretores e da produtora &#8211; e <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em> é só mais uma prova disso. É evidente que essas mesmas escolhas que abraçam uma parcela do público também afastam outra, mas Matt e Tyler decididamente estão fazendo seus filmes para um tipo de público. Eles querem encher as salas de cinema com quem, assim como eles, entra disposto a viver tudo o que o filme pode te proporcionar &#8211; do pior ao melhor.</p>
<p>Para abraçar de vez a proposta e as dificuldades da sequência, a direção precisaria de um roteiro que sustentasse os extremos e de um elenco de peso que daria fôlego para outra caçada. E assim foi feito. Retornando para o segundo longa estão Guy Busick e R. Christopher Murphy (responsáveis pelo antecessor) com ainda mais coragem para pirar nas esdrúxulas mortes, na estrutura da seita e na tênue linha entre horror e humor. Fica claro logo nos primeiros 10 minutos de filme que a escala cresceu consideravelmente para acompanhar não só a trama, mas o desejo de expandir e aumentar as possibilidades narrativas &#8211; especialmente as elaboradas mortes num hotel de campo luxuoso. <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em>é a prova de que ainda é possível se fazer uma boa continuação. Aqui bastou uma parceria bem estabelecida, um estilo definido e um coletivo que acreditava na proposta criativa tanto do roteiro como da direção.</p>
<figure id="attachment_20515" aria-describedby="caption-attachment-20515" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20515" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-770x514.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg.jpeg 1399w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>As <em>final girls</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dar vida às novas provações hercúleas da sequência, Samara Weaving retorna ao seu papel, mas dessa vez está acompanhada na jornada mortal. Kathryn Newton (<em>Lisa Frankenstein</em>, de 2024) forma com Samara a dupla de <em>final girls</em> de <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. A protagonista do antecessor já havia provado ter o fator X em si para ser uma protagonista num horror como este, mas o que o público não sabia é o quanto seria incrível a contracena entre ela e Kathryn. As duas têm uma química em cena arrebatadora. O <em>timing</em> cômico é parecido e ambas já haviam trabalhado com a Radio Silence em projetos pregressos, o que reforça as possibilidades de proposições criativas de ambos os lados. A decisão de trazer uma dupla para Grace foi acertada em cada detalhe e tudo foi feito com uma coerência narrativa que não apaga o sentido do arco narrativo do primeiro filme.</span></p>
<p>É impressionante como Weaving e Newton operam de forma similar em cena. O <em>casting</em> da irmã mais nova foi perfeito e mostra o olhar atento dos diretores ao trazer de volta <span style="font-weight: 400;">colaboradores</span> passados. Essa união rendeu momentos mais densos para as camadas emocionais da narrativa que, de fato, tenta tomar um tempo para falar sobre relações familiares &#8211; uma vez que agora os inimigos são poderosas famílias pactuadas com o senhor Le Bail. Dessa forma, o roteiro de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> oportunizou momentos emocionantes e diferentes do que o antecessor.</p>
<p>A dupla Weaving-Newton absorve a proposta da narrativa e coloca em outro lugar com olhares de cumplicidade, decepções do passado e o desespero da sobrevivência. Tanto a veterana da narrativa como a nova adição são responsáveis por protagonizar os momentos mais aterrados da história, relembrando que também existe espaço para esse tipo de camada aqui. Na verdade, a entrega individual das atrizes e sua troca em cena faz de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> uma continuação que supera o seu antecessor justamente por se permitir ir além em todos os aspectos &#8211; em especial o emocional.</p>
<figure id="attachment_20516" aria-describedby="caption-attachment-20516" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20516" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg.jpeg 1118w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20516" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>Novos inimigos, mesmo encosto</h3>
