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	<title>Arquivos Globoplay - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Globoplay - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Silêncio da Chuva (Globoplay)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2022 18:27:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptação do romance policial homônimo de Luiz Alfredo Garcia-Roza, O Silêncio da Chuva é um tanto irregular. Contendo momentos nos quais existem elementos técnicos e discursivos bem trabalhados e algumas questões incômodas, que podem gerar desconfortos,  a avaliação geral do longa-metragem pode variar pela importância que o espectador vai dar para cada um destes pontos. A maneira como a obra aborda o racismo, a misoginia e o elitismo, por exemplo, é um acerto. Durante a projeção, enquanto a investigação da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptação do romance policial homônimo de Luiz Alfredo Garcia-Roza, <strong><em>O Silêncio da Chuva</em></strong> é um tanto irregular. Contendo momentos nos quais existem elementos técnicos e discursivos bem trabalhados e algumas questões incômodas, que podem gerar desconfortos,  a avaliação geral do longa-metragem pode variar pela importância que o espectador vai dar para cada um destes pontos.</p>
<p>A maneira como a obra aborda o racismo, a misoginia e o elitismo, por exemplo, é um acerto. Durante a projeção, enquanto a investigação da dupla de policiais Daia (Thalita Carauta) e Espinosa (Lázaro Ramos) acontece, frases preconceituosas e/ou degradantes são emitidas pelas personagens que os cercam. Há um equilíbrio criado entre o estabelecimento de tensão por conta do mistério que envolve a morte de Ricardo (Guilherme Fontes) junto com questões sociais que são evocadas constantemente.</p>
<p>Inclusive, neste jogo de direcionar o olhar do público para os conflitos dos ricos que desejam manter seus privilégios sempre e, por isso, possuem muito a esconder, é que a trama surpreende em seu desfecho. O vilão principal, Aurélio (Otávio Müller), é o típico homem branco pegajoso, que faz “piadas” indigestas e que, diversas vezes, é posto como um bobo que apenas fala e não faz nada.</p>
<p>Aqui, fica colocado como o crápula do cotidiano também oferta perigo e suas falas machistas devem ser notadas e observadas sempre. Neste sentido, a atuação de Müller contribui para a elaboração desta figura que é cuidadosamente trabalhada para soar como inofensiva em suas ações, até o momento da virada, quando seu Aurélio passa a ser perturbador.</p>
<p>O grande ganho de Müller em <em><strong>O Silêncio da Chuva</strong></em> foi utilizar as mesmas movimentações, posturas e gestos corporais, mudando somente o tom e a velocidade da fala. A sua contracena também cresce ao lado de Lázaro e Thalita. Além de elevarem o potencial de Otávio em cena, ambos conseguem criar uma dinâmica jogo cena crível e possuem bastante química. O destaque aqui é ainda maior para Thalita, que entrega em sua Daia uma personagem orgânica e de carisma intenso.</p>
<p>A forma como a intérprete colore o texto vai para um realismo/naturalismo forte, o que não é necessariamente algo positivo ou negativo, porém nesta produção funciona para aumentar a credibilidade para seu papel e fomentar o ritmo das cenas. Em suas acelerações e fluxos ágeis de pensamento, Thalita Carauta sabe selecionar os momentos de peso e relaxamento presentes no texto, aumentando ou diminuindo as tensões.</p>
<p>Ela consegue ser o respiro e o sufocamento em uma mesma sequência ou em mais de uma. Talvez, a atriz seja o ponto alto da obra. Ainda assim, existem mais dois elementos que chamam a atenção de uma forma positiva dentro do longa. A primeira que se pode apontar é a forma como o espaço do Rio de Janeiro é ressignificado para contar uma história policial.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15102" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lazaro_ramos_-photo_by_mariana_vianna.jpg" alt="O Silêncio da Chuva " width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lazaro_ramos_-photo_by_mariana_vianna.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lazaro_ramos_-photo_by_mariana_vianna-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lazaro_ramos_-photo_by_mariana_vianna-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lazaro_ramos_-photo_by_mariana_vianna-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Escolhendo locações  que ficam no centro do Rio, vê-se um lado pesado, urbano e de tons soturnos da cidade. A direção de Daniel Filho (<em>A Partilha</em>) eleva essa potencialidade, justamente nestes planos gerais de prédios e construções mais sóbrias, sendo aqui o segundo destaque apontável. O olhar de Filho nesta adaptação colabora com a ambientação policial.</p>
<p>Todavia, a seleção de planos e movimentações falha em uma determinada parte do filme. Uma das questões mais debatidas em relação ao cinema é a utilização de cenas de estupro no audiovisual. Além do “tê-las ou não”, o como as rodar é um foco de atenção nestes debates. Em <strong><em>O Silêncio da Chuva</em></strong> duas saídas seriam realizáveis. Uma: mudar a forma como Aurélio é derrotado ou criar uma decupagem que deixasse esta sequência menos explícita e violenta, principalmente a primeira parte dela.</p>
