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	<title>Arquivos Forest Whitaker - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Forest Whitaker - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Próxima Parada: Apocalipse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Aug 2018 16:54:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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		<category><![CDATA[Forest Whitaker]]></category>
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		<category><![CDATA[Próxima Parada: Apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[Theo James]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A humanidade sempre teve um fascínio pelo seu próprio fim. Previsões sobre o extermínio da raça humana, catástrofes monumentais e desastres absurdos sempre foram uma ideia muito rentável e de amplo interesse para as pessoas e, por conta disso, o mercado cinematográfico não poderia ficar de fora dessa empreitada. Com obras dentro e fora do universo da sétima arte, cenários apocalípticos têm um espaço na memória cinéfila de cada pessoa. Desde o início do cinema pode se ver o que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A humanidade sempre teve um fascínio pelo seu próprio fim. Previsões sobre o extermínio da raça humana, catástrofes monumentais e desastres absurdos sempre foram uma ideia muito rentável e de amplo interesse para as pessoas e, por conta disso, o mercado cinematográfico não poderia ficar de fora dessa empreitada. Com obras dentro e fora do universo da sétima arte, cenários apocalípticos têm um espaço na memória cinéfila de cada pessoa. Desde o início do cinema pode se ver o que é conhecido como subgênero da &#8220;catástrofe&#8221;. <em>Fire!</em> (título original), de 1901, foi o filme inaugural dessa vertente. Após anos de iniciado, os longas-metragens de desastres só fizeram crescer em quantidade e orçamento, criando diversos exemplos marcantes como <em>Guerra dos Mundos</em>, de 1953; <em>Armagedom</em> e <em>Impacto Profundo</em>, ambos de 1998; e, mais recentemente, <em>2012</em>, de 2009, e <em>Tempestade: Planeta em Fúria</em>, de 2017 – que não chegam aos pés dos primeiros exemplos.</p>
<p>O serviço de streaming Netflix trouxe para o seu catálogo, no mês de julho, o longa <em>Próxima Parada: Apocalipse</em>. A película segue exatamente a linha dos filmes de catástrofes citada anteriormente, trazendo um iminente fim da humanidade (ou destruição de boa parte dela) como cenário central da trama. Há, contudo, diversos problemas na produção que a impedem de sequer ser citada ao lado de trabalhos como o marcante <em>Guerra dos Mundos</em> – o qual foi baseado no livro de mesmo nome do autor H. G. Wells. Dessa forma, a Netflix entrega, como de costume, uma produção cinematográfica cheia de falhas.</p>
<p>Durante a visita na qual Will (Theo James) contaria aos seus sogros que ele e sua noiva estão esperando um filho, um misterioso caos se instaura. O apocalipse repentino devasta todo e qualquer tipo de comunicação e serviço, impossibilitando que Will e a família de Samantha (Kat Graham) consigam ter notícias dela. A falta de informações faz com que Will e seu sogro, Tom (Forest Whitaker), tenham que superar suas diferenças pessoais para alcançar seu objetivo comum: salvar a vida da jovem grávida. Para isso, Will e Tom terão que cruzar os Estados Unidos numa viagem de carro que será tão misteriosa e assustadora quanto essa catástrofe que paira o mundo.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9207" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/2888035.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cena do Filme Próxima Parada: Apocalipse" width="610" height="348" /></p>
<p>O trabalho do diretor David M. Rosenthal é bem mediano, não criando nada de encantador através de suas cenas. Para agravar a situação já não muito favorável, o roteiro de Brooks McLaren é pobre e recheado de pontas soltas. Do começo ao final do longa, o espectador fica se perguntando o motivo de tal cenário horrendo e tem como resposta um vazio tão grande quanto a qualidade da produção que está assistindo. É simplesmente decepcionante passar quase duas horas assistindo um trabalho tão ruim. O sentimento que define esse longa-metragem é um misto de desgosto e incompreensão. É inacreditável como uma fórmula tão clara e batida não foi reproduzida bem. Comumente os filmes de catástrofes tendem a ser medianos por suas fórmulas serem repetitivas, mas, diante de algo tão falho, o mediano se torna um sonho.</p>