<p>Para povoar os horrores de Grace e sua irmã Faith, o roteiro constrói a ideia do Alto Conselho, formado por famílias poderosas ao redor do mundo que disputarão pelo comando, agora que Grace venceu os Le Domas. Essa regra raramente usada mexe com as estruturas do Conselho e vira a vida das irmãs de ponta cabeça poucas horas depois de todo o incidente do primeiro filme. Para dar vida aos novos monstros reais da personagem de Samara, o <em>casting</em> acertou mais uma vez ao trazer esse elenco para formar os novos &#8216;caçadores&#8217;. Ainda que o inimigo agora seja outro, <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em></span>precisava manter o peso do elenco do longa anterior que deu forma à narrativa.</p>
<p>Para incorporar a nova cara dos horrores de Grace e Faith, a produção trouxe nomes conhecidos como Sarah Michelle Gellar (<em>Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, de 2025), Shawn Hatosy (<em>Inimigos Públicos</em>, de 2009),  Elijah Wood (<em>O Macaco</em>, de 2025) e o diretor de <em>body horror</em>, David Cronenberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crimes-do-futuro/"><em>Crimes do Futuro</em></a>, de 2022), para a difícil missão de torná-los tão memoráveis quanto o elenco anterior. A escala do filme é maior em todos os sentidos (mortes, sangue, perseguições) e isso não é diferente com o tamanho do elenco. A direção e o roteiro conseguem, no entanto, dar pequenos momentos para que cada um deles brilhe. Sempre na hora certa, com o humor ácido afiadíssimo e seguido de mortes brutais e sangrentas, a marca registrada de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span>.</p>
<p>Além dos nomes mais conhecidos, outros atores como Néstor Carbonell (<em>Dinheiro Suspeito</em>, de 2026) e Kevin Durand (<em>Corra que a Polícia Vem Aí!</em>, de 2025) compõe essa história pintada à sangue. Os dois têm um peso para a comicidade e o gore que faz suas participações valerem ainda mais à pena. E também é preciso destacar duas duplas: os jovens Maia Jae (<em>Gen V</em>, desde 2023) e Juan Pablo Romero, que fazem os filhos do personagem de Carbonell, e Varun Saranga e Dan Beirne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-priscilla/"><em>Priscilla</em></a>, de 2023). O quarteto faz parte do núcleo mais cômico da narrativa e leva isso com louvor. Cada um dos quatro carrega pelo menos uma das cenas mais hilárias do longa. Dessa forma, o elenco certo, com o roteiro necessário e a direção consciente fizeram desta uma continuação que vale a pena conferir na maior tela possível para que você se arrepie com a tensão e gargalhe com o humor afiado de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>Direção: </strong>Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Samara Weaving, Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, David Cronenberg, Elijah Wood, Néstor Carbonell, Kevin Durand, Olivia Cheng, Varun Saranga, Nadeem Umar-Khitab, Juan Pablo Romero, Masa Lizdek, Maia Jae, Daniel Beirne e Antony Hall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tpWh7NWRnJI?si=aty2SuLpGJSldk7j" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Premonição 6 &#8211; Laços de Sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 10:49:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de 14 anos sem um novo filme da traumatizante franquia Premonição, os fãs de terror recebem, nesta quinta-feira (15), um presente: um novo e bom filme da sua franquia splatter favorita. Premonição 6: Laços de Sangue chega aos cinemas como uma renovação total para seu universo narrativo. Para que finalmente o New Line Cinema entendeu o que sempre esteve presente como cerne da franquia e resolveu trabalhá-lo &#8211; como já deveria ter feito há mais de 20 anos. Talvez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de 14 anos sem um novo filme da traumatizante franquia <strong><em>Premonição</em></strong>, os fãs de terror recebem, nesta quinta-feira (15), um presente: um novo e bom filme da sua franquia <em>splatter</em> favorita. <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> chega aos cinemas como uma renovação total para seu universo narrativo. Para que finalmente o New Line Cinema entendeu o que sempre esteve presente como cerne da franquia e resolveu trabalhá-lo &#8211; como já deveria ter feito há mais de 20 anos. Talvez este não se torne necessariamente o longa-metragem favorito da franquia, mas ele é, sem sombra de dúvidas, o melhor executado dentre os seis filmes.</p>