<p>O encontro de soluções para reduzir este trato do corpo e da figura da mulher violentada no audiovisual cabe aos realizadores. Assim, esta conclusão é difícil de acompanhar, pois a brutalidade do ocorrido ganha destaque nos enquadramentos e movimentações. Todavia, a queda qualitativa não é exclusividade desta cena. D</p>
<p>evido a outros problemas, obviamente, existem problemas durante a sessão. Um deles é a iluminação. É bem verdade que há uma vontade de colocar no ecrã um Rio de Janeiro distinto do que se está acostumado a ver. Esta estratégia é louvável. No entanto, a forma com a luz é utilizada compromete a fruição das ações ou reduz o impacto dos acontecimentos ali mostrados.</p>
<p>Além disso, existe um desnível rítmico. Ainda que a atuação de Thalita consiga empurrar e direcionar as velocidades durante a projeção, melhorando o desenvolvimento da narrativa, algumas voltas dentro do enredo provocam uma sensação de tédio. Quem está assistindo já compreendeu boa parte da situação colocada no longa e fica ansiando por ver as situações se encaminharem, porém sequências semelhantes causam um <em>deja vu</em> que tem, como consequência, um tédio e uma dispersão.</p>
<p>Desta maneira, no geral, <strong><em>O Silêncio da Chuva</em></strong> possui um resultado quase médio. Contendo instantes bem elaborados de suspense, ação e até comédia, ele vale ser visto, ainda que com momentos intragáveis ou um pouco tediosos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Filho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lázaro Ramos, Thalita Carauta, Cláudia Abreu.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zuLbmAZXEU0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cabeça de Nêgo (Globoplay)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-cabeca-de-nego-globoplay/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2022 14:16:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Déo Cardoso]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Há todo um percurso progressivo realizado por Déo Cardoso neste longa-metragem. Iniciando com uma ambientação que localiza o espectador, existem duas atmosferas instaladas aqui em <strong><em>Cabeça de Nêgo </em></strong>e ambas funcionam corretamente. A primeira é a da rotina escolar, com colegas que brincam na sala, enquanto outros colam cartazes pelos muros da instituição. É notável que em pouco tempo de projeção que aquele é um espaço da juventude, mas também de lutas. A partir deste ponta pé inicial, Cardoso deixa nítidos os traços marcantes das personalidades das personagens, ainda que estas sejam até coadjuvantes.</p>
<p>A segunda construção é a do que cerca aquela realidade escolar, para além de cálculos, interpretações de textos e traduções: a opressão racial e social que os estudantes passam todos os dias e que é “normalizada” por muitos. Mais ainda, o diretor e roteirista insere o racismo e a luta contra ele, vinda de alunes e de algumas (poucas) professoras.</p>
<p>É neste cenário jovial, mas repleto de conflitos graves, que são diminuídos por quem deseja manter seus privilégios – dentro ou fora do colégio – é que Déo conta a sua história. A maneira como a narrativa consegue ampliar a tensão durante a exibição é notória.</p>
<p>Cada evento vai se desdobrando em novos acontecimentos, sem que o conflito central se perca em <strong><em>Cabeça de Nêgo</em></strong>. Neste contexto, seria até compreensível que a quantidade de informação pudesse afetar o enredo, gerando uma investigação e cuidados menores com algum ou mais de algum elemento. Todavia, tanto o protagonista Saulo (Lucas Limeira) quanto quem o cerca, ganha contornos e são bem trabalhados. O texto é direto e, por isso, consegue delinear com vigor as características das personalidades das personagens. Outro fator que contribui para a rápida percepção sobre estas figuras ficcionais mostradas na tela é que, feliz e infelizmente, elas existem, na vida real.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15054" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cabeca_de_nego02-17296510.jpg" alt="Cabeça de Nêgo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cabeca_de_nego02-17296510.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cabeca_de_nego02-17296510-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cabeca_de_nego02-17296510-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cabeca_de_nego02-17296510-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Há aqui posto o jogo de poder do diretor da escola, que tem planos escusos com partidos políticos, versus a garra, a militância e a luta antirracista e de estudantes do ensino público no Brasil. Talvez seja por isso que quanto mais a projeção avança, mais intensa ela precise ficar. Déo é certeiro em aumentar o caos e a suspensão a cada sequência.</p>
<p>Toda esta tensão e angústia somente são quebradas por algumas questões que incomodam, mas que não comprometem a totalidade do filme. Em certas sequências as atuações são artificiais e os diálogos expositivos. O curioso é que são passagens que não são tão cruciais para o desenvolvimento da trama, porém estão ali porque o realizador as achou relevantes para a obra.</p>