<p>Para completar o caos da produção, os personagens de James e Whitaker são insossos. O protagonismo deles lhes proporcionam momentos que poderiam ser os pontos altos da obra – seja quanto a relação deles, o sentimento de superação na busca pela noiva/filha ou a tentativa de entender o problema que está destruindo suas vidas. Quanto ao resto do elenco, não existe muito o que falar uma vez que a narrativa foca mais nesses dois personagens, fazendo com que o destaque de outros membros da história seja pequeno.</p>
<p>Um diretor sem diferencial, um roteiro que falta (e falta muito), atuações que não tocam o espectador e um final completamente desconexo. Esse é o resumo do novo fracasso feito pela Netflix. Dessa forma, não há outra forma de categorizar <em>Próxima Parada: Apocalipse</em> exceto como um desastre dentro e fora narrativa. Ou seja, sem nada de bom e repleto de falhas, a película se torna, sem sombra de dúvidas, uma das piores produções que o serviço de streaming lançou em 2018.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/SHaIhMRiyhk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pantera Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2018 20:19:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Angela Basset]]></category>
		<category><![CDATA[Chadwick Boseman]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Forest Whitaker]]></category>
		<category><![CDATA[Letitia Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Lupita Nyong'o]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Pantera Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Super-herói]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pantera Negra é um dos melhores filmes da Marvel, definitivamente. E isso se apresenta muito cedo, de maneira bem clara. Elenco, roteiro, trilha sonora. Tudo isso funciona como uma orquestra bem ensaiada. Sendo assim, qualquer clichê que possa, porventura, surgir, é rapidamente esquecido, já que o produto final é excelente. Diferente dos últimos filmes da Marvel, este é mais maduro e bem construído. O enredo é muito interessante e atrai o espectador, indo muito além de tiros e explosões. Existe [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pantera Negra</em> é um dos melhores filmes da Marvel, definitivamente. E isso se apresenta muito cedo, de maneira bem clara. Elenco, roteiro, trilha sonora. Tudo isso funciona como uma orquestra bem ensaiada. Sendo assim, qualquer clichê que possa, porventura, surgir, é rapidamente esquecido, já que o produto final é excelente.</p>
<p>Diferente dos últimos filmes da Marvel, este é mais maduro e bem construído. O enredo é muito interessante e atrai o espectador, indo muito além de tiros e explosões. Existe uma construção de narrativa coesa, que dá ao protagonista a força que ele precisa na história. Além disso, os coadjuvantes são muito bem explorados, tornando o todo ainda melhor.</p>
<p>O elenco é um ponto muito forte do longa. No protagonista temos Chadwick Boseman que traz muita força ao personagem e sua história. É como se ele tivesse nascido para esse papel. Mas maravilhoso mesmo é o elenco feminino agregado que se destaca mais que o principal em diversos momentos. Lupita Nyong&#8217;o está excelente no papel, mas quem rouba a cena é Danai Gurira com uma personagem forte, marcante e cheia de representatividade feminina. Ela brilha em todas as cenas e o espectador fica torcendo para que ela apareça cada vez mais. Destaque importante também para Letitia Wright que faz a irmã do protagonista e é de uma naturalidade tão grande e divertida, que se torna apaixonante.</p>
<p>Temos ainda os veteranos Angela Basset e Forest Whitaker que funcionam como uma base de apoio para o elenco principal e mais composto por novatos. Eles aparecem em poucos momentos, mas em cenas importantes para compor a história e dar ainda mais força ao filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8690" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/298494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Especialmente por isso, <em>Pantera Negra</em> tem uma representatividade muito forte. Mais de 90% do elenco e produção é composto por negros, além de um discurso de personificação cultural marcante. É preciso ter espaço para todos no cinema, em papéis importantes e não apenas secundários. É fundamental ter negros fazendo papéis de heróis e não apenas de escravos. É como disse Viola Davis certa feita: &#8220;é preciso ter papéis escritos para negros para que nós possamos nos destacar&#8221;. E esse filme é a tradução desta necessidade e o resultado não poderia ser mais maravilhoso.</p>