<p><strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>entrega uma narrativa cíclica e fechada em si. O roteiro de Guy Busick (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024) e Lori Evans Taylor (<em>O Nascimento do Mal</em>, de 2022) consegue amarrar a sua nova história com seus antecessores de forma coesa e interessante. A proposta de conectar todos os acontecimentos anteriores para uma espécie de embate final entre os últimos sobreviventes e a Morte é  bem conduzida e o resultado é surpreendente. Não é exagero pensar que o sexto filme seja o melhor executado da franquia. Existe um esmero de produção, proposta, narrativa e execução que jamais antes foi visto em consonância.</p>
<p>O produto final ser mais completo que os anteriores é um mérito do trabalho de Busick e Taylor, ao mesmo tempo que também carrega os louros dos diretores Zach Lipovsky e Adam Stein (<em>Aberrações</em>, de 2018). A dupla consegue produzir o longa com mais identidade e que é capaz que equilibrar bem o tom cômico com a tensão o horror gráfica das mortes sangrentas. Esse quarteto entre diretores e roteiristas foi capaz de fazer com que <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> alcançasse o ápice de seu potencial.</p>
<figure id="attachment_19447" aria-describedby="caption-attachment-19447" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19447" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-750x500.jpg" alt="Premonição 6: Laços de Sangue (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-2048x1365.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-1400x933.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19447" class="wp-caption-text">Kaitlyn Santa Juana em cena de &#8216;Premonição 6: Laços de Sangue (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Uma vez entendida e incorporada a verdadeira essência da franquia, a produção deu a largada para um infinito de novas possibilidades técnicas e artísticas para um projeto que, até então, era extremamente formulaico. A abertura de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong>, por exemplo, já coloca o espectador imerso numa atmosfera diferente. O ritmo da cena de abertura é interessante e cadenciado e isso permite que o resultado final seja com uma das sequências de desastre mais impactantes da franquia. A técnica atrelada a uma boa ideia &#8211; que é bem executada &#8211; resulta num longa fora da curva para os padrões da franquia.</p>
<p>Apesar do roteiro de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>saber conduzir bem a ambiência, o encadeamento dos eventos e ter mortes surpreendentemente criativas e traumatizantes, ainda existe um problema que se perpetua no projeto: o desenvolvimento dos personagens. Mesmo que neste filme o elenco tenha uma ótima química em cena &#8211; e a escolha deles serem todos da mesma família ajuda -, a franquia nunca foi conhecida por ter arcos narrativos de personagens bem desenvolvidos e isso se mantém. Ainda que exista a evidente sinergia entre os atores e atrizes e as entregas sejam satisfatórias &#8211; diferente de antecessores como <em>Premonição (2000)</em> e <em>Premonição 4 (2009)</em> -, ainda falta.</p>
<p>Independente dessa falta de aprofundamento nos personagens, o elenco de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> é capaz de captar a atenção do público para si. Isso faz com que cada morte choque o espectador porque, quer queira, quer não, os personagens se tornaram relevantes para ele. Essa percepção mostra que, ainda que falte um aprofundamento, o sexto longa consegue fazer algo que muitos dos seus antecessores não conseguiram. No mais, o texto ajuda a fazer com que o trem não descarrilhe em nenhum momento e ainda dá aos fãs um adeus à altura do eterno Candyman, o ator Tony Todd (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/"><em>A Lenda de Candyman</em></a>, de 2021), que está na franquia desde o primeiro longa.</p>