<p>Assim, elas poderiam ser mais orgânicas, para que funcionassem e não destoassem do restante, ou serem retiradas. Outro fator preocupante está no som. Em algumas sequências, como na conversa da professora Elaine (Jéssica Ellen) com suas alunas, o áudio possui um eco, que causa estranhamento em quem assiste. Mas, com todo o conteúdo presente na produção, o que ela traz como discussão, e como a traz, garante uma boa sessão. <strong><em>Cabeça de Nêgo</em></strong> merece ser visto e revistado sempre, pois ele tem uma importância intensa para o audiovisual, para a cultura brasileira. Além de ser um longa feito no Nordeste, de ser composto por uma equipe majoritariamente negra, por tratar de violência policial, opressão do Estado e racismo estrutural, o filme tem uma decupagem inteligente, que fomenta o clima de tensão e aumenta a compreensão dos sentimentos e pensamentos de cada personagem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Déo Cardoso</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lucas Limeira, Jéssica Ellen, Val Perré</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HPE6_1-Ss-k" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cabeca-de-nego-globoplay/">Crítica: Cabeça de Nêgo (Globoplay)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Especial: Um Filme de Terror em Cada Streaming</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-um-filme-de-terror-em-cada-streaming/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 21:27:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Uma noite alucinante: A Morte do Demônio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em junho, o isolamento social completa três meses e, muitas vezes, os filmes e séries funcionam como um bálsamo, uma distração momentânea, durante esta pandemia. Dentre os múltiplos tipos de longas possíveis, esta que vos escreve tem se segurado nas produções de terror. Talvez, seja algo relacionado com hormônios que o corpo libera durante o consumo deste tipo de obra ou como a realidade ali é tão absurda que faz com que a vida real seja esquecida por algumas horas. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em junho, o isolamento social completa três meses e, muitas vezes, os filmes e séries funcionam como um bálsamo, uma distração momentânea, durante esta pandemia. Dentre os múltiplos tipos de longas possíveis, esta que vos escreve tem se segurado nas produções de terror. Talvez, seja algo relacionado com hormônios que o corpo libera durante o consumo deste tipo de obra ou como a realidade ali é tão absurda que faz com que a vida real seja esquecida por algumas horas.</p>
<p>No entanto, a pluralidade de opções e os múltiplos catálogos dos canais <em>streaming</em> acabam prolongando o tempo de seleção. Pensando nisso, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> reuniu uma lista com dicas de longas do gênero. A ideia era procurar diversificar o máximo possível os estilos e tipos de plataformas. Assim, se o leitor não possuir alguma assinatura ou não gostar de <em>slasher</em>*, por exemplo, pode curtir um sobrenatural e encontrar alguma dica aqui. Estas escolhas também não pretendem reduzir as possibilidades dos espectadores. Elas são muito mais um <em>start </em>para maratonas. Confira!</p>
<h4><strong>Confira a lista Um Filme de Terror em Cada Streaming!</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12910" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-1.jpg" alt="Sobrenatural" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong><em>: Sobrenatural</em> (2010) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://www.primevideo.com/?_encoding=UTF8&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Prime Video</a></h5>
<p>James Wan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-universo-invocacao-do-mal/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Invocação do Mal</em></a>) tem costume de trazer em sua direção detalhes de planos e movimentação de câmera que fazem com que o medo possa ser quase palpável para o espectador. Em <em>Sobrenatural</em> isto não é diferente! Há uma atmosfera de pesadelo e o filme evoca não apenas elementos visuais como sonoros para o estabelecimento das tensões, das quebras de expectativas e de  <em>jump scares</em> bem realizados. Este último ponto citado, inclusive, não aparece apenas para dar um susto gratuito na plateia, mas se faz presente  para contribuir com o pavor crescente das personagens.</p>
<p>A progressão do enredo também é um destaque. É curioso observar como se cria uma sensação de que todos os elementos já foram usados, porém as reviravoltas trazem novas camadas para trama e sensações em que assiste. Apesar de se perder na costura de todo universo criado e de possuir um desfecho um tanto apressado, a produção vale cada minuto gasto.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12911" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/halloween-haunted-house-in-auburn-bay-3.jpg" alt="Carrie, A Estranha (1976)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/halloween-haunted-house-in-auburn-bay-3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/halloween-haunted-house-in-auburn-bay-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/halloween-haunted-house-in-auburn-bay-3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <em>Carrie, A Estranha</em> (1976) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://www.telecineplay.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Telecine Play</a></h5>