<p>O roteiro é muito bem escrito e conduzido. Tem alguns clichês, é bem verdade, mas como disse inicialmente, esse detalhe é esquecido. As construções narrativas são bem feitas e compostas de maneira a levar o espectador para a próxima cena. Tudo muito bem conectado, sem deixar nenhum fio solto. Além disso, o vilão é interessante e bem trabalhado. Ele não é apenas mau. Ele tem todo um histórico por trás que &#8220;justifica&#8221; suas ações e tentativas de frustrar o sucesso do mocinho.</p>
<p>As músicas da trilha sonora, por parte do artista Kendrick Lamar, também complementam muito bem o contexto do enredo, tornando o produto final ainda mais empolgante. Aliás, esse é um adjetivo que cabe muito bem ao longa. Empolgante!</p>
<p><em>Pantera Negra</em> é um filme muito bom e necessário, que veio para marcar uma fase importante de representatividade no cinema e no mundo. Com certeza ficará na história e isso é fundamental. É um presente para o espectador e fã dos longas da Marvel.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wL4a4MafSjQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Chegada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2016 22:32:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Chegada]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Denis Villeneuve]]></category>
		<category><![CDATA[Forest Whitaker]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Renner]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em A Chegada, Amy Adams (Trapaça) interpreta Louise Banks, uma especialista em Linguística chamada às pressas para solucionar um entrave de comunicação entre humanos e uma raça alienígena que acaba de chegar na Terra. O que a protagonista e o espectador do mais recente longa do canadense Denis Villeneuve (Sicario) não esperam é que esse contato acabe trazendo à tona determinadas recordações de profundo teor emocional para Louise. Ao final da sessão, a protagonista do filme e, possivelmente, o público [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: left;">
<p><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Em </span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">A Chegada</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">, Amy Adams (</span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Trapaça</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">) interpreta Louise Banks, uma especialista em Linguística chamada às pressas para solucionar um entrave de comunicação entre humanos e uma raça alienígena que acaba de chegar na Terra. O que a protagonista e o espectador do mais recente longa do canadense Denis Villeneuve (</span><i data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Sicario</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">) não esperam é que esse contato acabe trazendo à tona determinadas recordações de profundo teor emocional para Louise. Ao final da sessão, a protagonista do filme e, possivelmente, o público ficarão devastados com o que toda a situação acaba revelando a respeito dos caminhos traçados pela acadêmica.</span></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A ficção-científica que o leitor verá em <i>A Chegada </i>não é simplificada por efeitos especiais de ponta, ainda que eles existam, ou por sequências sonoramente estridentes de espaçonaves explodindo o nosso planeta. O roteiro de Eric Heisserer (<i>Quando as Luzes se Apagam</i>), baseado no romance <i>Story of Your Life </i>de Ted Chiang, parece querer utilizar sua trama de invasão extraterrestre como catalisadora de questões filosóficas de fundo privado. Esse intuito parece claro desde o primeiro momento, quando o espectador tem contato com a história de Louise e sua filha, morta por uma trágica doença. Esta história não é sobre a humanidade, ainda que possamos traçar paralelos com a vida de qualquer um, mas sobre Louise Banks.