<p>Com toda a sua expertise na execução, <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>se torna um suspiro aliviado aos fãs mais desacreditados. O longa ainda prova que pode ter algo de bom para sair dessa onda em reviver franquias do passado que estavam dadas como finalizadas. O roteiro do sexto filme mostra que, com respeito ao projeto e entendimento do seu terreno, é possível criar algo novo, bom e próprio. O que fica agora é saber quais serão os próximos capítulos de <strong><em>Premonição</em></strong> ou se este longa foi a despedida que o público merecia da lista da Morte.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Zach Lipovsky e Adam Stein</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Kaitlyn Santa Juana, Teo Briones, Richard Harmon, Owen Patrick Joyner, Rya Kihlstedt, Anna Lore, Brec Bassinger e Tony Todd</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/TTwbsctteuw?si=uofPppnzsSdagdeS" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Abigail</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 13:37:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo filme da Radio Silence deu o que falar desde seu anúncio. Inicialmente, Abigail surgiu como um projeto misterioso, em parceria com a Universal Pictures, num processo de remontar os ‘monstros clássicos’ (lobisomem, múmia, vampiro etc) do estúdio centenário. A divulgação desse longa-metragem causou um rebuliço no universo do horror por conta dos possíveis choques de agenda da produtora e suas mentes criativas que, na época, ainda faziam parte do projeto do próximo filme da franquia Pânico. Esses mesmos problemas de agenda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme da Radio Silence deu o que falar desde seu anúncio. Inicialmente, <strong><em>Abigail</em></strong> surgiu como um projeto misterioso, em parceria com a Universal Pictures, num processo de remontar os ‘monstros clássicos’ (lobisomem, múmia, vampiro etc) do estúdio centenário. A divulgação desse longa-metragem causou um rebuliço no universo do horror por conta dos possíveis choques de agenda da produtora e suas mentes criativas que, na época, ainda faziam parte do projeto do próximo filme da franquia <em>Pânico</em>.</p>
<p>Esses mesmos problemas de agenda fizeram com que a produtora de terror e, consequentemente, os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <em>Pânico VI</em>, de 2023) abandonassem o sétimo longa do Ghostface. Em contrapartida, a reimaginação de um dos monstros mais clássicos da história do cinema (e, por tabela, do horror) foi anunciada: <strong><em>Abigail</em></strong> seria um filme sobre uma criança vampira (e bailarina).</p>
<p>Um grupo de criminosos desconhecidos (Melissa Barrera, Dan Stevens, Kathryn Newton, William Catlett, Kevin Durand e Angus Cloud) é contratado para raptar a filha de um magnata em troca de um resgate no valor de 50 milhões de dólares. Apesar do sequestro dar certo, logo o grupo percebe que não estão fazendo refém uma criança como outra qualquer. Durante a madrugada, eles começam a perceber que existe algo de errado com a operação. Quando Abigail (Alisha Weir) se solta das algemas, ela começa seu jogo de gato e rato com suas presas.</p>
<p>O longa é um retorno às características criativas da Radio Silence. A narrativa, escrita por Stephen Shields e Guy Busick (velho colaborador dos diretores), retoma o humor ácido e escrachado que a produtora precisou conter durante os filmes de <em>Pânico</em> que produziu. <strong><em>Abigail</em></strong> se aproxima mais de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a> do que dos dois <em>slashers</em>, justamente por ter como cerne da produção a mesclagem do horror com o humor.</p>
<p>Esse tom domina o longa do início ao fim e leva o espectador para lugares inusitados. O absurdo nunca é demais quando o assunto é uma vampira bailarina caçando seu jantar. Sabendo disso, Matt e Tyler aproveitam ao máximo as possibilidades cênicas e de efeito que podem criar à frente de <strong><em>Abigail</em></strong>.</p>
<p>É essa mesma atmosfera de comicidade e tensão que amarra os 109 minutos de filme. É preciso ter em mente, contudo, que essa jornada não é para todos. Há quem vá achar <strong><em>Abigail</em></strong> um grande besteirol ou, até mesmo, há quem possa querer eliminar a possibilidade de classificação do filme como um longa de horror – ainda que exista o subgênero terrir (terror + riso) que englobe esse tipo de histórias.</p>
<figure id="attachment_17969" aria-describedby="caption-attachment-17969" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-17969" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-750x500.jpg" alt="Abigail (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2.jpg 2000w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17969" class="wp-caption-text">Alisha Weir e Kathryn Newton em cena de &#8216;Abigail&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Para aqueles, no entanto, que gostam de uma montanha-russa de emoções, como a de <em>Um Lobisomem Americano em Londres (1981)</em>, <em>Todo Mundo Quase Morto (2004)</em>,<em> Freaky – No Corpo de um Assassino (2020)</em> ou <em>Renfield (2023)</em>, <strong><em>Abigail</em></strong> é a escolha ideal para o final de semana. O projeto te deixa roendo as unhas e, logo em seguida, te faz gargalhar alto no meio da sessão. Independente do tipo de público que você se encaixe, o filme dividirá opiniões por sua abordagem não tão convencional.</p>