<p>Existem diversos motivos que podem ser elencados para que este filme faça parte da lista. Adaptado da obra homônima de Stephen King, ele é dirigido por Brian de Palma (<em>Vestida para Matar</em>), um cineasta que, ao longo de sua carreira, trouxe como uma de suas características principais o talento para construir dinâmicas de tensão, suspense e angústia. Além disso, a obra possui momentos icônicos e que foram reencenados em muitas outras obras. Um exemplo é a cena em que um balde de sangue de porco que cai na protagonista. Quantas vezes esta sequência não foi utilizada em novelas, séries e longas, não é mesmo? Ainda existe o fato do papel principal ser vivido por Sissy Spacek (<em>Entre Quatro Paredes</em>), uma atriz que imprime complexidade para sua personagem, através da mescla de ingenuidade profunda, força e ódio, que mudam de um para outro em uma fração de segundo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12909" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/happy-death-day1.jpg" alt="A Morte te dá Parabéns" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/happy-death-day1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/happy-death-day1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/happy-death-day1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-te-da-parabens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Morte te dá Parabéns</em></a> (2017) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://www.netflix.com/browse" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Netflix</a></h5>
<p>A palavra que melhor descreve este filme é: diversão. Se alguém estiver procurando um <em>thriller</em> adolescente que misture ação, mistério e piadas engraçadas, esta é a melhor opção de sessão. A história traz as peripécias de Tree Gelbman (Jessica Rothe), uma menina aparentemente fútil e egoísta, que começa a ser assassinada e ressuscitar todos os dias, na data de seu aniversário. Além de ser uma boa pedida para quem quer ver um terror mais leve, a narrativa aqui é amarrada, as reviravoltas da trama fazem sentido e dão gás para o desenvolvimento da protagonista e a sua colagem de quebra-cabeça para solucionar a sua situação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12908 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/055156.jpg" alt="Um Filme de Terror em Cada Streaming" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/055156.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/055156-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/055156-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boa-noite-mamae/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Boa Noite, Mamãe</em> </a>(2016) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://globoplay.globo.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Globoplay</a></h5>
<p>Falando em <em>plot twist</em>, este terror austríaco possui uma grande reviravolta! Além de seu final surpreendente, o caminho até chegar nele também é um ponto alto desta produção. A construção da relação entre os irmãos gêmeos Lucas (Lucas Schwarz) e Elias (Elias Schwarz) é responsável por isso. Entre o afeto que um nutre pelo outro e o medo crescente que vão apresentando pela mãe, é a através da força desta irmandade que a dinâmica de medo, tensão e relaxamento vai sendo jogada durante a sessão. Alguns elementos como a locação, figurino e maquiagem engrandecem o medo nos detalhes: o esparadrapo, os caminhos desertos, as roupas folgadas que deixam os corpos mais franzinos etc. Outro ponto favorável é a montagem que brinca com os garotos, fazendo uma repetição de ações e imagens dos dois. Assim, eles aprofundam não apenas as características de personalidade das personagens como da atmosfera de terror e pânico que elas vivenciam.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12906" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/1_XppY2y9odatZV4YEDGcy1A.jpeg" alt="Alien – O Oitavo Passageiro (1979)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/1_XppY2y9odatZV4YEDGcy1A.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/1_XppY2y9odatZV4YEDGcy1A-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/1_XppY2y9odatZV4YEDGcy1A-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <em>Alien – O Oitavo Passageiro</em> (1979) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://www.hbogo.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">HBO Go</a></h5>
<p>Para muitas pessoas o mero fato de estar preso em um ambiente fechado já é algo aterrorizante. Agora, imagina estar enclausurado com um ser de outro planeta, que possui sangue corrosivo e pode te atacar a qualquer momento? Até chegar neste ápice de pânico e sufocamento, a direção de Ridley Scott (<em>Gladiador</em>) e o roteiro de Dan O’Bannon (<em>A Volta dos Mortos Vivos</em>) começam a instalar a tensão lentamente, revelando o comportamento e a personalidade dos tripulantes primeiro. Com esta informação, quando o caos é instalado, o público consegue criar empatia ou desgosto com as personagens, embarcando junto nesta atmosfera de acuamento.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12907 size-full" title="Um Filme de Terror em Cada Streaming" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/20190711-evil-dead-1200x675-1.jpg" alt="Um Filme de Terror em Cada Streaming" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/20190711-evil-dead-1200x675-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/20190711-evil-dead-1200x675-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/20190711-evil-dead-1200x675-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <em>Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio</em> (1981) / <strong>ONDE:</strong> <a href="https://play.google.com/store" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Google Play</a></h5>