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Realizador de filmes tendentes a cisão de opiniões, Denis Villeneuve tem no currículo títulos certeiros na execução das suas metas como <i>Os Suspeitos</i>, suspense protagonizado por Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal, e outros vacilantes como <i>Sicario</i>, longa cujo elenco é encabeçado por Emily Blunt, mas que tem um maestro perdido em meio a inconsistências do roteiro. <i>A Chegada </i>me parece uma obra intermediária da sua filmografia. O longa tem uma inegável e eficiente carga emocional, oferecendo um desfecho intenso que nos dá conta dos caminhos percorridos por sua protagonista e de uma compreensão profunda sobre ela a partir das escolhas que faz mesmo ciente do que a espera no futuro, nisso o longa de Villeneuve é preciso e atinge com muito impacto o espectador. Contudo, o diretor parece ainda sob efeito de uma certa falta de &#8220;pé no chão&#8221; durante a execução da sua obra.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6968" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Arrival.jpg" alt="arrival" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Até chegar a esse momento de grande impacto emocional no final do seu longa, Villeneuve lida com <i>flashbacks </i>e projeções do futuro da protagonista que só parecem instigantes no último ato da sua trama, quando todas as suas questões parecem ficar mais claras. Diante das demandas inevitáveis de uma história atravessada por passado e futuro, o diretor parece estender o seu filme um pouco mais do que ele de fato solicita, conferindo ao mesmo um ar etéreo <i>kubrickiano</i> que o longa parece não requerer do realizador a partir de sonhos da protagonistas, silêncios entre os personagens e elocubrações visuais da fotografia de Bradford Young. Nesse aspecto, Villeneuve tropeça, ainda que, sublinho, ofereça um arco dramático inegavelmente forte para a sua protagonista, defendida com a discrição e sensibilidade pela sempre competente Amy Adams.</p>
<p>Assim, <i>A Chegada </i>é um filme que conquista o espectador emocionalmente, mas oferece como contrapartida algumas decisões questionáveis do seu realizador, que, assim como ocorrera <i>Sicario</i>, segue distraído na contemplação do seu próprio poder de composição imagético, muito mais do que às requisições da sua própria obra. Villeneuve estica o seu filme até não poder mais deixar de entregar o seu desfecho e se distrai com firulas por tempo demais. É certo que ele consegue oferecer um final satisfatório e dilacerante, mas um certo fio da meada se perde até chegar ao seu clímax emocional.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rNciXGzYZms" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Nocaute</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-nocaute/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 15:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[50 Cent]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Fuqua]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Forest Whitaker]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Nocaute]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel McAdams]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; De Rocky até Menina de Ouro ou A Luta pela Esperança, passando por variações como Touro Indomável e até O Vencedor, os &#8220;filmes de boxe&#8221; se consolidaram como um gênero cinematográfico com marcas e códigos de interpretação bem conhecidos. Temos a vida do lutador nos ringues e fora deles, relações familiares mal resolvidas, o desafio de lidar com o comportamento explosivo e auto-destrutivo, tudo isso culminando com uma grande lição sobre a superação. Nocaute, de Antoine Fuqua, segue o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3522" aria-describedby="caption-attachment-3522" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1.png"><img decoding="async" class="wp-image-3522 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1-620x387.png" alt="jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1" width="620" height="387" /></a><figcaption id="caption-attachment-3522" class="wp-caption-text">Amadurecimento: Lutador vivido por Jake Gyllenhaal tenta controlar seu temperamento explosivo para reaver a guarda da filha.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De <i>Rocky </i>até <i>Menina de Ouro </i>ou <i>A Luta pela Esperança</i>, passando por variações como <i>Touro Indomável </i>e até <i>O Vencedor</i>, os &#8220;filmes de boxe&#8221; se consolidaram como um gênero cinematográfico com marcas e códigos de interpretação bem conhecidos. Temos a vida do lutador nos ringues e fora deles, relações familiares mal resolvidas, o desafio de lidar com o comportamento explosivo e auto-destrutivo, tudo isso culminando com uma grande lição sobre a superação. <i>Nocaute</i>, de Antoine Fuqua, segue o destino natural dos filmes ambientados nesse universo e, por seguir as convenções do seu gênero, até tem um decréscimo do seu ritmo em determinados momentos. No entanto, a destreza de Fuqua no desfecho do longa e a empenhada performance de Jake Gyllenhaal fazem <i>Nocaute</i> se sobressair mesmo sendo parecido com outras obras similares que já nos foram apresentadas.</p>