<p>Para além dessas questões de estrutura narrativa, a direção da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett acerta ao orquestrar, de forma equilibrada, momentos cômicos, tensos e <em>gore</em>. Eles se mostram, mais uma vez, fãs do gênero o qual trabalham, recheando sua nova obra com referências e homenagens aos filmes que inspiraram <strong><em>Abigail</em></strong>. Tudo isso sem perder de vista a essência de seus trabalhos e, por consequência, de sua produtora. Identidade é uma palavra que define o que projeto é para a carreira dos diretores.</p>
<p>Outro elemento fundamental para o funcionamento dessa ode aos filmes de vampiro é o elenco. O <em>casting</em> não poderia ter sido melhor escolhido. Tanto o núcleo dos sequestradores, com Melissa Barrera (<em>In the Heights</em>, de 2021), Dan Stevens (<em>Godzilla e Kong: O Novo Império</em>, de 2024), Kathryn Newton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-formiga-e-a-vespa-quantumania/"><em>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</em></a>, de 2023), William Catlett (<em>Raio Negro</em>, de 2018-2021), Kevin Durand (<em>Locke &amp; Key</em>, de 2021-2022) e Angus Cloud (<em>Euphoria</em>, de 2019-2022), como a atriz-mirim, Alisha Weir (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-matilda-o-musical/"><em>Matilda: O Musical</em></a>, de 2022), dominam <strong><em>Abigail</em></strong>, cada um em seu tempo.</p>
<p>É preciso, contudo, destacar o trabalho de Melissa, Kathryn, Kevin e Alisha. Os quatro simplesmente roubam a atenção em seus respectivos papéis. Seja pelo <em>timing</em> do humor, pela força do drama ou pela tensão palpável do terror, são seus personagens que abraçam o espectador logo de início. Inclusive, em alguns momentos de <strong><em>Abigail</em></strong>, os quatro se separam em duas duplas para entregar algumas das melhores cenas do projeto.</p>
<p>Seja no embate entre a sofrida Joey, de Melissa Barrera, e a perversa Abigail, de Alisha Weir, ou até mesmo nas desventuras e desacertos de Sammy e Peter (respectivamente, Kathryn Newton e Kevin Durand), <strong><em>Abigail</em></strong> hipnotiza o público durante a duração. E, ainda que seja veterana no cinema, é louvável o desempenho maduro e potente da atriz irlandesa de 9 anos ao dar vida à vampira bailarina.</p>
<p>O que fica é essa mistura de possibilidades que é tão a cara da Radio Silence. Assim como fez em <em>Casamento Sangrento</em>, a produtora brinca com os tropos, as características e até mesmo os limites do gênero ao produzir uma história como essa. Ainda que os <em>Pânicos</em> e o longa de 2019 sejam mais fechados em si, <strong><em>Abigail</em></strong> não deixa a desejar e sabe exatamente onde quer chegar. Por essa razão, apesar dos alívios cômicos serem constantes, quando é hora de investir no terror e no <em>gore</em>, o roteiro, a direção e o departamento de arte não medem esforços para criar cenas cada vez mais bizarras e sangrentas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Melissa Barrera, Dan Stevens, Alisha Weir, Kathryn Newton, William Catlett, Kevin Durand, Angus Cloud, Giancarlo Esposito e Matthew Goode</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/q2YY3SQjj_c?si=DbNo-fEEfQvIdOxa" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Casamento Sangrento (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 12:57:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Logo de cara, o espectador já é informado de que a família Le Domas não é comum. A abertura de Casamento Sangrento traz um flashback, no qual a índole daquelas pessoas fica bastante clara. Em seguida, o público conhece a mocinha da história, a Grace (Samara Weaving, Três Anúncios Para Um Crime). Vestida de noiva, ela conversa consigo mesma, sobre suas preocupações e ansiedades, enquanto fuma um cigarro. Estes elementos iniciais são de extrema relevância para trama e não são [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Logo de cara, o espectador já é informado de que a família Le Domas não é