<p>Um clássico que trouxe diversas referências para o gênero, o filme reúne elementos muito utilizados em outras produções. Veja a sua sinopse: grupo de jovens se reúne numa cabana para passar o final de semana, mas encontram um livro misterioso. Após de lê-lo em voz alta, eles despertam vários demônios que vão incorporando as moças gradativamente. As idas e vindas da tensão e o perigo iminente de ataque são pontos altos aqui! A movimentação de câmera também acaba por imprimir uma atmosfera de suspensão que pode tirar o ar! Em uma dada sequência, por exemplo, na qual o protagonista Ash (Bruce Campbell) procura a sua namorada Linda (Betsy Baker), a câmera se desloca junto com ele, passando a impressão de que está se acompanhando a sua perspectiva.</p>
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		<title>Dica do Dia: For Sama (Globoplay)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2020 22:12:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dica do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Watts]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[For Sama]]></category>
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		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
		<category><![CDATA[Waad Al-Kateab]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Constantemente bombardeada durante a rebelião síria, Aleppo é uma cidade fantasma. Ruas vazias, construções implodidas ou quase destruídas e pessoas feridas em busca de socorro são constantes nesse cenário. Em meio a esse caos, a jornalista e cineasta síria Waad Al-Kateab registra o trabalho do seu marido, um médico responsável por uma equipe que socorre vítimas da violência. Waad também usa sua câmera para refletir sobre a criação da sua filha Sama enquanto sonha com uma Síria livre. O documentário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Constantemente bombardeada durante a rebelião síria, Aleppo é uma cidade fantasma. Ruas vazias, construções implodidas ou quase destruídas e pessoas feridas em busca de socorro são constantes nesse cenário. Em meio a esse caos, a jornalista e cineasta síria Waad Al-Kateab registra o trabalho do seu marido, um médico responsável por uma equipe que socorre vítimas da violência. Waad também usa sua câmera para refletir sobre a criação da sua filha Sama enquanto sonha com uma Síria livre.</p>
<p>O documentário <em><strong>For Sama</strong></em>, um dos títulos indicados na última edição do Oscar, consegue dimensionar todo o horror dessa situação a partir de uma aproximação íntima com os sujeitos que são vítimas dela. Um recurso extremamente simples, mas totalmente eficaz que Waad põe em prática através de imagens que registram situações cortantes como a tentativa de reanimar um recém-nascido cuja mãe acabara de ser atingida, o desespero de duas crianças ao receber a notícia dos médicos de que seu irmão acabara de falecer ou, de maneira ainda mais pessoal, as angústias da cineasta como mãe de uma bebê que testemunha toda essa sociedade em ruína.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12809" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3280014.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="For Sama" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3280014.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3280014.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3280014.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como registro, <strong><em>For Sama</em></strong> é um filme bastante eficaz. O longa tem a força emotiva de um testemunho histórico que evita qualquer sensacionalismo. As imagens do documentário chocam pela maneira seca com a qual exibe a angústia cotidiana que toma conta dos cidadãos de Aleppo que chegam ao hospital do esposo de Waad. Há momentos, como os já citados, de completa suspensão do fôlego do espectador.</p>
<p>Como narrativa, <strong><em>For Sama</em></strong> exibe um leve anticlímax em minutos finais que, deveriam, mas não conseguem superar a força das imagens que os precederam. Ainda assim, na maior parte do tempo Waad consegue delinear de maneira fluida seu diário de sobrevivência na Síria contemporânea fazendo do seu filme um testemunho atemporal de como os atos de uns poucos homens no poder são capazes de trazer como resultado cenas que exibem a crueldade na sua forma mais bruta.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Waad Al-Kateab, Edward Watts</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2d_ZCfVGQSg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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