</div>
<div>
<p>No filme, Gyllenhaal vive o lutador de boxe Billy Hope um campeão na sua categoria que no auge da carreira é devastado pela violenta morte da sua esposa. Hope fica inconsolável e é tomado por uma raiva tão avassaladora que o impede de cuidar da própria filha. Após perder a guarda da garota, o lutador tem que recomeçar a sua vida e encontra na figura do treinador Tick Wills (Forest Whitaker) a força que ele precisava para colocar tudo nos trilhos, ou seja, ter a sua filha de volta e retornar aos ringues.</p>
</div>
<figure id="attachment_3523" aria-describedby="caption-attachment-3523" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3523 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640-620x349.jpg" alt="set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3523" class="wp-caption-text">Tragédia: Casal vivido por Gyllenhaal e Rachel McAdams passa por um traumático acontecimento logo no primeiro ato do filme.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>Nocaute</i>, Antoine Fuqua, de <i>Dia de Treinamento,</i> faz questão de manter todo o discurso motivacional que é recorrente em &#8220;filmes de boxe&#8221;, a trajetória do homem que é testado pela vida com tragédias pessoais e consegue se reconstruir tornando-se uma lição de superação, a mensagem é que qualquer coisa pode te derrubar mas você tem que extrair forças para se reerguer. Assim, a história de Billy Hope é um conto sobre o amadurecimento, narrando a trajetória de um homem que perde o controle sobre tudo e precisa adquirir responsabilidade para poder criar a sua filha, agora órfã. Um tanto clichê, mas emocionalmente engajado, <i>Nocaute </i>acaba superando o seu próprio lugar comum e conquista públicos mais receptivos a abordagens mais tradicionais.</p>
</div>
<div>
<p>De início, a impressão que <i>Nocaute </i>dá é que o filme andará em círculos ao mostrar-nos as tentativas empreendidas por Hope para honrar a memória da sua esposa. Acontece que a virada do longa ocorre pelas mãos do seu próprio protagonista que, encarnado por um Jake Gyllenhaal à flor da pele, mas muito delicado em sua composição, leva o projeto a altas cargas emocionais e de adrenalina. Gyllenhaal está ao lado de grandes atores como Forest Whitaker, que até tem seus grandes momentos na trama, e Rachel McAdams, mas <i>Nocaute </i>parece o show de um homem só, um grande solo de um ator que tem merecido muito reconhecimento nos últimos anos por embarcar em empreitadas difíceis como <i>Os Suspeitos</i>, <i>O Homem Duplicado </i>e <i>O Abutre</i>. Somada a interpretação de Jake Gyllenhaal, o momento final do filme apresenta muita força e vigor, trata-se da grande luta que reerguerá o protagonista de <i>Nocaute. </i>Fuqua conduz muito bem essa sequência final que faz jus a algumas das melhores lutas de boxe realizadas pelo cinema.</p>
</div>
<figure id="attachment_3524" aria-describedby="caption-attachment-3524" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/southpaw.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3524 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/southpaw-620x349.jpg" alt="southpaw" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3524" class="wp-caption-text">Filme de boxe: Longa de Antoine Fuqua segue a cartilha de outras histórias ambientadas no universo das lutas.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sem grandes alardes e pretensões de ser obra-prima, <i>Nocaute </i>acaba se revelando um filme satisfatório. E para que pedir mais? Para que exigir do cinema que ele sempre nos apresente uma grande novidade, um ineditismo? As vezes penso que o problema está em nós mesmos e na eterna insatisfação do homem com o &#8220;comum&#8221;, a &#8220;rotina&#8221;. Parece que todo filme tem que ser um manifesto revolucionário para o cinema. <i>Nocaute </i>não é, trata-se de um reencontro do espectador com velhos conhecidos que nos lembram figuras como Rocky Balboa ou Jake La Motta e o filme parece estar muito bem resolvido com isso.</p>
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