comum. A abertura de<strong><em> Casamento Sangrento</em></strong> traz um <em>flashback</em>, no qual a índole daquelas pessoas fica bastante clara. Em seguida, o público conhece a mocinha da história, a Grace (Samara Weaving, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tres-anuncios-para-um-crime/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Três Anúncios Para Um Crime</em></a>). Vestida de noiva, ela conversa consigo mesma, sobre suas preocupações e ansiedades, enquanto fuma um cigarro. Estes elementos iniciais são de extrema relevância para trama e não são postos a toa. Enquanto a narrativa vai acontecendo, cada vez mais detalhes são revelados.</p>
<p>Este é um ponto positivo sobre este longa. Inicialmente, a progressão em que as práticas dos Domas são reveladas, juntamente com um clima de tensão que não se dispersa, até dado momento de exibição, ajudam a elevar a sensação de suspense, seguido de pânico, o que pode prender o público. Além disto, apesar de haver um prosseguimento na revelação de quem são aquelas figuras, o jogo de introdução de quem elas são é bastante criativo e elucidativo. A decisão de colocar duplas que trocam farpas e dão conselhos antes da cerimônia é uma pista de como será o desenrolar de tudo posteriormente. No entanto, quando todo o esquema está posto e a perseguição da protagonista vai começar parece que todo o fôlego da produção já foi gasta.</p>
<p>Daí em diante, o equilíbrio vai se perdendo e o tom necessário some gradativamente. A começar pela existência de uma comicidade um tanto desacertada na obra. Colocada pelos roteiristas Guy Busick (<em>Urge: Droga Mortal</em>) e R. Christopher Murphy (<em>Castle Rock</em>), ela passa do ponto e vai se transformando em um desperdício de tempo e da chance de criar suspense. O problema não são os traços de comédia em si, mas como eles são utilizados e como acontece uma quebra de expectativa que chega de uma maneira negativa. Isto porque os caminhos acabam não sendo decididos e ainda que gêneros múltiplos possam gerar bons resultados, aqui esta escolha chega confusa.</p>
<p>Outra questão  que aparece, também advindo de uma aparente indecisão, é o subaproveitamento de certos <em>plots</em> que não se desenvolvem, ficando apenas na superfície. No princípio, há uma sensação de que a premissa da Tia Helena (Nicky Guadagni) vai ser aprofundada e afetará os rumos do enredo. Assim como a aparição de Becky (Andie MacDowell, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-magic-mike-xxl/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Magic Mike XXL</em></a>) e suas sequências de diálogos com Grace deixam uma pista falsa de que ela se tornará uma peça chave por ali. No entanto, as duas, ao invés de crescerem, vão cada vez mais se planificando e virando um pouco igual a todos que estão por ali.</p>
<p>No resultado final, acaba que a combinação dos textos e ações, com as atuações mirando mais em tipos do que indivíduos (não que isso não possa ser uma estratégia que funcione) deixam tudo muito bobo. O medo e o suspense vão se esvaindo e as tentativas de graça não funcionam, deixando a sessão cada vez menos dinâmica. Contudo, alguns aspectos fazem a sessão valer a pena. A seleção de uma atriz para o papel principal é de fundamental importância, justamente porque o carisma e o talento de uma intérprete podem colaborar intensamente para a qualidade do projeto.</p>
<p>Weaving imprime força para sua criação e consegue mesclar sutileza, doçura, frieza e força. Em um instante ela consegue passar por todas estas emoções e retornar para algum ponto necessário. A sua Grace é a única que não se planifica e vai crescendo enquanto a trama avança. A sua atuação acaba equilibrando a atmosfera histriônica criada em algumas partes, algo que é proposital, claro, mas que deixa quase uma estafa, evitada pelas escolhas cênicas e processuais de Samara. Assim, em termos gerais, <strong><em>Casamento Sangrento</em></strong> acaba sendo uma produção divertida e leve. Sem criar muitas expectativas é possível ter um entretenimento digno.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Samara Weaving, Andie MacDowell, Adam Brody, Mark O&#8217;Brien, Henry Czerny, </p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/romYQvllHTA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/">Dica do Dia: Casamento Sangrento (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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